Adriano Leal Bruni Rubens Fam (20)
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10 Custos da Produção Conjunta

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“Quanto mais aumenta nosso conhecimento, mais evidente fica nossa ignorância.”

John Kennedy

Processos de produção conjunta ocorrem quando uma empresa fabrica diferentes produtos com base em um mesmo conjunto de matérias-primas. Nessas situações, podem ser produzidos e comercializados diferentes tipos de coprodutos e subprodutos. Os processos podem gerar resíduos com baixo e incerto valor de mercado que, eventualmente, podem ser também comercializados.

Na elaboração dos diferentes resultados da produção conjunta, a entidade deve escolher um grupo de critérios para a avaliação dos custos incorridos. Geralmente, os critérios possíveis implicam a distribuição de custos com base nos valores de mercado, volumes produzidos ou lucros iguais.

Este capítulo possui o objetivo de discutir os custos associados aos processos de produção conjunta, destacando os efeitos e procedimentos em custos e preços de coprodutos, subprodutos e sucatas.

Quando uma empresa elabora diferentes produtos com base em um mesmo conjunto de matérias-primas, surge o problema relativo à composição dos custos desses diferentes produtos. Processos de produção conjunta podem estar presentes tanto em processos contínuos como em produção por encomenda.

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11 Custeio Variável

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“Quem decide pode errar.
Quem não decide já errou.”

Karajan

Um dos maiores problemas da gestão de custos diz respeito ao controle e à distribuição dos custos indiretos. Uma das formas empregadas para facilitar o processo de tomada de decisões empregando dados de custos consiste na não realização de rateios dos custos indiretos.

Embora questionável segundo o ponto de vista dos princípios e normas contábeis, o custeio variável assume grande importância na análise de decisões relativas a custos e preços. No método do custeio variável, apenas gastos variáveis são considerados no processo de formação dos custos dos produtos individuais. Custos ou despesas indiretas são lançados de forma global contra os resultados.

O objetivo deste capítulo consiste em apresentar o custeio variável e seus principais efeitos nos processos de tomada de decisões. Para tornar a leitura mais agradável e facilitar a fixação do conteúdo, estão propostos e resolvidos diversos exercícios e alguns pequenos estudos de caso.

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12 Custos para Decisão

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“É nos momentos de decisão que o seu destino é traçado.”

Anthony Robbins

Os procedimentos empregados, de modo geral, na análise de custos nascem da aplicação direta das normas e princípios da Contabilidade, que possuem o propósito maior do registro do patrimônio. Na gestão empresarial, porém, a ênfase deve estar baseada nas decisões tomadas e seus efeitos subsequentes. Nem sempre rotinas e procedimentos contábeis mostram-se adequados ao auxílio dos processos de tomada de decisões.

Das diferentes formas empregáveis na classificação de custos, uma coloca a possibilidade de classificá-los como custos evitáveis e inevitáveis em relação à decisão analisada. Custos inevitáveis, também denominados de custos irrecuperáveis ou custos afundados, são os de recuperação impossível, como o próprio nome já revela. Geralmente, devem ser isolados das análises, já que não são afetados pelas decisões empresariais.

Outro ponto importante na análise do processo de formação dos custos, em função das diferentes composições dos gastos com os volumes processados, diz respeito ao estudo da associação que existe entre custos, volumes e lucros. Em relação à divisão dos gastos entre fixos e variáveis, informações relevantes ao processo de tomada de decisões e análise dos riscos corporativos podem ser calculadas por meio dos pontos de equilíbrio contábil, financeiro e econômico, além das margens de segurança.

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13 Tributos, Custos e Preços

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“A imaginação é mais importante que o conhecimento.”

Albert Einstein

O físico Albert Einstein disse em certa ocasião que a “coisa” mais dura de entender no mundo era o Imposto de Renda. Naturalmente, uma referência clara aos meandros e prerrogativas da legislação fiscal. O processo de formação do preço de venda precisa considerar a incorporação de todos os tributos incidentes na operação, que representam um percentual expressivo do preço, além de ter inúmeras especificidades normativas e legais envolvidas.

