Adalbert I Kapandji (56)
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Medium 9788520435243

54. O lugar da vida no mundo físico

Adalbert I. Kapandji Editora Manole PDF Criptografado

54

O lugar da vida no mundo físico

A vida em seu conjunto é um sistema que se opõe ao mundo físico e não orgânico em que ela se desenvolve. Para compreender essa questão, é preciso voltar ao segundo princípio da termodinâmica enunciado por Sadi

Carnot em 1824. Ele pode ser formulado do seguinte modo: “Todo sistema fechado e isolado, sede de uma agitação aleatória, tende espontaneamente a se homogeneizar de maneira irreversível.” Dizemos então que sua entropia aumenta. Isso significa a igualização dos níveis energéticos e o desaparecimento de toda organização e de toda possibilidade de troca. É equivalente a uma “estabilidade energética irreversível”. Um exemplo pode ser dado ao se derramar um líquido colorido em um copo de água. A entropia do sistema colorido será máxima quando, depois da mistura, a cor do conteúdo se tornar uniforme, e não poderemos jamais retornar ao estado inicial em que os dois líquidos estão separados. Essa tendência ao aumento da entropia condiciona a irreversibilidade do vetor tempo.

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24. As articulações cartilagíneas

Adalbert I. Kapandji Editora Manole PDF Criptografado

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As articulações cartilagíneas

A sínfise púbica (Fig. 24.1) foi estudada no capítulo sobre os diferentes tipos de articulações.

Seu papel durante a marcha e, sobretudo, durante o parto será novamente destacado quando estudarmos o cíngulo do membro inferior, no Capítulo 39.

O disco intervertebral (Fig. 24.2) possui uma estrutura binária totalmente original. Ele garante a ligação entre os corpos de duas vértebras adjacentes, e seu papel, portanto, é duplo, como articulação e como amortecedor, pois ele trabalha sob compressão. Ele fica situado entre duas faces intervertebrais, planas ou muito ligeiramente côncavas, ou seja, a superfície inferior da vértebra de cima e a superfície superior da vértebra de baixo. Essas superfícies são recobertas por cartilagem no centro e, na periferia, apresentam um rebordo ósseo chamado de filete marginal.

O disco propriamente dito é constituído de uma parte periférica, o anel fibroso, e de uma parte central, o núcleo pulposo (Fig. 24.3).

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55. A vida no universo

Adalbert I. Kapandji Editora Manole PDF Criptografado

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A vida no universo

Como a biomecânica é a mecânica dos seres vivos, o leitor tem o direito de perguntar sobre a “origem da vida no universo”.

Por que e como a vida é possível no universo? Em primeiro lugar, porque nossos átomos nasceram nas galáxias (Fig. 55.1: NGC 3861s); em segundo lugar, porque o planeta Terra, Sol III para os astrônomos, é muito particular no universo.

Para que a vida, como a conhecemos, exista em um planeta, são necessárias condições muito especiais e improváveis:

■■

■■

■■

■■

Inicialmente, é preciso ter um planeta sólido, o que elimina os gigantes gasosos, como Júpiter ou

Saturno.

Em seguida, é necessário que a distância em relação à sua estrela esteja dentro de certos limites: perto demais, a temperatura é elevada demais; longe demais, o clima é glacial.

Deve haver água em estado líquido, e é por isso que as condições de temperatura são tão importantes. Mas a água, H2O, é um composto químico relativamente raro no universo. A pesquisa de água em

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9. O protótipo dos vertebrados

Adalbert I. Kapandji Editora Manole PDF Criptografado

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O protótipo dos vertebrados

Todos os vertebrados que habitam o mar, a terra e o ar são estruturados segundo o mesmo protótipo, que deriva, por sua vez, dos peixes, já que foi da água que veio a vida.

Com efeito, a grande história dos vertebrados começa no mar, há centenas de milhões de anos, quando as primeiras células autônomas dotadas de vida começaram a sobreviver e se multiplicar nesse meio líquido.

Uma simples ameba (Fig. 9.1) podia se deslocar graças a seus pseudópodes, com os quais ela “se arrastava”, mas que também lhe permitiam englobar suas presas e assimilá-las pelo processo de “fagocitose”.

