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Capítulo 6 - Mudança na tomada de decisão

Robert L. Leahy Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 6

Mudança na tomada de decisão

A

tomada de decisão é fundamental para quase todos os aspectos da vida: escolher o que comer, fazer ou não fazer exercícios, o que comprar, que tipo de relacionamento buscar, onde morar, o que dizer, qual carreira seguir e se você deve voltar atrás em sua decisão e sair daquele emprego ou relacionamento. A depressão é geralmente caracterizada pela indecisão; os indivíduos procrastinam comportamentos importantes porque não conseguem decidir o que fazer e temem uma inundação de pensamentos autocríticos caso tomem a decisão errada.

Ansiedade frequentemente envolve decisões de evitar situações que provocam desconforto, o medo de ter um ataque de pânico, ser contaminado, parecer tolo ou enfrentar uma situação perigosa. Não é raro exagerar a intensidade e duração de um resultado antecipado, para descobrir, mais tarde, que no fim as coisas foram melhores do que o esperado.

Indivíduos com problemas de abuso de substância se defrontam com a decisão de tomar ou não outro drinque ou usar uma droga ilegal, frequentemente focando em seus sentimentos e sensações mais imediatas em vez de nas consequências de mais longo prazo.

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Medium 9788536326955

19. O lúdico no consultório: análise do ludodiagnóstico na demanda da saúde suplementar

Affonso, Rosa Maria Lopes Grupo A PDF Criptografado

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O lúdico no consultório

Análise do ludodiagnóstico na demanda da saúde suplementar

Marisa Cintra Bortoletto

A

saúde suplementar apareceu no cenário nacional para suprir as deficiências da saúde pública brasileira. É composta pelas operadoras de saúde, as quais administram e comercializam os diversos planos de saúde.

A Agência Nacional de Saúde (ANS), conjuntamente com as operadoras, é responsável pela regulamentação do rol de procedimentos médicos, odontológicos e psicológicos, entre outros. Recentemente, em 2008, a psicologia clínica foi contemplada com 12 sessões/ano de psicoterapia, para qualquer tipo de plano de saúde, o que significa que um número cada vez maior de pessoas agora tem acesso aos serviços psicológicos.

Quando pensamos nas famílias e seus dependentes, sabemos que as crianças são as principais beneficiadas, pois a partir da sintomatologia serão submetidas ao ludodiagnóstico e encaminhadas para os tratamentos mais adequados. Os resultados oferecerem uma contribuição substancial aos pais, à família e à criança.

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Medium 9788582714911

Capítulo 8 - Síndromes Amnésicas e Hipermnésicas

Ivan Izquierdo Grupo A PDF Criptografado

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SÍNDROMES AMNÉSICAS

E HIPERMNÉSICAS

O estudo detalhado das diversas síndromes amnésicas não é matéria deste livro, mas dos textos de neurologia ou psiquiatria especializados no tema. Porém, uma breve descrição de alguns deles, em relação aos mecanismos analisados nos capítulos precedentes, pode ser útil.

Como todas as funções que envolvem sinapses, a melhor forma de melhorar e de conservar a memória, em todos os seus tipos e suas modalidades, é a prática. Há

50 anos, sabe-se que o uso aumenta o tamanho e melhora a função das sinapses em geral, e a falta de uso as atrofia, tanto anatômica como fisiologicamente. Quem primeiro estudou isso e o fez em maior detalhe foi o australiano John Carew Eccles, na década de 1950. Eccles examinou sinapses neuromusculares e comparou sua forma e a quantidade de neurotransmissor liberado por cada impulso (no caso, acetilcolina), e a extensão da superfície pós-sináptica receptora a esse neurotransmissor, tanto em siNos processos mediados tuações de uso reiterado quanto de falta de uso. por sinapses, como os de formação e evocação da meDados muito semelhantes foram obtidos mória, aplica-se o velho adáanos mais tarde em muitas outras sinapses e em gio: “a função faz o órgão”. muitas outras funções, inclusive a memória (ver

