Affonso Rosa Maria Lopes (25)
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4. Brincar, significação e representação

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Brincar, significação e representação

Rosa Maria Lopes Affonso

Brincar

Por que, na perspectiva deste livro, é importante considerar significação e representação na perspectiva do brincar no contexto psicoterapêutico da situação ludodiagnóstica?

Conversar com a criança; dispor de materiais para conversar; compreender as dificuldades de uma criança a partir da sua expressão por meio de brinquedos são exemplos de atitudes que pressupõem um diálogo entre um adulto – no caso clínico, o terapeuta – e uma criança, quando ela, mediada pelos brinquedos, tenta dizer quais são suas preocupações, suas dificuldades, se concorda ou não em estar ali naquele contexto ludodiagnóstico. Enfim, trata­‑se de um “diálogo” em que pressupomos um tipo de linguagem.

Para o adulto que interage com a criança, é uma situação difícil, pois ele deve entender a linguagem pré­‑verbal, além da verbal, no contexto do jogo, e neste sentido, terá que contar também com um padrão de signos sobre o brinquedo que é incluído neste diálogo. A criança que recebe essa consigna pode contestar ou concordar respondendo verbalmente ou através dos materiais lúdicos. O psicoterapeuta vai interpretando as ações da criança através desse material lúdico, e pode­‑se dizer que através desse interjogo é que se entende o diálogo pré­‑verbal da criança, e também podemos verificar que algumas significações podem se impor a ele,

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20. O lúdico e a tendência antissocial na clínica da aprendizagem

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O lúdico e a tendência antissocial na clínica da aprendizagem

Sonia Maria B. A. Parente

N

o presente capítulo, meu objetivo é estabelecer algumas relações entre a origem e o desenvolvimento da capacidade lúdica1 e a tendência antissocial na clínica da aprendizagem baseada na contribuição do pediatra e psicanalista inglês D. W. Winnicott. Para tanto, num primeiro momento, apresentarei fragmentos do atendimento clínico realizado com um garoto de 9 anos, que apresentava uma relação disruptiva com a aprendizagem associada a atos que poderiam ser incluídos no que Winnicott denominou tendência antissocial.

Winnicott (1945; 1949; 1963-a) deixou muito claros os fundamentos que atravessam toda sua obra na frase “um bebê é algo que não existe”. Com essa afirmação, ele pretendia assinalar o papel determinante do outro (do ambiente) e do fator maturacional na constituição e integração das diferentes dimensões do ser humano ao longo do tempo. Assim, para compreender a origem e o desenvolvimento de qualquer capacidade psíquica, inclusive a que me

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2. Atitude lúdica e expansão da consciência

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Atitude lúdica e expansão de consciência

Walter Trinca

A

atitude lúdica diz respeito a uma disposição mental considerada livre por excelência, tendo por paradigma o brincar da criança que frui em liberdade o prazer de se entregar a seus objetos de relacionamento, entretenimento e divertimento. Esta atitude tem sido associada à atitude psicanalítica, especialmente depois que Winnicott (1975) ressaltou que a psicanálise foi desenvolvida como uma forma altamente especializada do brincar. Antes dele, Freud havia formulado o princípio da associação livre, em correspondência com o conceito de atenção flutuante, de que Ferenczi (1966) fez uso para introduzir o que chamou de elasticidade da técnica psicanalítica. Essas são formas de atitude lúdica, assim como o são, sem dúvida, a atitude analítica sem memórias, sem desejos e sem necessidades de compreensões, proposta por Bion (1973), e aquela que coloca o analista nas condições de ressonância tonal aos afetos, considerada por Fedida (1986).

O ser interior

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18. O ludodiagnóstico no contexto jurídico

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O ludodiagnóstico no contexto jurídico

Claudia Anaf

Dagmar Menichetti

Roberto Evangelista

F

requentemente, a Psicologia tem sido cha­mada pelo Poder Judiciário, pelo Ministério Público, pelos centros de perícias médico­‑forenses e pelas instituições jurídicas em geral para aclarar os dramas da vida humana e dirimir controvérsias que se assinalam no campo psicoforense, a fim de elaborar diagnósticos, instruir os autos do inquérito policial e oferecer subsídios especializados às autoridades requisitantes dos ministérios públicos e tribunais de Justiça

(Evangelista, 2000; Evangelista e Menezes,

1999). Neste particular, evidencia­‑se cada vez mais uma contribuição do psicólogo para o sistema de justiça e uma intersecção possível entre as duas ciências – Psicologia e

Direito – respectivamente entre o mundo do ser (mundo psicológico, identidade, subjetividade, psíquico, etc.) e o mundo do dever ser (mundo das normas, leis, regras, etc.).

