Ademir Clemente Alceu Souza (15)
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10 Custeio direto

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Custeio direto

O objetivo deste capítulo é apresentar o Custeio Direto como uma ferramenta gerencial que exige o devido confronto entre a estrutura de custos da empresa e o nível mínimo de vendas para viabilizar essa estrutura. Para isso é necessário quantificar separadamente os custos fixos e variáveis e aplicar o conceito de Margem de Contribuição Líquida.

O Custeio Direto é um método que destaca o peso da estrutura organizacional e produtiva da empresa e força o confronto entre a capacidade instalada e o nível de atividade, orientando a elaboração de estratégias que buscam otimizar o uso dessa estrutura. Para tanto, parâmetros, indicadores e ferramentas gerenciais são utilizados. Dentre estes, destacam-se o custo variável unitário, a margem de contribuição unitária e total, a análise custo-volume-lucro, as metas de vendas e de lucratividade, o mix ótimo de produtos e o orçamento flexível.

A Figura 10.1 apresenta a estrutura do Demonstrativo de Resultados do

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1 Introdução

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1

Introdução

O objetivo deste capítulo é posicionar o tema relativo a custos no âmbito das decisões empresariais. Os custos não acontecem por acaso: decorrem de decisões de investimentos anteriores. A disponibilidade de informações internas e externas delineia possíveis posicionamentos competitivos que influenciam as decisões de investimento em termos de escala, de processo e de formas de gestão. Essas escolhas definem, em parte, a estrutura de custos de uma empresa e delimitam o espaço para a busca de eficiência.

Cabe aos gestores tomarem as decisões para maximizar a criação de valor para a empresa. Para tanto, são delineadas e implementadas estratégias competitivas. A empresa é a entidade que congrega os agentes responsáveis pelas ações cujo objetivo é aumento da riqueza, ou seja, ela é o locus de crescimento do capital. Assim, a empresa é o capital materializado e em expansão, segundo uma perspectiva de longo prazo, e será um empreendimento atrativo enquanto puder convencer o investidor, proprietário do capital a, no mínimo, manter aplicada sua parcela de capital. Para manter o investidor e também para atrair novos investidores, a empresa deve remunerar o capital aplicado e também mostrar perspectivas de remuneração futura. Essa expectativa de remuneração, necessariamente, dependerá da capacidade da empresa de gerar lucros presentes e futuros. A manutenção do capital aplicado somente se dará se a empresa criar expectativas de remuneração de seus investidores a uma taxa, no mínimo, igual

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5 Custeio por absorção versus custeio direto

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Custeio por absorção versus custeio direto

O objetivo deste capítulo é confrontar os conceitos básicos do Custeio por Absorção com o Custeio Direto evidenciando que ambos objetivam responder a questões relevantes para o contexto em que foram desenvolvidos. Mostra-se também que o Custeio por

Absorção tende a espelhar o lucro em função do volume produzido enquanto o Custeio Direto tende a espelhar o lucro em função do volume vendido.

Os métodos de custeio têm recebido severas críticas por produzirem informações defasadas e inadequadas para o processo decisório. Parte dessas críticas resulta das mudanças introduzidas por novas tecnologias de produção e de gestão. É perceptível a mudança do ambiente operacional da indústria.

Do início do século passado, quando a tecnologia de base essencialmente mecânica norteou o paradigma da Produção em Massa,1 até os dias atuais, em que a tecnologia de base microeletrônica dita o novo paradigma da Produção

O conceito de produção em massa envolve grandes volumes, tarefas repetitivas e baixo custo e foi introduzido no início do século XX por Henry Ford ao aperfeiçoar os princípios da divisão do trabalho de Adam Smith e de Frederick Taylor. Ao decompor a montagem de carros em uma série de tarefas repetitivas, ele intensificou o ritmo de trabalho. Na linha de montagem de Ford, os trabalhadores ficavam submetidos à performance do maquinário e ao tempo imposto pelas esteiras mecânicas. O Fordismo fixava o trabalhador em um posto de trabalho e o objeto de trabalho era transportado sem a intervenção do operário. O filme Tempos Modernos, de Charlie

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Referências

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Referências

ALLORA, Franz. Engenharia de custos técnicos. São Paulo: Pioneira.

