Ana Karina C R De Farias Fl Via Nunes Fonseca Lorena Bezerra Nery (2)
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Capítulo 20. Análise funcional de um caso de transtorno bipolar

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Análise funcional de um caso de transtorno bipolar

Alceu Martins Filho

O diagnóstico psiquiátrico é importante para que informações sobre o indivíduo que procura tratamento na área da saúde mental sejam compartilhadas entre os profissionais. Essas informações versam sobre padrões topográficos (i.e., formas de comportamento) de respostas estatisticamente prevalentes em sujeitos acometidos por transtornos mentais de mesma alcunha (Lappalainen

& Tuomisto, 2005). Os padrões topográficos de respostas são os sintomas. Dessa forma, a descrição presente no Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (American Psychiatric Association [APA], 2013/2014) não inclui a história de seleção ontogenética que produziu esse responder nem as consequências que mantêm essas respostas, tampouco atenta para os contextos antecedentes envolvidos na sua emissão.

Para a terapia de base analítico-comportamental, discursar sobre estatística e rótulos psicopatológicos não é fundamental. A Análise do

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Capítulo 3. Reflexões sobre o estabelecimento de objetivos terapêuticos na clínica analítico-comportamental

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3

Reflexões sobre o estabelecimento de objetivos terapêuticos na clínica analítico-comportamental

Nicolau Chaud de Castro Quinta

Ao contrário do que aconteceu com muitas abordagens e modelos terapêuticos da Psicologia, a Análise do Comportamento foi concebida e desenvolvida sem nenhuma preocupação inicial direta com práticas clínicas. Enquanto ciência psicológica, propõe-se a descrever e explicar fenômenos comportamentais sob uma ótica behaviorista radical. Ainda que Skinner em sua obra tenha deixado explícitos seus vieses políticos e seu interesse em promover modificações culturais por meio de uma ciência do comportamento (Skinner, 1948/1977, 1953/1998, 1971/2000), a

Análise do Comportamento enquanto corpo de conhecimento não tem caráter prescritivo. Assim, embora exista um alto grau de coerência e uniformidade teórica na descrição dos fenômenos comportamentais tratados em qualquer terapia de base analítico-comportamental, não existem parâmetros universais ou unânimes que ditam como um processo psicoterapêutico deve ser conduzido a partir dessa ciência.

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Ana Merc S Bahia Bock Maria De Lourdes T Teixeira Odair Furtado (25)
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CAPÍTULO 10 - INTELIGÊNCIA, MEMÓRIA E PERCEPÇÃO

Ana Mercês Bahia Bock, Maria de Lourdes T. Teixeira, Odair Furtado Editora Saraiva PDF Criptografado

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CAPÍTULO 10

“A inteligência é a solução de um problema novo para o indivíduo, é a coordenação dos meios para atingir um certo fim, que não é acessível de maneira imediata; enquanto o pensamento é a inteligência interiorizada e se apoiando não mais sobre a ação direta, mas sobre um simbolismo, sobre a evocação simbólica pela linguagem, pelas imagens mentais etc.”1

1

PIAGET, Jean. A epistemologia genética: sabedoria e ilusões da filosofia; problemas de psicologia genética. São Paulo: Martins Fontes, 2016. p. 216.

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Somos seres pensantes. Pensamos sobre as coisas passadas, projetamos nosso futuro, resolvemos problemas, criamos, sonhamos, fantasiamos, somos até capazes de pensar sobre nós mesmos, isto é, somos capazes de nos tornar objetos da nossa própria investigação. Fazemos ciência, poesia, música, construímos máquinas incríveis, transformamos o mundo em símbolos e códigos, criando a linguagem que nos permite a comunicação e o pensamento.

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CAPÍTULO 11 - OS AFETOS

Ana Mercês Bahia Bock, Maria de Lourdes T. Teixeira, Odair Furtado Editora Saraiva PDF Criptografado

CAPÍTULO 11

f a

Os

Não existe pensamento sem afeto e não existe afeto sem uma imagem, uma ideia. Os dois aspectos da subjetividade humana – afeto e pensamento – estão associados. Ou melhor, são indissociáveis.

Quando colocamos um deles como objeto de estudo é no sentido de obter maior profundidade de compreensão, um exercício didático. Em nossa vida cotidiana não é assim: pensamentos e afetos não estão cindidos, embora em muitas circunstâncias da convivência social os padrões culturais estabelecidos para a

1 72  p a r t e

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conduta deixem pouco ou nenhum espaço para a expressão dos afetos. Mas não expressar não significa “não sentir”.

