Aaron T Beck Neil A Rector Neal Stolar Paul Grant (14)
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9. Avaliação e Terapia Cognitivas para Delírios

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Avaliação e Terapia

Cognitivas para Delírios

Apesar da rigidez óbvia das crenças delirantes, atualmente existe uma ampla variedade de estratégias da terapia cognitiva que ajudam os pacientes a reduzir as suas interpretações delirantes e distorcidas e o estresse que as acompanha. Neste capítulo, descrevemos a avaliação e o tratamento dos delírios com base em evidências científicas. Conforme discutido no Capítulo 3, a base cognitiva para o desenvolvimento de crenças delirantes na idade adulta geralmente ocorre no período da adolescência.

O conteúdo delirante das crenças costuma ser uma extensão de crenças anteriores ao início do delírio. Uma vez iniciadas, as distorções cognitivas, o pensamento categórico, o raciocínio emocional e somático e vieses do processamento de informações, como “tirar conclusões precipitadas” e não testar a realidade, servem para consolidar as crenças delirantes e atrapalhar as oportunidades de desconfirmação (Garety, Hemsley e Wessely, 1991). Além disso, as respostas comportamentais motivadas pelas crenças delirantes, como evitação, retraimento e outros comportamentos de segurança, contribuem significativamente para a perturbação e a manutenção dos delírios.

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4. A Conceituação Cognitiva das Alucinações Auditivas

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A Conceituação Cognitiva das Alucinações Auditivas

Um homem branco de 28 anos foi encaminhado para tratamento após ter tido duas hospitalizações. No momento da admissão, ele estava moderadamente deprimido e reclamava de ouvir vozes por meio da ventilação do consultório. O período que antecedeu à sua psicose foi marcado por dois episódios depressivos graves, durante os quais estava suicida e necessitou de hospitalização. Durante um desses episódios, pensou ter ouvido a voz do seu pai criticando-o e chamando-o de bicha e veado. Posteriormente, começou a ouvir vozes onde quer que fosse, e elas gradualmente se transformaram nas vozes de duas crianças, de 12 e 6 anos. Essas vozes comentavam entre si sobre como ele era fraco e também continuavam a chamá-lo de fruta, bicha e veado.

Alguns sinais da origem do conteúdo das vozes estavam evidentes em seu histórico passado. Seu pai, que era bastante forte e atlético, o depreciava por causa da sua falta de capacidade atlética. Ele mesmo criticava o seu desajeitamento e inaptidão geral.

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2. Contribuições Biológicas

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Contribuições Biológicas

Existem várias razões que explicam por que os aspectos biológicos da esquizofrenia podem ser importantes para entender e utilizar os princípios e técnicas da terapia cognitiva na conceituação e tratamento desse transtorno. Primeiramente, reconhecer os múltiplos fatores envolvidos na etiologia da esquizofrenia pode alertar o profissional para limitações no uso da terapia cognitiva no seu tratamento. Conexões neurais inadequadas baseadas na disposição genética, alterações na transmissão neuroquímica e mudanças na atividade de certas regiões cerebrais podem limitar o grau do êxito das tentativas de mudar as crenças dos pacientes sem outros meios de intervenção, como medicamentos. Em segundo lugar, a compreensão de quais sistemas cerebrais específicos podem contribuir para os sintomas da esquizofrenia pode levar a abordagens cognitivas inovadoras, baseadas nas funções desses sistemas. Em terceiro, o abismo entre os pesquisadores e profissionais do mundo biológico e aqueles do mundo psicológico pode ser conectado com uma comunicação melhor, à medida que cada lado aprende os princípios, conceitos e informações do outro. Em quarto lugar, uma análise de todos os aspectos desse transtorno – psicológicos, neurológicos, sociais e outros – pode levar a um entendimento mais abrangente da sua complexidade. A resposta a questões sobre o que é a esquizofrenia e como seus sinto-

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11. Avaliação e Terapia Cognitivas para Sintomas Negativos

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Avaliação e Terapia Cognitivas para Sintomas Negativos

Do ponto de vista histórico, os aspectos característicos dos sintomas negativos, como a baixa motivação, pouca energia, restrições na expressividade emocional e verbal, e distanciamento social são interpretados como

