Ackland Timothy R Elliott Bruce C Bloomfield John (18)
Título Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Capítulo 10. Velocidade

PDF Criptografado

Capítulo 10 Velocidade

John Cronin, Ph.D.; e Anthony J. Blazevich, Ph.D.

No esporte, a palavra “velocidade” pode ser utilizada em muitos contextos, em referência à velocidade média para terminar uma maratona, a velocidade de transcurso do círculo para um lançador de disco, a velocidade máxima de impulsão para um atleta do salto triplo ou a velocidade de um serviço no tênis, ou do arremesso da bola no beisebol. Em termos mecânicos, “velocidade” se refere ao tempo necessário para completar uma distância linear ou angular, que é o resultado da velocidade de reação (tempo de reação,

TR) e velocidade de movimento.

Tempo de reação é o tempo consumido desde a detecção de um estímulo até o primeiro movimento. Nas modalidades de velocidade, o TR de atletas de elite é de cerca de 130 a 140 ms (Mero, Komi e Gregor, 1992). Em termos de uma corrida de 100 m em 10 s, isso representa apenas 1,3% a

1,4% da corrida, e seria relativamente pouco importante um trei­namento para esse percurso. Contudo, as posições na chegada nos 100 m pode diferir em até somente 1 a 10 ms.

Ver todos os capítulos

Capítulo 12. Equilíbrio e agilidade

PDF Criptografado

Capítulo 12 Equilíbrio e agilidade

David Lloyd, Ph.D.; Timothy R. Ackland, Ph.D.; e Jodie Cochrane, Ph.D.

Aliada às capacidades como velocidade, potência, força e flexibilidade, a coordenação das ações musculares pelo sistema nervoso central tem papel vital no desempenho bem‑sucedido de um atleta. Essa capacidade de coordenar com precisão o timing e a força de contração dos músculos esqueléticos é essencial nas capacidades afins de equilíbrio e agilidade. Embora essas duas capacidades sejam modifi­ cadas pela estrutura física do atleta e possam ser afetadas pela técnica, o equilíbrio e a agilidade dependem intensa­ mente do desenvolvimento do controle neuromuscular. De acordo com Tittel (1988), isso é de particular importância para esportes acrobáticos e técnicos, como ginástica, gi­ nástica rítmica, saltos ornamentais e patinação artística, além de outras atividades como, por exemplo, natação, luta greco‑romana, esgrima, boxe e jogos com bola. Além do controle neuromuscular, a agilidade também depende da capacidade cognitiva do jogador em “ler” a situação do jogo em esportes de equipe, por exemplo, futebol, hóquei, basquetebol e netbol.

Ver todos os capítulos

Capítulo 5. Composição corporal nos esportes

PDF Criptografado

Capítulo 5 Composição corporal nos esportes

Deborah A. Kerr, Ph.D; e Arthur D. Steward, Ph.D.

A avaliação da composição corporal no esporte é realizada para determinar o físico do atleta e monitorar o efeito das modificações em seu treinamento e em sua dieta. Quando utilizada corretamente, a avaliação da composição corporal

é um instrumento valioso para ajudar o atleta a alcançar desempenhos de pico. Os dados fornecidos podem quantificar os tecidos que impulsionam ou impedem o desempenho e a mudança morfológica do perfil com o passar do tempo em paralelo às alterações no treinamento. Contudo, há o potencial para uso equivocado dos dados da composição corporal. Por exemplo, não é raro que treinadores estabeleçam pontos-limite para os níveis de gordura corporal dos atletas que são anedóticos e não baseados em evidência científica que ligue o desempenho à composição corporal.

Portanto, é fundamental que o pesquisador do esporte seja capaz de orientar os atletas e treinadores sobre a relação entre composição corporal e desempenho esportivo. Além disso, a composição corporal não consiste apenas em obtenção de medidas, mas também na compreensão do impacto que isso pode ter no atleta. É importante compreender que a composição corporal é apenas um fator a influenciar o desempenho esportivo. Este capítulo delineia os fatores que afetam a composição corporal, descreve os métodos para avaliá-la e explica como interpretar os dados da composição corporal.

Ver todos os capítulos

Capítulo 1. Modelo de avaliação e modificação

PDF Criptografado

Capítulo 1 Modelo de avaliação e modificação

Timothy R. Ackland, Ph.D.; John Bloomfield, Ph.D.; e Bruce C. Elliott, Ph.D.

