Circe S Petersen Ricardo Wainer (38)
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Capítulo 13: Programa Friends para tratamento e prevenção de transtornos de ansiedade em crianças e adolescentes

Circe S. Petersen; Ricardo Wainer Artmed PDF Criptografado

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Programa Friends para tratamento e prevenção de transtornos de ansiedade em crianças e adolescentes

Cristina Akiko Iizuka

Paula M. Barrett

Introdução

Com frequência, a ansiedade é reconhecida como uma das formas mais prevalentes de psicopatologia infantil (Chavira, Stein, Bailey e Stein, 2004; Costello, Mustillo, Erkanli,

Keeler e Angold, 2003; Donovan e Spence,

2000; Rapee, Schniering e Hudson, 2009) e está associada a diversos outros danos psicossociais, como, por exemplo, dificuldades de relacionamento social, emocionais ou no âmbito acadêmico (Donovan e Spence, 2000).

Se não for tratada em seu estágio inicial, a ansiedade infantil pode levar ao abandono escolar e, posteriormente, limitar o desenvolvimento profissional. Além disso, pode causar aumento do uso de medicamentos, depressão e abuso de drogas durante a adolescência e vida adulta (Donovan e Spence, 2000; Rapee, Kennedy, Ingram, Edwards e Sweeney, 2005). Há estudos evidenciando a relação entre elevados níveis de ansiedade durante a infância e ocorrência de transtornos de ansiedade na vida adulta (Mattison,

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16. Terapia cognitivo‑comportamental no tratamento de adolescentes dependentes de substâncias psicoativas

Circe S. Petersen; Ricardo Wainer Artmed PDF Criptografado

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Terapia cognitivo­‑comportamental no tratamento de adolescentes dependentes de substâncias psicoativas

Renata Brasil Araujo

O início do uso de substâncias psicoativas tem ocorrido cada vez mais precocemente, havendo um aumento na prevalência do diagnóstico de dependência de substâncias – e não somente de abuso – na população de adolescentes

(Gil et al., 2008), o que gera uma preocupação constante em termos de saúde pública.

Não há muitas abordagens específicas para adolescentes dependentes ou abusadores de substâncias psicoativas; o que ocorre, na maior parte das vezes, é uma adaptação dos modelos de tratamento utilizados com adultos com essas patologias. Essa adaptação

é muito importante, devendo ser bastante criteriosa, pois o que motiva um indivíduo a usar ou interromper o uso da droga difere bastante de acordo com sua faixa etária

(Williams, Meyer e Pechansky, 2007). Um adulto talvez deseje parar de usar cocaína por medo de perder o emprego, enquanto um adolescente talvez por perceber que não conquistará “aquela garota”, que é sua colega de aula, se continuar fumando maconha...

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Capítulo 7: Transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade: tratamento farmacológico e não farmacológico

Circe S. Petersen; Ricardo Wainer Artmed PDF Criptografado

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Transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade: tratamento farmacológico e não farmacológico

Leandro Fernandes Malloy-Diniz

Marco Antônio Silva Alvarenga

Neander Abreu

Daniel Fuentes

Wellington Borges Leite

Durante o desenvolvimento na infância e na adolescência não é raro perceber o quanto crianças e jovens apresentam comportamentos considerados “problemáticos” por seus pares e por seus pais. Desobediência, desrespeito às regras de conduta básica na escola e em outros contextos, impulsividade, agressividade e baixa tolerância à frustração são exemplos desses comportamentos. Muitos se empenham em atividades prazerosas por mais tempo do que nas responsabilidades que lhes são atribuídas.

Entretanto, muitas dessas condutas tendem a desaparecer após intervenções pontuais ou mesmo ao longo da maturação, favorecendo o ajuste do indivíduo consigo mesmo e com seu meio (Ladd e Burgess, 1999).

