Adalbert I Kapandji (56)
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10. Leis da biomecânica

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Leis da biomecânica

A biomecânica se diferencia da mecânica geral e, em particular, da mecânica industrial, e possui leis que lhe são próprias, que justamente especificam suas particularidades e suas diferenças em relação à sua prima, a mecânica, com a qual, no entanto, compartilha as leis fundamentais sobre forças, movimentos, inércia etc.

Eis como essas características podem ser evocadas.

No sistema musculoesquelético dos vertebrados e, em particular, do homem, a natureza podia escolher entre o exoesqueleto, caracterizado por uma estrutura rígida em torno dos músculos, e uma estrutura integrada no interior de conjuntos anatômicos, que caracteriza o endoesqueleto, típico dos vertebrados.

Na geometria do sistema musculoesquelético, a geometria comum (Fig. 10.1) não tem vez, já que não existe nenhuma linha reta e todas as linhas são curvas.

Não há nenhum círculo perfeito, nenhum plano e nenhuma superfície de revolução no senso estrito do termo. As superfícies são tortas: as superfícies articulares, que deveriam ser superfícies de revolução, apresentam deformações, mesmo as que parecem ser superfícies de revolução perfeitas, como a cabeça do fêmur.

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11. O corpo humano no espaço

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O corpo humano no espaço

Enquanto vivemos, nosso corpo ocupa uma fração do espaço tridimensional e, consequentemente, certo volume, muito fácil de ser medido por imersão total em uma banheira cheia de água até a borda: recolhendo-se e pesando-se a água que transborda, teremos o volume de água deslocado e, portanto, o volume do corpo. Foi Arquimedes (Fig. 11.1: veja como a banheira transborda) quem primeiro enunciou esse princípio, com sua bem conhecida exclamação: “Eureca!”. Suponhamos que você seja imerso integralmente nessa banheira: se estabelecermos uma relação entre o peso da água que transbordou e o peso do seu corpo, poderemos calcular o peso específico do seu corpo.

Figura 11.1

Número de células

O número de células do nosso corpo não é infinito, como se poderia pensar, mas finito e estatístico, representando o equilíbrio entre a apoptose e a regeneração celular. Esse número varia ao longo da nossa existência, mas ainda não conseguimos estimá-lo com exatidão. A partir de certa idade, já não temos nenhuma das nossas células originais.

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12. Princípio da economia

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Princípio da economia

A natureza oscila entre dois extremos, segundo dois grandes princípios:

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o princípio da economia; o princípio da profusão universal.

O primeiro, também chamado de princípio da parcimônia, é conhecido como “navalha de Ockham”, em homenagem a seu criador, Guilherme de Ockham

(1288-1348), monge franciscano inglês do século XIV que era filósofo e morreu excomungado.

Esse princípio estipula que “toda demonstração deve se apoiar sobre o mínimo possível de pressupostos”, ou seja, “tudo que é demais é inútil e deve ser eliminado”, daí o nome navalha de Ockham. Esse princípio, que se aplica ao raciocínio lógico, encontra diversas aplicações na natureza, particularmente no sistema musculoesquelético.

Na natureza, ele é ilustrado com perfeição pela esfera (Fig. 12.1), que representa o máximo de volume contido no mínimo de superfície. O ovo também é um exemplo de aplicação desse princípio na biologia: o mínimo de casca para proteger o máximo de volume para o embrião. Além disso, a resistência mecânica da esfera ou de uma forma ovoide é máxima se comparada

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13. Desenvolvimento embriológico

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Desenvolvimento embriológico

A embriologia é a fantástica história da criação e do desenvolvimento de um ser vivo a partir de uma única célula, o ovo, que contém todas as potencialidades. O primeiro a se interessar pela embriologia foi Aristóteles

(350 a.C.), simplesmente quebrando, todos os dias, um ovo de galinha incubado. Ele disse: “A admiração é o começo da filosofia e também a origem do conhecimento.”

