Adalbert I Kapandji (56)
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5. Diferenças estruturais entre as duas mecânicas

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Diferenças estruturais entre as duas mecânicas

Todos sabemos que as máquinas construídas pela mão do homem se constituem de peças de metal ou de outras substâncias. Essas peças são inertes e apenas reagem à força aplicada sobre elas, mas são incapazes de se adaptar a pressões suplementares e, sobretudo, estão fadadas ao desgaste relativamente rápido de suas superfícies de atrito; além disso, são suscetíveis a fraturas “por fadiga” depois de um período muito longo de funcionamento repetitivo.

As diferentes partes do sistema musculoesquelético, por outro lado, são estruturas vivas, o que significa que são capazes de responder a estímulos, fortalecendo-se nos pontos que trabalham mais, capazes de se reconstruir e de compensar o desgaste no nível articular. Tudo isso faz a diferença entre peças mecânicas inertes, fadadas à destruição relativamente rápida, e estruturas vivas, capazes de resistir ativamente às pressões.

É fácil comparar um automóvel com um ser humano: um automóvel trafega, em média, 100.000 km e dura 15 anos, enquanto a vida do ser humano dura mais de 75 anos, durante os quais seu coração bate pelo menos 3 bilhões de vezes. A máquina humana é, na verdade, muito mais sólida que as melhores máquinas produzidas pelo próprio homem. E isso se deve ao fato de ela ser uma máquina viva.

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42. Tarso, cardã assimétrico

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42

Tarso, cardã assimétrico

O tarso, formado por seis ossos articulados entre si por meio de planas, constitui uma estrutura adaptativa que, associada à talocrural, funciona como um cardã assimétrico. É assim classificado porque seus dois eixos não são ortogonais.

Ele garante a orientação da arcada plantar em relação às oscilações do terreno.

Consultando o Capítulo 20, é possível compreender as características e o funcionamento do cardã simétrico (Fig. 42.1), ou seja, do cardã cujos dois eixos são ortogonais.

Nesse tipo de cardã, os dois eixos da cruzeta central

(XX’ e YY’) formam, entre si, um ângulo reto; eles são

Figura 42.1

chamados de ortogonais. Não há, portanto, setor preferencial nos movimentos em torno desses dois eixos.

Por outro lado, no cardã assimétrico (Fig. 42.2), os eixos XX’ e ZZ’ da cruzeta formam um ângulo não reto. O ângulo reto é ilustrado aqui por referência ao eixo YY’.

Assim, os movimentos em relação a esses dois eixos se efetuam nos setores preferenciais, o que representa uma grande diferença do tornozelo em relação ao punho.

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36. Características próprias da região torácica da coluna vertebral

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36

Características próprias da região torácica da coluna vertebral

Região dorsal ou torácica da coluna vertebral

A região dorsal passou a se chamar, atualmente, região torácica. Ela é o trecho intermediário entre a região lombar e a cervical.

É formada por doze vértebras (Fig. 36.1: vista posterior), que servem de sustentação para a caixa torácica, ligada, por sua vez, ao cíngulo do membro superior e, portanto, aos membros superiores.

Vista de frente, a região dorsal ou torácica vertebral é retilínea e simétrica.

Figura 36.1

Vista de perfil (Fig. 36.2), ela é côncava para a frente, e essa curvatura, mais ou menos pronunciada dependendo da pessoa, chama-se cifose dorsal.

Constituição de uma vértebra dorsal

A vértebra dorsal típica comporta os mesmos elementos que a vértebra lombar típica, mas com particularidades que podemos ver na ilustração fragmentada da Figura 36.3 (vista em perspectiva).

Figura 36.2

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34. A coluna como um todo

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A coluna como um todo

A coluna vertebral, ou raque, deve ser considerada um conjunto funcional, o que justifica um capítulo distinto para descrevê-la.

Apoiada no cíngulo do membro inferior, sobre a face superior do sacro, a coluna vertebral (Fig.

34.1: vista da coluna em perspectiva) representa o suporte do tronco, juntamente com a caixa torácica e o cíngulo do membro superior, e também sustenta o crânio.

Figura 34.1

Ela representa o pilar central do tronco (Fig.

