Zysman Neiman (15)
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Capítulo 3 - A natureza do ecoturismo: conceitos e segmentação

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3 A natureza do ecoturismo: conceitos e segmentação

Regiane Avena Faco

Zysman Neiman

Introdução

O rápido desenvolvimento da atividade turística, embora bem-vista pela iniciativa pública e privada, vem acarretando uma série de problemas de ordem social, econômica e ambiental, desencadeados principalmente pelo turismo de massa.

Como consequência do crescimento desse tipo de prática, que ocorreu no mesmo período histórico em que explodiam movimentos ambientalistas (décadas de 1970 e 1980), seus pressupostos foram colocados em xeque, ao mesmo tempo em que se buscava, com uma maneira menos impactante de conceber o desenvolvimento de atividades econômicas, a conservação da natureza e o respeito às culturas

44

Turismo e meio ambiente no Brasil

das sociedades1. Dentro desse contexto, iniciam-se novos padrões que servem como um contraponto às ameaças que as práticas predatórias do turismo representavam e surgem práticas como o turismo sustentável e o alternativo. De acordo com Wearing e Neil (2001, p. 4):

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Capítulo 10 - Empresas e responsabilidade social no planejamento de atividades turísticas

Zysman Neiman Editora Manole PDF Criptografado

10 Empresas e responsabilidade social no planejamento de atividades turísticas

Simone Aparecida Rodrigues de Sá e Silva

Andréa Rabinovici

Introdução

O educar sempre proporcionou as soluções mais rápidas para os problemas socioambientais, pois quando os pequenos são educados não são apenas ensinados a se encaixar na sociedade, mas também ganham o poder de decidir sobre o futuro da humanidade, sendo possível, assim, inverter a lógica da famosa pergunta “que planeta deixaremos para os nossos filhos?” para

“quais filhos deixaremos para esse planeta?”.

Atualmente, as empresas selecionam trabalhadores que absorvam sua ideologia e busquem cada vez mais aprimorar seus conhecimentos a fim de alcançar a excelência em seus resultados, pois somente aquele que investe em seu crescimento profissional reúne condições de manter-se atraente ao mercado de trabalho.

Empresas e responsabilidade social no planejamento de atividades turísticas

As empresas com responsabilidade social, por sua vez, além de buscarem esses trabalhadores, incentivam seu conjunto de colaboradores a dar continuidade ao processo de enriquecimento profissional; essas empresas criam programas que facilitam o acesso de seus funcionários a treinamentos, cursos, reciclagens etc.

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Capítulo 2 - O turismo no contexto da sustentabilidade

Zysman Neiman Editora Manole PDF Criptografado

2 O turismo no contexto da sustentabilidade

Aline Lopes Ramalho

Poliana Bassi Silva

Andréa Rabinovici

Introdução

Desde o início da década de 1960, com o arrefecimento dos movimentos sociais, entre eles o ambientalista1, as questões sobre desenvolvimento e globalização, espelhadas em modos ocidentais padronizados de ser e fazer, orientam como as pessoas devem rea­lizar suas atividades, de maneira que obtenham a maior eficiên­cia e lucro, gastando menos tempo, de acordo com elementos que o sistema capitalista exige e que concomitantemente não degradem ou destruam o meio ambiente. Essas questões exigem constante planejamento e ingerência.

1

Sobre o ambientalismo e sua influência no turismo, ver Capítulo 1.

26

Turismo e meio ambiente no Brasil

Assim, a partir da intensificação das discussões sobre o futuro do planeta, especialmente com a Conferência das Nações Unidas para o Meio

Ambiente, evento conhecido como Rio-92, a sustentabilidade passou a ser integrada às discussões sobre como os governos deveriam tratar o assunto da conservação ambiental e cultural. Também se debate, desde então, como as empresas poderiam contribuir para a implantação desse novo conceito. Alguns critérios de conservação ambiental e cultural de avaliação para determinadas certificações foram agregados, de modo a tornar a empresa competitiva. Foram criados sistemas internacionais de certificação da qualidade para as empresas que se comprometem a cuidar do meio ambiente2, e para diversos outros atores sociais e políticos realmente interessados nessas questões, tais como as organizações não governamentais (ONGs).

