Victor Andrade De Melo (6)
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Capítulo 6 - Lazer: o campo acadêmico

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capítulo 6

lazer: o campo acadêmico

Para concluir o livro, apresentamos um panorama da organização do campo acadêmico do lazer. Por se tratar de um tema multidisciplinar, perceberá o leitor que tentamos apresentar, dentro do possível, iniciativas de diferentes áreas de conhecimento, embora a maioria, em razão da trajetória histórica, ainda seja ligada à Educação Física e, mais recentemente, ao Turismo.

Como não seria possível apresentar a totalidade das iniciativas, assim optamos por apresentar aquelas mais reconhecidas, acessíveis e consolidadas. O fato de um grupo de pesquisa, periódico ou qualquer outra coisa não ter sido citado não significa que o julgamos de menor importância. Simplesmente, por questão de espaço, optamos por estabelecer uma seleção segundo os critérios mencionados anteriormente.

Grupos de pesquisa

No que se refere aos grupos de pesquisa, na primeira edição deste livro, usamos os dados do censo realizado pelo Conselho Nacional de

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Capítulo 2 - Lazer: conceitos

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capítulo 2

Lazer: conceitos

Vai começar a brincadeira!

Como vimos no capítulo anterior, em diferentes momentos da história configurou-se um significado específico para o ato de se divertir e de buscar a diversão, embora existam regularidades que devam ser observadas, em particular no âmbito da sociedade ocidental. A procura de atividades prazerosas, para além do mundo do trabalho, sempre foi algo importante para os seres humanos, ainda que não tenha sido incomum a construção de um imaginário que relacionasse essas práticas a algo pernicioso, de menor valia.

Como profissionais de lazer, é com seriedade que devemos encarar esse fenômeno social, percebendo que, no campo da cultura, é possível encontrar parâmetros conceituais que nos apontem caminhos para trabalharmos com mais eficácia, eficiência e efetividade.

Para que servem os conceitos? Todo ser humano, mesmo que não se dê conta do fato no seu cotidiano, baliza sua vida em sociedade por conceitos engendrados no âmbito do cenário em que vive. Por certo, se os compreendermos melhor, podemos encaminhar nossas ações de forma mais clara e consciente. Por exemplo, se eu entender melhor os conceitos que adoto para construir uma relação familiar, posso identificar os problemas dessa construção, refletir sobre até que ponto ela está submetida a influências externas que não são motivo de felicidade para mim e, a partir daí, reorientar meus princípios, tentando descobrir formas de relacionamento mais satisfatórias.

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Capítulo 4 - A animação cultural

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capítulo 4

a animação cultural

O que os grandes empresários dizem contra os agitadores é a mais pura verdade: são um grupo de pessoas intrometidas e perturbadoras que se dirigem às camadas perfeitamente contentes da comunidade e espalham em seu seio as sementes do descontentamento. Eis a razão pela qual os agitadores são absolutamente necessários. Sem eles, no estado de imperfeição em que nos encontramos, não haveria avanço na civilização.

A alma do homem sob o socialismo (1891), de Oscar Wilde

Lazer e educação: há sentido nessa conjunção?

A esta altura, o leitor já deve ter identificado que os momentos de lazer não podem ser compreendidos como instantes de fuga, desconectados da realidade social, o que não significa que devamos desconsiderar a busca do prazer como uma das características fundamentais.

Até agora, apresentamos algumas especificidades teóricas do assunto e algumas críticas a certos equívocos que se perpetuam em torno da temática. Mas como poderíamos entender mais detalhadamente uma possível contribuição do profissional a partir de uma perspectiva diferenciada? Se considerarmos que a atuação no âmbito do lazer pode contribuir para o questionamento da ordem social, como podemos encaminhar tal intervenção?

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Capítulo 1 - A emergência do lazer

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capítulo 1

a emergência do lazer

Surge o lazer...

Se nos dias de hoje perguntarmos a pessoas dos mais diferentes estratos sociais o que significa lazer, é bem provável que uma grande parte tenha alguma opinião sobre o assunto. A palavra e os diversos sentidos da prática (entre os quais a diversão, o prazer e o descanso) foram se incorporando e tornando-se cada vez mais presentes no cotidiano da população, um indício de uma tendência de sua valorização enquanto dimensão da vida em sociedade.