____________ ; ALLORA, Valério. UP’ unidade de medida de produção. São Paulo:

Pioneira, 1995.

ANSOFF, H. Igor. A nova estratégia empresarial. São Paulo: Atlas, 1991.

BERLINER, Callie; BRIMSON, James A. Gerenciamento de custos em indústrias avançadas: base conceitual CAM-I. São Paulo: T.A. Queiroz Editor, 1988.

BEULKE, Rolando; BERTÓ, Dalvio. Custo e estratégia de resultados. Porto Alegre:

Sagra, 1985.

BORNIA, A. Análise gerencial e custos: aplicações em empresas modernas. Porto

Alegre: Bookman, 2002.

BRIMSON, James A. Contabilidade por atividade: uma abordagem de custeio baseado em atividades. São Paulo: Atlas, 1996.

CAMARGO, Pedro; ROCHA, Wellington. A importância da mensuração do custo unitário. II CONGRESO DE LA ASOCIACIÓN ESPAÑOLA DE CONTABILIDAD DIRECTIVA,

León, Espanha, 2001.

CATELLI, Armando; SANTOS, Edilene Santana. Competitividade, criação de valor e gestão econômica. VI CONGRESO INTERNACIONAL DE COSTOS, Punta del Leste,

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12 Custeio direto e mix ótimo

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12

Custeio direto e mix ótimo

O objetivo deste capítulo é mostrar como a estrutura do Demonstrativo de Resultados do Exercício sob Custeio Direto facilita a identificação dos produtos que mais contribuem para o lucro da empresa. Mostra-se também que o mix ótimo obtido não é uma solução definitiva, mas o ponto de partida para análises adicionais.

O estilo gerencial adotado sob Custeio Direto consiste em encontrar o mix de produtos que, quando vendidos, maximizem a Margem de Contribuição

Total e, por consequência, o lucro.

O Demonstrativo de Resultados do Exercício sob Custeio Direto, conforme mostrado na Tabela 12.1, evidencia que não é possível obter a informação de lucro por produto. Assim, o indicador de desempenho financeiro do produto

é a Margem de Contribuição.

ISBN_6430.indb 213

03/08/11 09:42

214

Gestão de Custos • Souza e Clemente

Tabela 12.1

Exemplo de uma DRE sob custeio direto.

A

Mix atual

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Adriana Moreira Amado (8)
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3. Globalização Econômica, Liberalização e Blocos Regionais

Adriana Moreira Amado Manole PDF Criptografado

Capítulo 3

Globalização Econômica, Liberalização e Blocos Regionais

Neste capítulo verificaremos as diferentes visões econômicas sobre globalização e blocos regionais. Vamos observar percepções mais otimistas ou mais céticas com relação à globalização e aos blocos regionais, dependendo das conclusões vistas nos capítulos anteriores sobre os papéis do mercado e do Estado segundo as três visões econômicas abordadas.

Após este capítulo, você estará apto a:

• Explicar o processo de globalização econômica.

• Conceituar liberalização de mercados.

• Relacionar globalização, liberalização de mercados e acirramento da concorrência.

• Identificar características importantes da globalização econômica.

89

Noções de Macroeconomia

• Explicar como ocorre a criação de blocos regionais.

• Descrever os argumentos neoclássicos em defesa da globalização.

• Descrever os argumentos keynesianos e marxistas de ataque à globalização.

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Questões para Recapitulação Geral

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Questões para Recapitulação Geral

Estas questões estão divididas em três séries, para permitir a professores a aplicação de três testes diferentes com o mesmo grau de dificuldade, assim como para fazer os estudantes verificarem mais de uma vez se fixaram os conhecimentos obtidos com o texto.

