Yves De La Taille Maria Suzana De Stefano Menin (8)
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8 Valores morais do ponto de vista de professores de ensino fundamental e médio

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186 La Taille, Menin & cols.

Sobre o trabalho com questões morais dentro do espaço escolar, a nossa sociedade conta com uma orientação pedagógica bem fundamentada sobre o tema, uma vez que em 1997 o Ministério da Educação trouxe a público os Parâmetros Curriculares Nacionais (Brasil, 1997) para o ensino fundamental e, posteriormente, foram publicados os parâmetros para os outros níveis do ensino. A finalidade de tais trabalhos é propor uma ação pedagógica que apresente a cidadania como eixo direcionador da educação, de maneira que crianças e adolescentes reflitam sobre os conteúdos trabalhados e, a partir disso, construam pontos de vista próprios a respeito dos mesmos. Um dos volumes dos Parâmetros é voltado para um conjunto de temas, que, por sua abrangência, passam a ser de responsabilidade de todos os professores e não de uma única disciplina. Esse conjunto de conhecimentos recebeu o nome de Temas Transversais e envolve assuntos como ética, orientação sexual, pluralidade cultural e outros.

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1 Valores em crise: o que nos causa indignação?

Yves de La Taille, Maria Suzana de Stefano Menin Grupo A PDF Criptografado

16 La Taille, Menin & cols.

Antes dessa apresentação, todavia, é preciso que nos questionemos: por que a indignação? A resposta a essa pergunta remete-nos a pensar na complexidade dos estudos sobre moral e ética e suas fontes. Em outras palavas, para entender o papel desse sentimento – indignação – na formação de um valor moral, será preciso, primeiro, supor que este participa efetivamente dessa construção. Essa mesma discussão nos ajudará, mais tarde, a pensar na tarefa da escola ao tratar da formação moral e ética de seus alunos.

A COMPLEXIDADE DOS ESTUDOS SOBRE MORAL E ÉTICA

Na história da filosofia clássica, por muito tempo a moral foi compreendida enquanto um conjunto de normas a serem seguidas. O bem e o mal, nessa concepção, são pensados exatamente como normas que vêm de fora, da religião, por exemplo. E se nos perguntarmos o que, ainda segundo essas premissas, define ou classifica tais condutas como boas ou ruins, poderemos ter como resposta: a razão.

Mas a mesma história aponta-nos o contrário: Shaftesbury (Taylor,

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4 O civismo em discussão: juventude e contemporaneidade de valores

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O civismo em discussão: juventude e contemporaneidade de valores

Júlio Rique Neto

INTRODUÇÃO

O debate sobre valores apresentado neste trabalho reflete a preocupação com a possibilidade de que os interesses pessoais e privados, motivados por um individualismo exacerbado, estejam avançando na área dos interesses públicos e sociais. Em outras palavras, as pessoas não estariam mais demonstrando o interesse de participar da sociedade em benefício do coletivo, mas sim em benefício próprio. Sendo assim, pergunta-se: estaríamos vivendo uma crise de valores ou estariam os valores em crise? Crise de valores é a idéia de que certos valores sociais e morais estão doentes e em vias de extinção. Por outro lado, valores em crise indicam que certos valores sociais e morais estão em um processo de reconstrução na sua definição e/ ou forma de expressão, para se adequarem ao momento histórico. Nesse contexto de dúvida, entre estado de crise e de transição, encontram-se os valores cívicos. A questão é: estariam os valores do civismo em extinção ou sofrendo uma transição na sua definição e forma?

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2 As virtudes segundo os jovens

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2

As virtudes segundo os jovens

Yves de La Taille

Virtudes! Tema clássico da moralidade e do civismo. E também tema recorrente da antiga educação moral que, baseada no “verbo docente”, cantava as glórias de algumas delas e denunciava os terríveis riscos pessoais e sociais de seus opostos, os vícios. Lê-se, por exemplo, no livro Petite

Histoire de l’enseignement de la morale à l’école de Michel Jeury e JeanDaniel Baltassat, que uma atividade proposta às crianças era a de conjugar em vários tempos e modos frases do tipo “Eu preferiria me matar a faltar com o meu nome”, ou “Seja bom. Seja forte. Não seja maldoso. Tenha confiança. Não tenha medo. Escute, não se mexa! Acorde! Acabe sua lição.

