Toneto J Nior Rudinei Saiani Carlos C Sar Santejo Dourado Juscelino (10)
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8. TECNOLOGIAS DISPONÍVEIS PARA O TRATAMENTO OU A DISPOSIÇÃO ADEQUADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS

TONETO JÚNIOR, Rudinei; SAIANI, Carlos César Santejo; DOURADO, Juscelino Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO

8

Sonia Valle Walter Borges de Oliveira

Marcio Mattos Borges de Oliveira

TECNOLOGIAS

DISPONÍVEIS PARA

O TRATAMENTO

OU A DISPOSIÇÃO

ADEQUADA

DE RESÍDUOS

SÓLIDOS URBANOS

INTRODUÇÃO

A humanidade vem desenvolvendo diversas formas para destinação dos resíduos sólidos, algumas sem o devido processo de tratamento, realizando somente seu afastamento dos locais geradores. Esse procedimento apenas diminui a possibilidade de contato das pessoas com os resíduos, que, em muitos casos, são agentes causadores de doenças.1

A incineração de resíduos era praticada na Inglaterra desde

1876, com a instalação do primeiro incinerador com aproveitamento para a iluminação das ruas.2

O aumento da população em centros urbanos trouxe características de concentração de volumes de resíduos, fortalecendo a necessidade de criar formas mais eficientes e eficazes de coletar, transportar, tratar e efetuar a disposição final de todos os tipos de resíduos gerados nesses centros. É importante frisar que a geração de quantidades excessivas de resíduos pela sociedade resulta de processos de produção ineficientes e da baixa durabilidade dos produtos, em relação ao aspecto industrial, e de padrões de consumo insustentáveis, pelo lado do consumidor. Embora as grandes quantidades de resíduos sejam um problema, a determinação das prioridades e dos desafios para as estratégias eficazes

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3. INTRODUÇÃO À LEI DA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS

TONETO JÚNIOR, Rudinei; SAIANI, Carlos César Santejo; DOURADO, Juscelino Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO

3

Wladimir António Ribeiro

INTRODUÇÃO

À LEI DA

POLÍTICA

NACIONAL DE

RESÍDUOS

SÓLIDOS

INTRODUÇÃO

Desde 2003, na qualidade de consultor do Governo Federal, tenho tido uma atuação intensa e direta na construção de três diplomas legislativos federais que possuem forte identidade entre si: a Lei de Consórcios Públicos, a Lei Nacional de Saneamento

Básico (LNSB) e a Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos

(PNRS). O trabalho foi quase insano, envolvendo intermináveis negociações e o enfrentamento de questões jurídicas muito específicas que, muitas vezes, não tinham ainda recebido a atenção da doutrina nacional, ou, então, para as quais a doutrina estrangeira não auxiliava, pois era voltada a realidades políticas, econômicas e sociais muito diferentes da brasileira.

Contudo, apesar de custoso, o trabalho produziu frutos. A contínua constituição de consórcios públicos, a realidade dos planos de saneamento básico e de resíduos sólidos, a instituição de reguladores na área do saneamento básico e a utilização maciça do contrato de programa testemunham o sucesso dos esforços de produzir consensos e a ousadia de construir institutos jurídicos novos em um ambiente tão conservador como o Direito Público. E vale ressaltar a rapidez com que essas mudanças ocorreram.

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4. PLANOS MUNICIPAIS DE GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS

TONETO JÚNIOR, Rudinei; SAIANI, Carlos César Santejo; DOURADO, Juscelino Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO

4

Thaís Brito de Oliveira

Alceu de Castro Galvão Junior

PLANOS

MUNICIPAIS

DE GESTÃO

INTEGRADA

DE RESÍDUOS

SÓLIDOS

INTRODUÇÃO

A prestação dos serviços públicos deve observar os princípios gerais da administração pública previstos no art. 37 da Constituição

Federal, notadamente a eficiência, para a qual o planejamento é condição sine qua non.

O planejamento dos serviços públicos tem como objetivo fixar metas e definir os rumos da organização, considerando os diversos papéis envolvidos e suas particularidades que influenciam a escolha das estratégias. Além disso, deve-se considerar contextos futuros e desenvolver procedimentos e operações necessárias para que os objetivos sejam atingidos. De acordo com Toni1:

Um governo que não trabalha com planejamento, que não tem sistemas de petição de contas, que não tem sistemas de direção com capacidade efetiva de governo, acaba sucumbindo ao imediatismo, à fricção burocrática da rotina diária, suas agendas derivam para rituais e problemas da superfície da vida social.

