Arlindo Philippi Jr (42)
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9. Planejamento e Gestão de Turismo Comunitário Sustentável: Metodologias PEC & SiGOS

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Planejamento e

Gestão de Turismo

Comunitário Sustentável:

9

Metodologias PEC & SiGOS

Carlos Alberto Cioce Sampaio

Administrador, Furb

Valdir Fernandes

Cientista Social, Faculdade de Saúde Pública, Cepema-USP

Arlindo Philippi Jr.

Engenheiro Civil e Sanitarista, Faculdade de Saúde Pública da USP

INTRODUÇÃO

Parece oportuno iniciar este texto parafraseando Max-Neef (2005, p.8), inspirador economista chileno e ganhador do Prêmio Nobel Alternativo, quando se referiu à repentina valorização do não-urbano como uma opção turística, questionando: “realmente nos interessa o não-urbano ou somente descobrimos uma nova possibilidade de fazer negócios?”.

Seguindo esse pensamento, não se trata de negar a possibilidade de fazer negócios, tampouco de ser contra o incremento do turismo, principalmente pelos novos elementos surgidos do paradigma da sustentabilidade.

Vivemos em um planeta que corre o risco de não ter a capacidade de absorver os impactos de um estilo de desenvolvimento essencialmente baseado na lógica do crescimento econômico e da socialização de prejuízos socioambientais. Conforme afirmam Graedel e Allenby (1996), não foram respeitados os dois princípios básicos da sustentabilidade ambiental, que são: não retirar dos ecossistemas mais do que sua capacidade de regeneração e não lançar a eles mais do que a sua capacidade de absorção.

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8. Planejamento e Gestão Sustentável do Turismo: Contexto Social, Métodos e Enfoques

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Planejamento e Gestão

Sustentável do Turismo:

Contexto Social,

8

Métodos e Enfoques

Francisco Antonio dos Anjos

Geógrafo, Univali

Sara Joana Gadotti dos Anjos

Administradora, Univali

Gregório Jean Varvakis Rados

Engenheiro Mecânico, UFSC

INTRODUÇÃO

O turismo apresenta-se neste início de século como uma importante atividade social e econômica, não apenas no Brasil mas em diversos países do mundo, colocando-se entre os fenômenos socioeconômicos mais representativos destes novos tempos (Pearce, 2002). A importância e a abrangência de tal fenômeno estão ligadas diretamente às condições impetradas pela nova ordem emergente, que passou a ser conhecida como revolução pós-industrial, resultante de uma nova conjuntura internacional, de mudanças culturais e de crescimento econômico de setores ligados à informática, serviços e meio ambiente (Trigo, 1999).

O segmento vem ganhando importância mundial devido ao grande impacto que exerce na vida das pessoas e nos seus locais de vivência. A busca pela sustentabilidade e a participação da comunidade local se apresentam como novos desafios para o desenvolvimento de propostas para o planejamento do turismo. Tal desafio está ligado ao princípio de que o desenvolvimento turístico deve se basear no equilíbrio entre a conservação ambiental e cultural, a viabilidade econômica e a justiça social.

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7. A Classificação como Indutora do Processo de Qualificação da Oferta Hoteleira no Brasil

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A Classificação como

Indutora do Processo de

Qualificação da Oferta

Hoteleira no Brasil

7

Leandro Bertoli Neto

Arquiteto e Urbanista, Santa Catarina Turismo S.A.

INTRODUÇÃO

Utilizado não só como referencial informativo, mas também como indutor do processo de qualificação da oferta turística e da hospitalidade de uma destinação, o sistema oficial de classificação dos meios de hospedagem de turismo (MHT) foi motivado pela competição hoteleira, sendo adotado por grande parte dos países turisticamente desenvolvidos, sobretudo no continente europeu, há praticamente cinco décadas.

O objetivo principal da classificação hoteleira é oferecer aos clientes

(hóspedes ou não) um referencial que traduza fielmente os níveis de conforto, serviços e preços esperados, de acordo com as suas diferentes motivações e objetivos, e que possibilite a distinção e a comparação entre os diversos equipamentos de hospedagem disponíveis.

