Zysman Neiman (15)
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Capítulo 9 - Políticas públicas para o ecoturismo no Brasil

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9 Políticas públicas para

o ecoturismo no Brasil

Angela Teberga de Paula

Andréa Rabinovici

Introdução

Entende-se por políticas públicas as ações do Estado, conduzidas pelo interesse da maioria dos cidadãos, para a elaboração e execução de programas e demais ações de esferas específicas da sociedade (Barretto et al., 2003). Logicamente, o detalhamento desse conceito conduz ao paradigma do bem-estar social, uma vez que ele contempla também direitos ao lazer e ao tempo livre, os quais estão presentes, antes de tudo, na

Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, em seu art. 217: “O Poder Público incentivará o lazer, como forma de promoção social”, bem como na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, art. 24: “Todas as pessoas têm direito a descanso e lazer”.

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Turismo e meio ambiente no Brasil

Todavia, o cenário subdesenvolvido no qual o país se encontra indica a imprescindível necessidade de políticas que, acima de tudo, sejam responsáveis pelo “elo articulador entre os agentes excluídos da concentração econômica, e [...] [por] construir, de forma compartilhada, o projeto democrático e cidadão desejado pela comunidade” (Gastal e Moesch, 2007, p. 41).

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Capítulo 8 - Infraestrutura sustentável para o ecoturismo

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8 Infraestrutura sustentável para o ecoturismo

Isabela Barbosa Frederico

Zysman Neiman

Introdução

Apesar de o ecoturismo no Brasil, assim como em todo o mundo, vir se solidificando como uma proposta de conservação e também como uma forte atividade econômica, a construção de infraestruturas ecologicamente corretas para essa atividade ainda

é incipiente, sendo que as primeiras iniciativas nesse sentido começam a surgir no país apenas no início dos anos 2000.

Andersen (1995) salienta que para o fortalecimento da atividade é necessária uma união do poder público e da iniciativa privada no que tange ao incentivo de recursos técnicos, culturais e financeiros que possibilitem um turismo cuja prioridade seja a questão ambiental. Os projetos das instalações a serem implantadas na natureza deveriam levar em consideração a conservação

150

Turismo e meio ambiente no Brasil

e, para isso, seria necessária a criação de códigos de ética ambientais em projetos de turismo.

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Capítulo 7 - Planejamento e gestão em áreas naturais protegidas

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7 Planejamento e gestão em áreas naturais protegidas

Heloana Giraldella

Zysman Neiman

Introdução

Os avanços que o debate socioambiental trouxe nas últimas décadas têm gerado, em diversos países do mundo, um aumento no número de áreas naturais protegidas. No Brasil, desde a criação do Parque Nacional de Itatiaia (RJ, MG) em 1937, o número de Unidades de Conservação (UCs) cresceu significativamente.

Conforme discutido no Capítulo 5, foi aprovada no Brasil a

Lei n. 9.985, que instituiu, em 18 de julho de 2000, o Sistema

Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), visando ordenar a criação e adequar a gestão dessas áreas protegidas. Esse documento sugere que, no seu conjunto, as UCs poderiam redundar em um futuro promissor para a atividade do turismo em termos de geração de renda e empregos para a população brasileira, além da

Planejamento e gestão em áreas naturais protegidas

conservação de seus recursos socioambientais (Neiman, 2005). No entanto, como definido pelo próprio Snuc, para concretizar a geração de renda pelo turismo, é fundamental a realização de um intenso trabalho de planejamento e gestão dessas áreas protegidas, com a participação direta dos profissionais envolvidos com o uso público (incluindo aqui o turismo), para que se garantam os princípios conservacionistas por meio das melhores estratégias e práticas sustentáveis disponíveis.

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Capítulo 6 - Inserção comunitária e as atividades do turismo

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6 Inserção comunitária

e as atividades do turismo

Mara Aristeu Pessoa

Andréa Rabinovici

Introdução

A própria definição de turismo sustentável deixa bem claro que uma das condições fundamentais para sua configuração

é o bem-estar das populações envolvidas. A sustentabilidade da atividade depende de práticas e vivências de um turismo de valores e atitudes. Assim, de acordo com Irving (2002), e conforme expresso na Agenda 21 do Turismo e no Código de Ética para o Turismo, o conceito de turismo sustentável transcende a perspectiva da atividade de proporcionar o mero contato com a natureza para uma postura mais integral de valorização da cultura local e o compromisso ético de repartição de benefícios, na perspectiva da sustentabilidade.