Não se queixe” (Jeury; Baltassat; 2000, p.73). Como se vê, virtudes como honra, coragem, bondade, confiança, perseverança, tranquilidade, força, e outras mais eram, sem demais nuances, apresentadas como qualidade boas e necessárias ao adulto digno desse nome. Quanto aos vícios, eles eram evidentemente definidos como aspectos pessoais contrários às virtudes.

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6 Valores morais no âmbito escolar: uma revisão dos valores apresentados nos livros didáticos e por professores, de 1970 a 2006

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6

Valores morais no âmbito escolar: uma revisão dos valores apresentados nos livros didáticos e por professores, de 1970 a 2006

Cleonice Camino

Márcia Paz

Verônica Luna

INTRODUÇÃO

Este trabalho tem como objetivo analisar, dentro de uma perspectiva sócio-histórica, como os valores morais têm sido considerados em livros didáticos e por professores, no âmbito do ensino formal, em três contextos sociopolíticos da realidade brasileira: ditadura militar, redemocratização e momento atual. Para tanto, avalia-se o percurso do ensino da moral, considerando se houve avanço ou retrocesso em relação à formação do indivíduo autônomo, tendo por base a perspectiva cognitiva de Piaget.

Acredita-se que, a compreensão do percurso do ensino de valores nas últimas décadas, seja relevante para interpretar se houve ou não crise de valores na trajetória do ensino da moral. Essa interpretação é feita a partir de uma reflexão retrospectiva sobre as concepções de valores, normas e práticas educativas priorizadas nos diferentes contextos políticos.

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Yves De La Taille (7)
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Medium 9788536316925

Capítulo 2. Cultura do sentido

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Cultura do sentido

Fechei o capítulo anterior afirmando que somente uma cultura do sentido pode vencer uma cultura do tédio. Afirmei também que tal batalha é possível de ser travada com provável sucesso. Nunca uma cultura é um todo coeso. Em todas elas há sempre paradoxos, tensões, oposições, ambiguidades, contradições, que permitem o movimento, a evolução, a superação. O mesmo vale para os indivíduos. A abordagem construtivista, à qual me filio, vê no homem ricas capacidades de adaptação, de autorregulação, de equilibração, que lhe permitem criar novas formas de pensar e de sentir, que lhe permitem criar novas estruturas mentais que podem dar novos rumos à compreensão que tem do mundo e da vida. A abordagem construtivista vê no sujeito recursos para superar insatisfações, resolver problemas, sair de situações desconfortáveis ou até mesmo insuportáveis.

Para tanto, duas condições devem ser contempladas. A primeira: que o sujeito esteja, de fato, em uma situação que considera problemática. A segunda: que tenha a seu alcance elementos para alimentar a construção de novas soluções.

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Medium 9788536316925

Capítulo 3. Cultura da vaidade

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Cultura da vaidade

Na Parte I do livro (Plano Ético), empreguei a metáfora do turista para descrever certas características do homem contemporâneo. E, em alguns momentos, fiz comentários de ordem moral: o turista é geralmente alguém que demonstra total indiferença em relação aos possíveis sofrimentos, mazelas e catástrofes pelos quais passam os nativos dos lugares que visita. Tal país é governado por ditadores corruptos? Isso não vai desencorajar o turista a deixar lá seu dinheiro se há locais prestigiosos a serem vistos. Tal outro padece de profunda miséria? Pouco importa, se há praias idílicas ou soberbas cachoeiras. Tal região foi devastada por catástrofe natural? Se não há mais perigo e se os hotéis já foram reconstruídos, lá vai ele gastar seu fragmento de tempo chamado férias. E, se lá está ele quando explode uma rebelião, quando acontece um terremoto ou quando há rumores de uma doença contagiosa, ele corre ao aeroporto, maldizendo seu azar. Sim, o turista costuma ser um indiferente, indiferente em relação à qualidade de vida de quem o acolhe em seu país.1

