Yves De La Taille Maria Suzana De Stefano Menin (8)
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6 Valores morais no âmbito escolar: uma revisão dos valores apresentados nos livros didáticos e por professores, de 1970 a 2006

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Valores morais no âmbito escolar: uma revisão dos valores apresentados nos livros didáticos e por professores, de 1970 a 2006

Cleonice Camino

Márcia Paz

Verônica Luna

INTRODUÇÃO

Este trabalho tem como objetivo analisar, dentro de uma perspectiva sócio-histórica, como os valores morais têm sido considerados em livros didáticos e por professores, no âmbito do ensino formal, em três contextos sociopolíticos da realidade brasileira: ditadura militar, redemocratização e momento atual. Para tanto, avalia-se o percurso do ensino da moral, considerando se houve avanço ou retrocesso em relação à formação do indivíduo autônomo, tendo por base a perspectiva cognitiva de Piaget.

Acredita-se que, a compreensão do percurso do ensino de valores nas últimas décadas, seja relevante para interpretar se houve ou não crise de valores na trajetória do ensino da moral. Essa interpretação é feita a partir de uma reflexão retrospectiva sobre as concepções de valores, normas e práticas educativas priorizadas nos diferentes contextos políticos.

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3 Adolescência, personalidade e projeto de vida solidário

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Adolescência, personalidade e projeto de vida solidário

Denise D’Aurea-Tardeli

A missão da educação é transmitir conhecimentos integrados em uma cultura por meio de uma perspectiva ética, fato que leva a educar em valores, não quaisquer valores, mas sim, valores éticos, isto é, aqueles que formam o caráter e permitem promover um mundo mais justo. Isso não é tarefa fácil, já que esses valores vinculam-se a representações sociais e manifestações afetivas que os constituem, bem como a conteúdos de natureza moral.

Tomamos aqui as explicações de Piaget (1954) que dizem que os valores referem-se a uma troca afetiva do sujeito com os objetos, entendendo objeto como as coisas e as pessoas do mundo exterior. Sendo assim, os valores são construídos com base nas interações que o sujeito faz com a realidade. Segundo Araújo (2007, em Arantes, p. 20), “nessa concepção (...) os valores nem estão pré-determinados nem são simples internalizações (de fora para dentro), mas resultantes das ações do sujeito sobre o mundo objetivo e subjetivo em que ele vive”.

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2 As virtudes segundo os jovens

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As virtudes segundo os jovens

Yves de La Taille

Virtudes! Tema clássico da moralidade e do civismo. E também tema recorrente da antiga educação moral que, baseada no “verbo docente”, cantava as glórias de algumas delas e denunciava os terríveis riscos pessoais e sociais de seus opostos, os vícios. Lê-se, por exemplo, no livro Petite

Histoire de l’enseignement de la morale à l’école de Michel Jeury e JeanDaniel Baltassat, que uma atividade proposta às crianças era a de conjugar em vários tempos e modos frases do tipo “Eu preferiria me matar a faltar com o meu nome”, ou “Seja bom. Seja forte. Não seja maldoso. Tenha confiança. Não tenha medo. Escute, não se mexa! Acorde! Acabe sua lição.

Não se queixe” (Jeury; Baltassat; 2000, p.73). Como se vê, virtudes como honra, coragem, bondade, confiança, perseverança, tranquilidade, força, e outras mais eram, sem demais nuances, apresentadas como qualidade boas e necessárias ao adulto digno desse nome. Quanto aos vícios, eles eram evidentemente definidos como aspectos pessoais contrários às virtudes.

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7 Tecendo os sentidos atribuídos por professores do ensino fundamental ao médio profissionalizante sobre a construção de valores na escola

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Crise de valores ou valores em crise? 153

um processo de transformação dos referidos valores, mas não em sua ausência ou progressivo desaparecimento.

