Affonso Rosa Maria Lopes (25)
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24. O lúdico na adolescência: Winnicott e o brincar adolescente

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O lúdico na adolescência

Winnicott e o brincar adolescente

Yvette Piha Lehman

N

a teoria de Winnicott, a habilidade do brincar é uma realização do desenvolvimento emocional. Ao brincar, o bebê/criança/ adulto faz pontes do mundo interior com o mundo de fora e de dentro, através do espaço transicional. Para Winnicott (1975), a qualidade do brincar na terceira área – fenômeno transicional – é sinônimo de um viver criativo e constitui a matriz da experiência do self através da vida. Transposto para a relação analítica, o brincar é uma derradeira realização de psicoterapia, porque só através do brincar o self pode se descobrir e se fortalecer.

O brincar vai se ressignificando no decorrer da vida. Primeiro há um brincar para assumir o corpo, depois o brincar torna­‑se interativo e incorpora o olhar do outro, surgindo daí a relação “olhar­‑existir”. A operação simbólica é um processo, nela há uma verdadeira significação subjetiva.

A princípio, constituir o corpo a partir da díade materna simboliza a angústia de separação.

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12. Instrumentos para o processo diagnóstico e/ou intervenção

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Instrumentos para o processo diagnóstico e/ou intervenção

Rosa Maria Lopes Affonso

A

s avaliações psicológicas dos sintomas envolvem um processo que pode ter um ou vários objetivos, portanto devemos definir em quem e por que serão realizadas. Além disso, devemos estabelecer quais instrumentos serão utilizados para a investigação.

Ocampo (1976), Arzeno (1995) e

Cunha e colaboradores (1986, 1993, 2000) demonstraram a importância do atendimento como um processo de investigação psicológica que deve conter um conjunto de várias avaliações psicológicas, que seguem os passos e etapas a seguir.

1. Primeiro é feita a abordagem inicial dos

sintomas, a análise de seu aparecimento e do contexto individual ou interacional em que eles ocorrem, através da utilização de entrevistas semiestruturadas, por meio das quais são colhidas informações sobre a história pessoal ou familiar do sujeito, associadas à pesquisa do ambiente atual.

2. No caso de crianças, as entrevistas iniciais são realizadas com os pais, podendo envolver uma análise dos sintomas da estrutura familiar da qual a criança faz parte.

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16. O lúdico no contexto hospitalar: quando o brincar no contexto hospitalar é recreação e quando é ludoterapia

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O lúdico no contexto hospitalar

Quando o brincar no contexto hospitalar

é recreação e quando é ludoterapia

Katia Wanderley

O

lúdico no contexto hospitalar pode ser considerado, de um lado, como uma recrea­

ção e, de outro ângulo, como instrumento técnico sustentado por um aporte teórico, tendo como objetivo o tratamento do psiquismo de crianças.

O lúdico enquanto recreação não é científico, e a brinquedoteca pode ser um exemplo dessa atividade. A brinquedoteca

é um espaço geralmente encontrado nas enfermarias e ambulatórios de pediatria, onde as crianças brincam na companhia dos familiares e/ou de outras crianças. Na maioria das vezes, a brinquedoteca situa­

‑se em um local que oferece conforto para que a criança brinque sem comprometer a rotina do serviço e sem ser importunada na sua brincadeira pelos procedimentos clínicos. Costuma ser um espaço aberto, sendo possível a qualquer um observar a brincadeira da criança e, se quiser, também com ela brincar.

Na brinquedoteca há necessidade de um funcionário para administrar a distribuição dos brinquedos, zelar pela sua manutenção e garantir que o espaço seja aproveitado da melhor forma possível. A recreação é muito bem desenvolvida pelos voluntários, que visitam enfermarias contando histórias e brincado com os pacientes.

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8. O brinquedo, sua evolução e seus possíveis significados

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O brinquedo, sua evolução e seus possíveis significados

Rosa Maria Lopes Affonso

O

significado do brinquedo pode ser um tema polêmico, na medida em que nenhum psicoterapeuta ou profissional da saúde considera os significados dos brinquedos como algo estático e imutável. Além disso, o estudo do significado do brinquedo envolveria necessariamente estudar a sua evolução no contexto das diversas culturas, daí a grande polêmica quando ele se direciona a dar significados específicos a determinados brinquedos.