Por outro lado, diversos problemas de ajustamento que aparecem pela primeira vez na infância prosseguem na adolescência e, muitas vezes, na idade adulta prejudicando os indivíduos em seu cotidiano, no trabalho e nas relações interpessoais (Barkley,

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4. Aportes teóricos e técnicos para intervenção em comportamentos impulsivos em crianças

Circe S. Petersen; Ricardo Wainer Artmed PDF Criptografado

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Aportes teóricos e técnicos para intervenção em comportamentos impulsivos em crianças

Circe Salcides Petersen

Ricardo Wainer

Introdução

Os comportamentos impulsivos, tanto em crianças quanto em adolescentes, são apresentados neste capítulo sob o ponto de vista compreensivo e discutidos com enfoque em diferentes variáveis que concorrem para a sua definição. Igualmente, são discutidas as principais técnicas cognitivas e comportamentais sugeridas para o tratamento dessa população, selecionadas e adaptadas predominantemente a partir de estudos baseados em evidências (Kendall e Finch, 1976; 1978;

Kendall, 2006; Knaus, 2008).

A impulsividade tem etiologia multifatorial e é recorrente nas patologias com forte substrato orgânico, como o transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) e o transtorno bipolar (TB). Outro aspecto associado ao comportamento impulsivo é a raiva e suas manifestações, embora ela pareça distinta nesses pacientes pelo modo como eles a expressam.

Os comportamentos impulsivos podem ser pensados como parte de um espectro, que vai do funcionamento de crianças

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Capítulo 1: Princípios básicos da terapia cognitivo comportamental de crianças e adolescentes

Circe S. Petersen; Ricardo Wainer Artmed PDF Criptografado

1

Princípios básicos da terapia cognitivo­‑comportamental de crianças e adolescentes

Circe Salcides Petersen

Ricardo Wainer

Desde sua fundação oficial em 1896 por

­Lightner Witmer, a psicologia clínica tem sofrido diversas evoluções, indo de mero aperfeiçoamento da técnica até mudanças radicais concernentes à inserção de novos paradigmas das psicopatologias no cenário clínico. Entre os avanços alcançados pela psicologia clínica nas últimas décadas, as psicoterapias cognitivo­‑comportamentais (TCCs), sem dúvida, ocupam lugar de destaque. Tal colocação foi obtida em decorrência de diversos fatores, dentre os quais se podem destacar a eficácia comprovada de suas técnicas no tratamento de diversas psicopatologias, bem como a retomada do psiquismo humano em toda sua complexidade como objeto de estudo e entendido como responsável pelo comportamento humano normal e patológico.

No contexto das psicoterapias, as

TCCs apresentaram, desde o final da década de 1950 e início da década de 1960

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Affonso Rosa Maria Lopes (25)
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Medium 9788536326955

4. Brincar, significação e representação

Affonso, Rosa Maria Lopes Grupo A PDF Criptografado

4

Brincar, significação e representação

Rosa Maria Lopes Affonso

Brincar

Por que, na perspectiva deste livro, é importante considerar significação e representação na perspectiva do brincar no contexto psicoterapêutico da situação ludodiagnóstica?

Conversar com a criança; dispor de materiais para conversar; compreender as dificuldades de uma criança a partir da sua expressão por meio de brinquedos são exemplos de atitudes que pressupõem um diálogo entre um adulto – no caso clínico, o terapeuta – e uma criança, quando ela, mediada pelos brinquedos, tenta dizer quais são suas preocupações, suas dificuldades, se concorda ou não em estar ali naquele contexto ludodiagnóstico. Enfim, trata­‑se de um “diálogo” em que pressupomos um tipo de linguagem.

Para o adulto que interage com a criança, é uma situação difícil, pois ele deve entender a linguagem pré­‑verbal, além da verbal, no contexto do jogo, e neste sentido, terá que contar também com um padrão de signos sobre o brinquedo que é incluído neste diálogo. A criança que recebe essa consigna pode contestar ou concordar respondendo verbalmente ou através dos materiais lúdicos. O psicoterapeuta vai interpretando as ações da criança através desse material lúdico, e pode­‑se dizer que através desse interjogo é que se entende o diálogo pré­‑verbal da criança, e também podemos verificar que algumas significações podem se impor a ele,

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15. O brinquedo e o desenho: expressão e comunicação de e com crianças – possibilidades diagnósticas e interventivas

Affonso, Rosa Maria Lopes Grupo A PDF Criptografado

15

O brinquedo e o desenho

Expressão e comunicação de e com crianças – possibilidades diagnósticas e interventivas1

Leila salomão de la plata Cury Tardivo

N

esse capítulo, farei algumas considerações a respeito das atividades lúdica e gráfica como meios de expressão de crianças e com crianças e sobre como tais atividades podem e devem fazer parte do trabalho do psicólogo, em especial no contexto clínico.