Série 1

Primeira Parte

Nas próximas dez questões você deve ler com atenção as afirmativas e assinalar em cada uma verdadeiro (V) ou falso (F), conforme convier.

Pode haver qualquer número de alternativas verdadeiras ou falsas.

177

Noções de Macroeconomia

1. Julgue os itens a seguir, assinalando verdadeiro (V) ou falso (F):

(1) O PIB nominal inclui a inflação e impede a comparação de dados de dois anos diferentes, caso se esteja em um contexto inflacionário.

(2) O PIB real corresponde ao PIB nominal depois de deduzida a inflação.

(3) O PIB real inclui a inflação e os juros nominais.

(4) Os índices de preços permitem a elaboração de séries com valores reais.

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2. Moeda, Crédito e Crescimento Econômico

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Capítulo 2

Moeda, Crédito e Crescimento Econômico

A análise do crédito e de seu papel no processo de desenvolvimento dos países nos remete a uma discussão mais ampla sobre o papel da moeda. Os bancos, ao estenderem o crédito, acabam exercendo um impacto significativo na oferta de moeda e na liquidez da economia.

Há enorme controvérsia em teoria econômica acerca do papel da moeda no sistema econômico e na dinâmica de acumulação. Algumas correntes afirmam que a moeda não desempenha nenhum papel na definição da trajetória de crescimento de determinada economia. Outras afirmam que não se pode compreender perfeitamente essas trajetórias sem a análise detalhada da moeda e de como os agentes econômicos se relacionam com ela a cada momento.

Um primeiro grupo de teorias trabalha com a idéia de que a moeda e o crédito não afetam o crescimento real

39

Noções de Macroeconomia

da economia, enquanto um segundo grupo observa que a moeda interfere na trajetória do crescimento econômico. Na classificação das escolas de pensamento econômico utilizada no capítulo anterior, os neoclássicos acham que a moeda não tem efeitos permanentes na atividade econômica efetiva, enquanto os keynesianos e os marxistas acreditam que tem, e afirmam que a moeda e o crédito podem ter efeitos permanentes na produção.

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1. Crescimento, Flutuações, Instabilidade e Papel da Política Econômica

Adriana Moreira Amado Manole PDF Criptografado

Capítulo 1

Crescimento, Flutuações, Instabilidade e Papel da Política Econômica

Neste capítulo vamos analisar as diferenças entre três visões econômicas sobre a atividade econômica. Estudaremos a abordagem neoclássica, a keynesiana e a marxista e, em cada uma delas, vamos ver como é concebido o crescimento econômico, se estável, se instável, ou se sujeito a crises, e o porquê de cada uma dessas conclusões.

Após este capítulo, você estará apto a

• Conceituar Produto Interno Bruto – PIB

• Distinguir formas de cálculo do PIB

• Conceituar fluxo circular de renda

• Conceituar poupança e investimento

• Explicar como o equilíbrio entre poupança e investimento garante a estabilidade do fluxo circular de renda e da atividade econômica para os neoclássicos

1

Noções de Macroeconomia

• Explicar como a incerteza afeta o investimento e provoca instabilidade na economia para os keynesianos

• Explicar como a lógica do sistema capitalista leva a crises para os marxistas

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Respostas dos Exercícios Propostos

Adriana Moreira Amado Manole PDF Criptografado

Respostas dos Exercícios Propostos

Capítulo 1

1. (a) A demanda por regulamentação econômica é característica dos keynesianos, para quem o Estado deve regular o mercado.

(b) Os impostos são malvistos pelos que acreditam no mercado como os neoclássicos, por se tratar de algo que aumenta custos para a iniciativa privada, sendo esta vista como eficiente na alocação de recursos. Além disso, para eles o Estado não é importante. Daí a pequena importância dos impostos pelo lado do financiamento estatal.