Big Bang

Quando, após o ataque à fortaleza, um esper­ matozoide consegue forçar sua passagem através da barreira do óvulo (Fig. 13.1), a fusão dos gametas masculino e feminino, a fecundação e também a concepção equivalem a um Big Bang: uma “explosão lenta”, mas ainda assim uma explosão, que, partindo de uma única célula invisível, microscópica, acabará por levar à formação de um novo ser humano, um verdadeiro monumento se comparado à célula inicial, uma sociedade de células, universo composto de bilhões e bilhões de células, como estrelas em uma galáxia. No Universo, estrelas morrem continuamente e são substituídas por outras que continuam nascendo; o mesmo ocorre com as células dos organismos vivos. Essa eliminação sistemática das células superabundantes ou inúteis é indispensável para reconstruir o indivíduo, mas, sobretudo, para evitar que ele se torne um monstro em razão da multiplicação das células em progressão geométrica; portanto, a morte celular está

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14. Esqueleto e estrutura: a opção entre exoesqueleto e endoesqueleto

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Esqueleto e estrutura: a opção entre exoesqueleto e endoesqueleto

Na natureza, os modos de locomoção são muito diversificados: os seres monocelulares, que vivem em meio aquático, podem se deslocar usando pseudópodes, flagelos ou cílios vibráteis. No caso dos seres pluricelulares que vivem em meio aquático, a locomoção pode utilizar tentáculos munidos de ventosas, como os do polvo, ou o princípio da reação, como é o caso das medusas e das lulas.

No mar, somente os crustáceos são dotados de um esqueleto, que é um exoesqueleto.

Na terra, somente os caracóis usam a reptação, que não é uma forma muito rápida de se deslocar. Para se deslocarem com rapidez, os animais terrestres utilizam um sistema musculoesquelético dotado de partes rígidas, ou seja, de um esqueleto que pode assumir duas formas:

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exoesqueleto, o tipo característico dos insetos e dos crustáceos – os insetos representam mais de 80% dos habitantes da Terra; endoesqueleto, presente em todos os outros animais, sejam os que vivem na terra, no ar, no mar ou os que voltaram ao mar, como os cetáceos e golfinhos.

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Ana Paula Quilici (19)
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10. Reconhecimento e abordagem inicial das principais emergências clínicas

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Reconhecimento e abordagem inicial das principais emergências clínicas

Andre Feldman

Cibele Chuery Machado

Introdução

As emergências clínicas são um grande desafio ao médico assistente, uma vez que demandam atendimento rápido e organizado visando

à estabilização inicial do doente para posterior investigação etiológica, prognóstica e programação de tratamento a médio e longo prazos.

Há vários anos, a American Heart Association padronizou uma sistematização de atendimento a pacientes vítimas de parada cardiorrespiratória (PCR) com o objetivo de organizar o atendimento prestado aos que se encontram em situação de extrema gravidade e necessitam de atendimento rápido e eficiente. Da mesma forma, as emergências clínicas podem caracterizar-se como situações de extrema gravidade, nas quais um atendimento prático e sistematizado pode ser crucial entre uma boa ou má evolução clínica a curto prazo. De forma didática, este capítulo está dividido em itens que contemplam as diferentes apresentações das principais emergências clínicas encontradas no dia a dia do médico que atende em serviços de pronto-socorro.

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11. Imobilização da vítima

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Imobilização da vítima

Rosimey Romero Thomaz

Introdução

Na avaliação inicial, a prioridade é identificar e realizar o atendimento rápido ao paciente que apresenta risco à vida. As lesões traumáticas que acometem exclusivamente o sistema musculoesquelético, em geral, não determinam risco à vida, mas podem levar a incapacidade temporária ou permanente. Em geral, 90% das vítimas de trauma têm lesões isoladas, como fratura de membro superior ou ferimentos leves.1

Após avaliação da cena e segurança do local, a avaliação da vítima deve seguir esta ordem de prioridade:2

1. Condições que possam resultar em risco à vida.

2. Condições que resultem em perda do membro lesionado.

3. Outras condições que apresentam risco à vítima e ao membro.

A história do local do incidente e o exame físico da cabeça aos pés fazem o diagnóstico de lesões musculoesqueléticas que demandam

11  Imobilização da vítima

atenção logo que possível por poderem, quando não adequadamente tratadas, resultar em invalidez permanente ou complicações decorrentes de hemorragia.

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12. Ferimentos e choque

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Ferimentos e choque

Luís Fernando Corrêa Zantut

Paulo Roberto de Arruda Zantut

Fabio Luís de Arruda Zantut

Introdução

Toda situação de hipoperfusão tecidual sistêmica na qual exista diminuição da liberação de oxigênio em nível celular suficiente para não mais atender às necessidades metabólicas é definida como choque, ou seja, sempre que houver hipóxia celular por hipofluxo tissular tem-se um paciente em choque.1 A Figura 1 mostra a história natural do choque se não for tratado adequadamente.