34.2: vista em secção sagital): isso é particularmente verdadeiro na região do segmento lombar, onde a secção

L mostra a coluna situada no centro do abdome.

Na região torácica, a secção T mostra que a coluna está situada na parte de trás, deixando espaço livre para os pulmões e o coração.

Na região cervical, ela se situa um pouco mais à frente, como se vê na secção C.

Figura 34.2

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O que é biomecânica

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1. Se alguém me falasse sobre biomecânica...

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Se alguém me falasse sobre biomecânica...

Muitos daqueles que lidam com o corpo humano, como médicos, cirurgiões e cinesioterapeutas, podem se perguntar: “O que é biomecânica?” A resposta parece simples: é a ciência que descreve o funcionamento mecânico dos organismos vivos e, no nosso caso específico, o funcionamento do sistema musculoesquelético do corpo humano.

Essa definição, que parece genial, na verdade é uma simplificação, porque é impossível retirar o sistema musculoesquelético de seu contexto, ou seja, do restante do organismo, que o contém, e mesmo do mundo, no qual ele evolui.

Há um método ao alcance de qualquer pessoa que queira conhecer a biomecânica: observar seu próprio corpo. “Observa-te a ti mesmo” poderia se tornar uma máxima, comparável à “Conhece-te a ti mesmo”, de Sócrates. Diariamente, nos mínimos gestos, em qualquer comportamento, todos podemos fazer descobertas.

Além disso, na biomecânica existe “bio”, que significa “vida”, e essa característica, por si só, modifica profundamente a natureza da biomecânica, que é fundamentalmente diferente da mecânica pura e simples, em particular da mecânica industrial, embora seja essa a origem de seus teoremas fundamentais. A biomecânica é, definitivamente, uma ciência autônoma, e os cirurgiões ortopédicos que projetam próteses articulares não podem esquecer essas diferenças.

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Ana Paula Quilici (19)
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4. Avaliação do cenário e abordagem da vítima

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Avaliação do cenário e abordagem da vítima

Elaine Peixoto

Introdução

O atendimento pré-hospitalar apresenta algumas peculiaridades que devem ser revistas pelo socorrista antes de abordar a vítima. Estima-se que 84% das paradas cardiorrespiratórias (PCR) ocorram nos domicílios e 16% em locais públicos.1 Há ainda os acidentes por causas externas: segundo o Datasus, no período de 2008 ocorreram, nas capitais do Brasil, 41.098 óbitos, sendo que destes, 6.355 foram na capital de São Paulo.2

Tendo em vista a grande ocorrência de acidentes e mortes súbitas no ambiente pré-hospitalar, observa-se a importância do treinamento intensivo para os socorristas profissionais da área da saúde e para os socorristas leigos, a fim de garantir um atendimento imediato com segurança e qualidade.

Esse atendimento inicia-se ao identificar uma situação de emergência contendo uma ou mais vítimas, que geralmente é presenciada por um circunstante que deverá chamar o serviço médico de emergência (SME).

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17. Conceitos básicos do atendimento de desastre

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Conceitos básicos do atendimento de desastre

Rosimey Romero Thomaz

Antonio Cláudio Oliveira

Sergio Dias Martuchi

Introdução

A palavra desastre é de origem francesa, “desastre”. É composta do prefixo “des” e de “astre”, derivada do latim “astrum”, que significa estrela. Dessa maneira, desastre significa literalmente “estrela ruim”, que corresponde na astrologia a um evento extremamente desfavorável. O conceito astrológico para a palavra desastre foi perdido com o passar do tempo.1

De acordo com o dicionário Michaelis, desastre tem como definição “acidente, desgraça, fatalidade”. Já calamidade é definida como

“grande mal comum a muita gente, infortúnio público, desastre em grande escala”.2

O termo desastre é muito difundido e tem significados diferentes para diversas culturas. É muito utilizado para destaque de notícias na mídia televisiva, impressa ou no rádio e sugere, quase sempre, um evento que aconteceu com uma pessoa ou coletividade.