A IM PORTÂNCIA DA V IDA AFETIVA

O coração tem razões que a própria razão desconhece.

No senso comum, o coração é considerado a sede dos afetos, sentimentos e emoções. Eles se expressam em desejos, sonhos, fantasias, expectativas, palavras, gestos, no que fazemos e pensamos. Eles contribuem para tornar cada pessoa absolutamente singular e única.

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CAPÍTULO 12 - PSICOLOGIA SOCIAL

Ana Mercês Bahia Bock, Maria de Lourdes T. Teixeira, Odair Furtado Editora Saraiva PDF Criptografado

o l o c i s

P l a i c o s

CAPÍTULO 12

Toda psicologia é social. Assim, Sigmund

Freud abre uma de suas mais importantes obras, A psicologia das massas e a análise do eu.1 Assim também, de um ponto de vista diferente, defendia Sílvia Lane

(1933-2006), responsável pela renovação da Psicologia Social no Brasil. Mas se toda

Psicologia é social, o que diferencia a disciplina Psicologia Social da Psicologia

Geral? Não é somente dizer que a

1

FREUD, Sigmund. A psicologia das massas e a análise do eu. São Paulo:

Companhia das Letras, 2011.

1 88  p a r t e

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Psicologia Social trata do coletivo, pois em muitos casos ela também trata do

indivíduo. O fato é que a Psicologia Social não nasceu como um braço da Psicologia

Geral, mas como uma disciplina, pode-se dizer, independente, que foi incorporada

à Psicologia assim que esta ganha

consistência de uma ciência autônoma.

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CAPÍTULO 13 - IDENTIDADE

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CAPÍTULO 13

d i t n e

Id

Vemos uma pessoa desconhecida em uma festa, no pátio da escola ou no ponto de

ônibus. Não sabemos nada a respeito dela.

É um enigma a ser desvendado. Será?

Nem tanto... A partir do momento em que a olhamos, já começamos a conhecê-la: podemos discriminar o gênero, a faixa etária (criança, jovem, adulto), a etnia.

Tatuagens, piercings e outros adereços revelam a identificação com um grupo.

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III | T e m as te ó r i c os e m P s i c o l o g i a

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e d i da

E, se prestamos mais atenção, podemos perceber alguns detalhes que fornecem outros indicadores sobre esse desconhecido: como o modo de se vestir e os piercings que o situam em determinado grupo.

Aí, nos aproximamos da pessoa e vem a famosa pergunta: “Qual é o seu nome?”. Depois dessa, podemos fazer muitas outras... Mais ou menos como aquelas da ficha para procurar emprego, do formulário para fazer crediário ou das entrevistas iniciais com o psicólogo – onde mora e estuda, a idade, a religião, se trabalha ou não, do que gosta e do que não gosta de fazer, enfim, um roteiro que pode ser interminável e se referir ao presente, ao passado e ao futuro desse desconhecido que começa a deixar de sê-lo.

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CAPÍTULO 14 - SEXUALIDADE

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l a u x

Se

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CAPÍTULO 14

Este é um tema em que as mudanças

de conduta são visíveis e aceleradas nas

últimas décadas: refletem-se na linguagem

(Isso é um “tesão”!), nos “funks”, no modo de se vestir (o tamanho dos biquínis), na exposição do corpo (nas propagandas ou na rua) e no culto à beleza física (as academias de ginásticas, o aumento de cirurgias plásticas e a indústria de cosméticos); nas relações provisórias,

O “ficar” dos adolescentes expressa essa nova etapa do relacionamento afetivo.

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no “ficar”, na precocidade da iniciação sexual, na erotização da infância, no

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e d a d i l a reconhecimento legal dos casamentos gays, nos índices de gravidez na adolescência em todas as camadas sociais.

O Q U E É A SEX UALIDADE H UMANA?

É uma relação erótica com o mundo. Por erótica entende-se, para além do senso comum, uma relação amorosa, prazerosa, que produz satisfação e bem-estar. Então, é possível compreender a sexualidade como algo mais amplo do que a relação amorosa entre duas pessoas e não só ligada ao ato sexual, e que não se refere exclusivamente a aspectos biológicos ou restrita

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Ana Merces Bahia Bock Odair Furtado Maria De Lourdes Trassi Teixeira (5)
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Parte I - APRESENTANDO A PSICOLOGIA

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PSICOLOGIA SÉRIE EM FOCO

18.5 O medo social ..........................................................................................................................