Embora “talento atlético nato” seja o fator mais impor­ tante na obtenção de níveis elevados de desempenho espor­ tivo, o treinamento baseado em princípios sólidos da ciência esportiva também é um ingrediente essencial para que esse talento seja plenamente desenvolvido. Portanto, essa ciência se concentra primeiro na identificação do ta­ lento esportivo e, em seguida, em seu desenvolvimento, de modo que o desempenho ideal do atleta possa ser atingido.

Em geral, os treinadores e pesquisadores da área do espor­ te reconhecem que o desempenho de alto nível depende de um grupo identificável de fatores básicos, cada qual deten­ tor de uma importância relativa para a atividade em questão

(Pollock, Jackson e Pate 1980). Assim, os atletas concretizarão completamente seu potencial apenas se houver uma com­ binação dos fatores a seguir:

• devem estar presente as características físicas do atleta que são importantes em determinado esporte (capaci­ dade física);

Ver todos os capítulos

Capítulo 14. Análise do desempenho esportivo

PDF Criptografado

Capítulo 14 Análise do desempenho esportivo

Bruce C. Elliot, Ph.D.; e Duane Knudson, Ph.D.

Uma habilidade importante para o treinador é a capacidade de analisar a técnica do esporte. A análise técnica se encaixa em um continuum entre análises subjetivas (qualitativas) e análises mais objetivas (quantitativas). Em sua maioria, as situações de treinamento dependem do uso da análise subjetiva ou qualitativa (Fig. 14.1). A análise qualitativa em nossa área foi definida como a observação sistemática e o julgamento introspectivo da qualidade do movimento humano com a finalidade de proporcionar a intervenção mais apropriada para melhorar o desempenho (Knudson e Morrison, 2002). A principal vantagem da análise qualitativa é o rico conjunto de conhecimento para o treinador que pode ser rapidamente acessado e utilizado para proporcionar feedback ou instrução imediata para o atleta. Esse conhecimento deve ser utilizado cuidadosamente porque os treinadores, que tentam “não perder nada”, muitas vezes terminam não observando elementos-chave do desempenho. Portanto, será essencial um procedimento estruturado de análise qualitativa, que será descrito neste capítulo, para que o treinador proporcione benefícios máximos para seus atletas.

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Alexandre Gomes De Almeida (3)
Título Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

3. Elementos técnicos

PDF Criptografado

elemen t o s t é cnico s

motora de uma necessidade encontrada durante uma determinada situação na partida. Existe uma técnica correta e uma técnica eficaz. Com os treinamentos, buscamos desenvolver nos jogadores, dentro do modo individual de execução, a técnica mais próxima do modo biomecanicamente correto mantendo, porém, a eficácia do objetivo do gesto motor executado.

A técnica é a execução

Conceito de técnica

De acordo com Greco e Benda (1998), a técnica é a interpretação, no tempo, espaço e situação, do meio instrumental operativo inerente à concretização da resposta para a solução de tarefas ou problemas motores.

Consiste, portanto, na melhor execução de um determinado gesto motor, com a máxima economia de energia possível.

Segundo Bayer (1986), a técnica representa todo um repertório de gestos, desenvolvidos individualmente, de acordo com a especificidade da ação no jogo, sendo este fruto da história e da evolução de cada jogo esportivo coletivo e baseado na experiência acumulada e continuamente enriquecida pelas gerações precedentes de desportistas.

Ver todos os capítulos

2. Elementos táticos

PDF Criptografado

elemen t o s tát ico s

O objetivo maior das equipes que disputam uma partida de handebol é

terminar o jogo em vantagem no placar, convertendo mais gols que a adversária e, portanto, também devem evitar que os jogadores adversários convertam gols. As tentativas de converter o gol significam atacar, e as tentativas de evitá-lo, defender. De acordo com Stein e Federhoff (1995), ataque

é toda atitude assumida por uma equipe que está com a posse da bola, sendo seus jogadores denominados atacantes. Já defesa é toda atitude assumida por uma equipe sem a posse da bola, sendo seus jogadores denominados defensores. A alternância entre ataque e defesa, as relações estabelecidas entre as equipes que se confrontam e a ação individual dos jogadores são as variáveis que definem o comportamento tático do jogo de handebol.