Choque

Diminuição da perfusão tecidual

Hipóxia celular

Disfunção orgânica

Óbito

Figura 1. História natural do choque se não tratado.

12  Ferimentos e choque

O choque é classificado em hipovolêmico ou hemorrágico, cardiogênico, neurogênico e séptico, sendo estes dois últimos incluídos entre a classificação de choque distributivo.2 Quando considerados pacientes traumatizados, o tipo de choque predominantemente encontrado

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13. Queimaduras

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Queimaduras

Tatiane Christine Nunes Barral

Introdução

As queimaduras são lesões teciduais decorrentes da transferência de energia de uma fonte calórica para o corpo que podem ser ocasionadas por agentes térmicos, elétricos, radioativos ou químicos. Podem variar desde lesões pequenas até catastróficas, abrangendo extensas

áreas do corpo. Em vítimas de incêndio, a lesão por inalação e as complicações pulmonares inerentes contribuem significativamente para a morbimortalidade por queimaduras.1

Embora o óbito nem sempre seja o desfecho desse tipo de trauma, pode acarretar ao indivíduo sofrimento físico e sequelas permanentes, que exigem terapias por período prolongado. O trauma psicológico pode advir em função das incapacidades geradas.2

Dados epidemiológicos

O trauma por queimaduras representa a quarta causa de óbito no mundo, acometendo predominantemente pacientes jovens, na faixa etária de 1 a 40 anos, e repercutindo com danos muitas vezes irrever-

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14. Amputação traumática

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Amputação traumática

Tatiane Christine Nunes Barral

Paula Dal Maso Altimari

Introdução

A amputação traumática envolve a perda total ou parcial de uma parte do corpo, geralmente um dedo, braço, pé ou perna, que ocorre como resultado de um acidente ou lesão.

Figura 1. Amputação de um dedo da mão.

14  Amputação traumática

Se o acidente ou trauma ocasionar amputação completa, a parte do corpo decepada deve ser preservada porque a equipe médica pode ser capaz de reimplantá-la. A amputação traumática pode ser causada por objetos cortantes, esmagamento e forças de tração. Dentre as complicações mais importantes estão o sangramento, choque e infecção.1-3

Os cuidados imediatos, além dos cuidados intensivos, bem como o advento de novas técnicas cirúrgicas, reabilitação precoce4 e novos modelos de próteses têm contribuído sensivelmente para melhores resultados a longo prazo.

Dados epidemiológicos

As amputações são, na grande maioria, decorrentes de alterações vasculares por diabetes, seguidas do traumatismo urbano por acidentes automobilísticos, motociclísticos, atropelamentos e violência, sendo a amputação transfemoral a sequela mais comum.5-7 A amputação traumática acomete preferencialmente indivíduos jovens, do sexo masculino, na faixa etária dos 25 aos 49 anos de idade, mas também é significativa em jovens e crianças.6-9

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Art Riggs (7)
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1. Teorias gerais

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Capítulo 2   Técnicas gerais

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Teorias Gerais

As técnicas específicas de massagem profunda demonstradas neste livro são baseadas nos princípios gerais da massagem e, por essa razão devem ser ensinadas nesse contexto. Na verdade, a distância entre a massagem orientada ao relaxamento e a massagem profunda não é muito grande: uma massagem suave pode se tornar mais benéfica com a inclusão de um trabalho profundo e, por outro lado, uma boa massagem profunda deve incluir manobras relaxantes e reconfortantes. A massagem profunda não consiste apenas no uso de uma “artilharia pesada”, como a articulação dos dedos, a mão fechada e os cotovelos. As ferramentas podem se tornar armas nas mãos erradas e, portanto, independentemente de quão tentador seja iniciar a massagem é necessário discutir sobre como trabalhar com os tecidos de forma segura e eficaz. Os princípios explanados a seguir fornecerão informações sobre as teorias nas quais as técnicas específicas demonstradas nos próximos capítulos são baseadas.