(c) Tanto keynesianos como marxistas atribuem à liberalização maior instabilidade.

(d) A defesa da retirada do Estado é característica dos que acreditam no mercado como regulador econômico eficiente, como os neoclássicos.

231

Noções de Macroeconomia

2. 1O Artigo

Conforme vimos, o PIB mede o desempenho da economia do ponto de vista produtivo. O artigo fala sobre um desempenho negativo atribuído a juros altos, que aumentam o custo financeiro das empresas e inibem o investimento (I), e fala também de queda das exportações (X), reduzindo a contrapartida de recursos que entram no país por meio da venda de produtos brasileiros ao exterior. Conforme o que aprendemos no Capítulo 1, sobre a mensuração do PIB, vemos que, pelo método do dispêndio, é possível visualizar o impacto das duas variáveis mencionadas, uma vez que, por esse método, temos: PIB = C + I + G + (X - M).

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Adriano Leal Bruni Rubens Fam (20)
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10 Custos da Produção Conjunta

Adriano Leal Bruni, Rubens Famá Grupo Gen ePub Criptografado

“Quanto mais aumenta nosso conhecimento, mais evidente fica nossa ignorância.”

John Kennedy

Processos de produção conjunta ocorrem quando uma empresa fabrica diferentes produtos com base em um mesmo conjunto de matérias-primas. Nessas situações, podem ser produzidos e comercializados diferentes tipos de coprodutos e subprodutos. Os processos podem gerar resíduos com baixo e incerto valor de mercado que, eventualmente, podem ser também comercializados.

Na elaboração dos diferentes resultados da produção conjunta, a entidade deve escolher um grupo de critérios para a avaliação dos custos incorridos. Geralmente, os critérios possíveis implicam a distribuição de custos com base nos valores de mercado, volumes produzidos ou lucros iguais.

Este capítulo possui o objetivo de discutir os custos associados aos processos de produção conjunta, destacando os efeitos e procedimentos em custos e preços de coprodutos, subprodutos e sucatas.

Quando uma empresa elabora diferentes produtos com base em um mesmo conjunto de matérias-primas, surge o problema relativo à composição dos custos desses diferentes produtos. Processos de produção conjunta podem estar presentes tanto em processos contínuos como em produção por encomenda.

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17 Métodos Quantitativos Aplicados a Custos

Adriano Leal Bruni, Rubens Famá Grupo Gen ePub Criptografado

“Felizes os que podem conhecer as causas das coisas.”

Virgílio

Muitos dos procedimentos empregados nos processos de gestão de custos e formação de preços são compreendidos de forma melhor mediante a aplicação de técnicas de métodos quantitativos, especialmente de estatística e de pesquisa operacional.

A estatística, que tem sua origem epistemológica no latim status – que provém de Estado, das informações coletadas em prol da melhor gestão do Estado –, fornece importante subsídio aos processos de gestão empresarial. Aplicada a custos, permite, por exemplo, analisar as magnitudes dos gastos fixos e variáveis.

Este capítulo possui o objetivo de discutir os principais tópicos da estatística relacionados aos processos de compreensão dos custos, especialmente as análises de regressão e correlação, com ênfase no uso do método dos mínimos quadrados. Para tornar a leitura mais branda e facilitar a fixação dos tópicos apresentados, são propostos inúmeros exercícios, todos com suas respectivas respostas.

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13 Tributos, Custos e Preços

Adriano Leal Bruni, Rubens Famá Grupo Gen ePub Criptografado

“A imaginação é mais importante que o conhecimento.”

Albert Einstein

O físico Albert Einstein disse em certa ocasião que a “coisa” mais dura de entender no mundo era o Imposto de Renda. Naturalmente, uma referência clara aos meandros e prerrogativas da legislação fiscal. O processo de formação do preço de venda precisa considerar a incorporação de todos os tributos incidentes na operação, que representam um percentual expressivo do preço, além de ter inúmeras especificidades normativas e legais envolvidas.