106

Turismo e meio ambiente no Brasil

Encontrar soluções de desenvolvimento que ressaltem a melhoria na qualidade de vida das comunidades locais envolvidas, aliadas à conservação do meio ambiente e do patrimônio cultural, tem se demonstrado um desafio para os envolvidos nesse processo. Vislumbram-se diversas atividades econômicas como possibilidades de desenvolvimento sustentável para as comunidades inseridas. No entanto, o turismo é uma atividade com grandes oportunidades de inclusão social e econômica das classes menos favorecidas, sendo considerado uma das melhores alternativas para as populações que se encontram em ambientes e ecossistemas frágeis, como as áreas naturais protegidas e seu entorno, e que dependem da atividade.

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Capítulo 5 - Ecoturismo e conservação dos recursos naturais

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5 Ecoturismo e conservação dos recursos naturais

Zysman Neiman

Raquel Formaggio Patricio

Introdução

Evitar a extinção dos ecossistemas naturais é um dos maiores desafios da humanidade neste século. Além das razões morais, existem as de ordem estética, religiosa, cultural, científica e econômica (Wallace, 2002). As estratégias para a construção de sociedades sustentáveis precisam considerar a necessidade de uma aliança entre conservação ambiental e desenvolvimento humano

(Silva e Junqueira, 2007).

Diversas políticas públicas têm sido desenvolvidas com o objetivo de proteger os recursos naturais, mas até este início de milênio apenas 5% do planeta está legalmente protegido. Nesse contexto, as unidades de conservação (UCs) têm se destacado como uma das políticas públicas mais importantes e são, segun-

Ecoturismo e conservação dos recursos naturais

do a International Union for the Conservation of the Nature (IUCN), o método mais eficaz de proteção da biodiversidade.

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Ricardo Amaral (13)
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Manual do Instrutor

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Manual do Instrutor

Este é um roteiro para um instrutor ou professor que pretende adotar este livro em sala de aula, apresentando, de forma resumida e em tópicos, os itens principais sobre o tema.

CRUZEIROS MARÍTIMOS

Roteiro

• O que é um cruzeiro marítimo;

• Cruzeiros – passado, presente e futuro;

• Quem é o pax de cruzeiros marítimos no mundo;

• Vantagens de se vender cruzeiros marítimos;

• Regiões de cruzeiros no mundo;

• Objeções a alguns mitos sobre cruzeiros;

• Como escolher o cruzeiro ideal;

• Procedimento para a venda;

• Marketing voltado para destinos;

• Tipos de porto e de estação marítima;

• Tendências.

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124

Cruzeiros Marítimos

O que é um Cruzeiro Marítimo

Pela variedade de opções de lazer, conforto e acomodações que oferece, um navio de cruzeiro pode ser definido como um “Resort Flutuante”.

Além de transportar e alimentar o passageiro, um navio desse tipo proporciona inúmeras alternativas de lazer, garantindo tranqüilidade, conforto e segurança e colocando à disposição do passageiro todos os elementos necessários para seu lazer (shows, festas, discoteca, bares, cassino, restaurantes, cinema).

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Glossário Básico

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Glossário

Básico

PORTUGUÊS/INGLÊS

PORTUGUÊS INGLÊS

à beira-mar . . . . . . . . . . . . . . a bordo . . . . . . . . . . . . . . . . . a bordo do navio . . . . . . . . . . academia de ginástica . . . . . . acima do nível do mar . . . . . . acomodações . . . . . . . . . . . . acomodações aconchegantes . acomodações com vista . . . . para o mar acomodações da cabine. . . . . acomodações da suíte . . . . . . aeróbica . . . . . . . . . . . . . . . . alfândega . . . . . . . . . . . . . . . almoço com bufê. . . . . . . . . . aluguel de smoking . . . . . . . . ancorado. . . . . . . . . . . . . . . . andar “A” . . . . . . . . . . . . . . . anfitrião/anfitriã . . . . . . . . . . . anúncios para todo o navio . .

área de jantar . . . . . . . . . . . .