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19. Principais emergências pediátricas

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Principais emergências pediátricas

Tatiana Magnaboschi Villaça

Júlia Peres Pinto

Epidemiologia

As causas mais frequentes de morte na infância são acidentes envolvendo veículos automotores, seguidos em ordem decrescente por afogamentos, incêndios domésticos e homicídios. As quedas e colisões automobilísticas são responsáveis por quase 90% de todos os traumas na infância.1

As mortes por acidentes estão entre as primeiras causas de mortes no primeiro ano de vida. Em muitos países os acidentes ocupam o primeiro ou segundo lugar entre as causas de mortalidade na fase pré-escolar. No Brasil, em 1999, as causas externas eram a segunda causa de morte de crianças entre 1 e 4 anos, contribuindo com 21% dos óbitos nessa faixa etária. Nas regiões sul, sudeste e centro-oeste, essa foi a primeira causa de morte nessa faixa etária a partir dos cinco anos de idade.2

Além dos acidentes que provocam o trauma na infância outras ocorrências também necessitam do atendimento de emergência, como

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18. Emergências na paciente grávida

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Emergências na paciente grávida

Karen Abrão

Introdução

A gestação constitui período de alterações anatômicas e fisiológicas que impactam todo o organismo feminino e podem interferir na resposta ao atendimento de emergências clínicas e traumáticas de qualquer natureza. O parto em si, apesar de se tratar de evento fisiológico, também pode envolver situações de risco à saúde da gestante e do bebê, cuja pronta assistência é essencial para salvaguardar a vida de mãe e filho, além de prevenir sequelas graves.1

Além disso, as emergências na gestante apresentam a particularidade de que as decisões tomadas devem levar em consideração o melhor interesse de dois indivíduos – mãe e feto –, o que muitas vezes constitui um dilema para o prestador da assistência.2

Felizmente, as pacientes grávidas, em sua grande maioria, são jovens, saudáveis e evitam expor-se a riscos desnecessários, o que faz as emergências clínicas e traumáticas tornarem-se menos comuns do que na população em geral.2 No entanto, apesar da baixa frequência de eventos e de se tratarem de pacientes jovens, as taxas de sobrevivência são baixas. Não há disponíveis dados nacionais a respeito; no entanto, estudos internacionais relatam taxa de sobrevivência menor que 7%.3

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15. Afogamento

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15

Afogamento

Henrique Grinberg

Epidemiologia

Em todo o mundo, o afogamento é causa de aproximadamente 500 mil mortes por ano, estatística subestimada pela falta de notificação adequada.1,2 Na faixa etária dos 5 aos 14 anos, afogamento é a principal causa mortis entre homens e a 5a entre mulheres do mundo todo.3

No Brasil (Figura 1), com 176 milhões de habitantes, ocorreram 6.688 mortes por afogamento em 2003 (3,8/100.000 habitantes).4 Foi a 2a causa de morte na faixa etária de 1 a 14 anos e a grande maioria (88%) foi não intencional.

Definição

Afogamento é um distúrbio respiratório causado pela aspiração de líquido durante submersão ou imersão indesejada. É um continuum que tem início quando a via aérea do paciente está abaixo do nível da superfície líquida, e o desfecho final, caso não haja interrupção do processo, é a morte por insuficiência respiratória, uma das principais causas de morte externa em todo o mundo.

15 Afogamento

Mortalidade por afogamento no Brasil

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Art Riggs (7)
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4. Seu papel no cuidado da saúde dos clientes

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Capítulo 2   Técnicas gerais

4

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Seu Papel no Cuidado da Saúde dos

Clientes

Muitos massoterapeutas, especialmente aqueles que trabalham em clínicas particulares, descobrem que os clientes respeitam suas opiniões sobre questões de saúde não relacionadas à massagem e, com freqüência, pedem conselhos. Isso se torna cada vez mais comum conforme a sua atividade assume uma característica mais terapêutica ou estrutural. Em vez de receberem a massagem como um luxo ocasional, cada vez mais pessoas procuram a massagem profunda com a expectativa de resolver problemas e, assim como no caso da dieta e dos exercícios, passam a vê-la como parte da rotina para uma vida saudável. Elas desejam um melhor desempenho atlético, mais flexibilidade, bem-estar emocional e alívio da dor. Compreendem a abordagem holística da saúde e podem procurar a sua ajuda.