A compreensão dos custos e, sobretudo, dos preços e das margens de lucro requer uma análise cuidadosa dos tributos incidentes sobre a operação. Embora os impostos possam não ser registrados contabilmente nos custos dos produtos, já que possuem mecânica própria de registro e compensação, são muito importantes no processo de formação de preços, já que parte expressiva dos preços corresponde aos tributos.

Preços praticados nos mercados devem ser suficientemente capazes de remunerar os custos plenos, gerar margem razoável de lucro e cobrir todos os tributos, sejam eles calculados por dentro ou por fora, calculados sobre lucro real ou sobre lucro presumido ou calculados de forma cumulativa e não cumulativa. Na prática, podem ser aplicados por fiscos de três diferentes esferas: federal, estadual ou municipal.

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16 Custos e Estratégia

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“Um cínico é aquele que sabe o preço de tudo, porém o valor de nada.”

Oscar Wilde

A estratégia refere-se às relações entre a empresa e seu ambiente, e o processo de construção de seu futuro. Associada ao processo de gestão empresarial, a estratégia busca possibilitar a construção do futuro corporativo, estabelecendo metas e planos de longo prazo.

No processo de gestão de custos e formação de preços, conceitos extraídos da literatura de administração estratégica e/ou planejamento estratégico possuem grande relevância. Rentabilidade, custos e preços planejados para o futuro somente podem ser pensados mediante a análise estratégica da empresa e de seu ambiente competitivo.

O objetivo deste capítulo consiste em apresentar os conceitos aplicados da estratégia em custos e preços, como a curva de aprendizagem, o ciclo de vida do produto, a análise competitiva do setor, as estratégias empresariais genéricas, a matriz crescimento-participação e a cadeia de valor. Alguns pequenos estudos de caso são apresentados e discutidos com o propósito de facilitar o aprendizado.

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15 Formação de Preços: Aspectos Qualitativos

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“Estamos na década do valor. Se você não conseguir vender um produto da melhor qualidade pelo menor preço do mundo, você estará fora do jogo (...) a melhor maneira de reter seus clientes é imaginar constantemente como lhes dar mais por menos.”

Jack Welch, Presidente da General Electric

As decisões empresariais associadas à gestão financeira devem sempre preocupar-se com custos incorridos e preços praticados. Uma empresa somente conseguirá prosperar e continuar existindo se praticar preços superiores aos custos incorridos. No entanto, os preços são delimitados pelo mercado. Caso a percepção de valor do mercado para o produto ou serviço ofertado pela empresa seja inferior ao desejado, as vendas fracassarão. É preciso analisar, também, o valor percebido pelo mercado que justifica a cobrança de preços adequados.

O objetivo principal deste capítulo é abordar os principais aspectos qualitativos relacionados ao processo de formação de preços. Por aspectos qualitativos compreendem-se as atividades relacionadas ao processo de criação de valor, comumente presente nos textos de marketing. Para facilitar a leitura e tornar o aprendizado mais lúdico, são apresentados e resolvidos exercícios e propostos alguns estudos de caso.

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Adriano S Rgio (24)
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CAPÍTULO 08 – CPC 06 (R1) OPERAÇÕES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL

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CAPÍTULO 08

CPC 06 (R1)

OPERAÇÕES DE

ARRENDAMENTO MERCANTIL

1. INTRODUÇÃO

Neste capítulo, estudaremos situações em que uma empresa X aluga um ativo para a empresa Y por meio de uma operação formalizada em um contrato. Por exemplo, supondo que esse contrato estabeleça que a empresa Y deverá pagar para a empresa X uma determinada quantia mensal, qual será a forma adotada pelas empresas X e Y para registrar essa transação em suas respectivas escriturações contábeis?

