Zimerman David E (127)
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INTRODUÇÃO, APRESENTAÇÃO E AGRADECIMENTOS

Zimerman, David E. Grupo A PDF Criptografado

Psicanálise em Perguntas e Respostas

27

INTRODUÇÃO, APRESENTAÇÃO E AGRADECIMENTOS

Há bastante tempo eu vinha gestando um sonho: o de poder compartilhar a essencialidade dos conhecimentos psicanalíticos com o público em geral, tanto com as pessoas que pertencem à assim chamada área “psi” como também, e principalmente, com todas aquelas que, de uma forma ou outra, vêm demonstrando um crescente interesse pelos mecanismos psicológicos na sua normalidade e patologia. Trata-se de uma curiosidade sadia pelos mistérios que, provindos de zonas ocultas do psiquismo de todo ser humano, determinam nosso código de valores, conduta, relacionamentos e uma maior harmonia ou desarmonia de nosso estado mental, emocional e espiritual, que determinam uma melhor ou pior qualidade de viver, de conviver e de ser!

Esse desejo adquiriu uma especial significação dentro de mim porque, claramente, eu percebia que existia uma lacuna na nossa literatura analítica, que não oferecia um livro que extrapolasse os limites restritos aos profissionais específicos da área da psicologia – embora ele tenha de manter uma importante utilidade tanto para estudantes de psicologia quanto para os mais experimentados psicoterapeutas – e que fosse de acesso, o menos complicado possível, a todas as pessoas interessadas em geral.

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Parte IX - AS INTER-RELAÇÕES DA PSICANÁLISE COM OUTROS CAMPOS DO CONHECIMENTO

Zimerman, David E. Grupo A PDF Criptografado

292

512.

David Zimerman

Freud afirmava que a humanidade sofreu “três rudes golpes” em seu narcisismo. Quais são eles?

De fato, Freud assinalou aquilo que ele chamou de “os três rudes golpes” que foram desfechados contra o narcisismo do ser humano. O primeiro golpe foi desferido por

Copérnico, que – não obstante a tremenda resistência do clero dominante, em aceitar a verdade negada durante séculos – comprovou cientificamente o fato de que a terra não era o centro do Universo, nem sequer era plano e não passava de um minúsculo planeta quase que perdido em um universo sem fim. O segundo golpe, dizia Freud, foi desfechado pela conclusão de Darwin, de que o homem descende do macaco, assertiva que ofendeu profundamente o narcisismo de todos. O terceiro rude golpe partiu do próprio Freud, por meio de suas comprovações psicanalíticas de que o homem não tem um pleno livre arbítrio, mas, sim, pelo contrário, ele é comandado por um determinismo psíquico que, na maior parte de seu psiquismo, provém justamente das áreas ocultas do inconsciente. Particularmente, em um misto de brincadeira e de seriedade, eu me permito dizer que, muito recentemente, o narcisismo humano sofreu um quarto rude golpe, que veio com a conclusão do mapeamento do genoma humano, o qual comprovou que, diferentemente daquilo que todos esperavam, as diferenças entre o ser humano e os da escala zoológica são bastante mais próximas do que se imaginava. Assim, não são abismais as diferenças com insetos, camundongos, etc., sendo que a semelhança da cadeia do genoma do homem e a do chimpanzé está na margem de aproximadamente 90%. Essa descoberta vem comprovar que embora haja uma raiz genética comum, o que distingue fundamentalmente o ser humano do resto da escala animal é a forma de como os genes estão arranjados e combinados entre si.

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Medium 9788536302829

Capítulo 24 - Homossexualidades

Zimerman, David E. Grupo A PDF Criptografado

24

Homossexualidades

Como todas as mães insatisfeitas, ela tomou o filhinho em lugar do marido e, pela maturidade demasiadamente precoce do erotismo dele, despojou-o em parte de sua masculinidade.

S. Freud, referindo-se a Leonardo da Vinci

O ato homossexual, em si, não é desviante, mas sim quando deixa de ser uma variação da sexualidade adulta e se transforma em sintoma.