A compreensão dos custos e, sobretudo, dos preços e das margens de lucro requer uma análise cuidadosa dos tributos incidentes sobre a operação. Embora os impostos possam não ser registrados contabilmente nos custos dos produtos, já que possuem mecânica própria de registro e compensação, são muito importantes no processo de formação de preços, já que parte expressiva dos preços corresponde aos tributos.

Preços praticados nos mercados devem ser suficientemente capazes de remunerar os custos plenos, gerar margem razoável de lucro e cobrir todos os tributos, sejam eles calculados por dentro ou por fora, calculados sobre lucro real ou sobre lucro presumido ou calculados de forma cumulativa e não cumulativa. Na prática, podem ser aplicados por fiscos de três diferentes esferas: federal, estadual ou municipal.

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14 Formação de Preços: Aspectos Quantitativos

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“A centelha inspiradora é essencial. Sem ela as estratégias desintegram-se e viram estereótipos. Mas a transformação da centelha em estratégia bem-sucedida requer método, disciplina mental e trabalho duro.”

Kenichi Ohmae

Um dos mais importantes aspectos financeiros de qualquer entidade consiste na fixação dos preços dos produtos e serviços comercializados. Para alguns autores,1 essa atividade consistiria na verdadeira arte do negócio. O sucesso empresarial poderia até não ser consequência direta da decisão acerca dos preços. Todavia, um preço equivocado de um produto ou serviço certamente causará sua ruína.

Em relação ao processo de formação de preços, alguns dos principais objetivos podem ser apresentados, como:2

proporcionar, a longo prazo, o maior lucro possível: a empresa consistiria em uma entidade que deveria buscar sua perpetuidade. Políticas de preços de curto prazo, voltadas para a maximização dos lucros, devem ser utilizadas somente em condições especiais;

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Alexandre Assaf Neto (84)
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10 Análise das Demonstrações Financeiras – Aplicações Práticas

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Objetivos do capítulo

1. Desenvolver aplicações práticas para análise econômico-financeira, com base em demonstrativos financeiros publicados pelas empresas. Tal aplicação terá enfoque na estrutura e evolução patrimonial; estrutura de resultados; liquidez; endividamento, retorno do investimento e lucratividade.

2. Fornecer conclusões de cada item analisado, permitindo maior entendimento e clareza aos leitores no que se refere à situação econômico-financeira da empresa.

São consideradas as demonstrações contábeis publicadas por uma companhia de capital aberto (empresa industrial do setor de produtos eletrônicos) referentes aos dois últimos exercícios sociais.

Todos os ajustes dos efetivos valores publicados pela imprensa nacional foram efetuados com o único propósito de simplificar as operações numéricas, e em nada modificaram a estrutura das demonstrações contábeis publicadas, assim como as conclusões extraídas com relação ao desempenho apresentado pela empresa.

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10 Múltiplas taxas ou taxas indeterminadas de retorno

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Objetivo do capítulo

Neste capítulo é demonstrada a existência de mais de uma taxa interna de retorno, ou a inexistência desta taxa, em fluxos de caixa admitidos como não convencionais.

É apresentada a solução para estes casos especiais com os recursos disponíveis na HP 12C.

Os fluxos de caixa podem ser do tipo convencional ou não convencional. Um fluxo de caixa convencional é aquele que apresenta uma inversão de sinal. Alguns exemplos:

Entradas de Caixa

Saídas de Caixa

Nesses casos a taxa interna de retorno é única, não havendo possibilidade de encontrar-se outra taxa de juro que iguale, no mesmo momento, entradas com saídas de caixa.

Os fluxos de caixas não convencionais, por outro lado, são aqueles que apresentam mais de uma inversão de sinal. Exemplo:

Entradas de Caixa

O fluxo de caixa apresenta três inversões de sinal. Há um desembolso de caixa no momento zero, seguido por três entradas de caixa; no momento 4 há novo desembolso de caixa, seguido por uma nova sequência de entradas de caixa.

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10 Mercado de renda fixa – avaliação de bônus

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O Capítulo 10 dedica-se ao estudo do mercado de renda fixa. Aborda, de maneira ilustrativa, a formação dos preços de mercado, a determinação do Yield To Maturity (YTM) e a avaliação da maturidade e da volatilidade dos títulos.