Em particular, na área da infância e juventude, cada vez mais são reconhecidos o saber psicológico e a relevância da avaliação psicológica para a confecção de pareceres técnicos. No Ministério Público, esta atuação se verifica no decorrer da instrução criminal visando obter subsídios para o processo crime requerido pelo promotor de justiça. Nos tribunais de Justiça, os psicólogos realizam perícias e pareceres psicológicos

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10. A análise do procedimento ludodiagnóstico segundo o referencial teórico psicanalítico

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10

A análise do procedimento ludodiagnóstico segundo o referencial teórico psicanalítico

Rosa Maria Lopes Affonso

A

análise do ludodiagnóstico vai depender da abordagem teórica do examinador ou dos objetivos para os quais foi utilizada.

Caso tenha sido utilizada como rapport, a análise vai ser voltada para o estabelecimento do vínculo. Caso sua utilização seja para avaliação psicológica ou para o estabelecimento e escolha de testes, a observação será dirigida para a análise do desenvolvimento motor, afetivo, cognitivo ou social.

Por exemplo, para verificar se o problema é motor é necessário observar como a criança utiliza os materiais, se é destra, se os materiais caem, se os movimentos são irruptivos, hipotônicos, hipercinéticos, etc. Outros profissionais estabelecem, inclusive, análises de categorias de comportamento apoiados nas várias teorias de desenvolvimento, como por exemplo, Greenspan e Greenspan (1993).

Kornblit (1976) dá ênfase à observação da sequência da interação lúdica e, entre outros, sugere a identificação do momento inicial, do de máxima expressão lúdica, bem como do final da hora lúdica, considerando a interação em subsistemas, nos quais podem variar a quantidade de material utilizado e o tipo.

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Amy Wenzel (10)
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Medium 9788582715017

Capítulo 9 - Aceitação e mindfulness

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Aceitação e mindfulness

A TCC é uma terapia orientada à ação, e nesse enquadramento está implícito que os clientes têm o potencial de realizar uma grande mudança. De fato, muito do que foi escrito neste livro centrou-se em estratégias para mudar os pensamentos dos clientes, suas crenças subjacentes, seu envolvimento em suas próprias vidas, suas tendências de evitação e desregulação emocional e sua intolerância ao mal-estar. É verdade que muitos buscam a TCC porque querem fazer mudanças substanciais em suas vidas e saem satisfeitos por terem feito essas mudanças.

Contudo, um foco exclusivo na mudança nem sempre é útil ou mesmo desejável.

Ele tem o potencial de ser invalidante, transmitindo aos clientes a mensagem de que eles são anormais e não estão bem. Um grande número dos que procuram psicoterapia estão suportando estressores de vida muito reais, os quais a maioria das pessoas acharia inquietantes e difíceis de enfrentar, então há vários aspectos da conceitualização de caso apontando mais para problemas em seus ambientes do que propriamente para problemas com eles. Outros acham que, quanto mais se esforçam para mudar, mais o problema que estão tentando resolver na terapia torna-se entrincheirado. A partir da década de

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Capítulo 1 - Evolução da terapia cognitivo-comportamental

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Evolução da terapia cognitivo-comportamental

A terapia cognitivo-comportamental, ou TCC, é uma forma de psicoterapia ativa, semiestruturada e limitada em relação ao tempo cujo objetivo é aliviar problemas de saúde mental e de adaptação, abordando padrões cognitivos e comportamentais problemáticos que causam interferência e/ou sofrimento emocional excessivo na vida. Por ativa, entende-se que o cliente e o terapeuta chegam preparados para a sessão, contribuem para a discussão e trabalham juntos, cooperativamente, para resolver os problemas de vida do cliente. Por semiestruturada, entende-se que o terapeuta normalmente traz algum tipo de esquema flexível, mas organizado, para cada sessão, bem como para o curso do tratamento, a fim de garantir que o trabalho terapêutico seja direcionado e eficiente.