Dessa forma, pretendo apresentar como alguns autores em psicologia e psicanálise abordam e encaram o jogo e o desenho, que são formas de se aproximar de crianças e adolescentes e de conhecê­‑los. Discutirei ainda como, a partir desse encontro, podem­‑se desenvolver trabalhos interventivos, desde o psicodiagnóstico interventivo e a psicoterapia individual, em grupo, além de enquadres diferenciados, como consultas e oficinas terapêuticas.

O resumo apresentado nos próximos parágrafos faz parte da introdução teórica de uma pesquisa clínica que deu origem

à dissertação de mestrado A observação lúdica e o psicodiagnóstico compreensivo: aplicações do referencial de análise do pro­ cedimento de desenhos­‑estórias (Menichetti,

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22. A técnica lúdica na perspectiva gestáltica

Affonso, Rosa Maria Lopes Grupo A PDF Criptografado

22

A técnica lúdica na perspectiva gestáltica

Karina Okajima Fukumitsu

A

o aceitar o convite para escrever sobre o lúdico na gestalt­‑terapia percebi que se tratava de uma árdua tarefa, uma vez que precisaria associar uma paixão – o lúdico – a um dos meus maiores amores: a gestalt­‑terapia.

O atendimento de crianças é arte que envolve, entre outros aspectos: disponibilidade, percepção dos próprios limites, afetividade e tolerância a frustrações. A gestalt­‑terapia

é um campo rico para a compreensão do processo da criança, pois é uma abordagem cuja ênfase está na ampliação de awareness.

Awareness é um dos principais conceitos gestálticos, não é traduzido e aproxima­‑se da ideia de direcionar a atenção e dar­‑se conta da situação. Segundo Lilian Meyer Frazão, na apresentação à edição brasileira do livro

Gestalt­‑terapia (1997, p. 10): “Awareness refere­‑se à capacidade de aperceber­‑se do que se passa dentro de si e fora de si no momento presente, em nível corporal, mental e emocional”, ou nas palavras de Perls et al.,

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9. O sintoma no diagnóstico infantil

Affonso, Rosa Maria Lopes Grupo A PDF Criptografado

9

O sintoma no diagnóstico infantil

Rosa Maria Lopes Affonso

O

termo “sintoma” diz respeito a um fenômeno que revela uma perturbação funcional ou algum tipo de lesão; qualquer mudança provocada no organismo por uma doença e que, descrita pelo paciente, auxilia, em grau maior ou menor, a estabelecer um diagnóstico; também diz respeito à aparência ou semelhança com algo, entre outras definições.

Na ciência psicológica, o estudo dos sintomas está mais relacionado a um referencial psicopatológico, comumente oriundo da medicina. No âmbito dos transtornos mentais, essa definição ganha maior complexidade. Segundo Kaplan e Sadock

(1999), os sintomas representam variações de diferentes graus de um continuum entre saúde mental e psicopatologia. Note­‑se que teríamos que considerar as variações entre o que é normal e o que é patológico e, consequentemente, os julgamentos circunstanciais determinados pela cultura, pela sociedade, pelos costumes, por uma família ou por um indivíduo. Portanto, dependendo do momento, pode­‑se diferir na determinação dos limites da variabilidade da saúde e da doença, fazendo com que, dependendo do ambiente, um comportamento pareça sintomático ou não.

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6. O ludodiagnóstico e as técnicas projetivas expressivas

Affonso, Rosa Maria Lopes Grupo A PDF Criptografado

6

O ludodiagnóstico e as técnicas projetivas expressivas

Rosa Maria Lopes Affonso

O

ludodiagnóstico é uma técnica projetiva, geralmente utilizada em situações de psicodiagnóstico infantil. Comumente essa técnica é utilizada pelo psicólogo no primeiro encontro com a criança, após as entrevistas com os pais, no processo psicodiagnóstico, como uma das etapas de um dos conjuntos de técnicas e testes utilizados para o diagnóstico clínico.