Por meio do cálculo do yield to maturity torna-se possível analisar o rendimento efetivo dos títulos de renda fixa até seu vencimento. A determinação do YTM considera o preço de mercado do título e os fluxos de rendimentos associados.

Outro aspecto relevante da avaliação de um título de renda fixa é a distribuição dos fluxos de caixa no tempo. A maturidade mede qual é o prazo do título. Por sua vez, a duration mede a sensibilidade de um título que considera, em seus cálculos, todos os pagamentos intermediários; e pode ser entendida como uma medida de risco, pois descreve a sensibilidade do preço de mercado do título em relação à variação da taxa de juros.

1. Sobre os bônus, não podemos afirmar que:

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11 Análise Custo – Volume – Lucro e Alavancagem Operacional

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Objetivos do capítulo

1. Descrever as características da análise custo – volume – lucro, enfocando e diferenciando os pontos de equilíbrio contábil, econômico e financeiro.

2. Abordar a formação do resultado operacional no Brasil e propor métodos de ajuste no resultado operacional, adequando-o às características do ambiente econômico do Brasil.

3. Explicar o significado de alavancagem operacional e sua formulação.

Alavancagem é o resultado do uso de recursos operacionais e financeiros que tenham um custo fixo para aumentar o retorno dos proprietários de uma empresa. A alavancagem pode ser operacional, financeira e total.

Alavancagem operacional é determinada pela relação existente entre as receitas operacionais da empresa e o seu LAJIR (Lucro Antes dos Juros e do Imposto de Renda), ou seja, lucro operacional antes do IR.

Alavancagem financeira é determinada pela relação entre esse LAJIR e o lucro líquido da empresa pelo uso dos encargos financeiros fixos.

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11 Crédito direto ao consumidor

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Objetivo do capítulo

Neste capítulo são estudadas as operações de crédito direto ao consumidor e sugeridos diversos programas de cálculo de prestações e do custo destas operações. Os cálculos apresentados incluem também os impostos incidentes sobre estes créditos.

O crédito direto ao consumidor, conhecido no mercado por CDC, é uma operação destinada a financiar a aquisição de bens e serviços por consumidores ou usuários finais.

O financiamento é geralmente amortizado com prestações mensais, iguais e consecutivas. Os encargos do CDC são basicamente juros e um tributo denominado “Imposto sobre Operações Financeiras” (IOF). O imposto é pago pelo financiado e recolhido pela instituição financeira.

A partir de 03/01/08, através do Decreto no 6.306/07, alterado pelos Decretos no 6.339/08 e no 6.345/08, a alíquota do IOF para pessoa física nesse tipo de operação passou de 0,0041% ao dia (1,5% ao ano) para 0,0082% ao dia (3% ao ano) limitada em 365 dias, isto é, 3% do valor contratado. Ou seja, ainda que o prazo da operação de crédito ultrapasse os 365 dias, alíquota máxima será de 3% incidente sobre o valor contratado.

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Alexandre Evaristo Et Al Pinto (20)
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10. Ainda o Ágio Pago na Aquisição de Investimento

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Como se sabe, a dedução fiscal do ágio pago na aquisição de participações societárias tem suscitado inúmeras controvérsias no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), que envolvem o uso de empresa veículo, o ágio interno, a transferência do ágio em reorganizações societárias, a exigência de demonstrativo de rentabilidade futura, a necessidade de efetivo pagamento em dinheiro, o tratamento do ágio amortizado contabilmente antes do evento societário, a identificação do real adquirente, entre outras.

Ocorre que diversas discussões que atualmente ocorrem no âmbito do contencioso administrativo partem de uma premissa que, a meu ver, é equivocada. Creio que a excessiva importância dada à fundamentação econômica do ágio, em conjunto com a ideia de que esse sobrevalor representa um pagamento antecipado por lucros projetados, cuja dedução fiscal deve ser emparelhada com a tributação dos referidos lucros, está desviando o foco da questão principal, que é a determinação da natureza jurídica do ágio.

