Yves De La Taille Maria Suzana De Stefano Menin (8)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788536319414

8 Valores morais do ponto de vista de professores de ensino fundamental e médio

Yves de La Taille, Maria Suzana de Stefano Menin Grupo A PDF Criptografado

186 La Taille, Menin & cols.

Sobre o trabalho com questões morais dentro do espaço escolar, a nossa sociedade conta com uma orientação pedagógica bem fundamentada sobre o tema, uma vez que em 1997 o Ministério da Educação trouxe a público os Parâmetros Curriculares Nacionais (Brasil, 1997) para o ensino fundamental e, posteriormente, foram publicados os parâmetros para os outros níveis do ensino. A finalidade de tais trabalhos é propor uma ação pedagógica que apresente a cidadania como eixo direcionador da educação, de maneira que crianças e adolescentes reflitam sobre os conteúdos trabalhados e, a partir disso, construam pontos de vista próprios a respeito dos mesmos. Um dos volumes dos Parâmetros é voltado para um conjunto de temas, que, por sua abrangência, passam a ser de responsabilidade de todos os professores e não de uma única disciplina. Esse conjunto de conhecimentos recebeu o nome de Temas Transversais e envolve assuntos como ética, orientação sexual, pluralidade cultural e outros.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536319414

6 Valores morais no âmbito escolar: uma revisão dos valores apresentados nos livros didáticos e por professores, de 1970 a 2006

Yves de La Taille, Maria Suzana de Stefano Menin Grupo A PDF Criptografado

6

Valores morais no âmbito escolar: uma revisão dos valores apresentados nos livros didáticos e por professores, de 1970 a 2006

Cleonice Camino

Márcia Paz

Verônica Luna

INTRODUÇÃO

Este trabalho tem como objetivo analisar, dentro de uma perspectiva sócio-histórica, como os valores morais têm sido considerados em livros didáticos e por professores, no âmbito do ensino formal, em três contextos sociopolíticos da realidade brasileira: ditadura militar, redemocratização e momento atual. Para tanto, avalia-se o percurso do ensino da moral, considerando se houve avanço ou retrocesso em relação à formação do indivíduo autônomo, tendo por base a perspectiva cognitiva de Piaget.

Acredita-se que, a compreensão do percurso do ensino de valores nas últimas décadas, seja relevante para interpretar se houve ou não crise de valores na trajetória do ensino da moral. Essa interpretação é feita a partir de uma reflexão retrospectiva sobre as concepções de valores, normas e práticas educativas priorizadas nos diferentes contextos políticos.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536319414

3 Adolescência, personalidade e projeto de vida solidário

Yves de La Taille, Maria Suzana de Stefano Menin Grupo A PDF Criptografado

3

Adolescência, personalidade e projeto de vida solidário

Denise D’Aurea-Tardeli

A missão da educação é transmitir conhecimentos integrados em uma cultura por meio de uma perspectiva ética, fato que leva a educar em valores, não quaisquer valores, mas sim, valores éticos, isto é, aqueles que formam o caráter e permitem promover um mundo mais justo. Isso não é tarefa fácil, já que esses valores vinculam-se a representações sociais e manifestações afetivas que os constituem, bem como a conteúdos de natureza moral.

Tomamos aqui as explicações de Piaget (1954) que dizem que os valores referem-se a uma troca afetiva do sujeito com os objetos, entendendo objeto como as coisas e as pessoas do mundo exterior. Sendo assim, os valores são construídos com base nas interações que o sujeito faz com a realidade. Segundo Araújo (2007, em Arantes, p. 20), “nessa concepção (...) os valores nem estão pré-determinados nem são simples internalizações (de fora para dentro), mas resultantes das ações do sujeito sobre o mundo objetivo e subjetivo em que ele vive”.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536319414