Mas o paramécio (Fig. 9.2) também podia se deslocar no meio líquido graças a seus cílios vibráteis.

Seguindo o princípio de que a “união faz a força”, as células isoladas logo se agruparam para formar um organismo pluricelular primitivo, a mórula (Fig. 9.3), que permitiu também a especialização. À medida que o conjunto de células se tornou mais pesado, os deslocamentos já não eram possíveis senão com a ajuda das correntes.

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6. Inserção no tempo

Adalbert I. Kapandji Editora Manole PDF Criptografado

6

Inserção no tempo

Todo ser vivo está inserido no tempo: a evolução de cada uma das nossas células é a prova disso. Desde o nascimento até a morte, somos transportados pela

“esteira rolante do tempo” (Fig. 6.1).

Nós somos, portanto, seres quadridimensionais: três dimensões espaciais e uma temporal. Einstein nos explicou como essa concepção liga de modo absoluto o espaço e o tempo no Universo. De fato, não é possível haver movimento sem tempo. O tempo é o movimento e é também a vida!

Somos seres quadridimensionais e podemos nos imaginar como grandes serpentes que se ondulam e se agitam no espaço-tempo (a forma alongada representaria nosso estiramento na dimensão temporal), do princípio ao fim, e, em cada momento da nossa existência, somos um corte tridimensional do nosso ser quadridimensional. Essa imagem de ficção científica nos permi-

te compreender em que ponto estamos subordinados ao tempo, nosso bem mais precioso, que não se pode vender nem comprar. Por outro lado, ele pode nos ser roubado ou podemos gastá-lo com futilidades. Não nos esqueçamos de que, na mitologia grega, Cronos, pai de todos os deuses, devorava seus filhos. Algumas pessoas acham que o tempo não é uma dimensão, mas, na verdade, nosso universo não poderia existir sem o tempo, indispensável para que haja movimento e evolução, e mesmo para que exista a história. Aqueles que se dedicam a “matar o tempo” não se dão conta de que é o tempo que os está matando!

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Auler Jr Jos Ot Vio Costa Chao Lung Wen Irimar De Paula Posso Joaquim Edson Vieira Marcelo Lu S Abramides Torres Maria Jos Carvalho Carmona Tatiana Barbosa Kronemberger (28)
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Medium 9788520433959

21. Acesso à via aérea no obeso

Auler Jr., José Otávio Costa, Chao Lung Wen, Irimar de Paula Posso, Joaquim Edson Vieira, Marcelo Luís Abramides Torres, Maria José Carvalho Carmona, Tatiana Barbosa Kronemberger Editora Manole PDF Criptografado

21

Acesso à via aérea no obeso

Edelvan Gabana

Célio Gomes de Amorim

Maria José Carvalho Carmona

Estrutura dos tópicos

Introdução

Obesidade e suas comorbidades

Obesidade e o sistema cardiovascular

Obesidade e o sistema respiratório

Obesidade e apneia obstrutiva do sono

Acesso à via aérea

Posicionamento

Pré-oxigenação e indução da hipnose

Laringoscopia e intubação orotraqueal

Uso de dispositivos supraglóticos no obeso

Ventilação do obeso durante o ato cirúrgico

Considerações finais

Referências bibliográficas

Introdução

Embora haja uma natureza complexa na definição de sobrepeso/obesidade, não caracterizada exclusivamente pelo acúmulo celular de gordura, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), esde diagnóstico ocorre a partir da observação do

índice de massa corpórea (IMC), obtido pela relação da massa (m) dividida pela altura

(h) elevada à segunda potência (m/h2)1. Assim, indivíduos que apresentem IMC de 2530 kg/m2 têm sobrepeso, aqueles com IMC ≥ 30 kg/m2 são considerados obesos e aqueles com valor superior a 40 kg/m2, obesos mórbidos2. No entanto, a utilização desse parâmetro é apenas o ponto de partida para um raciocínio clínico que vai desde a análise da compleição física orofacial e da coluna cervicotorácica às alterações concomitantes, que devem ser levadas em consideração na manipulação da via aérea desses pacientes.