Joyce MacDougall

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

A exemplo do que acontece na nosologia psiquiátrica, também na literatura psicanalítica não é clara e unívoca a conceituação nem a inserção da homossexualidade. Na verdade, essa expressão aparece de forma polissêmica, ou seja, permite várias significações e sentidos, de tal forma que as concepções dos múltiplos autores a respeito da homossexualidade tanto se superpõem ou coincidem, como também surgem ambíguas ou divergentes entre si, enquanto, muitas outras vezes, se complementam de forma frutífera, em uma ampla gama de variações teórico-técnicas.

Igualmente o termo “homossexualidade” permite uma escuta polifônica, isto é, cada psicoterapeuta tem uma forma particular de entender e de escutar e, portanto, de interpretar o conteúdo e a forma das mensagens verbais e não-verbais emitidas por esses pacientes a respeito de sua conduta sexual.

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Medium 9788536302829

Capítulo 17 - Análise do consciente. A função do pensar

Zimerman, David E. Grupo A PDF Criptografado

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Análise do Consciente.

A Função do Pensar

Quando o consciente está perturbado,

é impossível tomar interesse pelo inconsciente.

S. Freud (in Mijolla, 1988)

Que tipo de psicanálise é necessária para o consciente?

W. Bion (1970)

CONCEITUAÇÃO

Não obstante o fato de a literatura psicanalítica, só excepcionalmente e de forma muito passageira, empregar a terminologia “análise do consciente” e, tampouco, dedicar uma atenção aos aspectos conscientes que devem ser analisados no seu paciente, particularmente creio que se trata de uma abordagem sobremaneira importante no processo de qualquer terapia analítica.

Assim, acompanhando Bion que, em algumas passagens de seus escritos (no livro

Atenção e interpretação aparece a pergunta:

“Que tipo de psicanálise é necessária para o consciente?”), faz alusão a uma falta de uma análise apropriada para o consciente, também me custa entender por que a psicanálise, ao lado da óbvia importância fundamental do inconsciente, não privilegia igualmente um aspecto tão importante como é o fato de que nossas atitudes e decisões conscientes ocupam um espaço enorme no cotidiano de nossa vida psíquica.

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Capítulo 28 - Fobias

Zimerman, David E. Grupo A PDF Criptografado

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Fobias

Na fobia, o que importa é saber que o psiquismo do sujeito comporta-se de forma reticular, isto é, um determinado estímulo – tal qual um circuito em uma rede – conecta-se com primitivas lembranças traumáticas que foram significadas com terror pela criança de então.

CONCEITUAÇÃO

A estrutura fóbica costuma ser multideterminada e variar intensamente de um sujeito para outro, tanto em intensidade quanto em qualidade, de forma que, clinicamente, ela se configura com uma ampla gama de possibilidades, desde as mais simples e facilmente contornáveis até as mais complicadas, a ponto de, às vezes, serem incapacitantes e paralisantes.

Assim, a partir de uma situação na qual estão presentes alguns traços fóbicos na personalidade (sob a forma de inibições, por exemplo, e encobertas por expressões amenas, como

“timidez” ou “pouco sociável”), passando pela possibilidade de uma caracterologia fóbica caracterizada por uma modalidade “evitativa” de conduta, aliada a um típico, evasivo, estilo de comunicação e de lógica, pode-se atingir a uma configuração clínica de uma típica neurose fóbica, sendo que em certos casos é tal o grau de comprometimento do sujeito que não é exagero designar como psicose fóbica. Somando todas essas possibilidades, pode-se afirmar que

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Zimerman David (72)
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Medium 9788573075991

Capítulo 5 - Uma Visão Histórico-Evolutiva das Grupoterapias: Principais Referenciais Teórico-Técnicos

Zimerman, David Grupo A PDF Criptografado

FUNDAMENTOS BÁSICOS DAS GRUPOTERAPIAS

69

CAPÍTULO 5

Uma Visão HistóricoEvolutiva das Grupoterapias:

Principais Referenciais

Teórico-Técnicos

A psicologia grupal é resultante da confluência das contribuições provindas da teoria psicanalítica e das Ciências Sociais, através dos ramos da Sociologia, Antropologia Social e Psicologia Social.

Uma completa revisão da história evolutiva do movimento grupal seria por demais longa, fastidiosa e até confusa, tal a sua abrangência conceitual, a multiplicidade de suas raízes e a diversidade nas concepções teóricas e aplicações práticas.