Na literatura, a observação lúdica ou ludodiagnóstico tem como fundamentação teórica os estudos de Freud (1900; 1905;

1909; 1910; 1920; 1923) e Melanie Klein

(1921; 1923; 1928; 1930; 1932; 1955), sendo esta quem sistematizou a técnica e o valor do jogo lúdico como instrumento de investigação clínica e terapêutica (Klein,

1929; 1932; 1955). Entretanto, há vários autores que, a partir daí, sistematizaram a hora lúdica. Aberastury (1962), Efron e colaboradores (1976), Greenspan e Greenspan

(1993), Soifer (1992) são slguns exemplos.

Alguns profissionais utilizam apenas este instrumento como avaliação psicológica da criança, como é o caso de alguns psicanalistas. Outros o utilizam como um rapport com a criança, para prepará­‑la para o processo de avaliação psicológica, ou seja, antes da aplicação de alguns testes psicológicos. Outros ainda a utilizam dentro de um conjunto de procedimentos de avaliação que fará parte do conjunto de

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Amy Wenzel (10)
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Medium 9788582715017

Capítulo 1 - Evolução da terapia cognitivo-comportamental

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Evolução da terapia cognitivo-comportamental

A terapia cognitivo-comportamental, ou TCC, é uma forma de psicoterapia ativa, semiestruturada e limitada em relação ao tempo cujo objetivo é aliviar problemas de saúde mental e de adaptação, abordando padrões cognitivos e comportamentais problemáticos que causam interferência e/ou sofrimento emocional excessivo na vida. Por ativa, entende-se que o cliente e o terapeuta chegam preparados para a sessão, contribuem para a discussão e trabalham juntos, cooperativamente, para resolver os problemas de vida do cliente. Por semiestruturada, entende-se que o terapeuta normalmente traz algum tipo de esquema flexível, mas organizado, para cada sessão, bem como para o curso do tratamento, a fim de garantir que o trabalho terapêutico seja direcionado e eficiente.

Por limitada em relação ao tempo, entende-se que os clientes iniciam o tratamento com a perspectiva de que ele em algum momento acabará, que o trabalho realizado em cada sessão visa avançar o tratamento e fazer diferença em suas vidas entre as sessões e que eles poderão implementar ferramentas terapêuticas por conta própria, sem a necessidade de haver um terapeuta treinando-os.

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Medium 9788582715017

Capítulo 7 - Exposição

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Exposição

Define-se exposição como o contato sistemático e prolongado com um estímulo ou situação temida.  Trata-se de um componente fundamental do tratamento cognitivo-comportamental dos transtornos de ansiedade, do transtorno obsessivo-compulsivo

(TOC) relacionados e dos transtornos relacionados a trauma e a estressores. A reestruturação cognitiva talvez seja a estratégia mais central associada à terapia cognitivo-comportamental (TCC) em geral, porque ela decorre mais diretamente da teoria cognitiva e porque geralmente é apropriado incorporá-la ao tratamento da maioria dos problemas de saúde mental ou de adaptação. Contudo, a exposição é considerada o componente mais central no tratamento de transtornos mentais caracterizados por ansiedade e evitação. De fato, a maioria dos terapeutas cognitivo-comportamentais especializados concordaria que o tratamento cognitivo-comportamental desses transtornos seria incompleto sem a inclusão de exposição (p. ex., Arch & Craske, 2009; Deacon & Abramowitz,

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Capítulo 5 - Reestruturação cognitiva de crenças

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Reestruturação cognitiva de crenças

Muitos clientes podem encerrar o tratamento depois de adquirir habilidades para manejar o atual afeto negativo utilizando ferramentas para reestruturar pensamentos automáticos e outras técnicas descritas neste livro. Entretanto, vários também apresentam dificuldades de longa data, além de transtornos mentais crônicos e comórbidos. Em muitos casos, esses clientes exigem estratégias que vão além do controle do estresse aqui e agora. Neste último grupo, eles com frequência têm visões claramente negativas de si mesmos (p. ex., “Eu não tenho valor”), dos outros (p. ex., “As pessoas só querem se aproveitar de você”), do mundo (p. ex., “Coisas ruins acontecem, por mais que você tente evitá-las”) e do futuro (p. ex., “Estou condenado”). Os princípios da reestruturação cognitiva podem ser aplicados para remodelar essas crenças. Muitos terapeutas cognitivo-comportamentais acreditam que uma maior quantidade de mudanças na terapia cognitivo-comportamental (TCC) é obtida por meio da reestruturação de crenças que não ajudam subjacentes a pensamentos automáticos (ver J. S. Beck, 1995, 2011; Wenzel,

