Aaron T Beck Neil A Rector Neal Stolar Paul Grant (14)
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10. Avaliação e Terapia Cognitivas para Alucinações Auditivas

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Avaliação e Terapia Cognitivas para Alucinações Auditivas

Os pacientes relatam uma série de fenômenos auditivos, incluindo material não verbal como música, campainhas, batidas e coisas do gênero, embora a terapia cognitiva busque especificamente ajudar pacientes com perturbações criadas pela experiência de ouvir vozes. Ainda que a abordagem da terapia cognitiva se concentre nas alucinações auditivas, as estratégias podem ser facilmente modificadas para tratar fenômenos alucinatórios em outras modalidades.

Neste capítulo, apresentamos estratégias para o tratamento cognitivo das alucinações na forma de vozes. A abordagem baseia-se na conceituação cognitiva apresentada no

Capítulo 4. Conforme detalhado, as expectativas, avaliações, crenças e pressupostos cognitivos são cruciais para o desenvolvimento, a persistência e a natureza perturbadora das vozes. O modelo cognitivo conceitua as vozes como pensamentos automáticos externalizados. Desse modo, o conteúdo das vozes é composto essencialmente de pensamentos do fluxo de consciência que “saltam” e são vivenciados como vozes externas. O paciente desenvolve uma variedade de crenças não delirantes (“serei hospitalizado”) e delirantes sobre as origens, o significado e o poder das vozes que, por sua vez, contribuem diretamente para a perturbação que ele sente. Além disso, as reações comportamentais à atividade das vozes tam-

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4. A Conceituação Cognitiva das Alucinações Auditivas

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A Conceituação Cognitiva das Alucinações Auditivas

Um homem branco de 28 anos foi encaminhado para tratamento após ter tido duas hospitalizações. No momento da admissão, ele estava moderadamente deprimido e reclamava de ouvir vozes por meio da ventilação do consultório. O período que antecedeu à sua psicose foi marcado por dois episódios depressivos graves, durante os quais estava suicida e necessitou de hospitalização. Durante um desses episódios, pensou ter ouvido a voz do seu pai criticando-o e chamando-o de bicha e veado. Posteriormente, começou a ouvir vozes onde quer que fosse, e elas gradualmente se transformaram nas vozes de duas crianças, de 12 e 6 anos. Essas vozes comentavam entre si sobre como ele era fraco e também continuavam a chamá-lo de fruta, bicha e veado.

Alguns sinais da origem do conteúdo das vozes estavam evidentes em seu histórico passado. Seu pai, que era bastante forte e atlético, o depreciava por causa da sua falta de capacidade atlética. Ele mesmo criticava o seu desajeitamento e inaptidão geral.

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2. Contribuições Biológicas

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Contribuições Biológicas

Existem várias razões que explicam por que os aspectos biológicos da esquizofrenia podem ser importantes para entender e utilizar os princípios e técnicas da terapia cognitiva na conceituação e tratamento desse transtorno. Primeiramente, reconhecer os múltiplos fatores envolvidos na etiologia da esquizofrenia pode alertar o profissional para limitações no uso da terapia cognitiva no seu tratamento. Conexões neurais inadequadas baseadas na disposição genética, alterações na transmissão neuroquímica e mudanças na atividade de certas regiões cerebrais podem limitar o grau do êxito das tentativas de mudar as crenças dos pacientes sem outros meios de intervenção, como medicamentos. Em segundo lugar, a compreensão de quais sistemas cerebrais específicos podem contribuir para os sintomas da esquizofrenia pode levar a abordagens cognitivas inovadoras, baseadas nas funções desses sistemas. Em terceiro, o abismo entre os pesquisadores e profissionais do mundo biológico e aqueles do mundo psicológico pode ser conectado com uma comunicação melhor, à medida que cada lado aprende os princípios, conceitos e informações do outro. Em quarto lugar, uma análise de todos os aspectos desse transtorno – psicológicos, neurológicos, sociais e outros – pode levar a um entendimento mais abrangente da sua complexidade. A resposta a questões sobre o que é a esquizofrenia e como seus sinto-

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7. Avaliação

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Avaliação

Para cumprir seu trabalho como detetive, cientista, político, engenheiro, arquiteto, ou quase qualquer outra profissão, é preciso antes reunir informações. Sem conhecer os fatos sobre a tarefa em questão, não se pode tentar resolver problemas ou fazer mudanças adequadamente. Na terapia cognitiva, existe uma forte ênfase em coletar dados – tanto do paciente para o terapeuta quanto do mundo exterior para o paciente. O questionamento socrático, o empirismo colaborativo e a descoberta guiada são marcas desse tipo de psicoterapia. Antes que se possa analisar a veracidade de um pensamento automático, ele deve ser identificado. Antes que a terapia possa começar verdadeiramente, faz-se necessário um processo de avaliação, durante o qual informações sobre a pessoa em terapia são obtidas de maneira colaborativa e sensível.