área para toucador. . . . . . . . . armário . . . . . . . . . . . . . . . . .

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Capítulo 9 - O Mercado dos Cruzeiros Marítimos

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Capítulo 9

O MERCADO DOS

CRUZEIROS MARÍTIMOS

PANORAMA GERAL E BRASILEIRO

O histórico da indústria apresenta uma evolução espantosa, especialmente quando analisados os dados do mercado norte-americano e realizada a estimativa do reflexo desse crescimento em termos mundiais.

O segmento de cruzeiros marítimos no Brasil teve início com os navios do Lloyd Brasileiro, com os fretamentos organizados pela Agaxtur, nas mãos visionárias e criativas de Aldo Leone, que, por suas raízes italianas, aproximou-se da Linea “C”, ou Costa Crociere. Os fretamentos que marcaram o início dos cruzeiros marítimos brasileiros deram seqüência às esporádicas visitas dos grandes transatlânticos, como o SS

France e o Queen Elizabeth 2.

Atualmente a temporada na América do Sul apresenta um crescente número anual de novos navios, que tem gerado um aumento proporcional no número de cruzeiristas brasileiros e estrangeiros que navegam nesse destino, que, do ponto de vista internacional, é classificado como exótico.

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Capítulo 8 - Mitos e Preconceitos

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Capítulo 8

MITOS E PRECONCEITOS

A experiência de um cruzeiro marítimo é vivencial, plena de elementos subjetivos e intangíveis, que dificilmente podem ser explicados ou traduzidos. Essa natureza específica dos cruzeiros gera condições para o surgimento de mitos e falsas crenças que dificultam a expansão de seu mercado consumidor.

Educar tanto os consumidores quanto os agentes de viagem, intermediários no processo, é tarefa de suma importância e que requer habilidade para lidar com as objeções de alguns clientes em potencial, reticentes em optar por uma modalidade de férias que lhes é desconhecida.

Este capítulo faz o levantamento dos mitos mais comuns e sugere formas adequadas de se lidar com as objeções negativas. Infelizmente as falsas imagens dos cruzeiros marítimos têm sido imagens reforçadas ao longo dos anos, em parte pelo limitado número de novos cruzeiristas, que, apesar de crescente em números relativos ao total anual, ainda é pequeno em números absolutos. Essa situação, porém, está em vias de alteração, pelo crescimento da oferta mundial de leitos em navios de cruzeiro, o que possibilitará a um maior número de pessoas a revisão da atual imagem distorcida.

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Capítulo 7 - A Estrutura de um Navio de Cruzeiro

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Capítulo 7

A ESTRUTURA DE UM

NAVIO DE CRUZEIRO

O COMANDO DOS SERVIÇOS

A megaestrutura de serviços de um navio de cruzeiro, que anteriormente podia ser denominada “Hotel Resort Flutuante”, hoje já pode, em alguns casos, ser considerada um “Destino Turístico”, com características e atrativos próprios.

A complexidade da rede de serviços dá abertura a uma ampla gama de estudo. A maioria dos dirigentes dessa estrutura é oriunda dos quadros da tripulação de navios de cruzeiro de todo o mundo, já que diversas particularidades dificultam a ocupação de tal posição por um executivo de outros meios turísticos, mesmo que sejam experientes em atividades de hotelaria e serviços em terra. A complexidade e as inúmeras variáveis do segmento demandam conhecimento específico de cada função a ser executada.

Deve-se considerar que é bastante intenso o trabalho de supervisão e manutenção de uma estrutura de serviços que opera 24 horas por dia, durante todos os dias do ano, e que somente a cada dois anos pode fazer escala para manutenção em doca seca ou em estaleiro (drydock ou wetdock). E mesmo nessas escalas, que duram em média quinze dias, as atividades de bordo são supervisionadas e o trabalho de manutenção

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Marlene Matias (8)
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Sumário

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sumário

Apresentação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XIII

Lista de abreviaturas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XV

Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. XVII

PARTE 1- FUNDAMENTOS BÁSICOS SOBRE EVENTOS. . . . . . . . . . . 1

Capítulo 1: Origem, evolução, conceitos e tipologia de eventos . . . . . 3

Conceitos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5

Tipologia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6

Capítulo 2: Noções de planejamento de eventos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13

Concepção. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13

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Parte 3 – Aspectos complementares para a formação profissional

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FORMAÇÃO PROFISSIONAL

ASPECTOS COMPLEMENTARES PARA A

3

PARTE

8

CERIMONIAL, PROTOCOLO E ETIQUETA

ANTECEDENTES HISTÓRICOS

T

odas as fórmulas, tipos de comportamentos e preceitos necessários ao bom desempenho social seguiram linhas de evolução características de cada cultura.