Por limitada em relação ao tempo, entende-se que os clientes iniciam o tratamento com a perspectiva de que ele em algum momento acabará, que o trabalho realizado em cada sessão visa avançar o tratamento e fazer diferença em suas vidas entre as sessões e que eles poderão implementar ferramentas terapêuticas por conta própria, sem a necessidade de haver um terapeuta treinando-os.

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Capítulo 5 - Reestruturação cognitiva de crenças

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5

Reestruturação cognitiva de crenças

Muitos clientes podem encerrar o tratamento depois de adquirir habilidades para manejar o atual afeto negativo utilizando ferramentas para reestruturar pensamentos automáticos e outras técnicas descritas neste livro. Entretanto, vários também apresentam dificuldades de longa data, além de transtornos mentais crônicos e comórbidos. Em muitos casos, esses clientes exigem estratégias que vão além do controle do estresse aqui e agora. Neste último grupo, eles com frequência têm visões claramente negativas de si mesmos (p. ex., “Eu não tenho valor”), dos outros (p. ex., “As pessoas só querem se aproveitar de você”), do mundo (p. ex., “Coisas ruins acontecem, por mais que você tente evitá-las”) e do futuro (p. ex., “Estou condenado”). Os princípios da reestruturação cognitiva podem ser aplicados para remodelar essas crenças. Muitos terapeutas cognitivo-comportamentais acreditam que uma maior quantidade de mudanças na terapia cognitivo-comportamental (TCC) é obtida por meio da reestruturação de crenças que não ajudam subjacentes a pensamentos automáticos (ver J. S. Beck, 1995, 2011; Wenzel,

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Capítulo 7 - Exposição

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7

Exposição

Define-se exposição como o contato sistemático e prolongado com um estímulo ou situação temida.  Trata-se de um componente fundamental do tratamento cognitivo-comportamental dos transtornos de ansiedade, do transtorno obsessivo-compulsivo

(TOC) relacionados e dos transtornos relacionados a trauma e a estressores. A reestruturação cognitiva talvez seja a estratégia mais central associada à terapia cognitivo-comportamental (TCC) em geral, porque ela decorre mais diretamente da teoria cognitiva e porque geralmente é apropriado incorporá-la ao tratamento da maioria dos problemas de saúde mental ou de adaptação. Contudo, a exposição é considerada o componente mais central no tratamento de transtornos mentais caracterizados por ansiedade e evitação. De fato, a maioria dos terapeutas cognitivo-comportamentais especializados concordaria que o tratamento cognitivo-comportamental desses transtornos seria incompleto sem a inclusão de exposição (p. ex., Arch & Craske, 2009; Deacon & Abramowitz,

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Capítulo 4 - Reestruturação cognitiva de pensamentos automáticos

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4

Reestruturação cognitiva de pensamentos automáticos

Reestruturação cognitiva é o processo pelo qual os terapeutas ajudam seus clientes a (a) identificar o pensamento associado ao sofrimento emocional, (b) avaliar a precisão e a utilidade desse pensamento e (c) responder de forma adaptativa a esse pensamento se o cliente concluir que ele é exagerado, impreciso ou não ajuda. Pode-se argumentar que a reestruturação cognitiva é uma das estratégias mais centrais, se não a mais central, associada à terapia cognitivo-comportamental (TCC), porque essa intervenção decorre de um princípio básico subjacente à TCC – a de que o pensamento que não ajuda desempenha um papel significativo na manutenção e na exacerbação de problemas de saúde mental. A reestruturação cognitiva pode ser aplicada à modificação de pensamentos automáticos que não ajudam específicos a uma situação e também pode ser aplicada à modelagem de crenças subjacentes que não ajudam ativadas em momentos de estresse.