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2. RESÍDUOS SÓLIDOS, DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E QUALIDADE DE VIDA

TONETO JÚNIOR, Rudinei; SAIANI, Carlos César Santejo; DOURADO, Juscelino Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO

2

Mônica Yukie Kuwahara

RESÍDUOS

SÓLIDOS,

DESENVOLVIMENTO

SUSTENTÁVEL

E QUALIDADE

DE VIDA

INTRODUÇÃO

O aumento da população associado à intensa urbanização e

à crescente utilização de materiais não recicláveis no processo produtivo tem transformado a questão do lixo urbano em um dos grandes desafios ambientais contemporâneos. Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e

Resíduos Especiais (Abrelpe)1, de 2011, a geração total de resíduos sólidos urbanos (RSU) em 2010 aumentou 6,8% em relação a 2009, embora o aumento per capita tenha sido inferior, de 5,3%

(378,4 kg/habitante/ano de 2010). Mesmo com um aumento de

6,3% na coleta per capita (336,6 kg/habitante/ano), o confronto entre dados de geração e coleta indicam que, no Brasil, 6,7 milhões de toneladas de RSU deixaram de ser coletados no ano de

2010, tendo, portanto, um destino impróprio.

A produção de resíduos existe desde os primeiros ajuntamentos humanos, tornando o lixo “indissociável das atividades desenvolvidas pelo homem, tanto no tempo quanto no espaço” (Waldman,

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5. EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA O CONSUMO E A GERAÇÃO DE RESÍDUOS

TONETO JÚNIOR, Rudinei; SAIANI, Carlos César Santejo; DOURADO, Juscelino Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO

5

Juscelino Dourado

Fernanda Belizário

Marcos Sorrentino

EDUCAÇÃO

AMBIENTAL

PARA O

CONSUMO

E A GERAÇÃO

DE RESÍDUOS

INTRODUÇÃO

A Lei Nacional de Resíduos1, em conjunto com o Decreto que a regulamenta e com a versão preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)2, extensamente analisados neste livro, preveem que a educação ambiental (EA) deve fazer parte das ações interinstitucionais, no sentido de levar ao conhecimento das pessoas suas responsabilidades na geração e na disposição correta dos resíduos sólidos, valorizar o trabalho do catador e do reciclador e ensinar às pessoas que elas devem cobrar das administrações competentes ações para a boa gestão do plano de gerenciamento de resíduos.

No PNRS, há a menção de uma educação ambiental instrumental, a qual deve ser tratada como uma ferramenta de mobilização social que garanta obediência às diretrizes da Política

Nacional de Resíduos Sólidos e favoreça o alcance das metas previstas. Para a consecução desse objetivo, o PNRS apresenta um diagnóstico sobre o que chamou de Educação Ambiental para os

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Ruschmann Doris Van De Meene Tomelin Carlos Alberto (24)
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10. A PESQUISA EM TURISMO E HOTELARIA: CENÁRIO NACIONAL (1990-2005)

RUSCHMANN, Doris van de Meene; TOMELIN, Carlos Alberto Editora Manole PDF Criptografado

10. A PESQUISA EM

TURISMO E HOTELARIA:

CENÁRIO NACIONAL (1990-2005)

Mirian Rejowski

Introdução

O turismo configura-se como um recente campo de estudos e pesquisas de caráter multi e interdisciplinar, principalmente no âmbito das Ciências Sociais aplicadas, embora não restrito a elas. Nesse campo, como em qualquer outro, as pesquisas, em especial as de dissertações de mestrado e as que resultam em teses de doutorado, têm papel fundamental no avanço e consolidação do conhecimento científico.

Como continuidade aos estudos desenvolvidos na década de 1990, busca-se maior compreensão sobre a trajetória da produção científica em Turismo e Hotelaria no Brasil, aqui referidos sob o título geral do

Turismo. Com base em pesquisas acadêmicas produzidas em instituições de ensino superior, cujos programas de pós-graduação stricto sensu são reconhecidos como válidos no Brasil1, enfoca-se particularmente 15 anos de produção – de 1990 a 2005.