Uma pesquisa sobre a significação dos jogos pode também ser feita segundo um referencial evolutivo específico, como propõe

Aberastury (1992), fundamentada na teoria psicanalítica, a partir de Freud e Klein e utilizado por inúmeros educadores e clínicos.

Sobre a significação das fezes e da urina

Aberastury (1992, p. 40) comenta:

Entram alimentos em sua boca, pas­sam através do corpo e saem transformados; os sólidos, suscetíveis de originar capacidade criadora. A criança ama e teme as substâncias que saem de seu corpo. Uma vez que elas estão condenadas a desaparecer, devido às proibições do adulto, a criança busca na água, terra e areia os substitutos permitidos das fezes e da urina. Desse modo, água, terra e areia passam do estado de puras substâncias para adquirir aspectos selvagens, mangueiras de apagar

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3. As bases neurofisiológicas do brincar

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As bases neurofisiológicas do brincar

Joao Augusto Figueiró

O

Dicionário Houaiss da Língua Portu­ guesa (2001) conceitua brincar como um verbo transitivo indireto e intransitivo e traz 13 definições para o termo, dentre os quais ressalto “distrair­‑se com jogos infantis, representando papéis fictícios, entreter­

‑se com um objeto ou uma atividade qualquer; agitar­‑se, menear, tamborilar, mexer em algo distraidamente, por compulsão ou para passar o tempo, não falar a sério; gracejar, fazer zombaria; debochar, não demonstrar interesse; não dar importância; não levar (algo) a sério, agir de modo exibido ou intrometido, agir com leviandade ou imprudência, tirar gozo, distração ou proveito; desfrutar”. Traz também algumas derivações de sentido figurado como “fazer algo sem notar, sem fazer esforço, lidar de maneira inconsequente com coisas sérias ou perigosas, fazer algo com facilidade, sem esforço, ser ágil e esperto na tomada de providências, na resolução de questões, em executar um trabalho (como em ‘fazer algo brincando’)” e apresenta como sinônimos “divertir­‑se, distrair­‑se, entreter­‑se, folgar, gracejar, zombar”. Pode­‑se observar nestas definições selecionadas o caráter de frivolidade, de não seriedade e mesmo pejorativo atribuído à atividade.

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Amy Wenzel (10)
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Capítulo 4 - Reestruturação cognitiva de pensamentos automáticos

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Reestruturação cognitiva de pensamentos automáticos

Reestruturação cognitiva é o processo pelo qual os terapeutas ajudam seus clientes a (a) identificar o pensamento associado ao sofrimento emocional, (b) avaliar a precisão e a utilidade desse pensamento e (c) responder de forma adaptativa a esse pensamento se o cliente concluir que ele é exagerado, impreciso ou não ajuda. Pode-se argumentar que a reestruturação cognitiva é uma das estratégias mais centrais, se não a mais central, associada à terapia cognitivo-comportamental (TCC), porque essa intervenção decorre de um princípio básico subjacente à TCC – a de que o pensamento que não ajuda desempenha um papel significativo na manutenção e na exacerbação de problemas de saúde mental. A reestruturação cognitiva pode ser aplicada à modificação de pensamentos automáticos que não ajudam específicos a uma situação e também pode ser aplicada à modelagem de crenças subjacentes que não ajudam ativadas em momentos de estresse.

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Capítulo 2 - Conceitualização de caso

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Conceitualização de caso

A conceitualização de caso (também chamada formulação de caso) é a aplicação de um sistema teórico, como a teoria cognitivo-comportamental, para compreender os fatores que precipitam, mantêm e exacerbam o problema de saúde mental ou a perturbação emocional de um cliente (ver Eells, 2007). Ela serve como um modelo para integrar informações colhidas em uma avaliação psicológica e ao longo do tratamento e formar um quadro coerente. Segundo Key e Bieling (2015), “O papel central da formulação de caso cognitiva é traduzir a teoria e a pesquisa cognitiva nomotética em tratamento idiográfico” (p. 223).