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Capítulo 6 - Ativação comportamental

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Ativação comportamental

Ativação comportamental (AC) é uma estratégia em que o trabalho terapêutico tem como objetivo ajudar os clientes a se envolver mais ativamente em suas vidas, aumentando a probabilidade de receberem reforço positivo por seu comportamento. De acordo com Dimidjian, Barrera, Martell, Muñoz e Lewinsohn (2011), os objetivos da AC são

(a) aumentar o engajamento em atividades adaptativas (que muitas vezes são aquelas associadas à experiência de prazer ou domínio), (b) diminuir o envolvimento em atividades que mantêm a depressão ou aumentam o risco de depressão, e (c) resolver problemas que limitam o acesso à recompensa ou mantêm ou aumentam o controle aversivo. (p. 3-4)

Os clientes aprendem a não esperar até “sentir vontade” de se envolver em determinada atividade, mas que, ao se envolverem na atividade, quer sintam vontade ou não, eles obterão um benefício antidepressivo. Em seu importante manual de tratamento, no qual descrevem a AC, Martell, Dimidjian e Herman-Dunn (2010) referiram-se a ela como uma abordagem do viver de fora para dentro, em oposição à postura anterior, de dentro para fora.

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Capítulo 4 - Reestruturação cognitiva de pensamentos automáticos

Amy Wenzel Grupo A PDF Criptografado

4

Reestruturação cognitiva de pensamentos automáticos

Reestruturação cognitiva é o processo pelo qual os terapeutas ajudam seus clientes a (a) identificar o pensamento associado ao sofrimento emocional, (b) avaliar a precisão e a utilidade desse pensamento e (c) responder de forma adaptativa a esse pensamento se o cliente concluir que ele é exagerado, impreciso ou não ajuda. Pode-se argumentar que a reestruturação cognitiva é uma das estratégias mais centrais, se não a mais central, associada à terapia cognitivo-comportamental (TCC), porque essa intervenção decorre de um princípio básico subjacente à TCC – a de que o pensamento que não ajuda desempenha um papel significativo na manutenção e na exacerbação de problemas de saúde mental. A reestruturação cognitiva pode ser aplicada à modificação de pensamentos automáticos que não ajudam específicos a uma situação e também pode ser aplicada à modelagem de crenças subjacentes que não ajudam ativadas em momentos de estresse.

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Ana Karina C R De Farias Fl Via Nunes Fonseca Lorena Bezerra Nery (115)
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Medium 9788582714720

Capítulo 7. O uso do desenho na avaliação de repertórios comportamentais de crianças

Ana Karina C. R. de-Farias; Flávia Nunes Fonseca; Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

7

O uso do desenho na avaliação de repertórios comportamentais de crianças

Cíntia Figueiredo | Ana Rita Coutinho Xavier Naves

A análise funcional representa a principal ferramenta de investigação do analista do comportamento. Independentemente da área de atuação,

é esse instrumento que permitirá ao profissional identificar variáveis de controle do comportamento-alvo (antecedentes e consequentes). A partir da compreensão da relação estabelecida entre o organismo e eventos ambientais específicos, torna-se possível a elaboração de intervenções que busquem atender às demandas terapêuticas identificadas na interação entre cliente e terapeuta.

Profissionais que trabalham de acordo com os princípios da Análise do Comportamento utilizam a análise funcional como ferramenta de coleta de dados e intervenção. Frequentemente, a bibliografia refere-se ao seu uso como ferramenta essencial no contexto clínico analítico-comportamental relacionado ao cliente adulto (Chiesa, 1994/2006; Haynes & O’Brien, 1990; Meyer,

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Medium 9788582714720

Capítulo 21. Dor crônica e terapia de aceitação e compromisso: um caso clínico

Ana Karina C. R. de-Farias; Flávia Nunes Fonseca; Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Dor crônica e terapia de aceitação e compromisso: um caso clínico1

Danielle Diniz de Sousa | Ana Karina C. R. de-Farias

A dor é provavelmente o mais primitivo sofrimento do homem, ante o qual, ao contrário do que acontece com o frio e a fome, ele fica totalmente impotente. Embora com uma conotação desagradável, a dor acaba por exercer funções fundamentais para o organismo, como alerta ou alarme, indicando que alguma coisa não está bem, além de sinalizar um desequilíbrio no organismo que desencadeia eventos fisiológicos para restaurar a homeostase (Guimarães, 1999).