18.6 Mudanças na sexualidade ........................................................................................................

Considerações finais .........................................................................................................................

Atividades práticas ...........................................................................................................................

Bibliografia comentada ....................................................................................................................

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REFERÊNCIAS.................................................................................................................................. 249

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PARTE II - CONCEITOS E TEMAS ÚTEIS

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PARTE I • APRESENTANDO A PSICOLOGIA

artes em geral também são, desde os primórdios da humanidade, uma fonte de pesquisa e de conhecimento sobre o humano e suas diferentes expressões em vários momentos da

História e de diferentes regiões do planeta. Então, este é um capítulo que propõe que você possa resgatar suas experiências de leituras diversas, possa colocá-las sob reflexão com o objetivo de retirar delas aquilo que é útil para compreender o outro e se desvencilhar daquilo que obstaculiza essa compreensão porque está contaminada por preconceitos ou falsas representações (ideias) sobre o outro, o parceiro ou o foco do trabalho.

No entanto, há algumas referências que podem ser úteis.

O livro Cultura: um conceito antropológico, de Roque de Barros Laraia,8 apresenta em uma linguagem acessível o conceito de cultura e os equívocos mais frequentes quando se adota uma leitura determinista (unidimensional) para compreender o ser humano, quer seja o determinismo biológico ou geográfico ou...

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PARTE III - TEMASTRANSVERSAIS

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PARTE III

TEMAS

TRANSVERSAIS

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CAPÍTULO 8

RELAÇÕES HUMANAS

E GRUPOS

Objetivos do capítulo

Você já imaginou viver em um lugar sem se relacionar com nenhuma outra pessoa?

Já pensou se isso é possível? Tarzan e Robinson Crusoé talvez sejam exercícios culturais dessa possibilidade, ou melhor, dessa impossibilidade. É exatamente esta a questão deste capítulo: vivemos em sociedade, convivemos com muitos “sócios”, e talvez tenhamos parado para pensar se poderíamos viver sem eles, mas poucas vezes pensamos por que é tão importante viver com eles. Este capítulo tratará das vivências e dos processos que ocorrem nas relações de convivência mais ou menos duradouras, mais ou menos

íntimas: os grupos sociais.

8.1 Introdução

Leontiev, um autor soviético que viveu durante quase todo o século XX, escreveu:

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PSICOLOGIA

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PARTE III • TEMAS TRANSVERSAIS

Bibliografia comentada

A bibliografia é vasta nas áreas do Direito, Sociologia do Direito e Filosofia. A Psicologia começa a fazer estudos mais sistemáticos sobre essa articulação. O primeiro livro sobre o tema foi publicado em 1945, Manual de Psicologia Jurídica, de Mira y Lopez,21

“[...] uma visão centrada na psicopatologia, objetivando a manutenção da inquestionável ordem pública [...]”.22

É possível encontrar na obra de Michel Foucault uma visão crítica do sistema de justiça e, particularmente, de sua aplicação: o encarceramento. Um livro que suscita questionamentos importantes para a prática profissional de psicólogos e operadores do direito de Foucault é Vigiar e punir.23 Um bom dicionário de Filosofia também auxilia na compreensão crítica de muitos conceitos de ambas as áreas. Utilizamos o Dicionário de Filosofia de Nicola Abbagnano.24 E vale a pena ler pelo menos um dos livros de Loïc

Wacquant, por exemplo, Os condenados da cidade.25 A leitura do Estatuto da Criança e do

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SUMÁRIO

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PSICOLOGIA SÉRIE EM FOCO

Parte III – Temas transversais: são conteúdos transversais relacionados às áreas de conhecimento sob a ótica da Psicologia, como o sujeito e sua relação com grupos, coletividade, meio ambiente, o mundo do trabalho, família, meios de comunicação e justiça.

Parte IV – Leitura do cotidiano a partir da Psicologia: são temas atuais que têm se tornado importantes para propor a reflexão dos profissionais e interessados em uma formação voltada para a cidadania, como ética, relações raciais, felicidade e fenômenos da contemporaneidade.

O livro é um começo de conversa e está estruturado com o objetivo de apresentar, inicialmente, a temática a ser tratada, em seguida, o conteúdo exemplificado e as considerações finais. Ao final, há sugestões de atividades que podem ajudar o leitor na construção de suas dúvidas, suposições, análises e no aprofundamento do estudo. Há referências comentadas, pois consideramos que a leitura e os debates em classe podem produzir questões que mereçam mais espaço para reflexão.