Os costumes de ordem social, religiosa e política das várias culturas humanas ditaram comportamentos protocolares que vieram a formar a cultura do cerimonial.

Na China, várias correntes contribuíram para a cristalização das normas de costumes. Para o observador ocidental, a principal contribuição foi de origem confuciana, no que diz respeito ao aspecto formal.

O riquíssimo simbolismo clássico da poesia chinesa e dos filósofos motivou, porém, fórmulas de grande sensibilidade, com alusões a evocações que determinaram, por exemplo, o lugar, a hora e a oportunidade para se abordar cada assunto.

Já os egípcios acreditavam na continuação da vida após a morte, o que mostra que os seus rituais funerários eram compostos de uma série de normas e costumes que possibilitassem a continuação da vida extraterrena e a sobrevivência do nome da pessoa, como: a conservação do corpo por meio do processo de mumificação, o aprovisionamento regular de alimentos e da possibilidade de superar os perigos e provas que poderiam dificultar e impedir o avanço deste para

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Parte 2 – O profissional de recepção em eventos

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O PROFISSIONAL DE RECEPÇÃO EM EVENTOS

2

PARTE

5

OS PRIMEIROS PASSOS NA PROFISSÃO DE

RECEPÇÃO DE EVENTOS

C

omo em toda profissão, o profissional de recepção em eventos deve inicialmente buscar formação e preparar-se tecnicamente para o cargo de recepcionista. Em geral, o CBO aconselha:

[...] o ensino médio completo, exceto para o recepcionista de hotel, que tem como pré-requisito o ensino superior incompleto. É desejável curso básico de qualificação de até duzentas horas-aula e de um a dois anos de experiência profissional para o recepcionista, em geral.

Para as demais ocupações elencadas nesta família ocupacional, demandam formação profissional para efeitos do cálculo do número de aprendizes a serem contratados pelos estabelecimentos, nos termos do artigo 429 da

Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, exceto os casos previstos no art.

10 do decreto 5.598/2005.

O profissional de recepção em eventos, para apresentar-se ao mercado de trabalho, deve primeiro preparar-se tecnicamente por meio de cursos de qualificação, experiências em trabalhos voluntários, leituras sobre o tema, participar de eventos e observar outros profissionais atuando.

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Parte 1 – Fundamentos básicos sobre eventos

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fundamentos básicos sobre eventos

1

PARTE

1

ORIGEM, EVOLUÇÃO, CONCEITOS

E TIPOLOGIA DE EVENTOS

E

ventos são acontecimentos que possuem horário, local e dia onde as pessoas se reúnem pelos mais diversos motivos. Esses tipos de acontecimentos existem desde os mais remotos tempos e expressam comportamentos e normas ao bom desempenho social, podendo apresentar características sociais, religiosas e políticas das várias culturas humanas.

No Egito Antigo, segundo registros históricos, aconteciam cerimônias oficiais e religiosas para o faraó e sua corte, como também rituais funerários.

Na China, várias correntes contribuíram para a origem dos eventos, sendo a principal delas a relacionada ao rico simbolismo clássico da poesia e dos filósofos chineses. Cabe ressaltar que a principal contribuição veio do filósofo

Confúcio, que com grande sensibilidade pregava que para se abordar cada assunto deve-se existir o lugar, a hora e a oportunidade.