Não nos ocuparemos dos macrogrupos e, em relação à evolução dos grupos pequenos, vamos nos limitar a uma visão panorâmica, a partir dos principais autores de cada uma de suas múltiplas vertentes: empírica, psicodramática, sociológica, filosófica, operativa, institucional, comunitária, comunicacional, gestáltica, sistêmica, comportamentalista, psicanalítica.

Empírica. Por contribuição de natureza empírica designamos aquela que é mais fruto de uma intuição e experimentação do que, propriamente, de bases científicas.

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Medium 9788573075991

Capítulo 14 Enquadre (Setting) Grupal

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144

DAVID E. ZIMERMAN

CAPÍTULO 14

Enquadre (Setting) Grupal

O enquadre é conceituado como a soma de todos os procedimentos que organizam, normatizam e possibilitam o processo terapêutico. Assim, resulta de uma conjunção de regras, atitudes e combinações, como, por exemplo, o local, horários, número de sessões semanais, tempo de duração da sessão, férias, honorários, número de pacientes, se aberto ou fechado, etc.

Tudo isso se constitui como sendo “as regras do jogo”, mas não o jogo propriamente dito.

Contudo, não quer dizer que o setting se comporte como uma situação meramente passiva; pelo contrário, ele está sob uma contínua ameaça em vir a ser desvirtuado e serve como um cenário ativo da dinâmica do campo grupal, que resulta do impacto de constantes e múltiplas pressões de toda ordem.

O setting, por si mesmo, funciona como um importante fator terapêutico psicanalítico, pela criação de um espaço que possibilita ao analisando trazer os seus aspectos infantis no vínculo transferencial e, ao mesmo tempo, usar a sua parte adulta para ajudar o crescimento dessas partes infantis. Igualmente, o enquadre também age pelo modelo de um provável novo funcionamento parental, que consiste na criação, por parte do grupoterapeuta, de uma atmosfera de trabalho, ao mesmo tempo de muita firmeza (é diferente de rigidez) no indispensável cumprimento e preservação das combinações feitas com uma atitude de acolhimento, respeito e empatia.

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Capítulo 19 Comunicação

Zimerman, David Grupo A PDF Criptografado

168

DAVID E. ZIMERMAN

CAPÍTULO 19

Comunicação

A importância do processo da comunicação1 intra e intergrupal pode ser medida a partir do princípio de que o grande mal da humanidade é o problema do mal-entendido. Na imensa maioria das vezes, as pessoas pensam que se comunicam, mas, mesmo quando propõem um “diálogo”, o que resulta são monólogos isolados, onde cada um não escuta (é diferente de ouvir) o outro, porquanto eles comumente estão mais interessados em que o outro aceite a sua tese.

As grupoterapias, mais do que o tratamento individual, propiciam o surgimento dos problemas de comunicação e, portanto, favorecem o reconhecimento e o tratamento dos seus costumeiros distúrbios.

A comunicação se processa a partir dos seguintes quatro elementos: o emissor, a mensagem, o canal e o receptor. Cada um deles, em separado ou em conjunto, pode sofrer um desvirtuamento patológico.

O EMISSOR

A primeira observação que deve ser feita é a de que falar não é o mesmo que comunicar. Assim, a fala tanto pode ser utilizada como instrumento essencial da comunicação, como, pelo contrário, pode estar a serviço da incomunicação.

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Capítulo 3 - O Grupo Familiar: Normalidade e Patogenia da Função Materna

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FUNDAMENTOS BÁSICOS DAS GRUPOTERAPIAS

41

CAPÍTULO 3

O Grupo Familiar:

Normalidade e Patogenia da Função Materna

O GRUPO FAMILIAR

Atualmente é consenso entre todos os psicanalistas, independentemente se a orientação conceitual deles se inclina mais para o foco pulsional ou ambiental, que o grupo familiar exerce uma profunda e decisiva importância na estruturação do psiquismo da criança, logo, na formação da personalidade do adulto e, também, na formação dos seus grupos internos, cuja importância reside no fato de que tais grupos é que vão determinar como o sujeito irá interagir e configurar as suas relações grupais e sociais com os inúmeros demais grupos com os quais conviverá ao longo da vida.