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2. Técnicas gerais

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Capítulo 2   Técnicas gerais

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Técnicas Gerais

O foco deste capítulo é o uso adequado das ferramentas que estão à sua disposição – os dedos, as articulações dos dedos, a mão fechada, o antebraço e o cotovelo. Assim que se sentir confortável ao utilizar essas ferramentas, os próximos capítulos apresentarão estratégias de tratamento específico para diferentes partes do corpo; também será possível encontrar explicações mais detalhadas sobre como realizar os movimentos apresentados nesta seção como exemplo.

A hierarquia do poder

É irônico pensar que, quanto mais tenso o corpo do cliente, maior a tendência natural do terapeuta em exagerar na força para remover a tensão. É difícil remover a tensão ao aplicar mais tensão e, além disso, o esforço excessivo é inevitável quando se tenta utilizar os polegares e os dedos para a realização da massagem profunda. A maioria dos massoterapeutas tem mais prática e, portanto, mais confiança em trabalhar com os dedos e polegares. Por se sentirem tão confortáveis e confiantes em usar as mãos para efetuar toda a técnica, muitos relutam em utilizar outras ferramentas mais poderosas que os possibilitaria trabalhar com maior facilidade e eficácia e com menos esforço. A realidade é que para a massagem profunda, poucas pessoas têm a força para realizar todo o procedimento com os dedos. Aprender a usar as articulações dos dedos, a mão fechada, o antebraço e o cotovelo permite que você realize seu trabalho com menos esforço, protegendo, desse modo, o seu corpo e possibilitando que você elimine mais tensão do corpo do cliente.

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3. Estratégias específicas

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Capítulo 2   Técnicas gerais

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Estratégias

Específicas

Agora que você está familiarizado com as principais ferramentas utilizadas na massagem profunda, serão combinadas as teorias mais amplas desse tipo de massagem abordadas no

Capítulo 1, e as técnicas gerais para o uso das articulações dos dedos, punho, antebraço e cotovelo apresentadas no Capítulo 2, para formar estratégias específicas em diferentes

áreas corporais. Sinta-se livre para adaptar estas sugestões a seu estilo pessoal. Você pode se sentir mais confortável em utilizar o cotovelo em vez das articulações dos dedos, conforme demonstrado em uma determinada foto; ou pode não se sentir à vontade ou confiante usando o cotovelo, como mostrado em um exemplo, e preferir usar o punho. Seja criativo e, embasado no conhecimento científico, divirta-se procurando novas formas de massagear!

Trabalho no pé e na perna

A massagem estrutural no pé tem um efeito impressionante no desempenho profissional, diferenciando o seu trabalho das manobras comuns empregadas para alcançar o alívio temporário de pés cansados ou doloridos. Com a prática, você pode aprender a liberar articulações limitadas e melhorar, de forma significativa, a distribuição das cargas corporais, proporcionando melhor equilíbrio aos pés.

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4. Seu papel no cuidado da saúde dos clientes

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Capítulo 2   Técnicas gerais

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Seu Papel no Cuidado da Saúde dos

Clientes

Muitos massoterapeutas, especialmente aqueles que trabalham em clínicas particulares, descobrem que os clientes respeitam suas opiniões sobre questões de saúde não relacionadas à massagem e, com freqüência, pedem conselhos. Isso se torna cada vez mais comum conforme a sua atividade assume uma característica mais terapêutica ou estrutural. Em vez de receberem a massagem como um luxo ocasional, cada vez mais pessoas procuram a massagem profunda com a expectativa de resolver problemas e, assim como no caso da dieta e dos exercícios, passam a vê-la como parte da rotina para uma vida saudável. Elas desejam um melhor desempenho atlético, mais flexibilidade, bem-estar emocional e alívio da dor. Compreendem a abordagem holística da saúde e podem procurar a sua ajuda.

Esse aspecto pode acrescentar uma dimensão recompensadora a seu trabalho, mas também pode colocá-lo em situações difíceis. No decorrer dos anos, ouvi relatos inacreditáveis de informações erradas e conselhos absolutamente perigosos fornecidos por massoterapeutas bem-intencionados. Alguns impõem os próprios interesses sobre os clientes, oferecendo-lhes conselhos, sem que solicitem, sobre a vida pessoal, dietas (alguns até vendem produtos para saúde ou qualquer outro para obter lucro), programas de doze passos ou uma infinidade de outros conselhos bem-intencionados.