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Lista de abreviaturas

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lista de abreviaturas

A&B

– Alimentos e Bebidas

ABM

– Associação Brasileira de Medicina

APM

– Associação Paulista de Medicina

BIE

– Bureau International des Expositions

Cadastur – Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos

CBO

– Código Brasileiro de Ocupações

CCCAD – Comitê Consultivo do Cadastur

Cipa

– Comissão Interna de Prevenção de Acidentes

CLT

– Consolidação das Leis do Trabalho

Contru

– Departamento de Controle de Uso de Imóveis

Corde

– �Coordenadoria Nacional para Integração da

Pessoa Portadora de Deficiência

ECA

– Estatuto da Criança e do Adolescente

Ecad

– Escritório Central de Arrecadação e Distribuição

Embratur – �Empresa Brasileira de Turismo, atual Instituto

Brasileiro de Turismo

Fiesp

– Federação das Indústrias do Estado de São Paulo

Fifa

– Fédération Internacionale de Football Association

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Mario Carlos Beni (29)
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9. Sustentabilidade: dimensão ambiental

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9

Sustentabilidade: dimensão ambiental

PA U L O D O S S A N T O S P I R E S

Introdução

A dimensão ambiental da sustentabilidade (Sachs, 2002) possibilita delimi‑ tar um campo de abordagem, o qual será aqui estabelecido em sua interface com o turismo, e este, por sua vez, em suas múltiplas interações com o meio ambiente.

Para tanto, adotou‑se como referência básica o Programa de Turismo e Meio Am‑ biente das Nações Unidas (Unep, 2010), cujo conteúdo e estrutura programática refletem de forma pertinente, representativa e consistente, a ampla e complexa interface entre o turismo e o meio ambiente, mantendo permanentemente como pano de fundo o paradigma da sustentabilidade. Por outro lado, o caráter univer‑ sal e a ascendência desse Programa sobre a governança ambiental em todo o mundo levam a considerá‑lo como fonte de consulta regular para o processo de ensino e de difusão do conhecimento, exatamente da forma como ocorrerá nesta oportunidade.

Com isso, o texto pretende descortinar para o leitor a dimensão ambiental do turismo, primeiramente apresentando um breve resgate conceitual sobre sustenta‑ bilidade, assim como uma base de entendimento sobre a sua aplicação no campo do turismo. Na sequência, a dimensão ambiental da sustentabilidade do turismo é des‑ dobrada em três principais enfoques, como mostra a Figura 9.1.

181

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8. Instrumentalização de pesquisa em turismo

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Instrumentalização de pesquisa em turismo

CLÁUDIA RECH

Introdução

O turismo apresenta‑se como uma atividade economicamente viável para uma localidade, apontando significativo crescimento no setor terciário. Atualmente, es‑ sa área tem um papel impulsionador no desenvolvimento de um espaço geográfico, mobilizando pessoas em busca da apreciação de lugares que representem atrativos ao olhar do visitante. Por tudo isso, hoje, os estudos ligados ao fenômeno do turis‑ mo estão se ampliando, com enfoque de procedimentos conexos ao planejamento territorial e suas importantes aplicações práticas.

Os instrumentos de análise do planejamento turístico são compreendidos co‑ mo novos paradigmas para o desenvolvimento e para a diversificação econômica de uma destinação. Assim, por englobar aspectos sociais, culturais, econômicos e am‑ bientais, a atividade turística é analisada sob diversas óticas, abordando elementos que permitem entender o funcionamento sistêmico de sua estrutura e possibilitan‑ do a elaboração de reflexões acerca de suas tipologias e dos principais componen‑ tes que proporcionam o seu desenvolvimento.

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7. Relações organizacionais para o desenvolvimento regional do turismo

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7

Relações organizacionais para o desenvolvimento regional do turismo

A N DYA R A L I M A B A R B O S A

Introdução

Recentemente, a dinâmica processual de nossa sociedade empreendeu uma reformulação nos papéis do Estado, das empresas e da sociedade civil. A reformu‑ lação introduz novos parâmetros, e estes vêm acarretando profundas mudanças nas relações e nas performances desses três setores. O turismo como atividade so‑ cioeconômica cultural também se reproduz a partir desses parâmetros, ensejando atuações diferenciadas dentro e entre os três setores. Algumas dessas mudanças são, teoricamente, abordadas neste capítulo por meio de temáticas voltadas às ne‑ cessidades e possibilidades de relacionamentos organizacionais para o desenvolvi‑ mento do turismo. Inicialmente, disserta‑se sobre a descentralização do poder, pressuposto essencial para o protagonismo local e para o desenvolvimento do tu‑ rismo a partir do exercício do poder compartilhado. O exercício do poder compar‑ tilhado pode se dar tanto no lócus municipal quanto regional ou estadual, pelos fóruns, conselhos, comissões, comitês e outros. Em termos regionais, temos, recen‑ temente, o conceito de governança como forma de desenvolver a participação e o engajamento da sociedade nos processos decisórios acerca do turismo regional.