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11. Realidade do “Real Adquirente”

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A dedutibilidade fiscal de despesas de amortização de ágio ainda vem sendo objeto de intensos debates entre Fisco e contribuintes, a despeito de a Lei nº 9.532/1997 ter sido publicada há mais de duas décadas, de centenas de casos terem sido analisados nas instâncias administrativa e judicial nesse período e de a própria legislação que disciplina o tema ter sido substancialmente alterada a partir de 2015, tornando mais claras as regras sobre o assunto.

Tanto em razão dos valores usualmente envolvidos (quase sempre na casa dos vários milhões, não raras as vezes que alcançam bilhões), como também pelo grau de sofisticação da matéria, o próprio Fisco reconhece, em publicações sobre planos de fiscalização e metas de arrecadação, que seus principais esforços estão voltados a “operações praticadas majoritariamente por contribuintes de maior capacidade contributiva, apresentadas como reorganizações societárias que geram, após conclusão dos atos societários, ativos amortizáveis (ágios) que não encontram respaldo na legislação”.1

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12. Arrendamento Mercantil: (NOVA) Modificação de Critérios Contábeis e seus Impactos Fiscais no RTT 2.0

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Em se tratando de controvérsias jurídico-contábeis, os contratos de arrendamento mercantil oferecem vasto material. O recente CPC 06 (R2), que entrou em vigor em janeiro de 2019, é apenas o último capítulo de um longo histórico de alterações na disciplina do leasing, que ilustra os mais diversos obstáculos ao alinhamento entre a Contabilidade e o Direito Tributário.

De fato, apesar de as discussões sobre sua natureza jurídica já terem sido pacificadas há quase meio século, seu tratamento contábil e fiscal sofreu diversas alterações ao longo dos anos, sem que se tivesse nenhuma modificação na figura contratual. O movimento pendular gira em torno da perspectiva eleita com relação à natureza do arrendamento mercantil – se mais próxima à locação, a respeitar sua forma jurídica, ou se mais próxima à compra e venda financiada, a privilegiar sua realidade econômica.

Neste capítulo, retomaremos a evolução histórica da contabilização do leasing, indicando a tendência da Contabilidade de retratar sua realidade econômica, em contraposição à preferência formal do legislador tributário. Nesse embate entre forma e substância, veremos que, ora uma, ora outra, prevaleceu – dando ensejo às diversas alterações que culminaram com o CPC 06 (R2).

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13. Renegociação de Dívidas: Reflexos do IRPJ e da CSLL Sobre os Valores Justos Registrados na Troca de Passivos Financeiros

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A renegociação de dívidas, especialmente no âmbito de recuperações extrajudiciais e judiciais, vem crescendo exponencialmente. Tais renegociações, geralmente, envolvem diversas questões jurídicas, cuja complexidade depende do número de credores, locais de domicílio ou residência de tais credores etc.

Dentre tais questões, no âmbito tributário, há controvérsia sobre a eventual incidência do Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)1 no caso de troca de passivos financeiros e de seus eventuais valores justos, a serem registrados em conta resultado de acordo com os termos do Parecer Técnico do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) nº 48 – Instrumentos Financeiros, que substituiu o Pronunciamento Técnico do CPC 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração.

O Pronunciamento Técnico do CPC nº 48 é aplicável a uma ampla gama de casos, abrangendo, por exemplo, a alteração substancial das condições de um determinado contrato de empréstimo, ou transações que envolvem a troca de uma determinada dívida decorrente de contrato de empréstimo, por outro instrumento financeiro, como bonds no exterior, que podem ser conversíveis em ações ou pagas após o cumprimento de determinadas condições.

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14. Efeitos do Novo Pronunciamento Contábil nas Variações Cambiais Sobre Passivos de Arrendamento

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A Contabilidade é uma ciência social que tem como objetivo gerar informações com qualidade e que sejam úteis para os seus diversos usuários, visando que as inúmeras decisões econômicas sejam efetuadas com segurança.

Um de seus aspectos fundamentais é sua utilidade para a empresa e para todos os stakeholders, em especial os investidores não controladores existentes e em potencial, credores por empréstimos e outros credores que necessitam das Demonstrações Contábeis para a tomada de decisão relacionada ao fornecimento, ou não, de recursos para a entidade (SZUSTER et al., 2013).

