Ana Karina C R De Farias Fl Via Nunes Fonseca Lorena Bezerra Nery (2)
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Capítulo 3. Reflexões sobre o estabelecimento de objetivos terapêuticos na clínica analítico-comportamental

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Reflexões sobre o estabelecimento de objetivos terapêuticos na clínica analítico-comportamental

Nicolau Chaud de Castro Quinta

Ao contrário do que aconteceu com muitas abordagens e modelos terapêuticos da Psicologia, a Análise do Comportamento foi concebida e desenvolvida sem nenhuma preocupação inicial direta com práticas clínicas. Enquanto ciência psicológica, propõe-se a descrever e explicar fenômenos comportamentais sob uma ótica behaviorista radical. Ainda que Skinner em sua obra tenha deixado explícitos seus vieses políticos e seu interesse em promover modificações culturais por meio de uma ciência do comportamento (Skinner, 1948/1977, 1953/1998, 1971/2000), a

Análise do Comportamento enquanto corpo de conhecimento não tem caráter prescritivo. Assim, embora exista um alto grau de coerência e uniformidade teórica na descrição dos fenômenos comportamentais tratados em qualquer terapia de base analítico-comportamental, não existem parâmetros universais ou unânimes que ditam como um processo psicoterapêutico deve ser conduzido a partir dessa ciência.

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Capítulo 20. Análise funcional de um caso de transtorno bipolar

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Análise funcional de um caso de transtorno bipolar

Alceu Martins Filho

O diagnóstico psiquiátrico é importante para que informações sobre o indivíduo que procura tratamento na área da saúde mental sejam compartilhadas entre os profissionais. Essas informações versam sobre padrões topográficos (i.e., formas de comportamento) de respostas estatisticamente prevalentes em sujeitos acometidos por transtornos mentais de mesma alcunha (Lappalainen

& Tuomisto, 2005). Os padrões topográficos de respostas são os sintomas. Dessa forma, a descrição presente no Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (American Psychiatric Association [APA], 2013/2014) não inclui a história de seleção ontogenética que produziu esse responder nem as consequências que mantêm essas respostas, tampouco atenta para os contextos antecedentes envolvidos na sua emissão.

Para a terapia de base analítico-comportamental, discursar sobre estatística e rótulos psicopatológicos não é fundamental. A Análise do

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Ana Merc S Bahia Bock Maria De Lourdes T Teixeira Odair Furtado (25)
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CAPÍTULO 25 - FELICIDADE É...

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CAPÍTULO 25

d a d i c i l

Fe

ONDE ESTÁ A F ELICIDADE ?

Este capítulo não é de autoajuda! Não oferece receitas e nem pistas para atingir a felicidade. A finalidade do capítulo é abordar um tema que, desde tempos imemoriais, ocupou a humanidade, como um estado desejado por todos.

Em um livro introdutório na área da Psicologia, tratar o tema é uma proposta pretensiosa. E por que fazer esse investimento arriscado e polêmico? Porque, na atualidade, nessa segunda década do século XXI, há o cultivo da ideia de satisfação plena de cada um dos membros da sociedade, a felicidade se torna uma obsessão. É compreendida, quase exclusivamente, como resultado de esforço individual e, também, chama muito atenção as múltiplas estratégias e os produtos oferecidos e/ou que as pessoas utilizam para

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dar sentido à sua vida, como garantia da obtenção de felicidade: os búzios, as drogas (incluindo os medicamentos), as academias (a produção de endorfina!!), a alimentação natural, a yoga, sites de relacionamento, o sexo, a pornografia, a gastronomia, o novo e rapidamente ultrapassado equipamento tecnológico ...enfim, a lista é interminável. E, ainda, não podemos esquecer das religiões que oferecem a felicidade extraterrena e a Psicologia (Será?). Então, é um capítulo descritivo das muitas – e não todas! – considerações sobre o assunto e a conclusão será de cada um.

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CAPÍTULO 16 - PROCESSOS GRUPAIS E INSTITUIÇÕES

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CAPÍTULO 16

s o s s e c o r

P

ç i u t i t s e in

A vida cotidiana se caracteriza pela vida em grupo e o pertencimento a instituições.

Desde que nascemos pertencemos a um grupo social: a família. Esse grupo social

é, também, considerado uma instituição.