Esse movimento de discussão tem estimulado uma vasta gama de iniciativas, seja na esfera da produção acadêmica, no âmbito das práticas pedagógicas, seja, ainda, no terreno das políticas públicas (Aquino e

Araújo, 2000). Os Temas Transversais, contidos nos Parâmetros Curriculares Nacionais, representam uma mostra de tal vigor temático – mesmo considerando as polêmicas que marcaram sua proposição e as dificuldades, por parte da escola e de seus profissionais, de efetuarem a transversalização desses temas no cotidiano escolar.

Compactuamos com a compreensão desses autores, pois verificamos nas queixas dos indivíduos representantes de diferentes estratos sociais, nas posturas assumidas por eles e no encaminhamento de questões do cotidiano que os valores, normalmente aceitos pela sociedade, demandam processos de reflexão e de ressignificação. Evidenciamos com relação a essa questão um saudosismo dos valores clássicos e universais, bem como das grandes figuras que possuíam autoridade suficiente para liderar e encaminhar as situações-problema da comunidade, como os padres, os pais, os professores, o poder público. É importante ressaltar, ainda, as hierarquias de valores, representativas das comunidades onde estão inseridos os indivíduos, que nem sempre são coincidentes com as de outras pessoas. Ao que parece, houve um enfraquecimento dessa base de princípios, regras que norteiam o comportamento. Analisar essa rede de elementos não é algo fácil, transitamos por um campo de conceitos, de representações, movediço e arenoso. Entretanto, estamos sendo constantemente convidados, enquanto educadores, pesquisadores e, também, pessoas comuns, a refletirmos e construirmos uma relação crítica com esse tema complicado.

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5 Valores evocados nos posicionamentos referente sàs cotas para alunos negros ou alunos de escolas públicas. Uma pesquisa entre universitários

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Valores evocados nos posicionamentos referentes

às cotas para alunos negros ou alunos de escolas públicas. Uma pesquisa entre universitários

Maria Suzana De Stefano Menin

Alessandra de Morais Shimizu

Divino José Silva

INTRODUÇÃO

Crise de valores ou valores em crise? No decorrer deste texto propomo-nos enfrentar o desafio que é pensar, com base em uma pesquisa, o tema “cotas para alunos negros e alunos de escola pública no ensino superior público brasileiro”, no registro dessa pergunta, a qual La Taille denominou enigmática. Mesmo a denominando enigmática, La Taille já nos adiantou um comentário que retira dela seu caráter de mistério, pois não se trata de um enigma como aquele proposto pela Esfinge a Édipo, “decifra-me ou te devoro!”, mas de refletirmos a respeito de valores presentes em nossas práticas e discursos contemporâneos, que não sabemos, ainda, de que polo da pergunta acima enfrentá-los. Enfim, a discussão que hoje presenciamos no Brasil a respeito das cotas no ensino superior, trata-se de crise de valores ou de valores em crise? Como esclarece La

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Yves De La Taille (7)
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Medium 9788536306599

Capítulo 3 - O querer fazer moral: a dimensão afetiva

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O querer fazer moral: a dimensão afetiva

Assim como o fiz para a dimensão intelectual, e pelas mesmas razões, vou, na apresentação da dimensão afetiva, restringir-me ao tema da moralidade. Penso ser uma escolha justificada porque, por um lado, as variadas forma de “vida boa” concebíveis implicam um amplo leque de investimentos afetivos que é impossível analisar aqui, e, por outro, interessa-nos o vínculo entre moral e

ética, e que esse vínculo, como visto no primeiro capítulo, encontra-se na dimensão afetiva por intermédio do auto-respeito. É, portanto, a progressiva construção do auto-respeito que devemos privilegiar. Quanto ao título que dou ao presente capítulo, ele se justifica se lembrarmos que o dever corresponde a um querer e que, portanto, o sentimento de obrigatoriedade é, ele mesmo, uma forma de querer. Tudo o que vimos no capítulo anterior a respeito da dimensão intelectual depende, para tornar-se ação, desse “querer fazer moral”, da vontade de agir e da intenção com a qual se age. Falta dizer que o sentimento moral de obrigatoriedade é despertado por ou composto de outros sentimentos. Ou seja, para compreender a gênese, a presença e a força do sentimento de obrigatoriedade, é preciso conhecer outros, que, como dito anteriormente, alimentam-no ou o compõem.