Conceito de tática

Segundo Greco (2000), tática é uma capacidade senso-cognitiva que se baseia em processos psicofisiológicos, ou seja, captação e transmissão das informações providas pelo meio, interpretação destas, elaboração de respostas tendo como base conhecimentos pré-adquiridos e execução da resposta mais adequada encontrada. A tática também indica aos jogadores as formas de organização, preparação e finalização das ações de ataque e defesa (Antón, 1998).

Ver todos os capítulos

1. Introdução ao handebol

PDF Criptografado

I n t r od u ç ã o ao handebol

coletivo com bola, jogado com as mãos, cujo objetivo é marcar mais gols que o adversário numa baliza de 3 × 2 metros defendida por um goleiro. De acordo com Teixeira (2003), o handebol é muito parecido com o futebol, porém é jogado com as mãos e, por isso, recebe este nome em inglês (handball): hand = mão e ball = bola. É um esporte bastante dinâmico, divertido para quem joga e interessante para quem assiste devido, principalmente, à velocidade das jogadas, ao contato físico e às ações dos goleiros (Clanton e Dwight, 1997).

Atualmente o handebol pode ser praticado como handebol de quadra, handebol de areia, mini-handebol, handebol para terceira idade, handebol em cadeiras de rodas e handebol de campo. Porém, a Federação Internacional de Handebol (International Handball Federation – ihf) reconhece oficialmente apenas o handebol de quadra (indoor handball ou team handball) e o handebol de areia (beach handball), realizando atividades voltadas para a prática e o desenvolvimento dessas duas modalidades. Neste livro, abordaremos exclusivamente o handebol de quadra, utilizando o termo handebol para se referir à modalidade.

Ver todos os capítulos
Arnold Schwarzenegger (26)
Título Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Capítulo 4. A Academia

PDF Criptografado

C A P Í T U L O

4

A Academia

Q

uando se é um fisiculturista, a academia é o seu escritório; é onde você toma conta dos negócios. Você pode facilmente acabar passando três ou quatro horas em uma academia, o que significa que ela deve ter o tipo de equipamento que você necessita, o tipo de pessoas treinando a sua volta que acrescentem energia ao seu treinamento e uma atmosfera geral que irá motivá-lo a alcançar suas metas pessoais.

A EXPLOSÃO DE ACADEMIAS

Quando comecei o treinamento de fisiculturismo sério era difícil encontrar locais de treinamento. Boas academias eram poucas e distantes uma da outra.

Por exemplo, quando eu era jovem e treinava na Áustria, não tínhamos nenhum banco inclinado padrão, do tipo em que você se deita. Ao invés disso, havia um banco reto que era colocado na posição inclinada, que é um equipamento bem diferente. Para realizar levantamentos inclinados com barra, em vez de suspendermos a barra a partir do rack, tínhamos de pegá-la do chão, levantá-la até a altura do ombro e depois abaixá-la novamente contra o banco antes de conseguir realizar uma série. Isso, posso dizer-lhes, é fazer da forma difícil.

Ver todos os capítulos

Capítulo 7. A Mente sobre o Corpo: A mente, a Ferramenta Mais Poderosa

PDF Criptografado

C A P Í T U L O

7

A Mente sobre o Corpo: A

Mente, a Ferramenta Mais

Poderosa

O

corpo nunca responderá completamente aos seus treinamentos até que você entenda como treinar a mente também. A mente é um dínamo, uma fonte de energia vital. Essa energia pode ser negativa e trabalhar contra você, ou pode ser utilizada para dar-lhe treinamentos inacreditáveis e desenvolver um físico que se mantenha até suas mais entusiásticas expectativas. Sempre que ouvir falar sobre alguém que realize façanhas físicas inacreditáveis –

Tiger Woods no golfe, Michael Jordan no basquetebol, Michael Johnson no atletismo, Hermann Maier no esqui e tantos outros atletas – é por causa do poder das suas mentes, não apenas devido à habilidade técnica ou mecânica. E você pode ter certeza de que nunca terá um desempenho naquele nível se não puder combinar sua determinação interna com suas habilidades físicas.

As pessoas podem caminhar sobre a brasa quando estão suficientemente motivadas; podem resistir aos rigores do treinamento dos oficiais da Marinha.