A conceitualização de caso tem muitas finalidades. Em primeiro lugar, a maioria dos clientes é caracterizada por apresentações clínicas heterogêneas, de modo que satisfazem critérios para mais de um transtorno mental ou compartilham características de vários deles. Além disso, muitos clientes descrevem estressores e desafios que não são facilmente incorporados aos diagnósticos, como problemas médicos, pobreza e racismo. A conceitualização de caso ajuda o terapeuta na organização dessas informações e na compreensão de como essas diferentes forças influenciam as reações cognitivas, emocionais e comportamentais descritas pelos clientes, bem como de que forma essas reações exacerbam seus problemas de saúde mental, médicos e ambientais. Em segundo lugar, quando uma conceitualização de caso está estabelecida, ela pode ajudar o terapeuta a entender e abordar novas informações ou ocorrências inesperadas, tais como uma ruptura na relação terapêutica. Por fim, ela aponta alvos importantes para as intervenções, pois os terapeutas cognitivo-comportamentais têm por objetivo aplicar ferramentas estratégicas a fim de modificar os fatores psicológicos (ou seja, cognições, emoções, comportamentos) que contribuem para manter e exacerbar problemas de saúde mental e transtornos emocionais.

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Capítulo 10 - Terapia cognitivo-comportamental: revisitada

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Terapia cognitivo-comportamental: revisitada

A TCC contribuiu com conhecimentos imensuráveis para a teoria e o tratamento de transtornos mentais e problemas de adaptação. Ela melhorou a vida de inúmeros indivíduos. Forneceu a pessoas vulneráveis ferramentas para prevenir o surgimento de transtornos mentais e problemas de adaptação. Foi por meio da perseverança e do empenho na validação empírica dos primeiros estudiosos do campo que a TCC se tornou uma abordagem terapêutica tão rica e matizada e um campo específico, à luz das tendências dominantes na psicoterapia que prevaleceram nas décadas de 1960 e 1970.

O que sabemos sobre a TCC? De forma muito simples, sabemos que funciona para uma ampla gama de transtornos mentais e problemas de adaptação. Ela constantemente supera controles de lista de espera, assistência usual ou rotineira, e condições de placebo em estudos randomizados controlados (ERCs; ver Butler et al., 2006).

Ela estabeleceu-se como um tratamento eficaz mesmo para os clientes mais difíceis de tratar, tais como os que sofrem de esquizofrenia (Grant, Huh, Perivoliotis, Stolar,

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Capítulo 3 - Entrevista motivacional

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Entrevista motivacional

A entrevista motivacional (EM) é uma abordagem terapêutica centrada no cliente que facilita a motivação para a mudança por parte dos próprios clientes, com base em seus valores e preferências (Miller & Rollnick, 1991, 2002, 2013). A EM é indicada quando os clientes são ambivalentes quanto ao tratamento, de modo que tenham boas razões para querer mudar, bem como boas razões para permanecer como estão. Também é usada quando os clientes têm trabalhado para mudar, mas chegaram a algum tipo de obstáculo ou impasse em seu processo terapêutico (Wenzel et al., 2011; Westra, 2012). Os terapeutas que usam EM se abstêm de persuadir ativamente seus clientes a mudar; antes, atentam para o discurso de mudança, ou para indicativos de que estão interessados em mudar, e dão a seus clientes espaço para que elaborem os motivos para a mudança, apropriem-se deles e engajem-se no processo de compromisso com a mudança.

A inclusão de um capítulo sobre EM em um livro sobre inovações em terapia cognitivo-comportamental (TCC) decorre de uma mudança notável no pensamento sobre a prontidão do cliente para um tratamento ativo como essa forma de terapia. Muitos especialistas postularam que um pressuposto básico da TCC é que os clientes estejam motivados para o tratamento. Por exemplo, Young, Klosko e Weishaar (2003), desenvolvedores da abordagem chamada terapia do esquema (descrita no Cap. 5), afirmaram:

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Capítulo 8 - Manejo do afeto

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Manejo do afeto

A dificuldade em lidar com afeto negativo intenso está no cerne das lutas de muitos clientes com problemas de adaptação e de saúde mental, levando-os, em muitos casos, a finalmente buscar uma intervenção. Na verdade, os clientes frequentemente solicitam “ferramentas de enfrentamento” para lidar com ansiedade, tristeza, raiva, culpa e outras experiências emocionais desagradáveis. Ao longo das últimas duas décadas, os construtos da regulação emocional e da tolerância ao sofrimento – ambos relevantes para esses casos – receberam muita atenção, e o desenvolvimento dessas abordagens produziu uma série de ferramentas que os clientes podem usar para manejar o afeto negativo.