Esclarece-se que os resultados aqui apresentados referem-se à primeira fase de uma ampla pesquisa iniciada em 2005, e constituem a fundamentação teórica e metodológica para a sua segunda fase em desenvolvimento desde 2010. Esse estudo, além de preencher uma lacuna bibliográfica no estágio atual da pesquisa em turismo, contribui para a compreensão do discurso científico desenvolvido pelos acadêmicos da

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8. REFLEXÕES SOBRE A INTERDISCIPLINARIDADE NO ENSINO DO TURISMO

RUSCHMANN, Doris van de Meene; TOMELIN, Carlos Alberto Editora Manole PDF Criptografado

8. REFLEXÕES SOBRE A

INTERDISCIPLINARIDADE NO

ENSINO DO TURISMO

Marlene Buratto

Carlos Alberto Tomelin

Regina Célia Linhares Hostins

Introdução

A globalização da economia, os avanços tecnológicos e o surgimento de formas e processos diferenciados de produção configuram novas relações e desafios para a sociedade. Nesse contexto, novos rumos e tarefas se impõem à educação e, por consequência, à educação superior. Esse tem sido o foco de debates em nível mundial visando ampliar seu alcance e criar mecanismos de inclusão social, internacionalização, ampliação de redes acadêmicas e implantação de novos modelos curriculares.

Esses desafios se avolumaram mundialmente nas duas últimas décadas, dado o amplo movimento de reforma e ampliação do escopo das políticas educacionais. No Brasil, essa discussão ganhou força após a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional –

LDBEN/96 – e das Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de

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6. PLANO DE MARKETING

RUSCHMANN, Doris van de Meene; TOMELIN, Carlos Alberto Editora Manole PDF Criptografado

6. PLANO DE MARKETING

Aline Tiagor

Eduardo Hack Neto

Marielle Picarelli Mafalda

Introdução

As várias áreas do conhecimento necessárias ao exercício da profissão nos campos do Turismo e Hotelaria estão presentes na formação dos turismólogos, sobretudo com ênfase na elaboração de projetos. O curso contempla disciplinas que interatuam com outros campos de formação, visto que o turismo pode ser entendido como um fenômeno inter, trans e multidisciplinar (Beni, 2001). Tal integração vincula teoria e prática, possibilitando o contato do acadêmico com a realidade mercadológica e um

“saber-fazer” distinto dos cases comumente trabalhados em salas de aula.

As atividades práticas são vivenciadas, por exemplo, durante as disciplinas que contemplam o marketing turístico, uma das áreas mais associadas ao turismo, uma vez que, antes da oferta turística, é necessária a investigação do que e para quem será ofertado, ou seja, as características tangentes à oferta e demanda.

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12. UMA REFLEXÃO SOBRE O ENSINO DA GASTRONOMIA NO BRASIL

RUSCHMANN, Doris van de Meene; TOMELIN, Carlos Alberto Editora Manole PDF Criptografado

12. UMA REFLEXÃO SOBRE O

ENSINO DA GASTRONOMIA

NO BRASIL

Rodolfo Wendhausen Krause

Introdução

A riqueza cultural do Brasil é imensa e se manifesta em muitas áreas.

Uma delas é a culinária, que, muito embora seja bem desenvolvida, teve a profissionalização no setor de restaurante bastante tardia. Infere-se que a principal causa desse atraso foi a falta de valorização dessa atividade, considerada socialmente como inferior e exercida por uma subcategoria de profissionais. Tal caracterização pode estar vinculada ao fato de a atividade ter sido originalmente realizada por escravos.

A mudança de paradigma em relação à culinária, notadamente no

Brasil, pode ser creditada a dois precursores da história da gastronomia nacional: Laurent Suaudeau e Claude Troisgros, que chegaram ao Brasil no início da década de 1980. Com profundo conhecimento de técnicas de cozinha e encantados com a diversidade dos produtos brasileiros, esses profissionais apresentaram um diferencial em suas produções, o que logo chamou a atenção de grande parte da sociedade mais exigente no que se refere à gastronomia. Na sequência, os meios de divulgação mais importantes do país passaram a dar destaque a essa nova forma de preparar e apresentar pratos, o que, como consequência, levou a uma valorização e glamorização da profissão de chef.