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5. Estratégias terapêuticas para a abordagem de problemas e lesões comuns

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Capítulo 2   Técnicas gerais

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Estratégias

Terapêuticas para a Abordagem de

Problemas e

Lesões Comuns

A maioria dos massoterapeutas que faz a transição da massagem de relaxamento para a massagem profunda voltada a áreas de dor ou padrões de tensão considera esse trabalho mais interessante, além de mais compensador financeiramente. O desenvolvimento de habilidades nessa área, em geral, é necessário para escapar da “massagem em série”, na qual os terapeutas se esgotam em incontáveis massagens idênticas para clientes que nunca mais verão. Isso não denigre as massagens de relaxamento nem implica que você deva escolher entre uma ou outra. Muitos métodos de terapia corporal são uma combinação dessas duas modalidades. No entanto, se você ampliar as suas habilidades, descobrirá que pode construir uma carreira bem-sucedida e interessante, com conhecimento em diversas áreas, para complementar as suas habilidades na massagem

“tradicional”. Os clientes respeitarão seus amplos conhecimentos, o que aumentará a sua rede de contatos.

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Auler Jr Jos Ot Vio Costa Chao Lung Wen Irimar De Paula Posso Joaquim Edson Vieira Marcelo Lu S Abramides Torres Maria Jos Carvalho Carmona Tatiana Barbosa Kronemberger (28)
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10. Dispositivos ópticos para intubação orotraqueal

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Dispositivos ópticos para intubação orotraqueal

Maria José Carvalho Carmona

Claudia Marquez Simões

Matheus Fachini Vane

Estrutura dos tópicos

Introdução

História

Diferentes tipos de dispositivos ópticos

Videolaringoscópio associado a lâminas do tipo

Macintosh

Videolaringoscópio com lâminas anguladas

Videolaringoscópios com canal para o tubo endotraqueal

Laringoscópios ópticos

Máscara laríngea de intubação com vídeo

Uso em situações especiais

Intubação normal e intubação difícil

Mobilidade cervical diminuída

Pacientes obesos

Intubação acordado

Limitações e complicações

Dificuldade de inserção do dispositivo

Dificuldade de inserção do tubo endotraqueal

Complicações

Algoritmo de uso

Considerações finais

Observações

Referências bibliográficas

Introdução

Uma das principais causas de morbidade e mortalidade relacionadas à anestesia ainda é o manejo das vias aéreas1,2. Assim, esse tema sempre foi de grande interesse para os anestesiologistas, pesquisadores e indústrias médicas, tendo sofrido grande avanço nos últimos anos, principalmente desde o surgimento da fibra óptica. A conjunção entre a fibra óptica e as tecnologias associadas ao vídeo vem permitindo o surgimento dos dispositivos ópticos para a intubação orotraqueal. Desenhados especificamente para o manejo da via aérea, esses aparelhos são constituídos pela associação de laringoscópios tradicionais ou modificados com uma lâmina, para facilitar a introdução e o alcance à glote, e uma câmera. As transmissões de luz e imagem são feitas

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11. Intubação endotraqueal guiada por broncoscopia flexível

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Intubação endotraqueal guiada por broncoscopia flexível

André Silva Saijo

Ascedio José Rodrigues

Paulo Rogério Scordamaglio

Estrutura dos tópicos

Introdução

Equipamentos

Indicações

Preparo do paciente

Particularidades da intubação via nasal

Particularidades da intubação via oral

Intubação laringotraqueal

Particularidade da intubação nas crianças

Situações especiais

Associação de técnicas

Limitações e desvantagens do procedimento

Limitações

Desvantagens

Referências bibliográficas

Introdução

A intubação por broncoscopia flexível (FBI), também conhecida como fibroscopia e broncofibroscopia, consiste na utilização de um endoscópio flexível como guia para a introdução de um tubo endotraqueal pela laringe. Esse trajeto pode ser realizado pela cavidade nasal (intubação nasotraqueal) ou pela cavidade oral (intubação orotraqueal).