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7. Oxigenoterapia suplementar

Auler Jr., José Otávio Costa, Chao Lung Wen, Irimar de Paula Posso, Joaquim Edson Vieira, Marcelo Luís Abramides Torres, Maria José Carvalho Carmona, Tatiana Barbosa Kronemberger Editora Manole PDF Criptografado

7

Oxigenoterapia suplementar

Eduardo Ferracioli Oda

Célio Gomes de Amorim

Maria José Carvalho Carmona

Estrutura dos tópicos

Introdução

Fisiologia do transporte de oxigênio

Pressão parcial e difusão do oxigênio

Ventilação alveolar

Transporte de oxigênio

Hemoglobina e o transporte de oxigênio

Por que administrar O2 suplementar?

Administração de oxigênio suplementar a crianças e adultos

Umidificação do oxigênio administrado

Referências bibliográficas

Introdução

Oxigenoterapia suplementar deve ser administrada sempre que ocorrem sinais clínicos de hipoxemia ou queda significativa na saturação periférica de oxigênio (SpO2), medida pela oximetria de pulso1,2. Essa indicação ocorre em razão do risco de comprometimento da oferta de O2 aos tecidos, que pode levar à hipóxia3. Níveis inferiores a 92% sugerem algum grau de hipóxia tecidual, sendo que valores abaixo de 90% indicam que está havendo queda acentuada da pressão parcial capilar de O2 (PaO2)3.

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9. Dispositivos supraglóticos

Auler Jr., José Otávio Costa, Chao Lung Wen, Irimar de Paula Posso, Joaquim Edson Vieira, Marcelo Luís Abramides Torres, Maria José Carvalho Carmona, Tatiana Barbosa Kronemberger Editora Manole PDF Criptografado

9

Dispositivos supraglóticos

Anna Clara Cybele Heliodora Coelho Cunha

Iracy Silvia Corrêa Soares

Estrutura dos tópicos

Introdução

Máscara laríngea

Técnica de inserção

Dificuldades com a inserção e o posicionamento

Retirada da máscara laríngea

Contraindicações

Complicações

Fastrach® (LMA Fastrach® ou máscara laríngea para intubação traqueal)

Método de inserção

Contraindicações

Máscara laríngea Supreme®

Método de inserção

LMA ProSeal®

I-gel®

Componentes do I-gel®

Contraindicações

Método de inserção

Complicações

Tubo laríngeo

Método de inserção

Combitubo

Definição

Indicações

Contraindicações

Complicações

Máscara laríngea Air-Q®

Airtraq®

Indicações

Método de inserção

Referências bibliográficas

Introdução

Os dispositivos supraglóticos (SGA) revolucionaram a prática anestésica com sua utilidade e excelente alternativa à ventilação sob máscara e intubação traqueal, para resgate e via aérea difícil.

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12. Sonda trocadora e estiletes flexíveis

Auler Jr., José Otávio Costa, Chao Lung Wen, Irimar de Paula Posso, Joaquim Edson Vieira, Marcelo Luís Abramides Torres, Maria José Carvalho Carmona, Tatiana Barbosa Kronemberger Editora Manole PDF Criptografado

12

Sonda trocadora e estiletes flexíveis

Helcio Jangue Ribeiro

Leandro Utino Taniguchi

Estrutura dos tópicos

Introdução

Sonda trocadora

Indicações

Técnica de troca de cânula com uso da sonda trocadora

Complicações

Estiletes flexíveis

Indicações

Técnica

Complicações

Considerações finais

Referências bibliográficas

Introdução

Quando falamos em manejo de vias aéreas devemos ter em mente que, mesmo quando a avaliação pré-anestésica é adequada, podemos nos deparar com uma via aérea difícil. O anestesista ou o profissional responsável pelo procedimento deve estar capacitado a reconhecer e abordar uma via aérea difícil não prevista. Essa é uma situação potencialmente letal que aumenta de forma significativa a morbi-mortalidade do procedimento.