Em jornais e revistas, constantemente são publicadas discussões sobre o tema, não mais somente como algo “ingênuo”, circunscrito aos cadernos de futilidades. O crescimento da chamada “indústria do lazer e entretenimento”, umas das maiores promessas econômicas da transição dos séculos XX e XXI, o reconhecimento da importância das dimensões culturais como fatores de inclusão social e a compreensão da relação entre a diversão, a saúde e a qualidade de vida trouxeram o assunto para as páginas mais “sérias”, por vezes rodeado de termos técnicos, números, cifras e expectativas utópicas.

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Capítulo 3 - Os interesses culturais

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capítulo 3

Os interesses culturais

As linguagens

No capítulo anterior, identificamos que as atividades de lazer são sempre culturais, compreendidas em seu sentido mais amplo. Isto é, não devemos considerar como cultura somente uma variedade de linguagens/manifestações, mas também um conjunto de valores, normas, hábitos e representações que norteiam a vida em sociedade.

De qualquer forma, quando prepara sua atuação, o profissional de lazer faz uso dessas linguagens/manifestações para compor seu programa. Seria interessante, então, que pudéssemos vislumbrar um panorama geral de tais possibilidades de intervenção. Um quadro classificatório seria muito útil para auxiliar na realização de nossa tarefa.

Uma classificação das atividades de lazer nos é apresentada por

Joffre Dumazedier (1976), que leva em conta o interesse central desencadeado, aquele que motiva o indivíduo a buscar a prática. Considerando essa proposta, poderíamos compor nosso programa tendo em vista as diversas possibilidades de mobilizar essas diferentes escolhas, ampliando e enriquecendo o alcance de nossa atuação.

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Tudor O Bompa Mauro Di Pasquale Lorenzo J Cornacchia (21)
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6. Gorduras boas e ruins

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Capítulo

Gorduras boas e ruins

Os ácidos graxos são classificados em três grupos: saturados, poli-insaturados e monoinsaturados (Fig. 6.1). Ácidos graxos saturados costumam ficar no estado sólido em temperatura ambiente e derivam de fontes animais. A carne e a gordura da manteiga contêm muitos ácidos graxos saturados e são bons exemplos de fontes animais de gordura saturada. Óleos tropicais, como de coco, de sementes e os de palma também contêm gordura saturada, embora não adotem o estado sólido em temperatura ambiente. Eles costumam ser encontrados em alimentos processados. Derivados do leite, como leite desnatado ou com baixo teor de gordura, costumam ter bem menos gordura saturada.

Gorduras e óleos são compostos pela repetição de algumas unidades moleculares. Uma molécula de gordura contém uma única molécula de um álcool chamado glicerol combinada com três moléculas de ácidos graxos. Os ácidos graxos são compostos por cadeias de átomos de carbono e hidrogênio, com um grupo metila (três átomos de hidrogênio e um de carbono) em uma extremidade, cadeias de átomos de carbono e hidrogênio no meio e um grupo carboxila (composto por carbono, oxigênio e hidrogênio) na outra extremidade. Os átomos de hidrogênio estão ligados a cada átomo de carbono, e seus números e posições determinam o grau de saturação do ácido graxo e sua forma.

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10. Exercícios para membros inferiores

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Capítulo

Exercícios para membros inferiores

Este capítulo apresenta exercícios para trabalhar os músculos dos membros inferiores. Quase todos os exercícios foram escolhidos com base nos resultados dos estudos EMG da parte dos membros inferiores. Em cada seção de grupo muscular, os exercícios estão em ordem da maior ativação EMG para a menor.

Consultar as tabelas de ativação da unidade motora no Capítulo 9.

Coxas, quadris e glúteos

Na musculação, as palavras maciçamente esculpidas, talhadas, definidas e distintas descrevem o par perfeito de coxas. Como a base da musculatura humana, as coxas são claramente os mais poderosos músculos do físico.