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Ana Karina C R De Farias Fl Via Nunes Fonseca Lorena Bezerra Nery (46)
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Medium 9788582714720

Capítulo 19. Intervenções clínicas em um caso de comportamentos autolesivos: um estudo de caso

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

19

Intervenções clínicas em um caso de comportamentos autolesivos: um estudo de caso

Cecília Maria Araújo Silva | André Lepesqueur Cardoso

É possível encontrar na literatura da Psicologia

(Almeida & Horta, 2010) várias denominações para o conceito de comportamentos de violência autodirigida, como automutilação, autolesão e autoagressão. Não há um consenso sobre qual

é o termo mais adequado. No Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, em sua quinta edição (American Psychiatric Association

[APA], 2013/2014), o comportamento de autolesão não é conceituado como um transtorno mental, mas como um sintoma de uma patologia, estando relacionado ao transtorno da personalidade borderline, transtorno obsessivo-compulsivo, tricotilomania e transtorno do controle de impulsos sem outras especificações. Segundo Giusti (2013), as formas mais frequentes de autolesão/ automutilação são cortes superficiais, arranhões, mordidas, bater parte do corpo contra a parede e lesionar ferimentos de forma a agravar a intensidade das lesões. Para Klonsky (2011), as áreas que são mais comuns a serem lesionadas são braços, pernas, barriga e áreas frontais do corpo que são de fácil acesso. No contexto do presente capítulo, será utilizado o termo “autolesão” como classes de resposta do indivíduo que provocam lesões físicas em seu próprio corpo.

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Capítulo 19. Intervenções clínicas em um caso de comportamentos autolesivos: um estudo de caso

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Intervenções clínicas em um caso de comportamentos autolesivos: um estudo de caso

Cecília Maria Araújo Silva | André Lepesqueur Cardoso

É possível encontrar na literatura da Psicologia

(Almeida & Horta, 2010) várias denominações para o conceito de comportamentos de violência autodirigida, como automutilação, autolesão e autoagressão. Não há um consenso sobre qual

é o termo mais adequado. No Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, em sua quinta edição (American Psychiatric Association

[APA], 2013/2014), o comportamento de autolesão não é conceituado como um transtorno mental, mas como um sintoma de uma patologia, estando relacionado ao transtorno da personalidade borderline, transtorno obsessivo-compulsivo, tricotilomania e transtorno do controle de impulsos sem outras especificações. Segundo Giusti (2013), as formas mais frequentes de autolesão/ automutilação são cortes superficiais, arranhões, mordidas, bater parte do corpo contra a parede e lesionar ferimentos de forma a agravar a intensidade das lesões. Para Klonsky (2011), as áreas que são mais comuns a serem lesionadas são braços, pernas, barriga e áreas frontais do corpo que são de fácil acesso. No contexto do presente capítulo, será utilizado o termo “autolesão” como classes de resposta do indivíduo que provocam lesões físicas em seu próprio corpo.

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Capítulo 12. Deficiência: uma leitura analítico-comportamental, da topografia à intimidade

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Deficiência: uma leitura analítico-comportamental, da topografia à intimidade

Clarissa Grasiella da Silva Câmara | Lorena Bezerra Nery

O presente capítulo tem o objetivo de apresentar os desafios e progressos no atendimento psicoterapêutico individual analítico-comportamental, em clínica-escola, de um adolescente com deficiência, adquirida na gestação, e com dificuldades escolares. Para tanto, serão apresentados os diagnósticos tradicionais dados ao jovem, as particularidades do caso e a participação da rede de apoio mais próxima no formato de uma formulação comportamental construída durante quase dois anos de processo psicoterapêutico.

A deficiência, denominada mielomeningocele ou espinha bífida, está relacionada ao defeito do fechamento do tubo neural durante a gestação. É ocasionada por fatores genéticos e ambientais. Ela poderá ser a fonte de diversas sequelas neurológicas e motoras determinadas pela localidade da coluna na qual ocorre a má-formação e pela magnitude das lesões no conteúdo do sistema nervoso (Andrade, Nomura, Barini,

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Capítulo 21. Dor crônica e terapia de aceitação e compromisso: um caso clínico

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Dor crônica e terapia de aceitação e compromisso: um caso clínico1

Danielle Diniz de Sousa | Ana Karina C. R. de-Farias

A dor é provavelmente o mais primitivo sofrimento do homem, ante o qual, ao contrário do que acontece com o frio e a fome, ele fica totalmente impotente. Embora com uma conotação desagradável, a dor acaba por exercer funções fundamentais para o organismo, como alerta ou alarme, indicando que alguma coisa não está bem, além de sinalizar um desequilíbrio no organismo que desencadeia eventos fisiológicos para restaurar a homeostase (Guimarães, 1999).