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Capítulo 7 - Planejamento e gestão em áreas naturais protegidas

Zysman Neiman Editora Manole PDF Criptografado

7 Planejamento e gestão em áreas naturais protegidas

Heloana Giraldella

Zysman Neiman

Introdução

Os avanços que o debate socioambiental trouxe nas últimas décadas têm gerado, em diversos países do mundo, um aumento no número de áreas naturais protegidas. No Brasil, desde a criação do Parque Nacional de Itatiaia (RJ, MG) em 1937, o número de Unidades de Conservação (UCs) cresceu significativamente.

Conforme discutido no Capítulo 5, foi aprovada no Brasil a

Lei n. 9.985, que instituiu, em 18 de julho de 2000, o Sistema

Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), visando ordenar a criação e adequar a gestão dessas áreas protegidas. Esse documento sugere que, no seu conjunto, as UCs poderiam redundar em um futuro promissor para a atividade do turismo em termos de geração de renda e empregos para a população brasileira, além da

Planejamento e gestão em áreas naturais protegidas

conservação de seus recursos socioambientais (Neiman, 2005). No entanto, como definido pelo próprio Snuc, para concretizar a geração de renda pelo turismo, é fundamental a realização de um intenso trabalho de planejamento e gestão dessas áreas protegidas, com a participação direta dos profissionais envolvidos com o uso público (incluindo aqui o turismo), para que se garantam os princípios conservacionistas por meio das melhores estratégias e práticas sustentáveis disponíveis.

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Capítulo 15 - Ética e ecoturismo

Zysman Neiman Editora Manole PDF Criptografado

15 Ética e ecoturismo

Débora de Moura Mello Antunes

Andréa Rabinovici

Introdução

O turismo é uma atividade que vem crescendo de forma sig­ nificativa e que, na maioria dos casos, gera expectativas de so­ luções rápidas aos problemas econômicos e sociais que afligem especialmente as comunidades receptivas, mas, além delas, os demais agentes envolvidos com a atividade. Tais promessas reais ou ilusórias de resolução de problemas, a partir da implementa­

ção de atividades turísticas, muitas vezes incorre na realização de um turismo descuidado de suas premissas mais básicas, como as questões éticas, raramente lembradas.

Assim, quando a atividade turística é realizada de maneira desordenada, sem averiguação constante de impactos, sem res­ peito às normas de regulamentação e de segurança e sem a preo­ cupação com a dimensão socioambiental, cultural e ética, pode

Ética e ecoturismo

causar danos irreversíveis, potencializando obstáculos que culminarão em uma situação de conflitos e problemas, cada vez mais complexa e de dis­ tante solução.

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Ricardo Amaral (13)
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Medium 9788520424070

Capítulo 11 - Perfil das Companhias de Cruzeiros Marítimos

Ricardo Amaral Manole PDF Criptografado

Capítulo 11

PERFIL

DAS

COMPANHIAS DE

CRUZEIROS MARÍTIMOS

Como em toda metodologia, a avaliação dos guias de viagem tradicionais fundamenta-se em conceitos preestabelecidos e é empreendida em época determinada, servindo como bom instrumento de orientação ao turista.

Serão apresentadas as supostas diferenças entre as empresas que compõem o universo dos cruzeiros marítimos, tomando como base a breve descrição de cada empresa adotada pela CLIA. Como se optou pela utilização desses dados, neste capítulo não são emitidas opiniões do autor.