Ver todos os capítulos

Os Braços

PDF Criptografado

384

ARNOLD SCHWARZENEGGER

Os Braços

OS MÚSCULOS DOS BRAÇOS

Existem três grupos principais de músculos nos braços:

O bíceps braquial, um músculo de duas cabeças com um ponto de origem sob o deltóide e um ponto de inserção abaixo do cotovelo.

FUNÇÃO BÁSICA: Elevar e flexionar o braço, pronar (girar para baixo) o punho.

O tríceps braquial, um músculo de três cabeças que trabalha em oposição ao bíceps, também conectando-se sob o deltóide e abaixo do cotovelo.

FUNÇÃO BÁSICA: Estender o braço e supinar (girar para cima) o punho

O antebraço, envolvendo uma variedade de músculos na face externa e interna da porção inferior do braço que controlam as ações da mão e do punho.

Deltóides

FUNÇÃO BÁSICA: Os músculos flexores do antebraço fletem a palma para baixo e para frente; os músculos extensores do antebraço estendem a articulação para trás e para cima.

Tríceps

Bíceps

Tríceps

Lee Priest

Flexores

Ver todos os capítulos

Capítulo 5. Desenvolvendo um Físico de Qualidade: O Programa de Treinamento Avançado

PDF Criptografado

C A P Í T U L O

5

Desenvolvendo um Físico de Qualidade: O Programa de Treinamento Avançado

O

Programa de Treinamento Avançado é para pessoas que querem desafiar-se mais, que não se contentam simplesmente em ficar fisicamente aptas, mas querem desenvolver um físico potente e imponente. Para esses indivíduos, não basta apenas ganhar alguns quilos de músculo. Em vez disso, querem não somente ganhos em força e massa muscular, mas também esculpir o corpo – para atingir forma e divisão muscular, equilibrar as proporções dos vários grupos musculares e criar uma excelente definição muscular.

Mas querer atingir tudo isso não é o suficiente; você também tem que aprender como fazer. Ninguém esperaria tornar-se um cirurgião sem aprender tudo sobre o corpo – como é constituído, como está conectado, quais são as suas partes. Para tornar-se um grande fisiculturista, você deve aprender tudo sobre o corpo – quais suas partes e músculos, as diferentes áreas do corpo, como estão conectadas, e como o corpo responde a vários programas de exercícios. Se não souber essas coisas, não será capaz de desenvolver o corpo no seu potencial máximo, independentemente da intensidade da sua motivação. E esses são os assuntos de que tratarei neste e em subseqüentes capítulos desta enciclopédia.

Ver todos os capítulos

Capítulo 3. A Experiência de Treinamento

PDF Criptografado

C A P Í T U L O

3

A Experiência de Treinamento

T

odo fisiculturista fica imensamente satisfeito de olhar-se no espelho, fazer algumas poses e ver seus músculos desenvolvidos salientando-se por todo o corpo. Ou utilizar uma fita métrica para calcular exatamente quantos milímetros ele ganhou em cada parte do corpo. Mas, para mim, a própria experiência de treinamento era sempre muito recompensadora e prazerosa. As horas que eu despendia na academia eram o ponto alto do meu dia. Gostava da sensação de estar treinando, de ficar bombeado durante o treinamento e da sensação relaxada de quase exaustão que vem depois. Eu não apenas adorava ser um fisiculturista: realmente me entusiasmava praticando fisiculturismo.

Treinar com esse tipo de entusiasmo é vital. Ir à academia todos os dias e sujeitar-se a sessões de treinamento que derrubariam um elefante é muito difícil a menos que você realmente ame isso. Fisiculturistas que precisam obrigar-se a ir à academia para treinar nunca alcançarão o tipo de sucesso possível para aqueles que mal podem esperar para chegar à academia e começar o treinamento com pesos. Alguns atletas precisam ser estimulados a treinar mais intensamente, e outros devem ser advertidos para não treinar demais. Na minha opinião, o atleta que precisa ser refreado chegará sempre no topo.

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Balbinotti Carlos (16)
Título Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

5 Iniciação esportiva universal: uma escola da bola aplicada ao tênis

PDF Criptografado

80

Carlos Balbinotti e cols.

5

INICIAÇÃO ESPORTIVA UNIVERSAL:

UMA ESCOLA DA BOLA APLICADA AO TÊNIS

Pablo Juan Greco

Siomara Aparecida da Silva

Layla Campos Aburachid

Os conteúdos que os professores de

Educação Física Escolar (EFE) desenvolvem de forma generalizada no ensino dos esportes giram prioritariamente em torno dos jogos esportivos coletivos (basquetebol, futebol, futsal, handebol e voleibol).