Essas transações mercantis se tornam mais complexas nas situações em que um contrato de locação se assemelha a uma aquisição financiada. Nesses casos, de acordo com as orientações do IASB, as empresas, ao efetuarem o registro mercantil em suas escriturações contábeis, devem observar que a essência dessas transações prevalece sobre a sua forma jurídica.

Estudaremos o CPC 06 com a finalidade de compreendermos o tratamento contábil das operações relacionadas com arrendamento mercantil, tanto do ponto de vista do arrendador como do arrendatário.

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CAPÍTULO 12 –CPC 12 AJUSTE A VALOR PRESENTE

ADRIANO, Sérgio Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 12

CPC 12

AJUSTE A VALOR PRESENTE

1. OBJETIVO DO CPC 12

O objetivo do CPC 12 é estabelecer os requisitos básicos a serem observados quando da apuração do ajuste a valor presente de elementos do ativo e do passivo quando da elaboração de demonstrações contábeis, dirimindo algumas questões controversas advindas de tal procedimento, do tipo:

■■ se a adoção do ajuste a valor presente é aplicável tão somente a fluxos de caixa contratados ou se porventura seria aplicada

também a fluxos de caixa estimados ou esperados.

■■ em que situações é requerida a adoção do ajuste a valor presente de ativos e passivos, se no momento de registro inicial de

ativos e passivos, se na mudança da base de avaliação de ativos e passivos, ou se em ambos os momentos.

■■ se

passivos não contratuais, como aqueles decorrentes de obrigações não formalizadas ou legais, são alcançados pelo ajuste a valor presente.

■■ qual a taxa apropriada

ções de cômputo e viés.

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CAPÍTULO 06 – CPC 04 (R1) ATIVO INTANGÍVEL

ADRIANO, Sérgio Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 06

CPC 04 (R1)

ATIVO INTANGÍVEL

1. CONCEITO

O ativo intangível é um ativo não monetário identificável sem substância física; em outras palavras, o ativo intangível

é um bem de existência abstrata, que não pode ser tocado.

De acordo com o artigo 179, inciso VI, da Lei no 6.404/76, são classificados no grupo do AÑC Intangível os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido.

Portanto, ao interpretarmos o artigo 179, temos que ter em mente que a essência econômica deverá sempre prevalecer sobre a forma jurídica.

2. OBJETIVO DO CPC 04

O objetivo do CPC 04 é definir o tratamento contábil dos ativos intangíveis que não são abrangidos especificamente em outro pronunciamento. Esse pronunciamento estabelece que uma entidade deve reconhecer um ativo intangível apenas se determinados critérios especificados nesse pronunciamento forem atendidos. O pronunciamento também especifica como mensurar o valor contábil dos ativos intangíveis, exigindo divulgações específicas sobre esses ativos.

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CAPÍTULO 07 – CPC 05 (R1) DIVULGAÇÃO SOBRE PARTES RELACIONADAS

ADRIANO, Sérgio Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 07

CPC 05 (R1)

DIVULGAÇÃO SOBRE PARTES

RELACIONADAS

1. OBJETIVO DO CPC 05

O objetivo do CPC 05 é assegurar que as demonstrações contábeis da entidade contenham as divulgações necessárias para chamar a atenção dos usuários para a possibilidade de o balanço patrimonial e a demonstração do resultado da entidade estarem afetados pela existência de partes relacionadas e por transações e saldos, incluindo compromissos, com referidas partes relacionadas.

!  Importante

Como podemos observar, as partes relacionadas são de extrema importância na análise das demonstrações contábeis de uma empresa.