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Medium 9788536316925

Capítulo 4. Cultura do "respeito de si"

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Cultura do “respeito de si”

Os capítulos dedicados à “cultura do tédio” e à “cultura da vaidade” são, como vimos, complementares. Neles procurei oferecer uma visão geral de dois traços da contemporaneidade que seriamente comprometem o que

Ricoeur define como perspectiva ética: uma vida boa, para e com outrem, em instituições justas. Em uma cultura do tédio e da vaidade, temos uma vida pequena, sem ou contra outrem, em instituições injustas.1

No capítulo dedicado à “cultura do sentido”, comecei a apontar algumas direções para, na educação dos jovens, ajudá-los a construir a perspectiva ética, as quais devem ser agora completadas pelo que se costuma chamar “educação moral”. Como, na perspectiva teórica adotada aqui, o respeito moral por outrem pressupõe a construção de representações de si entre as quais as de valor moral ocupam lugar central, uma “educação moral” depende necessariamente de uma “cultura do respeito de si”.

Isso posto, tudo o que foi escrito no capítulo dedicado à “cultura do sentido” também vale para a educação moral. Com efeito, nós, adultos, precisamos cuidar do mundo, pois, se não o fizermos, além de deixarmos

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Medium 9788536306599

Capítulo 1 - Moral e ética

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Moral e ética: dimensões intelectuais e afetivas

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Moral e ética

O objetivo deste capítulo é o de apresentar conceitos que sejam úteis para o empreendimento psicológico de compreensão das ações morais. Para tanto, apresentarei definições diferentes e complementares de duas palavras que têm cada vez mais freqüentado nossas conversas cotidianas: moral e ética. Peço, portanto, ao leitor, que faça o esforço de, momentaneamente, se despir das definições que ele habitualmente atribui aos dois vocábulos, e que aceite me seguir nos meandros de minha argumentação. Mas por que falar em argumentação, se se trata apenas de dar definições? Não seria mais simples tão-somente apresentá-las? Não, porque definir implica fabricar conceitos, e conceitos são criados para responder a perguntas. Acho que foi Edgard Morin que disse que o erro da educação (em todos os níveis) é o de ensinar as respostas que a filosofia e a ciência deram, sem deixar claro para os alunos quais eram as perguntas que as motivaram. Não quero aqui cair em erro parecido e me limitar a dar definições sem minimamente demonstrar em que medida são úteis, até necessárias, para tratar o tema deste livro, a saber: dimensões psicológicas da moralidade.

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Medium 9788536316925

Capítulo 3. Cultura da vaidade

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Cultura da vaidade

Na Parte I do livro (Plano Ético), empreguei a metáfora do turista para descrever certas características do homem contemporâneo. E, em alguns momentos, fiz comentários de ordem moral: o turista é geralmente alguém que demonstra total indiferença em relação aos possíveis sofrimentos, mazelas e catástrofes pelos quais passam os nativos dos lugares que visita. Tal país é governado por ditadores corruptos? Isso não vai desencorajar o turista a deixar lá seu dinheiro se há locais prestigiosos a serem vistos. Tal outro padece de profunda miséria? Pouco importa, se há praias idílicas ou soberbas cachoeiras. Tal região foi devastada por catástrofe natural? Se não há mais perigo e se os hotéis já foram reconstruídos, lá vai ele gastar seu fragmento de tempo chamado férias. E, se lá está ele quando explode uma rebelião, quando acontece um terremoto ou quando há rumores de uma doença contagiosa, ele corre ao aeroporto, maldizendo seu azar. Sim, o turista costuma ser um indiferente, indiferente em relação à qualidade de vida de quem o acolhe em seu país.1