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11. PAISAGEM, TURISMO E EDUCAÇÃO

RUSCHMANN, Doris van de Meene; TOMELIN, Carlos Alberto Editora Manole PDF Criptografado

11. PAISAGEM, TURISMO E

EDUCAÇÃO

Josildete Pereira de Oliveira

Introdução

O reconhecimento da importância da paisagem no contexto do turismo tem suscitado o aprofundamento da análise e o desenvolvimento de pesquisas sobre a influência da paisagem como indicador da qualidade ambiental, atrativo turístico relevante das destinações e do cenário e que possibilita uma articulação entre o lazer e a educação, especialmente a educação ambiental. Nesse contexto, a abordagem dessa temática nas disciplinas Turismo e Meio Ambiente e Ordenamento do Espaço Turístico procura dar ênfase aos métodos de análise e suas aplicações no planejamento e gestão desse espaço, bem como ao desenvolvimento de aplicativos para a sensibilização e educação das comunidades envolvidas: residentes e turistas. Dessa forma, este capítulo procura proporcionar ao leitor reflexões acerca desse tema, com base em uma abordagem descritiva, fundamentada em dados secundários sobre a relação paisagem, turismo e educação.

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Ruschmann Doris Van De Meene Solha Karina Toledo (15)
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Medium 9788520429372

2. Dimensão de valor econômico

RUSCHMANN, Doris van de Meene; SOLHA, Karina Toledo Editora Manole PDF Criptografado

2 Dimensão de valor econômico

Sônia Maria Kohler Dias

Introdução

Entre as tendências que podem transformar o mercado em âmbito mundial, algumas variáveis estão gradativamente em expansão, tais como: maior integração econômica, aperfeiçoamento dos processos de pro­dução em decorrência da tecnologia, redistribuição das unidades familiares e envelhecimento da população.

A dimensão de valor econômico, nesse contexto, contempla o sistema econômico composto pelas atribuições do governo, das unidades produti‑ vas e das unidades familiares, notadamente no que se refere ao mercado turístico e ao comportamento do consumidor idoso. Tais agentes públi‑ cos, privados e familiares, interagem entre si, impulsionando o fluxo cir‑ cular da renda, que é produto do fluxo real (as funções de famílias e em‑ presas), com o fluxo monetário (transações com a presença da moeda), remunerações inerentes ao ciclo do sistema econômico.

O processo de envelhecimento das pessoas não ocorre de um momen­ to para outro, porém, com o passar dos anos, o ser humano vai se adaptan‑ do a uma nova maneira de viver, ainda que com percalços da longa cami‑ nhada ou da saúde. Algumas pessoas têm elevado altruísmo e autoestima,

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Medium 9788520429372

8. A produção científica sobre turismo e idoso no Brasil

RUSCHMANN, Doris van de Meene; SOLHA, Karina Toledo Editora Manole PDF Criptografado

8 A produção científica sobre turismo e idoso no Brasil

Karina Toledo Solha

Bruna de Castro Mendes

Lívia Morais Garcia Lima

Introdução

De acordo com a última projeção da população do Brasil realizada pelo

IBGE, o país está na quinta posição no ranking dos mais populosos (2008).

Nesse mesmo estudo estima‑se que uma queda ainda mais acentuada do número de filhos por mulher deve levar ao crescimento negativo e ao enve‑ lhecimento da população brasileira. Hoje, o país já faz parte do grupo dos dez países com maior percentual de idosos, junto da China, Índia, Estados

Unidos, Japão, Rússia, Alemanha, Itália, França e Espanha (Bacha et al.,

2006).

Certamente, a mudança na estrutura etária da população brasileira traz muitos desafios, mas também oportunidades, pois não se trata apenas do crescimento do número de pessoas idosas (Debert, 1999), mas de uma mu‑ dança no comportamento de todos os segmentos da sociedade.

Se por um lado as consequências inerentes ao processo de envelheci‑ mento da população, como as apontadas por Veras et al. ao estudar o cres‑ cimento da população idosa no Brasil alertando para “a potencial gravidade dessa situação a longo prazo”, indicavam a necessidade urgente de se en‑ contrar caminhos que gerassem uma melhor distribuição dos serviços pú‑

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Medium 9788520429372

11. A pessoa idosa no turismo de praia: algumas considerações

RUSCHMANN, Doris van de Meene; SOLHA, Karina Toledo Editora Manole PDF Criptografado

11 A pessoa idosa no turismo de praia: algumas considerações

Ailton dos Santos Júnior

Introdução

O crescimento do turismo, em termos de fluxos de pessoas e capitais, está diretamente atrelado ao desenvolvimento capitalista e é por este impulsionado.