Em sua atuação, o profissional de Contabilidade tem de seguir as diretrizes estabelecidas. No Brasil, a entidade normatizadora é o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), que segue como referência as normas internacionais de relatórios financeiros emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) sob o título International Financial Reporting Standards (IFRS).

O ponto a debater aqui se refere a uma situação concreta futura em que a informação, a ser apresentada de acordo com essas normas, muito provavelmente terá a sua qualidade/utilidade questionada pelos usuários. Como deve proceder o profissional de Contabilidade: aplicar a regra sem ponderar as repercussões ou procurar um caminho diferenciado objetivando realizar uma apresentação mais fidedigna?

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Alexandre Luzzi Las Casas J Ssica Lora Las Casas (16)
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10 Distribuição de Serviços

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No marketing de bens, como também no de serviços, sabe-se que a satisfação do consumidor não é decorrente exclusivamente do composto de serviços. Outros elementos são necessários e fundamentais para o complemento dessa satisfação. Um bom serviço será apreciado se for prestado no local e no momento em que o cliente estiver necessitando dele.

Nada impede que um consumidor viaje alguns quilômetros para contratar um serviço, mas muitos deixarão de fazê-lo por causa da distância. Por essa razão, é de extrema importância a decisão de distribuição de serviços, uma vez que esse elemento do composto mercadológico proporciona satisfações de tempo e de lugar, ajudando o consumidor a comprá-lo no tempo e lugar adequados.

Na área de serviços, o processo de distribuição sofre algumas alterações quando comparado com a área de bens. Os canais para distribuição, por exemplo, são geralmente mais curtos, apresentando um menor número de intermediários. Na maioria dos casos, não necessita de armazéns para estoques, nem tampouco outros elementos de logística considerados importantes e tradicionais na distribuição de bens.

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11 Comunicação e Propaganda

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Quando estabelecemos o composto de marketing, o item promoção refere-se à comunicação. Por esse motivo, enfatizamos o termo no título deste capítulo.

O composto promocional é formado por várias ferramentas mercadológicas, que são utilizadas para a comunicação com o mercado.

Devido à extensão do tema, este capítulo vai abordar com maior profundidade aspectos de planejamento promocional e propaganda nos serviços. Os demais itens serão tratados no capítulo seguinte.

Um aspecto importante a se considerar é quanto à Comunicação Integrada de Marketing (CIM). Por definição, a CIM é um sistema de gerenciamento e integração dos elementos de comunicação de marketing – publicidade, assessoria imprensa, promoção de vendas, marketing de patrocínio e comunicação no ponto de venda.1

A integração das atividades de comunicação de marketing é uma necessidade, pois com isso é possível que se crie uma sinergia e um veículo reforça o outro. As mensagens devem ser unificadas, apesar de não ser necessário que sejam exatamente iguais. Elas devem, isso sim, transmitir a mesma mensagem. Como vantagens de um CIM têm-se:2

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12 Outras Formas de Comunicação em Serviços

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No capítulo anterior, fizemos algumas considerações sobre decisões dos compostos promocional e de propaganda. Neste capítulo, abordaremos algumas atividades complementares de comunicações com o público para a divulgação de serviços.

Serão considerados como atividades complementares a promoção de vendas, Relações Públicas e Merchandising. O destaque dessas atividades, entre as demais do composto promocional, se dá graças a sua importância e utilização frequentes para empresas que praticam o marketing de serviços.

Segundo a Associação Americana de Marketing, a promoção de vendas abrange as atividades que suplementam as vendas pessoais de propaganda, coordenando-as e ajudando a torná-las eficazes, tais como o uso de amostras e exposições, demonstrações e outros esforços que não estejam incluídos na rotina diária. Em um sentido geral, a promoção de vendas inclui vendas pessoais, propaganda e atividades de relações públicas.

A promoção é possível em três diferentes níveis: junto à própria empresa, por meio de intermediários e diretamente com os clientes.