Agachamentos podem ser excelentes exercícios para fortalecer diversos músculos, ossos, ligamentos e pontos de inserção tendinosa nos membros inferiores. Na verdade, há anos o agachamento tem sido considerado o exercício perfeito para os membros inferiores. Infelizmente, por esse exercício frequentemente causar lesões na coluna lombar e nos joelhos, muitos fisiculturistas profissionais e amadores eliminaram com relutância o agachamento convencional (com a barra olímpica) de suas rotinas de treinamento.

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17. Transição (T)

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Capítulo

Transição (T)

Um plano anual, como sugerido em nossos exemplos, deve terminar com uma fase de transição (T). Depois de muitos meses de treinamento intensivo, os atletas devem dar a seus corpos uma pausa para permitir a recuperação e a regeneração antes de começar um novo ano de treinamento. Além de uma fase de transição de fim de ano, recomendamos empregar um período breve de transição entre cada fase de treinamento diferente.

As seguintes características descrevem o escopo do treinamento T:

• Diminui o volume e a intensidade do treino e facilita a eliminação da fadiga adquirida durante a fase anterior ou o plano anual.

• Repõe as reservas esgotadas de energia.

• Relaxa o corpo e a mente.

Duração

Se a fase T de fim de ano exceder 4 a 6 semanas, os benefícios do treinamento intenso desaparecerão, e o atleta experimentará um efeito de destreinamento. Além disso, o atleta que adere ao esquema de tempo de 4 a 6 semanas sem treinamento de força durante a fase T pode experimentar diminuição no tamanho do músculo, além de perda considerável de potência (Wilmore e Costill, 1999).

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13. Hipertrofia (H)

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Capítulo

Hipertrofia (H)

O modelo de periodização tradicional no Capítulo 2 (consultar a Fig. 2.1) exige duas fases de hipertrofia de seis semanas (H1 e H2) para fornecer tempo suficiente para atender as necessidades individuais para melhorar o tamanho e a qualidade do músculo. Entre essas duas fases de H, recomendamos uma fase de transição de uma semana, durante a qual o volume e a intensidade de treinamento são reduzidos de forma significativa. Essa semana de treino de baixa intensidade ajuda a remover a fadiga acumulada durante a primeira fase de H e dá ao corpo a oportunidade de repor totalmente a energia armazenada antes de iniciar a próxima fase de H. Fases curtas de transição semelhantes são prescritas entre todas as fases de treinamento do modelo básico de periodização.

As seguintes características descrevem o escopo de treinamento de H:

• Aumenta o tamanho muscular para o nível desejado esgotando constantemente a reserva de ATP-CP.

• Melhora a qualidade de todos os grupos musculares do corpo.

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5. Nutrição e dieta metabólica

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Capítulo

Nutrição e dieta metabólica

Durante as últimas seis décadas, a nutrição tem sido reconhecida como um elemento importante de qualquer esporte, incluindo o fisiculturismo e os esportes de força. No passado, muitos acreditavam que os atletas não precisavam de uma alimentação diferenciada, afinal, as dietas (desde que cuidadosamente planejadas) fornecem tudo aquilo que os atletas precisam para desenvolver seus corpos e competir. Entretanto, inúmeras informações médicas e científicas provaram que abordagens nutricionais específicas são essenciais ao sucesso esportivo.

Este capítulo aborda as necessidades especiais de nutrição dos fisiculturistas e como você pode usar dietas e suplementos nutricionais para maximizar seus ganhos de força e massa muscular, o que minimiza sua gordura corporal. É evidente que aqueles que se exercitam regularmente precisam ingerir mais calorias do que as pessoas sedentárias. Porém, não é tão óbvio que eles precisam de maior quantidade de proteínas e outros macronutrientes, micronutrientes e suplementos nutricionais. Além disso, é preciso refletir sobre o que é necessário para maximizar os ganhos de músculo e força e minimizar a gordura corporal.