E, ao longo da vida – a nossa biografia –, fazemos parte de vários grupos e instituições que determinam o conjunto de nossas experiências, nossa identidade. É onde as pessoas se socializam: aprendem uma língua, formam seu quadro de valores, os padrões de comportamento e adentram no mundo da cultura.

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Para compreender o modo de ser e estar no mundo de uma pessoa é relevante recuperar os seus grupos de referência ao longo de sua trajetória pessoal e os seus atuais grupos de pertencimento. Mesmo quando ficamos sozinhos, a referência de nossos devaneios e comportamentos (na frente do espelho, por exemplo) são os outros: nos vestimos de acordo com o encontro que teremos em seguida; resolvemos mudar compromissos que afetam a vida dos outros, lembramos da dificuldade de um amigo ou do último conflito com a família. O outro, o grupo ou a instituição a qual pertencemos, sempre está

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CAPÍTULO 4 - O BEHAVIORISMO

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CAPÍTULO 4

v a h e b

O

No início do século XX, a Psicologia buscava sua inserção e reconhecimento como ciência.

Para alguns pesquisadores no campo da

Psicologia, isso significava seguir as regras do método científico definido na época.

A definição clara e precisa de um objeto e a utilização de procedimentos objetivos de estudo eram fundamentais para que se pudesse ocupar lugar ao lado das ciências já reconhecidas, como a física e a química. O

Behaviorismo, com Watson, tem o que nos contar sobre isso.

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O EST UDO DO COM PORTAMENTO

O termo Behaviorismo foi inaugurado pelo americano John B. Watson, em artigo publicado em

1913, que apresentava o título “A psicologia como o behaviorista a vê”.1 O termo inglês behavior significa “comportamento”; por isso, para denominar essa tendência teórica, usamos o termo Behaviorismo – além de Comportamentalismo, Teoria

Comportamental, Análise Experimental do Comportamento, Psicologia Comportamental e Análise do

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CAPÍTULO 7 - A PSICOLOGIA COMO PROFISSÃO

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o l o c i s p

A o r p o m co

CAPÍTULO 7

A Psicologia é ciência e profissão. Como profissão, está regulamentada, no Brasil, desde 1962 e, atualmente (2018), existem cerca 300 mil profissionais registrados nos conselhos regionais da profissão já atuando ou com condições de atuar no mercado de trabalho.

Saber com clareza o que é ser psicólogo e sua prática

é fundamental para os jovens que pretendem ingressar nessa profissão. Assim como é relevante superar os preconceitos e equívocos a respeito dela.

Para isso, abordamos até aqui a ciência psicológica que busca a compreensão do ser humano a partir da

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constituição de sua subjetividade – sonhos, desejos, emoções, pensamentos, comportamentos. Neste capítulo, ao abordar a Psicologia como profissão, vamos verificar as inúmeras possibilidades de aplicação do conhecimento produzido por ela.

QUE PRO FISSÃO É ESSA?

A Psicologia, no Brasil, é uma profissão reconhecida pela Lei n. 4.119, de 1962. São psicólogos, habilitados ao exercício profissional, aqueles que completam o curso de graduação em Psicologia e se registram no

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CAPÍTULO 11 - OS AFETOS

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CAPÍTULO 11

f a

Os

Não existe pensamento sem afeto e não existe afeto sem uma imagem, uma ideia. Os dois aspectos da subjetividade humana – afeto e pensamento – estão associados. Ou melhor, são indissociáveis.

Quando colocamos um deles como objeto de estudo é no sentido de obter maior profundidade de compreensão, um exercício didático. Em nossa vida cotidiana não é assim: pensamentos e afetos não estão cindidos, embora em muitas circunstâncias da convivência social os padrões culturais estabelecidos para a

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conduta deixem pouco ou nenhum espaço para a expressão dos afetos. Mas não expressar não significa “não sentir”.

A IM PORTÂNCIA DA V IDA AFETIVA

O coração tem razões que a própria razão desconhece.

No senso comum, o coração é considerado a sede dos afetos, sentimentos e emoções. Eles se expressam em desejos, sonhos, fantasias, expectativas, palavras, gestos, no que fazemos e pensamos. Eles contribuem para tornar cada pessoa absolutamente singular e única.

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Ana Merces Bahia Bock Odair Furtado Maria De Lourdes Trassi Teixeira (5)
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Parte I - APRESENTANDO A PSICOLOGIA

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PSICOLOGIA SÉRIE EM FOCO

18.5 O medo social ..........................................................................................................................