Existem muitas definições sobrepostas de regulação emocional. De acordo com

Bridges, Denham e Ganiban (2004), ela envolve “processos fisiológicos, comportamentais e cognitivos que permitem aos indivíduos modularem a experiência e a expressão de emoções positivas e negativas” (p. 340). Da mesma forma, Gross (2014) definiu regulação emocional como “moldar quais emoções sentimos, quando as sentimos e como as experimentamos ou expressamos” (p. 6). A capacidade de regular as emoções depende da interação entre tendências e restrições de base biológica no ambiente social. Ocorre desregulação emocional quando uma pessoa não responde de forma flexível e adaptativa

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Ana Karina C R De Farias Fl Via Nunes Fonseca Lorena Bezerra Nery (46)
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Capítulo 7. O uso do desenho na avaliação de repertórios comportamentais de crianças

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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O uso do desenho na avaliação de repertórios comportamentais de crianças

Cíntia Figueiredo | Ana Rita Coutinho Xavier Naves

A análise funcional representa a principal ferramenta de investigação do analista do comportamento. Independentemente da área de atuação,

é esse instrumento que permitirá ao profissional identificar variáveis de controle do comportamento-alvo (antecedentes e consequentes). A partir da compreensão da relação estabelecida entre o organismo e eventos ambientais específicos, torna-se possível a elaboração de intervenções que busquem atender às demandas terapêuticas identificadas na interação entre cliente e terapeuta.

Profissionais que trabalham de acordo com os princípios da Análise do Comportamento utilizam a análise funcional como ferramenta de coleta de dados e intervenção. Frequentemente, a bibliografia refere-se ao seu uso como ferramenta essencial no contexto clínico analítico-comportamental relacionado ao cliente adulto (Chiesa, 1994/2006; Haynes & O’Brien, 1990; Meyer,

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Capítulo 5. O autoconhecimento na terapia comportamental: revisão conceitual e recursos terapêuticos como sugestão de intervenção

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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O autoconhecimento na terapia comportamental: revisão conceitual e recursos terapêuticos como sugestão de intervenção

Esequias Caetano de Almeida Neto | Denise Lettieri

Poucos discordariam que um repertório refinado de autoconhecimento coloca o indivíduo em situação vantajosa em relação a seu mundo físico e social. Alguém que saiba reconhecer a sensação de fome mais provavelmente irá buscar comida no momento adequado e, assim, eliminar a fome. Alguém que saiba identificar quais condições são capazes de lhe gerar sentimentos agradáveis terá mais facilidade para criar ocasiões para experimentá-los e, assim, sentir-se melhor.

Uma pessoa capaz de perceber quais comportamentos seus geram mais aproximação ou afastamento em suas relações interpessoais mais facilmente conseguirá se relacionar de maneira satisfatória com outras pessoas. Conforme dizia

Skinner (1974/2000), “uma pessoa que se tornou consciente de si mesma (...) está em melhor posição de prever e controlar seu próprio comportamento” (p. 31).

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Capítulo 15. “Quero ser uma pessoa leve” – A relação terapêutica e a terapia de aceitação e compromisso como recursos de intervenção em um caso de inabilidade social

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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“Quero ser uma pessoa leve” – A relação terapêutica e a terapia de aceitação e compromisso como recursos de intervenção em um caso de inabilidade social

Aline do Prado Frasson | Lorena Bezerra Nery

A psicoterapia analítica funcional (FAP) é considerada uma das terapias comportamentais de terceira onda, junto com a terapia de aceitação e compromisso (ACT), a terapia comportamental dialética (DBT), entre outras (Hayes, Masuda,

Bissett, Luoma, & Guerrero, 2004). A FAP utiliza conceitos como modelagem, reforço, punição, discriminação e generalização para entender a própria relação terapêutica, e a utiliza como instrumento de mudança na terapia (Kohlenberg & Tsai,

1991/2006; Tsai et al., 2009/2011; Tsai, Kohlenberg, Kanter, Holman, & Loudon, 2012). Assim, a proposta da FAP enfoca a importância do investimento do terapeuta na construção de uma relação terapêutica profunda, intensa, significativa e benéfica como o principal recurso para a promoção de mudanças terapêuticas na vida do cliente.