4 O civismo em discussão: juventude e contemporaneidade de valores

Yves de La Taille, Maria Suzana de Stefano Menin Grupo A PDF Criptografado

4

O civismo em discussão: juventude e contemporaneidade de valores

Júlio Rique Neto

INTRODUÇÃO

O debate sobre valores apresentado neste trabalho reflete a preocupação com a possibilidade de que os interesses pessoais e privados, motivados por um individualismo exacerbado, estejam avançando na área dos interesses públicos e sociais. Em outras palavras, as pessoas não estariam mais demonstrando o interesse de participar da sociedade em benefício do coletivo, mas sim em benefício próprio. Sendo assim, pergunta-se: estaríamos vivendo uma crise de valores ou estariam os valores em crise? Crise de valores é a idéia de que certos valores sociais e morais estão doentes e em vias de extinção. Por outro lado, valores em crise indicam que certos valores sociais e morais estão em um processo de reconstrução na sua definição e/ ou forma de expressão, para se adequarem ao momento histórico. Nesse contexto de dúvida, entre estado de crise e de transição, encontram-se os valores cívicos. A questão é: estariam os valores do civismo em extinção ou sofrendo uma transição na sua definição e forma?

Ver todos os capítulos
Medium 9788536319414

5 Valores evocados nos posicionamentos referente sàs cotas para alunos negros ou alunos de escolas públicas. Uma pesquisa entre universitários

Yves de La Taille, Maria Suzana de Stefano Menin Grupo A PDF Criptografado

5

Valores evocados nos posicionamentos referentes

às cotas para alunos negros ou alunos de escolas públicas. Uma pesquisa entre universitários

Maria Suzana De Stefano Menin

Alessandra de Morais Shimizu

Divino José Silva

INTRODUÇÃO

Crise de valores ou valores em crise? No decorrer deste texto propomo-nos enfrentar o desafio que é pensar, com base em uma pesquisa, o tema “cotas para alunos negros e alunos de escola pública no ensino superior público brasileiro”, no registro dessa pergunta, a qual La Taille denominou enigmática. Mesmo a denominando enigmática, La Taille já nos adiantou um comentário que retira dela seu caráter de mistério, pois não se trata de um enigma como aquele proposto pela Esfinge a Édipo, “decifra-me ou te devoro!”, mas de refletirmos a respeito de valores presentes em nossas práticas e discursos contemporâneos, que não sabemos, ainda, de que polo da pergunta acima enfrentá-los. Enfim, a discussão que hoje presenciamos no Brasil a respeito das cotas no ensino superior, trata-se de crise de valores ou de valores em crise? Como esclarece La

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Yves De La Taille (4)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788536316925

Capítulo 4. Cultura do "respeito de si"

Yves de La Taille Grupo A PDF Criptografado

4

Cultura do “respeito de si”

Os capítulos dedicados à “cultura do tédio” e à “cultura da vaidade” são, como vimos, complementares. Neles procurei oferecer uma visão geral de dois traços da contemporaneidade que seriamente comprometem o que

Ricoeur define como perspectiva ética: uma vida boa, para e com outrem, em instituições justas. Em uma cultura do tédio e da vaidade, temos uma vida pequena, sem ou contra outrem, em instituições injustas.1

No capítulo dedicado à “cultura do sentido”, comecei a apontar algumas direções para, na educação dos jovens, ajudá-los a construir a perspectiva ética, as quais devem ser agora completadas pelo que se costuma chamar “educação moral”. Como, na perspectiva teórica adotada aqui, o respeito moral por outrem pressupõe a construção de representações de si entre as quais as de valor moral ocupam lugar central, uma “educação moral” depende necessariamente de uma “cultura do respeito de si”.

Isso posto, tudo o que foi escrito no capítulo dedicado à “cultura do sentido” também vale para a educação moral. Com efeito, nós, adultos, precisamos cuidar do mundo, pois, se não o fizermos, além de deixarmos