O termo grupo familiar designa não apenas a influência exercida pela mãe, mas também a do pai, irmãos, os inter-relacionamentos entre eles, e também a das demais pessoas que interagem diretamente com a criança, como babás, avós, etc. Neste capítulo, dada a sua extraordinária importância, nos deteremos mais demoradamente na função materna, tomada em seu sentido genérico, que tanto pode referir-se unicamente à mãe concreta, como a qualquer outra pessoa que, de forma sistemática e profunda, venha a exercer essa função.

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Medium 9788573075991

Capítulo 25 - Grupos com Crianças, Púberes, Adolescentes, Casais, Famílias, Psicossomáticos,Psicóticos e Depressivos

Zimerman, David Grupo A PDF Criptografado

FUNDAMENTOS BÁSICOS DAS GRUPOTERAPIAS

211

CAPÍTULO 25

Grupos com Crianças,

Púberes, Adolescentes,

Casais, Famílias,

Psicossomáticos, Psicóticos e Depressivos

De acordo com a proposição inicial deste livro, os capítulos precedentes que abordaram as considerações sobre o reconhecimento e o manejo dos fenômenos que surgem do campo grupal ficaram praticamente restritos ao que acontece na grupoterapia analítica.

No entanto, não é demais repisar, os mesmos acontecimentos — a formação do grupo, a instituição de um setting, a tipicidade do campo grupal, com todo o cortejo de fantasias, ansiedades, defesas e identificações, o inevitável surgimento de resistências e da contra-resistência, de transferências e da contratransferência, a distribuição de papéis, a função de liderança, o surgimento de actings, a atividade interpretativa, o insight e a elaboração, a importância da pessoa do coordenador, etc. — ocorrem em todo e qualquer grupo formado para a execução de uma tarefa em comum.

O que vai distinguir um grupo de outro é: 1) a finalidade para a qual foram selecionados e compostos; 2) o conseqüente tipo, grau e nível do manejo técnico; logo, da habilitação do coordenador.

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Yves De La Taille (4)
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Medium 9788536316925

Capítulo 4. Cultura do "respeito de si"

Yves de La Taille Grupo A PDF Criptografado

4

Cultura do “respeito de si”

Os capítulos dedicados à “cultura do tédio” e à “cultura da vaidade” são, como vimos, complementares. Neles procurei oferecer uma visão geral de dois traços da contemporaneidade que seriamente comprometem o que

Ricoeur define como perspectiva ética: uma vida boa, para e com outrem, em instituições justas. Em uma cultura do tédio e da vaidade, temos uma vida pequena, sem ou contra outrem, em instituições injustas.1

No capítulo dedicado à “cultura do sentido”, comecei a apontar algumas direções para, na educação dos jovens, ajudá-los a construir a perspectiva ética, as quais devem ser agora completadas pelo que se costuma chamar “educação moral”. Como, na perspectiva teórica adotada aqui, o respeito moral por outrem pressupõe a construção de representações de si entre as quais as de valor moral ocupam lugar central, uma “educação moral” depende necessariamente de uma “cultura do respeito de si”.

Isso posto, tudo o que foi escrito no capítulo dedicado à “cultura do sentido” também vale para a educação moral. Com efeito, nós, adultos, precisamos cuidar do mundo, pois, se não o fizermos, além de deixarmos

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Capítulo 2. Cultura do sentido

Yves de La Taille Grupo A PDF Criptografado

2

Cultura do sentido

Fechei o capítulo anterior afirmando que somente uma cultura do sentido pode vencer uma cultura do tédio. Afirmei também que tal batalha é possível de ser travada com provável sucesso. Nunca uma cultura é um todo coeso. Em todas elas há sempre paradoxos, tensões, oposições, ambiguidades, contradições, que permitem o movimento, a evolução, a superação. O mesmo vale para os indivíduos. A abordagem construtivista, à qual me filio, vê no homem ricas capacidades de adaptação, de autorregulação, de equilibração, que lhe permitem criar novas formas de pensar e de sentir, que lhe permitem criar novas estruturas mentais que podem dar novos rumos à compreensão que tem do mundo e da vida. A abordagem construtivista vê no sujeito recursos para superar insatisfações, resolver problemas, sair de situações desconfortáveis ou até mesmo insuportáveis.