Dito de outra forma, a lógica do capitalismo como modo de produção provocou transformações profundas nas relações sociais particularmente no que se refe‑ re ao uso do tempo social, que passou a ser dividido em tem­po de trabalho e tempo de não trabalho, ou tempo livre. Uma parcela do tempo livre metamor‑ foseou‑se em tempo de lazer, promovendo, entre outras coisas, mudanças no cotidiano de um número crescente de pessoas, que passaram a ver na viagem uma maneira de escapar da rotina do trabalho repetitivo, de recuperar‑se física e mentalmente do desgaste causado pelo meio urbano, de desfrutar momen‑ tos de liberdade, de entrar em contato com a natureza, enfim, de viver novas experiências em outros territórios diferentes do seu.

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12. Planejamento urbano e sua interface com o turismo para a terceira idade

RUSCHMANN, Doris van de Meene; SOLHA, Karina Toledo Editora Manole PDF Criptografado

12 Planejamento urbano e sua interface com o turismo para a terceira idade

Edna Mello de Liz

Fernanda de Magalhães Trindade

Rodrigo Hakira Minohara

Rudinei Scaranto Dazzi

Introdução

O município de Balneário Camboriú é um dos destinos mais visitados pelos turistas da terceira idade durante a baixa temporada. Os meses de mar‑

ço, abril e maio são considerados os meses da felicidade pela Secretaria de

Turismo, pois são os meses em que os idosos mais visitam a cidade.

Esse público tem crescido muito nas últimas décadas, devido ao au‑ mento da longevidade, avanços da medicina, através da descoberta e pre‑ venção das doenças e de equipamentos de ponta para cirurgias, com a tecnologia da indústria desenvolvendo medicamentos de última geração.

Com todos esses fatores, a expectativa de vida aumentou, e com ela for‑ mou‑se um novo mercado de pessoas com mais de 60 anos, com tempo livre, permitindo um incremento substancial à atividade turística.

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7. Lazer e turismo como possibilidades educacionais no contexto da extensão universitária: a experiência da UnATI/Each/USP

RUSCHMANN, Doris van de Meene; SOLHA, Karina Toledo Editora Manole PDF Criptografado

7 Lazer e turismo como possibilidades

educacionais no contexto da extensão universitária: a experiência da

UnATI/Each/USP

Marcelo Vilela de Almeida

Meire Cachioni

Introdução

Ao longo do século XX, em praticamente todo o mundo, o aumento da população idosa suscitou o aparecimento de novas maneiras de encarar a velhice. Sob a influência do progresso tecnológico e social que se refletiu no aumento da expectativa de vida e na melhoria da qualidade de vida, aos poucos foi sendo revisto o conceito clássico segundo o qual a velhice é algo negativo. Simultaneamente a essa revisão, a importância da educação ao longo da vida foi sendo intensificada, tendo em vista que o aprender não é um fim em si mesmo, mas um vínculo por meio do qual uma pessoa pode encontrar uma variedade de objetivos pessoais e de crescimento. Repre‑ senta para o ser humano uma construção contínua de seus conhecimen‑ tos e aptidões, da sua capacidade de discernir e agir. É uma condição que acompanha o indivíduo em todas as fases da sua vida e, em todas elas, mostra‑se igualmente importante para seu pleno desenvolvimento, ao corresponder às características e necessidades próprias de cada momento vivido.

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Philippi Jr Arlindo Silva Neto Ant Nio J (34)
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Medium 9788520430460

20. Simultaneamente interdisciplinar e profissional: desafios do Programa de Desenvolvimento e Gestão Social da UFBA

PHILIPPI JR., Arlindo; SILVA NETO, Antônio J. Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

20

Simultaneamente interdisciplinar e profissional: desafios do Programa de Desenvolvimento e Gestão Social da UFBA