As operações envolvendo partes relacionadas são normais nas transações comerciais, e a lei não proíbe qualquer restrição a essas transações. Atualmente, os grandes conglomerados empresariais desenvolvem as suas transações comerciais por meio de suas controladas, coligadas e empreendimentos controlados em conjunto. A única exigência da legislação é que as operações realizadas entre partes relacionadas sejam publicadas, a fim de que os usuários externos das demonstrações contábeis tenham ciência dessas transações, de modo a auxiliarem em suas tomadas de decisões, pois as partes relacionadas podem realizar operações comerciais sem a observância das regras de livre mercado. Em outras palavras, as suas operações geram determinados resultados, que de outra forma não se concretizariam caso não houvesse essas partes relacionadas. Por exemplo, uma empresa que vende mercadorias para a sua controladora pelo custo de aquisição pode não realizar essas vendas nas mesmas condições para outro cliente.

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CAPÍTULO 25 – CPC 36 (R3) DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS

ADRIANO, Sérgio Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 25

CPC 36 (R3)

DEMONSTRAÇÕES

CONSOLIDADAS

1. CONCEITO DE CONSOLIDAÇÃO

As demonstrações consolidadas representam as demonstrações contábeis de um grupo econômico, em que ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas, despesas e fluxos de caixa da controladora e de suas controladas são apresentados como se fossem uma única entidade econômica.

Demonstrações

Cia Alfa controladora

Demonstrações

+

Cia Beta controlada

Demonstrações

+

Cia Gama controlada

=

Demonstrações consolidadas

Grupo Econômico

Não existe consolidação entre entidades coligadas, apenas entre controladoras e controladas.

2. OBRIGATORIEDADE DE CONSOLIDAÇÃO

Atenção com relação à obrigatoriedade das demonstrações consolidadas, pois existem diferenças entre a legislação societária e a Instrução CVM no 247/96.

De acordo com o artigo 249 da Lei no 6.404/76, a companhia aberta que tiver mais de 30% (trinta por cento) do valor do seu patrimônio líquido representado por investimentos em sociedades controladas deverá elaborar e divulgar, juntamente com suas demonstrações financeiras, demonstrações consolidadas.

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Airto Jo O Ferronato (16)
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17 Desempenho e Enlaces

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17

Desempenho e Enlaces

Para a contextualização do universo de conhecimentos que sugerimos, neste capítulo apresentaremos os derradeiros assuntos, reservando-nos a perspectiva ambiciosa de afirmar que alcançamos os objetivos propostos.

Nessa configuração, visando atingir o equilíbrio entre teoria e pesquisa de um lado, aplicação e prática de outro lado, apresentaremos quatro seções: (1) análise do desempenho; (2) controle microempresarial; (3) monitoramento microcorporativo; e (4) proposições de enlaces.

17.1 Análise do desempenho

Para a avaliação do desempenho da microempresa, vamos reunir informações sobre as variações patrimoniais e os esforços feitos para manter tais variações aos níveis desejados. O fio do argumento nessa direção viabiliza diagnosticar, interna e comparativamente, o comportamento e a evolução da microempresa, a fim de que seja possível medir os resultados e analisar o seu desempenho.

Avaliar a performance de uma pequena empresa é estabelecer um juízo de comparação dos níveis de seu desempenho em dois mais períodos. Avaliar a performance também é comparar a pequena firma com outra empresa de tamanho similar ou com a média de desempenho do setor.

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4 O Modelo Gerencial Teórico

Airto João Ferronato Grupo Gen PDF Criptografado

4

O Modelo Gerencial

Teórico

O

capítulo conterá duas seções. Mais uma vez detendo-nos no preparo gerencial, em primeiro lugar introduziremos o assunto apontando para o agrupamento conveniente do estudo das teorias e experiências disponíveis que necessitam ser assimiladas por parte dos donos das menores firmas.

A segunda seção apresentará o modelo gerencial que propomos e explicará a sua estruturação lógica. Acerca dessa reflexão, sob o ponto de vista acadêmico e com foco na capacitação de pessoas para o empreendedorismo, informamos que, no restante de toda a obra, será descrita uma longa caminhada pedagógica.