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Capítulo 2. Cultura do sentido

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Cultura do sentido

Fechei o capítulo anterior afirmando que somente uma cultura do sentido pode vencer uma cultura do tédio. Afirmei também que tal batalha é possível de ser travada com provável sucesso. Nunca uma cultura é um todo coeso. Em todas elas há sempre paradoxos, tensões, oposições, ambiguidades, contradições, que permitem o movimento, a evolução, a superação. O mesmo vale para os indivíduos. A abordagem construtivista, à qual me filio, vê no homem ricas capacidades de adaptação, de autorregulação, de equilibração, que lhe permitem criar novas formas de pensar e de sentir, que lhe permitem criar novas estruturas mentais que podem dar novos rumos à compreensão que tem do mundo e da vida. A abordagem construtivista vê no sujeito recursos para superar insatisfações, resolver problemas, sair de situações desconfortáveis ou até mesmo insuportáveis.

Para tanto, duas condições devem ser contempladas. A primeira: que o sujeito esteja, de fato, em uma situação que considera problemática. A segunda: que tenha a seu alcance elementos para alimentar a construção de novas soluções.

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William M Baum (14)
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Medium 9788582715239

Capítulo 9. Liberdade

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Liberdade

Da mesma forma que tratamos outros termos, podemos tratar a palavra livre – a fim de entender o que ela significa e examinarmos como ela é utilizada. Como vimos no

Capítulo 1, apenas a noção de livre-arbítrio conflita com o behaviorismo. A maioria dos usos da palavra livre pode ser compreendida em termos comportamentais.

USOS DA PALAVRA LIVRE

Há três tipos de uso para a palavra livre.

Em primeiro lugar, as pessoas falam de liberdade de restrições,* como quando se fala em ficar livre da escravidão. Isso é frequentemente referido como ser livre, sugerindo que a liberdade é um atributo ou algo que se adquire. A extensão dessa ideia

é a noção de livre-arbítrio, na qual está implícito que a pessoa tem a liberdade de se comportar independentemente de seu ambiente passado ou presente. Em segundo lugar, as pessoas falam de liberdade política e social. Aqui, a questão não é tanto o problema das restrições quanto a de ter de enfrentar consequências desagradáveis de*  N. de R.T. No sentido de libertar-se, ou conquistar a liberdade de um aprisionamento, uma repressão.

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Medium 9788582715239

Capítulo 14. Planejamento cultural: experimentação em prol da sobrevivência

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14

Planejamento cultural: experimentação em prol da sobrevivência

Talvez nada do que Skinner escreveu tenha provocado mais controvérsia do que suas ideias sobre planejamento cultural.

Críticos viram nessas ideias o espectro de um governo totalitário, padronização e estagnação. Parecia-lhes uma ideia perigosa, uma fórmula para o desastre. Como poderia alguém ser sábio o bastante para projetar uma cultura? E o que aconteceria às pessoas que discordassem do projeto? Alimentando o fogo de tais objeções, Skinner escreveu também sobre engenharia comportamental, o que soava ainda mais estranho.

Embora algumas ideias behavioristas

– sobre livre-arbítrio, mente e linguagem, por exemplo – sejam verdadeiramente controversas, o planejamento cultural e a engenharia comportamental só parecem controversos quando interpretados à luz dos preconceitos mais comuns sobre as palavras planejar e engenharia. Para os críticos, essas palavras sugerem algo como um plano mestre, uma ideia fixa sobre como determinada cultura deveria ser, que fosse executada quer as pessoas concordem, quer não concordem. Contudo, a extensão lógica da análise do comportamento dos conceitos de liberdade (Cap. 9), governo

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Capítulo 8. Comportamento controlado por regras e pensamento

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8

Comportamento controlado por regras e pensamento

Toda cultura tem suas regras. A criança que cresce em determinada cultura pode aprender a obedecer a algumas de suas regras sem que seja explicitamente instruída para isso. Eu não consigo me lembrar de alguém alguma vez ter-me dito que eu devia vestir roupas para sair em público.