A adoção de um sistema de classificação eficaz, adequado ao contexto mercadológico e às particularidades regionais, favorece a qualificação e a promoção do produto turístico de uma destinação, uma vez que, além do caráter informativo dos padrões de qualidade e da hospitalidade (na verdadeira acepção do termo) que a estrutura receptiva disponibiliza ao público e que constitui, de fato, o principal objetivo do processo, a classificação dos MHT:

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6. Hospitalidade & Sustentabilidade

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Hospitalidade &

Sustentabilidade

6

Ernesto Hsieh

Empresário, Pousada Coração da Mata

INTRODUÇÃO

Algumas expressões utilizadas pelo meio hoteleiro demonstram a intenção em conquistar o hóspede a qualquer custo: “Precisamos encantar nosso hóspede...”, “Nosso hotel possui menu de travesseiros...”, “Os lençóis do nosso hotel são de algodão egípcio...”.

Como muitas dessas idéias são relativamente fáceis de copiar ou, como se diz estrategicamente, possuem uma pequena barreira de entrada, elas rapidamente deixam de significar itens diferenciais e perdem seu valor competitivo. Assim, novamente os executivos precisam usar sua criatividade para superar a expectativa de seus clientes e novamente conquistar a tão almejada fidelização.

Esse esmero, entretanto, conduz o empreendimento a um gasto excessivo de recurso financeiro, a um alto consumo de energia e água (conseqüentemente, gerando uma alta produção de esgoto) e a uma alta produção de lixo. Por causa do tratamento que recebe e pelo valor da diária paga, o hóspede se sente como um rei: toma um banho mais prolongado do que em sua casa e usa duas toalhas para se enxugar, enquanto uma só seria mais do que suficiente.

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5. Turismo Internacional e Proteção do Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade

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82

GESTÃO AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE NO TURISMO

NICOLETTI, Lenita. O lixo, o turismo e os desafios para a gestão integrada de resíduos sólidos em uma unidade de conservação: estudo de caso em Pirenópolis,

APA Pirineus de Goiás. São Paulo, 2002. Tese (Doutorado). Faculdade de Saúde

Pública, Universidade de São Paulo.

PÉREZ DE LAS HERAS, Mônica. La guía del ecoturismo, o cómo conservar la naturaleza a través del turismo. Espanha: Mundi-Prensa, 1999.

RODRIGUES, Arlete Moysés. Desenvolvimento sustentável e atividade turística. In:

RODRIGUES, Adyr B. (Org.). Turismo e desenvolvimento local. São Paulo: Hucitec,

2000.

RUSCHMANN, Doris van de Meene. Turismo e planejamento sustentável: a proteção do meio ambiente. 2.ed. São Paulo: Papirus, 1999.

SESC. REVISTA E, n.10, ano 6. São Paulo, maio 2000.

STIGLIANO, Beatriz Veroneze. Visitantes em Unidades de Conservação: o método

VAMP aplicado ao Parque Estadual de Campos do Jordão (SP). São Paulo, 2004.

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Conrad Lashley (15)
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9. Administração das operações de hospitalidade

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CAPÍTULO

9

Administração das operações de hospitalidade

Andrew Lockwood

Escola de Estudos da Administração para o Setor de Serviços,

Universidade de Surrey

Peter Jones

Escola de Estudos da Administração para o Setor de Serviços,

Universidade de Surrey

Assuntos-chave:

• A comercialização da hospitalidade

• A industrialização do serviço

• Lidando com a variação

• A perspectiva do cliente

Em busca da hospitalidade

Um senhor vivia no alto do planalto de Lassithi, acima de Agios

Nikolaos, na ilha de Creta, e ganhava a vida fabricando e vendendo cerâmica. No início, poucos turistas apareciam para comprar suas peças. No entanto, obedecendo à tradição da hospitalidade grega, o homem oferecia bebidas e comida a esses turistas. Conforme sua fama se espalhava, mais turistas passaram a visitá-lo para comprar suas cerâmicas, e ele continuou oferecendo bebidas e comidas. O problema surgiu quando sua casa se tornou parada obrigatória para os ônibus de turismo; ele descobriu que a comida e a bebida que oferecia valiam mais do que ele recebia pela venda da cerâmica; seu negócio estava dando um grande prejuízo. Depois que o homem morreu, sua família assumiu o negócio; aumentou a produção de cerâmica e construiu um restaurante capaz de atender às caravanas de ônibus. Atualmente, o negócio desfruta de grande sucesso, mas, às vezes, escuta-se os turistas dizerem que as coisas não são mais como nos velhos tempos.