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Capítulo 13. Ansiedade social como fenômeno clínico: um enfoque analítico-comportamental

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Ansiedade social como fenômeno clínico: um enfoque analítico-comportamental

Pedro José dos Santos Carvalho de Gouvêa | Paula Carvalho Natalino

A ansiedade, do ponto de vista analítico-comportamental, encontra-se intimamente relacionada a um campo abrangente de estudos denominado controle aversivo. Por controle aversivo, compreende-se, basicamente, um tipo de controle comportamental por meio de reforçamento negativo, punição positiva e punição negativa

(Moreira & Medeiros, 2007; Sidman, 1989/2009).

Assim, para melhor compreender a ansiedade social e seus transtornos, é necessário compreender também os processos comportamentais básicos relacionados ao fenômeno.

De maneira sintética, quando estímulos aversivos fortalecem ou aumentam a probabilidade de ocorrência de uma dada resposta ou classe de respostas que os removeu, tais estímulos são denominados reforçadores negativos (ou estímulos aversivos), e o processo comportamental é chamado de reforçamento negativo. O termo “negativo” não faz referência a juízos de valor do tipo “bom” ou

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Capítulo 17. Enfrentamento da esquiva social por meio da terapia de aceitação e compromisso

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Enfrentamento da esquiva social por meio da terapia de aceitação e compromisso

Mara Regina Andrade Prudêncio | André Lepesqueur Cardoso

Entender, prever e modificar o comportamento humano é um interesse humano compartilhado.

Para isso, cientistas do comportamento, fundamentados no Behaviorismo Radical, têm dedicado esforços em pesquisa base e aplicada. Em concordância, compreender como o comportamento ocorre é entendê-lo como um produto resultante da relação do indivíduo com as consequências presentes no meio que o envolve (Catania, 1999).

Os organismos podem aprender de modo a livrarem-se de um estímulo ou uma classe de estímulos, os quais podem ser chamados de desagradáveis ou irritantes (Skinner, 1953/2000). Há diversas situações que envolvem possíveis interações com esses estímulos no ambiente social, como violência ou quaisquer eventos que tenham alta probabilidade de prejuízo ou destruição (Sidman, 1989/1995).

Desse ponto de vista, a aprendizagem pode ser resultado de reforçamento negativo. Para a Análise do Comportamento, considera-se reforçamento negativo um processo comportamental em que se favorece a ocorrência de uma classe de resposta por meio da remoção de uma classe de estímulos aversivos presentes no ambiente. Consideram-se comportamentos de fuga e esquiva os comportamentos que têm como função a remoção dessa estimulação aversiva. Esses comportamentos são controlados pela mudança das consequências e não pelas propriedades físicas de um estímulo. No caso do comportamento de fuga, está presente resposta de suspensão do estímulo aversivo e, no comportamento de esquiva, está presente o cancelamento ou o adiamento do contato com o estímulo aversivo. Um exemplo de fuga é passar pomada em uma queimadura resultante do manuseio de uma forma de bolo quente sem luvas.

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Antonio De P Dua Serafim Fabiana Saffi (30)
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Capítulo 15 | Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade em adultos

Antonio de Pádua Serafim; Fabiana Saffi Grupo A PDF Criptografado

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Transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade em adultos

LUCIANA DE CARVALHO MONTEIRO

ANTONIO DE PÁDUA SERAFIM

A capacidade atencional é a função psicológica básica contra a qual as demais funções serão contrastadas, uma vez que é o fundamento de todo exame da atividade mental. Toda tarefa realizada diariamente implica atividade cerebral, a qual requer direcionamento e seleção durante certo período. Para Sternberg (2000), a atenção como processo consciente permite ao indivíduo monitorar sua interação com o ambiente, adaptar-se ao meio e arquivar informações (memória), além de fornecer-lhe a capacidade de planejar e controlar futuras ações por meio do referido monitoramento. Quando a pessoa não consegue executar essas etapas do processo da atenção, dependendo do grau de dificuldade, poderá vir a se configurar um transtorno.

O transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade (TDAH) é uma doença do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças e adolescentes (Dias et al., 2013).