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Todd Miller (12)
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11. Mobilidade

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Mobilidade

Sean P. Flanagan, Ph.D., ATC, CSCS

A mobilidade, ou a facilidade de movimento, é um requisito fundamental do movimento humano. É necessária uma quantidade mínima de mobilidade para realizar qualquer tarefa, seja ela uma atividade da vida cotidiana ou um esporte. A mobilidade é determinada pelo impulso composto existente em todas as articulações envolvidas no movimento, conhecido como cadeia cinemática.∗ Mobilidades grandes (hipermobilidade) ou pequenas demais (hipomobilidade) podem ter consequências negativas para o desempenho e aumentar o potencial de lesão. Por isso, uma avaliação abrangente do movimento articular deve fazer parte de todas as avaliações do treinamento pessoal de um cliente ou atleta.

A maioria das pessoas entende que o corpo age como uma cadeia de segmentos rígidos ligados uns aos outros e que atuam em conjunto. Na engenharia, esse sistema é conhecido como cadeia cinemática, pois descreve os movimentos desses segmentos sem considerar as forças que os causam. Na ciência do exercício, o termo cadeia cinética costuma ser usado de maneira intercambiável com cadeia cinemática, muito embora o termo cadeia cinética não exista em engenharia. Cinético refere-se às forças que causam movimento. Embora haja utilidade no exame de como as forças são transferidas através de toda a cadeia, ao se discutir mobilidade, deve-se usar o termo mais correto, cadeia cinemática.

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4. Taxa metabólica

Todd Miller Editora Manole PDF Criptografado

4

Taxa metabólica

Wayne C. Miller, Ph.D., EMT

A capacidade do corpo de se exercitar ou realizar trabalho físico depende de sua capacidade de produzir, usar e regular energia. Metabolismo é o termo usado para descrever esse uso generalizado de energia no corpo. Embora o metabolismo inclua tanto a síntese como a degradação de compostos biológicos ou o total do equilíbrio entre ingestão de alimento e gasto energético, costumamos nos referir

à taxa metabólica como a taxa de gasto energético. A taxa de gasto energético (ou metabolismo) necessária pelo corpo ou por qualquer uma das suas células pode variar de rendimentos de alta potência a rendimentos de baixa potência. Os cientistas de exercício classificam os processos bioquímicos usados para gastar energia durante o exercício em categorias, dependendo da demanda de rendimento de potência. Termos como glicólise rápida, glicólise lenta, metabolismo aeróbico, anaeróbico, entre outros, são usados para descrever taxas de metabolismo.

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5. Potência aeróbia

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5

Potência aeróbia

Jonathan H. Anning, Ph.D., CSCS*D

A potência aeróbia refere-se à capacidade dos músculos de usar o oxigênio recebido do coração e dos pulmões para gerar energia. Quanto mais eficiente for esse processo, maior será a potência aeróbia. Portanto, melhoras na potência aeróbia costumam ser monitoradas determinando-se o VO2máx, ou seja, o volume máximo de oxigênio que uma pessoa consome e utiliza com os músculos ativos durante o exercício.

O desenvolvimento da potência aeróbia é uma prioridade de treinamento mais baixa para atletas que participam sobretudo de atividades anaeróbias (i. e., para as quais o oxigênio não é necessário à produção de energia) em comparação com atletas que participam de atividades aeróbias, como provas de longa distância. Obviamente, caminhadas, corridas, ciclismo, natação e até mesmo esqui cross-country de longa distância são atividades altamente aeróbias, que, portanto, exigem que o oxigênio produza energia. Todavia o potencial esportivo de longa distância não está totalmente relacionado com a potência aeróbia máxima, pois as

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1. Testes, análise de dados e conclusões

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1

Testes, análise de dados e conclusões

Matthew R. Rhea, Ph.D., CSCS*D, e Mark D. Peterson, Ph.D., CSCS*D

A prescrição de exercício bem-sucedida começa com uma análise que indique as necessidades do cliente. Chamado de análise de necessidades (National Strenght and Conditioning Association 2000), esse processo envolve a determinação do estilo de vida do cliente e as demandas do esporte, bem como a identificação de lesões e de limitações atuais e prévias, a experiência geral de treinamento, o nível existente de condicionamento e a habilidade em uma variedade de componentes esportivos e de condicionamento. Sem esses dados, a partir dos quais se geram avaliações de base e de acompanhamento, os treinadores e os profissionais de força e de condicionamento tendem a projetar e a implantar programas de exercício comuns criados não para o indivíduo, mas para um grande grupo de potenciais praticantes.