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Medium 9788536306599

Capítulo 2 - Saber fazer moral: a dimensão intelectual

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2

Saber fazer moral: a dimensão intelectual

Quando, no capítulo anterior, definimos o plano moral como aquele dos deveres, e identificamos o sentimento de obrigatoriedade como seu invariante psicológico, pouco falamos da dimensão racional da moralidade. Parece-me certo que o que tanto distingue quanto articula os planos moral e ético é a dimensão afetiva. Mas, evidentemente, isso não quer dizer que a razão desempenhe um papel sem importância na moral e na ética. Aliás, eu diria que em todas as atividades humanas o aporte da razão é inevitável (como haveria objetos sobre os quais agir se não fossem concebidos?) e sua sofisticação desejável se formos um tanto quanto exigentes quanto à qualidade das ações. Vimos que a racionalidade é central nas teorias de Piaget e Kohlberg, e que a abordagem aqui proposta utiliza as concepções sobre o desenvolvimento do juízo moral dos dois autores construtivistas. E vimos também que as teorias de Durkheim e de Freud, embora coloquem a ênfase de suas explicações sobre a afetividade, não descartam o papel da razão nas ações morais. Não se deve, portanto, estranhar que eu dedique todo um capítulo à dimensão intelectual do “saber fazer moral”.

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Medium 9788536316925

Capítulo 1. Cultura do tédio

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Cultura do tédio

É de Benjamin Disraeli o aforismo “a vida é curta demais para ser pequena”. Acrescentaria eu: “para quem sofre de tédio, ela é longa demais, porque pequena”.

A vida é curta! Expressão corrente. Mas por que é empregada? Será uma avaliação objetiva do tempo de que dispomos para habitar o planeta

Terra? Será uma queixa relativa à brevidade de nossa permanência no mundo? Um espanto diante do ritmo em que se sucedem dias e noites?

Uma maneira de expressar nosso medo da morte?

Sim, essas razões são válidas, mas não esgotam o sentido da brevidade da vida. Durasse nossa vida tanto quanto aquela de alguns répteis, ainda seria curta demais, pois finita. Durasse ela vários séculos, ainda seria breve, pois não eterna. Para quem teme a morte, a vida é sempre curta demais. Quem emprega a referida expressão para lamentar nossa condição provisória pensa em viver apenas para não morrer.

Há, porém, quem tema a morte, não apenas porque ela nos priva da vida, mas porque a brevidade desta nos impede de fazer tudo aquilo que gostaríamos. Há quem pense que a vida é curta demais, não tanto como angústia diante do absurdo da morte, mas como frustração existencial.

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Capítulo 4. Cultura do "respeito de si"

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Cultura do “respeito de si”

Os capítulos dedicados à “cultura do tédio” e à “cultura da vaidade” são, como vimos, complementares. Neles procurei oferecer uma visão geral de dois traços da contemporaneidade que seriamente comprometem o que

Ricoeur define como perspectiva ética: uma vida boa, para e com outrem, em instituições justas. Em uma cultura do tédio e da vaidade, temos uma vida pequena, sem ou contra outrem, em instituições injustas.1

No capítulo dedicado à “cultura do sentido”, comecei a apontar algumas direções para, na educação dos jovens, ajudá-los a construir a perspectiva ética, as quais devem ser agora completadas pelo que se costuma chamar “educação moral”. Como, na perspectiva teórica adotada aqui, o respeito moral por outrem pressupõe a construção de representações de si entre as quais as de valor moral ocupam lugar central, uma “educação moral” depende necessariamente de uma “cultura do respeito de si”.

Isso posto, tudo o que foi escrito no capítulo dedicado à “cultura do sentido” também vale para a educação moral. Com efeito, nós, adultos, precisamos cuidar do mundo, pois, se não o fizermos, além de deixarmos

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William M Baum (14)
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Medium 9788582715239

Capítulo 12. Valores: religião e ciência

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Valores: religião e ciência

As questões sobre valores são aquelas sobre o bom e o ruim, o certo e o errado. Ao crescermos em determinada cultura, aprendemos a chamar certas coisas e atividades de boas, lutamos por essas coisas e nos empenhamos nessas atividades. Aprendemos a chamar certas coisas e atividades de ruins, evitamos essas coisas e nos afastamos dessas atividades. Ser aprovado por nossos semelhantes é bom, o trabalho honesto é certo, a doença é ruim, e a mesquinharia é errada. Neste capítulo, aceitamos que as coisas chamadas de boas e ruins e as atividades chamadas de certas e erradas são adotadas ou evitadas. Estamos interessados em como explicar o comportamento de chamá-las de boas e ruins e certas e erradas.