Ver todos os capítulos
Medium 9788536316925

Capítulo 3. Cultura da vaidade

Yves de La Taille Grupo A PDF Criptografado

3

Cultura da vaidade

Na Parte I do livro (Plano Ético), empreguei a metáfora do turista para descrever certas características do homem contemporâneo. E, em alguns momentos, fiz comentários de ordem moral: o turista é geralmente alguém que demonstra total indiferença em relação aos possíveis sofrimentos, mazelas e catástrofes pelos quais passam os nativos dos lugares que visita. Tal país é governado por ditadores corruptos? Isso não vai desencorajar o turista a deixar lá seu dinheiro se há locais prestigiosos a serem vistos. Tal outro padece de profunda miséria? Pouco importa, se há praias idílicas ou soberbas cachoeiras. Tal região foi devastada por catástrofe natural? Se não há mais perigo e se os hotéis já foram reconstruídos, lá vai ele gastar seu fragmento de tempo chamado férias. E, se lá está ele quando explode uma rebelião, quando acontece um terremoto ou quando há rumores de uma doença contagiosa, ele corre ao aeroporto, maldizendo seu azar. Sim, o turista costuma ser um indiferente, indiferente em relação à qualidade de vida de quem o acolhe em seu país.1

Ver todos os capítulos
Medium 9788536316925

Capítulo 2. Cultura do sentido

Yves de La Taille Grupo A PDF Criptografado

2

Cultura do sentido

Fechei o capítulo anterior afirmando que somente uma cultura do sentido pode vencer uma cultura do tédio. Afirmei também que tal batalha é possível de ser travada com provável sucesso. Nunca uma cultura é um todo coeso. Em todas elas há sempre paradoxos, tensões, oposições, ambiguidades, contradições, que permitem o movimento, a evolução, a superação. O mesmo vale para os indivíduos. A abordagem construtivista, à qual me filio, vê no homem ricas capacidades de adaptação, de autorregulação, de equilibração, que lhe permitem criar novas formas de pensar e de sentir, que lhe permitem criar novas estruturas mentais que podem dar novos rumos à compreensão que tem do mundo e da vida. A abordagem construtivista vê no sujeito recursos para superar insatisfações, resolver problemas, sair de situações desconfortáveis ou até mesmo insuportáveis.

Para tanto, duas condições devem ser contempladas. A primeira: que o sujeito esteja, de fato, em uma situação que considera problemática. A segunda: que tenha a seu alcance elementos para alimentar a construção de novas soluções.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536316925

Capítulo 1. Cultura do tédio

Yves de La Taille Grupo A PDF Criptografado

1

Cultura do tédio

É de Benjamin Disraeli o aforismo “a vida é curta demais para ser pequena”. Acrescentaria eu: “para quem sofre de tédio, ela é longa demais, porque pequena”.

A vida é curta! Expressão corrente. Mas por que é empregada? Será uma avaliação objetiva do tempo de que dispomos para habitar o planeta

Terra? Será uma queixa relativa à brevidade de nossa permanência no mundo? Um espanto diante do ritmo em que se sucedem dias e noites?

Uma maneira de expressar nosso medo da morte?

Sim, essas razões são válidas, mas não esgotam o sentido da brevidade da vida. Durasse nossa vida tanto quanto aquela de alguns répteis, ainda seria curta demais, pois finita. Durasse ela vários séculos, ainda seria breve, pois não eterna. Para quem teme a morte, a vida é sempre curta demais. Quem emprega a referida expressão para lamentar nossa condição provisória pensa em viver apenas para não morrer.

Há, porém, quem tema a morte, não apenas porque ela nos priva da vida, mas porque a brevidade desta nos impede de fazer tudo aquilo que gostaríamos. Há quem pense que a vida é curta demais, não tanto como angústia diante do absurdo da morte, mas como frustração existencial.

Ver todos os capítulos
Roberta Pay (86)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788527731546

35 - Transtorno do Humor na Visão do Psicodrama

Roberta Payá Grupo Gen PDF Criptografado

35

Transtorno do Humor na

Visão do Psicodrama

Rosilda Antonio

Breve histórico dos transtornos do humor

Muito se tem falado sobre transtornos do humor na atua­li­da­de e, não raro, ocorrem discussões acaloradas sobre a questão de serem, ou não, a depressão e o transtorno bipolar “doen­ças da moda”. No entanto, os transtornos do humor são conhecidos desde a Antiguidade. Encontram-se descrições de estados melancólicos na Ilía­da de