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Ant Nio Geraldo Da Silva Antonio Egidio Nardi Alexandre Paim Diaz (19)
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Capítulo 10. O diagnóstico da Esquizofrenia no presente (CID-10 e DSM-5) e no futuro (CID-11)

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CAPÍTULO 10

Helio Elkis

Itiro Shirakawa

  PONTOS-CHAVE

■O transtorno que denominamos “esquizofrenia” tem como base concepções da doença desenvolvidas no século XIX, por Kraepelin, que a denominou “demência precoce”.

■Eugen Bleuler criou o termo esquizofrenia e descreveu alguns dos sintomas considerados fundamentais para seu diagnóstico, como desorganização do pensamento e embotamento afetivo.

■Escutar vozes que argumentam, contra-argumentam e comentam atividades da pessoa, ter percepção delirante e delírios de influência, bem como o roubo e a transmissão do pensamento são sintomas descritos por Kurt Schneider.

■Kraepelin, Bleuler e Schneider influenciaram os critérios diagnósticos de esquizofrenia que surgiram nos anos 1970 e 1980, culminando nos critérios descritos na 3a edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-III), da American Psychiatric Association (APA), e em suas edições subsequentes.

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Capítulo 11. Terapia cognitiva processual

Antônio Geraldo da Silva, Antonio Egidio Nardi, Alexandre Paim Diaz Grupo A ePub Criptografado

CAPÍTULO 11

Irismar Reis de Oliveira

Daniela Ladeira Reis

Camila Seixas

  PONTOS-CHAVE

■As cognições afetam áreas clinicamente relevantes da vida diária, como emoções, comportamentos e relações interpessoais.

■As cognições podem ser avaliadas em pelo menos três níveis de processamento de informações: pensamentos automáticos (PAs), pressupostos subjacentes (PSs) e crenças nucleares (CNs), também chamadas de “esquemas”.

■A ativação de certas CNs negativas disfuncionais subjacentes pode desempenhar papel fundamental na manifestação de sintomas cognitivos, afetivos e comportamentais.

■A terapia cognitiva processual (TCP) é uma nova abordagem criada principalmente para a rees­truturação das CNs disfuncionais e inclui técnicas fundamentadas na terapia cognitivo-comportamental (TCC) de Beck e em outras abordagens psicoterápicas. Entre suas técnicas, encontra-se o Processo, que recebeu esse nome por duas razões: envolver a simulação de um processo jurídico e ser inspirado na obra homônima do escritor tcheco Franz Kafka, O processo.

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Capítulo 12. Estimulação magnética transcraniana

Antônio Geraldo da Silva, Antonio Egidio Nardi, Alexandre Paim Diaz Grupo A ePub Criptografado

CAPÍTULO 12

Mercêdes Alves

Antônio Geraldo da Silva

  PONTOS-CHAVE

■A estimulação magnética transcraniana de repetição (EMTr) é um tratamento biológico já consagrado para depressão de qualquer etiologia e vem sendo estudada para várias outras indicações.

■A técnica baseia-se na transformação da energia elétrica em magnetismo e vice-versa.

■Consiste na estimulação por uma sucessão de pulsos magnéticos com frequência de 1 a 50 Hz, sendo que a alta frequência aumenta a excitabilidade neuronal e a baixa frequência a inibe.

■Promove a neurogênese e o aumento da expressão gênica e dos fatores de proteção e de crescimento neuronal, como o fator neurotrófico derivado do cérebro (BNDF).

■Pacientes jovens sem sintomas psicóticos são bons respondedores à EMTr, enquanto idosos com sintomas psicóticos são preferencialmente bons respondedores à eletroconvulsoterapia (ECT).

■Recomendação nível A de evidência (eficácia definitiva) – efeito antidepressivo: alta frequência em córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo (CPFDLE); efeito analgésico: baixa frequência em córtex motor primário contralateral à dor e em CPFDLE também contralateral à dor.

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Capítulo 13. Psiquiatria forense

Antônio Geraldo da Silva, Antonio Egidio Nardi, Alexandre Paim Diaz Grupo A ePub Criptografado

CAPÍTULO 13

Lisieux E. de Borba Telles

Alcina Juliana Soares Barros

Gabriela de Moraes Costa

  PONTOS-CHAVE

■A psiquiatria forense tem por objeto de estudo o homem com transtorno mental, seja ele transgressor da norma jurídica, seja ele alguém necessitando de proteção jurídica.