Embora não consiga me lembrar, alguém deve tê-lo dito; provavelmente, a maioria das regras é ensinada explicitamente.

Aprender as regras faladas por um professor exige que se exerça o papel de ouvinte.

A maior parte das crianças primeiro aprende a fazer o papel de ouvinte – a discriminar com base no comportamento verbal de falantes – interagindo com seus pais. Mais tarde, essa eficácia dos estímulos discriminativos verbais se generaliza para outras pessoas: professores, treinadores, patrões, etc. Não fosse por essa obediência, nunca nos tornaríamos aculturados (Simon,

1990). Este capítulo trata da maneira como os analistas do comportamento compreendem o ensino e o seguimento de regras.

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Medium 9788582715239

Capítulo 7. Comportamento verbal e linguagem

William M. Baum Grupo A PDF Criptografado

7

Comportamento verbal e linguagem

Muito do que foi discutido nos Capítulos

3, 4, 5 e 6 presumia que falar é um tipo de comportamento operante. Muitas pessoas

– leigos, filósofos, linguistas e psicólogos

– consideram a fala e a linguagem como coisas separadas e diferentes de outros comportamentos. Na verdade, frequentemente se diz que a linguagem é o que distingue nossa espécie das outras. Os analistas do comportamento, porém, coerentes com sua confiança na teoria da evolução, procuram compreender todas as espécies e todos os tipos de comportamento dentro do mesmo quadro geral de referência.

Eles oferecem uma explicação da fala e da linguagem que transcende categorias tradicionais, acentuando a semelhança da fala com outros tipos de comportamento.

Neste capítulo, veremos que o falar é um dos tipos, e não o único, de comportamento verbal e que a noção de comportamento verbal substitui muitas ideias tradicionais sobre a fala e a linguagem.

O QUE É COMPORTAMENTO

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Capítulo 3. Público, privado, natural e fictício

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Público, privado, natural e fictício

Vimos no Capítulo 2 que o behaviorismo radical não faz distinção entre fenômenos subjetivos e objetivos no sentido tradicional. Ele evita todas as formas de dualismo que introduzam mistérios insolúveis.

Veremos neste capítulo que, embora atribua pouca importância à distinção entre eventos públicos e privados, que grosseiramente correspondem aos mundos objetivo e subjetivo, o behaviorismo radical efetivamente estabelece algumas outras distinções. A mais importante é entre eventos naturais e eventos fictícios.

MENTALISMO

O termo mentalismo foi adotado por

B. F. Skinner para se referir a um tipo de dualismo: a separação entre eventos mentais de eventos comportamentais.

O mentalismo leva a um tipo de “explicação” que realmente não explica nada.

Suponha que você pergunte a um amigo por que ele comprou certo par de sapatos, e o amigo responde: “Eu só os queria” ou

“fiz isso por impulso”. Mesmo que essas afirmações pareçam explicações, você continua no mesmo lugar que estava antes de perguntar. Essas “não explicações” são exemplos de mentalismo.

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Willem Kuyken Christine A Padesky Robert Dudley (10)
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Medium 9788536322087

9. Avaliação do modelo

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Avaliação do modelo

A aprendizagem nunca termina; em vez disso, ela progride para níveis mais profundos de conhecimento. Este capítulo final revisita temas apresentados anteriormente neste livro para ver quais as novas perspectivas que foram obtidas por meio da nossa abordagem da conceitualização. Além disso, sugerimos direções para pesquisas futuras que podem nos ajudar a avaliar e a entender este modelo em maior profundidade. Especificamente, as próximas sessões (1) examinam aspectos característicos do nosso modelo de conceitualização, (2) discutem como o modelo pode preencher as funções da conceitualização de caso e (3) oferecem sugestões de como avaliar o modelo conceitual e empiricamente. Os principais testes do nosso modelo referem-se ao quanto ele é útil aos terapeutas e aos clientes e também ao quanto ele resiste a pesquisas cuidadosamente conduzidas.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO MODELO

Quais são as características que distinguem o nosso modelo e como elas são úteis aos terapeutas e aos clientes em TCC?