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Capítulo 3 | Noções básicas do direito: orientaçõespara a perícia em saúde mental

Antonio de Pádua Serafim; Fabiana Saffi Grupo A PDF Criptografado

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Noções básicas do direito: orientações para a perícia em saúde mental

ANNA CECÍLIA SANTOS CHAVES

ROBERTO AUGUSTO DE CARVALHO CAMPOS

O sistema jurídico brasileiro adotou o princípio da persuasão racional como diretriz norteadora do exercício jurisdicional, o que significa dizer que o magistrado deve formar sua convicção com fundamento nos elementos probatórios disponíveis nos autos do processo. No entanto, essa apreciação não se dará segundo um valor prefixado pela lei a cada espécie probatória, mas deverá seguir um método de ponderação crítica e racional. Qualquer arbítrio no exercício decisório será evitado em função do dever do magistrado de expressar e dar publicidade à motivação de todas as suas decisões, conforme estabelece a Constituição da República, no artigo 93, inciso IX.

É no auxílio à formação da convicção do julgador que atua o perito, que coloca a serviço do juiz seus conhecimentos especializados, de forma a orientar sua decisão.

Seu exercício profissional deve se dar de maneira neutra, equidistante, e o laudo deverá ser a fiel expressão de sua certeza técnica. O perito não pode adentrar a matéria jurídica (Motta, 2012); tampouco deverá considerar, em sua atuação, possíveis repercussões de suas conclusões periciais à seara do Direito, sob risco de enviesar a neutralidade de sua observação. O agir profissional do perito deve restringir-se ao campo de sua expertise, uma vez que a tarefa de-

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Capítulo 5 | Estruturas cerebrais

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Estruturas cerebrais

MARINA VON ZUBEN DE ARRUDA CAMARGO

IVAN APRAHAMIAN

PECULIARIDADES DO

SISTEMA NERVOSO CENTRAL

Figura 5.1, gerada a partir de um corte coronal de ressonância magnética. Cada uma dessas regiões pode ser dividida em várias

áreas distintas funcional e anatomicamente. A medula espinal, por sua vez, funciona como um condutor de sinais entre o encéfalo e as demais partes do corpo, além de controlar os reflexos musculoesqueléticos a partir de centros medulares. O encéfalo é responsável por integrar a informação sensorial e coordenar o funcionamento corporal voluntário e involuntário. Funções complexas, como o pensamento, o

O sistema nervoso central (SNC) é responsável pela integração de informações sensoriais e pela resposta adequada aos estímulos externos. Todo comportamento é mediado por esse sistema, que consiste essencialmente na medula espinal e no encéfalo. O cérebro é dividido em seis regiões: bulbo, ponte, cerebelo, mesencéfalo, diencéfalo e hemisférios, conforme ilustra a

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Capítulo 16 | Quadros depressivos

Antonio de Pádua Serafim; Fabiana Saffi Grupo A PDF Criptografado

16

Quadros depressivos

FABIANA SAFFI

ANTONIO DE PÁDUA SERAFIM

TRANSTORNOS DO HUMOR

O espectro dos transtornos relacionados ao humor é, hoje, uma das grandes causas de consultas médicas e afastamento das ati­vidades sociais, profissionais e pessoais, visto que a maioria deles tende a ser recorrente. Além disso, a ocorrência dos episódios individuais com frequência está relacionada com situações ou fatos estressantes (Schoepf, Uppal, Potluri, Chandran,

& Heun et al., 2014).

As alterações do humor na depressão acarretam um processo de intensa incapacidade para administrar um conjunto de sintomas, abrangendo desde a tristeza patológica e a irritabilidade até prejuízos cognitivos, que, em casos extremos, tornam a pessoa incapaz (Davison & Neale, 2001).

De maneira geral, os transtornos do humor representam uma importante alteração do humor e do afeto, manifestando-se desde como uma depressão até uma elação. De acordo com a Classificação internacional de doenças (Organização Mundial de Saúde, 1993), em seu capítulo referente aos transtornos mentais e de comportamento, a alteração do humor costuma ser acompanhada de uma modificação do nível global de atividade que envolve os transtornos depressivos e os transtornos bipolares. A Tabela 16.1 apresenta os principais sintomas das alterações do humor.