Para tanto, duas condições devem ser contempladas. A primeira: que o sujeito esteja, de fato, em uma situação que considera problemática. A segunda: que tenha a seu alcance elementos para alimentar a construção de novas soluções.

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Capítulo 1. Cultura do tédio

Yves de La Taille Grupo A PDF Criptografado

1

Cultura do tédio

É de Benjamin Disraeli o aforismo “a vida é curta demais para ser pequena”. Acrescentaria eu: “para quem sofre de tédio, ela é longa demais, porque pequena”.

A vida é curta! Expressão corrente. Mas por que é empregada? Será uma avaliação objetiva do tempo de que dispomos para habitar o planeta

Terra? Será uma queixa relativa à brevidade de nossa permanência no mundo? Um espanto diante do ritmo em que se sucedem dias e noites?

Uma maneira de expressar nosso medo da morte?

Sim, essas razões são válidas, mas não esgotam o sentido da brevidade da vida. Durasse nossa vida tanto quanto aquela de alguns répteis, ainda seria curta demais, pois finita. Durasse ela vários séculos, ainda seria breve, pois não eterna. Para quem teme a morte, a vida é sempre curta demais. Quem emprega a referida expressão para lamentar nossa condição provisória pensa em viver apenas para não morrer.

Há, porém, quem tema a morte, não apenas porque ela nos priva da vida, mas porque a brevidade desta nos impede de fazer tudo aquilo que gostaríamos. Há quem pense que a vida é curta demais, não tanto como angústia diante do absurdo da morte, mas como frustração existencial.

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Medium 9788536316925

Capítulo 3. Cultura da vaidade

Yves de La Taille Grupo A PDF Criptografado

3

Cultura da vaidade

Na Parte I do livro (Plano Ético), empreguei a metáfora do turista para descrever certas características do homem contemporâneo. E, em alguns momentos, fiz comentários de ordem moral: o turista é geralmente alguém que demonstra total indiferença em relação aos possíveis sofrimentos, mazelas e catástrofes pelos quais passam os nativos dos lugares que visita. Tal país é governado por ditadores corruptos? Isso não vai desencorajar o turista a deixar lá seu dinheiro se há locais prestigiosos a serem vistos. Tal outro padece de profunda miséria? Pouco importa, se há praias idílicas ou soberbas cachoeiras. Tal região foi devastada por catástrofe natural? Se não há mais perigo e se os hotéis já foram reconstruídos, lá vai ele gastar seu fragmento de tempo chamado férias. E, se lá está ele quando explode uma rebelião, quando acontece um terremoto ou quando há rumores de uma doença contagiosa, ele corre ao aeroporto, maldizendo seu azar. Sim, o turista costuma ser um indiferente, indiferente em relação à qualidade de vida de quem o acolhe em seu país.1

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Young Kimberly S (15)
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Medium 9788536325705

10. Trabalhando com adolescentes dependentes de internet

Young, Kimberly S. Grupo A PDF Criptografado

10

Trabalhando com adolescentes dependentes de internet

Keith W. Beard

Os adolescentes, de modo especial, são atraídos para a internet. Este capítulo revisa as atuais pesquisas sobre uso de internet pelos adolescentes.

Ele inclui uma discussão dos comportamentos na internet típicos dessa faixa etária, os benefícios do uso de internet e os problemas que podem resultar das atividades virtuais dos adolescentes. São examinados os sinais de alerta e sintomas que podem indicar um problema significativo de uso de internet nesse grupo. O capítulo também considera questões desenvolvimentais, dinâmica social (isto é, fatores familiares e interações com os pares) e componentes culturais que têm sido associados à dependência de internet na adolescência.

Finalmente, há uma revisão de como tratar adolescentes dependentes de internet, incluindo maneiras de avaliar os problemas e estratégias específicas de intervenção. Destacamos possíveis intervenções de terapia familiar que podem ser utilizadas.

INTRODUÇÃO

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Medium 9788536325705

3. Interação social na internet, bem‑estar psicossocial e uso problemático de internet

Young, Kimberly S. Grupo A PDF Criptografado

56

Kimberly S. Young, Cristiano Nabuco de Abreu & cols.