Na concepção tradicional, valores são ideias, crenças ou atitudes – coisas mentais existentes em algum lugar dentro do sujeito. Para pessoas de orientação religiosa, esses valores mentais vêm de Deus. Essa suposta origem divina está implícita na citação de C. S. Lewis no final do Capítulo 9, que diz que a ciência não é capaz de lançar nenhuma luz sobre questões de valor, que ela pode nos dizer como nos comportamos, mas não como devemos nos comportar. Os behavioristas atuais

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Capítulo 2. O behaviorismo como filosofia da ciência

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O behaviorismo como filosofia da ciência

A ideia de que pode haver uma ciência do comportamento é enganosamente simples. Ela leva a duas perguntas espinhosas.

A primeira é: “O que é ciência?”. Isso pode induzir a uma resposta como: “A ciência

é o estudo do universo natural”. Mas isso levanta ainda mais perguntas: o que torna algo “natural”? O que o “estudo” implica?

Se reformularmos a pergunta: “O que torna a ciência diferente de outros empreendimentos humanos, como a poesia e a religião?”, uma possível resposta é que a ciência é objetiva. Mas o que é ser “objetivo”?

A segunda pergunta é: “O que é necessário para tornar o estudo do comportamento científico?”. A resposta para essa pergunta depende de como respondemos à primeira.

Talvez o comportamento seja parte do universo natural. Talvez o modo como falamos sobre comportamento do ponto de vista científico contenha algo singular.

Este capítulo se concentrará na primeira pergunta. O Capítulo 3 se concentrará principalmente na segunda pergunta, e uma resposta completa à pergunta sobre o que significa estudar o comportamento cientificamente será elaborada no decorrer do livro.

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Capítulo 5. Intenção e reforço

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5

Intenção e reforço

Suponha que alguém lhe diga para ler o livro Moby Dick e você saia à procura dele nas livrarias. A primeira livraria não tem nenhum exemplar, então você vai a outra.

Essa atividade é frequentemente chamada de intencional, porque é supostamente impulsionada por uma intenção interna

(obter e ler Moby Dick). Os analistas do comportamento rejeitam a ideia de que uma intenção interna guia a atividade.

Qual alternativa cientificamente aceitável, então, eles oferecem?

O Capítulo 4 examinou os estreitos paralelos entre a teoria da evolução na biologia e a teoria do reforço na análise do comportamento. Vimos que ambas se fundamentam em explicações históricas ao substituírem noções não científicas relativas a um agente oculto (Criador, inteligência ou vontade) atuando nos bastidores.

Neste capítulo, veremos exatamente como o conceito de história de reforçamento e punição substitui as noções tradicionais acerca de intenção.

HISTÓRIA E FUNÇÃO

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Capítulo 3. Público, privado, natural e fictício

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3

Público, privado, natural e fictício

Vimos no Capítulo 2 que o behaviorismo radical não faz distinção entre fenômenos subjetivos e objetivos no sentido tradicional. Ele evita todas as formas de dualismo que introduzam mistérios insolúveis.

Veremos neste capítulo que, embora atribua pouca importância à distinção entre eventos públicos e privados, que grosseiramente correspondem aos mundos objetivo e subjetivo, o behaviorismo radical efetivamente estabelece algumas outras distinções. A mais importante é entre eventos naturais e eventos fictícios.

MENTALISMO

O termo mentalismo foi adotado por

B. F. Skinner para se referir a um tipo de dualismo: a separação entre eventos mentais de eventos comportamentais.

O mentalismo leva a um tipo de “explicação” que realmente não explica nada.

Suponha que você pergunte a um amigo por que ele comprou certo par de sapatos, e o amigo responde: “Eu só os queria” ou

“fiz isso por impulso”. Mesmo que essas afirmações pareçam explicações, você continua no mesmo lugar que estava antes de perguntar. Essas “não explicações” são exemplos de mentalismo.

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Capítulo 1. Behaviorismo: definição e história

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1

Behaviorismo: definição e história

A ideia central no behaviorismo pode ser formulada de maneira simples: uma ciência do comportamento é possível. Os behavioristas têm opiniões diversas sobre o que essa proposição significa e particularmente sobre o que é ciência e o que é comportamento, mas todos concordam que pode haver uma ciência do comportamento.