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Capítulo 28 | Simulação de déficits cognitivos

Antonio de Pádua Serafim; Fabiana Saffi Grupo A PDF Criptografado

28

Simulação de déficits cognitivos

ANTONIO DE PÁDUA SERAFIM

DANIELA PACHECO

ASPECTOS CONCEITUAIS

Esta obra tem discutido a relevância da avaliação neuropsicológica, cujo objetivo é rea­ lizar uma análise sistemática das alterações de comportamento fulcro de possíveis disfunções relativas à atividade cerebral normal, causadas por doença, lesão, estados emocionais, uso de substâncias químicas, modificações experimentais e/ou demais condições. Assim, autores como García-Domingo, Negredo-López e Fernández-Guinea (2004) já enfatizam que a neuro­ psicologia começa a ter cada vez mais peso no contexto forense.

O desempenho do neuropsicólogo especialista no domínio jurídico abrange todos os ordenamentos, e seu objetivo é avaliar os déficits neuropsicológicos de pessoas com danos cerebrais envolvidas em processos judiciais. A princípio, pode parecer paradoxal o uso da avaliação neuropsicológica para verificar a inexistência de déficits; contudo, no contexto jurídico, isso não é contraditório, pois, com os diversos objetivos e interesses, as pessoas tendem a relatar prejuízos de ordem cognitiva como forma de se beneficiar juridicamente (ganho secundário).

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Aristides Volpato Cordioli Org Eugenio Horacio Grevet Org (46)
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Capítulo 4. Fatores comuns e específicos das psicoterapias

Aristides Volpato Cordioli (Org.), Eugenio Horacio Grevet (Org.) Grupo A PDF Criptografado

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Fatores comuns e específicos das psicoterapias

Luciano Isolan

Lívia Hartmann de Souza

Aristides Volpato Cordioli

As psicoterapias são um importante recurso para o tratamento dos transtornos mentais e de problemas de natureza emocional. Em algumas situações, são o método de escolha; em outras, um importante coadjuvante a outras abordagens de tratamento, como a farmacoterapia. Questionadas no passado, hoje as psicoterapias são amplamente aceitas como tratamentos eficazes para uma grande variedade de condições psiquiátricas e psicológicas. Além da eficácia, diversas pesquisas vêm tentando elucidar a forma como ocorrem as mudanças promovidas pela psicoterapia, bem como quais são os fatores envolvidos nesse processo.

Até a segunda metade do século passado, havia um debate acerca de quais seriam os verdadeiros fatores responsáveis pelas mudanças obtidas com a psicoterapia: os fatores específicos, ou seja, as técnicas, em oposição aos não específicos, também chamados de fatores comuns, ou seja, a pessoa do terapeuta, o contexto, o tipo de relação estabelecido e as condições do paciente. Na atualidade, existe relativo consenso de que ambos os grupos de fatores têm importante peso nos resultados.

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Capítulo 8. O local onde ocorrem as psicoterapias: descrevendo os diferentes settings psicoterápicos

Aristides Volpato Cordioli (Org.), Eugenio Horacio Grevet (Org.) Grupo A PDF Criptografado

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O local onde ocorrem as psicoterapias: descrevendo os diferentes settings psicoterápicos

Eugenio Horacio Grevet

Fernando M. Schneider

Gabriela Lotin Nuernberg

Gustavo Schestatsky

Aristides Volpato Cordioli

Neste capítulo, abordamos os limites físicos onde os diferentes tipos de psicoterapias ocorrem. Primeiramente, vamos descrever aspectos arquitetônicos e construtivos gerais que estão associados a melhora no estado emocional do paciente e a resultados mais satisfatórios das psicoterapias. Entre essas características, tratamos de elementos como acessibilidade, cores do ambiente, iluminação e mobília. Posteriormente, caracterizamos os espaços físicos onde os principais tipos de psicoterapias ocorrem, à luz das necessidades técnicas dessas diferentes modalidades. Nesse sentido, expomos as características de salas destinadas ao atendimento grupal, familiar, de crianças e adolescentes, assim como daqueles espaços destinados aos dois principais tipos de psicoterapias individuais, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) e a psicoterapia de orientação analítica (POA). Além disso, especificamos alguns aspectos do consultório das psicoterapias no espaço virtual.