Assim, reproduzem uma “monocultura” dessas cinco modalidades esportivas na escola, reduzindo as opções para divulgação, ensino e prática de outras modalidades, principalmente as de raquete, como conteúdos da EFE.

Nas escolinhas especializadas, direcionam-se os processos de ensino na busca de talentos para a formação de atletas, sendo comum observar uma especialização esportiva precoce. A especialização precoce, desde o seu início, visa a uma estabilidade e consistência dos fundamentos técnicos básicos para um melhor desempenho no jogo, semelhantes ao modelo do campeão.

Neste capítulo, procura-se responder a perguntas do tipo: é possível praticar esportes de raquete na escola? É possível praticá-los com baixos custos? É possível um professor que não teve a vivência da prática ensinar tênis? Nas escolinhas especializadas, pode ser aplicada uma meto-

Ver todos os capítulos

2 Considerações sobre o desenvolvimento e a aprendizagem motora em crianças

PDF Criptografado

O ensino do tênis

29

2

CONSIDERAÇÕES SOBRE O

DESENVOLVIMENTO E A APRENDIZAGEM

MOTORA EM CRIANÇAS

Nadia Cristina Valentini

Constance Müller Piffero

Adriana Berleze

Bárbara Coiro Spessato

A aquisição e o refinamento das habilidades são uma preocupação cotidiana no ensino do esporte, seja este praticado pelo prazer da competição, pelo lazer ou para a manutenção de um estilo de vida ativo (Balbinotti et al., 2004; Garcia;

Garcia, 1996; Mesquita, 2004; Valentini;

Toigo, 2005). Da aquisição e do refinamento motor depende a conquista de novos parâmetros motores que conduzam crianças e jovens a incorporarem as variadas habilidades especializadas em um jogo específico. O desenvolvimento das habilidades especializadas é o resultado da interação entre as restrições do indivíduo, do meio e da tarefa, que são específicas para cada indivíduo (Clark; Metcalfe,

2002). Assim, a aquisição dessas habilidades depende das restrições ambientais e das experiências e tarefas vivenciadas por esse indivíduo, bem como de suas características orgânicas, psicológicas e socioculturais.

Ver todos os capítulos

3 Métodos de ensino e destrezas de comunicação no ensino do tênis

PDF Criptografado

46

Carlos Balbinotti e cols.

3

MÉTODOS DE ENSINO E DESTREZAS DE

COMUNICAÇÃO NO ENSINO DO TÊNIS

Juan Pedro Fuentes García

O presente capítulo está estruturado em duas grandes seções. A primeira, destinada a apresentar o variado cenário metodológico com que conta o treinador de tênis na hora de projetar as atividades de treinamento, detalha as diferentes opções metodológicas por meio das quais o treinador pode aprimorar-se em função de seus objetivos de ensino. Além disso, oferece um percurso pelos diferentes estilos de ensino que o treinador pode adotar, iniciando por aqueles em que o treinador toma todas as decisões, para chegar, finalmente, àqueles em que o jogador é o protagonista do processo de ensino-treinamento.

A segunda seção, dedicada às destrezas de comunicação, mostra as competências docentes do treinador de tênis quanto à informação inicial e ao feedback.

Expõem-se sistematicamente a forma como deve ser realizada a apresentação de atividades aos jogadores e as diferentes opções que o treinador de tênis tem à sua disposição para corrigi-los durante a realização dessas atividades.

Ver todos os capítulos

14 A teoria da significação motivacional da perspectiva futura e suas aplicações no contexto do tênis infanto-juvenil

PDF Criptografado

O ensino do tênis

233

14

A TEORIA DA SIGNIFICAÇÃO

MOTIVACIONAL DA PERSPECTIVA

FUTURA E SUAS APLICAÇÕES NO

CONTEXTO DO TÊNIS INFANTO-JUVENIL

Marcos Alencar Abaide Balbinotti

Carlos Balbinotti

Marcus Levi Lopes Barbosa

A motivação no contexto da teoria da significação motivacional da perspectiva futura está presente no tênis infanto-juvenil como uma força interna do tenista, e sua apresentação e discussão são de extrema relevância. Trata-se de um construto que se expressa em um comportamento com características de persistência, perseverança e força de vontade para atingir objetivos de médio e longo prazo.