18.6 Mudanças na sexualidade ........................................................................................................

Considerações finais .........................................................................................................................

Atividades práticas ...........................................................................................................................

Bibliografia comentada ....................................................................................................................

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REFERÊNCIAS.................................................................................................................................. 249

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PARTE II - CONCEITOS E TEMAS ÚTEIS

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PARTE I • APRESENTANDO A PSICOLOGIA

artes em geral também são, desde os primórdios da humanidade, uma fonte de pesquisa e de conhecimento sobre o humano e suas diferentes expressões em vários momentos da

História e de diferentes regiões do planeta. Então, este é um capítulo que propõe que você possa resgatar suas experiências de leituras diversas, possa colocá-las sob reflexão com o objetivo de retirar delas aquilo que é útil para compreender o outro e se desvencilhar daquilo que obstaculiza essa compreensão porque está contaminada por preconceitos ou falsas representações (ideias) sobre o outro, o parceiro ou o foco do trabalho.

No entanto, há algumas referências que podem ser úteis.

O livro Cultura: um conceito antropológico, de Roque de Barros Laraia,8 apresenta em uma linguagem acessível o conceito de cultura e os equívocos mais frequentes quando se adota uma leitura determinista (unidimensional) para compreender o ser humano, quer seja o determinismo biológico ou geográfico ou...

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PARTE III - TEMASTRANSVERSAIS

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PARTE III

TEMAS

TRANSVERSAIS

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CAPÍTULO 8

RELAÇÕES HUMANAS

E GRUPOS

Objetivos do capítulo

Você já imaginou viver em um lugar sem se relacionar com nenhuma outra pessoa?

Já pensou se isso é possível? Tarzan e Robinson Crusoé talvez sejam exercícios culturais dessa possibilidade, ou melhor, dessa impossibilidade. É exatamente esta a questão deste capítulo: vivemos em sociedade, convivemos com muitos “sócios”, e talvez tenhamos parado para pensar se poderíamos viver sem eles, mas poucas vezes pensamos por que é tão importante viver com eles. Este capítulo tratará das vivências e dos processos que ocorrem nas relações de convivência mais ou menos duradouras, mais ou menos

íntimas: os grupos sociais.

8.1 Introdução

Leontiev, um autor soviético que viveu durante quase todo o século XX, escreveu:

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PSICOLOGIA

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PARTE III • TEMAS TRANSVERSAIS

Bibliografia comentada

A bibliografia é vasta nas áreas do Direito, Sociologia do Direito e Filosofia. A Psicologia começa a fazer estudos mais sistemáticos sobre essa articulação. O primeiro livro sobre o tema foi publicado em 1945, Manual de Psicologia Jurídica, de Mira y Lopez,21

“[...] uma visão centrada na psicopatologia, objetivando a manutenção da inquestionável ordem pública [...]”.22

É possível encontrar na obra de Michel Foucault uma visão crítica do sistema de justiça e, particularmente, de sua aplicação: o encarceramento. Um livro que suscita questionamentos importantes para a prática profissional de psicólogos e operadores do direito de Foucault é Vigiar e punir.23 Um bom dicionário de Filosofia também auxilia na compreensão crítica de muitos conceitos de ambas as áreas. Utilizamos o Dicionário de Filosofia de Nicola Abbagnano.24 E vale a pena ler pelo menos um dos livros de Loïc

Wacquant, por exemplo, Os condenados da cidade.25 A leitura do Estatuto da Criança e do

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SUMÁRIO

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PSICOLOGIA SÉRIE EM FOCO

Parte III – Temas transversais: são conteúdos transversais relacionados às áreas de conhecimento sob a ótica da Psicologia, como o sujeito e sua relação com grupos, coletividade, meio ambiente, o mundo do trabalho, família, meios de comunicação e justiça.

Parte IV – Leitura do cotidiano a partir da Psicologia: são temas atuais que têm se tornado importantes para propor a reflexão dos profissionais e interessados em uma formação voltada para a cidadania, como ética, relações raciais, felicidade e fenômenos da contemporaneidade.

O livro é um começo de conversa e está estruturado com o objetivo de apresentar, inicialmente, a temática a ser tratada, em seguida, o conteúdo exemplificado e as considerações finais. Ao final, há sugestões de atividades que podem ajudar o leitor na construção de suas dúvidas, suposições, análises e no aprofundamento do estudo. Há referências comentadas, pois consideramos que a leitura e os debates em classe podem produzir questões que mereçam mais espaço para reflexão.