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8. Hospitalidade e administração da hospitalidade

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CAPÍTULO

8

Hospitalidade e administração da hospitalidade

Bob Brotherton

Departamento de Administração de Hotel,

Catering e Turismo, Universidade

Metropolitana de Manchester

Roy C. Wood

Scottish Hotel School,

Universidade de Strathclyde

Assuntos-chave:

• As definições de hospitalidade

• A administração

• A indústria da hospitalidade

• A gerência da hospitalidade

Em busca da hospitalidade

As questões relativas à definição de termos como “hospitalidade” e

“administração da hospitalidade” estão no âmago deste livro. Por um lado, uma diversidade de enfoques para tais definições pode refletir um saudável pluralismo. No entanto, pode refletir também conflito, confusão e falta de clareza. Em um estágio da ciência dominado por teorias relativistas, como a do pós-modernismo, a posição mencionada em segundo lugar pode parecer uma virtude. Essa não é a posição adotada aqui. Neste capítulo, a discussão procura limitar o debate sobre a natureza e a relação entre “hospitalidade” e “administração da hospitalidade”, aprimorando uma explicação realista desses conceitos como base para futuras pesquisas. No centro dessa discussão está a própria natureza da hospitalidade, que consideramos imperativa para qualquer discurso significativo sobre o que passou a ser chamado de “indústria da hospitalidade” e “administração da hospitalidade”.

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7. Os significados da hospitalidade na mídia: os programas de culinária da TV apresentados por personalidades

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CAPÍTULO

7

Os significados da hospitalidade na mídia: os programas de culinária da TV apresentados por personalidades

Sandie Randall

Departamento de Estudos de Negócios e do Consumidor, Universidade

Rainha Margaret, Edimburgo

Assuntos-chave: ssuntos-ch

• A cultura localizada e mediada

• A interpretação do conteúdo textual da mídia – análise semiótica

• O gênero em programas de culinária da TV apresentados por personalidades

• O discurso televisivo

• Os significados a respeito de comida e hospitalidadeA

Em busca da hospitalidade

Reconheceu-se que a comida é de fundamental importância para um melhor entendimento da natureza da hospitalidade no mundo moderno. Como Telfer afirma, é através da oferta e da recepção da comida que um vínculo de confiança e interdependência e de amizade e generosidade é criado entre o anfitrião e a visita (1996).

Apesar da proliferação, na segunda metade do século XX, de conteúdo textual na mídia sobre comida, é surpreendente verificar que até agora deu-se pouca atenção às mensagens que se referem à comida e ao ato de comer apresentadas pelos meios de comunicação. O estudo nesse campo poderia melhorar nosso entendimento a respeito da função da hospitalidade no mundo contemporâneo. Strange (1998, p. 301) afirma, referindo-se a um exemplo importante desse tipo de conteúdo textual – o programa de culinária da TV:

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6. Hospitalidade doméstica e comercial

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CAPÍTULO

6

Hospitalidade doméstica e comercial

Paul Lynch

Departamento de Estudos de Negócios e do Consumidor, Universidade

Rainha Margaret, Edimburgo

Doreen MacWhannell

Departamento de Administração e Ciências Sociais da Universidade

Rainha Margaret, Edimburgo

Assuntos-chave:

O conceito de “lar”

O significado do gênero

O espírito empreendedor feminino

A dinâmica entre hospedeiro e hóspede

Em busca da hospitalidade

O conceito de “lar”

Nós, que perdemos há muito tempo o mais sutil dos sentidos físicos, não temos sequer termos apropriados para expressar as intercomunicações animais com o ambiente, a moradia ou outros, e temos apenas a palavra “olfato”, por exemplo, para incluir toda a gama de sensações delicadas que murmuram no nariz do animal, dia e noite, intimando, advertindo, incitando, repelindo.

Lar! Era isso que eles significavam, esses apelos acariciantes, esses toques suaves levados suavemente pelo ar, essas pequenas mãos invisíveis puxando e arrastando... (Grahame, K., 1992, p. 45, The Wind in the

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5. Como alojar? Gênero, hospitalidade e performance

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CAPÍTULO

5

Como alojar?