O objetivo do presente capítulo é apresentar primeiramente a teoria e os autores que contribuem para o seu desenvolvimento de uma forma ou de outra, para depois destacar a importância das suas aplicações no contexto do tênis infanto-juvenil. Acredita-se que as qualidades volitivas e as aspirações profissionais dos jovens tenistas são forças que estimulam e permitem que o tenista tenha uma grande capacidade de mobilização para atingir seus objetivos de curto, médio e longo prazo.

Ver todos os capítulos

8 Tênis nas escolas: a capacitação de professores por meio da educação a distância

PDF Criptografado

124

Carlos Balbinotti e cols.

8

TÊNIS NAS ESCOLAS: A CAPACITAÇÃO

DE PROFESSORES POR MEIO

DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Luciano da Rosa dos Santos

Maria Isabel Timm

Carlos Balbinotti

A educação a distância apresenta recursos capazes de suprir as necessidades encontradas para a formação continuada de professores da educação básica, principalmente no que se refere a conteúdos pouco trabalhados durante a sua formação inicial. O presente capítulo apresenta uma proposta de utilização da educação a distância na estruturação de um curso de tênis em escolas, voltado a um público de professores da educação básica.

Alguns estudos demonstram que estudantes estariam apresentando um desenvolvimento motor muito empobrecido, principalmente em relação às habilidades manipulativas e, conseqüentemente, à rebatida (Valentini, 2002; Isayama; Gallardo,

1998). Para esses autores, esse quadro deve-se, entre outros fatores, à falta de oportunidades e estímulo; ou seja, faltam atividades que promovam o desenvolvimento dessas habilidades. Isso acaba gerando conseqüências para toda a vida, uma vez que a infância é a fase mais importan-

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Cole Brian Panariello Rob (10)
Título Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

4. Força e potência na parte superior do corpo: exercícios de tração

PDF Criptografado

CAPÍTULO

FORÇA E POTÊNCIA NA PARTE SUPERIOR

DO CORPO: EXERCÍCIOS DE TRAÇÃO

4

E

xercícios de tração são um componente importante no treinamento de basquete. Esse tipo de exercício cria equilíbrio ao complementar outros do tipo empuxo, realizados durante o treinamento. Exercícios de tração também desenvolvem potência nos ombros, parte superior do dorso e membros superiores. Os músculos posteriores envolvidos com esse tipo de exercício são o latíssimo do dorso, trapézio, romboide maior, romboide menor, redondo maior, redondo menor, deltoide (parte espinal), tríceps braquial, supraespinal e infraespinal. Os músculos do grupo anterior envolvidos em alguns exercícios de tração são o braquial, braquiorradial, ancôneo, deltoide (parte clavicular), peitoral maior, peitoral menor e oblíquo externo do abdome. Esses grupos musculares são importantes no rebote, arremesso, controle de bola ofensivo, estabelecimento de posições estratégicas ofensivas e defensivas em quadra e defesa contra os adversários.

Ver todos os capítulos

5. Força e potência na parte superior do corpo: exercícios de empuxo

PDF Criptografado

CAPÍTULO

FORÇA E POTÊNCIA NA PARTE

SUPERIOR DO CORPO: EXERCÍCIOS

DE EMPUXO

5

C

omo se afirmou no Capítulo 1, o basquete e muitos outros esportes são disputados acima do chão e o membro superior é o último elo da cadeia cinética corporal a receber as forças produzidas. Ao executar um arremesso com salto, as forças provenientes do solo propagam-se pelos membros inferiores e são transmitidas pelo core para terminar nos membros superiores com a liberação da bola.

A parte superior do corpo também tem relação direta com a velocidade de corrida. Experimente sentar-se no solo com os membros inferiores totalmente estendidos e o tronco em posição vertical. Mova os membros superiores para a frente e para trás, imitando o movimento que ocorre durante a corrida. Comece movimentando lentamente os membros superiores como se estivesse trotando e aumente a velocidade até que se assemelhe ao movimento da corrida rápida. Você perceberá que, durante o movimento rápido dos membros superiores, os quadris e os membros inferiores começam a se mover para trás e para frente, contribuindo para a execução do movimento.