Tânia Fischer | Pedagoga, Ciags-UFBA

Vanessa Paternostro Melo | �Administradora, Ciags-UFBA

Paula Chies Schommer | �Administradora, Esag-UDESC

Rosana de Freitas Boullosa | Arquiteta, Ciags-UFBA

Trajetória do Programa de Desenvolvimento e Gestão Social: uma introdução

O Programa de Desenvolvimento e Gestão Social (PDGS) foi criado em

2001. Promovendo atividades de pesquisa, ensino e extensão, oferece alterna‑ tivas de qualificação para gestores sociais do desenvolvimento territorial, criando e testando modelos de formação, com base em perfis de competên‑ cia. Em 2005, o PDGS deu origem ao Centro Interdisciplinar de Desenvolvi‑ mento e Gestão Social (Ciags). Sediado na Escola de Administração da Uni‑ versidade Federal da Bahia (UFBA), o Ciags integra grupos de pesquisa e professores de unidades diversas da UFBA e de outras instituições do país e do exterior. Além disso, o Ciags reconhece as novas configurações dos territó‑ rios presentes nas estratégias de desenvolvimento que integram o Estado e as formas organizadas da sociedade civil e das organizações empresariais, atuan‑ do, assim, em recortes territoriais de escalas variadas (da microlocal à inter‑ nacional/global). Com isso, o Ciags tem a intenção de apoiar o desenvolvi‑

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30. Construção de uma carreira interdisciplinar

PHILIPPI JR., Arlindo; SILVA NETO, Antônio J. Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

30

Construção de uma carreira interdisciplinar

Carlos Afonso Nobre| Engenheiro eletrônico, CCST–Inpe

E tudo começou na adolescência...

Para escrever sobre o processo interdisciplinar de produção do conheci‑ mento, decidi falar um pouco sobre minha trajetória, desde a adolescência até o presente, e de como minhas experiências científicas e profissionais mol‑ daram minha visão sobre a importância da interdisciplinaridade nas ciências, particularmente nas ambientais. Desejando ir fundo na minha memória e tentando capturar o momento em que senti despertar a curiosidade e o dese‑ jo de me dedicar à área de meio ambiente, volto à minha adolescência, na década de 1960.

Embora meu pai não tivesse mais de quatro anos de escolaridade, por falta de oportunidades, ele lia muito e, principalmente, tinha uma visão avançada para a época sobre a importância da natureza, sobre o que ele chamava de

“equilíbrio do mundo natural”, e sobre como a espécie humana o estava per‑ turbando. Recordo‑me das caminhadas que fazíamos, meus irmãos, meu pai

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1. Histórico, fundamentos filosóficos e teórico-metodológicos da interdisciplinaridade

PHILIPPI JR., Arlindo; SILVA NETO, Antônio J. Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

1

Histórico, fundamentos filosóficos e teórico-metodológicos da interdisciplinaridade

Augusta Thereza de Alvarenga | Socióloga, FSP–USP

Arlindo Philippi Jr. | Engenheiro sanitarista, FSP–USP

Américo Sommerman | Cientista da Educação, UFBA

Aparecida Magali de Souza Alvarez | Psicóloga, FSP–USP

Valdir Fernandes | Sociólogo, Centro Universitário Franciscano do Paraná

Introdução

A discussão do tema interdisciplinaridade inscreve-se no amplo movimento de reflexão crítica sobre o tipo de avanço da ciência e da tecnologia no mundo moderno, associado ao que conhecemos como tecnociência. Trata-se

– em relação a esse avanço – de repensar suas implicações no homem e no planeta, em razão da ambivalência de seus resultados, que trazem benefícios, mas igualmente riscos. Tal ambivalência decorre, segundo Morin (1996; 2000), do fato dessa tecnociência passar a comandar o futuro das sociedades, sem comandar a si própria. Para esse autor, isso se deve não somente pela constatação de que o poder gerado pela tecnociência encontra-se reconcentrado nos poderes econômicos e políticos, mas, também, por esta avançar desvinculada de reflexão própria – reflexão de natureza filosófica – sobre os efeitos negativos que a produção e a aplicação de seu conhecimento geram, o que caracterizaria a existência, nesse cenário, de uma ciência sem consciência.