“déficits” que não são passíveis de mudança com intervenções psicológicas. Ainda assim, sabemos que os sintomas negativos vêm e vão para a grande maioria dos pacientes que os têm. Gatilhos internos (ouvir vozes) e externos (hospitalização) são associados ao seu início, e mudanças internas (menos desesperança) e externos (conseguir um emprego) foram observadas em relação à sua redução. Essas observações sugerem que os tratamentos psicológicos podem contribuir para a redução dos sintomas negativos, ajudando os pacientes a aprender a identificar e reduzir os gatilhos da sua ativação e/ou desenvolver estratégias para aliviá-los depois de iniciarem. No Capítulo 5, apresentamos um modelo cognitivo-comportamental dos sintomas negativos, detalhando como eles não se devem apenas a déficits biológicos subjacentes, mas representam uma inter-relação mais complexa entre avaliações, expectativas e crenças, bem como estratégias cognitivas e comportamentais características. Neste capítulo, apresentamos um modelo detalhado para a avaliação e tratamento de sintomas negativos, com base na conceituação cognitivo-comportamental desses sintomas, descrita no Capítulo 5.

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3. A Conceituação Cognitiva dos Delírios

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A Conceituação Cognitiva dos Delírios

Um homem de 20 anos largou a faculdade, porque acreditava que havia uma conspiração entre os colegas para denegri-lo e espalhar rumores negativos a seu respeito. Em qualquer lugar que fosse, achava que podia ouvir conversas depreciativas e também que os outros estudantes estavam olhando para ele. Com o tempo, começou a ficar cada vez mais agitado e, finalmente, teve que abandonar os estudos. Foi hospitalizado e recebeu medicamentos antipsicóticos, que pareciam diminuir os delírios, mas não os eliminavam. Quando voltou para casa, continuou a pensar que as outras pessoas falavam dele.

Acreditava que os personagens e comentaristas da televisão falavam diretamente com ele. Às vezes, achava que as pessoas estavam roubando seus pensamentos e que estavam colocando ideias estranhas na sua cabeça.

Ele se preocupava particularmente com pensamentos sexuais que lhe eram transmitidos. Às vezes, à noite, sentia que uma das personagens do sexo feminino de um programa de televisão entrava no seu quarto e fazia sexo com ele. Embora esse encontro amoroso secreto aparentemente ocorresse como se fosse em um sonho, ele acreditava que era verdade. Ele se tornou cada vez mais recluso, pois temia que, se saísse de casa, as pessoas não apenas falariam dele, como também poderiam atacá-lo.

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Adriana Wagner (13)
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11. O adolescente em conflito com a lei: reflexões sobre o contexto e a rede de apoio social

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O adolescente em conflito com a lei

Reflexões sobre o contexto e a rede de apoio social

Bianca Branco

Karina Demarchi

Sabe­‑se que a adolescência é uma fase caracterizada pela transição em vários domínios do desenvolvimento biológico, cognitivo ou social. Ela é marcada por conflitos internos e lutos que exigem do adolescente a elaboração e a ressignificação de sua identidade, sua imagem corporal, sua relação com a família e com a sociedade.

Além da divergência interna, própria deste período, estudos têm atentado para os determinantes situacionais da conduta desses jovens (Diretoria

Socioeducativa da Fundação Estadual do Bem­‑Estar do Menor/RS, 2002). Já no fim dos anos 1990, evidenciava­‑se a preocupação com o fato de crianças e jovens serem entendidos como atores sociais sem autonomia, que passam a agir como excluídos ou vítimas da instabilidade conjugal de seus pais.

Sabe­‑se que, na adolescência, as relações deixam de ser centradas na família e deslocam­‑se para as relações com os pares – colegas, amigos ou parceiros românticos que os apoiam. Esses jovens incrementam o desenvolvimento de suas habilidades sociais através dessas interações, pois passam a compartilhar experiências, emoções e conhecimentos. Uma adolescência saudável tem sido vinculada ao equilíbrio entre o apoio da família, das associações formais

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3. A qualidade conjugal como fator de proteção do ambiente familiar

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A qualidade conjugal como fator de proteção do ambiente familiar