CARNIVAL CRUISE LINES

Operando quinze navios, a Carnival Cruise Lines é a maior e mais popular companhia mundial de cruzeiros marítimos, oferecendo excursões que duram de três a dezesseis dias, com destino a Bahamas, Caribe, México, Alasca, Havaí, Canal do Panamá, Canadá e Bermudas. Conhecidos por sua atmosfera festiva e descontraída, os “Fun Ships” da

Carnival proporcionam diversas opções de gastronomia, entretenimento e atividade, desde refeições ininterruptas até pizzarias 24 horas, shows ao estilo de Las Vegas, cassinos, lojas duty-free, spas, academias e o

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Medium 9788520424070

Capítulo 2 - Cruzeiro: Férias Inesquecíveis

Ricardo Amaral Manole PDF Criptografado

Capítulo 2

CRUZEIRO:

FÉRIAS INESQUECÍVEIS

FATORES DE MOTIVAÇÃO E SATISFAÇÃO

Em harmonia com os hábitos de consumo da sociedade atual e os conceitos introduzidos pelas mais recentes tendências de organização empresarial – como a reengenharia, o downsizing e as avaliações de performance –, as pessoas economicamente ativas acabam optando por férias organizadas e que ofereçam um grande número de comodidades.

Com a oferta de conforto, diversão, intensa programação de atividades, possibilidade de relaxar e desligar-se do cotidiano, opções gastronômicas de qualidade, ambiente refinado e interação social, o cruzeiro marítimo assume uma posição extremamente privilegiada como um produto que pode, dependendo da empresa, explorar nichos de mercado específicos ou orientar seu planejamento e promoção para uma oferta de massa, dirigida ao varejo do turismo em escala mundial.

Um cruzeiro marítimo consegue o fenômeno de agradar seus hóspedes por uma oferta variada de atividades, entretenimento, equipamentos e serviços, o que, mesmo dentro de um universo heterogêneo de clientes, acaba acertando em opções que criam satisfação em diferentes perfis de hóspedes, promovendo o desejo de repetir a experiência.

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Capítulo 6 - O Primeiro Cruzeiro

Ricardo Amaral Manole PDF Criptografado

Capítulo 6

O PRIMEIRO CRUZEIRO

Imagine: duas orelhas gigantes, pés redondos e sem dedos, pele áspera, dentes enormes, nariz maior que a perna, rabinho diminuto preso ao enorme, gordo e pesado corpo. Que bicho é esse?

É muito difícil descrever algo que nunca vimos antes ou descrever uma experiência que nunca vivemos. Descrever um cruzeiro marítimo, para alguém que nunca embarcou, é como descrever um animal que nunca vimos, é difícil de imaginar, mas real.

Para as companhias de cruzeiro, o segredo é ter o roteiro certo para o perfil de cada turista, inclusive para aqueles que nunca navegaram. Para o turista vale a pena tentar, pois a surpresa vai ser grande e agradável.

A propósito, você descobriu que o animal acima é um elefante, não descobriu?

ALGUMAS DICAS IMPORTANTES

Documentação

Os documentos e vistos devem sempre ser originais e válidos. Muita atenção para crianças e jovens considerados menores: eles devem portar autorização dos pais para viajar desacompanhados.

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Capítulo 10 - Operações, Reservas e Estratégia de Preços

Ricardo Amaral Manole PDF Criptografado

Capítulo 10

OPERAÇÕES, RESERVAS E

ESTRATÉGIA DE PREÇOS

RESERVAS

A opção pela compra com antecedência depende de cada um. No mercado brasileiro, nota-se que os descontos oferecidos para compra antecipada ainda não são suficientes para motivá-la por parte da maioria dos potenciais interessados. Possivelmente isso se deva à noção generalizada de que os consumidores típicos de cruzeiros marítimos provêm de uma parcela da população economicamente ativa e disposta a pagar mais para viajar na época e nas condições desejadas, porém este cenário está mudando com as promoções de early booking (reservas antecipadas).

Os cruzeiros de verão para a América do Sul, bem como os comprados por brasileiros para o Caribe, revelam um comportamento de compra tardio, com mais de 40% das vendas sendo efetuadas com apenas quinze dias de antecedência da data do cruzeiro.