Todas as pessoas, exceto os portadores de insensibilidade congênita, sabem o que é dor e já a sentiram em algum momento de sua vida. Porém,

é difícil para as pessoas descreverem a própria dor, e mais difícil ainda é conhecermos e mensurarmos a experiência de dor de outras pessoas. A dor

é uma experiência individual, com características

únicas do organismo, associada à sua história de vida e ao contexto na qual ela ocorre.

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Capítulo 14. Transtorno de pânico e terceira idade: a importância da relação terapêutica na visão analítico-comportamental

Ana Karina C. R. de-Farias; Flávia Nunes Fonseca; Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Transtorno de pânico e terceira idade: a importância da relação terapêutica na visão analítico-comportamental

Fabienne R. Soares | Ana Karina C. R. de-Farias

Os transtornos de ansiedade têm sido queixa muito frequente nos consultórios psicológicos.

A ansiedade pode ser entendida, segundo Skin­ ner (1953/2000), como uma condição resultan­ te de mudanças comportamentais caracterizadas por fortes respostas emocionais diante da previ­ são de um estímulo aversivo e da evitação desse estímulo, por meio da evocação de um compor­ tamento outrora condicionado. A ansiedade, por­ tanto, parece ser um quadro natural de reação do organismo em situação de uma possível ameaça; no entanto, quando sua intensidade ou persistên­ cia começa a causar prejuízos para a vida do indi­ víduo, esse comportamento passa a ser entendido como perturbador ou problemático, podendo le­ var ao que se considera um transtorno de ansieda­ de. Podemos verificar, na ampla categoria desse ti­ po de transtorno, que existem diversos diagnósti­ cos possíveis (Bravin & de­Farias, 2010).

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Medium 9788582714720

Capítulo 23. Análise comportamental clínica na modalidade on-line: possibilidades e desafios em um caso clínico

Ana Karina C. R. de-Farias; Flávia Nunes Fonseca; Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Análise comportamental clínica na modalidade on-line : possibilidades e desafios em um caso clínico

Juliana de Brito Patricio da Silva | Ana Karina C. R. de-Farias

Cada vez mais, a tecnologia tem ocupado espaços significativos na rotina e na sociedade humana. Pode-se afirmar que a sociedade tem se organizado para acompanhar as mudanças tecnológicas, sobretudo com o advento da internet, a rede mundial de computadores. Por meio dela, barreiras geográficas praticamente inexistem, o acesso a informações se dá de forma ágil e ampla, e a comunicação face a face dá lugar àquela mediada por uma câmera ou bate-papos, muitas vezes entre pessoas completamente desconhecidas.

Essa mudança tecnológica também tem atingido o campo das profissões e da ciência. No caso da Psicologia, não é diferente: a articulação entre a Psicologia e a Informática, apesar de recente no Brasil, já vem sendo feita nos Estados Unidos desde a década de 1960.

Segundo Prado (2005), Joseph Weizenbaum, em 1966, desenvolveu um sistema de atendimento psicológico inteligente, no qual o indivíduo se comunica com o programa por meio de texto, de modo similar ao que ocorre na terapia convencional. Esse programa, chamado ELIZA, foi feito para estudar a linguagem natural dos computadores. No entanto, as falas do computador foram baseadas nas técnicas humanistas de Carl Rogers de fornecimento de feedback ao paciente sobre aquilo que ele fala. Apesar de ter sido abandonado, tal estudo representa um marco da intervenção psicológica com o auxílio dos computadores.