A condução dos testes e a avaliação dos dados coletados geram informações objetivas sobre os pontos fortes e fracos das capacidades fisiológicas e funcionais do cliente. Quando realizado de maneira correta, esse processo possibilita que o profissional do exercício desenvolva o programa de treinamento mais eficaz e apropriado ao atleta. No entanto, o processo envolve muito mais do que a simples

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6. Limiar de lactato

Todd Miller Editora Manole PDF Criptografado

6

Limiar de lactato∗

Dave Morris, Ph.D.

O lactato é um metabolito que pode ser produzido pela quebra da glicose ou do glicogênio durante o processo de glicólise. Embora várias células e tecidos usem glicólise e produzam lactato, o maior produtor durante o exercício é o músculo esquelético, que depende da via glicolítica para produzir energia para as contrações.

Antigamente, acreditava-se que o lactato era um resíduo do metabolismo de carboidrato. Na realidade, parte do lactato produzido pelo músculo em ação pode ser retida por esse músculo e usada como metabolito de energia. O lactato restante que não é queimado no músculo em ação se difunde no sangue, onde seus níveis podem ser medidos por diversas técnicas. Uma dessas estratégias de medição, o teste do limiar de lactato, envolve o pedido à pessoa que realize uma sessão de exercício com taxas progressivamente mais altas em ação. Em intervalos regulares durante o teste, são tiradas amostras de sangue, cuja concentração de lactato é analisada.

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Timothy R Ackland Bruce C Elliott John Bloomfield (18)
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Medium 9788520431016

Capítulo 12. Equilíbrio e agilidade

Timothy R. Ackland, Bruce C. Elliott, John Bloomfield Editora Manole PDF Criptografado

Capítulo 12 Equilíbrio e agilidade

David Lloyd, Ph.D.; Timothy R. Ackland, Ph.D.; e Jodie Cochrane, Ph.D.

Aliada às capacidades como velocidade, potência, força e flexibilidade, a coordenação das ações musculares pelo sistema nervoso central tem papel vital no desempenho bem‑sucedido de um atleta. Essa capacidade de coordenar com precisão o timing e a força de contração dos músculos esqueléticos é essencial nas capacidades afins de equilíbrio e agilidade. Embora essas duas capacidades sejam modifi­ cadas pela estrutura física do atleta e possam ser afetadas pela técnica, o equilíbrio e a agilidade dependem intensa­ mente do desenvolvimento do controle neuromuscular. De acordo com Tittel (1988), isso é de particular importância para esportes acrobáticos e técnicos, como ginástica, gi­ nástica rítmica, saltos ornamentais e patinação artística, além de outras atividades como, por exemplo, natação, luta greco‑romana, esgrima, boxe e jogos com bola. Além do controle neuromuscular, a agilidade também depende da capacidade cognitiva do jogador em “ler” a situação do jogo em esportes de equipe, por exemplo, futebol, hóquei, basquetebol e netbol.

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Medium 9788520431016

Capítulo 10. Velocidade

Timothy R. Ackland, Bruce C. Elliott, John Bloomfield Editora Manole PDF Criptografado

Capítulo 10 Velocidade

John Cronin, Ph.D.; e Anthony J. Blazevich, Ph.D.

No esporte, a palavra “velocidade” pode ser utilizada em muitos contextos, em referência à velocidade média para terminar uma maratona, a velocidade de transcurso do círculo para um lançador de disco, a velocidade máxima de impulsão para um atleta do salto triplo ou a velocidade de um serviço no tênis, ou do arremesso da bola no beisebol. Em termos mecânicos, “velocidade” se refere ao tempo necessário para completar uma distância linear ou angular, que é o resultado da velocidade de reação (tempo de reação,

TR) e velocidade de movimento.