Homero e no Antigo Testamento, como a história do Rei Saul, que alternava estados de ânimo, grande força e bravura e momentos da mais profunda tristeza e tormenta, culminando no suicídio por não ver solução para seu sofrimento.1

Hipócrates, nos s­ éculos 4º e 5º a.C., afirmava que o medo ou a depressão prolongados significavam melancolia (melan: negro; cholis: bile) e a descrevia como uma condição de falta de apetite, desânimo, insônia, irritabilidade e inquietude. Na sua concepção, as doen­ças mentais eram derivadas de distúrbios humorais subjacentes.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527731546

9 - Impasses da Vitimização | Uma Visão Crítica com Base na Psicanálise sobre a Violência

Roberta Payá Grupo Gen PDF Criptografado

9

Impasses da Vitimização |

Uma Visão Crítica com Base na

Psicanálise sobre a Violência

Marta Quaglia Cerruti

Introdução

O objetivo deste capítulo é analisar criticamente, por meio de conceitos psicanalíticos, as políticas públicas voltadas para a questão da violência en­ tre homens e mulheres no ambiente doméstico, sobretudo naquilo que se refere às mulheres. O que se observa é que as atuais políticas públicas, em sua maioria, vêm contemplando a questão da violência entre homens e mulheres pautadas em uma visão dicotômica vítima/agressor, priorizan­ do uma assistência judiciá­ria exclusiva às mulhe­ res. Tal abordagem, advinda de importantes lutas políticas do movimento feminista a partir da dé­ cada de 1970, acaba por difundir uma interpreta­

ção para o fenômeno sob uma perspectiva que define o masculi­no como agressivo e o feminino como passivo, reproduzindo uma lógica adversa­ rial que confere à mulher a posição de vítima de circunstâncias desfavoráveis.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527731546

64 - Transtorno de Estresse Pós-Traumático | Terapia Sistêmica com o Paciente e sua Família

Roberta Payá Grupo Gen PDF Criptografado

64

Transtorno de Estresse

Pós-Traumático | Terapia

Sistêmica com o Paciente e sua Família

Claudia Beatriz Stockler Bruscagin

Introdução

A proposta da terapia familiar sistêmica implica uma mudança paradigmática que enfatizou a importância do contexto para a compreensão dos problemas do ser humano, que está em constante inter-relação com o outro. A organização da prática clínica se faz em torno do conceito de causalidade circular, e não mais linear, de causa e efeito. Portanto, entende-se que os seres vivos organizam seus comportamentos em uma trama de relações. E o terapeuta também faz parte do sistema terapêutico; na posição de observador-participante, ele não é aquele que sabe tudo ou que sabe o que é melhor para os clientes, mas um facilitador, cujo conhecimento, como qualquer outro, está livre de um status privilegiado e

é autorreferencial.

A terapia familiar propõe que o cliente seja o especialista nele mesmo e em sua história, o que quer dizer que ele sabe sobre sua própria vida e sobre os motivos que o trouxeram para a terapia, enquanto o terapeuta é o especialista no processo, sendo capaz, por sua especialidade, de criar um contexto seguro e facilitador para uma conversação que possibilite a reconstrução dos significados da história de vida do cliente. Nesse sentido, também o sistema terapêutico deixa de ser a família e passa a ser composto por aqueles que estão envolvidos em conversação em torno de um problema. Esses sistemas não são determinados por sua estrutura ou seu papel social, mas por uma dinâmica relacional que se organiza em torno dos significados compartilhados, nos quais estão os problemas que levam as pessoas a buscarem terapia. Tal concepção, em primeiro plano, coloca ênfase sobre a linguagem e a pessoa do

Ver todos os capítulos
Medium 9788527731546

68 - Perspectiva Sistêmica de Intervenção na Violência contra Crianças e Adolescentes

Roberta Payá Grupo Gen PDF Criptografado

68

Perspectiva Sistêmica de

Intervenção na Violência contra Crianças e

Adolescentes

Maria Aparecida Penso e Liana Fortunato Costa

Introdução

Este capítulo é o resultado de um projeto de pesquisa-ação que durou de 2001 a 2010 e apresenta a proposta de atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência e suas famílias, especificamente aqueles acometidos por abuso sexual.1 Seu objetivo é apresentar os fundamentos teó­ricos que orientam o trabalho e descrever a metodologia de atendimento a essa clientela.