Muitos behavioristas acrescentam que a ciência do comportamento deve ser a psicologia. Isso é motivo de controvérsia, pois muitos psicólogos rejeitam a ideia de que a psicologia seja uma ciência, e outros, que a tomam como ciência, consideram que seu objeto é algo diferente do comportamento. A maioria dos behavioristas passou a chamar a ciência do comportamento de análise do comportamento. O debate continua sobre se a análise do comportamento faz parte da psicologia, é o mesmo que psicologia ou é independente da psicologia, mas organizações profissionais, como a Association for Behavior Analysis, e revistas, como The Behavior Analyst,

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Willem Kuyken Christine A Padesky Robert Dudley (10)
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Medium 9788536322087

Apêndice – Formulário de auxílio à coleta da história

Willem Kuyken, Christine A. Padesky, Robert Dudley Grupo A PDF Criptografado

340 Willem Kuyken, Christine A. Padesky e Robert Dudley

EXPERIÊNCIA DE ACONTECIMENTOS PERTURBADORES

1. Às vezes acontecem coisas às pessoas que são extremamente perturbadoras – coisas como estar em uma situação de ameaça à vida, como um desastre importante, um acidente muito grave ou um incêndio; ser agredido fisicamente ou estuprado; ou ver outra pessoa ser morta, muito ferida ou ficar sabendo de algo terrível que aconteceu a alguém próximo a você. Em algum momento durante a sua vida, algum deste tipo de coisas aconteceu a você?

(a) Em caso negativo, por favor, marque aqui. _____

(b) Em caso afirmativo, por favor, liste os eventos traumáticos.

Descrição breve

Data (mês/ano)

Idade

1.

2.

3.

4.

5.

6.

Caso tenha sido listado algum evento: Às vezes as coisas ficam voltando em pesadelos, flashbacks ou pensamentos dos quais você não consegue se livrar. Isso já aconteceu a você?

Sim

Não

Em caso negativo: E quanto a ficar muito perturbado quando você esteve em uma situação que lhe fez lembrar de uma dessas coisas terríveis?

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1. O dilema de Procrusto

Willem Kuyken, Christine A. Padesky, Robert Dudley Grupo A PDF Criptografado

1

O dilema de Procrusto

O personagem mitológico Procrusto era um anfitrião que trazia convi­ dados para a sua casa, declarando que todos os visitantes, não importa a altura tivessem, caberiam na cama do seu quarto de hóspedes. Esse argumento tão grande e mágico atraía muita atenção. O que Procrusto não dizia aos seus convidados era que ele estava disposto a cortar as pernas deles ou esticá-las em uma armação para que se adequassem à cama. A história de Procrusto poderia servir como um alerta aos clientes de psicoterapia. Embora existam muitos modelos testados empiricamente para a compreensão do sofrimento psicológico, poucos clientes querem se consultar com um terapeuta que corte ou distorça as experiências do seu cliente para encaixá-lo nas teorias preexistentes.

Os clientes trazem apresentações complexas e com comorbidade para as quais nenhuma abordagem irá se adequar 100%. Este livro ensina aos tera­ peutas como se tornarem hábeis nos métodos de conceitualização de caso que oferecem uma hospitalidade sob medida para os pacientes que buscam ajuda.

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7. “O meu futuro se parece com o meu passado?”

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7

“O meu futuro se parece com o meu passado”

Conceitualizações explanatórias longitudinais

MARK: Eu estou melhor. Aquela sensação de estar deprimido todo o tempo já passou em sua maior parte; isso fez uma grande diferença, especialmente no trabalho.

(Dá um leve sorriso.)

TERAPEUTA: Você fez verdadeiros progressos, Mark, e isso se deve ao trabalho árduo que você investiu na terapia. Estou satisfeita por você porque melhorar as coisas no trabalho era uma alta prioridade para você quando começamos a trabalhar juntos. (Sorri estimulando e depois, aproveitando a comunicação não verbal de

Mark, continua:) Eu estou percebendo um “porém” no que você está dizendo.

MARK: (Faz uma pausa, sorri de leve novamente e depois começa a parecer desesperançado.)

Sim, no sábado passado pela manhã tivemos uma briga em casa que me abalou, particularmente porque parecia que eu realmente estava fazendo progressos.

TERAPEUTA: Conte-me o que aconteceu e vamos ver o que conseguimos entender.