Clarisse Pereira Mosmann

Eliana Piccoli Zordan

Adriana Wagner

A qualidade dos relacionamentos afetivos é um dos temas mais discutidos em diversos contextos, desde revistas de grande circulação a programas de televisão; nas conversas entre amigos, colegas de trabalho, e tem sido objeto de pesquisas científicas. Podemos dizer que a conjugalidade está na moda. Mas por que esse assunto provoca tantas polêmicas? Por que, em última análise, todos desejam e buscam um relacionamento duradouro e feliz? O que, então,

é necessário para viver uma união amorosa satisfatória? Essas são questões difíceis de serem respondidas; entretanto, as pesquisas a respeito do tema têm comprovado que o casal ao vivenciar um relacionamento satisfatório apresenta maiores níveis de saúde física e emocional, mais estabilidade econômica e seus filhos também gozam de melhores níveis de saúde mental. Por outro lado, já foram comprovados os efeitos deletérios para os filhos das interações conjugais conflituosas intensas, frequentes e preponderantes na vida do casal. Quer dizer, a qualidade do relacionamento conjugal é um fator de proteção do ambiente familiar e da saúde de seus membros. Frente a tais evidências, torna­‑se ainda mais importante descobrir e entender o segredo do “sucesso” das relações conjugais.

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12. A relação família‑escola:uma parceria possível?

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A relação família­‑escola

Uma parceria possível?

Luiza Maria de Oliveira Braga Silveira

A escola, desde seu surgimento como uma instituição social de educação formal, teve suas raízes entrelaçadas à família. A concepção de escola e de educação existia desde as civilizações da antiguidade oriental e grega, como a Paideia, mas foi a partir da Idade Moderna que o ensino passou a ser formalizado e institucionalizado.

Com a criação dos centros urbanos, as mulheres iniciaram sua inserção no mundo do trabalho, dividindo com a escola o cuidado e a educação dos filhos. Desde então, a escola passou a contribuir com a família na formação e na educação de jovens e crianças. Mas qual é o papel da família e qual o papel da escola nesse processo nos dias de hoje?

Este é um tema que têm gerado grande polêmica frente à necessidade de definir as tarefas educativas da família e as da escola. Nessa interlocução, observa­‑se que tanto a família quanto a escola buscam apoiar­‑se mutuamente, porém, acabam se desencontrando e produzindo, muitas vezes, um jogo de culpados e inocentes. A fim de entender o que acontece é necessário compreender qual a tarefa e como se dá o processo educativo na família e na escola, bem como a relação construída entre tais sistemas.

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4. Reflexões sobre a violência conjugal: diferentes contextos, múltiplas expressões

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Reflexões sobre a violência conjugal

Diferentes contextos, múltiplas expressões

Denise Falcke

Terezinha Féres­‑Carneiro

Qual foi o primeiro casal com o qual você teve contato na vida? A resposta da maioria das pessoas provavelmente seja: meus pais. Isso mesmo, nossos pais não são somente modelos de pai e de mãe, mas também nos ensinaram, ainda que não intencionalmente, como ser marido e mulher. Desde muito cedo, os filhos observam a relação dos pais e o tipo de vínculo amoroso que cultivam. Este é um fenômeno que ocorre independentemente da configuração familiar, pois os vínculos estabelecidos entre os adultos, por exemplo, pai e madrasta, mãe e padrasto, dois pais ou duas mães, servem como modelos para as futuras relações afetivas dos filhos.

Mesmo que, muitas vezes, os filhos percebam os progenitores essencial­ mente como figuras parentais, eles também constituem um outro subsistema­na família, que diz respeito à relação de ambos como casal, ou seja, o subsis­tema conjugal. No capítulo introdutório deste livro, estão descritos os subsis­temas conjugal e parental, ambos compostos pelo casal, sendo o subsistema parental derivado do conjugal, após o nascimento do primeiro filho e pela assunção dos papéis de pai e mãe. Os filhos, evidentemente, mantêm relação direta com o subsistema parental e não fazem parte do subsistema conjugal; mas, através da convivência, são expectadores e testemunhas de muitas situações vivenciadas pelos pais como marido e mulher. Nesse sentido, as pessoas levam para suas relações futuras tanto um modelo de interação aprendido quanto expectativas baseadas no que observaram na relação de casal de seus pais.

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7. Ser pai e ser mãe: como compartilhar a tarefa educativa após o divórcio?

