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Sofrimento no ciúme

Geraldo josé Ballone Editora Manole PDF Criptografado

Sofrimento no ciúme

O sofrimento produzido pelo ciúme não normal não se restringe apenas a danos psíquicos, angústia, depressão, ansiedade, obsessão etc. Há uma intensa participação de todo o organismo no ciúme em geral e, em particular, durante uma crise aguda de ciúme, tal como ocorre durante os episódios de estresse agudo. A onda de sentimento disparada pelo gatilho de ciúme terá efeito sobre o chamado sistema límbico do cérebro, liberando catecolaminas*, que geram uma rápida reação orgânica vigorosa.

Buss et al.8 mediram a atividade do sistema nervoso autônomo de universitários em situações imaginárias de infidelidade. A frequência cardíaca e a sudorese mostraram-se aumentadas quando imaginavam suas parceiras tendo relações sexuais com outras pessoas. Nessa mesma pesquisa, as mulheres ficaram mais perturbadas ao imaginar o parceiro apaixonado por outra mulher. Isso confirma a hipótese de que o ciúme masculino tem uma conotação predominantemente sexual e o ciúme feminino, sentimental.

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Medium 9788520431399

SEÇÃO 9 — ENDOCRINOLOGIA

Mauro Batista de Morais, Sandra de Oliveira Campos, Maria Odete Esteves Hilário Editora Manole PDF Criptografado

SEÇÃO 9

ENDOCRINOLOGIA

Angela Maria Spinola e Castro

783

Puberdade precoce

114

Angela Maria Spinola e Castro

Adriana Aparecida Siviero Miachon

DEFINIÇÃO

A puberdade precoce (PP) é definida como o aparecimento de caracteres sexuais secundários antes de 8 anos de idade nas meninas e 9 anos de idade nos meninos, associado ao aumento da velocidade de crescimento (VC), avanço gradual da idade óssea (IO) e progressão clínica anormalmente rápida. No entanto, essa definição tem sido motivo de discussão, já que há uma tendência geral à antecipação puberal.

O desenvolvimento puberal precoce acarreta diversos problemas que podem ser amenizados com o tratamento, como estatura final menor que a geneticamente esperada, em virtude da fusão prematura das epífises, e inadequação psicossocial.

QUADRO CLÍNICO

Classificação

Periférica ou GnRH-independente (hormônio liberador de gonadotrofinas)

Deve-se à produção autônoma de esteroides pelas suprarrenais ou gônadas, sem ativação do eixo hipotálamo-hipófise-gônada (HHG). As causas mais frequentes são de origem suprarrenal

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SEÇÃO 8 — CARDIOLOGIA

Mauro Batista de Morais, Sandra de Oliveira Campos, Maria Odete Esteves Hilário Editora Manole PDF Criptografado

SEÇÃO 8

CARDIOLOGIA

Antonio Carlos Carvalho

735

Abordagem da criança com cardiopatias congênitas

105

Maria Suely Bezerra Diógenes

APRESENTAÇÃO CLÍNICA

Deve-se suspeitar de cardiopatia congênita em toda criança que apresente um ou mais dos seguintes dados clínicos: taquidispneia ou cansaço às mamadas; sopro cardíaco holossistólico, sistólico ejetivo, diastólico ou contínuo;

�� alterações de bulhas cardíacas: desdobramento fixo de segunda bulha (comunicação interatrial), segunda bulha única (transposição completa das grandes artérias, atresia pulmonar), hiperfonese de segunda bulha (hipertensão pulmonar);

�� cianose;

�� alterações de pulsos e hipertensão arterial sistêmica (HAS) em membros superiores (coarctação da aorta);

�� tonturas e/ou síncope (lesões obstrutivas esquerdas, transposição corrigida das grandes artérias com bloqueio atrioventricular, anomalia de Ebstein com síndrome de Wolf-Parkinson--White);

�� arritmia;

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SEÇÃO 7 — GASTROENTEROLOGIA PEDIÁTRICA

Mauro Batista de Morais, Sandra de Oliveira Campos, Maria Odete Esteves Hilário Editora Manole PDF Criptografado

SEÇÃO 7

GASTROENTEROLOGIA

PEDIÁTRICA

Vera Lucia Sdepanian

609

Alergia à proteína do leite de vaca

89

Mauro Batista de Morais

INTRODUÇÃO

Alergia à proteína do leite de vaca é a alergia alimentar mais frequente nos primeiros 2 anos de vida. A alergia alimentar está incluída nas reações adversas aos alimentos, que podem ser classificadas em:1,2 tóxicas: manifestações clínicas secundárias à toxina (p.ex., toxina produzida pelo Staphyloccocus aureus ou Bacillus cereus) presente nos alimentos e que não dependem de sensibilidade individual, ou seja, todos os expostos desenvolvem a reação;

�� intolerância: ocorre em indivíduos suscetíveis (p.ex., sintomas decorrentes da ingestão de lactose quando existe deficiência de lactase);

�� alergia ou hipersensibilidade: reações adversas aos alimentos nas quais o sistema imunológico está envolvido na fisiopatologia (reação do tipo I, imediata IgE-mediada e reação tipo IV tardia, mediada por células).

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SEÇÃO 6 — PNEUMOLOGIA

Mauro Batista de Morais, Sandra de Oliveira Campos, Maria Odete Esteves Hilário Editora Manole PDF Criptografado

SEÇÃO 6

PNEUMOLOGIA

Clovis Eduardo Tadeu Gomes

499

Abscesso pulmonar

69

Gilberto Petty da Silva

Beatriz Neuhaus Barbisan

DEFINIÇÃO

O abscesso pulmonar é caracterizado por uma cavidade circunscrita no parênquima pulmonar, com parede grossa contendo material purulento. Pode ser classificado como primário ou secundário. Os abscessos pulmonares primários acometem crianças previamente sadias, enquanto os secundários ocorrem em crianças com doenças preexistentes, como fibrose cística, endocardite, síndrome nefrótica, imunodeprimidos ou após afecções cirúrgicas. A presença de um fator predisponente ao abscesso pulmonar influencia a probabilidade do isolamento de determinados agentes etiológicos.

FISIOPATOLOGIA

A contaminação pulmonar pode ocorrer por quatro vias: broncogênica, disseminação hematogênica, por contiguidade e lesões perfurantes do tórax.

Via broncogênica

A via broncogênica é a principal responsável pela formação dos abscessos pulmonares em crianças.

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