Também enfatizamos que a apresentação de nossas referências bibliográficas se assentará em diversos pesquisadores, independentemente da linha de pensamento que seguem. Em outras palavras, apesar da miscelânea de visões de mundo percebidas pelos autores citados, importante será a construção de suas abordagens, desde que as mesmas dialoguem alinhadas com nossas posições e percepções. A posição que adotamos tem a chancela na seguinte afirmação: confrontar conhecimentos, ainda que polarizados, não é perder a razão, mas sim encontrá-la temporariamente.1

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16 Calibrações e Refinamento

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Calibrações e Refinamento

Sob a perspectiva de calibrar e refinar a estrutura, as atividades e os resultados dos negócios de pequeno porte, dividiremos o capítulo em quatro frentes de ataque. A primeira frente estará concentrada na alavancagem operacional, financeira e geral; a segunda frente no ponto de equilíbrio em um mix de produtos e a terceira frente analisará a dinâmica do capital de giro. Rumo ao final, a quarta frente centrará a discussão nos ciclos econômico, operacional e financeiro.

16.1 O grau de alavancagem

Nesta seção abordamos o assunto em três tópicos: alavancagem financeira, alavancagem operacional e alavancagem geral ou total.

Grau de Alavancagem Financeira (GAF)

Alavancagem financeira e estrutura de capital são conceitos estreitamente relacionados. Esses conceitos ligam as decisões de financiamentos medidas pelo confronto da nova dívida versus o reflexo direto no retorno do investimento, no custo de capital de terceiros, no retorno do capital próprio e no grau de endividamento.

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14 Indicadores Quantitativos e Qualitativos

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14

Indicadores

Quantitativos e Qualitativos

O

capítulo apresentará dois grandes eixos. O primeiro estará representado por três seções e tratará dos indicadores quantitativos financeiros: geração de caixa, geração de lucros e geração de retorno. O segundo eixo, representado por igual número de seções, fará uma reflexão sobre os indicadores qualitativos não financeiros: valores sociais, valores éticos e valores empresariais.

14.1 Geração de caixa

Atualmente, em especial para as pequenas empresas, o enfoque das disponibilidades medidas em termos de liquidez e capital de giro vem sendo progressivamente ampliado.

O monitoramento do fluxo de caixa encontra-se no coração da administração do capital de giro. Dinheiro está sendo constantemente bombeado através da empresa saudável.1 Também explicamos que um fluxo adequado de caixa permite à pequena empresa assumir alguns tropeços inesperados sem hesitação.

Visto pelo mesmo ângulo, a geração de caixa está diretamente associada à quantidade de dinheiro que ela consegue gerar com suas operações, à quanti-

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9 Três Pilares de Sustentação

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9

Três Pilares de Sustentação

O

capítulo será dividido em seções e abordará três alavancas de peso: uma direção estratégica clara e bem definida; um saber teórico e técnico sobre Contabilidade e sobre Finanças Corporativas. O quarto pilar de sustentação – gestão empresarial – será estudado, separadamente, nos Capítulos 10, 11 e 12.

9.1 Estratégia

Nesta seção inicial, apresentamos o primeiro pilar básico: a estratégia dos negócios iniciantes. A literatura de administração estratégica é vasta e cresce a cada dia, porém, ninguém realmente soube definir o que é uma estratégia ótima.

Em tal cenário, o arcabouço do diagrama que apresentamos no Capítulo 4 nos remete a prestar atenção especial à estratégia. Termo criado pelos antigos gregos que significava um magistrado ou um comandante militar, a estratégia consiste basicamente num conjunto de regras que orientam as decisões e o comportamento de uma organização.

A estratégia existe na mente do líder como perspectiva; trata-se do conceito global do negócio, uma grande concepção, uma sacada magistral, uma visão de futuro da pequena organização, uma máxima muito bem articulada. Enfim, a grande estratégia também é uma obra de arte. Peça a alguém uma definição de estratégia e provavelmente lhe dirão que estratégia é um plano, ou algo equiva-

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