Tempo de reação é o tempo consumido desde a detecção de um estímulo até o primeiro movimento. Nas modalidades de velocidade, o TR de atletas de elite é de cerca de 130 a 140 ms (Mero, Komi e Gregor, 1992). Em termos de uma corrida de 100 m em 10 s, isso representa apenas 1,3% a

1,4% da corrida, e seria relativamente pouco importante um trei­namento para esse percurso. Contudo, as posições na chegada nos 100 m pode diferir em até somente 1 a 10 ms.

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Capítulo 2. Identificação de talentos e estabelecimento do perfil

Timothy R. Ackland, Bruce C. Elliott, John Bloomfield Editora Manole PDF Criptografado

Capítulo 2 Identificação de talentos e estabelecimento do perfil

Jason P. Gulbin, Ph.D.; e Timothy R. Ackland, Ph.D.

Durante os últimos 50 anos, os treinadores vêm identificando atletas talentosos e com perfil informalmente estabelecido; mas não foi senão nos primeiros anos da década de 1970 que países do Leste Europeu, sobretudo a Rússia, a

Alemanha Oriental, a Hungria e a Tchecoslováquia e, mais tarde, a China, deram início a programas sistemáticos que iriam ajudá-los a conquistar um grande número de medalhas internacionais nas décadas de 1970 e 1980. Tanto

Alabin, Nischt e Jefimov (1980) como Hahn (1990) sugeriram que procedimentos eficientes para identificação de talentos desempenham papel muito importante no esporte moderno, tendo sido fator importante no domínio da

Europa Oriental em muitos esportes olímpicos durante as décadas de 1970 e 1980.

Programas semelhantes surgiram na Europa Ocidental, na América do Norte e em alguns países da Comunidade

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Capítulo 9. Potência

Timothy R. Ackland, Bruce C. Elliott, John Bloomfield Editora Manole PDF Criptografado

Capítulo 9 Potência

Robert U. Newton, Ph.D.; e William J. Kraemer, Ph.D.

Este capítulo tem início com a definição de potência muscular máxima e, em seguida, discute por que esse as‑ pecto da função neuromuscular é tão importante para o desempenho humano. São explorados os mecanismos neu‑ rais e intramusculares subjacentes que contribuem para a alta capacidade de potência, com especial atenção aos efeitos do treinamento. Em seguida, são estudados a produção de potência máxima e os modelos de programas de treinamen‑ to, inclusive técnicas avançadas de força e condicionamento para o desenvolvimento de mais potência.

Definição de produção de potência máxima

Potência pode ser definida como o produto da força aplicada pela velocidade de movimento (Knuttgen e Krae‑ mer, 1987). Considerando que trabalho é igual ao produto da força pela distância percorrida, e velocidade é a distância percorrida dividida pelo tempo consumido, potência tam‑ bém pode ser definida como trabalho realizado por unidade de tempo (Garhammer, 1993). A produção de potência de um atleta pode variar desde 50 W, produzidos durante o ciclismo leve ou o jogging, até cerca de 7.000 W, produzidos durante a segunda fase do arremesso do halterofilismo

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Capítulo 4. Somatotipo nos esportes

Timothy R. Ackland, Bruce C. Elliott, John Bloomfield Editora Manole PDF Criptografado

Capítulo 4 Somatotipo nos esportes

J.E. Lindsay Carter, Ph.D.; e Timothy R. Ackland, Ph.D.

A medição científica do físico e dos tipos corporais humanos ocorreu principalmente durante o último século; contudo, os médicos e estudiosos de biologia humana já se interessavam há muitos séculos por esse assunto. Hipócrates classificou formalmente dois tipos corporais fundamentais no século V a.C. O primeiro tipo foi denominado ha‑ bitus phthisicus, caracterizado por um corpo longo e esguio dominado por uma dimensão vertical, e o segundo foi chamado de habitus apoplecticus, cuja principal característica física era um corpo curto e atarracado que era forte na dimensão horizontal. Depois de Hipócrates, muitos pesquisadores desenvolveram classificações categóricas que variam de 2 a 5 “tipos” (Tucker e Lessa, 1940). Essas “categorias distintas” eram muito gerais e nem todos podiam ser alocados com precisão nelas.