Todas as pessoas, exceto os portadores de insensibilidade congênita, sabem o que é dor e já a sentiram em algum momento de sua vida. Porém,

é difícil para as pessoas descreverem a própria dor, e mais difícil ainda é conhecermos e mensurarmos a experiência de dor de outras pessoas. A dor

é uma experiência individual, com características

únicas do organismo, associada à sua história de vida e ao contexto na qual ela ocorre.

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Capítulo 22. Psicoterapia comportamental pragmática aplicada a um caso de dores de cabeça psicossomáticas

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Psicoterapia comportamental pragmática aplicada a um caso de dores de cabeça psicossomáticas

Carlos Augusto de Medeiros

Os sintomas corporais de origem psicológica sempre se constituíram em um intrigante assunto dentro da Psicologia Clínica e da Psiquiatria.

Desde as chocantes demonstrações feitas por

Freud de analgesias, paralisias, cegueiras, entre outros sintomas sem etiologia fisiológica, os interessados em Psicologia são fascinados com a chamada psicossomática. A relação entre o corpo e a psique/mente é particularmente misteriosa quando se presume o corpo como sendo de natureza física, e a mente, de natureza metafísica.

Daí surge o problema filosófico acerca de como eventos físicos e metafísicos afetam um ao outro se são de naturezas distintas.

De acordo com Skinner (1953/1994), muitas explicações em Psicologia sugerem uma relação causal entre eventos metafísicos e físicos, o que ele considera mentalismo. Explicar uma cegueira sem comprometimento no aparato fisiológico por uma histeria representa um exemplo de mentalismo. Para Skinner (1953/1994), esse tipo de explicação, além de não acrescentar informações úteis à análise, pode encerrar a investigação e, consequentemente, impedir a identificação dos fatores realmente relevantes quanto à determinação do evento comportamental em questão.

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Antonio De P Dua Serafim Fabiana Saffi (30)
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Medium 9788582711811

Capítulo 4 | A perícia em saúde mental

Antonio de Pádua Serafim; Fabiana Saffi Grupo A PDF Criptografado

4

A perícia em saúde mental

ANTONIO DE PÁDUA SERAFIM

FABIANA SAFFI

A individualidade de cada pessoa e a consequente qualidade dessa singularidade permeiam uma variedade de questionamentos relacionados a direitos, deveres, autonomia, responsabilidade e capacidade.

A complexidade dessas indagações provoca maior perplexidade quando envolve violência. Nota-se, hoje, que ações criminosas como o homicídio vêm crescendo entre os menores de 18 anos e em pessoas que, na concepção sociocultural, seriam consideradas “normais”. O fator motivacional de comportamentos tão extremos é uma questão de difícil compreensão, que sugere investigações igualmente complexas e reflexões multifatoriais acerca da correlação entre uma possível psicopatologia e a conduta antissocial.

A ausência de sentimentos morais, éticos e altruístas, que impulsiona alguns indivíduos a cometer crimes com requintes extremados de brutalidade e crueldade, de fato nos remete a uma estigmatizante associação entre doença mental grave e violência. Em muitos casos que envol­vem homicídio, as características citadas estão presentes, provocando reações impactantes na sociedade em geral e demandando uma possível explicação para tamanha barbárie.

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Capítulo 30 | O contato com o periciando,os procedimentos e os documentos forenses

Antonio de Pádua Serafim; Fabiana Saffi Grupo A PDF Criptografado

30

O contato com o periciando, os procedimentos e os documentos forenses

FABIANA SAFFI

NATALI MAIA MARQUES

ANTONIO DE PÁDUA SERAFIM

No âmbito forense, o contato com o avaliando difere daquele feito com o paciente na prática clínica. Do mesmo modo, os procedimentos da perícia, apesar de terem aspectos comuns, exibem algumas peculiaridades. Este capítulo abordará o contato com o periciando, os procedimentos de avaliação e os documentos forenses.