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Capítulo 18. Análises funcionais molares associadas à terapia de aceitação e compromisso em um caso de transtorno obsessivo-compulsivo

Ana Karina C. R. de-Farias; Flávia Nunes Fonseca; Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Análises funcionais molares associadas à terapia de aceitação e compromisso em um caso de transtorno obsessivo-compulsivo1

José Leonardo Neves e Silva | Ana Karina C. R. de-Farias

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é um quadro de saúde caracterizado pela presença de obsessões, compulsões ou ambos os sintomas, provocando sofrimento acentuado e/ou interferindo de forma significativa na rotina, no trabalho ou no contexto social do indivíduo acometido (American Psychiatric Association, [APA],

2013/2014).

Obsessões são definidas como ideias, pensamentos, imagens ou impulsos recorrentes e persistentes, experimentados como intrusivos e perturbadores. O sujeito reconhece sua característica irracional, excessiva ou absurda, mas ainda assim vivencia intensa ansiedade e sofrimento, tendendo a procurar ignorá-las ou neutralizá-las, engajando-se em outros pensamentos ou em ações, ou seja, em compulsões. As compulsões são comportamentos repetitivos ou ritualísticos, públicos ou privados, emitidos com o objetivo de prevenir ou aliviar a ansiedade. São evidentemente excessivas ou não têm relação realista com os eventos que pretendem evitar (APA,

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Antonio De P Dua Serafim Fabiana Saffi (30)
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Capítulo 10 | Linguagem

Antonio de Pádua Serafim; Fabiana Saffi Grupo A PDF Criptografado

10

Linguagem

FABIANA SAFFI

MARIA INÊS FALCÃO

A avaliação neuropsicológica caracteriza-se pela investigação do funcionamento cognitivo e de sua relação com o comportamento humano, abrangendo as áreas da linguagem, atenção, funções executivas, praxia construtiva, memória, entre outras.

Considera dados demográficos, como idade e gênero, e aspectos biológicos, psicossociais e de desenvolvimento, permitindo a compreen­são do funcionamento neuropsi­ cológico global do sujeito (Lezak, 1999); ou seja, para se compreender a cognição do indivíduo, é necessário considerar sua história e como ele se relaciona com o meio

(Chaves, 2013).

DEFINIÇÃO

Segundo o neuropsicólogo soviético Alexander Romanovich Luria (Luria, 1981), a linguagem é uma função psicológica bastante complexa que incorpora diversos elementos, sendo uma “forma especial de comunicação social”, um “instrumento para a atividade intelectual” e um “método para regular ou organizar processos mentais humanos”. O autor ainda enfatiza que a linguagem torna o homem capaz de analisar e generalizar informações recebidas para tomar decisões e efetuar conclusões, o que a torna um “. . . método para regular

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Capítulo 23 | Aspectos neuropsicológicos emédico-legais na doença de Parkinson

Antonio de Pádua Serafim; Fabiana Saffi Grupo A PDF Criptografado

23

Aspectos neuropsicológicos e médico-legais na doença de Parkinson

JULIANA EMY YOKOMIZO

FLÁVIA CELESTINO SEIFARTH DE FREITAS

MARIA FERNANDA F. ACHÁ

DEFINIÇÃO

A doença de Parkinson (DP), também conhecida como parkinsonismo idiopático, é um transtorno do movimento. Sua primeira descrição foi feita em 1817, por James

Parkinson, que relatou os sintomas-chave da doença, como movimentos trêmulos involuntários, redução da força muscular, propensão a pender o tronco para frente e prejuízo sensorial e intelectual (Lezak, Hawieson, Bigler, & Tranel, 2012).

O diagnóstico clínico é realizado por meio do exame de sinais e sintomas e da combinação de pelo menos dois dos quatro sinais cardinais: tremor de repouso, rigidez muscular, alteração dos reflexos posturais e bradicinesia (Ferraz & Borges, 2002).

Os sintomas iniciais costumam ser vagos, tais como dor, tontura e dificuldades ao escrever e realizar tarefas repetitivas. Tremores são os sintomas mais comuns, sendo diferenciados de outros tipos de tremor por ocorrerem predominantemente em estado de repouso (Guttman, Kish, & Furukawa,

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Capítulo 30 | O contato com o periciando,os procedimentos e os documentos forenses

Antonio de Pádua Serafim; Fabiana Saffi Grupo A PDF Criptografado

30

O contato com o periciando, os procedimentos e os documentos forenses

FABIANA SAFFI

NATALI MAIA MARQUES

ANTONIO DE PÁDUA SERAFIM

No âmbito forense, o contato com o avaliando difere daquele feito com o paciente na prática clínica. Do mesmo modo, os procedimentos da perícia, apesar de terem aspectos comuns, exibem algumas peculiaridades. Este capítulo abordará o contato com o periciando, os procedimentos de avaliação e os documentos forenses.