Conforme afirma Fernandes (2008, p. 9):

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22. Papel da Pós-Graduação do Naea-UFPA na formação interdisciplinar para o desenvolvimento sustentável

PHILIPPI JR., Arlindo; SILVA NETO, Antônio J. Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

22

Papel da Pós-Graduação do

Naea-UFPA na formação interdisciplinar para o desenvolvimento sustentável

Ana Paula Vidal Bastos | Psicóloga, Naea-UFPA

Edna Castro | Socióloga, Naea-UFPA

Nírvia Ravena | Socióloga, Naea-UFPA

Este capítulo tem como objetivo avaliar a relevância dos programas de pós‑graduação do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (Naea) para a discus‑ são interdisciplinar do desenvolvimento sustentável. A longa história do Naea, que há mais de 35 anos (mais antigo, portanto, que o Comitê Interdisciplinar da Capes) forma recursos humanos no nível de pós‑graduação, é percorrida a fim de ilustrar a sua importância para a Pan‑Amazônia como um todo. A in‑ terdisciplinaridade é estruturante da pós‑graduação dessa instituição, pois sua inserção regional fez dela e de seus programas elementos fundadores do de‑ senvolvimento regional no sentido amplo desse conceito, ou seja, pensar a

Amazônia brasileira como região e sociedade e, ao mesmo tempo, suas rela‑

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Medium 9788520430460

4. Interdisciplinaridade, pedagogia e didática da complexidade na formação superior

PHILIPPI JR., Arlindo; SILVA NETO, Antônio J. Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

4

Interdisciplinaridade, pedagogia e didática da complexidade na formação superior

Daniel Angel Luzzi | Pedagogo, FSP-USP

Arlindo Philippi Jr. | Engenheiro sanitarista, FSP-USP

A

interdisciplinaridade vem ocupando cada vez mais espaço nas universidades brasileiras com a ampliação crescente de programas de pós-graduação stricto sensu. No entanto, deve-se ter a preocupação em adotar a interdisciplinaridade não como um fim em si mesma, mas como um meio para desvelar e compreender a complexidade do mundo que nos rodeia. Nesse sentido, a interdisciplinaridade no ensino superior não pode ser relacionada apenas à justaposição de professores de diversas áreas de conhecimento em sala de aula; à coorientação de dissertações de mestrado e teses de doutorado; à colaboração de professores de áreas de conhecimento diversas em pesquisas; ou, ainda, ao estabelecimento de espaços colaborativos de diálogo e de comunidades de aprendizagem. Esses são todos elementos necessários, mas não suficientes para a abordagem da complexidade do processo de ensino e aprendizagem.

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Philippi Jr Arlindo Fernandes Valdir (25)
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Medium 9788520438930

13. Interdisciplinaridade e mudanças climáticas: caminhos para sustentabilidade

PHILIPPI JR., Arlindo; FERNANDES, Valdir Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

13

Interdisciplinaridade e mudanças climáticas: caminhos para sustentabilidade

Pedro Roberto Jacobi, Cientista social e economista, USP

Leandro Luiz Giatti, Biólogo, USP

Tercio Ambrizzi, Físico, USP

Introdução

Este capítulo objetiva explorar o potencial interdisciplinar em torno do fenômeno global de mudanças climáticas e de suas consequências intrínsecas para, mediante uma ampla problematização, discutir perspectivas e desafios de práticas interdisciplinares, tendo como principal foco a aprendizagem so­ cial, que se possibilita a partir de vasto processo de produção de conhecimen­ to que se estende desde os avanços científicos sobre o campo até as possibi­ lidades de diálogo entre esses saberes especializados, as reais demandas e a percepção dos mais diversos atores sociais sobre a questão.

O quadro socioambiental que caracteriza as sociedades contemporâneas revela que o impacto dos humanos sobre o meio ambiente está causando alterações cada vez mais complexas, tanto em termos quantitativos quanto qualitativos. Nessa direção, o tema da sustentabilidade tem assumido papel

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Medium 9788520438930

7. Práticas para criação do conhecimento interdisciplinar: caminhos para inovação baseada em conhecimento

PHILIPPI JR., Arlindo; FERNANDES, Valdir Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

7

Práticas para criação do conhecimento interdisciplinar: caminhos para inovação baseada em conhecimento

Patricia de Sá Freire, Pedagoga, Unesc

Kelly Cristina Tonani Tosta, Administradora, UFFS

Roberto Carlos dos Santos Pacheco, Engenheiro civil, UFSC

INTRODUÇÃO

A inovação, até há pouco tempo, era vista como se ocorresse em estágios sucessivos e independentes de pesquisa básica, pesquisa aplicada, desenvolvimento, produção e difusão, como um processo linear e sequencial (Cassiolato e Lastres, 2005).