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Ant Nio Geraldo Da Silva Antonio Egidio Nardi Alexandre Paim Diaz (19)
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Capítulo 3. Maconha: da ilegalidade à prática clínica

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CAPÍTULO 3

Analice Gigliotti

Thais Simões

Lucas Hosken

  PONTOS-CHAVE

■A maconha é uma substância de uso secular, seja para cunho medicinal, seja para cunho religioso ou, mais recentemente, recreativo.

■Embora seja uma “erva natural”, está longe de ser livre de malefícios.

■Tem potencial aditivo, e sua síndrome de abstinência foi recentemente incluída no DSM-5.

■Alguns canabinoides sintéticos podem efetivamente ser usados como agentes terapêuticos para diversas condições médicas, embora nenhum deles deva ser empregado como primeira escolha, pois os estudos ainda são limitados se comparados aos dos demais fármacos existentes.

■A legalização da maconha traz consequências para a saúde pública, e qualquer país que deseje trilhar esse caminho deve pesar riscos e benefícios dessa política, sempre de acordo com as evidências existentes.

 VINHETA CLÍNICA 3.1

F. J., jovem de 23 anos, é trazido pelos pais para consulta psiquiátrica. Mais novo entre três filhos, seu pai conta que, aos 18 anos, o garoto apresentou o primeiro surto psicótico, tendo se trancado em um quarto de hotel em uma viagem com amigos para comemorar a formatura do colégio, alegando que estava sendo perseguido e filmado pela máfia italiana, e que esta havia implantado um rastreador em sua cabeça. Sua namorada à época contou para a família que ele já estava estranho há cerca de três meses, pedindo que ela falasse baixo em alguns momentos, e que quase não saía mais de casa, aparentando estar sempre assustado. Contou também que ele havia começado a fumar maconha cerca de três anos antes, aos 15, e que naquela viagem todos haviam fumado “bastante maconha” e comido um brownie de haxixe. Ficou internado na ocasião por seis semanas, tendo feito uso de risperidona, 6 mg/dia, com melhora dos sintomas.

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Capítulo 15. Filosofia, psiquiatria e sociedade

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CAPÍTULO 15

Fernando Portela Câmara

Leonardo C. P. Câmara

Antônio Geraldo da Silva

  PONTOS-CHAVE

■A psiquiatria destacou-se da medicina legal como uma disciplina própria a partir da noção de “alienação mental”.

■A discussão sobre esse conceito partiu da filosofia moral, no final do século XVIII, continuando no século seguinte com o conceito de proton pseudos, “o erro original”, de Aristóteles, sendo assim chamado qualquer raciocínio formalmente correto, mas cuja conclusão é falsa por se basear em uma falsa premissa.

■Essa discussão surgiu a partir da crítica de Kant sobre o direito de mentir no âmbito da ética, justiça e moral. Esse conceito impregnou a incipiente psiquiatria da época e foi o ponto de partida para a reformulação da noção de doença mental, abandonando-se a ideia de causa moral.

■Este foi o início do materialismo naturalístico de Griesinger, que lançou as bases filosóficas da psiquiatria. O conceito consolidou a teoria de causa local ou cerebral da doença mental e isentou o paciente como responsável por sua doença.

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Capítulo 13. Psiquiatria forense

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CAPÍTULO 13

Lisieux E. de Borba Telles

Alcina Juliana Soares Barros

Gabriela de Moraes Costa

  PONTOS-CHAVE

■A psiquiatria forense tem por objeto de estudo o homem com transtorno mental, seja ele transgressor da norma jurídica, seja ele alguém necessitando de proteção jurídica.

■A atuação pericial do psiquiatra se dará mediante a necessidade de estabelecer se o periciando apresenta um diagnóstico de doença mental, transtorno da personalidade ou do desenvolvimento, bem como de determinar como essas alterações psicopatológicas afetam a execução de atos jurídicos atuais ou pretéritos.

■Segundo o Código de Ética Médica, ter atuado em algum momento como médico assistente do examinando impede o psiquiatra de exercer o encargo de perito desse sujeito.

■A curatela poderá ser levantada quando cessar a causa que a determinou.