O CONTATO COM O PERICIANDO

No atendimento clínico, o sujeito que será avaliado tem uma demanda, uma questão para a qual busca resposta. Pode até não procurar diretamente o psicólogo (vindo por indicação de um médico ou de um educador), mas para ele está claro que existe um problema que necessita ser investigado, a fim de se chegar a um diagnóstico e, em consequência, a um tratamento para sanar/amenizar sua condição.

Já no âmbito forense, essa configuração muda um pouco. O periciando não procura o profissional, nem mesmo de modo indireto. Para ele, existe apenas a certeza de que ele tem ou não tem um problema, buscando os operadores do Direito para clamar por algo. Estes – que, na visão do periciando, são os únicos que podem lhe ajudar – colocam em dúvida se o que o sujei-

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Medium 9788582711811

Capítulo 24 | Traumatismo craniencefálico

Antonio de Pádua Serafim; Fabiana Saffi Grupo A PDF Criptografado

24

Traumatismo craniencefálico

ANA JÔ JENNINGS MORAES

ANTONIO DE PÁDUA SERAFIM

A ação humana deriva dos contextos bio­ lógico, ambiental e psíquico. A expressão da atitude humana implica aprovações, reprovações, reforços e aceitação do outro e da sociedade, e o padrão dessas ações e atitudes caracteriza o comportamento. Este, por sua vez, determinará o grau da relação do indivíduo com os meios físico e social.

Para que possamos compreender os fatores eliciadores, reforçadores e mantenedores do comportamento, precisamos identificar suas causas e consequências.

Vários fatores podem modificar o comportamento, como, por exemplo, o traumatismo craniencefálico (TCE), objeto de análise deste capítulo. O TCE é um tipo de lesão encefálica adquirida que apresenta grande expressão no panorama mundial da medicina. É considerado um problema de saúde pública, uma vez que se configura como uma das principais causas de lesão cerebral e apresenta altos índices de morbidade e mortalidade. O TCE é um tipo de agressão imposta ao organismo, podendo desencadear consequências devastadoras e acarretar drástica ruptura nas atividades desempenhadas na vida do indivíduo e de seus familiares (Hyder, Wunderlich, Puvanachandra, Gururaj, & Kobusingye, 2007). Por acometer uma região funcional de suma importância, que está no centro de controle de todas as funções do organismo, esse tipo de trauma pode causar graves prejuízos funcionais e gerar

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Capítulo 28 | Simulação de déficits cognitivos

Antonio de Pádua Serafim; Fabiana Saffi Grupo A PDF Criptografado

28

Simulação de déficits cognitivos

ANTONIO DE PÁDUA SERAFIM

DANIELA PACHECO

ASPECTOS CONCEITUAIS

Esta obra tem discutido a relevância da avaliação neuropsicológica, cujo objetivo é rea­ lizar uma análise sistemática das alterações de comportamento fulcro de possíveis disfunções relativas à atividade cerebral normal, causadas por doença, lesão, estados emocionais, uso de substâncias químicas, modificações experimentais e/ou demais condições. Assim, autores como García-Domingo, Negredo-López e Fernández-Guinea (2004) já enfatizam que a neuro­ psicologia começa a ter cada vez mais peso no contexto forense.

O desempenho do neuropsicólogo especialista no domínio jurídico abrange todos os ordenamentos, e seu objetivo é avaliar os déficits neuropsicológicos de pessoas com danos cerebrais envolvidas em processos judiciais. A princípio, pode parecer paradoxal o uso da avaliação neuropsicológica para verificar a inexistência de déficits; contudo, no contexto jurídico, isso não é contraditório, pois, com os diversos objetivos e interesses, as pessoas tendem a relatar prejuízos de ordem cognitiva como forma de se beneficiar juridicamente (ganho secundário).