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Capítulo 15. Psicoterapia baseada na mentalização

Aristides Volpato Cordioli (Org.), Eugenio Horacio Grevet (Org.) Grupo A PDF Criptografado

15

Psicoterapia baseada na mentalização

Christian Kieling

Simone Hauck

A teoria da mentalização foi desenvolvida a partir da integração da teoria psicanalítica com as pesquisas do desenvolvimento e achados da neurociência. A capacidade de mentalizar envolve a compreensão de si mesmo e dos outros de forma implícita e explícita. Baseia-se na ideia de perceber e interpretar o comportamento humano em relação aos estados mentais intencionais (p. ex., necessidades, desejos, sentimentos, crenças, objetivos, propósitos, razões). A habilidade de mentalizar se desenvolve no contexto de uma relação de apego e está diretamente ligada à capacidade do cuidador de dar significado aos estados mentais do bebê/da criança e de comunicar essa compreensão de volta para o bebê/a criança por meio do espelhamento contingente marcado. Falhas na mentalização estão relacionadas a diversos transtornos psiquiátricos que envolvem patologias do self, como os transtornos da personalidade borderline (TPB) e antissocial, os transtornos alimentares, a depressão e o trauma. A melhora da mentalização pressupõe maior capacidade de regulação do afeto, controle de impulsos e assertividade. A terapia baseada na mentalização (TBM) propõe uma estrutura que organiza as intervenções conforme o entendimento do desenvolvimento e adverte claramente sobre técnicas psicoterápicas que podem ser prejudiciais na vigência de patologia central associada à mentalização. Neste capítulo, são revisadas as bases teóricas que deram origem à TBM e seus desenvolvimentos, as características desse tipo de tratamento e sua aplicação, bem como evidências disponíveis e perspectivas futuras.

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Capítulo 28. Psicoterapias no tratamento dos transtornos por uso de substâncias: álcool e outras substâncias

Aristides Volpato Cordioli (Org.), Eugenio Horacio Grevet (Org.) Grupo A PDF Criptografado

Psicoterapias no tratamento dos transtornos por uso de substâncias:

28

álcool e outras substâncias

Lisia von Diemen

Silvia Bassani Schuch Goi

Felix Kessler

Flavio Pechansky

As psicoterapias seguem como o tratamento padrão-ouro para os transtornos por uso de substâncias (TUSs). Apesar de todos os modelos apresentarem evidências de eficácia, as terapias cognitivo-comportamentais (TCCs) são as que se mostram mais aplicáveis no contexto clínico e com maior adesão. É importante saber em qual estágio de mudança o paciente se encontra para, assim, indicar a melhor técnica que contemple o momento do indivíduo.

Em geral, as intervenções são simultâneas e complementares, podendo ser utilizadas em conjunto para auxiliar na remissão dos sintomas. A entrevista motivacional (EM) e a prevenção de recaída (PR) são as técnicas mais difundidas e, em geral, são os pilares do tratamento. Além disso, outras estratégias terapêuticas já utilizadas para outros transtornos mentais têm sido incorporadas ao tratamento dos TUSs, com bons resultados. Algumas delas são apresentadas aqui.

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Capítulo 31. Transtornos depressivos: terapias cognitivo-comportamentais

Aristides Volpato Cordioli (Org.), Eugenio Horacio Grevet (Org.) Grupo A PDF Criptografado

31

Transtornos depressivos:

terapias cognitivo-comportamentais

Carolina Blaya Dreher

Alice C. M. Xavier

Pedro Beria

Os transtornos depressivos caracterizam um grupo de patologias bastante prevalentes e que estão associadas a prejuízo significativo na qualidade de vida. Tanto os medicamentos quanto as psicoterapias se mostraram eficazes no tratamento desses transtornos. Entre as formas de psicoterapia, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) é a abordagem mais bem embasada em evidências. Neste capítulo, é feita uma breve descrição do quadro clínico da depressão, dos conhecimentos atuais sobre sua epidemiologia, da evidência de eficácia e do uso de técnicas cognitivo-comportamentais em seu tratamento. Também são discutidos os alcances e limites da TCC na depressão, bem como as perspectivas futuras.

Os transtornos depressivos caracterizam patologias que compartilham sintomas comuns, como tristeza e anedonia, acompanhados de sintomas somáticos e cognitivos e que afetam significativamente o funcionamento do indivíduo.

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