Este capítulo examina a relação entre o UPI e as funções interpessoais de internet. A interação social na internet é diferente das conversas face a face e essa diferença pode ser extremamente tentadora para as pessoas com

UPI (Caplan, 2003; McKenna e Bargh, 2000; Morahan­‑Martin e Schumacher,

2000). Conforme o capítulo explica, comparada a contextos das conversas face a face, a comunicação interpessoal mediada pelo computador envolve maior anonimato, mais tempo criando e editando mensagens verbais e maior controle sobre a autoapresentação, bem como o manejo da impressão causada (Walther, 1996). Não surpreende, então, que as pesquisas indiquem uma associação positiva entre o UPI e o comportamento social na web, e também entre o UPI e problemas interpessoais como deficiência de habilidades sociais, solidão e ansiedade social (Caplan, 2005, 2007; Morahan­‑Martin e

Schumacher, 2000, 2003). Valkenburg e Peter (2007) afirmaram que “se a internet influencia o bem­‑estar, é por seu potencial de alterar a natureza da comunicação e da interação social” (p. 44). Em uma revisão da literatura,

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15. Pensamentos finais e futuras implicações

Young, Kimberly S. Grupo A PDF Criptografado

15

Pensamentos finais e futuras implicações

Kimberly S. Young e Cristiano Nabuco de Abreu

Como vivemos em mundo em que dependemos cada vez mais da tecnologia, é difícil determinar a diferença entre necessidade e dependência.

Há momentos em que é necessário usar a tecnologia de forma significativa e produtiva. Além disso, vivemos em uma fase da história em que o conhecimento já não é passivamente absorvido pelo indivíduo; isto é, hoje em dia podemos agir e interagir com a informação, de modo a estabelecê­‑la como uma nova expressão da nossa realidade pessoal e social. Isso nos transforma em testemunhas de uma das maiores mudanças na história da ciência: a possibilidade de interagir em tempo real com pessoas e informações. Embora sejam muitas as descrições do impacto de internet na vida moderna, um dos maiores impactos que podem ser citados é a progressiva mudança dos mores

(do latim, costumes) que regulam e governam o comportamento humano. Há menos de duas décadas, nenhum adolescente consideraria a possibilidade de compartilhar com alguém a experiência de seu mais recente encontro sexual, mas hoje detalhes dessas experiências são blogados de forma a permitir que milhões de pessoas tenham acesso a eles. Em vez de aproximar as pessoas da informação, a internet está contribuindo para a criação de novas formas de relacionamento (e existência), para dar apenas um exemplo. O conceito de intimidade, portanto, está ganhando novas dimensões. Mais do que nunca, então, as regras que governam os relacionamentos humanos estão sendo diretamente influenciadas pela vida virtual. A boa notícia é que avançamos a passos gigantescos rumo ao futuro. A má notícia é que talvez não estejamos bem preparados para lidar com isso.

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4. Usos e gratificações da dependência de internet

Young, Kimberly S. Grupo A PDF Criptografado

4

Usos e gratificações da dependência de internet

Robert LaRose

Por que atividades virtuais que começam como uma simples diversão e se transformam em atividades favoritas e hábitos prazerosos podem progredir para formas problemáticas de uso excessivo de internet? E, dada a pronta disponibilidade de tantos passatempos online interessantes, por que as formas problemáticas de uso não são ainda mais prevalentes? Este capítulo examina o desenvolvimento de hábitos virtuais da perspectiva da pesquisa comunicacional sobre os usos e as gratificações (UGs) que os indivíduos buscam na internet. Ele desenvolve um modelo de uso de internet em populações normais que combina processos conscientes e não conscientes para explicar os estágios iniciais da progressão do uso normal de internet para formas mais problemáticas. São discutidos os mecanismos autorreguladores que moderam o uso excessivo e estratégias de prevenção para controlar o desenvolvimento de hábitos de uso potencialmente prejudiciais.