Desenvolvimento dos métodos de classificação dos somatotipos

O somatotipo é uma expressão ou descrição quantificada da atual estrutura morfológica de uma pessoa. Consiste em uma pontuação de três numerais, por exemplo, 3½‑2‑1. Os três numerais são sempre anotados na mesma ordem, cada qual descrevendo o valor de um componente particular do físico (Duquet e Carter, 2008).

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Steven J Fleck William J Kraemer (11)
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Capítulo 2 - Tipos de Treinamento Resistido

Steven J. Fleck, William J. Kraemer Grupo A PDF Criptografado

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Tipos de Treinamento Resistido

Após o estudo deste capítulo você deverá ser capaz de:

1. definir treinamento isométrico, de carga externa dinâmica constante, de carga variável, de carga dupla­mente variável, isocinético, e excêntrico;

2. descrever o que se sabe a partir de pesquisas sobre frequência ideal, volume e intensidade de treinamento para resultar em aumentos de força, aumentos no desempenho motor, aumentos na hipertrofia e mudanças na composição corporal com os vários tipos de treino;

3. descrever as considerações específicas a cada tipo de treinamento;

4. discutir de que maneira os vários tipos de treino se comparam quanto aos incrementos de força, melhora de de­sempenho motor, hipertrofia e mudanças de composição corporal; e

5. definir e discutir a especificidade de fatores de treinamento, como especificidade do ângulo ar­ ticular, especificidade da velocidade e especificidade de teste.

A maioria dos atletas e entusiastas da aptidão física rea­liza o treinamento de força como parte dos seus pro­gramas gerais de treinamento. O principal interesse dos atletas não é quanto peso pode ser levantado, mas se os aumentos na força e na potência e as alterações na com­posição corporal provocados pelo treinamento de força resultarão em me­ lhor desempenho nos seus esportes. Os entusiastas da apti­ dão física podem estar interessados em algumas das mes­ mas adaptações ao treinamen­to que os atletas, mas também nos benefícios para a saúde como, por exem­plo, redução da pressão arterial e mudanças na compo­sição cor­poral, bem como uma aparência em forma, que po­dem ser ocasionadas pelo treinamento de força.

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Capítulo 8 - Destreinamento

Steven J. Fleck, William J. Kraemer Grupo A PDF Criptografado

8

Destreinamento

Após o estudo deste capítulo, você deverá ser capaz de:

1. descrever as circunstâncias sob as quais ocorre o destreinamento;

2. descrever a linha de tempo característica da perda da capacidade física durante o destrei­na­mento;

3. discutir os mecanismos fisiológicos resultantes do destreinamento;

4. discutir os efeitos do destreinamento na temporada em diferentes esportes, e os fatores que afetam o destreinamento durante a temporada;

5. discutir por que o destreinamento, no final de uma carreira, é importante para um atleta musculoso; e

6. recomendar práticas de treinamento para um atleta musculoso após encerrar sua carreira.

A definição clássica de destreinamento é “a interrupção

dos exercícios de treinamento”. Entretanto, o destreinamento também pode ocorrer com o planejamento da interrupção, como num programa de treino periodizado, ou sem o planejamento da interrupção, em consequência de uma lesão, redução do volume ou da intensidade de treinamento. O destreinamento é um processo de descondicionamento físico que acontece quando o treino é diminuído ou cessado por completo, e pode influenciar o desempenho em função da diminuição da capacidade fisiológica. Sempre que acontecem diminuições na capacidade de força e potência, ou quando a massa muscular é perdida, pode ter acontecido algum tipo de destreinamento. Ele pode se dar após várias semanas ou ao longo de vários anos, em consequência de ausência de treinamento, do envelhecimento ou término da carreira de um atleta.