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6. “Por que isso continua acontecendo comigo?”

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“Por que isso continua acontecendo comigo?”

Conceitualizações explanatórias transversais

TERAPEUTA: É bom vê-lo de novo, Mark. Como parte da nossa agenda para hoje, você poderia me dar uma visão geral de como foi para você esta última semana?

MARK: Bem, as coisas não foram boas no sábado passado. Saí com a minha família e então alguma coisa me atingiu como se fosse uma onda. Eu me senti tão deprimido, tão inútil, como um fracassado. Tudo o que eu pude fazer foi me segurar para não chorar. Eu me controlei até chegarmos em casa e então fui para a cama. Isso não é normal. Por que isso acontece comigo? Eu só faço besteiras.

TERAPEUTA: Lamento ouvir que foi tão ruim para você o sábado. Parece que foi um dia realmente difícil. Você gostaria de ocupar algum tempo hoje tentando entender o que aconteceu no sábado e vendo o que podemos fazer para ajudar?

MARK: Já vim aqui antes. As coisas ficam bem por um tempo, acho que estou indo bem e então bang! Volto à estaca zero. Não é normal ficar se sentindo assim sem razão nenhuma.

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Apêndice – Formulário de auxílio à coleta da história

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340 Willem Kuyken, Christine A. Padesky e Robert Dudley

EXPERIÊNCIA DE ACONTECIMENTOS PERTURBADORES

1. Às vezes acontecem coisas às pessoas que são extremamente perturbadoras – coisas como estar em uma situação de ameaça à vida, como um desastre importante, um acidente muito grave ou um incêndio; ser agredido fisicamente ou estuprado; ou ver outra pessoa ser morta, muito ferida ou ficar sabendo de algo terrível que aconteceu a alguém próximo a você. Em algum momento durante a sua vida, algum deste tipo de coisas aconteceu a você?

(a) Em caso negativo, por favor, marque aqui. _____

(b) Em caso afirmativo, por favor, liste os eventos traumáticos.

Descrição breve

Data (mês/ano)

Idade

1.

2.

3.

4.

5.

6.

Caso tenha sido listado algum evento: Às vezes as coisas ficam voltando em pesadelos, flashbacks ou pensamentos dos quais você não consegue se livrar. Isso já aconteceu a você?

Sim

Não

Em caso negativo: E quanto a ficar muito perturbado quando você esteve em uma situação que lhe fez lembrar de uma dessas coisas terríveis?

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4. Incorporação dos pontos fortes do cliente e desenvolvimento da resiliência

Willem Kuyken, Christine A. Padesky, Robert Dudley Grupo A PDF Criptografado

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Incorporação dos pontos fortes do cliente e desenvolvimento da resiliência

Um psiquiatra consultor que também é terapeuta em TCC é chamado para atender Zainab, uma mulher casada de 31 anos que está hospitalizada no andar clínico do hospital da comunidade após uma tentativa séria de suicídio.

ZAINAB: Vá embora. Eu não estou com defeito, não preciso ser consertada. (A voz que saía de baixo do cobertor fala em um inglês claro, com sotaque forte.)

TERAPEUTA: A equipe pediu que eu viesse conhecê-la para ver se existe alguma forma de ajudá-la.

ZAINAB: Eu não quero a sua ajuda; vá embora, eu disse. (silêncio)

TERAPEUTA: OK, eu entendo. Eu vou dizer à enfermeira e falar com o seu marido.