A FBI é considerada uma técnica versátil e o método de escolha ou padrão ouro para gerenciar tanto os casos previstos como os imprevistos de via aérea difícil, desde que não estejam em situação de emergência, pois, neste caso, o anestesista não conseguirá nem intubar nem ventilar o paciente. Estima-se que a situação conhecida como

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12. Sonda trocadora e estiletes flexíveis

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Sonda trocadora e estiletes flexíveis

Helcio Jangue Ribeiro

Leandro Utino Taniguchi

Estrutura dos tópicos

Introdução

Sonda trocadora

Indicações

Técnica de troca de cânula com uso da sonda trocadora

Complicações

Estiletes flexíveis

Indicações

Técnica

Complicações

Considerações finais

Referências bibliográficas

Introdução

Quando falamos em manejo de vias aéreas devemos ter em mente que, mesmo quando a avaliação pré-anestésica é adequada, podemos nos deparar com uma via aérea difícil. O anestesista ou o profissional responsável pelo procedimento deve estar capacitado a reconhecer e abordar uma via aérea difícil não prevista. Essa é uma situação potencialmente letal que aumenta de forma significativa a morbi-mortalidade do procedimento.

Neste capítulo falaremos sobre dois equipamentos que podem auxiliar no manejo de via aérea difícil e sobre suas aplicações e possíveis complicações: a sonda trocadora e os estiletes flexíveis.

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13. Novos dispositivos para o manejo da via aérea

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Novos dispositivos para o manejo da via aérea

Heni Debs Skaf

Ticiano Gonçalves de Oliveira

Estrutura dos tópicos

Introdução

Instrumentos supraglóticos

ProSeal® laryngeal mask airway

Supreme® laryngeal mask airway

Cobra® perilaryngeal airway

I-gel®

Air-Q®

Auxílios à intubação orotraqueal

Videolaringoscópios e laringoscópios ópticos

Considerações finais

Referências bibliográficas

Introdução

Complicações no manejo da via aérea constituem atualmente a principal causa anestésica de morbi-mortalidade1.

Em 1990, foi divulgada a primeira análise extensa de complicações relacionadas à manipulação da via aérea com base em dados da American Society of Anesthesiologists (ASA): 34% das complicações associaram-se a eventos respiratórios, sendo que

85% destes culminaram em dano cerebral ou morte. Os três principais mecanismos de dano foram ventilação inadequada, intubação esofágica e dificuldade na intubação traqueal2.

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14. Controle de infecção no manejo da via aérea

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Controle de infecção no manejo da via aérea

Adolfo Toshiro Cotarelli Sasaki

Yeh-Li Ho

Estrutura dos tópicos

Introdução

Manejo da via aérea e medidas de prevenção e controle de infecção

Intubação

Higienização da cavidade oral

Tubo endotraqueal

Cuff

Drenagem de secreções subglóticas

Aspiração endotraqueal

Tempo de extubação e ventilação não invasiva

Traqueostomia precoce

Considerações finais

Referências bibliográficas

Introdução

A via aérea é naturalmente colonizada por vários microrganismos que, em situações normais, não causam prejuízos à saúde por causa das barreiras de defesa do hospedeiro, sejam elas mecânicas ou secundárias às ações do sistema imune. Contudo, no manejo da via aérea, principalmente com a introdução do tubo endotraqueal, esses mecanismos de defesa são quebrados, facilitando a penetração dos microrganismos para sítios normalmente estéreis que, em conjunto com situações de enfraquecimento do sistema imune, provocam a ocorrência de infecções1.

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Bruno Gualano (5)
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1. Introdução à creatina e a sua suplementação

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1

Introdução à creatina e a sua suplementação

Guilherme Giannini Artioli

Humberto Nicastro

Christiano Robles Rodrigues Alves

A CREATINA E SUAS INÚMERAS FUNÇÕES NO SISTEMA CREATINA/

ATP/CK

A creatina (ácido α-metil-guanidinoacético) é uma amina de ocorrência natural descoberta há mais de 170 anos pelo pesquisador francês Michel Eugene Chevreul 22. Ela faz parte da família dos fosfagênios guanidinos, encontrados exclusivamente em células eucarióticas. No organismo humano, ela é encontrada nas formas livre (60 a 70%) ou fosforilada (30 a

40%), e mais de 90% de sua quantidade total é armazenada no músculo esquelético. A Figura 1.1 demonstra a forma química de ambas: a creatina (forma livre) e a fosforilcreatina (forma fosforilada). Ela pode ser sintetizada endogenamente ou obtida por meio de dieta 24,47.

