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Medium 9788536307183

Capítulo 6. Terapias de autocontrole

Keith S. Dobson Grupo A PDF Criptografado

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TERAPIAS DE AUTOCONTROLE

Paul D. Rokke

Lynn P. Rehm

As abordagens de autocontrole no tratamento psicológico abrangem diversas técnicas, estratégias e modelos. O termo “autocontrole” tem um uso um pouco diferenciado de dois termos semelhantes da psicologia comportamental, a “auto-regulação” e o “autocontrole”.

A “auto-regulação” tende a ser mais utilizada como um termo genérico que se refere a diversos processos e técnicas que envolvem o controle voluntário de processos psicológicos, comportamentais e fisiológicos. Ele é usado para descrever procedimentos de biofeedback, por exemplo, bem como procedimentos cognitivocomportamentais. Os termos “autocontrole” e

“automanejo” são empregados em referência a táticas e procedimentos de controle sobre processos comportamentais e cognitivos. O termo

“automanejo” já não é tão usado na literatura por causa de suas conotações de força de vontade e controle da expressão de emoções. O

“autocontrole”, ao contrário do “automanejo”,

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Medium 9788582714164

Capítulo 9. Terapia cognitivo - comportamental em grupo para trauma e situações de crise

Carmem Beatriz Neufeld; Bernard P. Rangé Artmed PDF Criptografado

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TERAPIA

COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

EM GRUPO

PARA TRAUMA

E SITUAÇÕES

DE CRISE

Marcelo Montagner Rigoli

Julia Luiza Schäfer

Christian Haag Kristensen

Neste capítulo, iremos discorrer breve­ mente sobre o estudo do trauma e suas consequências como um fenômeno clínico.

Em seguida, uma visão geral das interven­

ções já propostas para essa situação será também brevemente revisada. Por último, serão descritas com mais detalhes duas intervenções possíveis, sendo estas as mais suportadas pela literatura científica.

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TRAUMA E ESTRESSORES

Apesar de a história da humanidade estar repleta de descrições de reações indivi­ duais a eventos traumáticos, definir o que constitui um evento desse tipo não é uma tarefa simples, e diversos debates já envol­ veram essa definição. Originada do grego traûma, que significa “ferida”, a palavra trauma, no contexto psicológico, se refere a feridas psicológicas. Embora diversas

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Medium 9788582712832

Capítulo 15 - Padrões de dissociação da memória operacional na discalculia do desenvolvimento

Jerusa Fumagalli de Salles (org.); Vitor Geraldi Haase (org.); Leandro F. Malloy-Diniz (org.) Grupo A PDF Criptografado

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Padrões de dissociação da memória operacional na discalculia do desenvolvimento

FABIANA SILVA RIBEIRO

PAULO ADILSON DA SILVA

FLÁVIA HELOÍSA DOS SANTOS

Dificuldades de aprendizagem da matemática são frequentemente observadas em estudantes do ensino fundamental e podem ser divididas em duas condições essenciais.

Na primeira, estão as crianças com baixo rendimento matemático (LA, do inglês low achievement; moderately or persistent low mathematics achievement) decorrente de privações socioeconômicas e culturais; na segunda, crianças com discalculia do desenvolvimento (DD), um transtorno intrínseco. Entretanto, diferenciar DD e LA nos primeiros anos de escolarização constitui uma tarefa difícil dependendo do caso e dos critérios diagnósticos escolhidos, pois suas características fenotípicas são semelhantes (Mazzocco & Räsänen, 2013).

A cognição numérica estabelece a relação entre as bases neurais e cognitivas de uma determinada quantidade, as quais representam a semântica e o significado numérico. Dessa forma, a magnitude numérica pode ser expressa por algarismos romanos, arábicos, objetos, sons e termos relacionados – por exemplo, para 3,

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Medium 9788582712207

Capítulo 26 - Demência frontotemporal variante comportamental

Flávia Heloísa Dos Santos; Vivian Maria Andrade; Orlando F. A. Bueno Grupo A PDF Criptografado

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Demência frontotemporal variante comportamental

VALÉRIA SANTORO BAHIA

LEONEL TADAO TAKADA

RICARDO NITRINI

Há mais de um século, Arnold Pick descreveu o quadro clínico de cinco pacientes que apresentavam sintomas comportamentais e de alteração da linguagem associados a atrofia cerebral em regiões frontais e temporais anteriores. Inicialmente, essa condição tornou-se conhecida como doença de Pick. Em 1994, no Consenso de Lund-Manchester, os casos com tal sintomato­ logia passaram a ser denominados demência frontotemporal (DFT). Esse consenso reconheceu a existência de quadros com predomínio da disfunção da linguagem, mas não os classificou (Lund and Manchester Group, 1994). A publicação desses critérios ofereceu um avanço no reconhecimento desses casos e a definição de que a doença de Pick ficaria restrita a ocorrências em que, no exame anatomopatológico, fossem evidenciadas as células e os corpúsculos de Pick, o que representa 8 a 10% dos casos.

Somente em 1998, pelo consenso de

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Medium 9788582710142

Capítulo 15 - Método anatomoclínico na interpretação dos resultados das investigações clínicas: síndromes demenciais do idoso

Leandro F. Malloy-Diniz; Daniel Fuentes; Ramon M. Cosenza Grupo A PDF Criptografado

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Método anatomoclínico na interpretação dos resultados das investigações clínicas: síndromes demenciais do idoso

VITOR GERALDI HAASE

ANDRESSA M. ANTUNES

LAISS BERTOLA

JONAS JARDIM DE PAULA

NEANDER ABREU

LEANDRO F. MALLOY-DINIZ

A interpretação dos resultados do exame neuropsicológico baseia-se em um sistema nervoso conceitual, ou seja, em um modelo das correlações estrutura-função desenvolvido por neuropsicólogos ao longo de mais de 150 anos de experiência clínica e pesquisa

(Haase et al., 2008; Haase, Medeiros, Pinheiro-Chagas, & Lana-Peixoto, 2010). Um modo prático de operacionalizar o diagnóstico neuropsicológico deriva da tradição neurológica (Barraquer-Bordas, 1976). O diagnóstico neuropsicológico pode ser sistematizado em uma sequência lógica de passos:

O diagnóstico funcional, que consiste em descrever os sintomas e sinais em termos de padrões de associação (síndromes) ou dissociação entre funções comprometidas e preservadas, as quais são interpretadas no contexto de modelos de processamento de informação.

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