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Capítulo 11 | Emoção

Antonio de Pádua Serafim; Fabiana Saffi Grupo A PDF Criptografado

11

Emoção

ANA JÔ JENNINGS MORAES

ANTONIO DE PÁDUA SERAFIM

Nossa compreensão acerca da influência da emoção sobre as funções cognitivas de ordem superior, como atenção, compreensão, fala/linguagem, memória, orientação espaçotemporal, cálculo, julgamento, capacidade de planejamento e tomada de decisão, vem crescendo com as pesquisas, importantes tanto na aplicação clínica como no contexto forense. Embora não haja um consenso, os autores em geral concordam que a emoção configura-se como um fenômeno multifatorial complexo que exerce importante influência sobre o comportamento humano, possibilitando ou não a adaptação deste ao meio (Bradley &

Lang, 2000).

A emoção representa um estado de excitação do organismo que se expressa diferentemente em três dimensões (Krech &

Crutchfield, 1973): a) a experiência emocional, que seria a vivência cognitiva e afetiva de uma situação b) o comportamento emocional, que engloba o padrão de ações do indivíduo c) as alterações fisiológicas, ou a ativação do sistema nervoso autônomo (Krech

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Aristides Volpato Cordioli Org Eugenio Horacio Grevet Org (46)
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Capítulo 38. Terapia cognitivo-comportamental no tratamento dos transtornos relacionados a trauma e a estressores

Aristides Volpato Cordioli (Org.), Eugenio Horacio Grevet (Org.) Grupo A PDF Criptografado

Terapia cognitivo-comportamental no tratamento dos transtornos relacionados a trauma e a estressores

38

Saulo Gantes Tractenberg

Gustavo Ramos Silva

Christian Haag Kristensen

Rodrigo Grassi-Oliveira

Neste capítulo, são discutidos os critérios diagnósticos dos transtornos de estresse agudo

(TEA) e estresse pós-traumático (TEPT), bem como as modificações que ocorreram no Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, quinta edição (DSM-5), em relação à quarta edição (DSM-IV). São apresentados os principais modelos teóricos explicativos desses transtornos, como a teoria do processamento emocional e o modelo cognitivo de Ehlers e Clark.

As evidências de eficácia dos protocolos de terapia mais indicados (incluindo terapia de exposição, reestruturação cognitiva e dessensibilização e reprocessamento por movimentos oculares [EMDR]) são discutidas, e um protocolo de terapia cognitivo-comportamental (TCC) focada em trauma é exposto detalhadamente, com atenção para as particularidades do atendimento de crianças. São descritas outras intervenções focadas em trauma: EMDR e exposição com realidade virtual. Por fim, são debatidas as questões em aberto e áreas de pesquisa atuais.

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Medium 9788582715277

Capítulo 9. Evidências em psicoterapia

Aristides Volpato Cordioli (Org.), Eugenio Horacio Grevet (Org.) Grupo A PDF Criptografado

Evidências em psicoterapia

9

Mário Tregnago Barcellos

Lúcio Cardon

Christian Kieling 

Por meio de uma revisão de aspectos clínicos, de pesquisa e de evidências referentes ao campo das psicoterapias, este capítulo busca fornecer substrato para uma melhor compreensão do processo de construção do conhecimento científico psicoterápico. Esse mergulho, ainda que parcial, tendo em vista a imensidão do tema, pode ajudar a fazer de nós não apenas leitores e consumidores de publicações e evidências, mas leitores críticos e consumidores criteriosos capazes de identificar o que pode ser realmente transferido da literatura para o dia a dia da atividade clínica.

Hoje, há um número crescente de intervenções psicoterápicas, bem como uma série de sub­ divisões técnicas e teóricas dentro das formas clássicas de psicoterapia. Essa realidade, asso­ ciada aos diversos campos do conhecimento interessados na psicoterapia e ao aumento de pesquisadores e publicações que abordam a efi­ cácia dos tratamentos, torna praticamente in­ viável a realização de uma catalogação de todos os estudos e revisões.1 O montante de literatura sobre o assunto, bem como a escassez parado­ xal de boas evidências, dificulta, de certa forma, responder à pergunta frequentemente formula­ da: “Qual a melhor técnica de psicoterapia para cada transtorno mental?”.