Esse aspecto pode acrescentar uma dimensão recompensadora a seu trabalho, mas também pode colocá-lo em situações difíceis. No decorrer dos anos, ouvi relatos inacreditáveis de informações erradas e conselhos absolutamente perigosos fornecidos por massoterapeutas bem-intencionados. Alguns impõem os próprios interesses sobre os clientes, oferecendo-lhes conselhos, sem que solicitem, sobre a vida pessoal, dietas (alguns até vendem produtos para saúde ou qualquer outro para obter lucro), programas de doze passos ou uma infinidade de outros conselhos bem-intencionados.

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6. Planejamento da sua sessão

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Capítulo 2   Técnicas gerais

6

229

Planejamento da sua Sessão

Estabelecimento de uma estratégia para a sua sessão

Como você planeja uma estratégia de trabalho? A sua massagem é como um jogo de xadrez com apenas dois movimentos? A sua maior dúvida é se começa com o cliente em decúbito dorsal ou ventral? Massageia primeiro as costas ou as pernas? Essas decisões são muito simples, mas, à medida que a sua técnica se torna mais sofisticada, as decisões para o planejamento de uma estratégia se tornam mais complexas e você passa a tomar decisões cruciais para o melhor uso do tempo.

Uma vez livre da preocupação de ter que dar atenção igual a todas as partes do corpo em uma sessão, você terá a liberdade – e a responsabilidade – de decidir quais áreas do corpo serão beneficiadas por uma manipulação mais completa e focada. Você ainda pode querer fazer uma massagem no corpo todo, mas pode concentrá-la em uma ou duas áreas, à medida que realiza um trabalho rápido e energético no restante do corpo.

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1. Teorias gerais

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Capítulo 2   Técnicas gerais

1

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Teorias Gerais

As técnicas específicas de massagem profunda demonstradas neste livro são baseadas nos princípios gerais da massagem e, por essa razão devem ser ensinadas nesse contexto. Na verdade, a distância entre a massagem orientada ao relaxamento e a massagem profunda não é muito grande: uma massagem suave pode se tornar mais benéfica com a inclusão de um trabalho profundo e, por outro lado, uma boa massagem profunda deve incluir manobras relaxantes e reconfortantes. A massagem profunda não consiste apenas no uso de uma “artilharia pesada”, como a articulação dos dedos, a mão fechada e os cotovelos. As ferramentas podem se tornar armas nas mãos erradas e, portanto, independentemente de quão tentador seja iniciar a massagem é necessário discutir sobre como trabalhar com os tecidos de forma segura e eficaz. Os princípios explanados a seguir fornecerão informações sobre as teorias nas quais as técnicas específicas demonstradas nos próximos capítulos são baseadas.

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3. Estratégias específicas

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Capítulo 2   Técnicas gerais

3

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Estratégias

Específicas

Agora que você está familiarizado com as principais ferramentas utilizadas na massagem profunda, serão combinadas as teorias mais amplas desse tipo de massagem abordadas no

Capítulo 1, e as técnicas gerais para o uso das articulações dos dedos, punho, antebraço e cotovelo apresentadas no Capítulo 2, para formar estratégias específicas em diferentes

áreas corporais. Sinta-se livre para adaptar estas sugestões a seu estilo pessoal. Você pode se sentir mais confortável em utilizar o cotovelo em vez das articulações dos dedos, conforme demonstrado em uma determinada foto; ou pode não se sentir à vontade ou confiante usando o cotovelo, como mostrado em um exemplo, e preferir usar o punho. Seja criativo e, embasado no conhecimento científico, divirta-se procurando novas formas de massagear!

Trabalho no pé e na perna

A massagem estrutural no pé tem um efeito impressionante no desempenho profissional, diferenciando o seu trabalho das manobras comuns empregadas para alcançar o alívio temporário de pés cansados ou doloridos. Com a prática, você pode aprender a liberar articulações limitadas e melhorar, de forma significativa, a distribuição das cargas corporais, proporcionando melhor equilíbrio aos pés.