■Havendo dúvida acerca da integridade mental do acusado de algum crime, o juiz determinará a instauração do incidente de insanidade mental e ordenará que o acusado seja submetido a exame médico-legal, o qual corresponde à perícia psiquiátrica de responsabilidade penal.

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Capítulo 5. Saúde mental e pré-escola

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CAPÍTULO 5

Gabriela M. Dias

  PONTOS-CHAVE

■A saúde mental no pré-escolar é definida como a capacidade da criança de experimentar, regular e expressar suas emoções; de formar relacionamentos estreitos e seguros; e de aprender e explorar o ambiente.

■Em torno de 10% das crianças menores de 6 anos apresentam algum problema de saúde mental clinicamente significativo, com taxas de comprometimento e persistência comparáveis àquelas observadas em crianças mais velhas.

■O desafio para o diagnóstico é diferenciar o comportamento normal para a idade de sintomas de um transtorno psiquiátrico.

■A importância da avaliação e da intervenção precoces não pode ser subestimada. Estudos indicam que há períodos críticos em que a avaliação e a intervenção oportuna podem melhorar as trajetórias de desenvolvimento e prevenir ou reduzir a gravidade das sequelas psiquiátricas.

■A intervenção precoce é fundamental para melhores desenvolvimento e prognóstico.

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Capítulo 18. Novos tratamentos em psiquiatria: exercício físico como recurso terapêutico coadjuvante

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CAPÍTULO 18

Sergio Eduardo de Carvalho Machado

Diogo Telles Correia

  PONTOS-CHAVE

■A neurociência do exercício vem mostrando evidências que ligam o aumento do nível de atividade física a mudanças positivas no funcionamento cognitivo e cerebral.

■Entre os indivíduos com doença mental estabelecida, o exercício físico é reconhecido como um aspecto essencial no tratamento multidisciplinar de depressão, ansiedade e psicose.

■A abordagem atual da nosologia psiquiátrica trata as síndromes comportamentais como transtornos psiquiátricos distintos, cujos componentes podem ser consequência de disfunção em um ou mais circuitos neurais.

■Como regra, os biomarcadores podem expressar uma neuroprogressão geral de transtornos mentais ou o grau de deterioração para eventos repetidos relacionados aos sintomas da doença.

■O American College of Sports Medicine (ACSM) recomenda um acúmulo de pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica moderada (50-55% VO2 de reserva – VO2R) semanalmente ou 75 minutos de atividade vigorosa (70-75% VO2R) por semana para a promoção da saúde.

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Antonio Quinet (18)
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XVIII. Bispo, o Entalhador de Letras – Criação e Sintoma

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XVIII

BISPO, O ENTALHADOR DE LETRAS1

CRIAÇÃO E SINTOMA

A associação da psicose com a arte, com exceção de alguns nomes como, por exemplo, Artaud, Holderlin, Rousseau e até mesmo

Joyce, é frequentemente encontrada no que diz respeito às artes plásticas sob a rubrica da Arte bruta, tal como a designou Jean Dubuffet, ou de Arte virgem, assim chamada por Mário Pedrosa. Dentre essas obras, geralmente produzidas em recônditos exilados da sociedade, sem receber, propriamente falando, a influência das correntes artísticas da época, encontram-se as produções de sujeitos psicóticos, como

é o caso de Artur Bispo do Rosário, internado por meio século na

Colônia Juliano Moreira, onde produziu uma obra imensa composta principalmente de esculturas ditas “mumificadas”, assemblages de objetos recolhidos dentre os dejetos no dia a dia do hospital e panôs escritos e desenhados com bordados a mão.

1

Trabalho escrito a par r de pesquisa realizada em conjunto com Graça Pamplona, Maria Anita Carneiro Ribeiro, Ronaldo Fabião e Sonia Alber cujos resultados foram apresentados no IX Congresso Mundial de Psiquiatria (Rio de Janeiro, junho de 1993). Nossos agradecimentos a Denise Corrêa, então Diretora do

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XVI. O Caso “Dom Casmurro” – As Mordidas do Ciúme

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XVI

O CASO “DOM CASMURRO”

AS MORDIDAS DO CIÚME

Em que o romance Dom Casmurro associa o nome de seu autor,

Machado de Assis, com o inventor da psicanálise, Sigmund Freud?