Zainab é mãe de quatro filhos pequenos e trabalha como assistente em sala de aula. Sua família emigrou de um país da África do Norte há cinco anos. Zainab até o momento se recusou a discutir seus problemas com qualquer pessoa da equipe do hospital. Assim, os detalhes da sua tentativa de suicídio foram colhidos a partir das informações do seu marido, Muhammad.

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1. O dilema de Procrusto

Willem Kuyken, Christine A. Padesky, Robert Dudley Grupo A PDF Criptografado

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O dilema de Procrusto

O personagem mitológico Procrusto era um anfitrião que trazia convi­ dados para a sua casa, declarando que todos os visitantes, não importa a altura tivessem, caberiam na cama do seu quarto de hóspedes. Esse argumento tão grande e mágico atraía muita atenção. O que Procrusto não dizia aos seus convidados era que ele estava disposto a cortar as pernas deles ou esticá-las em uma armação para que se adequassem à cama. A história de Procrusto poderia servir como um alerta aos clientes de psicoterapia. Embora existam muitos modelos testados empiricamente para a compreensão do sofrimento psicológico, poucos clientes querem se consultar com um terapeuta que corte ou distorça as experiências do seu cliente para encaixá-lo nas teorias preexistentes.

Os clientes trazem apresentações complexas e com comorbidade para as quais nenhuma abordagem irá se adequar 100%. Este livro ensina aos tera­ peutas como se tornarem hábeis nos métodos de conceitualização de caso que oferecem uma hospitalidade sob medida para os pacientes que buscam ajuda.

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Tayyab Rashid Martin Seligman (25)
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Capítulo 10. Sessão quatro: Uma melhor versão de mim mesmo

Tayyab Rashid, Martin Seligman Grupo A PDF Criptografado

10

SESSÃO QUATRO

Uma melhor versão de mim mesmo

A sessão quatro, a última das sessões que focam nas forças de caráter, examina a articulação e a implantação de um plano escrito de autodesenvolvimento positivo, pragmático e persistente.

A prática central da psicoterapia positiva (PPT) abrangida nesta sessão é Uma Melhor Versão de Mim Mesmo.

ESBOÇO DA SESSÃO QUATRO

Conceitos Centrais

Prática na Sessão: Uma Melhor Versão de

Mim Mesmo

Reflexão e Discussão

Vinhetas

Adequação e Flexibilidade

Considerações Culturais

Manutenção

Recursos

CONCEITOS CENTRAIS

Muitos de nós somos motivados para o autoaperfeiçoamento, a superação dos nossos desafios e a promoção do nosso bem-estar. No entanto, o tempo requerido para fazer a autorreflexão necessária ao autoaperfeiçoamento e para passar da intenção para a ação é cada vez mais difícil de encontrar devido às nossas vidas agitadas, sempre cheias de engenhocas e estressores externos. Entretanto, julgando pelos bilhões em vendas de produtos de autoajuda (livros, vídeos, workshops, retiros e aplicativos), nosso apetite pelo autoaperfeiçoamento não diminuiu. A noção da criação de um self futuro melhor ou o melhor possível – seja no domínio

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Capítulo 6. Sessões, práticas e processo terapêutico

Tayyab Rashid, Martin Seligman Grupo A PDF Criptografado

6

SESSÕES, PRÁTICAS E

PROCESSO TERAPÊUTICO

O objetivo da Parte II deste manual é ajudar clínicos com diferentes origens profissionais a adquirir, adaptar e aprimorar as competências terapêuticas para realizar psicoterapia positiva (PPT) em uma variedade de contextos.

A Tabela 6.1: Psicoterapia Positiva: Estrutura

Genérica da Sessão, descreve uma sessão de

PPT típica para contextos individuais e grupais.

Os autores empreenderam todos os esforços – a partir de evidências e da experiência – para operacionalizar condições terapêuticas que estimulem emoções positivas, engajamento, relacionamentos gratificantes, propósito e objetivos voltados para a recuperação e resiliência.

As sessões da Parte II oferecem aos clínicos competências e estratégias gentis e claras, sequenciais e adaptáveis, bem como empáticas e efetivas.