A avaliação pode incluir a coleta de informações de diversas maneiras e de fontes variadas. Os terapeutas podem usar entrevistas clínicas; escalas de avaliação clínica; registros do hospital, notas de evolução de terapias anteriores, resultados de exames laboratoriais e históricos escolares; consultas com assistentes sociais, psiquiatras, médicos de família, neurologistas e professores; entrevistas com pais, irmãos, filhos e cônjuges; e testes neuropsicológicos. Neste capítulo, iremos nos concentrar em entrevistas clínicas e escalas de avaliação clínica para

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14. O Modelo Cognitivo Integrativo da Esquizofrenia

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O Modelo Cognitivo

Integrativo da Esquizofrenia

Apesar dos muitos anos de investigação e da incontável quantidade de artigos científicos, o constructo da esquizofrenia ainda permanece revestido de mistério. Será uma doença

única ou um conglomerado de várias doenças diferentes? Qual é a sua etiologia? Existe um caminho comum, ou existem caminhos múltiplos para a expressão plena do transtorno?

Foi estabelecido que não existe um conjunto de anormalidades biológicas ou psicológicas que seja encontrado exclusivamente na esquizofrenia (especificidade) ou que abranja todos os casos (sensibilidade). Independentemente desse fato, existem suficientes fatores em comum nos aspectos clínicos, anormalidades neuroendócrinas e aberrações psicológicas para justificar a formulação de um modelo provisório para os caminhos evolutivos do transtorno ou transtornos.

O quadro clínico da esquizofrenia compreende quatro conjuntos separados de sintomas ou comportamentos: delírios, alucinações, transtorno do pensamento/discurso e sintomas negativos (John, Khanna, Thennarasu e Reddy, 2003). Embora as análises fatoriais tenham demonstrado consistentemente que os dois primeiros conjuntos mostram um fator comum, muitas vezes denominados

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Adriana Wagner (13)
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5. Educar para a autonomia: desafios e perspectivas

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Educar para a autonomia

Desafios e perspectivas

Claudete Bonatto Reichert

Um dos grandes desafios da contemporaneidade, no que tange à educação dos filhos, é a necessidade da família adaptar­‑se às novas exigências que invadem a intimidade do cotidiano familiar. A sensação de “certo” ou “errado” que balizava atitudes e estratégias utilizadas pelos pais há décadas atrás já não os acompanha na atualidade. Dar autonomia aos filhos, oferecendo­

‑lhes um ambiente de independência familiar e guiando­‑os ao exercício da responsabilidade, tem sido uma tarefa complexa num contexto de incertezas cada vez mais adverso e violento.

Em consequência, temos nos deparado com pais perdidos e angustiados ante a diversidade de tais demandas. A avalanche de informações de

“como deve ser” tende a exacerbar as expectativas desses pais em conseguir, entre tantas coisas, assegurar a sobrevivência dos filhos e garantir seu sadio crescimento e sua socialização. Paralelamente a tais tarefas, os progenitores devem promover a comunicação e o diálogo criando um clima de afeto e apoio, além de estimular seus filhos a tomar decisões. Frente a isso, perguntamo­‑nos: como educar nossos filhos para a autonomia?

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3. A qualidade conjugal como fator de proteção do ambiente familiar

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A qualidade conjugal como fator de proteção do ambiente familiar

Clarisse Pereira Mosmann

Eliana Piccoli Zordan

Adriana Wagner

A qualidade dos relacionamentos afetivos é um dos temas mais discutidos em diversos contextos, desde revistas de grande circulação a programas de televisão; nas conversas entre amigos, colegas de trabalho, e tem sido objeto de pesquisas científicas. Podemos dizer que a conjugalidade está na moda. Mas por que esse assunto provoca tantas polêmicas? Por que, em última análise, todos desejam e buscam um relacionamento duradouro e feliz? O que, então,

é necessário para viver uma união amorosa satisfatória? Essas são questões difíceis de serem respondidas; entretanto, as pesquisas a respeito do tema têm comprovado que o casal ao vivenciar um relacionamento satisfatório apresenta maiores níveis de saúde física e emocional, mais estabilidade econômica e seus filhos também gozam de melhores níveis de saúde mental. Por outro lado, já foram comprovados os efeitos deletérios para os filhos das interações conjugais conflituosas intensas, frequentes e preponderantes na vida do casal. Quer dizer, a qualidade do relacionamento conjugal é um fator de proteção do ambiente familiar e da saúde de seus membros. Frente a tais evidências, torna­‑se ainda mais importante descobrir e entender o segredo do “sucesso” das relações conjugais.