Entendemos que o potencial comprador analisa alguns fatores até chegar à decisão de compra. O primordial é a disponibilidade de tempo para viabilizar a viagem, com uma alta pressão para compra em datas especiais definidas, como Réveillon e Carnaval. Outro fator é a facilitação da compra por parcelamento dos pagamentos. Também importante

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Capítulo 4 - Portos e Destinos Comentados

Ricardo Amaral Manole PDF Criptografado

Capítulo 4

PORTOS E DESTINOS COMENTADOS

Apresentamos, neste capítulo, comentários sobre alguns dos principais destinos mundiais visitados por navios de cruzeiro. Para uma análise mais profunda, recomenda-se um guia específico do destino escolhido (consulte também a Bibliografia deste livro).

CARIBE E BAHAMAS

São consagrados como os mais procurados entre os destinos turísticos, que respiram o fluxo internacional gerador de divisas e empregos, permitindo, assim, infra-estrutura adequada ao exigente público que desembarca de um navio de cruzeiro.

A transparência impressionante das águas envolve turistas maravilhados que ficam indecisos entre olhar os peixes com múltiplas tonalidades que nadam a sua volta ou as casas de cores vibrantes da arquitetura típica... Nesse cenário, o sonho do paraíso é antecipado àqueles que visitam o Caribe. A arquitetura e a paisagem formam um quadro perfeito, a natureza e o mar apresentam para o turista um verdadeiro cartão-postal, para registrar na lembrança uma experiência fascinante.

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Marlene Matias (8)
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Medium 9788520436561

Introdução

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INTRODUÇão

O

ato de recepcionar faz parte do dia a dia de qualquer pessoa que vive em sociedade. Envolve desde situações profissionais, como receber e atender clientes, fornecedores, concorrentes em um escritório, até receber e entreter convidados em uma festa familiar. Mas, para que essa atividade seja revestida de cunho profissional, são necessárias algumas regras de tratamento e postura.

O serviço de recepção em eventos, como em qualquer outra atividade, é o

“cartão de visita”, isto é, o primeiro contato do participante, das autoridades, dos convidados, dos prestadores de serviços e demais envolvidos com o evento. Esse acolhimento representa a conduta dos esforços anteriores despendidos pelo promotor e organizador de eventos para oferecer bom atendimento e serviços a todo segmento de público participante do evento. Portanto, é no comportamento e no desempenho dos profissionais de recepção que todo o planejamento de um evento poderá ter maior ou menor êxito durante a sua realização.

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Lista de abreviaturas

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lista de abreviaturas

A&B

– Alimentos e Bebidas

ABM

– Associação Brasileira de Medicina

APM

– Associação Paulista de Medicina

BIE

– Bureau International des Expositions

Cadastur – Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos

CBO

– Código Brasileiro de Ocupações

CCCAD – Comitê Consultivo do Cadastur

Cipa

– Comissão Interna de Prevenção de Acidentes

CLT

– Consolidação das Leis do Trabalho

Contru

– Departamento de Controle de Uso de Imóveis

Corde

– �Coordenadoria Nacional para Integração da

Pessoa Portadora de Deficiência

ECA

– Estatuto da Criança e do Adolescente

Ecad

– Escritório Central de Arrecadação e Distribuição

Embratur – �Empresa Brasileira de Turismo, atual Instituto

Brasileiro de Turismo

Fiesp

– Federação das Indústrias do Estado de São Paulo

Fifa

– Fédération Internacionale de Football Association

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Apresentação

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apresentaÇão

E

sta obra é resultado de pesquisas e estudos realizados nos últimos anos para complementar conteúdos que seriam utilizados em treinamentos e cursos de formação de recepcionista de eventos, assim como de observações efetuadas in loco durante a participação em eventos.

Após essas pesquisas e vivências, percebi que o profissional de recepção em eventos, além da formação técnica, que lhe fornece conhecimentos para desempenhar as funções pertinentes ao cargo, precisa de uma formação complementar sobre temas como cerimonial e protocolo, alimentos e bebidas, conhecimentos gerais e outros, que estão ligados diretamente com a atividade eventos e indiretamente com a sua função.

Diante do exposto, resolvi organizar este livro para disponibilizar e compartilhar os conteúdos que, acredito, são de suma importância para os profissionais de recepção em eventos e também para aqueles que desejam ingressar nessa atividade.