MARK: Eu havia tido uma semana difícil no trabalho e, em sua maior parte, manejei bem as situações. Mas quando acordei no sábado de manhã, eu imediatamente comecei a me preocupar, você sabe, todos aqueles pensamentos familiares sobre

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6. “Por que isso continua acontecendo comigo?”

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6

“Por que isso continua acontecendo comigo?”

Conceitualizações explanatórias transversais

TERAPEUTA: É bom vê-lo de novo, Mark. Como parte da nossa agenda para hoje, você poderia me dar uma visão geral de como foi para você esta última semana?

MARK: Bem, as coisas não foram boas no sábado passado. Saí com a minha família e então alguma coisa me atingiu como se fosse uma onda. Eu me senti tão deprimido, tão inútil, como um fracassado. Tudo o que eu pude fazer foi me segurar para não chorar. Eu me controlei até chegarmos em casa e então fui para a cama. Isso não é normal. Por que isso acontece comigo? Eu só faço besteiras.

TERAPEUTA: Lamento ouvir que foi tão ruim para você o sábado. Parece que foi um dia realmente difícil. Você gostaria de ocupar algum tempo hoje tentando entender o que aconteceu no sábado e vendo o que podemos fazer para ajudar?

MARK: Já vim aqui antes. As coisas ficam bem por um tempo, acho que estou indo bem e então bang! Volto à estaca zero. Não é normal ficar se sentindo assim sem razão nenhuma.

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4. Incorporação dos pontos fortes do cliente e desenvolvimento da resiliência

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4

Incorporação dos pontos fortes do cliente e desenvolvimento da resiliência

Um psiquiatra consultor que também é terapeuta em TCC é chamado para atender Zainab, uma mulher casada de 31 anos que está hospitalizada no andar clínico do hospital da comunidade após uma tentativa séria de suicídio.

ZAINAB: Vá embora. Eu não estou com defeito, não preciso ser consertada. (A voz que saía de baixo do cobertor fala em um inglês claro, com sotaque forte.)

TERAPEUTA: A equipe pediu que eu viesse conhecê-la para ver se existe alguma forma de ajudá-la.

ZAINAB: Eu não quero a sua ajuda; vá embora, eu disse. (silêncio)

TERAPEUTA: OK, eu entendo. Eu vou dizer à enfermeira e falar com o seu marido.

Zainab é mãe de quatro filhos pequenos e trabalha como assistente em sala de aula. Sua família emigrou de um país da África do Norte há cinco anos. Zainab até o momento se recusou a discutir seus problemas com qualquer pessoa da equipe do hospital. Assim, os detalhes da sua tentativa de suicídio foram colhidos a partir das informações do seu marido, Muhammad.

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Tayyab Rashid Martin Seligman (25)
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APÊNDICE D. Construindo suas forças

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APÊNDICE D

Construindo Suas Forças

Estressores e forças fazem parte da vida diária, embora os estressores (como problemas de relacionamento, problemas no trabalho ou não ter emprego, equilíbrio entre o trabalho e a vida, estar doente, tráfego constante ou impostos) possam se sobressair mais do que as forças (como curiosidade, integridade, gentileza, justiça, prudência e gratidão). Este apêndice examina as experiências cotidianas e identifica coisas que você pode fazer para incorporar as forças a sua vida. Também apresenta exemplos de filmes, palestras no TED e outros recursos on-line que ilustram essas forças. As “ações terapêuticas” deste apêndice não são um substituto para a psicoterapia, caso você precise dela; ao contrário, o material neste recurso visa aumentar sua consciência de que, embora a vida cotidiana inclua aborrecimentos, estressores e problemas inevitáveis, também nos oferece oportunidades para nos tornarmos proficientes em aprender a respeito e a usar nossas forças para a solução de nossos problemas e aumento de nosso bem-estar.

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Capítulo 14. Sessão oito: Gratidão

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14

SESSÃO OITO

Gratidão

A sessão oito, que é a sessão final da Fase Dois da psicoterapia positiva (PPT), amplia o conceito de gratidão que foi apresentado inicialmente na Sessão Um na forma de Diário de

Gratidão. A Sessão Oito facilita a prática de recordar e escrever para alguém que está vivo atualmente e que no passado fez alguma coisa positiva, mas a quem o cliente nunca agradeceu plenamente. As práticas da PPT abordadas nesta sessão estão na Carta de Gratidão e na Visita de Gratidão.