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5. Estratégias terapêuticas para a abordagem de problemas e lesões comuns

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Capítulo 2   Técnicas gerais

5

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Estratégias

Terapêuticas para a Abordagem de

Problemas e

Lesões Comuns

A maioria dos massoterapeutas que faz a transição da massagem de relaxamento para a massagem profunda voltada a áreas de dor ou padrões de tensão considera esse trabalho mais interessante, além de mais compensador financeiramente. O desenvolvimento de habilidades nessa área, em geral, é necessário para escapar da “massagem em série”, na qual os terapeutas se esgotam em incontáveis massagens idênticas para clientes que nunca mais verão. Isso não denigre as massagens de relaxamento nem implica que você deva escolher entre uma ou outra. Muitos métodos de terapia corporal são uma combinação dessas duas modalidades. No entanto, se você ampliar as suas habilidades, descobrirá que pode construir uma carreira bem-sucedida e interessante, com conhecimento em diversas áreas, para complementar as suas habilidades na massagem

“tradicional”. Os clientes respeitarão seus amplos conhecimentos, o que aumentará a sua rede de contatos.

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Auler Jr Jos Ot Vio Costa Chao Lung Wen Irimar De Paula Posso Joaquim Edson Vieira Marcelo Lu S Abramides Torres Maria Jos Carvalho Carmona Tatiana Barbosa Kronemberger (28)
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5. Métodos de imagem em vias aéreas

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Métodos de imagem em vias aéreas

Bianca Yuki Kanamura

Ricardo Antonio Guimarães Barbosa

Estrutura dos tópicos

Radiografias simples

Predizendo laringoscopias difíceis

Posicionamento de tubos endotraqueais

Tubos de duplo lúmen

Fluoroscopia

Tomografia computadorizada

Avaliação pré-operatória

Tubos de duplo lúmen para intubação brônquica seletiva

Ressonância magnética

Ultrassonografia

Avaliação pré-anestésica

Verificação de posição de tubo endotraqueal

Ventilação duplo-lúmen e ventilação seletiva

Possibilidade da utilização da ultrassonografia para avaliação da musculatura respiratória antes da extubação de pacientes

Traqueostomia percutânea

Referências bibliográficas

Apesar dos inúmeros progressos tecnológicos e do aperfeiçoamento de protocolos nos últimos anos, intubações difíceis não antecipadas continuam sendo grande causa de morbidade e mortalidade na prática clínica1. Muitos pesquisadores dedicaram estudos à tentativa de prever uma laringoscopia difícil, porém, até os dias atuais, todas as medidas ou equações algébricas desenvolvidas possuem resultados ainda limitados como bons preditores de laringoscopia e intubação difícil.

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14. Controle de infecção no manejo da via aérea

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Controle de infecção no manejo da via aérea

Adolfo Toshiro Cotarelli Sasaki

Yeh-Li Ho

Estrutura dos tópicos

Introdução

Manejo da via aérea e medidas de prevenção e controle de infecção

Intubação

Higienização da cavidade oral

Tubo endotraqueal

Cuff

Drenagem de secreções subglóticas

Aspiração endotraqueal

Tempo de extubação e ventilação não invasiva

Traqueostomia precoce

Considerações finais

Referências bibliográficas

Introdução

A via aérea é naturalmente colonizada por vários microrganismos que, em situações normais, não causam prejuízos à saúde por causa das barreiras de defesa do hospedeiro, sejam elas mecânicas ou secundárias às ações do sistema imune. Contudo, no manejo da via aérea, principalmente com a introdução do tubo endotraqueal, esses mecanismos de defesa são quebrados, facilitando a penetração dos microrganismos para sítios normalmente estéreis que, em conjunto com situações de enfraquecimento do sistema imune, provocam a ocorrência de infecções1.

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9. Dispositivos supraglóticos

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9

Dispositivos supraglóticos

Anna Clara Cybele Heliodora Coelho Cunha

Iracy Silvia Corrêa Soares

Estrutura dos tópicos

Introdução

Máscara laríngea

Técnica de inserção

Dificuldades com a inserção e o posicionamento

Retirada da máscara laríngea

Contraindicações

Complicações

Fastrach® (LMA Fastrach® ou máscara laríngea para intubação traqueal)

Método de inserção

Contraindicações

Máscara laríngea Supreme®

Método de inserção

LMA ProSeal®

I-gel®

Componentes do I-gel®

Contraindicações

Método de inserção

Complicações

Tubo laríngeo

Método de inserção

Combitubo

Definição

Indicações

Contraindicações

Complicações

Máscara laríngea Air-Q®

Airtraq®

Indicações

Método de inserção

Referências bibliográficas

Introdução

Os dispositivos supraglóticos (SGA) revolucionaram a prática anestésica com sua utilidade e excelente alternativa à ventilação sob máscara e intubação traqueal, para resgate e via aérea difícil.