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13 Venda Pessoal

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Considerando os elementos disponíveis para a comunicação de serviços, a venda pessoal aparece como um dos mais importantes instrumentos para a empresa. Vimos, por diversas vezes nos capítulos anteriores, que a prestação de serviços caracteriza-se por produção/consumo instantâneos. Consequentemente, os vendedores em contato direto prestam o serviço que está sendo consumido pelos clientes.

Por conseguinte, a qualidade da oferta está diretamente relacionada com a capacidade e o nível profissional dos representantes da empresa. As técnicas de venda pessoal e o profissionalismo são de extrema importância para o processo de comunicação direta. Portanto, devido a seu mérito para a aplicação do marketing, analisar com maior profundidade os aspectos pertinentes à atividade torna-se fundamental.

De acordo com a Associação Americana de Marketing (AMA), vender é desempenhar atividades de negócios que orientem o fluxo de bens e serviços do produtor ao consumidor ou usuário.

A atividade de vendas traz muitas vantagens para todos os envolvidos no processo. Assim, para a economia, ela se apresenta como uma mola propulsora do sistema capitalista, cooperando com o fluxo de bens e serviços. Para os consumidores, a economia de vendas proporciona melhoria do padrão de vida, uma vez que as empresas concorrentes se esforçam para obter vantagens cada vez maiores para seus clientes por meio do aperfeiçoamento de produtos e métodos. Finalmente, para a empresa, a economia de vendas produz o faturamento necessário para sua manutenção e desenvolvimento.1

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14 Administrando o Marketing de Serviços

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Para aplicar o marketing, o administrador deve se organizar, a fim de desempenhar suas funções mais eficientemente. Implantar uma filosofia de trabalho ajudará a formar a imagem e a forma organizacional dará condições operacionais para a obtenção dos objetivos.

O desenvolvimento de uma forma organizacional tem três objetivos principais. Um deles é o de dividir trabalhos e tarefas de maneira organizada, a fim de permitir uma especialização e desempenho. Serve também para assegurar consistência e desenvolver o correto timing para o desempenho dos negócios. Outro objetivo é o de delegar e determinar os níveis de autoridade e responsabilidade dos funcionários de uma organização.

Muitas vezes, a empresa de serviços é tão pequena que não comporta uma elaborada estrutura com os objetivos acima descritos. A existência de uma formalidade na empresa é função de seus recursos disponíveis. Porém, a estrutura organizacional a ser adotada reflete, além da natureza da instituição, o seu meio ambiente.

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Alexandre Neto Assaf (18)
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10 Análise de Investimentos e Reposição de Ativos

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Basicamente, toda operação financeira é representada em termos de fluxos de caixa, ou seja, em fluxos futuros esperados de recebimentos e pagamentos de caixa. A avaliação desses fluxos consiste, em essência, na comparação dos valores presentes, calculados segundo o regime de juros compostos a partir de uma dada taxa de juros, das saídas e entradas de caixa.

Em consideração ao conceito do valor do dinheiro no tempo, raciocínio básico da Matemática Financeira adotado neste livro, coloca-se como fundamental estudar-se somente os métodos que levem em conta o critério do fluxo de caixa descontado.

Dessa maneira, o capítulo desenvolve os métodos da taxa interna de retorno e do valor presente líquido, admitidos como os de maior utilização e rigor conceitual nas análises das operações financeiras (aplicações e captações) e de projetos de investimento.

O capítulo dedica-se, também, como uma das mais interessantes aplicações dos métodos de avaliação de caixa, às decisões básicas de reposição de ativos. O intuito principal é o de estabelecer uma linha de raciocínio financeiro nas decisões de substituição de ativos, incorporando preocupações associadas ao custo do investimento, vida econômica, valor de revenda etc.

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11 Matemática Financeira e Títulos de Renda Fixa

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Os títulos são denominados de renda fixa quando se conhece a forma de rendimentos oferecidos. São assim conhecidos por fixarem os rendimentos desde o momento inicial da operação. Esses títulos são emitidos geralmente por instituições financeiras, sociedades por ações e governos, e negociados com os poupadores em geral.