De acordo com Cassiolato e Lastres (2005), embora tenham sido citados antes, só a partir da década de 1960 se iniciam os estudos sobre inovação com alguma profundidade.

Antes disso, na década de 1930, Schumpeter foi um dos economistas a incluir a inovação em suas teorias econômicas, apontando as diferenças entre invenção, que é a geração de uma nova peça de conhecimento, e inovação, o resultado de pesquisa e desenvolvimento em um novo processo ou produto

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Medium 9788520438930

15. Formação de professores da educação básica e pós-graduação: a interdisciplinaridade necessária

PHILIPPI JR., Arlindo; FERNANDES, Valdir Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

15

Formação de professores da educação básica e pós-graduação: a interdisciplinaridade necessária

Carmen Moreira de Castro Neves, Educadora, Capes

Introdução

Se precisássemos escolher uma só palavra para traduzir o mundo em que vivemos, essa poderia ser complexidade. Para Edgar Morin (1986, p. 155):

[...] só o pensamento complexo está à altura dos pensamentos fundamentais de nossas sociedades e de nossa história, de onde se originam problemas de vida e de morte da humanidade, então ele tem que concentrar em si a energia do desespero e a energia da esperança.

Segundo Freire (1979), diante de um forte desafio, o verdadeiro educador opta pela esperança e, certamente por isso, o pensamento complexo de Morin

é movido pela energia criadora que propõe integrar a multidimensionalidade, a contextualização e as ideias de liberdade e autonomia.

Ao aprofundar-se nas possibilidades de liberdade e autonomia, Morin combina-as com inúmeras dependências: a gênese do ser autônomo começa na família, com o amor e o cuidado dos pais; continua na escola que o ensina a falar, escrever, conviver; estende-se à universidade que o ajuda a acumular conheci-

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23. A démarche interdisciplinar do Grupo de Pesquisa Observatório da Vida Estudantil

PHILIPPI JR., Arlindo; FERNANDES, Valdir Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

23

A démarche interdisciplinar do Grupo de Pesquisa Observatório da Vida Estudantil

Sônia Maria Rocha Sampaio, Psicóloga, UFBA

Georgina Gonçalves dos Santos, Assistente social, UFRB

INTRODUÇÃO

São apresentados aqui alguns elementos de compreensão sobre como o

Observatório da Vida Estudantil (OVE) se constituiu em um grupo interdisciplinar de pesquisa com foco na vida e na cultura de estudantes universitários.

O OVE iniciou suas atividades em 2008, em duas instituições de ensino superior (IES) baianas – a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Universidade

Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Atualmente, mais três IES participam dos trabalhos desenvolvidos no OVE: a Universidade do Estado da Bahia

(Uneb), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia, campus Valença (IFBA) e, recentemente, a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Surgiu, inicialmente, como mais uma linha de um grupo de pesquisa em psicologia do desenvolvimento do Programa de Pós-Graduação em

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16. Práticas interdisciplinares no campo das ciências ambientais

PHILIPPI JR., Arlindo; FERNANDES, Valdir Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

16

Práticas interdisciplinares no campo das ciências ambientais

Maria do Carmo Sobral, Engenheira civil, UFPE

Carlos Alberto Cioce Sampaio, Administrador, PUC-PR

Valdir Fernandes, Cientista social, UP e Isae

Arlindo Philippi Jr, Engenheiro civil e sanitarista, USP

Introdução

O desenvolvimento da ciência sempre foi impulsionado pelos grandes problemas da humanidade, sobretudo aqueles relacionados à natureza. O surgimento das ciências ambientais não difere dessa dinâmica. Elas surgem como resposta ao reconhecimento das questões ambientais, especialmente a partir da década de 1960. São questões que têm relação com a disponibilidade de recursos para sustentar o ritmo e o estilo de desenvolvimento adotado a partir da Revolução Industrial; relacionadas à poluição, nas suas várias formas, da água, do ar e do solo; problemas vinculados ao uso e à ocupação do solo, principalmente aqueles concernentes aos processos de urbanização; relativas à qualidade de vida das pessoas, envolvendo questões de saúde, mobilidade, alimentação, saneamento, entre outros.

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