Gênero, hospitalidade e performance

Jane Darke

Escola de Planejamento da

Universidade Oxford Brookes

Craig Gurney

Centro para Administração e

Desenvolvimento de Hospedagem da

Universidade do País de Gales

Assuntos-chave:

• A hospitalidade doméstica como performance

• Os papéis dos gêneros e a hospitalidade

• Os tabus e a etiqueta na visita

• As tensões e os tabus no relacionamento entre anfitrião e visita

• As diferenças entre a hospitalidade comercial e a hospitalidade doméstica

Em busca da hospitalidade

A ausência de um amplo ponto de vista feminista sobre a hospitalidade dá a impressão de ser uma curiosa omissão, dado que muitos relacionamentos anfitrião–visita se baseiam preponderantemente nas relações sociais de gênero (Aitchison, 1999). Há muito tempo, os sociólogos mostram que as palavras são reveladoras; expressões como landlady [senhoria], bell-boy [mensageiro de hotel] ou housewife [dona de casa] assumem um significado crucial ao se considerar a importância do gênero no reconhecimento de papéis e expectativas relativas à hospitalidade. A hospitalidade está, portanto, profundamente envolvida em qualquer análise do patriarcado.

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Doris Van De Meene Ruscmann (15)
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9. Turismo religioso para pessoa idosa

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9 Turismo religioso para pessoa idosa

Ângelo Ricardo Christoffoli

Introdução

As notícias divulgadas recentemente pelo site do Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, revelam que, em 2008, o local recebeu mais de 9 milhões de visitantes. Por si, é uma ótima notícia para o turismo nos ambientes religiosos brasileiros, pois, para um único destino, esse número

é imenso. Porém, ao aprofundar-se nos detalhes da composição desse universo, depara‑se com a inexistência de dados específicos sobre os dife‑ rentes segmentos que o compõem, como no caso dos idosos, tema deste trabalho.

O número de locais de ocorrência de atividades religiosas, bem como sua diversidade organizacional decorrente dos muitos grupos religiosos que os construíram e os mantêm, faz o Brasil completamente diferente dos outros destinos mundiais de turismo religioso. Isso porque, se de um lado possui centenas de templos, santuários e igrejas, possui igual número de situações conflitantes em seus aspectos organizacionais, visto que boa par‑ te das congregações católicas e grupos religiosos não apresenta nenhuma preocupação com os aspectos do planejamento nos moldes que compõem o segmento turístico, como é o caso da segmentação por idade, que pres‑

193

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8. A produção científica sobre turismo e idoso no Brasil

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8 A produção científica sobre turismo e idoso no Brasil

Karina Toledo Solha

Bruna de Castro Mendes

Lívia Morais Garcia Lima

Introdução

De acordo com a última projeção da população do Brasil realizada pelo

IBGE, o país está na quinta posição no ranking dos mais populosos (2008).

Nesse mesmo estudo estima‑se que uma queda ainda mais acentuada do número de filhos por mulher deve levar ao crescimento negativo e ao enve‑ lhecimento da população brasileira. Hoje, o país já faz parte do grupo dos dez países com maior percentual de idosos, junto da China, Índia, Estados

Unidos, Japão, Rússia, Alemanha, Itália, França e Espanha (Bacha et al.,

2006).

Certamente, a mudança na estrutura etária da população brasileira traz muitos desafios, mas também oportunidades, pois não se trata apenas do crescimento do número de pessoas idosas (Debert, 1999), mas de uma mu‑ dança no comportamento de todos os segmentos da sociedade.

Se por um lado as consequências inerentes ao processo de envelheci‑ mento da população, como as apontadas por Veras et al. ao estudar o cres‑ cimento da população idosa no Brasil alertando para “a potencial gravidade dessa situação a longo prazo”, indicavam a necessidade urgente de se en‑ contrar caminhos que gerassem uma melhor distribuição dos serviços pú‑

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7. Lazer e turismo como possibilidades educacionais no contexto da extensão universitária: a experiência da UnATI/Each/USP

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7 Lazer e turismo como possibilidades

educacionais no contexto da extensão universitária: a experiência da

UnATI/Each/USP

Marcelo Vilela de Almeida

Meire Cachioni

Introdução

Ao longo do século XX, em praticamente todo o mundo, o aumento da população idosa suscitou o aparecimento de novas maneiras de encarar a velhice. Sob a influência do progresso tecnológico e social que se refletiu no aumento da expectativa de vida e na melhoria da qualidade de vida, aos poucos foi sendo revisto o conceito clássico segundo o qual a velhice é algo negativo. Simultaneamente a essa revisão, a importância da educação ao longo da vida foi sendo intensificada, tendo em vista que o aprender não é um fim em si mesmo, mas um vínculo por meio do qual uma pessoa pode encontrar uma variedade de objetivos pessoais e de crescimento. Repre‑ senta para o ser humano uma construção contínua de seus conhecimen‑ tos e aptidões, da sua capacidade de discernir e agir. É uma condição que acompanha o indivíduo em todas as fases da sua vida e, em todas elas, mostra‑se igualmente importante para seu pleno desenvolvimento, ao corresponder às características e necessidades próprias de cada momento vivido.

