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Capítulo 55. Por que brigamos tanto nas eleições? a psicologia da discórdia

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Os últimos tempos não têm sido muito fáceis, e, assim como eu, você também já deve ter percebido isso. Como se não bastassem as inquietudes pessoais e os dilemas da vida cotidiana, sempre tão intensos, agora também se somam as questões políticas, que contribuem de maneira marcante para que o presente fique ainda mais conturbado.

São opiniões incessantes sobre as eleições enviadas pelos aplicativos de mensagens, redes sociais que transbordam afirmações de rancor e de indignação, matérias na mídia que expõem essa “ferida social” aberta, etc., e mesmo que não deseje participar dessa correnteza turbulenta, não há muita escolha, você será arrastado.

Do ponto de vista da saúde mental, ninguém se deu conta, ainda, de que esse bombardeamento de informações negativas inevitavelmente cria efeitos bastante nocivos à nossa mente. Não é de hoje que se sabe que, quanto mais notícias ruins são veiculadas, maiores serão as chances de o nosso cérebro reagir de forma protetora, liberando hormônios do estresse que aceleram nossos batimentos cardíacos, aumentam a pressão sanguínea, mudam os padrões de alimentação e de sono e alteram de maneira expressiva o nosso humor.

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Capítulo 26. Entender que a vida é feita de ciclos pode reduzir o estresse no fim do ano

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

No período de fim de ano, temos que superar uma das fases mais turbulentas: as festas comemorativas. Elas podem começar com os fatídicos amigos secretos do trabalho e chegar, inevitavelmente, ao encontro das celebrações do Natal.

Talvez até existam pessoas que nem comemorem essas festas, mas uma coisa é certa: há uma mudança clara no comportamento de todos e é quase impossível não ser afetado por ela.

O primeiro passo é manejar a contagem regressiva dos dias que se aproximam dessas datas de recesso. Sabemos, por experiências anteriores, que, no fim do ano, fazemos um balanço mental das conquistas e dos fracassos que obtivemos.

Como nosso cérebro não tem muita facilidade para deixar as situações e os eventos “em aberto”, nossa biologia nos empurra, portanto, para fazer certas avaliações finais, quer desejemos ou não. Assim, o cansaço físico e mental já interfere, de maneira expressiva, para não termos uma perspectiva muito animadora. E esse processo de verificações pessoais, devo dizer, não é das tarefas mais fáceis.

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Capítulo 36. A perda de peso e a mudança nos relacionamentos afetivos

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

É de conhecimento geral o impacto da obesidade em todo o mundo. Considerada uma epidemia global, afeta uma em cada dez pessoas. No Brasil, a obesidade chega a 53,9% da população em geral, levando-se em conta crianças e adultos. Entre os adultos, pouco mais de 50% já são obesos.1, 2

Ao criar desdobramentos em praticamente todas as esferas de nossa existência, a obesidade interfere nas relações sociais, impacta a economia e se faz notar de maneira expressiva em nossa saúde e em nosso bem-estar mais imediato.3 De todas as tentativas de controle, a cirurgia bariátrica tem sido uma das opções mais discutidas quando o assunto é o alto índice de massa corporal (IMC).4

Para saber seu IMC, divida seu peso pela sua altura, depois divida o resultado novamente pela altura. Se o resultado estiver entre 18,5 e 24,9, seu IMC está dentro da normalidade. IMC ≥ 25 indica sobrepeso; ≥ 30 indica obesidade. Com um IMC ≥ 35, você pode ser um candidato para cirurgia bariátrica, caso tenha diabetes; com um resultado ≥ 40, porém, a cirurgia seria recomendada mesmo sem nenhuma doença.

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Capítulo 9 - A análise funcional: aplicação dos conceitos

Márcio Borges Moreira, Carlos Augusto de Medeiros Grupo A ePub Criptografado

Objetivos do capítulo

Ao final deste capítulo, espera-se que o leitor seja capaz de:

1Definir análise funcional;

2Justificar a importância das análises funcionais para a predição e o controle do comportamento;

3Listar, descrever e exemplificar os três níveis de seleção;

4Realizar análises funcionais em contextos controlados de experimentação, utilizando os paradigmas operante e/ou respondente quando for o caso;

5Realizar análises funcionais de comportamentos em contexto aplicado utilizando os paradigmas operante e/ou respondente quando for o caso.

Se quisermos entender a conduta de qualquer pessoa, mesmo a nossa própria, a primeira pergunta a fazer é: “O que ela fez?”. O que significa dizer identificar o comportamento. A segunda pergunta é: “O que aconteceu então?”. O que significa dizer identificar as consequências do comportamento. Certamente, mais do que consequências determinam nossa conduta, mas essas primeiras perguntas frequentemente hão de nos dar uma explicação prática. Se quisermos mudar o comportamento, mudar a contingência de reforçamento – a relação entre o ato e a consequência – pode ser a chave.

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Capítulo 19. Por que adiamos algumas atitudes? entenda os mecanismos da procrastinação

Cristiano Nabuco de Abreu Grupo A ePub Criptografado

Todos nós, diariamente, fazemos planos para modificar nossa vida. Planejamos começar um certo regime, ler um determinado livro, fazer algum exame e, claro, atingir o desejado equilíbrio financeiro.

Não estamos falando aqui apenas das coisas mais significativas, mas também das situações corriqueiras de resolução de problemas menores do cotidiano, como, por exemplo, arrumar uma gaveta que acumula todo tipo de objetos ou, ainda, fazer a limpeza de nosso armário de roupas, dispensando aquilo que não usamos, pois é notável esse tipo de acomodação. E, como resultado, algo bem conhecido por todos nós sempre acontece, ou seja, passa-se o tempo e, simplesmente, não realizamos as pendências.

E vamos deixando para a próxima semana, ou seja, o velho autoengano de insistirmos ingenuamente que, “em breve”, tudo estará sendo resolvido. E, assim, passam-se semanas, meses e, muitas vezes, anos, e os problemas continuarão por lá, assombrando nossa consciência.

Caso você não saiba, esse mecanismo mental tem um nome clássico na psicologia: chama-se procrastinação, ou seja, o ato de deixar para depois, de adiar resoluções que precisariam ser tomadas no momento presente, mas que, por alguma razão, acabam sendo esquecidas e perpetuadas indefinidamente.

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