2

Suplementação de creatina: efeitos ergogênicos, terapêuticos e adversos

Creatina

O

H3C

Fosforilcreatina

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2. Efeitos ergogênicos da suplementação de creatina

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Efeitos ergogênicos da suplementação de creatina

Vítor de Salles Painelli

Bruno Gualano

Serena Menegassi del Favero

Fabiana Braga Benatti

Hamilton Roschel

INTRODUÇÃO

O sistema ATP-CP é uma fonte significativa de fornecimento de energia para o processo de contração muscular, sobretudo no que diz respeito às contrações musculares de alta intensidade68.

Dessa forma, um aumento das reservas de creatina (Cr) e fosforilcreatina (PCr) poderia, teoricamente, ocasionar um aumento da capacidade de fornecimento de energia desse sistema, prolongando a capacidade de produção de trabalho pelo músculo esquelético e, consequentemente, retardando o início da fadiga muscular.

A demonstração de que a suplementação de Cr é um meio eficaz para aumentar os níveis musculares de Cr e PCr33,37 incitou uma série de investigações sobre os efeitos desta estratégia nutricional sobre o desempenho físico e esportivo. Os

26

Suplementação de creatina: efeitos ergogênicos, terapêuticos e adversos

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3. Efeitos terapêuticos da suplementação de creatina

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3

Efeitos terapêuticos da suplementação de creatina

Marina Solis

Ana Paula Tanaka Hayashi

Bianca Moreno

Igor Hisashi Murai

Patrícia Campos-Ferraz

André dos Santos Costa

Bruno Gualano

INTRODUÇÃO

A creatina (Cr), conforme discutido nos capítulos anteriores, é responsável pela rápida provisão de energia em várias células do nosso organismo, tais como musculares, cardíacas, renais e neurais161-162. A Cr é capaz de doar um grupo N-fosforil da molécula de fosforilcreatina (PCr) para o ADP, regenerando, assim, as concentrações de ATP. Essa reação ocorre por intermédio da enzima creatina quinase (CK), presente em diferentes isoformas nas células de alta demanda energética 51,160,164.

Recentemente, tem havido um crescente interesse na investigação da Cr como ferramenta terapêutica adjuvante em diversas condições, tais como: miopatias, distúrbios osteoarticulares, doenças neurodegenerativas e envelhecimento. Além disso, novos estudos têm demonstrado que a suplementação de

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4. Efeitos adversos da suplementação de creatina

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4

Efeitos adversos da suplementação de creatina

Rebeca Lugaresi

André dos Santos Costa

Carlos Alberto Abujabra Merege Filho

Willian das Neves

Patrícia Campos-Ferraz

Bruno Gualano

Renato Tavares dos Santos Pereira

Guilherme Giannini Artioli

INTRODUÇÃO

O termo efeito adverso (ou efeito não desejado), no âmbito da farmacologia, relaciona-se ao termo reação adversa ao medicamento (RAM) que significa, segundo a Anvisa1, “qualquer resposta a um medicamento que seja prejudicial, não intencional, e que ocorra em doses normalmente utilizadas em seres humanos para profilaxia, diagnóstico e tratamento de doenças, ou para a modificação de uma função fisiológica”. Tal definição equipara-se plenamente à definição elaborada pela Organização Mundial da Saúde65.

Assim, devemos observar a ocorrência de efeitos adversos da suplementação de creatina à luz das doses já consagradas na literatura, capazes de promover efeitos relacionados à melhora de rendimento físico e também relacionados a efeitos terapêu-

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5. Suplementação de creatina: considerações sobre o presente e perspectivas para o futuro

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5

Suplementação de creatina: considerações sobre o presente e perspectivas para o futuro

Bruno Gualano

Antonio Herbert Lancha Jr.

Nos capítulos anteriores, os autores deste livro apresentaram evidências de que a suplementação de creatina poderia exercer papel ergogênico e terapêutico em condições e populações específicas. Contudo, há um imenso caminho a se galgar até que, enfim, entendamos por completo a ação e os mecanismos desse nutriente no esporte e na saúde. A seguir, discorreremos sobre as lacunas existentes na literatura, com especial destaque ao

“que há por vir” nesse fértil campo de investigação.

APLICAÇÃO DA SUPLEMENTAÇÃO DE CREATINA NO ESPORTE: DOS

LABORATÓRIOS AO “MUNDO REAL”

Embora muitos estudos bem controlados, corroborados por duas metanálises, deem suporte ao papel ergogênico da suplementação de creatina em atividades de alta intensidade, há um

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Suplementação de creatina: efeitos ergogênicos, terapêuticos e adversos

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