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6. Aspectos da alimentação – o ser humano social e viajante

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6 Aspectos da alimentação –

o ser humano social e viajante

Rodolfo Wendhausen Krause

Luciana Wendhausen Krause Bernardes

Introdução

A comida é para qualquer ser vivo uma necessidade a ser atendida para permitir a sobrevivência e a perpetuação da espécie. Para o ser huma‑ no, a alimentação tem um significado diferenciado da alimentação dos ou‑ tros animais. Franco (2001, p.37), em relação ao significado da alimentação para o homem, diz que:

O início das civilizações está intimamente relacionado com a pro‑ cura dos alimentos, com os rituais e costumes de seu cultivo e pre‑ paração, e com o prazer de comer. O prazer de comer é a sensação de satisfazer uma necessidade que temos em comum com os ani‑ mais. Comer, o instinto que mais cedo desperta, constitui a base da vida animal. Fome é a carência biológica de alimento que se mani‑ festa em ciclos regulares. Apetite é fundamentalmente um estado mental, uma sensação que tem muito mais de psicológico do que de fisiológico. É impossível precisar quando o alimento, necessidade humana sempre presente, se transformou em prazer da mesa. Os animais comem até se saciarem. O homem logo inventou o ritual

123

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5. Satisfação do consumidor de terceira idade: um estudo em meios de hospedagem

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5 Satisfação do consumidor

de terceira idade: um estudo em meios de hospedagem

Cláudia Gomes Carvalho

Anete Alberton

Introdução

O tema Satisfação do Consumidor é de relevante interesse e importân‑ cia para o sucesso em vendas de bens ou serviços, pois influencia na leal‑ dade à marca por meio da recompra e comunicação boca a boca, resultando em maior participação no mercado e aumento da lucratividade.

Diante do crescimento demográfico do público da terceira idade, tanto as universidades como as empresas têm procurado reconhecer, mensurar e con‑ trolar os processos para conquistar esses consumidores, em busca de solu‑

ções para reduzir os efeitos da sazonalidade no trade turístico e de estratégias para manter e gerenciar o fluxo de turistas nos meses de baixa temporada.

Os levantamentos estatísticos no Brasil e outros países evidenciam a importância do segmento, configurada nos projetos implementados pelo

Instituto Brasileiro de Turismo, a partir de 1994, que culminou na cria‑

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Esmeralda Macedo Serpa Vinicius Moraes Raszl Guilherme Ant Nio Bim Copiano Gilliard Sousa Ribeiro Douglas Alexandre Dias Ana Carolina Barbosa Angeli (23)
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SUMÁRIO

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P3_001_038_CAP1_TURISMO.indd 6

04/04/2019 19:26

SUMÁRIO

CAPÍTULO 1  �TURISMO E SUAS DIMENSÕES.......................................... 13

1.1

COMPREENDENDO O TURISMO.................................................. 16

1.1.1

1.1.2

1.2

Conceito técnico............................................................................................ 17

Turista versus excursionista..................................................................... 18

ORGANIZAÇÃO DO TURISMO.......................................................... 19

1.2.1

Demanda turística......................................................................................... 20

1.2.2 Oferta turística................................................................................................ 21

1.2.3 Formas de turismo........................................................................................ 22

1.2.4 A viagem segundo sua abrangência..................................................... 24

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SOBRE OS AUTORES

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Há as viagens que se sonham e as viagens que se fazem – o que é muito diferente. O sonho do viajante está longe, no fim da viagem, onde habitam as coisas imaginadas.

Cecília Meireles*

* MEIRELES, C. Crônicas de viagem. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998. p. 243.