ORIENTAÇÃO PARA PSICOTERAPIA

POSITIVA

Roteiro sugerido para o clínico

Apresentamos, a seguir, um roteiro que você pode usar para apresentar a PPT aos seus clientes:

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Capítulo 1. Psicoterapia positiva: o que é e por que precisamos dela?

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1

PSICOTERAPIA POSITIVA

O que é e por que precisamos dela?

Por mais de um século, a psicoterapia tem sido o lugar em que os clientes discutem seus problemas. Milhares de pessoas a cada ano participam de palestras motivacionais, workshops, retiros e cursos e ainda compram livros e aplicativos digitais de autoajuda. O foco dessas iniciativas terapêuticas está baseado no pressuposto de que a descoberta de traumas infantis, a distorção de pensamentos falhos ou o restabelecimento de relações disfuncionais é curativo.

Esse foco nos aspectos negativos faz sentido intuitivamente, mas, como autores deste manual, acreditamos que os clínicos perderam de vista a importância dos aspectos positivos.

A psicoterapia faz um bom trabalho ao fazer os clientes se sentirem menos deprimidos e menos ansiosos, mas o bem-estar dos clientes não é um objetivo explícito da terapia. A psicoterapia positiva (PPT), por sua vez, é um esforço terapêutico dentro da psicologia positiva (PP) que visa aliviar o estresse sintomático por meio da valorização do bem-estar.

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Capítulo 14. Sessão oito: Gratidão

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SESSÃO OITO

Gratidão

A sessão oito, que é a sessão final da Fase Dois da psicoterapia positiva (PPT), amplia o conceito de gratidão que foi apresentado inicialmente na Sessão Um na forma de Diário de

Gratidão. A Sessão Oito facilita a prática de recordar e escrever para alguém que está vivo atualmente e que no passado fez alguma coisa positiva, mas a quem o cliente nunca agradeceu plenamente. As práticas da PPT abordadas nesta sessão estão na Carta de Gratidão e na Visita de Gratidão.

ESBOÇO DA SESSÃO OITO

Conceitos Centrais

Práticas na Sessão: Carta de Gratidão e Visita de Gratidão

Reflexão e Discussão

Vinhetas

Adequação e Flexibilidade

Considerações Culturais

Manutenção

Recursos

CONCEITOS CENTRAIS

Os conceitos centrais a seguir são idênticos aos apresentados no Capítulo 7, Sessão Um, no qual introduzimos o Diário de Gratidão.

Gratidão é uma experiência de agradecimento, que envolve notar e valorizar as coisas positivas na vida. Ao fazermos isso, reconhecemos o valor e o significado dos aspectos positivos.

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Capítulo 16. Sessão dez: Crescimento pós-traumático

Tayyab Rashid, Martin Seligman Grupo A PDF Criptografado

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SESSÃO DEZ

Crescimento pós-traumático

A sessão dez convida os clientes a explorarem seus sentimentos e pensamentos profundos sobre uma experiência traumática que continua a incomodá-los. A prática central da psicoterapia positiva (PPT) abordada nesta sessão é a Escrita Expressiva.

ESBOÇO DA SESSÃO DEZ

Conceitos Centrais

Prática na Sessão: Escrita Expressiva

Reflexão e Discussão

Vinhetas

Adequação e Flexibilidade

Considerações Culturais

Manutenção

Recursos

CONCEITOS CENTRAIS

Depois de um trauma, alguns indivíduos desenvolvem transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), uma condição grave que requer tratamento rigoroso. No entanto, depois do trauma, a maioria das pessoas desenvolve o que é chamado de crescimento pós-traumático (CPT), o qual implica uma mudança na percepção do significado da vida e da importância dos relacionamentos. Esse crescimento frequentemente ajuda a mitigar os sentimentos de perda ou desamparo gerados pelo trauma (Calhoun & Tedeschi, 2006).

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