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7

Ser pai e ser mãe

Como compartilhar a tarefa educativa após o divórcio?

Luciana Suárez Grzybowski

A complexidade inerente à tarefa de educar os filhos não é novidade. Tal percepção tem levado a inúmeras discussões sobre o papel do pai e da mãe na educação dos filhos, assim como tornou­‑se parte do cotidiano o crescente volume de publicações que investem em ajudar os progenitores a educar sua prole. Muitas são as variáveis e os fatores implicados no processo educativo, alguns deles facilitam e outros dificultam a tarefa de educar uma criança. Como elemento potencializador dessa complexidade, encontra­‑se, por exemplo, o desempenho da parentalidade em casais separados. Ainda que atualmente o vínculo conjugal esteja longe de ser indissolúvel, o vínculo parental é para sempre. Pode­‑se dizer, então, que por mais que existam ex­

‑maridos e ex­‑esposas, jamais existirá ex­‑pai ou ex­‑mãe.

Nesses casos, a parentalidade, que implica uma série de responsabilidades essenciais para com os filhos, precisa ser remodelada e adequada a esse contexto de separação conjugal. Frente a isso, muitas dúvidas surgem: como garantir a satisfação das necessidades econômicas e materiais; oferecer orientação e instrução; exercer autoridade; promover trocas afetivas e partilhar experiências do dia a dia quando não se mora com o filho, por exemplo?

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Agostinho Minicucci (18)
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Medium 9788522429844

15 RELAÇÕES HUMANAS NO TRABALHO

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15

RELAÇÕES

HUMANAS NO

TRABALHO

COMPORTAMENTO HUMANO NAS EMPRESAS

Quais são as relações entre as pessoas que trabalham numa mesma sala, numa loja, numa empresa, numa fábrica, num hospital, numa escola?

Ninguém duvida de que os trabalhadores são pessoas humanas e que suas vidas continuam quando deixam o portão da fábrica, o elevador da firma, a porta do colégio e, depois, atiram-se a atividades mais espontâneas, mais desejadas e criativas.

Passamos cerca de um terço das horas do dia no trabalho. Isso leva a crer que devemos esperar que o trabalho satisfaça muitos tipos de necessidades – físicas, sociais, egoísticas – e que, além disso, essas necessidades possam ser satisfeitas de muitas maneiras diferentes – fora do trabalho, em torno do trabalho e por meio do trabalho.

Bem, nem sempre foi assim. Demos uma olhada para o ontem, num funil do tempo. Como as coisas aconteciam...

Há muitos anos, a maior parte das pessoas vivia na zona rural. A família constituía a unidade econômica básica. O pai trabalhava no campo e a mãe preparava os ingredientes necessários para fazer a alimentação. Bem, naquele tempo, não havia ainda os supermercados... a dona de casa cozinhava, lavava, fiava a lã. As relações no trabalho e na família eram as mesmas. Se o homem não era seu próprio patrão, as relações entre eles eram simples e fáceis, quase como de pai para filho. O trabalho era criativo e dava muita satisfação. O homem mais velho ensinava ao mais moço e as pessoas se conheciam, participavam em comum das festas, riam juntas, sofriam os dissabores...

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9 TRANSAS E TRANSAÇÕES NA COMUNICAÇÃO

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9

Figura 9.1

TRANSAS E

TRANSAÇÕES NA

COMUNICAÇÃO

Um diálogo entre juiz e bandeirinha.

TRANSAS E TRANSAÇÕES NA COMUNICAÇÃO

121

Na Figura 9.1 há um diálogo entre um juiz de futebol e um bandeirinha, isto é, aquele que corre pelas laterais do campo. Vamos ver o que eles dizem.

Que times jogam hoje?

Palmeiras e Corinthians.

Os quadros jogam com todos os titulares?

Sim.

Então vamos começar, que está na hora.

Se você se lembra dos Estados do Eu, vai ver que eles estão usando o Estado ADULTO (A). Não há emoções, sentimentos. Há apenas informações.

Quando duas pessoas dialogam, elas enviam mensagens. Assim, o juiz enviou uma mensagem ao bandeirinha, que respondeu.