Ver todos os capítulos

6. Treinamento explosivo com pesos para jogar acima da cesta

PDF Criptografado

CAPÍTULO

TREINAMENTO EXPLOSIVO COM

PESOS PARA JOGAR ACIMA

DA CESTA

6

T

reinamento de força explosiva é sinônimo de capacidade de gerar potência. A qualidade do trabalho diz respeito à produção de uma força que provoca deslocamento, como se um músculo gerasse força para deslocar um peso por uma determinada distância. O trabalho não tem nada a ver com a duração das forças musculares que causam o deslocamento. O valor da força é expresso na seguinte fórmula: trabalho = força × distância

Ao levantar grandes pesos, como nos movimentos de força do agachamento, levantamento terra e supino, você não precisa considerar o elemento tempo para concluir a repetição. Por outro lado, a potência depende do fator tempo para que a repetição seja concluída. A fórmula da potência é: potência = (força × distância) / tempo

89

90

ANATOMIA DO BASQUETE

Portanto, ao treinar com pesos para desenvolver força explosiva, você tem que executar esses tipos de exercícios em um período de tempo muito curto. Apesar de dois exercícios diferentes poderem envolver a mesma quantidade de trabalho, aquele executado no período de tempo mais curto (na velocidade mais alta) gera a maior potência. A capacidade de produzir força muito rapidamente também ocorre no maior nível da taxa de desenvolvimento de força (TDF). A TDF de um músculo é o grau máximo de aumento da força gerada durante a fase inicial de uma contração muscular. A TDF é imprescindível para o sucesso no esporte. A maioria das habilidades esportivas é realizada em um período curto de tempo (200 a 300 ms); o tempo para produzir força muscular máxima pode demorar até 500 milissegundos. Dessa forma, o atleta mais forte de uma equipe nem sempre pode ser tão eficaz quanto o atleta mais potente (ver Fig. 6.1). Por exemplo, como há um tempo limitado para ultrapassar um adversário ou saltar mais alto que ele, um atleta que puder gerar força muscular de forma rápida terá vantagem sobre o adversário que talvez seja mais forte, porém mais lento na produção de força muscular.

Ver todos os capítulos

3. Região lombar e core: o centro de estabilidade

PDF Criptografado

CAPÍTULO

REGIÃO LOMBAR E CORE:

O CENTRO DE ESTABILIDADE

3

N

os últimos anos, o chamado core tornou-se um termo da moda para descrever o tronco e os músculos medianos associados. A verdade é um pouco mais complexa, mas ao se abordar o aumento de força na quadra de basquete, o ideal é considerar o core como a região corpórea que transmite a força gerada na parte inferior do corpo para a parte superior. Sem um core forte, você será bastante prejudicado em termos de desempenho esportivo.

O core pode ser dividido em duas categorias básicas: o core interno e o core externo. A finalidade do core interno é a estabilidade. Ele estabiliza a região mediana a fim de garantir uma postura apropriada e fornecer uma plataforma estável. Isso lhe oferece estabilidade para sustentar o tronco durante a corrida, o salto e a aterrissagem. O core externo produz movimento da coluna vertebral em diversos planos. Isso lhe provê força para estender a coluna e os quadris durante o salto e produz torque ao girar para roubar a bola ou executar o pivô durante o drible.

Ver todos os capítulos

10. Juntando tudo

PDF Criptografado

CAPÍTULO

JUNTANDO TUDO

10

O

treinamento de basquete requer a realização de exercícios específicos, porém é igualmente importante ter um plano de ação organizado. Da mesma forma que em outras áreas da vida, como a poupança para que futuramente uma criança curse o ensino superior, a construção de uma casa, ou ainda a manutenção de uma conta para a aposentadoria, o plano de ação ajuda a cumprir objetivos. Cada objetivo requer um plano para assegurar aplicação, satisfação e resultados adequados. O programa de treinamento do atleta não é diferente. A avaliação, a preparação do atleta e do programa, a escolha e também a ordem dos exercícios são detalhadas neste capítulo.

Avaliação

Antes de estabelecer um programa de treinamento, você precisa anotar informações específicas a fim de garantir um regime adequado. Idade e gênero são fatores importantes. O mais importante é a história médica; registre qualquer problema crônico de saúde como asma ou diabete, deformidades e assimetrias musculoesqueléticas ou procedimentos cirúrgicos realizados.

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Carregar mais