A obra está dividida em quatro partes, sendo a primeira destinada aos fundamentos básicos sobre eventos, na qual são apresentados temas como: origem e evolução dos eventos, conceitos, tipologia, noções de planejamento e organização de eventos, estrutura organizacional dos eventos, destacando seus componentes, os locais onde os eventos acontecem, o mercado de eventos e a legislação federal vigente do setor.

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Parte 2 – O profissional de recepção em eventos

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O PROFISSIONAL DE RECEPÇÃO EM EVENTOS

2

PARTE

5

OS PRIMEIROS PASSOS NA PROFISSÃO DE

RECEPÇÃO DE EVENTOS

C

omo em toda profissão, o profissional de recepção em eventos deve inicialmente buscar formação e preparar-se tecnicamente para o cargo de recepcionista. Em geral, o CBO aconselha:

[...] o ensino médio completo, exceto para o recepcionista de hotel, que tem como pré-requisito o ensino superior incompleto. É desejável curso básico de qualificação de até duzentas horas-aula e de um a dois anos de experiência profissional para o recepcionista, em geral.

Para as demais ocupações elencadas nesta família ocupacional, demandam formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da

Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, exceto os casos previstos no art.

10 do decreto 5.598/2005.

O profissional de recepção em eventos, para apresentar-se ao mercado de trabalho, deve primeiro preparar-se tecnicamente por meio de cursos de qualificação, experiências em trabalhos voluntários, leituras sobre o tema, participar de eventos e observar outros profissionais atuando.

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Parte 3 – Aspectos complementares para a formação profissional

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FORMAÇÃO PROFISSIONAL

ASPECTOS COMPLEMENTARES PARA A

3

PARTE

8

CERIMONIAL, PROTOCOLO E ETIQUETA

ANTECEDENTES HISTÓRICOS

T

odas as fórmulas, tipos de comportamentos e preceitos necessários ao bom desempenho social seguiram linhas de evolução características de cada cultura.

Os costumes de ordem social, religiosa e política das várias culturas humanas ditaram comportamentos protocolares que vieram a formar a cultura do cerimonial.

Na China, várias correntes contribuíram para a cristalização das normas de costumes. Para o observador ocidental, a principal contribuição foi de origem confuciana, no que diz respeito ao aspecto formal.

O riquíssimo simbolismo clássico da poesia chinesa e dos filósofos motivou, porém, fórmulas de grande sensibilidade, com alusões a evocações que determinaram, por exemplo, o lugar, a hora e a oportunidade para se abordar cada assunto.

Já os egípcios acreditavam na continuação da vida após a morte, o que mostra que os seus rituais funerários eram compostos de uma série de normas e costumes que possibilitassem a continuação da vida extraterrena e a sobrevivência do nome da pessoa, como: a conservação do corpo por meio do processo de mumificação, o aprovisionamento regular de alimentos e da possibilidade de superar os perigos e provas que poderiam dificultar e impedir o avanço deste para

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Mario Carlos Beni (29)
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Medium 9788520431993

15. Dimensão financeira e análise de investimentos

Mario Carlos Beni Editora Manole PDF Criptografado

15

Dimensão financeira e análise de investimentos

J O S É B E N TO C A R LO S A M A R A L J Ú N I O R

Introdução

À atividade do turismo são atribuídos alguns sofismas que geram percepções gerais, ora como mito, ora como realidade, além de estar contaminada por inúme‑ ras promessas. Essa atividade tem registrado crescimento médio anual de 5% ao longo das últimas décadas, caracterizando‑se como um fenômeno de deslocamen‑ to de massa que envolve um contingente de mais de 800 milhões de turistas inter‑ nacionais, e as tendências apontam para um número de mais de 1,5 bilhão de pes‑ soas em 2020.

Todo esse movimento de pessoas tem despertado a atenção de diversos estu‑ diosos das mais variadas áreas do conhecimento, tais como economia, sociologia, antropologia, geografia, meio ambiente e outras. Uma das grandes preocupações desses estudiosos é com relação aos efeitos ou impactos que o turismo de massa pode provocar nas áreas receptoras.