Essa comunicação se chama transação. Numa relação interpessoal, de envio e recebimento de mensagem, há ações que passam de uma pessoa para outra. Essa ação se chama transação, isto é, ação que passa de um para outro

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3 OLHANDO PARA VOCÊ... OLHANDO PARA OS OUTROS

Agostinho Minicucci Grupo Gen PDF Criptografado

3

OLHANDO PARA

VOCÊ...

OLHANDO PARA

OS OUTROS

Você deve ter notado que muitas pessoas podem falar sobre relações humanas e discuti-las em conferências, discursos e conversas, mas não são capazes de praticar relações humanas legítimas.

Essas pessoas, geralmente, apresentam comportamentos como os relacionados a seguir: a. b. c. d. e.

não ouvem tão bem quanto falam; interrompem os outros, quando falam; são agressivas; gostam de impor suas idéias; não compreendem as outras pessoas além de seu ângulo de visão.

Você já procurou, também, verificar suas falhas em: a. b. c. d. e.

ver como você mesmo é? ver como são os outros? compreender seus próprios sentimentos? entender seus preconceitos? entender o relacionamento entre as pessoas?

Um grupo de psicólogos, que trabalhou em treinamento em Relação Humanas, chegou às conclusões que seguem:

1. Grande parte do nosso trabalho é feita por meio do contato com os outros, quer como indivíduos, quer como grupo.

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12 LÍDER E LIDERANÇA

Agostinho Minicucci Grupo Gen PDF Criptografado

12

LÍDER E

LIDERANÇA

Liderança e líder são palavras muito usadas hoje. Os oradores, os políticos, os empresários, os gerentes, os professores empregam expressões como:

– Esse menino é um líder nato.

– Esse político não tem liderança nenhuma.

– Para dirigir bem é preciso ter liderança forte.

O que vem a ser liderança? O que é um líder?

Pensava-se que uma pessoa já nascia com as qualidades de líder:

– Puxa, tem boa voz, conversa bem, tem boa aparência, é inteligente.

Vai ser um deputado.

Esses eram os chamados líderes carismáticos, capazes de impressionar o povo, as multidões, como os grandes cantores e os artistas de televisão.

– Sou capaz de ir com ele até o inferno.

Porém, os pesquisadores não concordavam com tais características e um bom líder, e mais de 100 traços de personalidade foram alinhados para classificar um líder.

CARACTERÍSTICAS DE UM LÍDER

Começou a verificar-se que os líderes, ainda que tenham excelentes qualidades para dirigir, não trabalham sozinhos. Precisam lidar com seguidores, subordinados, dirigidos.

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4 A ARTE DA COMUNICAÇÃO

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4

A ARTE DA

COMUNICAÇÃO

A comunicação acontece quando duas pessoas são comuns.

Comum

=

Comunicação

Quando duas pessoas têm os mesmos interesses, há um ponto em comum.

Aí a mensagem flui entre ambos, pois os interesses são comuns.

Interesses

mensagem

Interesses

Quando duas pessoas têm a mesma idade ou estão no mesmo estado do

Eu (Pai, Criança, Adulto), a mensagem passa, com maior facilidade, de um a outro. Há comum – (ic) ação.

– Bem, e o que é ser comum?

– Ser comum é ser como um.

Ser como um (comum) é ter afinidades, ter empatia, sentir junto, pensar junto, é ser como um todo.

Como 1

=

Comum

A comunicação humana só existe realmente quando se estabelece entre duas ou mais pessoas um contato psicológico.

A ARTE DA COMUNICAÇÃO

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Não é suficiente que as pessoas com desejo de comunicação se falem ,se escutem ou mesmo se compreendam... é preciso mais.

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Amy Wenzel (10)
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Medium 9788582715017

Capítulo 2 - Conceitualização de caso

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Conceitualização de caso

A conceitualização de caso (também chamada formulação de caso) é a aplicação de um sistema teórico, como a teoria cognitivo-comportamental, para compreender os fatores que precipitam, mantêm e exacerbam o problema de saúde mental ou a perturbação emocional de um cliente (ver Eells, 2007). Ela serve como um modelo para integrar informações colhidas em uma avaliação psicológica e ao longo do tratamento e formar um quadro coerente. Segundo Key e Bieling (2015), “O papel central da formulação de caso cognitiva é traduzir a teoria e a pesquisa cognitiva nomotética em tratamento idiográfico” (p. 223).