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6. Observatório de Turismo e Cultura, integração regional do cluster de turismo e desenvolvimento socioeconômico da Serra Gaúcha

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Observatório de Turismo e Cultura, integração regional do cluster de turismo e desenvolvimento socioeconômico da Serra Gaúcha

E D E G A R LU I S TO M A Z ZO N I

Introdução

As propostas de desenvolvimento do turismo, nos mais diversos âmbitos e ní‑ veis de abrangência territorial, justificam‑se pelo desenvolvimento socioeconômi‑ co, cujo sentido é a inclusão social, com base não somente em aspectos materiais, como renda e acesso ao consumo, mas também em aspectos emocionais, como sen‑ timento de aceitação, de pertencimento e de reconhecimento. O desenvolvimento

é um processo cíclico virtuoso, que se inicia com a mudança de mentalidades. A inclusão social e a qualidade de vida são fundamentos da sustentabilidade, pois o verdadeiro desenvolvimento é o sustentável.

O que os teóricos contemporâneos enfatizam é a força do institucionalismo, por meio da cooperação entre os agentes sociais, visando retornos coletivos. Tra‑ ta‑se de processo para cuja realização é relevante a atuação das instituições de en‑ sino e pesquisa. Para viabilizar políticas e projetos, os estudos e análises do desen‑ volvimento socioeconômico fundamentam‑se em referenciais de delimitação geográfica, espacial ou territorial.

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5. Gestão de potenciais clusters turísticos: uma proposta de metodologia de diagnóstico

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Gestão de potenciais clusters turísticos: uma proposta de metodologia de diagnóstico

MARIA CRISTINA ANGÉLICO MENDONÇA

Introdução

O setor de turismo tem sido considerado um dos mais significativos para a eco‑ nomia mundial. Segundo Sheyvens (2002), no período de 1050 a 1970, o turismo convencional ou de massa foi considerado, particularmente para o terceiro mundo, um meio de promoção de crescimento econômico e de alcance da modernização e uma forma de enfrentar os reflexos advindos do processo da globalização. Este au‑ tor afirma que o sistema turístico passou a ser visto como um meio de produção e consumo para se alcançar a modernização nos moldes da gestão moderna ou for‑ dista. No entanto, em decorrência da obtenção de resultados negativos, ocorreram mudanças econômicas estruturais, acompanhadas por transformações culturais, além de um crescente movimento ambientalista. Essas mudanças contri­buíram pa‑ ra explicar o surgimento de novas formas de gestão que resultassem em um turis‑ mo denominado responsável.

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Eurico De Oliveira Santos (23)
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9. Turismo rural e sustentabilidade: dimensões de avaliação e perspectivas

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9

Turismo

rural e sustentabilidade:

dimensões de avaliação e perspectivas

Marcia de Fatima Inacio

Introdução

A maior complexidade imposta pelo crescimento das sociedades aliada a um modelo convencional de desenvolvimento rural originou um grave problema ambiental que se traduziu na superutilização dos recursos disponíveis. Em função da maior demanda por alimentos, grandes áreas de vegetação natural foram desmatadas e, no seu lugar, surgiu uma paisagem completamente diferente, dominada por fazendas de criação de gado ou por cultivo intensivo de culturas agrícolas, como café e cana-de-acúcar, principalmente. Nessas áreas, implantou-se um sistema de agricultura com enorme capacidade de produção, que, entretanto, para garantir preço ao consumidor e renda ao produtor, exigia grandes intervenções públicas, além de um grande aporte de energia sob a forma de insumos (adubo) e máquinas pesadas, sem qualquer preocupação com o meio ambiente.