USOS E GRATIFICAÇÕES DA DEPENDÊNCIA DE INTERNET

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11. Infidelidade virtual: um problema real

Young, Kimberly S. Grupo A PDF Criptografado

11

Infidelidade virtual: um problema real

Monica T. Whitty

Atualmente já está bem estabelecido que a infidelidade virtual é um problema real. Este capítulo examina as características singulares da infidelidade virtual e como essas características se alteraram conforme a internet evoluiu.

Primeiramente, examinamos como a intimidade é estabelecida virtualmente e os aspectos específicos dos casos amorosos na internet. Depois, analisamos os componentes sexuais e emocionais da infidelidade e procuramos dar uma definição genérica da infidelidade virtual. São destacadas diferentes formas de infidelidade virtual, incluindo sites de namoro extraconjugal e sites de redes sociais. Também questionamos se todas as atividades virtuais que imitam a infidelidade deveriam ser consideradas traição. Talvez algumas delas sejam simplesmente um jogo, e não pertençam à esfera da realidade. O capítulo também salienta que a tecnologia digital pode ser utilizada para se estabelecer um caso amoroso virtual e examina como essa tecnologia ajuda a manter casos extraconjugais. Finalmente, é proposto um tratamento, a partir do que já sabemos sobre a infidelidade virtual e do que nos informam as pesquisas mais tradicionais sobre o tema. Acreditamos que todo o nosso entendimento da natureza da infidelidade (tanto nas formas novas como nas mais tradicionais) precisa ser completamente reexaminado, considerando­‑se a importância das tecnologias digitais na vida de tantas pessoas.

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Young Jeffrey E (10)
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Medium 9788536314969

4. ESTRATÉGIAS VIVENCIAIS

Young, Jeffrey E. Grupo A PDF Criptografado

108

Young, Klosko & Weishaar

4

ESTRATÉGIAS VIVENCIAIS

A

s técnicas vivenciais têm dois objetivos: (1) ativar emoções conectadas a esquemas desadaptativos remotos e (2) realizar a reparação parental com o paciente, a fim de curar essas emoções e satisfazer parcialmente suas necessidades não atendidas na infância. No caso de vários de nossos pacientes, as técnicas vivenciais parecem produzir as mudanças mais profundas. Por meio do trabalho vivencial, os pacientes fazem uma transição, desde saber intelectualmente que seus esquemas são falsos até acreditar nisso em termos emocionais. Enquanto as técnicas cognitivas e comportamentais derivam sua força da acumulação de pequenas mudanças obtidas por meio da repetição, as técnicas vivenciais são mais dramáticas, pois sua força resulta de algumas vivências emocionais corretivas profundamente convincentes. As técnicas vivenciais capitalizam a capacidade humana de processar informações com mais efetividade na presença de emoções.

Este capítulo descreve as técnicas vivenciais que mais usamos na terapia do esquema. Apresentamos as técnicas vivenciais para a fase de avaliação e para a de mudança.

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10. TERAPIA DO ESQUEMA NO TRANSTORNO DA PERSONALIDADE NARCISISTA

Young, Jeffrey E. Grupo A PDF Criptografado

318

Young, Klosko & Weishaar

10

TERAPIA DO ESQUEMA NO TRANSTORNO

DA PERSONALIDADE NARCISISTA

S

egundo nossa experiência, são os pacientes com transtornos da personalidade borderline ou narcisista que representam as dificuldades mais freqüentes para os terapeutas. De certa forma, esses dois grupos de pacientes apontam para dilemas opostos: os pacientes com transtorno da personalidade borderline são carentes demais e demasiado sensíveis, ao passo que os portadores de transtorno da personalidade narcisista costumam não se mostrar suficientemente vulneráveis ou sensíveis.

Ambos os grupos são ambivalentes com relação ao processo de terapia. Assim como acontece com o tratamento de pacientes com transtorno da personalidade borderline, nosso enfoque sobre os pacientes com transtorno da personalidade narcisista se baseia em modos. Foi, em grande parte, para tratar esses dois tipos de pacientes com mais êxito que desenvolvemos o conceito de modos. A abordagem fundamentada em modos nos permite construir uma aliança terapêutica com as partes do paciente que lutam por saúde, ao mesmo tempo em que lutamos contra as partes desadapatativas, isto é, as que avançam rumo ao isolamento, à autodestruição e ao prejuízo de outras pessoas.