As características dessa metodologia foram desenhadas para que possa ser adotada/adaptada por instituições públicas e para proporcionar um acolhimento focal, ou seja, mais econômico e realista diante das grandes dificuldades que, em geral, as famílias das vítimas apresentam para comparecer a atendimentos de natureza psicossocial.2-4

Fundamento teó­rico

O trabalho com a temática da violência contra crianças e adolescentes na família ou nas relações próximas requer a compreensão de três perspectivas complementares: uma perspectiva histórica que analise as diferentes maneiras de resolução de conflitos violentos adotadas por cada época; uma perspectiva política que dê ênfase a programas de prevenção; e uma perspectiva compreensiva que enfatize uma ação em direção à intimidade da família ou da pessoa.5

Ver todos os capítulos
Medium 9788527731546

76 - Transtornos de Ansiedade na Visão Cognitiva

Roberta Payá Grupo Gen PDF Criptografado

76

Transtornos de Ansiedade na Visão Cognitiva

Hewdy Lobo Ribeiro e

Ana Carolina Schmidt de Oliveira

Histórico da abordagem cognitiva nos transtornos de ansiedade

A partir da década de 1960, o esforço de pesquisadores como Aaron Beck e Michael Mahoney fez a terapia cognitiva dar passos efetivos para a abordagem da depressão por meio dos aspectos cognitivos. Depois, houve a extensão para indicação da terapia cognitiva para outros transtornos mentais, como os transtornos de ansiedade: transtorno de ansiedade generalizada, agorafobia, fobia social, fobias específicas e pânico.1

Os trabalhos pioneiros de Aaron Beck2 na década de 1960 possibilitaram uma fundamentação empírica e conceitual da terapia cognitiva nos EUA.

A terapia cognitiva e a terapia cognitivo-comportamental (TCC), abordagem combinada com a terapia comportamental, no tratamento dos transtornos de ansiedade, são bem descritas na literatura internacional, tendo sua eficácia estabelecida.

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Robert Plomin John C Defries Gerald E Mcclearn Peter Mcguffin (19)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788536324272

Capítulo 6. Identificação dos genes

Robert Plomin, John C. DeFries, Gerald E. McClearn, Peter McGuffin Grupo A PDF Criptografado

6

Identificação dos genes

É necessário que haja muito mais pes-

quisa sobre genética quantitativa do tipo descrito no Capítulo 5 para que se identifiquem os componentes e o conjunto de componentes herdáveis do comportamento e para que se explorem as inter­

‑relações entre natureza e criação. Contudo, uma das direções mais empolgantes da pesquisa em genética comportamental

é a união da genética quantitativa com a molecular na tentativa de identificar os genes responsáveis pela influência genética no comportamento, mesmo em comportamentos mais complexos sobre os quais muitos genes e também muitos fatores ambientais estão atuando.

Conforme ilustrado na Figura 6.1, a genética quantitativa e a genética molecu­ lar iniciaram ambas por volta do início do século XX. Os dois grupos, biometristas

(galtonianos) e mendelianos, rapidamente­ entraram em discordância, conforme descrito no Capítulo 3. Suas ideias e pesquisas evoluíram independentemente, com os geneticistas quantitativos focados nas variações genéticas naturais e nos traços quantitativos complexos; e com os geneticistas moleculares analisando as mu­tações de genes únicos com frequência criadas artificialmente por substâncias químicas ou irradiação X. Durante a última década, contudo, a genética quantitativa e a molecular começaram a se aproximar para identificar genes de traços quantitativos complexos. Semelhante aos sistemas poligênicos, são chamados de loci de caracteres quantitativos (QTL; quantitative trait loci). Diferente dos efeitos monogênicos, que são necessários e suficientes para o

