68 capítulos
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Introdução

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

IN T RO DUÇ ÃO

PROVOCAÇÕES PSICANALÍTICAS

Os argumentos em que se baseia o tema deste livro e os tópicos

decorrentes dele serão apresentados como “Provocações Psicanalíticas”. Pretendo questionar se ainda é pertinente, nos dias de hoje, discutir as raízes da moralidade com fundamento na culpabilidade. Penso que a psicanálise pode vislumbrar novas possibilidades de orientação na teoria e na clínica, atualizando sua abordagem da moralidade a partir de uma noção mais contemporânea de responsabilidade, o que implica a necessidade de uma nova clínica psicanalítica para o século XXI.

Podemos perceber, na obra do psicanalista Jacques Lacan, uma mudança de paradigma. Apoiado na antropologia estrutural de Lévi-Strauss e na inversão do signo linguístico de Ferdinand de Saussure, para destacar a função fundadoXI

ra do sentido do significante, Lacan (1953/1998, 1957/1998) lastreou sua primeira teoria do sujeito; de um sujeito mortificado pelo significante e, em decorrência, sujeitado ao sentimento de culpa pelo desejo incestuoso. Ao final de seu ensino, nova clínica do ser falante – que, diferentemente do sujeito,

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Conclusão

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

CO N CLUSÃO

CONSEQUÊNCIAS

O que podemos extrair dessas propostas? Primeiramente, que o contato humano implica responsabilidade: como o significante excede o sentido, seu uso requer que suportemos a novidade que ele propicia. O maior contato humano proporcionado pela globalização implica maior responsabilidade, e o tema ganha relevo hoje, conforme são desvalorizadas as “desculpas” encontradas nos saberes que nos são fornecidos pela tradição e pela ciência – que se desgastam como “lugares-comuns”.

Sendo assim, há uma responsabilidade social que opera em função de sermos seres falantes e que não depende sequer da responsabilidade jurídica (adstrita às situações em que há imputação normativa).

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Além disso, a mudança de valores sociais não implica irresponsabilidade. Se já não implica dentro do direito – como se pode pensar e como vimos, desde Kelsen (1998) –, tampouco implica aspectos da vida que passam longe do direito. A responsabilidade é pelo significante dissociado da significação, o significante feito letra, que toca o corpo, como trabalhamos no capítulo 3 – no ponto capitonê – e como há pouco foi definido em uma citação de Jacques Lacan. A responsabilidade

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Capítulo 9. A linguagem

Henry Gleitman, Daniel Reisberg, James Gross Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

9

AS UNIDADES BÁSICAS DA LINGUAGEM 344

COMO A LINGUAGEM TRANSMITE O

SIGNIFICADO 349

APRENDIZAGEM DA LINGUAGEM COM CAPACIDADES

DIFERENTES 372

LINGUAGEM E PENSAMENTO

376

O DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM NA

CRIANÇA 359

COMENTÁRIOS FINAIS: LINGUAGEM E

COGNIÇÃO 381

APRENDIZAGEM DA LINGUAGEM EM AMBIENTES

DIFERENTES 368

RESUMO 382

A L INGUAGEM

Lila R. Gleitman e Daniel Reisberg

Q

uando consideramos as formas sociais e os artefatos físicos das sociedades humanas, surpreendemo-nos

com a diversidade de culturas em diferentes épocas e locais.

Algumas pessoas andam a pé, outras viajam em camelos e outras ainda pilotam foguetes até a lua. Porém, em todas as comunidades e em todas as épocas, os seres humanos são

semelhantes por terem linguagem. Essa conexão psicológica crucial, entre ter linguagem e ser humano, sempre intrigou aqueles que se interessam pela natureza da mente humana. De fato, para filósofos como Descartes, a linguagem é a função mental que mais distingue os humanos de outros animais e é “o único sinal e a única marca certa do pensamento oculto e envolto no corpo”. Neste capítulo, apresentamos um quadro geral da linguagem humana e sua aprendizagem.

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Capítulo 8. Pensamento

Henry Gleitman, Daniel Reisberg, James Gross Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

8

REPRESENTAÇÕES ANALÓGICAS

REPRESENTAÇÕES SIMBÓLICAS

302

307

CONTROLE EXECUTIVO

332

CONSCIÊNCIA 333

O PROCESSO DE PENSAMENTO: RESOLVENDO

PROBLEMAS 310

COMENTÁRIOS FINAIS: OS DOMÍNIOS

DA COGNIÇÃO 338

O PROCESSO DE PENSAMENTO: RACIOCÍNIO E

TOMADA DE DECISÃO 320

RESUMO 340

P ENSAMENTO

E

m linguagem comum, a palavra pensar tem uma ampla variedade de significados. Ela pode ser sinônimo para

lembrar (como em “não consigo pensar o nome dela”) ou para crer (como em “eu pensava que as serpentes marinhas eram reais”). Também pode se referir a um estado vago de devaneio (como em “não estou pensando em nada em

particular”). Porém, pensar tem um significado mais restrito, que pode ser transmitido por palavras como raciocinar e refletir. Os psicólogos que estudam o pensamento se interessam principalmente por esse sentido da palavra, que chamam de pensamento direto – as atividades mentais que usamos sempre que tentamos resolver um problema, avaliamos a veracidade de uma afirmação, ou ponderamos os custos e benefícios de uma decisão importante.

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Capítulo 7. Memória

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CAPÍTULO

7

AQUISIÇÃO, ARMAZENAMENTO E

RECUPERAÇÃO 264

AQUISIÇÃO 264

QUANDO A MEMÓRIA FALHA 278

VARIEDADES DA MEMÓRIA 288

ARMAZENAMENTO 275

COMENTÁRIOS FINAIS: TIPOS DIFERENTES,

MAS PRINCÍPIOS COMUNS 297

RECUPERAÇÃO 276

RESUMO 298

M EMÓRIA

A

memória é um tema de interesse central para os psicólogos, e não é difícil ver por quê. Sem a memó-

ria, não haveria recordação de acontecimentos passados e, assim, não seria possível refletir sobre nossas experiências ou contar as nossas vidas aos outros. Sem a memória, não teríamos conhecimento, pois, afinal, para sabermos

que alto é o oposto de baixo, que as pessoas são mais bondosas com seus amigos do que com seus inimigos e que Elvis Presley foi um cantor famoso, temos que tirar essas informações de algum lugar – e esse lugar, é claro, é a memória.

A memória também é crucial por outras razões. Você se orgulha de ser quem é? Se sim, em parte é porque você lembra suas conquistas. Você se envergonha de quem é? Se sim, é porque lembra de suas falhas. Da mesma forma, se você se sente feliz ou triste, com a sua vida, provavelmente está sendo influenciado pela sua recordação de coisas positivas que viveu, ou de coisas negativas. Assim, a percepção de si mesmo e da sua vida – e, com ela, seu humor e sua autoestima – depende da memória.

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