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5. ROMPIMENTO DE PADRÕES COMPORTAMENTAIS

Young, Jeffrey E. Grupo A PDF Criptografado

Terapia do esquema

135

5

ROMPIMENTO DE PADRÕES

COMPORTAMENTAIS

N

a etapa do tratamento referente ao rompimento de padrões de comportamento, os pacientes tentam substituir os padrões provocados por esquemas por estilos de enfrentamento mais saudáveis. Romper os padrões comportamentais é a parte mais longa e, em alguns aspectos, mais crucial da terapia do esquema. Sem isso, a recidiva é provável. Mesmo que os pacientes conheçam seus esquemas desadaptativos remotos e ainda que tenham passado pelos trabalhos cognitivo e vivencial, os esquemas retornarão caso não alterem seus padrões de comportamento. Os avanços irão sofrer erosão, e, com o tempo, os pacientes acabarão por cair novamente sob domínio dos esquemas. Para que atinjam conquistas integrais e as mantenham, é essencial que modifiquem seus padrões de comportamento.

Dos quatro principais componentes de mudança na terapia do esquema, o rompimento de padrões comportamentais costuma ser o último no qual o terapeuta se concentra. Se o paciente não passou adequadamente pelas fases cognitiva e vivencial, é improvável que obtenha mudanças duradouras no comportamento acionado pelos esquemas. As outras partes do tratamento preparam o paciente para a tarefa de mudança comportamental: proporcionam-lhe distância psicológica do esquema,

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6. A RELAÇÃO TERAPÊUTICA

Young, Jeffrey E. Grupo A PDF Criptografado

160

Young, Klosko & Weishaar

6

A RELAÇÃO TERAPÊUTICA

O

terapeuta do esquema considera a relação terapêutica um componente vital para a avaliação e para a mudança de esquemas. Dois aspectos dessa relação são característicos da terapia do esquema: a postura terapêutica de confronto empático e o uso do reparação parental limitada. O confronto empático, ou testagem empática da realidade, consiste na expressão da compreensão das razões pelas quais os pacientes perpetuam seus esquemas, ao mesmo tempo em que se confronta a necessidade de mudança. Realizar a reparação parental limitada é proporcionar aos pacientes, dentro dos limites adequados a relação terapêutica, aquilo de que precisavam na infância, mas não receberam dos pais.

Este capítulo descreve a relação terapêutica na terapia do esquema. Tratamos da utilidade da relação terapêutica, primeiramente, na avaliação de esquemas e estilos de enfrentamento e, depois, como agente de mudança.

A RELAÇÃO TERAPÊUTICA

NA FASE DE AVALIAÇÃO

E INSTRUÇÃO

Na fase de avaliação e educação, a relação terapêutica é um meio poderoso de avaliar esquemas e de educar o paciente. O terapeuta estabelece sintonia, formula a conceituação de caso, decide que estilo

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7. ESTRATÉGIAS DETALHADAS PARA TRATAMENTO DE ESQUEMAS

Young, Jeffrey E. Grupo A PDF Criptografado

Terapia do esquema

185

7

ESTRATÉGIAS DETALHADAS

PARA TRATAMENTO DE ESQUEMAS

N

este capítulo, discutimos cada um dos

18 esquemas individualmente, incluindo a apresentação clínica do esquema, os objetivos do tratamento, as estratégias que destacamos e problemas especiais. Apresentamos, também, estratégias de tratamento específicas, incluindo as cognitivas, as vivenciais e as comportamentais, além de aspectos da relação terapêutica.

Não incluímos descrições de como implementar as estratégias, por exemplo, conduzir concretamente diálogos com imagens mentais ou formular exercícios de exposição. Partimos do pressuposto de que os leitores já aprenderam essas estratégias em capítulos anteriores. Neste, descrevemos maneiras de adaptar as estratégias de tratamento a cada esquema específico.

DOMÍNIO DA

DESCONEXÃO E REJEIÇÃO

Abandono

Apresentação típica do esquema

Esses pacientes possuem uma expectativa constante de que podem perder as pessoas mais próximas a eles. Acreditam que essas pessoas vão lhes abandonar, ficar doentes e morrer, trocá-los por outro,

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