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3. Avaliação das vias aéreas

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3

Avaliação das vias aéreas

Anna Clara Cybele Heliodora Coelho Cunha

Michael Do Myung Chang

Estrutura dos tópicos

Introdução

Definições

Avaliação pré-anestésica

Anamnese

Testes e medidas preditoras de via aérea difícil

Classificação de Mallampati

Classificação de Cormack-Lehane

Distância tireomentoniana

Distância hiomentoniana

Distância esternomentoniana

Mobilidade cervical e abertura oral

Peso

Escalas de avaliação da via aérea

Risco de Wilson

Escala LEMON

Recomendações da American Society of

Anesthesiologists (ASA)

Dificuldade de ventilação sob máscara facial

Métodos de imagem no diagnóstico de via aérea difícil

Considerações finais

Referências bibliográficas

Introdução

O manejo da via aérea é essencial para diversas especialidades médicas. A manutenção de uma via aérea patente é essencial para a adequada manutenção da oxigenação e da ventilação. A inabilidade de estabelecer um adequado acesso à via aérea é um momento crítico, em que dificuldades inesperadas podem resultar em eventos adversos, ou seja, injúrias não intencionais, decorrentes do cuidado prestado ao paciente, não relacionadas à doença de base1.

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8. Confirmação da intubação traqueal

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8

Confirmação da intubação traqueal

Daniel Brainer Caetano

Flavio Humberto de Sousa Neves

Estrutura dos tópicos

Exame físico

Método auscultatório

Métodos táteis

Métodos visuais

Oximetria de pulso

Radiografia de tórax

Detecção de dióxido de carbono

Dispositivos de sucção

Transmissão de luz

Uso de pressões do cuff

Método de impedância

Método ultrassonográfico

Referências bibliográficas

A colocação de tubo endotraqueal (TET) é o principal método de proteção e controle das vias aéreas em pacientes críticos, sendo a verificação de seu correto posicionamento de vital importância. A intubação incorreta não reconhecida pode ser fatal e causar danos aos mais variados sistemas, principalmente ao sistema nervoso central

(SNC)1. Além disso, a capacidade do médico de certificar a posição inadequada do

TET irá acelerar o diagnóstico da causa da hipoxemia e a realização da intervenção mais apropriada2. É importante lembrar que a intubação incorreta é a causa mais comum de morbimortalidade relacionada à anestesia3.

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Bruno Gualano (5)
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5. Suplementação de creatina: considerações sobre o presente e perspectivas para o futuro

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5

Suplementação de creatina: considerações sobre o presente e perspectivas para o futuro

Bruno Gualano

Antonio Herbert Lancha Jr.

Nos capítulos anteriores, os autores deste livro apresentaram evidências de que a suplementação de creatina poderia exercer papel ergogênico e terapêutico em condições e populações específicas. Contudo, há um imenso caminho a se galgar até que, enfim, entendamos por completo a ação e os mecanismos desse nutriente no esporte e na saúde. A seguir, discorreremos sobre as lacunas existentes na literatura, com especial destaque ao

“que há por vir” nesse fértil campo de investigação.

APLICAÇÃO DA SUPLEMENTAÇÃO DE CREATINA NO ESPORTE: DOS

LABORATÓRIOS AO “MUNDO REAL”

Embora muitos estudos bem controlados, corroborados por duas metanálises, deem suporte ao papel ergogênico da suplementação de creatina em atividades de alta intensidade, há um

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Suplementação de creatina: efeitos ergogênicos, terapêuticos e adversos

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1. Introdução à creatina e a sua suplementação

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Introdução à creatina e a sua suplementação