■A atuação pericial do psiquiatra se dará mediante a necessidade de estabelecer se o periciando apresenta um diagnóstico de doença mental, transtorno da personalidade ou do desenvolvimento, bem como de determinar como essas alterações psicopatológicas afetam a execução de atos jurídicos atuais ou pretéritos.

■Segundo o Código de Ética Médica, ter atuado em algum momento como médico assistente do examinando impede o psiquiatra de exercer o encargo de perito desse sujeito.

■A curatela poderá ser levantada quando cessar a causa que a determinou.

■Havendo dúvida acerca da integridade mental do acusado de algum crime, o juiz determinará a instauração do incidente de insanidade mental e ordenará que o acusado seja submetido a exame médico-legal, o qual corresponde à perícia psiquiátrica de responsabilidade penal.

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Capítulo 14. Estigma

Antônio Geraldo da Silva, Antonio Egidio Nardi, Alexandre Paim Diaz Grupo A ePub Criptografado

CAPÍTULO 14

Vanessa Leal

Alexandre Paim Diaz

Antônio Geraldo da Silva

  PONTOS-CHAVE

■O estigma é um processo social complexo que inclui aspectos cognitivos, emocionais e comportamentais: estereótipos, preconceito e discriminação.

■O estigma em relação à doença mental tem impacto nos relacionamentos interpessoais, no acesso a emprego e na qualidade dos cuidados em saúde.

■O estigma também influencia no direcionamento de investimentos e políticas públicas em serviços de saúde mental.

■Psicoeducação, campanhas públicas e atuação da mídia podem ser empregadas no combate ao estigma.

 VINHETA CLÍNICA 14.1

M., 23 anos, sexo masculino, hospitalizado três vezes com sintomas agudos de esquizofrenia, é um exemplo de pessoa que sofre estigma decorrente de transtorno mental. Após três anos em remissão dos sintomas, vivia sozinho em sua cidade, trabalhava na recepção de um consultório odontológico e desfrutava de uma vida social ativa. Devido a uma recente recaída de sua doença, foi hospitalizado, levando 50 dias para se recuperar e retornar ao trabalho. Percebeu, porém, que sua recuperação em relação aos sintomas não era o suficiente. O dono do consultório o demitiu, pois achava, devido ao diagnóstico, que M. poderia ter uma repentina “explosão de raiva”. A família do jovem o convenceu de que precisava voltar a morar próximo da casa de seus pais, pois havia riscos de viver sozinho em uma cidade afastada. Tendo de voltar para a cidade de sua família, M. perdeu o contato com seus amigos. Mesmo após melhora dos sintomas, ele passou pela perda de emprego, amigos, moradia e rotina.

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Antonio Quinet (18)
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I. Psicose: uma Estrutura Clínica

Antonio Quinet Grupo Gen PDF Criptografado

I

PSICOSE: UMA ESTRUTURA CLÍNICA

Não é louco quem quer

Lacan era psiquiatra de formação e jamais deixou de se interessar pela psicose desde sua tese de doutorado de 1932, intitulada

“Da psicose paranoica e suas relações com a personalidade”. Esse interesse manifesta-se tanto no Seminário sobre as psicoses, em 1955, onde retoma as memórias do presidente Schreber, como no Seminário sobre “Joyce, o Sintoma”, realizado em 1975/76. Além disso, sempre recebeu psicóticos em seu consultório e fez durante toda a vida apresentações de pacientes no hospital Saint-Anne, em Paris.

Nesse mesmo hospital, ainda como residente, Lacan escreveu na sala de plantão uma frase que ficou na história: “Não é louco quem quer”. Este enunciado, que pode ser lido como “Só é louco quem pode”, já prenuncia o que será a sua postura – eminentemente freudiana – diante da loucura: abordar a psicose como algo específico e determinado, que tem sua lógica e seu rigor, e não como um estado de espírito que qualquer um pode apresentar. Trata-se de considerar a psicose como uma estrutura clínica diferente da neurose. É justamente a referência ao Édipo o divisor de águas entre o campo das neuroses e o campo das psicoses.

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II. O Outro de Schreber

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II

O OUTRO DE SCHREBER

A particularidade de o psicótico revelar, embora de forma distorcida, aquilo que o neurótico conserva em segredo1 é o que permitiu a

Freud no caso Schreber analisar o escrito de um indivíduo que jamais vira. Na psicose é a própria estrutura da linguagem do inconsciente que é revelada, e o Outro do sujeito aparece desvelado, consistente e absoluto. Tal é o caso do Outro de Schreber – esse Deus feito de linguagem e gozo.