A conceitualização de caso tem muitas finalidades. Em primeiro lugar, a maioria dos clientes é caracterizada por apresentações clínicas heterogêneas, de modo que satisfazem critérios para mais de um transtorno mental ou compartilham características de vários deles. Além disso, muitos clientes descrevem estressores e desafios que não são facilmente incorporados aos diagnósticos, como problemas médicos, pobreza e racismo. A conceitualização de caso ajuda o terapeuta na organização dessas informações e na compreensão de como essas diferentes forças influenciam as reações cognitivas, emocionais e comportamentais descritas pelos clientes, bem como de que forma essas reações exacerbam seus problemas de saúde mental, médicos e ambientais. Em segundo lugar, quando uma conceitualização de caso está estabelecida, ela pode ajudar o terapeuta a entender e abordar novas informações ou ocorrências inesperadas, tais como uma ruptura na relação terapêutica. Por fim, ela aponta alvos importantes para as intervenções, pois os terapeutas cognitivo-comportamentais têm por objetivo aplicar ferramentas estratégicas a fim de modificar os fatores psicológicos (ou seja, cognições, emoções, comportamentos) que contribuem para manter e exacerbar problemas de saúde mental e transtornos emocionais.

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Capítulo 10 - Terapia cognitivo-comportamental: revisitada

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10

Terapia cognitivo-comportamental: revisitada

A TCC contribuiu com conhecimentos imensuráveis para a teoria e o tratamento de transtornos mentais e problemas de adaptação. Ela melhorou a vida de inúmeros indivíduos. Forneceu a pessoas vulneráveis ferramentas para prevenir o surgimento de transtornos mentais e problemas de adaptação. Foi por meio da perseverança e do empenho na validação empírica dos primeiros estudiosos do campo que a TCC se tornou uma abordagem terapêutica tão rica e matizada e um campo específico, à luz das tendências dominantes na psicoterapia que prevaleceram nas décadas de 1960 e 1970.

O que sabemos sobre a TCC? De forma muito simples, sabemos que funciona para uma ampla gama de transtornos mentais e problemas de adaptação. Ela constantemente supera controles de lista de espera, assistência usual ou rotineira, e condições de placebo em estudos randomizados controlados (ERCs; ver Butler et al., 2006).

Ela estabeleceu-se como um tratamento eficaz mesmo para os clientes mais difíceis de tratar, tais como os que sofrem de esquizofrenia (Grant, Huh, Perivoliotis, Stolar,

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Capítulo 8 - Manejo do afeto

Amy Wenzel Grupo A PDF Criptografado

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Manejo do afeto

A dificuldade em lidar com afeto negativo intenso está no cerne das lutas de muitos clientes com problemas de adaptação e de saúde mental, levando-os, em muitos casos, a finalmente buscar uma intervenção. Na verdade, os clientes frequentemente solicitam “ferramentas de enfrentamento” para lidar com ansiedade, tristeza, raiva, culpa e outras experiências emocionais desagradáveis. Ao longo das últimas duas décadas, os construtos da regulação emocional e da tolerância ao sofrimento – ambos relevantes para esses casos – receberam muita atenção, e o desenvolvimento dessas abordagens produziu uma série de ferramentas que os clientes podem usar para manejar o afeto negativo.

Existem muitas definições sobrepostas de regulação emocional. De acordo com

Bridges, Denham e Ganiban (2004), ela envolve “processos fisiológicos, comportamentais e cognitivos que permitem aos indivíduos modularem a experiência e a expressão de emoções positivas e negativas” (p. 340). Da mesma forma, Gross (2014) definiu regulação emocional como “moldar quais emoções sentimos, quando as sentimos e como as experimentamos ou expressamos” (p. 6). A capacidade de regular as emoções depende da interação entre tendências e restrições de base biológica no ambiente social. Ocorre desregulação emocional quando uma pessoa não responde de forma flexível e adaptativa

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Capítulo 5 - Reestruturação cognitiva de crenças

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Reestruturação cognitiva de crenças