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Capítulo 4 - Integração de Outros Componentes da Aptidão Física

Steven J. Fleck, William J. Kraemer Grupo A PDF Criptografado

4

Integração de Outros

Componentes da Aptidão Física

Após o estudo deste capítulo você deverá ser capaz de:

1. discutir as vantagens e desvantagens do treino concorrente, além de como elas podem in­ fluenciar, de forma diferente, populações específicas;

2. explicar os mecanismos fisiológicos por trás das adaptações ao treino concorrente;

3. explicar as várias formas de treino cardiovascular;

4. discutir os métodos utilizados para determinar a intensidade do treino cardiovascular e como eles se relacionam com a prescrição de programas de exercício;

5. demonstrar as várias formas de alongamento; e

6. compreender como a flexibilidade e o alongamento afetam no desempenho nos esportes.

Integrar uma variedade de componentes da atividade f­ísica a um programa de condicionamento total exige um exame criterioso das prioridades do treino. A com­pa­ tibili­dade dos vários modos de exercício também deve ser con­siderada em relação às metas de condi­cio­na­ mento ou de­sem­penho. O momento certo, a sequência e a ênfase do pro­­gra­­ma também influenciarão a capaci­ dade do organis­mo de se adaptar e alcançar as metas.

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Capítulo 11 - Treinamento Resistido para Idosos

Steven J. Fleck, William J. Kraemer Grupo A PDF Criptografado

11

Treinamento Resistido para Idosos

Após o estudo deste capítulo, você deverá ser capaz de:

1. diferenciar fatores modificáveis e não modificáveis relacionados à população com mais idade;

2. descrever as alterações hormonais resultantes do processo de envelhecimento em homens e mulheres com relação à andropausa e à menopausa, e as implicações gerais à população idosa;

3. listar as alterações na composição corporal associadas ao envelhecimento e ao indivíduo, bem como os impactos cumulativos;

4. explicar o fenômeno da perda de força e potência musculares, bem como as causas na popu­ lação de pessoas idosas;

5. listar as adaptações principais no treino resistido para a população idosa; e

6. identificar os aspectos mais importantes na elaboração de um programa de treino resistido para idosos.

Com o avanço da idade, os indivíduos mais velhos passam

por várias mudanças em seus corpos, incluindo diminuições nas secreções hormonais, atrofia muscular e reduções na densidade óssea. As alterações que ocorrem com o envelhecimento têm efeitos drásticos, em consequência de perda de função e da independência. Um programa ideal de treinamento resistido pode atenuar as reduções fisiológicas, melhorar o funcionamento e inten­si­ficar as capacidades físicas. Para pessoas de todas as idades, a saúde de sistemas, tecidos e células melhora somente quando usados. Para a musculatura esquelética, isso significa que alterações e adaptações associadas ao treinamento ocorrem apenas naquelas unidades motoras empregadas num exercício. Cabe ressaltar que outros sistemas também se beneficiam do recrutamento das unidades motoras (como a tensão cardiovascular reduzida com aumento da força periférica). Idosos de todas as idades podem se beneficiar da realização de programas de treino resistido corretamente elaborados, sendo capazes de colocá-los em prática, inclusive homens e mulheres de idades bastante avançadas (ver Figura 11.1).

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Medium 9788582713891

Capítulo 5 - Desenvolvendo Sessões Individualizadas de Treinamento Resistido

Steven J. Fleck, William J. Kraemer Grupo A PDF Criptografado

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Desenvolvendo Sessões Individualizadas de Treinamento Resistido

Após o estudo deste capítulo você deverá ser capaz de:

1. aplicar os princípios de elaboração de um programa de treinamento a fim de desenvolver um estí­mulo eficaz e individualizado promovido pelo exercício;

2. realizar questionários com perguntas adequadas que abranjam a análise das necessidades individuais, em termos de análise biomecânica, fontes de energia e prevenção de lesões;

3. identificar e compreender a importância da manipulação das variáveis agudas de um programa de treino, e os efeitos agudos induzidos pela sessão e o programa de treinamento;

4. compreender as respostas fisiológicas específicas da manipulação aguda do programa e o impacto dessas respostas na elaboração dos exercícios físicos e do programa;

5. compreender o conceito de potencial de treinamento e as diferentes janelas de adaptações para diferentes níveis de condicionamento e medidas diversas; e

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