Alguns exemplos de títulos ou papéis de renda fixa bastante negociados no mercado financeiro são os certificados e recibos de depósitos bancários (CDB e RDB), debêntures e letras de câmbio.

Esses papéis podem ser negociados de diversas formas, principalmente no que concerne à formação das taxas de juros, prazos, periodicidade dos rendimentos e tributação.

No Quadro 11.1, vemos as modalidades básicas de operação envolvendo títulos de renda fixa, as quais são tratadas neste item.

Os títulos prefixados caracterizam-se pela revelação antecipada do valor total da remuneração oferecida ao investidor. Ou seja, no momento da aplicação, o poupador toma conhecimento da taxa total (nominal) de juro a ser aplicada sobre o capital investido.

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12 Sistemas de Amortização de Empréstimos e Financiamentos

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Os sistemas de amortização são desenvolvidos basicamente para operações de empréstimos e financiamentos de longo prazo, envolvendo desembolsos periódicos do principal e encargos financeiros.

Existem diversas maneiras de se amortizar uma dívida, devendo as condições de cada operação estarem estabelecidas em contrato firmado entre o credor (mutuante) e o devedor (mutuário).

Uma característica fundamental dos sistemas de amortização a serem estudados neste capítulo é a utilização exclusiva do critério de juros compostos, incidindo os juros exclusivamente sobre o saldo devedor (montante) apurado em período imediatamente anterior.

Para cada sistema de amortização é construída uma planilha financeira, a qual relaciona, dentro de certa padronização, os diversos fluxos de pagamentos e recebimentos.

São consideradas também modalidades de pagamento com e sem carência, conforme estudadas em capítulos anteriores. Na carência, não há pagamento do principal, sendo pagos somente os juros. Eventualmente, os juros podem ser capitalizados durante o prazo de carência.

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13 Taxa e Prazo Médios de Operações Financeiras

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Oestudo de taxa e prazo médios de operações financeiras assume maior importância à medida que se desenvolvem as operações do mercado financeiro e de capitais. Esses assuntos são bastante pertinentes a um controle mais eficiente das operações financeiras e de suas carteiras de ativos e passivos, cada vez mais complexas e sofisticadas.

O capítulo dedica-se a um estudo mais aprofundado do tema, demonstrando suas formas práticas de cálculo com base sempre no critério de juros compostos.

A taxa média (i) indica, para determinada carteira de aplicação ou captação, a taxa de juro média e periódica representativa das operações financeiras realizadas. Corresponde, em outras palavras, à taxa interna de retorno, conforme estudada no Capítulo 2, que iguala, em determinada data, todas as entradas e saídas de caixa provenientes das operações de captações ou aplicações processadas.

No caso de uma carteira de aplicações, a taxa média indica o retorno médio por período, definido em termos percentuais, das diversas operações. Para uma carteira de captações, a taxa média mede o custo percentual médio que os fornecedores de capital estão sendo remunerados em cada período.

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14 Matemática Financeira e Avaliação de Ações

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Os valores mobiliários, representados por ações e debêntures, são emitidos pelas Sociedades Anônimas de acordo com aprovação prévia da CVM – Comissão de Valores Mobiliários. Cabe à CVM o disciplinamento da emissão e a fiscalização do mercado de negociações de ações e debêntures.

A ação representa uma fração do capital social de uma Sociedade Anônima, sendo caracteristicamente definida como ativo de risco. A debênture, por seu lado, representa um título de crédito cujos rendimentos são calculados de maneira semelhante aos títulos de renda fixa, conforme estudados no Capítulo 11.

Todas as aplicações em valores mobiliários equivalem, ao longo do tempo, a um problema de Matemática Financeira, isto é, produzem fluxos de caixa mediante os quais é possível medir a rentabilidade da operação.

Identicamente às demais operações financeiras, na avaliação de ações é necessário construir-se os fluxos de caixa, isto é, os fluxos dos benefícios econômicos de caixa esperados.

Fundamentalmente, os benefícios de caixa das ações são representados pelos dividendos, parcela do lucro líquido que as empresas distribuem aos seus proprietários periodicamente, e valorização de sua cotação, ou seja, ganhos de capital promovidos pelo aumento dos preços das ações.

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