No entanto, do ponto de vista dos governantes e dos investidores da iniciativa privada, esses números do turismo mundial também têm despertado grandes inte‑ resses e muito se tem dito sobre os benefícios gerados por essa atividade. Frases como “o turismo é o maior gerador de empregos”, “o turismo é o principal motor de desenvolvimento regional”, “o turismo gera divisas e riquezas para o país”, são comuns nos discursos sobre o turismo proferidos por vários de seus admiradores

297

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8. Instrumentalização de pesquisa em turismo

Mario Carlos Beni Editora Manole PDF Criptografado

8

Instrumentalização de pesquisa em turismo

CLÁUDIA RECH

Introdução

O turismo apresenta‑se como uma atividade economicamente viável para uma localidade, apontando significativo crescimento no setor terciário. Atualmente, es‑ sa área tem um papel impulsionador no desenvolvimento de um espaço geográfico, mobilizando pessoas em busca da apreciação de lugares que representem atrativos ao olhar do visitante. Por tudo isso, hoje, os estudos ligados ao fenômeno do turis‑ mo estão se ampliando, com enfoque de procedimentos conexos ao planejamento territorial e suas importantes aplicações práticas.

Os instrumentos de análise do planejamento turístico são compreendidos co‑ mo novos paradigmas para o desenvolvimento e para a diversificação econômica de uma destinação. Assim, por englobar aspectos sociais, culturais, econômicos e am‑ bientais, a atividade turística é analisada sob diversas óticas, abordando elementos que permitem entender o funcionamento sistêmico de sua estrutura e possibilitan‑ do a elaboração de reflexões acerca de suas tipologias e dos principais componen‑ tes que proporcionam o seu desenvolvimento.

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5. Gestão de potenciais clusters turísticos: uma proposta de metodologia de diagnóstico

Mario Carlos Beni Editora Manole PDF Criptografado

5

Gestão de potenciais clusters turísticos: uma proposta de metodologia de diagnóstico

MARIA CRISTINA ANGÉLICO MENDONÇA

Introdução

O setor de turismo tem sido considerado um dos mais significativos para a eco‑ nomia mundial. Segundo Sheyvens (2002), no período de 1050 a 1970, o turismo convencional ou de massa foi considerado, particularmente para o terceiro mundo, um meio de promoção de crescimento econômico e de alcance da modernização e uma forma de enfrentar os reflexos advindos do processo da globalização. Este au‑ tor afirma que o sistema turístico passou a ser visto como um meio de produção e consumo para se alcançar a modernização nos moldes da gestão moderna ou for‑ dista. No entanto, em decorrência da obtenção de resultados negativos, ocorreram mudanças econômicas estruturais, acompanhadas por transformações culturais, além de um crescente movimento ambientalista. Essas mudanças contri­buíram pa‑ ra explicar o surgimento de novas formas de gestão que resultassem em um turis‑ mo denominado responsável.

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23. Associativismo e cooperativismo como arranjos socioprodutivos de base comunitária – incubadora social

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23

Associativismo e cooperativismo como arranjos socioprodutivos de base comunitária – incubadora social

C A R L O S A L B E R T O C I O C E S A M PA I O

D A R I O L U I Z D I A S PA I X Ã O

Introdução

O associativismo, bem como sua derivação, o cooperativismo, mais do que ti‑ pologias organizacionais, podem ser compreendidos como modos coletivos de to‑ mada de decisão. Mesmo porque, caso não contenham componente ideológico, ou então uma racionalidade comunitária inspiradora, os grupos produtivos ficam fra‑ gilizados diante da lógica do mercado, isto é, a perspectiva instrumental acaba so‑ brepondo a substantiva, em vez de complementá‑la.