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Medium 9788582715277

Capítulo 44. Transtornos de sintomas somáticos e transtornos relacionados

Aristides Volpato Cordioli (Org.), Eugenio Horacio Grevet (Org.) Grupo A PDF Criptografado

44

Transtornos de sintomas somáticos e transtornos relacionados

Alexandre Annes Henriques

Maria Cristina Garcia Vasconcellos

Sandra Machado Wolffenbüttel

Neste capítulo, são apresentadas as principais abordagens psicoterápicas para os transtornos de sintomas somáticos e transtornos relacionados (TSSTR): a psicoterapia de orientação analítica (POA) e a terapia cognitivo-comportamental (TCC). Além disso, é descrita a forma como cada uma dessas abordagens compreende o funcionamento psíquico desses pacientes, embasando, assim, sua técnica, bem como as evidências clínicas que respaldam o emprego dessas modalidades psicoterapêuticas. Também são apresentados casos clínicos para ilustrar as diferentes perspectivas de tais modalidades.

Queixas físicas sem uma aparente causa orgânica são frequentes nos serviços de saúde, mas a medicina ainda apresenta bastante dificuldade em conceituá-las e classificá-las. 

A categoria da quinta edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais

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Medium 9788582715277

Capítulo 15. Psicoterapia baseada na mentalização

Aristides Volpato Cordioli (Org.), Eugenio Horacio Grevet (Org.) Grupo A PDF Criptografado

15

Psicoterapia baseada na mentalização

Christian Kieling

Simone Hauck

A teoria da mentalização foi desenvolvida a partir da integração da teoria psicanalítica com as pesquisas do desenvolvimento e achados da neurociência. A capacidade de mentalizar envolve a compreensão de si mesmo e dos outros de forma implícita e explícita. Baseia-se na ideia de perceber e interpretar o comportamento humano em relação aos estados mentais intencionais (p. ex., necessidades, desejos, sentimentos, crenças, objetivos, propósitos, razões). A habilidade de mentalizar se desenvolve no contexto de uma relação de apego e está diretamente ligada à capacidade do cuidador de dar significado aos estados mentais do bebê/da criança e de comunicar essa compreensão de volta para o bebê/a criança por meio do espelhamento contingente marcado. Falhas na mentalização estão relacionadas a diversos transtornos psiquiátricos que envolvem patologias do self, como os transtornos da personalidade borderline (TPB) e antissocial, os transtornos alimentares, a depressão e o trauma. A melhora da mentalização pressupõe maior capacidade de regulação do afeto, controle de impulsos e assertividade. A terapia baseada na mentalização (TBM) propõe uma estrutura que organiza as intervenções conforme o entendimento do desenvolvimento e adverte claramente sobre técnicas psicoterápicas que podem ser prejudiciais na vigência de patologia central associada à mentalização. Neste capítulo, são revisadas as bases teóricas que deram origem à TBM e seus desenvolvimentos, as características desse tipo de tratamento e sua aplicação, bem como evidências disponíveis e perspectivas futuras.

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Medium 9788582715277

Capítulo 8. O local onde ocorrem as psicoterapias: descrevendo os diferentes settings psicoterápicos

Aristides Volpato Cordioli (Org.), Eugenio Horacio Grevet (Org.) Grupo A PDF Criptografado

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O local onde ocorrem as psicoterapias: descrevendo os diferentes settings psicoterápicos

Eugenio Horacio Grevet

Fernando M. Schneider

Gabriela Lotin Nuernberg

Gustavo Schestatsky

Aristides Volpato Cordioli

Neste capítulo, abordamos os limites físicos onde os diferentes tipos de psicoterapias ocorrem. Primeiramente, vamos descrever aspectos arquitetônicos e construtivos gerais que estão associados a melhora no estado emocional do paciente e a resultados mais satisfatórios das psicoterapias. Entre essas características, tratamos de elementos como acessibilidade, cores do ambiente, iluminação e mobília. Posteriormente, caracterizamos os espaços físicos onde os principais tipos de psicoterapias ocorrem, à luz das necessidades técnicas dessas diferentes modalidades. Nesse sentido, expomos as características de salas destinadas ao atendimento grupal, familiar, de crianças e adolescentes, assim como daqueles espaços destinados aos dois principais tipos de psicoterapias individuais, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) e a psicoterapia de orientação analítica (POA). Além disso, especificamos alguns aspectos do consultório das psicoterapias no espaço virtual.

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