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SOBRE OS AUTORES

Esmeralda Macedo Serpa

Graduada em Turismo pelo Centro Universitário Ibero-Americano (1978) e mestre em Educação pela Universidade de Sorocaba (2007). Atualmente, é professora titular e responsável por projetos no Centro Estadual de Educação Tecnológica

Paula Souza (Ceeteps). Também é professora do Curso Superior de Tecnologia em

Gestão de Turismo, nas Fatec São Paulo e São Roque; atuou como orientadora de estágio e Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) de 2015 a 2017 nos cursos presenciais e à distância; atua como orientadora do curso de Gestão Empresarial na modalidade à distância desde 2017. Possui experiência em Turismo, Hospitalidade e Eventos e atua principalmente nas seguintes áreas: desenvolvimento sustentável, patrimônio cultural, meios de hospedagem, eventos, agenciamento de viagens e consultoria para projetos de cursos na área de turismo e hospitalidade. Autora dos livros Guia de Turismo: Viagens

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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!

Para saber mais

Muitas redes hoteleiras e grandes operadoras turísticas têm investido ou adquirido empresas e startups ligadas a comunidades de hospedagem. É o caso da Expedia, que adquiriu o .

Acesso em: 01 fev. 2019.

Considerações finais

O desenvolvimento da atividade turística requer conhecimento regional, criatividade e inovação. Ao analisar o plano de metas (20182022) para o Brasil, observa-se quatro grandes diretrizes que estruturam o plano: fortalecimento da regionalização, melhoria da qualidade e competitividade, promoção da sustentabilidade e incentivo à inovação.

Inovar no turismo se faz necessário para manter, melhorar e oferecer produtos de qualidade e diferenciados. O Brasil é um país com grandes limites e com uma diversidade enorme entre as suas regiões. É preciso que exista integração entre as regiões, maior formação de rede

(cooperação entre os envolvidos diretos e indiretos) e ampla sensibilização das comunidades engajadas no desenvolvimento do turismo.

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PREFÁCIO

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CAPÍTULO 3  �ROTAS, ROTEIROS E ROTEIRIZAÇÃO

TURÍSTICA..................................................................................................... 63

3.1

3.2

ROTAS E ROTEIROS TURÍSTICOS.............................................. 66

ROTEIRIZAÇÃO TURÍSTICA............................................................. 71

3.2.1 Processo de roteirização turística......................................................... 71

3.2.2 Classificação dos roteiros turísticos.................................................... 74

3.2.3 Tipologia dos roteiros turísticos............................................................. 75

3.2.4 Metodologia para o processo de roteirização turística................. 77

3.2.5 Hierarquização dos atrativos turísticos............................................... 78

3.3

PROGRAMA DE REGIONALIZAÇÃO DO TURISMO............. 84

3.4

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES TURÍSTICAS.......................... 88

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DEDICATÓRIA

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DEDICATÓRIA

Dedicamos este livro à equipe do Grupo de Formulação e

Análises Curriculares (GFAC), do Centro Paula Souza, pertencente ao eixo de Turismo, Hospitalidade e Lazer, liderada pela

Profª Fernanda Mello Demai, sob a coordenação geral do Prof.

Almério Melquíades de Araújo e dirigida pela superintendente

Profª Laura Laganá.

Agradecemos pela confiança no trabalho e por nos fornecerem condições para a realização do sonho de colaborar com a construção do conhecimento e do entendimento de uma área ainda pouco reconhecida.  

Os autores

3

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04/04/2019 19:26

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Eurico De Oliveira Santos (23)
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9. Turismo rural e sustentabilidade: dimensões de avaliação e perspectivas

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9

Turismo

rural e sustentabilidade:

dimensões de avaliação e perspectivas

Marcia de Fatima Inacio

Introdução

A maior complexidade imposta pelo crescimento das sociedades aliada a um modelo convencional de desenvolvimento rural originou um grave problema ambiental que se traduziu na superutilização dos recursos disponíveis. Em função da maior demanda por alimentos, grandes áreas de vegetação natural foram desmatadas e, no seu lugar, surgiu uma paisagem completamente diferente, dominada por fazendas de criação de gado ou por cultivo intensivo de culturas agrícolas, como café e cana-de-acúcar, principalmente. Nessas áreas, implantou-se um sistema de agricultura com enorme capacidade de produção, que, entretanto, para garantir preço ao consumidor e renda ao produtor, exigia grandes intervenções públicas, além de um grande aporte de energia sob a forma de insumos (adubo) e máquinas pesadas, sem qualquer preocupação com o meio ambiente.