O Nome-do-Pai no lugar do Outro

Para todo e qualquer sujeito o Outro é o tesouro de significantes, e como tal é prévio, já é dado antes mesmo do advento do sujeito.

Para a criança este lugar do Outro é inicialmente ocupado pela mãe.

Para que o indivíduo possa apropriar-se dos significantes e exercer uma função de sujeito na ordem simbólica é necessário haver inclusão do significante da lei (o Nome-do-Pai) no Outro. Lacan resume o

Édipo freudiano através da fórmula paterna em que o Nome-do-Pai substitui o Desejo da Mãe com o qual a criança se identifica como sendo o seu objeto. Trata-se da simbolização da presença-ausência da mãe representada pelo jogo do fort-da descrito por Freud em “Além do princípio do prazer”. O resultado é a inclusão do Nome-do-Pai no

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III. Que Realidade para o Louco?

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III

QUE REALIDADE PARA O LOUCO?

Estaria o louco fora da realidade? Só o neurótico teria o privilégio da realidade? Quem percebe e como percebe a realidade?

A abordagem da psicose a partir da questão do sujeito nos obriga a redefinir a própria noção da realidade percebida. O imaginário dá a forma, o molde, à nossa realidade, mas esta não se reduz a ele.1 A realidade para o homem é modelada à sua imagem, assim como o eu

é o reflexo do sujeito nos objetos do mundo. É por isso que o conhecimento a que tem acesso o eu, a partir do que percebe do mundo, é sempre paranoico, pois é a partir do eu, como se desvela na paranoia, que o sujeito concebe e conhece o mundo. Assim como o eu, o conhecimento é também paranoico, pois aí no ato de conhecer o mundo a forma do eu se reflete sem que no entanto o sujeito disso se dê conta.

É o caso do alienista Simão Bacamarte:2 a paixão taxinômica que tinha pelos doentes mentais revela-se como paixão pelo eu, que é, por definição, prenhe de delírio. Após afirmar que todos são alienados, o alienista inverte a situação e se afirma como o único alienado. O amor por si mesmo, que Freud denominou narcisismo, é equivalente ao amor pelo delírio, pois o delírio é o mundo reconstruído onde se projeta o eu do sujeito: os psicóticos, diz Freud, amam seus delírios como a si mesmos.

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IV. O Gozo na Psicose

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IV

O GOZO NA PSICOSE

Para além de uma questão preliminar

A psicose desvela “a origem sórdida do nosso ser”.1

A questão preliminar a todo tratamento possível da psicose é a questão que “nos é colocada”, diz Lacan, “pela existência do louco”. E que será por ele respondida com a foraclusão do Nome-do-Pai no lugar do Outro como condição essencial da psicose, e que tem como efeito, quando do desencadeamento, a regressão tópica ao estádio do espelho.

Trata-se, então, nesse texto de Lacan, daquilo que, no registro simbólico, vai corresponder à estrutura da psicose e seus efeitos no registro imaginário. Mas logo após o trecho em que estabelece a foraclusão Lacan afirma: “o que acabo de trazer aqui como questão preliminar a todo tratamento possível da psicose, prossegue sua dialética para além. (...)”.2

Quais são as coordenadas que existem nesse texto mesmo e que nos permitem ir além? As que estão em conexão com o aforisma correspondente à foraclusão do Nome-do-Pai: “o que está foracluído no simbólico retorna no real”.

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IX. Tratamento Psicanalítico da Psicose

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IX

TRATAMENTO PSICANALÍTICO DA PSICOSE

Que significa tratamento? Na linguagem psicanalítica significa tratamento por um intermédio de um discurso. É possível o tratamento da psicose pelo discurso do analista? Antes de chegarmos ao discurso do analista, vejamos por quais discursos o louco tem sido tratado.1

O louco nos quatro discursos

O louco é tratado pela psiquiatria, pela polícia, ou ainda, pela assistência social. A repressão trata o louco com a injunção à adaptação à norma para que ele produza trabalho. Aqui tem-se a estrutura do discurso do mestre:

S1

S/

S2 a

O agente da polícia, por exemplo, atua sobre o louco: (S1  S2) para que este produza o objeto (a) com o qual aquele poderá gozar: seja objeto de divertimento, sejam objetos de consumo produzidos pelo trabalho forçado dito terapêutico.

A psiquiatria universitária trata o louco não como sujeito, mas como objeto – de estudo, exames, cuidados, farmacopeia. Pode-se depreender da prática da psiquiatria a estrutura do discurso universitário:

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