Ver todos os capítulos
Medium 9788536324272

Capítulo 7. Transtornos cognitivos

Robert Plomin, John C. DeFries, Gerald E. McClearn, Peter McGuffin Grupo A PDF Criptografado

7

Transtornos cognitivos

Em um mundo cada vez mais tecnológi-

co, os transtornos cognitivos são desvantagens importantes. Sabe­‑se mais sobre as causas genéticas dos transtornos cognitivos do que sobre qualquer outra área da genética do comportamento. São conhecidas muitas anormalidades cromossômicas e gênicas que contribuem para os transtornos cognitivos em geral. Embora muitas delas sejam raras, em conjunto elas respondem por uma quantidade substancial de transtornos cognitivos, especialmente transtornos graves, que são frequentemente definidos como escores de quociente de inteligência (QI) abaixo de

50. (O QI médio na população é 100, com um desvio padrão de 15, o que significa que aproximadamente 95% da população têm QI entre 70 e 130.) Sabe­‑se menos sobre os transtornos cognitivos leves (QIs de

50 a 70), muito embora sejam muito mais comuns. Tipos específicos de transtornos cognitivos, especialmente transtorno de leitura e demência, são focos das pesquisas atuais, porque os genes ligados a eles já foram identificados.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536324272

Capítulo 5. Natureza, criação e comportamento

Robert Plomin, John C. DeFries, Gerald E. McClearn, Peter McGuffin Grupo A PDF Criptografado

5

A

Natureza, criação e comportamento

maioria dos traços comportamentais

é muito mais complexa do que os transtornos causados por único gene como a

Doença de Huntington e a PKU (ver Capítulo 2). As dimensões e os transtornos complexos são influenciados pela hereditariedade, mas não por um único gene apenas. Geralmente estão envolvidos múltiplos genes, assim como influências ambientais múltiplas. O propósito deste capítulo é descrever as formas como podemos estudar os efeitos genéticos nos traços comportamentais complexos.

As palavras natureza (nature) e criação

(nurture) apresentan um rico histórico de controvérsias, mas são utilizadas aqui simplesmente como categorias amplas que representam as influências genéticas e ambientais, respectivamente. Elas não são categorias distintas – o Capítulo 16 discute a interação entre elas.

A primeira pergunta que precisa ser feita a respeito dos traços comportamentais é se a hereditariedade é absolutamente importante. Nos transtornos monogênicos, essa não é a questão, porque, de modo geral, é óbvio que a hereditariedade é importante, quanto aos genes dominantes, como o gene da Doença de Huntington, você não precisa ser um geneticista para perceber que todo indivíduo afetado tem um genitor afetado. A transmissão do gene recessivo não é tão fácil de observar, mas o padrão de herança esperado está claro.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536324272

Capítulo 8. Habilidade cognitiva geral

Robert Plomin, John C. DeFries, Gerald E. McClearn, Peter McGuffin Grupo A PDF Criptografado

8

Habilidade cognitiva geral

A

habilidade cognitiva geral é um dos domínios mais bem estudados na genética do comportamento. Quase toda a pesquisa genética envolvendo esse tema está ­baseada em um modelo em que as habilidades cognitivas estão organizadas hierarquicamente (Carroll, 1993; 1997), dos testes específicos para fatores amplos até a habilidade cognitiva geral (frequentemente chamada de g; Figura 8.1).

Existem centenas de testes para diversas habilidades cognitivas. Eles medem vários fatores amplos (habilidades cognitivas específicas), tais como habilidade verbal, habilidade espacial, memória e velocidade de processamento. Tais testes são amplamente utilizados em escolas, na indústria, no exército e na prática clínica.