Com o passar dos anos, o sistema passou a dar sinais de decadência, demonstrando que não era capaz de se manter. Os solos, que a princípio

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8. Turismo comunitário rural inclusivo como responsabilidade ética e moral da sociedade

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8

Turismo

comunitário

rural inclusivo como responsabilidade ética e moral da sociedade1

Yolanda Flores e Silva

Marcos Arnhold Junior

Turismo e ética: algumas considerações

A importância do estudo dos aspectos éticos no desenvolvimento do formato das atividades turísticas no espaço rural agrícola e de pesca, seja em Santa Catarina, seja no interior do Ceará, dá-se pelo fato de o turismo ser uma atividade extremamente negativa se no seu planejamento não forem consideradas todas as particularidades do local e de seus aspectos sociais, econômicos, culturais e ambientais. A intensa presença do fenô

1

Esta é uma versão modificada do texto “Turismo ético e inclusivo: construções culturais, conflitos e tensões na gestão de uma rede de agroturismo em Santa Rosa de Lima

– SC/Brasil” apresentada pelos autores no IX Colóquio Internacional de Geocrítica em

Porto Alegre, de 28 de maio a 1 de junho de 2007. Na primeira versão, a discussão ética sobre as construções culturais e transformações se concentram no município de SRL, local de pesquisa dos autores para realização de investigação com financiamento do

CNPq e a elaboração da dissertação de mestrado de Marcos Arnhold Junior.

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7. Turismo no espaço rural e preservação do patrimônio, da paisagem e da cultura

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7

Turismo

no espaço rural e

preservação do patrimônio, da paisagem e da cultura

Patrícia Marasca Fucks

Marcelino de Souza

Introdução

Este capítulo aborda a temática do turismo tendo como recorte geográfico o espaço rural brasileiro, cenário no qual se evidenciam os aspectos tangíveis e intangíveis do patrimônio, da paisagem e da cultura, que permeiam o universo do turista e do empreendedor rural. Trata-se de elucidar as possíveis contribuições obtidas pela população urbana e rural, a partir do uso do patrimônio cultural rural como recurso turístico e educativo que alicerça a atividade do turismo rural.

Desde que o modelo econômico de desenvolvimento industrial e o processo de globalização passaram a nortear a sociedade brasileira, houve mudanças significativas no comportamento das pessoas, no modo como elas se relacionam entre si, com o trabalho e com o capital, e na percepção dos seus próprios valores, das suas necessidades e dos seus costumes. Isso determinou um ritmo mais acelerado aos padrões de consumo, ao modo de vida e de trabalho, tanto na área urbana quanto na rural.

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6. O turismo e o Estatuto da Terra

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6

O

turismo e o

da

Terra

Estatuto

Dario Luiz Dias Paixão

Luiz Alberto Pereira Paixão

Introdução: a legislação e a polêmica

O presente capítulo busca repensar a problemática social e aprofundar algumas possibilidades interpretativas, no sentido de melhor entender por que a Lei n. 4.504, de 30 de novembro de 1964, conhecida como Estatuto da Terra, suscita tamanho interesse a ponto de estudiosos de vários países da América Latina e também da Espanha, Itália e França se debruçarem sobre seu texto há 45 anos. Busca, ainda, fazer uma correlação entre o turismo e a mais importante lei agrária brasileira (Estatuto da Terra), tendo como fundamento o princípio da função social da propriedade. Em verdade, trata-se da análise de um ângulo até o momento muito pouco explorado pelos estudiosos do turismo e uma primeira aproximação ao tema, para suscitar futuras pesquisas e publicações.

Quase todos concordam sobre a importância dos Títulos II e III do

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5. Políticas públicas de turismo rural: uma alternativa necessária

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5

Políticas públicas de turismo rural: uma alternativa necessária

Alessandra Santos dos Santos

Paulo dos Santos Pires

Introdução

No Brasil, o turismo rural surge como uma alternativa econômica considerada capaz de minimizar a decadência do meio rural e manter a atividade agrícola nas propriedades que estão sendo abandonadas por uma série de fatores de ordem econômica e social. Institucionalmente, a inserção do turismo rural como alternativa econômica para o meio rural brasileiro deve-se ao modelo europeu, o qual integrou a atividade às políticas públicas no intuito de revigorar áreas rurais que se encontram em declínio. Não por acaso, o turismo rural foi incluído recentemente na Política Nacional do Turismo (PNT), a qual estabelece diretrizes, estratégias e programas para apoiar a diversificação de atividades e renda do homem campesino aliadas ao desenvolvimento agrícola.

Diante desse contexto, o presente capítulo é parte de uma investigação acadêmica1 cujo objetivo foi o de analisar as políticas públicas de turismo

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