Neste capítulo falaremos sobre dois equipamentos que podem auxiliar no manejo de via aérea difícil e sobre suas aplicações e possíveis complicações: a sonda trocadora e os estiletes flexíveis.

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Medium 9788520433959

24. Intubação no paciente com risco de broncoaspiração

Auler Jr., José Otávio Costa, Chao Lung Wen, Irimar de Paula Posso, Joaquim Edson Vieira, Marcelo Luís Abramides Torres, Maria José Carvalho Carmona, Tatiana Barbosa Kronemberger Editora Manole PDF Criptografado

24

Intubação no paciente com risco de broncoaspiração

Raphael Matheus de Souza Makiyama Lopes

João Alexandre Dias e Santos

Estrutura dos tópicos

Introdução

Síndrome de Mendelson

Anatomofisiologia

Esfíncter inferior do esôfago

Esfíncter superior do esôfago

Vias aéreas

Prevenção da broncoaspiração

Preparo inicial do paciente para a intubação orotraqueal com risco de broncoaspiração

Intubação orotraqueal com o paciente acordado

Sedação consciente

Anestesia tópica

Sequência rápida de intubação

Proteção e posicionamento

Considerações finais

Referências bibliográficas

INTRODUÇÃO

O anseio para acessar a via aérea tomou vulto em 1854. Nesse ano, o professor espanhol Manuel Garcia foi o primeiro a visualizar sua própria laringe utilizando um espelho de dente e um segundo espelho que refletia a luz do sol. Em 1857, Ludwig Turk, professor de laringologia de Viena, decidiu utilizar o espelho de Garcia para examinar seus pacientes, porém suas tentativas não foram bem sucedidas. Johann Nepomuk

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Ballone Geraldo Jos (12)
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Medium 9788520430026

Ciúme na separação

BALLONE, Geraldo José Editora Manole PDF Criptografado

Ciúme na separação

Quem foi deixado tem um tipo de sentimento, e quem deixou tem outro. A frustração inicial de quem foi deixado é tão forte e traumática que parece não sobrar espaço para o ciúme típico e normal. Por algum tempo as emoções e os sentimentos entorpecem e sufocam totalmente a razão.

Quando se confirma uma separação, por motivo de traição ou não, quando o fim do relacionamento foi desejo e iniciativa de apenas uma pessoa, o sentimento que isso desperta na pessoa deixada não será mais o mesmo sentimento de ciúme que girava em torno de devaneios e suposições.

No ciúme verdadeiro há medo de deixar de significar um objeto exclusivo para a pessoa amada, medo de deixar de ser fortemente desejado e capaz de prender totalmente a atenção do outro. Nos casos concretos de traição ou de iniciativa para separação, a pessoa ferida não tem mais medo, não tem mais suspeita de perder a condição especial. De fato, ela sabe que já não é mais importante para a pessoa amada.

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Medium 9788520430026

Ciúme patológico

BALLONE, Geraldo José Editora Manole PDF Criptografado

Ciúme patológico

A expressão ciúme patológico significa ciúme doentio. Na realidade, o ciúme patológico é, na maioria das vezes, mais um sintoma de alguma outra patologia psíquica do que uma doença em si. O ciúme exagerado, descrito anteriormente, é apenas um ciúme não normal, enquanto o ciúme patológico representa, como o próprio nome diz, uma patologia.

O ciúme patológico em sua forma mais grave também é conhecido como síndrome de Otelo, referindo-se à peça Otelo, escrita por

William Shakespeare em 1694, que mostra o lado obscuro desse sentimento capaz de produzir pensamentos irracionais e comportamentos inaceitáveis ou bizarros. A síndrome de Otelo homenageia a obra literária que descreve o homicídio cometido pelo marido que suspeita da traição de sua mulher e seu subsequente suicídio.

Muitos outros autores da literatura universal, entre eles Goethe,

Proust, Dante e Dostoiévski, retrataram em suas obras a angústia desse sentimento que, por vezes, assume um caráter avassalador.