Dom Casmurro foi publicado em 1899 – mesmo ano da publicação de A Interpretação dos Sonhos, que marca o início da psicanálise propriamente dita. Não podemos afirmar que Machado tenha sido influenciado por Freud, mas o ciúme em Dom Casmurro mostra o quanto Machado é freudiano avant la lettre.

Assim como a experiência analítica é uma prática de significação, neste romance o narrador pretende ressignificar retroativamente toda a sua vida a partir do presente em que ele, Bento Santiago, responde pela alcunha de Dom Casmurro, dada por seus vizinhos devido a seus hábitos reclusos e calados.

Já idoso, Bento mora só com um criado numa casa construída que é a réplica fiel de sua casa da infância. Tal esquisitice tinha por fim “atar as duas pontas da vida e restaurar na velhice a adolescência”.

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IV. O Gozo na Psicose

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IV

O GOZO NA PSICOSE

Para além de uma questão preliminar

A psicose desvela “a origem sórdida do nosso ser”.1

A questão preliminar a todo tratamento possível da psicose é a questão que “nos é colocada”, diz Lacan, “pela existência do louco”. E que será por ele respondida com a foraclusão do Nome-do-Pai no lugar do Outro como condição essencial da psicose, e que tem como efeito, quando do desencadeamento, a regressão tópica ao estádio do espelho.

Trata-se, então, nesse texto de Lacan, daquilo que, no registro simbólico, vai corresponder à estrutura da psicose e seus efeitos no registro imaginário. Mas logo após o trecho em que estabelece a foraclusão Lacan afirma: “o que acabo de trazer aqui como questão preliminar a todo tratamento possível da psicose, prossegue sua dialética para além. (...)”.2

Quais são as coordenadas que existem nesse texto mesmo e que nos permitem ir além? As que estão em conexão com o aforisma correspondente à foraclusão do Nome-do-Pai: “o que está foracluído no simbólico retorna no real”.

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IX. Tratamento Psicanalítico da Psicose

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IX

TRATAMENTO PSICANALÍTICO DA PSICOSE

Que significa tratamento? Na linguagem psicanalítica significa tratamento por um intermédio de um discurso. É possível o tratamento da psicose pelo discurso do analista? Antes de chegarmos ao discurso do analista, vejamos por quais discursos o louco tem sido tratado.1

O louco nos quatro discursos

O louco é tratado pela psiquiatria, pela polícia, ou ainda, pela assistência social. A repressão trata o louco com a injunção à adaptação à norma para que ele produza trabalho. Aqui tem-se a estrutura do discurso do mestre:

S1

S/

S2 a

O agente da polícia, por exemplo, atua sobre o louco: (S1  S2) para que este produza o objeto (a) com o qual aquele poderá gozar: seja objeto de divertimento, sejam objetos de consumo produzidos pelo trabalho forçado dito terapêutico.

A psiquiatria universitária trata o louco não como sujeito, mas como objeto – de estudo, exames, cuidados, farmacopeia. Pode-se depreender da prática da psiquiatria a estrutura do discurso universitário:

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XI. Apresentação de Pacientes

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XI

APRESENTAÇÃO DE PACIENTES

Por uma é ca da psiquiatria

A entrevista psiquiátrica, a apresentação de pacientes e o tratamento psiquiátrico não podem ser os mesmos antes e depois do surgimento da psicanálise. Freud dizia que não é a psiquiatria que se opõe à psicanálise e sim o psiquiatra. A relação por ele proposta é tal que a psicanálise está para a psiquiatria assim como a histologia para a anatomia – a primeira estuda os tecidos e sua trama, a segunda, as formas exteriores. Em outros termos, a estrutura é apreendida pela psicanálise e os fenômenos pela psiquiatria. A clínica psicanalítica, inclusive, deve muito à clínica da psiquiatria clássica, sobretudo no que concerne à psicose, na descrição de delírios e alucinações.

Freud, em “As novas vias da terapêutica psicanalítica” (1919), faz o voto de que “no futuro sejam criadas instituições e clínicas que tenham na direção médicos psicanalistas qualificados e que aí seja realizado, com a ajuda da psicanálise, o esforço de conservar a resistência e a atividade daqueles homens que sem isso se entregariam à bebida, mulheres que sucumbiriam sob o peso das frustrações e crianças que não teriam senão a escolha entre a neurose e a depravação”. Freud propõe assim a intervenção do analista nas instituições psiquiátricas.

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