ESBOÇO DA SESSÃO OITO

Conceitos Centrais

Práticas na Sessão: Carta de Gratidão e Visita de Gratidão

Reflexão e Discussão

Vinhetas

Adequação e Flexibilidade

Considerações Culturais

Manutenção

Recursos

CONCEITOS CENTRAIS

Os conceitos centrais a seguir são idênticos aos apresentados no Capítulo 7, Sessão Um, no qual introduzimos o Diário de Gratidão.

Gratidão é uma experiência de agradecimento, que envolve notar e valorizar as coisas positivas na vida. Ao fazermos isso, reconhecemos o valor e o significado dos aspectos positivos.

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APÊNDICE A. Práticas de relaxamento e mindfulness

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APÊNDICE A

Práticas de Relaxamento e Mindfulness

CONCEITOS CENTRAIS

Mindfulness é manter uma consciência momento a momento de nossos pensamentos, sentimentos, sensações corporais e o ambiente a nossa volta sem sermos críticos ou sendo menos críticos. Mindfulness nos permite aceitar o que não podemos mudar e nos possibilita ver o que pode ser mudado.

Alguns eventos, experiências e interações específicos se mantêm em nossas cabeças. Sempre que pensamos neles, emoções brotam e nos deixam tristes, felizes, com raiva ou inseguros. Algumas vezes, agimos segundo esses sentimentos sem muita consciência deles. Mindfulness é estar consciente de todo esse processo observando o fluxo de nossos pensamentos e emoções sem agir de acordo com eles imediatamente.

Mindfulness também nos ajuda a desenvolver consciência de nossas ações e reações em situações específicas, especialmente situações que nos perturbam. Também aprendemos como nossas emoções impactam os outros. Desenvolver consciência sem julgamento pode nos ajudar a estar abertos e receptivos a diferentes perspectivas.

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Capítulo 2. Intervenções positivas e pressupostos teóricos

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2

INTERVENÇÕES POSITIVAS

E PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

As intervenções psicológicas voltadas para os aspectos positivos são poucas e dispersas. Iniciamos este capítulo revisando brevemente as primeiras intervenções e tratamentos relacionados, os quais servem como precursores das intervenções em psicologia positiva (IPPs) contemporânea e psicoterapia positiva (PPT).

UMA VISÃO HISTÓRICA DAS

INTERVENÇÕES PSICOLÓGICAS

POSITIVAS

Cientistas, filósofos e sábios tentaram descrever felicidade, bem-estar e prosperidade segundo muitas perspectivas. Por exemplo, Confúcio acreditava que o significado da vida residia na existência humana comum combinada com disciplina, educação e relações sociais harmoniosas. Para atingir a felicidade, a busca de uma vida virtuosa é a condição necessária segundo

Sócrates, Platão e Aristóteles. Antes da Segunda Guerra Mundial, a psicologia tinha três missões claras: curar a psicopatologia, tornar as vidas de todas as pessoas mais produtivas e gratificantes e identificar e estimular altos talentos

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Capítulo 8. Sessão dois: Forças de caráter e forças de assinatura

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8

SESSÃO DOIS

Forças de caráter e forças de assinatura

A Sessão Dois é a primeira das três sessões que focam nas Forças de Caráter e nas Forças de

Assinatura, as quais são traços positivos que podem ser desenvolvidos por meio da prática e contribuem para o crescimento pessoal e o bem-estar. Tomadas em conjunto, as Sessões

Dois a Quatro abrangem a avaliação das forças; a compreensão de seu uso contextualizado específico para a situação; e como forças específicas podem ser utilizadas para criar uma versão do self desejada ou ainda melhor.

ESBOÇO DA SESSÃO DOIS

Conceitos Centrais

Prática na Sessão: Avaliação das Forças de

Caráter

Reflexão e Discussão

Vinhetas

Adequação e Flexibilidade

Considerações Culturais

Manutenção

Recursos

CONCEITOS CENTRAIS

Para nos ajudar a estimar o sofrimento psicológico de um cliente, a terapia tradicional tem formas válidas e confiáveis de avaliar os estressores, sintomas, disfunções, déficits e transtornos. A psicoterapia positiva (PPT) oferece ferramentas válidas e confiáveis para avaliar as forças de caráter dos clientes, de modo que eles possam compreender e descobrir muitas formas diferentes pelas quais podem ser bons, sadios e positivos.

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