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Medium 9788520430026

Sofrimento no ciúme

BALLONE, Geraldo José Editora Manole PDF Criptografado

Sofrimento no ciúme

O sofrimento produzido pelo ciúme não normal não se restringe apenas a danos psíquicos, angústia, depressão, ansiedade, obsessão etc. Há uma intensa participação de todo o organismo no ciúme em geral e, em particular, durante uma crise aguda de ciúme, tal como ocorre durante os episódios de estresse agudo. A onda de sentimento disparada pelo gatilho de ciúme terá efeito sobre o chamado sistema límbico do cérebro, liberando catecolaminas*, que geram uma rápida reação orgânica vigorosa.

Buss et al.8 mediram a atividade do sistema nervoso autônomo de universitários em situações imaginárias de infidelidade. A frequência cardíaca e a sudorese mostraram-se aumentadas quando imaginavam suas parceiras tendo relações sexuais com outras pessoas. Nessa mesma pesquisa, as mulheres ficaram mais perturbadas ao imaginar o parceiro apaixonado por outra mulher. Isso confirma a hipótese de que o ciúme masculino tem uma conotação predominantemente sexual e o ciúme feminino, sentimental.

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Medium 9788520430026

A pessoa é ciumenta ou fica ciumenta?

BALLONE, Geraldo José Editora Manole PDF Criptografado

A pessoa é ciumenta ou fica ciumenta?

A questão da origem do ciúme patológico é constantemente referida nos consultórios de saúde mental: “Doutor, por que esse ciúme todo?”. Essa pergunta curta implica considerações mais complexas do que este livro pode oferecer. O que está em jogo é saber se a pessoa é ciumenta desde sempre ou se ela ficou ciumenta a partir de algum momento de sua vida.

Essa dúvida não pode ser resolvida por meio de apenas duas alternativas (o ciúme não normal foi adquirido ou é inato?). A situação parece ser mais complexa. Rodrigues, Assmar e Jablonski, citados por Thiago de Almeida3, consideram as condições necessárias para o aparecimento de ciúme não normal agrupadas em três tipos de fatores. Esse agrupamento é meramente acadêmico e, na maioria das vezes, o mesmo caso envolve mais de um tipo de fator.

A seguir, são referidos os três grupos adaptados de Rodrigues,

Assmar e Jablonski.

Causas pessoais

O mais correto seria chamar esse grupo de causas de personalidade. As características ou traços de personalidade de cada uma das pessoas influi na relação. A maneira como a pessoa se relaciona com a realidade é determinada por seus traços de personalidade, os quais definem sua sensibilidade, tonalidade afetiva, relacionamento com o outro e assim por diante.

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Medium 9788520430026

Codependência – Se a relação está ruim, por que não se separam?

BALLONE, Geraldo José Editora Manole PDF Criptografado

Codependência

Se a relação está ruim, por que não se separam?

Algumas pessoas que sofrem com o ciúme de outra se queixam da situação de constrangimento ou mesmo sofrimento que lhes é imposta, e só não se queixam mais porque receiam a pergunta óbvia:

“Então, por que não se separa?”. A situação não é assim tão simples.

O amor, entre tantas características curiosas, exige uma espécie de rendição ao outro. Entretanto, essa rendição não deve ser compreendida como privação imposta da liberdade, já que a convivência com o outro deve ser espontânea, e ambas as pessoas escolhem livremente estar juntas e se renderem reciprocamente.

O amor sadio não produz um cárcere da posse. Ele deve ser, sobretudo, compreensivo e generoso. O amor patológico, entretanto, apoia-se na obsessão, no desejo de controlar, possuir, manipular e, invariavelmente, é acompanhado de ciúme patológico. As características do amor patológico são tão diferentes das do amor sadio que seria preferível chamar este último de amor verdadeiro e o outro de falso-amor, uma vez que, por meio do domínio, ele deixa de reconhecer o outro como pessoa livre e senhora de seus sentimentos.

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Bruno Adler Maccagnan Pinheiro Besen Antonio Paulo Nassar Junior Luciano C Sar Pontes De Azevedo (45)
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Medium 9788520456033

8. Sepse e choque séptico

Bruno Adler Maccagnan Pinheiro Besen; Antonio Paulo Nassar Junior; Luciano César Pontes de Azevedo Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO 8

Sepse e choque séptico

Luciano César Pontes de Azevedo

MENSAGENS RELEVANTES

��A

sepse associa-se com 30% de prevalência e 55% de mortalidade em pacientes admitidos em UTI brasileiras.