Com o passar dos anos, o sistema passou a dar sinais de decadência, demonstrando que não era capaz de se manter. Os solos, que a princípio

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8. Turismo comunitário rural inclusivo como responsabilidade ética e moral da sociedade

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8

Turismo

comunitário

rural inclusivo como responsabilidade ética e moral da sociedade1

Yolanda Flores e Silva

Marcos Arnhold Junior

Turismo e ética: algumas considerações

A importância do estudo dos aspectos éticos no desenvolvimento do formato das atividades turísticas no espaço rural agrícola e de pesca, seja em Santa Catarina, seja no interior do Ceará, dá-se pelo fato de o turismo ser uma atividade extremamente negativa se no seu planejamento não forem consideradas todas as particularidades do local e de seus aspectos sociais, econômicos, culturais e ambientais. A intensa presença do fenô

1

Esta é uma versão modificada do texto “Turismo ético e inclusivo: construções culturais, conflitos e tensões na gestão de uma rede de agroturismo em Santa Rosa de Lima

– SC/Brasil” apresentada pelos autores no IX Colóquio Internacional de Geocrítica em

Porto Alegre, de 28 de maio a 1 de junho de 2007. Na primeira versão, a discussão ética sobre as construções culturais e transformações se concentram no município de SRL, local de pesquisa dos autores para realização de investigação com financiamento do

CNPq e a elaboração da dissertação de mestrado de Marcos Arnhold Junior.

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7. Turismo no espaço rural e preservação do patrimônio, da paisagem e da cultura

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7

Turismo

no espaço rural e

preservação do patrimônio, da paisagem e da cultura

Patrícia Marasca Fucks

Marcelino de Souza

Introdução

Este capítulo aborda a temática do turismo tendo como recorte geográfico o espaço rural brasileiro, cenário no qual se evidenciam os aspectos tangíveis e intangíveis do patrimônio, da paisagem e da cultura, que permeiam o universo do turista e do empreendedor rural. Trata-se de elucidar as possíveis contribuições obtidas pela população urbana e rural, a partir do uso do patrimônio cultural rural como recurso turístico e educativo que alicerça a atividade do turismo rural.

Desde que o modelo econômico de desenvolvimento industrial e o processo de globalização passaram a nortear a sociedade brasileira, houve mudanças significativas no comportamento das pessoas, no modo como elas se relacionam entre si, com o trabalho e com o capital, e na percepção dos seus próprios valores, das suas necessidades e dos seus costumes. Isso determinou um ritmo mais acelerado aos padrões de consumo, ao modo de vida e de trabalho, tanto na área urbana quanto na rural.

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6. O turismo e o Estatuto da Terra

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6

O

turismo e o

da

Terra

Estatuto

Dario Luiz Dias Paixão

Luiz Alberto Pereira Paixão

Introdução: a legislação e a polêmica

O presente capítulo busca repensar a problemática social e aprofundar algumas possibilidades interpretativas, no sentido de melhor entender por que a Lei n. 4.504, de 30 de novembro de 1964, conhecida como Estatuto da Terra, suscita tamanho interesse a ponto de estudiosos de vários países da América Latina e também da Espanha, Itália e França se debruçarem sobre seu texto há 45 anos. Busca, ainda, fazer uma correlação entre o turismo e a mais importante lei agrária brasileira (Estatuto da Terra), tendo como fundamento o princípio da função social da propriedade. Em verdade, trata-se da análise de um ângulo até o momento muito pouco explorado pelos estudiosos do turismo e uma primeira aproximação ao tema, para suscitar futuras pesquisas e publicações.

Quase todos concordam sobre a importância dos Títulos II e III do

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5. Políticas públicas de turismo rural: uma alternativa necessária

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5

Políticas públicas de turismo rural: uma alternativa necessária

Alessandra Santos dos Santos

Paulo dos Santos Pires

Introdução

No Brasil, o turismo rural surge como uma alternativa econômica considerada capaz de minimizar a decadência do meio rural e manter a atividade agrícola nas propriedades que estão sendo abandonadas por uma série de fatores de ordem econômica e social. Institucionalmente, a inserção do turismo rural como alternativa econômica para o meio rural brasileiro deve-se ao modelo europeu, o qual integrou a atividade às políticas públicas no intuito de revigorar áreas rurais que se encontram em declínio. Não por acaso, o turismo rural foi incluído recentemente na Política Nacional do Turismo (PNT), a qual estabelece diretrizes, estratégias e programas para apoiar a diversificação de atividades e renda do homem campesino aliadas ao desenvolvimento agrícola.

Diante desse contexto, o presente capítulo é parte de uma investigação acadêmica1 cujo objetivo foi o de analisar as políticas públicas de turismo

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