Não se quer dicotomizar entre economia de mercado e solidária, contudo, co‑ nhece‑se suas distinções, sem, no entanto, uma negar a outra. Tem‑se como pressu‑ posto que lógicas diferentes são possíveis de convivência, no entanto se opõem às hegemonias. Adota‑se, então, a ecossocioeconomia1 por entender que se deve atua­ lizar o debate quanto aos riscos do aquecimento global, avançando para as assime‑ trias que se apontam na economia solidária entre classes sociais (detentora ou não dos meios produtivos, como sugere o cooperativismo ideológico), mas também pa‑ ra as assimetrias entre modos de vidas tradicionais (bem como seus saberes) e ur‑ banos e, ainda, entre homem e natureza.

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12. Turismo e cultura: aproximações e conflitos

Mario Carlos Beni Editora Manole PDF Criptografado

12

Turismo e cultura: aproximações e conflitos

S U S A N A G A S TA L

Introdução

Aproximar o turismo e a cultura significa colocar em diálogo dois termos com‑ plexos. Por turismo pode‑se entender desde as definições clássicas, exigindo a pre‑ sença do deslocamento e do pernoite em locais diferentes daquele de moradia, até aquelas que priorizam o estranhamento atual do morador de grandes centros urba‑ nos, que desconhece sua própria cidade e, quando a percorre, acaba por se submeter

às mesmas sensações por que passa o estrangeiro, quando fora de seu domicílio.

A cultura também apresenta complexidades não só nos estudos e teorizações acadêmicos, mas também nas suas práticas, ambos impregnados de uma herança colonial muitas vezes ainda presente, levando ao consumo e à valorização de bens simbólicos do dominador, em detrimento daqueles produzidos na própria comuni‑ dade. Pegando um exemplo simples, como o discorrer sobre patrimônio, haveria dificuldades na teoria e nas práticas, em termos de definições e recortes dentro do campo específico – a cultura –, assim como na sua aproximação com outras áreas, como no caso do turismo. Mais complexo, ainda, tem sido, em todos os casos, li‑ dar com a cultura vernácula,1 aquela do hoje, do aqui e do agora. O turismo vive do

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Eurico De Oliveira Santos (23)
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20. Turismo rural e novo modelo de gestão pública em Minas Gerais

Eurico de Oliveira Santos Editora Manole PDF Criptografado

20

Turismo

rural e novo

modelo de gestão pública em

Minas Gerais

Carlos Eduardo Oliveira Bovo

Introdução

Este capítulo consiste em compreender o impacto da mudança do modelo de gestão pública adotado no estado de Minas Gerais, o qual trabalha com a lógica da gestão privada dentro da ótica pública, e os impactos diretos ou indiretos sobre a atividade turística, principalmente o turismo rural.

O estudo dessa temática é justificado pela importância que essa atividade não agrícola representa para os agricultores familiares, possibilitando que permaneçam em suas propriedades de maneira sustentável e com boa qualidade de vida. Além de representar para o Estado uma ferramenta importante na redução do êxodo rural, na geração de empregos e renda, entre outros possíveis benefícios nas áreas ambiental, cultural, políticoorganizacional, econômica e social.

Para a compreensão da discussão, propõe-se uma linha de raciocínio que parte do entendimento das mudanças ocorridas no modelo de gestão do Estado, na visão turística construída por ele e pela respectiva secretaria,

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14. Inteligência comercial para os produtos de turismo nos espaços rural e natural

Eurico de Oliveira Santos Editora Manole PDF Criptografado

14

Inteligência

comercial para os

produtos de turismo nos espaços rural e natural

Adonis Zimmermann

Introdução

Nos anos de 1990, o turismo rural passou pelas mais variadas discussões quanto à definição, ao conceito, à formatação do produto, de sua segmentação, dos benefícios sociais, ambientais etc., mas muito pouco se falou sobre sua comercialização, sobre a inteligência comercial desses produtos. Conclui-se que esse assunto não despertava o devido interesse, tendo em vista que, até pouco tempo, a oferta de produtos turísticos no espaço rural era bem inferior à demanda. Essa condição se modifica rapidamente, com uma constante ampliação e inovação da oferta.