Guilherme Giannini Artioli

Humberto Nicastro

Christiano Robles Rodrigues Alves

A CREATINA E SUAS INÚMERAS FUNÇÕES NO SISTEMA CREATINA/

ATP/CK

A creatina (ácido α-metil-guanidinoacético) é uma amina de ocorrência natural descoberta há mais de 170 anos pelo pesquisador francês Michel Eugene Chevreul 22. Ela faz parte da família dos fosfagênios guanidinos, encontrados exclusivamente em células eucarióticas. No organismo humano, ela é encontrada nas formas livre (60 a 70%) ou fosforilada (30 a

40%), e mais de 90% de sua quantidade total é armazenada no músculo esquelético. A Figura 1.1 demonstra a forma química de ambas: a creatina (forma livre) e a fosforilcreatina (forma fosforilada). Ela pode ser sintetizada endogenamente ou obtida por meio de dieta 24,47.

2

Suplementação de creatina: efeitos ergogênicos, terapêuticos e adversos

Creatina

O

H3C

Fosforilcreatina

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2. Efeitos ergogênicos da suplementação de creatina

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Efeitos ergogênicos da suplementação de creatina

Vítor de Salles Painelli

Bruno Gualano

Serena Menegassi del Favero

Fabiana Braga Benatti

Hamilton Roschel

INTRODUÇÃO

O sistema ATP-CP é uma fonte significativa de fornecimento de energia para o processo de contração muscular, sobretudo no que diz respeito às contrações musculares de alta intensidade68.

Dessa forma, um aumento das reservas de creatina (Cr) e fosforilcreatina (PCr) poderia, teoricamente, ocasionar um aumento da capacidade de fornecimento de energia desse sistema, prolongando a capacidade de produção de trabalho pelo músculo esquelético e, consequentemente, retardando o início da fadiga muscular.

A demonstração de que a suplementação de Cr é um meio eficaz para aumentar os níveis musculares de Cr e PCr33,37 incitou uma série de investigações sobre os efeitos desta estratégia nutricional sobre o desempenho físico e esportivo. Os

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Suplementação de creatina: efeitos ergogênicos, terapêuticos e adversos

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3. Efeitos terapêuticos da suplementação de creatina

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Efeitos terapêuticos da suplementação de creatina

Marina Solis

Ana Paula Tanaka Hayashi

Bianca Moreno

Igor Hisashi Murai

Patrícia Campos-Ferraz

André dos Santos Costa

Bruno Gualano

INTRODUÇÃO

A creatina (Cr), conforme discutido nos capítulos anteriores, é responsável pela rápida provisão de energia em várias células do nosso organismo, tais como musculares, cardíacas, renais e neurais161-162. A Cr é capaz de doar um grupo N-fosforil da molécula de fosforilcreatina (PCr) para o ADP, regenerando, assim, as concentrações de ATP. Essa reação ocorre por intermédio da enzima creatina quinase (CK), presente em diferentes isoformas nas células de alta demanda energética 51,160,164.

Recentemente, tem havido um crescente interesse na investigação da Cr como ferramenta terapêutica adjuvante em diversas condições, tais como: miopatias, distúrbios osteoarticulares, doenças neurodegenerativas e envelhecimento. Além disso, novos estudos têm demonstrado que a suplementação de

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4. Efeitos adversos da suplementação de creatina

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4

Efeitos adversos da suplementação de creatina

Rebeca Lugaresi

André dos Santos Costa

Carlos Alberto Abujabra Merege Filho

Willian das Neves

Patrícia Campos-Ferraz

Bruno Gualano

Renato Tavares dos Santos Pereira

Guilherme Giannini Artioli

INTRODUÇÃO

O termo efeito adverso (ou efeito não desejado), no âmbito da farmacologia, relaciona-se ao termo reação adversa ao medicamento (RAM) que significa, segundo a Anvisa1, “qualquer resposta a um medicamento que seja prejudicial, não intencional, e que ocorra em doses normalmente utilizadas em seres humanos para profilaxia, diagnóstico e tratamento de doenças, ou para a modificação de uma função fisiológica”. Tal definição equipara-se plenamente à definição elaborada pela Organização Mundial da Saúde65.

Assim, devemos observar a ocorrência de efeitos adversos da suplementação de creatina à luz das doses já consagradas na literatura, capazes de promover efeitos relacionados à melhora de rendimento físico e também relacionados a efeitos terapêu-

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