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Capítulo 14 - Promovendo saúde: encontros de bate-papo com adolescentes

Luisa Fernanda Habigzang, Eva Diniz, Sílvia H. Koller Grupo A PDF Criptografado

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PROMOVENDO SAÚDE: ENCONTROS

DE BATE-PAPO COM ADOLESCENTES

LAÍSSA ESCHILETTI PRATI

KARLA RAFAELA HAACK

RAQUEL MÜLLER CIELO

Este capítulo problematiza a importância de se realizar intervenções preventivas com adolescentes. Inúmeros trabalhos são desenvolvidos sobre temáticas específicas e cruciais para a pessoa que vivencia essa etapa do desenvolvimento humano (especialmente sobre sexualidade, comportamento de risco e dependência química). Entretanto, poucos programas abordam temas diversificados e verificam sua efetividade.

Sendo assim, será apresentada, de forma detalhada, uma intervenção desenvolvida desde 2008 no Vale do Paranhana, Rio Grande do Sul. Acredita-se que esse detalhamento poderá servir de apoio à construção de novas intervenções, adaptando-as ao contexto no qual serão executadas.

CASO TÍPICO

Pedro,* 14 anos, está frequentando a 7ª série e reside em um bairro socialmente vulnerável de uma cidade do interior. Sua

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Medium 9788582715314

Capítulo 7 - Saúde mental dos pais e dependência de internet em adolescentes

Kimberly S. Young, Cristiano Nabuco de Abreu, Mônica Giglio Armando Grupo A ePub Criptografado

Lawrence T. Lam

Não tenho muito o que fazer, só fico conversando com meus amigos no WhatsApp, postando minhas fotos no Instagram e tuitando um pouco.” Foi assim que um menino de 13 anos de idade descreveu o que ele costuma fazer depois da escola durante uma discussão em grupo sobre a vida social dos adolescentes em uma escola. Quando perguntei quanto tempo ele costumava passar fazendo essas atividades, ele disse: “Não muito, umas seis horas todos os dias”. Perguntei, então, sobre seus pais, e ele disse: “Meu pai é empresário e vive trabalhando e viajando, mas, quando ele está em casa, raramente conversamos. Só enviamos WhatsApp [um ao outro]. Sei que ele não está feliz com um monte de coisas, mas não fala sobre isso.Ele fica assistindo filmes online até tarde da noite. Acho que sou um pouco como ele.

A cena descrita é comum na região da Ásia Oriental, bem como em muitas outras áreas do mundo desenvolvido e em desenvolvimento. A internet tornou-se uma parte essencial de nossas vidas e uma força dominante na moldagem de nossas vidas cotidianas. Embora ofereça imensa praticidade, melhorando de muitas maneiras nossas vidas, há uma desvantagem, como refletem as observações do adolescente de 13 anos de idade mencionadas anteriormente.

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Medium 9788582710470

Capítulo 7 - Adolescência e Contexto Familiar

Luisa Fernanda Habigzang, Eva Diniz, Sílvia H. Koller Grupo A PDF Criptografado

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ADOLESCÊNCIA E CONTEXTO FAMILIAR

NORMANDA ARAUJO DE MORAIS

REBECA LIMA

JULIANA FERNANDES

O presente capítulo tem como objetivo descrever algumas concepções teóricas que discutem a relação entre adolescência e família na contemporaneidade. Além disso, busca apresentar a família na sua complexidade, relatando exemplos nos quais ela pode funcionar como fator de risco e/ou proteção aos adolescentes. Por fim, o capítulo apresenta a descrição de dois casos, sendo um no contexto da rua e outro no contexto clínico, os quais objetivam ilustrar a re­lação entre o sistema familiar e a adolescência.

DEFINIÇÕES DE FAMÍLIA

A família é o microssistema no qual as crianças e os adolescentes tendem a estabelecer suas primeiras relações interpessoais.

Bronfenbrenner (1996) utilizou o termo microssistema para descrever o ambiente imediato em que a pessoa em desenvolvimento estabelece interações face a face, por meio de vivências eficazes em nível de afetividade. Nesse contexto, crianças e adolescentes assimilam valores, crenças e ideologias, o que permite o desenvolvimento de um complexo repertório cognitivo, emocional e comportamental. Ou seja, o microssistema da família é responsável pela

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Medium 9788553131303

CAPÍTULO 1 - A PSICOLOGIA OU AS PSICOLOGIAS

Ana Mercês Bahia Bock, Maria de Lourdes T. Teixeira, Odair Furtado Editora Saraiva PDF Criptografado

l o c i s p

A o c i s p as

CAPÍTULO 1

Usamos o termo psicologia no cotidiano com vários sentidos. Por exemplo,

quando falamos do poder de persuasão de um vendedor, dizemos que ele usa

de psicologia para vender seu produto; quando nos referimos à jovem estudante que usa seu poder de sedução para atrair o rapaz, falamos que ela usa de psicologia; e quando procuramos aquele amigo, que está sempre disposto a ouvir nossos problemas, dizemos que ele tem psicologia para entender as pessoas.

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Será essa a psicologia dos psicólogos? Certamente não. Essa psicologia, usada no cotidiano pelas pessoas, em geral, é denominada de Psicologia do

Senso Comum. Mas nem por isso deixa de ser uma psicologia. O que estamos querendo dizer é que as pessoas, em geral, têm um domínio, mesmo que pequeno e superficial, do conhecimento acumulado pela

Psicologia Científica, o que lhes permite explicar ou compreender seus problemas cotidianos de um ponto de vista psicológico. O fato é que no cotidiano as pessoas vão se apropriando do conhecimento acumulado pela humanidade e fazem o uso não científico desse conhecimento, um uso que não é estritamente técnico, mas trata-se de um uso que ajuda a compreender o mundo e as coisas do mundo.

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Medium 9788527731546

66 - Morte e Luto no Contexto Familiar | Uma Visão Sistêmica

Roberta Payá Grupo Gen PDF Criptografado

66

Morte e Luto no Contexto

Familiar | Uma Visão

Sistêmica

Ana Lucia de Moraes Horta e Celina Daspett

Ningué­m tem coragem ou palavras para, de mãos dadas comigo, falar sobre a minha morte. Bom seria se, depois de anunciada, ela acontecesse de forma mansa e sem dores, longe dos hospitais, em meio às pessoas que se ama, em meio a visões de beleza.

Rubem Alves

Por que falar de morte e luto no contexto familiar?

A morte idea­li­zada por Rubem Alves aproxima-se daquela esperada por muitos de nós: sem dor, sem sofrimento, em meio às pessoas que amamos.

Entender a morte como um fenômeno biológico, psicológico, social, cultural e espiritual sempre foi um desafio em nossa sociedade. Para tentar compreendê-la, buscamos referenciais em várias áreas do conhecimento, como biologia, filosofia, antropologia, psicologia, mitologia e tanatologia.

Vivemos em uma sociedade ocidental, pósmoderna, que busca a vitalidade e a longevidade, e pouco nos preparamos para perdas, como a nossa própria morte ou a do outro. Por isso, vislumbrar a perda de um familiar ou ente querido ainda é uma das experiências mais angustiantes que podemos ter.

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