Durante essas duas décadas de atividades profissionais no segmento turístico, tivemos a oportunidade de desenvolver e monitorar inúmeros empreendimentos turísticos nos espaços rural e natural, com a oferta das mais variadas atividades turísticas, criando um verdadeiro mix de produtos, o que proporcionou ao segmento uma clara revitalização do produto, gerada pela evolução da sua demanda.

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5. Políticas públicas de turismo rural: uma alternativa necessária

Eurico de Oliveira Santos Editora Manole PDF Criptografado

5

Políticas públicas de turismo rural: uma alternativa necessária

Alessandra Santos dos Santos

Paulo dos Santos Pires

Introdução

No Brasil, o turismo rural surge como uma alternativa econômica considerada capaz de minimizar a decadência do meio rural e manter a atividade agrícola nas propriedades que estão sendo abandonadas por uma série de fatores de ordem econômica e social. Institucionalmente, a inserção do turismo rural como alternativa econômica para o meio rural brasileiro deve-se ao modelo europeu, o qual integrou a atividade às políticas públicas no intuito de revigorar áreas rurais que se encontram em declínio. Não por acaso, o turismo rural foi incluído recentemente na Política Nacional do Turismo (PNT), a qual estabelece diretrizes, estratégias e programas para apoiar a diversificação de atividades e renda do homem campesino aliadas ao desenvolvimento agrícola.

Diante desse contexto, o presente capítulo é parte de uma investigação acadêmica1 cujo objetivo foi o de analisar as políticas públicas de turismo

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12. Implantação e estruturação de empreendimentos de turismo no espaço rural: roteiro para elaboração de projetos

Eurico de Oliveira Santos Editora Manole PDF Criptografado

12

Implantação

e estruturação

de empreendimentos de turismo no espaço rural: roteiro para elaboração de projetos

Fábio Morais Hosken

Este capítulo objetiva ser um instrumento de orientação para a elaboração de projetos de empreendimentos de turismo rural. Irá auxiliar os consultores e profissionais nessa tarefa complexa que é formatar um documento que relate, da forma mais fiel, técnica e clara possível, um empreendimento turístico rural e/ou ecológico.

Nas disciplinas de planejamento turístico dos cursos de Turismo, será uma ferramenta à disposição, que pretende ser objetiva e prática, como um guia de elaboração, contendo o passo a passo para fazer um projeto completo.

As chances de o negócio dar certo são bem maiores quando se parte de um bom projeto, que procure definir tudo o que deve ser adaptado, construído, treinado, preparado, bem como os recursos necessários desde o início. Os riscos serão identificados, os pontos fortes, maximizados e reforçados, e os pontos fracos, corrigidos, eliminados ou transformados.

Para executar um trabalho desses, o profissional deverá ter conhecimentos sobre turismo, agropecuária e meio ambiente. A percepção sistêmica da propriedade é fundamental, ou seja, é preciso vê-la como um

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7. Turismo no espaço rural e preservação do patrimônio, da paisagem e da cultura

Eurico de Oliveira Santos Editora Manole PDF Criptografado

7

Turismo

no espaço rural e

preservação do patrimônio, da paisagem e da cultura

Patrícia Marasca Fucks

Marcelino de Souza

Introdução

Este capítulo aborda a temática do turismo tendo como recorte geográfico o espaço rural brasileiro, cenário no qual se evidenciam os aspectos tangíveis e intangíveis do patrimônio, da paisagem e da cultura, que permeiam o universo do turista e do empreendedor rural. Trata-se de elucidar as possíveis contribuições obtidas pela população urbana e rural, a partir do uso do patrimônio cultural rural como recurso turístico e educativo que alicerça a atividade do turismo rural.

Desde que o modelo econômico de desenvolvimento industrial e o processo de globalização passaram a nortear a sociedade brasileira, houve mudanças significativas no comportamento das pessoas, no modo como elas se relacionam entre si, com o trabalho e com o capital, e na percepção dos seus próprios valores, das suas necessidades e dos seus costumes. Isso determinou um ritmo mais acelerado aos padrões de consumo, ao modo de vida e de trabalho, tanto na área urbana quanto na rural.

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