Muitos clientes podem encerrar o tratamento depois de adquirir habilidades para manejar o atual afeto negativo utilizando ferramentas para reestruturar pensamentos automáticos e outras técnicas descritas neste livro. Entretanto, vários também apresentam dificuldades de longa data, além de transtornos mentais crônicos e comórbidos. Em muitos casos, esses clientes exigem estratégias que vão além do controle do estresse aqui e agora. Neste último grupo, eles com frequência têm visões claramente negativas de si mesmos (p. ex., “Eu não tenho valor”), dos outros (p. ex., “As pessoas só querem se aproveitar de você”), do mundo (p. ex., “Coisas ruins acontecem, por mais que você tente evitá-las”) e do futuro (p. ex., “Estou condenado”). Os princípios da reestruturação cognitiva podem ser aplicados para remodelar essas crenças. Muitos terapeutas cognitivo-comportamentais acreditam que uma maior quantidade de mudanças na terapia cognitivo-comportamental (TCC) é obtida por meio da reestruturação de crenças que não ajudam subjacentes a pensamentos automáticos (ver J. S. Beck, 1995, 2011; Wenzel,

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Capítulo 6 - Ativação comportamental

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Ativação comportamental

Ativação comportamental (AC) é uma estratégia em que o trabalho terapêutico tem como objetivo ajudar os clientes a se envolver mais ativamente em suas vidas, aumentando a probabilidade de receberem reforço positivo por seu comportamento. De acordo com Dimidjian, Barrera, Martell, Muñoz e Lewinsohn (2011), os objetivos da AC são

(a) aumentar o engajamento em atividades adaptativas (que muitas vezes são aquelas associadas à experiência de prazer ou domínio), (b) diminuir o envolvimento em atividades que mantêm a depressão ou aumentam o risco de depressão, e (c) resolver problemas que limitam o acesso à recompensa ou mantêm ou aumentam o controle aversivo. (p. 3-4)

Os clientes aprendem a não esperar até “sentir vontade” de se envolver em determinada atividade, mas que, ao se envolverem na atividade, quer sintam vontade ou não, eles obterão um benefício antidepressivo. Em seu importante manual de tratamento, no qual descrevem a AC, Martell, Dimidjian e Herman-Dunn (2010) referiram-se a ela como uma abordagem do viver de fora para dentro, em oposição à postura anterior, de dentro para fora.

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Ana Karina C R De Farias (20)
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Medium 9788536321004

17. Disfunções sexuais e repertório comportamental:um estudo de caso sobre ejaculação precoce

Ana Karina C. R. De-Farias Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 17

Disfunções Sexuais e Repertório Comportamental

Um Estudo de Caso Sobre Ejaculação Precoce

Alceu Martins Filho

Ana Karina C.R. de-Farias

O

bservando o ínterim do pensamento psicológico, desde Aristóteles na

Grécia antiga às teorias psicodinâmicas surgidas em meados do século XIX, a vida mental, a consciência, as emoções e os sentimentos, sempre fizeram parte do interesse dos pensamentos sobre os assuntos humanos. No início do século XX, no entanto, iniciou-se o movimento de cientificidade da Psicologia. Nesse contexto, os critérios selecionados para “observação e explicação” das ações humanas levaram em consideração, apenas, aquilo que poderia ser diretamente observado pelo cientista; no caso, o comportamento e suas determinações encontradas no ambiente externo/ público. Dessa maneira, a ciência sobre os atos dos seres humanos adotava uma metodologia já empregada nas ciências naturais (Catania, 1998/1999; Moore, 1990;

Skinner, 1938, 1953, 1957, 1963, 1971,

1976, 1981). Apesar da exclusão da vida mental do objeto de estudo da Psicologia, esse movimento, denominado behaviorista e ambientalista, não desconsiderava a existência dos processos mentais, apenas os excluía de seu objeto de estudo (Baum,

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Medium 9788536321004

1. Por que “análise comportamental clínica”? Uma introdução ao livro

Ana Karina C. R. De-Farias Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 1

Por que “Análise

Comportamental Clínica”?

Uma introdução ao Livro1

Ana Karina C. R. de-Farias

Sim, sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo,

Espécie de acessório ou sobressalente próprio,

Arredores irregulares da minha emoção sincera,

Sou eu aqui em mim, sou eu.

Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.

Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.

Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.

E ao mesmo tempo, a impressão, um pouco inconsequente,

Como de um sonho formado sobre realidades mistas,

De me ter deixado, a mim, num banco de carro elétrico,

Para ser encontrado pelo acaso de quem se lhe ir sentar em cima.