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Medium 9788582714874

Capítulo 4. Avaliação da inteligência: aspectos não verbais

Claudio Simon Hutz; Denise Ruschel Bandeira; Clarissa Marceli Trentini Grupo A ePub Criptografado

Na literatura produzida acerca da avaliação da inteligência, costuma-se utilizar a expressão “avaliação não verbal da inteligência” para se referir em geral a uma avaliação na qual o uso da leitura, da escrita e da fala na interação avaliador-avaliado, por algum motivo, é inexistente, precário ou secundário. Da mesma forma, usa-se a expressão “avaliação da inteligência não verbal” para os casos em que a escrita, a leitura e a fala não estão explícitas nos processos cognitivos envolvidos, ou seja, tanto a tarefa quanto a demanda cognitiva para resolvê-la não se sustentam nessas habilidades, mas, sim, em componentes pictóricos ou imagéticos.

Entretanto, em sentido amplo, o componente verbal, ou linguagem, sempre está presente na cognição humana. Dito de outra forma, mesmo uma operação cognitiva inicialmente evocada por imagens envolve um processamento inteligível verbalmente mediado. Por exemplo, em uma tarefa visuoespacial como a que ocorre no subteste Cubos da Escala de Inteligência Wechsler para Crianças (WISC-IV) (Rueda, Noronha, Sisto, Santos, & Castro, 2013), não há orientação e entendimento da tarefa a ser feita sem a mediação verbal. E mesmo que não houvesse uma orientação falada ou escrita da tarefa a ser realizada, o avaliado utilizaria compreensões verbais, como se ele dissesse interiormente: “a tarefa que eu preciso realizar é construir uma certa figura geométrica a partir dos elementos contidos no item”. Além disso, a resolução desse tipo de tarefa demanda tanto conceitos que se aplicam ao tema, tais como reta, ângulo e preenchimento de cor, quanto outros conceitos, como de ordenamento, alinhamento e agrupamento.

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Medium 9788582715734

Capítulo 2. Teoria do apego e esquemas conjugais

Kelly Paim; Bruno Luiz Avelino Cardoso Grupo A ePub Criptografado

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Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais.

Belchior – Como nossos pais

A teoria do apego é, atualmente, o grande paradigma da psicologia do desenvolvimento. Construída a partir das ideias do psicanalista e psiquiatra John Bowlby, que contou com o apoio precioso da psicóloga Mary Ainsworth, essa teoria vem colaborando para pesquisas e estudos em diferentes áreas: neurociências (Buchheim, George, Gündel, & Viviani, 2017), psicoterapia (Young, Klosko, & Weishaar, 2008), psicologia social (Grossman, Grossman, & Waters, 2005), bem como orientação de pais, famílias e relacionamentos conjugais (Mendes & Pereira, 2018; Ramsauer et al., 2014). Poucas propostas na psicologia, área repleta de subjetividade, de opiniões e visões tão distintas, conseguiram atingir o consenso alcançado pela teoria do apego.

Dentre suas principais contribuições, destacam-se 1) a propensão dos seres humanos a formar vínculos afetivos com figuras especiais desde o início da vida, 2) a tendência à formação de padrões estáveis de relacionamento interpessoal a partir dessas relações iniciais e 3) a utilização das relações sociais como forma de regulação emocional (Bowlby, 1984a; Mikulincer & Shaver, 2016). Essas conclusões impactaram a compreensão das relações conjugais como uma extensão dos vínculos do início da infância, bem como do tipo de comportamento de apego formado na vida adulta, em função da qualidade desses mesmos laços afetivos. Assim como as relações vinculares iniciais, as conjugais também são governadas pelo mesmo sistema comportamental, o sistema de apego. As emoções centrais para o sistema de apego, como o medo intenso da perda da conexão afetiva e o prazer e a satisfação quando do restabelecimento dos vínculos, aparecerão também nas relações conjugais, tornando a compreensão dos conceitos da teoria do apego um ponto de partida para aqueles que pretendem conhecer a dinâmica das emoções em casais.

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