��A nova definição de sepse inclui critérios para avaliar disfunção orgânica e gravidade dos pacientes.

��O choque séptico se define como hipotensão e hiperlactatemia persistentes a despeito de reposição volêmica adequada.

��A identificação precoce dos pacientes sépticos é fundamental para prevenção da morbidade e mortalidade elevadas.

��A terapia antimicrobiana dentro da primeira hora de reconhecimento da sepse é o aspecto mais importante do tratamento.

��Pacientes sépticos com hipotensão ou hiperlactatemia devem receber reposição volêmica com 30 mL/kg de solução cristaloide.

��A droga vasoativa de primeira escolha para tratamento da hipotensão relacionada à sepse

é a noradrenalina.

��A manutenção das terapias de suporte nos pacientes sépticos é importante para avaliar a resposta do paciente ao tratamento inicial da infecção.

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Medium 9788520456033

4. Insuficiência cardíaca aguda

Bruno Adler Maccagnan Pinheiro Besen; Antonio Paulo Nassar Junior; Luciano César Pontes de Azevedo Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO 4

Insuficiência cardíaca aguda

José Mauro da Fonseca Pestana Ribeiro

Marcelo Park

MENSAGENS RELEVANTES

� Insuficiência

cardíaca (IC) aguda é causa frequente de procura ao pronto-socorro e hospitalização. Está associada a elevada incidência de desfechos desfavoráveis e alto custo ao serviço de saúde.

� O diagnóstico é clínico e baseia-se na evidência de disfunção cardíaca, associada a sinais e sintomas compatíveis.

� Mesmo em casos de choque cardiogênico, medidas hemodinâmicas invasivas podem ser substituídas por avaliação clínica e monitorização não invasiva à beira do leito com ultrassonografia e eletrocardiograma “point of care” para a maior parte dos pacientes.

� Diversas formas de classificação foram propostas, sendo as mais relevantes para o manejo clínico a classificação quanto à ausência ou presença de disfunção cardíaca prévia e a determinação do perfil hemodinâmico (congestão e perfusão) e da pressão arterial.

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Medium 9788520456033

15. Acidente vascular cerebral isquêmico

Bruno Adler Maccagnan Pinheiro Besen; Antonio Paulo Nassar Junior; Luciano César Pontes de Azevedo Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO 15

Acidente vascular cerebral isquêmico

Fábio Holanda Lacerda

Rogério Zigaib

MENSAGENS RELEVANTES

��O

acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi) é uma das patologias com maior morbidade e mortalidade mundial, em que o tempo é um dos principais determinantes do desfecho.

��As principais causas de AVCi são aterosclerose e êmbolos provenientes do coração.

��Na suspeita de AVCi são necessárias a estabilização rápida do paciente e a obtenção de um exame de neuroimagem.

��A terapia de reperfusão é o objetivo do tratamento e deve ser realizada em até 4,5 horas do início dos sintomas.

��A terapia de reperfusão endovascular é segura e eficaz em reduzir mortalidade e sequelas e deve ser usada em centros com essa expertise.

INTRODUÇÃO

�� O

acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi) é uma das maiores causas de perda de funcionalidade e de óbito nos Estados Unidos. Também possui grande importância nacional. No Brasil foram mais de 100 mil mortes por doenças cerebrovasculares em 2015, a maior parte por eventos isquêmicos.

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24. Terapia nutricional enteral

Bruno Adler Maccagnan Pinheiro Besen; Antonio Paulo Nassar Junior; Luciano César Pontes de Azevedo Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO 24

Terapia nutricional enteral

Bianca Ramos Ferronatto

Liane Brescovici Nunes de Matos

MENSAGENS RELEVANTES

��Avaliar

risco nutricional do paciente na admissão na unidade de terapia intensiva (UTI). meta calórica (25-30 kcal/kg/dia) e proteica (1,2-2 g/kg/dia) dos pacientes.