E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco longínqua,

Como de um sonho que se quer lembrar na penumbra a que se acorda,

De haver melhor em mim do que eu.

Sim, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco dolorosa,

Como de um acordar sem sonhos para um dia de muitos credores,

De haver falhado tudo como tropeçar no capacho,

De haver embrulhado tudo como a mala sem as escovas,

De haver substituído qualquer coisa a mim algures na vida.

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Medium 9788536321004

9. Caso clínico: formulação comportamental

Ana Karina C. R. De-Farias Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 9

Caso Clínico

Formulação Comportamental

Denise Lettieri Moraes

A

Análise do Comportamento tem como objeto de estudo o comportamento, ou seja, ela analisa relações entre um indivíduo que se comporta e o ambiente no qual ele está inserido. A terapia derivada dessa abordagem busca a explicação para a origem e manutenção dos problemas comportamentais, assim como as condições para alterá-los, nessas relações. Se todo comportamento é considerado como selecionado e mantido pelas relações que o indivíduo estabelece com o ambiente, não há porque considerar um comportamento como patológico, já que a reação do indivíduo é sempre adaptativa

(Banaco, 1997).

É importante ressaltar que grande parte do trabalho realizado pelo terapeuta analista do comportamento é baseada em relatos trazidos pelo cliente sobre suas relações com o meio. Procura-se analisar os eventos relatados e, em alguns casos, sugerir formas de alterar as relações estabelecidas. O terapeuta, como parte do ambiente do cliente, tem condições de observar o seu comportamento e contingenciá-lo de forma a desenvolver um repertório que proporcione ao cliente o estabelecimento, em seu dia a dia, de interações menos aversivas que aquelas preexistentes (Zamignani, 2000).

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Medium 9788536321004

4. Relação terapêutica sob a perspectiva analítico-comportamental

Ana Karina C. R. De-Farias Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 4

Relação Terapêutica Sob a Perspectiva

Analítico-Comportamental

Nathalie Nunes Freire Alves

Geison Isidro-Marinho

H

istoricamente, os empreendimentos de cunho comportamental na clínica relegaram a relação terapêutica a um segundo plano. Ferster (1972) é o primeiro autor de origem analítico-comportamental a chamar a atenção para importância da relação terapêutica como instrumento de mudança. Por outro lado, contribuições de teorias como as humanistas são inegáveis quando se fala em relação terapêutica. Ainda, as abordagens psicodinâmicas também trataram da importância do tema sob o rótulo de relação de transferência e contratransferência.

A despeito das distinções teóricas e epistemológicas das abordagens em questão, um ponto que parece comum a todas elas é a ênfase dada às dificuldades de interação social de muitos clientes. Dessa forma, consideram a possibilidade da emergência dessas dificuldades dentro do consultório, sendo a relação terapêutica utilizada para reelaborar e aperfeiçoar as formas de interação empregadas pelos clientes em seu convívio social, principalmente com as pessoas significativas.

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16. “Prefiro não comer a começar e não parar!”: um estudo de caso de bulimia nervosa

Ana Karina C. R. De-Farias Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 16

“Prefiro não Comer, a Começar e Não parar!”

1

Um Estudo de Caso de Bulimia Nervosa

Gabriela Inácio Ferreira Nobre

Ana Karina C. R. de-Farias

Michela Rodrigues Ribeiro

O

presente capítulo tem por objetivo apresentar a análise funcional – e intervenções dela decorrentes – de um caso clínico de Bulimia Nervosa. Para tanto, apresentará os critérios diagnósticos tradicionais para esse transtorno e as particularidades do caso de Bia (nome fictício).

Pretende-se defender a ideia de que uma análise global, sistêmica, da vida do(a) cliente leva a resultados mais satisfatórios do que um tratamento baseado apenas no diagnóstico tradicional.

TRANSTORNOS ALIMENTARES (TA)

Classificação e critérios-diagnósticos

Os transtornos alimentares caracterizam-se por severas perturbações no comportamento alimentar. Três diagnósticos específicos estão descritos na sessão de transtornos alimentares da American Psychiatric

Association (2002): a Anorexia Nervosa a

Bulimia Nervosa e a Compulsão Alimentar Periódica (não abordada no presente texto).

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