Esses fatores gerais, até certo ponto, se inter­‑relacionam. Em geral, as pessoas que se saem bem nos testes de habilidade verbal tendem a se sair bem nos

Figura 8.1

Modelo hierárquico das habilidades cognitivas.

de habilidade espacial. O fator g, que é comum entre esses três fatores amplos, foi descoberto por Charles Spearman há mais de um século, mais ou menos na mesma época em que as leis da herança de Mendel foram descobertas (Spearman, 1904). A expressão habilidade cognitiva geral para descrever g é preferível

Ver todos os capítulos
Medium 9788536324272

Capítulo 1. Visão Geral

Robert Plomin, John C. DeFries, Gerald E. McClearn, Peter McGuffin Grupo A PDF Criptografado

1

A

Visão geral

lgumas das descobertas recentes mais importantes sobre o comportamento envolvem a genética. Por exemplo, o autismo (Capítulo 12) é um transtorno raro, porém grave, que inicia cedo na infância e no qual a criança se isola socialmente, não se envolve no contato visual nem físico, e apresenta acentuados déficits de comunicação e comportamento estereotipado. Até a década de 1980, achava­‑se que o autismo tinha causas ambientais por conta de pais frios e rejeitadores ou por danos cerebrais. Entretanto, estudos genéticos comparando o risco em gêmeos univitelinos, que são geneticamente idênticos (como clones), e em gêmeos fraternos, que são apenas 50% iguais geneticamente, indicam uma in­fluência genética substancial. Se um membro de um par de gêmeos idênticos for autista, o risco de que o outro gêmeo também seja autista é muito alto, em torno de 60%. Em contraste, entre gêmeos fraternos o risco é muito baixo. Os estudos de genética molecular estão tentando identificar genes individuais que contribuam para a suscetibilidade genética ao autismo.

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Robert L Leahy (22)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788536307268

Capítulo 1. Evocação de Pensamentos e Pressupostos

Robert L. Leahy Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

1

Evocação de Pensamentos e Pressupostos

O

modelo cognitivo de psicopatologia proposto por Beck enfatiza o papel central do pensamento na evocação e manutenção da depressão, ansiedade e raiva (Beck, 1970, 1976; Beck, Emery e

Greenberg, 1985; Beck et al., 1979). Vieses cognitivos aumentam a vulnerabilidade a eventos negativos de vida, de modo que perdas ou impedimentos terão maior probabilidade de ser interpretados de forma exagerada, personalizada e negativa. O modelo cognitivo de Beck sugere que existem vários níveis de avaliação cognitiva. No nível mais imediato estão os pensamentos automáticos que surgem espontaneamente, parecem válidos e estão associados a comportamentos problemáticos ou emoções perturbadoras. Esses pensamentos automáticos podem ser classificados de acordo com vieses ou distorções específicas – por exemplo, leitura da mente, personalização, rotulação, adivinhação do futuro, catastrofização ou pensamento dicotômico (do tipo tudo-ou-nada) (ver

Ver todos os capítulos
Medium 9788536307268

Capítulo 7. Terapia Focada nos Esquemas

Robert L. Leahy Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

7

Terapia Focada nos Esquemas

B

eck, em sua descrição inicial de psicopatologia, propunha que cada condição diagnóstica era caracterizada por esquemas, padrões habituais de pensamento um tanto gerais, que marcavam a vulnerabilidade (Beck, 1976; Beck et al., 1978). Esquemas depressivos refletiam preocupações envolvendo perda, fracasso, rejeição, e depleção; esquemas de ansiedade refletiam ameaça e trauma; e esquemas de raiva refletiam humilhação e dominação. Beck, Freeman e colaboradores (1990) desenvolveram um modelo de esquemas específicos para os vários transtornos de personalidade, relacionando a personalidade esquiva a esquemas de inadequação e rejeição, a personalidade narcisista a esquemas de direito e status especial, e assim por diante. Young (1990) desenvolveu um modelo de esquema focado no conteúdo específico de vulnerabilidade da personalidade. Tanto o modelo de Beck e colaboradores quanto o de Young basearam-se na descrição de Adler (1926) de como os indivíduos tendem a compensar suas inadequações percebidas ou a evitar situações que possam ativar os esquemas (ver Leahy, 2001, para uma descrição de como os esquemas interferem no progresso da terapia cognitiva). Neste capítulo, vamos examinar como o terapeuta pode auxiliar o paciente a identificar e a modificar seus esquemas individuais.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536324296

Capítulo 4. “Isso é perigoso!”. Fobia específica

Robert L. Leahy Grupo A PDF Criptografado

capítulo

4

“Isso é perigoso!”