��O tempo para início da nutrição enteral quando indicada é de 24 a 48 horas.

��Progredir a dieta e atingir a meta calórica em 48 a 72 horas conforme tolerância do paciente.

��Evitar a suspensão inadequada da dieta enteral e minimizar o tempo de jejum para procedimentos e cirurgias.

��Garantir a segurança do paciente na administração da dieta.

��Reabilitação oral sempre que possível.

��Calcular

INTRODUÇÃO

�� O

paciente crítico está frequentemente desnutrido dentro das unidades de terapia intensiva (UTI), como consequência da gravidade da doença, intolerância gastrointestinal e desbalanço entre oferta e consumo energético.

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Medium 9788520456033

22. Doenças neuromusculares

Bruno Adler Maccagnan Pinheiro Besen; Antonio Paulo Nassar Junior; Luciano César Pontes de Azevedo Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO 22

Doenças neuromusculares

Roberta Muriel Longo Roepke

Pedro Vitale Mendes

MENSAGENS RELEVANTES

��Fraqueza neuromuscular é causa frequente de admissão na UTI e complicação da doença crítica.

��Avaliação

objetiva da força muscular dos membros e da musculatura respiratória é útil no diagnóstico e seguimento desses pacientes.

��O diagnóstico etiológico é principalmente clínico, sendo os exames complementares úteis para excluir outras causas e corroborar a hipótese.

��A insuficiência respiratória é a principal indicação de admissão em UTI nas doenças neuromusculares.

��A necessidade de ventilação mecânica invasiva é comum e a estratégia não invasiva não deve ser usada de rotina em paciente com doença neuromuscular.

��Independentemente do diagnóstico etiológico, esses pacientes comumente têm internação prolongada em UTI, muitos com dependência de ventilação mecânica e sujeitos a diversas complicações da doença crítica.

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Brunoni Decio Perez Ana Beatriz Alvarez (44)
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Medium 9788520422564

10. Síndromes malformativas

BRUNONI, Decio; PEREZ, Ana Beatriz Alvarez Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO

10

Síndromes malformativas

ANA BEATRIZ ALVAREZ PEREZ

N A R A LY G I A D E M A C E N A S O B R E I R A

TA LY TA D E M ATO S C A N Ó

RENATA MOLDENHAUER MINILLO

THAIS ARBOCESE ZANOLLA

DEFINIÇÃO

Síndrome significa um grupo de características observadas em conjunto, em uma série de indivíduos, com uma etiologia específica comum. Várias síndromes dismórficas estão descritas em capítulos individuais deste livro e podem ser localizadas no índice geral.

Neste capítulo, serão conceituados apenas alguns dos grupos etiológicos que estão se tornando cada vez mais definidos. O estabelecimento de um diagnóstico definitivo em uma criança sindrômica é importante para orientar uma conduta clínica apropriada e atender às finalidades do aconselhamento genético.

CONSIDERAÇÕES GERAIS

A genética médica é uma especialidade que está totalmente absorvida pela dismorfologia, uma disciplina delineada por doenças que afetam o desenvolvimento físico de um indivíduo antes e depois do nascimento e que inclui o reconhecimento de características físicas e o modo de herança nos pacientes que apresentam uma variedade de problemas.

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Medium 9788520422564

19. Dificuldades de aprendizagem

BRUNONI, Decio; PEREZ, Ana Beatriz Alvarez Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO

19

Dificuldades de aprendizagem

ANA LUIZA PILLA LUCE

LEILA RAQUEL RUSSOWSKY BRUNONI

CLAUDIA BERLIM DE MELLO

INTRODUÇÃO

A aprendizagem é o processo pelo qual os indivíduos adquirem novos conhecimentos, desenvolvem competências e mudam seu comportamento após expostos a novas experiências. É influenciada por fatores socioeconômicos, ambientais, nutricionais, biológicos, culturais, étnicos e pedagógicos. É um processo dinâmico que provoca uma transformação qualitativa e permanente no cérebro. Há aprendizados que são inatos, como andar e falar; outros, como a aprendizagem da leitura e da escrita, exigem a interação de muitas habilidades e mobilização de estratégias individuais que envolvem funções neuropsicológicas, como memória, atenção, consciência fonológica, funções visuoperceptivas e um bom domínio da linguagem oral. Por isso, é frequente que a dificuldade de aprendizagem seja percebida no momento de ingresso da criança na escola formal.