O CONTATO COM O PERICIANDO

No atendimento clínico, o sujeito que será avaliado tem uma demanda, uma questão para a qual busca resposta. Pode até não procurar diretamente o psicólogo (vindo por indicação de um médico ou de um educador), mas para ele está claro que existe um problema que necessita ser investigado, a fim de se chegar a um diagnóstico e, em consequência, a um tratamento para sanar/amenizar sua condição.

Já no âmbito forense, essa configuração muda um pouco. O periciando não procura o profissional, nem mesmo de modo indireto. Para ele, existe apenas a certeza de que ele tem ou não tem um problema, buscando os operadores do Direito para clamar por algo. Estes – que, na visão do periciando, são os únicos que podem lhe ajudar – colocam em dúvida se o que o sujei-

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Capítulo 14 | Psicoses orgânicas

Antonio de Pádua Serafim; Fabiana Saffi Grupo A PDF Criptografado

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Psicoses orgânicas

MONICA KAYO

FABIANA SAFFI

A psicose não é patognomônica de nenhuma doença psiquiátrica: é apenas um agrupamento de sintomas que pode ocorrer em várias condições clínicas e cirúrgicas ou, ainda, ser decorrente do uso de certos medicamentos ou drogas de abuso (Dilsaver, 1992).

As psicoses orgânicas são um amplo grupo de anormalidades psicológicas e comportamentais devidas a uma lesão ou disfunção cerebral, sendo também chamadas de psicoses secundárias. As anormalidades cerebrais podem ser temporárias ou permanentes.

Deve-se sempre suspeitar de uma causa orgânica quando não houver uma indicação clara de síndrome psiquiátrica ou

“funcional”. Entretanto, conforme aumenta o conhecimento sobre as alterações bioquímicas que ocorrem no cérebro de indivíduos com transtornos psiquiátricos, mais complexa se torna a distinção entre processos orgânicos e funcionais.

A ideia de que os transtornos psicóticos podiam ser claramente divididos entre aqueles que apresentam substrato orgânico detectável e aqueles que são apenas funcionais prevaleceu por mais de um século. Isso levou a algumas interpretações errôneas no início do século XX, quando a classificação funcional foi equiparada à “psicogênica”, o que fez muitos considerarem a esquizofrenia um transtorno decorrente apenas de fatores psicológicos, como, por exemplo, a criação dada aos filhos pelos pais (Keshavan & Kaneko, 2013).

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Capítulo 28 | Simulação de déficits cognitivos

Antonio de Pádua Serafim; Fabiana Saffi Grupo A PDF Criptografado

28

Simulação de déficits cognitivos

ANTONIO DE PÁDUA SERAFIM

DANIELA PACHECO

ASPECTOS CONCEITUAIS

Esta obra tem discutido a relevância da avaliação neuropsicológica, cujo objetivo é rea­ lizar uma análise sistemática das alterações de comportamento fulcro de possíveis disfunções relativas à atividade cerebral normal, causadas por doença, lesão, estados emocionais, uso de substâncias químicas, modificações experimentais e/ou demais condições. Assim, autores como García-Domingo, Negredo-López e Fernández-Guinea (2004) já enfatizam que a neuro­ psicologia começa a ter cada vez mais peso no contexto forense.

O desempenho do neuropsicólogo especialista no domínio jurídico abrange todos os ordenamentos, e seu objetivo é avaliar os déficits neuropsicológicos de pessoas com danos cerebrais envolvidas em processos judiciais. A princípio, pode parecer paradoxal o uso da avaliação neuropsicológica para verificar a inexistência de déficits; contudo, no contexto jurídico, isso não é contraditório, pois, com os diversos objetivos e interesses, as pessoas tendem a relatar prejuízos de ordem cognitiva como forma de se beneficiar juridicamente (ganho secundário).

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