Fobia específica

O QUE É FOBIA ESPECÍFICA?

Bety gosta de seu emprego, exceto quando precisa viajar de avião. Quando isso acontece, fica preocupada com dias de antecedência. Assiste com frequência ao canal do tempo, a fim de verificar a presença de tempestades. Acorda à noite pensando sobre o voo, com muito medo. Lembra­‑se de acidentes aéreos sobre os quais leu ou ouviu falar. No dia da viagem, Bety está em frangalhos. Quando entra no avião, olha em volta para verificar se não acha nada fora do lugar; ouve barulhos quando os motores são acionados e quando o avião sacode. “Será que alguma coisa está errada?”, pergun­ta­‑se. Quando o avião levanta voo, fecha os olhos, segura­‑se firme nos braços da pol­trona e mantém o corpo em posição rígida. Por sorte, ela tomou dois martinis antes de embarcar e pode tomar mais outras duas doses depois que o avião atinge a altitude necessária. Ela abre seus olhos e tira suas mãos dos braços da poltrona, mas não consegue relaxar: ao mínimo sinal de turbulência, Bety se segura firmemente nos braços da poltrona e faz uma oração. O voo parece não ter fim. Quando o avião pousa e taxia pela pista, ela volta ao normal, aliviada, mas exausta.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536324296

Capítulo 10. Considerações finais

Robert L. Leahy Grupo A PDF Criptografado

capítulo

10

Considerações finais

Enquanto escrevia este livro, tive muitas oportunidades de pensar nas muitas pessoas que consultaram comigo ao longo dos anos. O livro em si é uma reunião de tudo o que pude ensinar a essas pessoas sobre viver sob a sombra da ansiedade. O que eu não disse ainda – e gostaria de dizer agora – é sobre o que essas pessoas bravas e maravilhosas me ensinaram.

Quando penso nelas, sinto admiração e gratidão. Aprendi com meus pacientes muito mais do que podia imaginar – sobre o sofrimento, sobre a solidão, sobre o desespero –, mas, acima de tudo, sobre a coragem de superar tais adversidades. De fato,

é necessário coragem para sentir um medo avassalador e, ainda assim, enfrentá­‑lo. Vejo muitos dos meus pacientes chegarem ao que há de mais profundo em si próprios para enfrentar seus terrores, liberar suas defesas e se submeter à disciplina exata da realidade.

Observando isso, passei a ter o mais profundo respeito à personalidade humana; à sua resiliência, sabedoria, espírito indomá­vel e força. Toda vez que sou tentado a me tornar pessimista ou cínico em relação à condição humana, é isso que recupera minha fé.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536324296

Capítulo 7. “Sim, mas e se?”. Transtorno de ansiedade generalizada

Robert L. Leahy Grupo A PDF Criptografado

capítulo

7

“Sim, mas e se...?”

Transtorno de ansiedade generalizada

O QUE É O TRANSTORNO DE

ANSIEDADE GENERALIZADA?

Linda parece estar sempre preocupada. Ela se preocupa com o fato de sua filha

Diane ter problemas na escola. Não que

Diane não esteja em geral bem, mas ultimamente enfrentou alguns problemas em matemática e, uma vez ou duas, chorou depois que algumas outras crianças implicaram com ela. Quando Diane demora para voltar para casa, Linda começa a se perguntar se não houve algum acidente com o

ônibus da escola. Linda está divorciada há quatro anos, e Sam, seu ex­‑marido, às vezes se atrasa ao fazer alguns pagamentos de apoio. Ela se preocupa com a possibilidade de ele parar de fazê­‑los e que, então, ela não possa ficar na casa onde mora. Linda também se preocupa com o trabalho: se ela não tiver um bom desempenho poderá ser demitida e, provavelmente, não encontrará nenhum outro emprego. Toda vez que adoece, fica preocupada com a possibilidade de o plano de saúde não cobrir os custos. A lista de coisas com que se preocupar parece interminável. Nada em sua vida parece estar tranquilo ou seguro.

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Carregar mais