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42. Neuroimagem

BRUNONI, Decio; PEREZ, Ana Beatriz Alvarez Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO

42

Neuroimagem

MARIA LUCIA BORRI

ANGELA MARIA BORRI WOLOSKER

INTRODUÇÃO

Por meio dos exames de neuroimagem, é possível evidenciar alterações da mielinização, malformações e as decorrentes de doenças metabólicas. Neste capítulo, será mostrada uma série de condições desses três grupos e as técnicas de imagem para evidenciá-las.

A preocupação principal é a de apontar as imagens obtidas tanto em defeitos isolados do sistema nervoso central como em quadros sindrômicos, alguns com diagnóstico específico. Outras informações sobre essas doenças, como o quadro clínico e os modelos genéticos envolvidos, não estão ao alcance deste capítulo e podem ser facilmente encontrados nas referências recomendadas.

Algumas siglas usadas no texto são descritas ao final do capítulo.

IMAGENS CARACTERÍSTICAS EM DIVERSAS ALTERAÇÕES CEREBRAIS

Malformações cerebrais

Os processos malformativos são comumente designados como dismorfismos ou disgenias. A parte conceitual e as inúmeras situações clínicas nas quais aparecem são encontradas em diversos outros capítulos deste livro.

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39. Métodos de análise dos ácidos nucleicos: exames de DNA e RNA

BRUNONI, Decio; PEREZ, Ana Beatriz Alvarez Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO

39

Métodos de análise dos

ácidos nucleicos: exames de DNA e RNA

JANETE MARIA CERUTTI

E D N A S A D AYO M I A Z ATO I WA M U R A

FLÁVIA R. M. LATINI

GISELE OLER

INTRODUÇÃO

A caracterização das mutações que promovem as doenças genéticas é um dos grandes objetivos da genética médica. A identificação dessas mutações permitirá o diagnóstico preciso, a determinação do prognóstico, o tratamento adequado e o aconselhamento genético.

Em decorrência da necessidade do desenvolvimento de tecnologias para execução do projeto genoma humano (PGH), houve uma explosão de metodologias disponíveis para análise de ácidos nucleicos. Atualmente, a disponibilidade de inúmeras ferramentas

(moleculares e de bioinformática) possibilita desde a investigação de pequenas alterações do DNA ou do RNA até a análise em larga escala (high through put) do genoma (DNA) ou do transcriptoma de um indivíduo (RNA). De fato, em 2008, mais de 79 mil mutações, identificadas em 3 mil genes, foram catalogadas pelo The human gene mutation database (HGMD) (http://www.hgmd.cf.ac.uk/ac).

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Medium 9788520422564

32. Triagem neonatal

BRUNONI, Decio; PEREZ, Ana Beatriz Alvarez Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO

32

Triagem neonatal

HELENA MARIA GUIMARÃES PIMENTEL DOS SANTOS

TATIANA REGIA SUZANA AMORIM BOA SORTE

PAULA REGLA VARGAS

TANIA MARINI DE CARVALHO

INTRODUÇÃO

A triagem neonatal (TN) é reconhecida internacionalmente como um procedimento essencial à saúde; uma verdadeira ação preventiva de saúde pública que identifica precocemente distúrbios em recém-nascidos que, se não tratados, podem deixar com sérias sequelas. A detecção, o diagnóstico e o tratamento precoces de certas doenças genéticas, metabólicas e/ou infecciosas podem reduzir significativamente a mortalidade e as incapacidades associadas a essas doenças.

Os testes de TN não são, por si só, diagnósticos, eles necessitam de confirmação.

Objetivamente, são testes capazes de estratificar a população-alvo (os recém-nascidos aparentemente normais) em 2 grupos: os recém-nascidos que provavelmente têm determinada doença; e os que provavelmente não a têm.

Os programas de TN iniciaram-se nos Estados Unidos com o trabalho de Robert

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