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4. Reflexões sobre a violência conjugal: diferentes contextos, múltiplas expressões

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Reflexões sobre a violência conjugal

Diferentes contextos, múltiplas expressões

Denise Falcke

Terezinha Féres­‑Carneiro

Qual foi o primeiro casal com o qual você teve contato na vida? A resposta da maioria das pessoas provavelmente seja: meus pais. Isso mesmo, nossos pais não são somente modelos de pai e de mãe, mas também nos ensinaram, ainda que não intencionalmente, como ser marido e mulher. Desde muito cedo, os filhos observam a relação dos pais e o tipo de vínculo amoroso que cultivam. Este é um fenômeno que ocorre independentemente da configuração familiar, pois os vínculos estabelecidos entre os adultos, por exemplo, pai e madrasta, mãe e padrasto, dois pais ou duas mães, servem como modelos para as futuras relações afetivas dos filhos.

Mesmo que, muitas vezes, os filhos percebam os progenitores essencial­ mente como figuras parentais, eles também constituem um outro subsistema­na família, que diz respeito à relação de ambos como casal, ou seja, o subsis­tema conjugal. No capítulo introdutório deste livro, estão descritos os subsis­temas conjugal e parental, ambos compostos pelo casal, sendo o subsistema parental derivado do conjugal, após o nascimento do primeiro filho e pela assunção dos papéis de pai e mãe. Os filhos, evidentemente, mantêm relação direta com o subsistema parental e não fazem parte do subsistema conjugal; mas, através da convivência, são expectadores e testemunhas de muitas situações vivenciadas pelos pais como marido e mulher. Nesse sentido, as pessoas levam para suas relações futuras tanto um modelo de interação aprendido quanto expectativas baseadas no que observaram na relação de casal de seus pais.

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7. Ser pai e ser mãe: como compartilhar a tarefa educativa após o divórcio?

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Ser pai e ser mãe

Como compartilhar a tarefa educativa após o divórcio?

Luciana Suárez Grzybowski

A complexidade inerente à tarefa de educar os filhos não é novidade. Tal percepção tem levado a inúmeras discussões sobre o papel do pai e da mãe na educação dos filhos, assim como tornou­‑se parte do cotidiano o crescente volume de publicações que investem em ajudar os progenitores a educar sua prole. Muitas são as variáveis e os fatores implicados no processo educativo, alguns deles facilitam e outros dificultam a tarefa de educar uma criança. Como elemento potencializador dessa complexidade, encontra­‑se, por exemplo, o desempenho da parentalidade em casais separados. Ainda que atualmente o vínculo conjugal esteja longe de ser indissolúvel, o vínculo parental é para sempre. Pode­‑se dizer, então, que por mais que existam ex­

‑maridos e ex­‑esposas, jamais existirá ex­‑pai ou ex­‑mãe.

Nesses casos, a parentalidade, que implica uma série de responsabilidades essenciais para com os filhos, precisa ser remodelada e adequada a esse contexto de separação conjugal. Frente a isso, muitas dúvidas surgem: como garantir a satisfação das necessidades econômicas e materiais; oferecer orientação e instrução; exercer autoridade; promover trocas afetivas e partilhar experiências do dia a dia quando não se mora com o filho, por exemplo?

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9. As relações familiares e os problemas emocionais e de comportamento em adolescentes

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As relações familiares e os problemas emocionais e de comportamento em adolescentes1

Maycoln L. M. Teodoro

Bruna Moraes Cardoso

Tiago Ferraz Porto Pereira

Diversos estudos apontam que a qualidade das relações familiares é benéfica para o desenvolvimento de crianças e adolescentes. O relacionamento entre pais e filhos, por exemplo, serve de modelo para que crianças e adolescentes construam vínculos saudáveis com outras pessoas (Anant e Raguram,

2005; Morris, Silk, Steinberg, Myers e Robinson, 2007). Seguindo os pressupostos da teoria da aprendizagem social, pode­‑se prever que crescer em uma família conflituosa faz com que os adolescentes tenham dificuldades de compreender como lidar com as situações de conflito mais tarde (Bandura,

1986). Da mesma forma, ter um relacionamento saudável com pelo menos um dos pais está associado a índices menores de conflito em outras relações, com irmãos, colegas e professores (Ingoldsby, Shaw e Garcia, 2001).

Relações familiares violentas abrangem tanto a violência física quanto a verbal, manifestada de forma aberta ou encoberta. Não importando a forma de violência, as relações familiares violentas desempenham um papel crucial no desenvolvimento de problemas emocionais e de comportamento em adolescentes. Nesse sentido, o estudo de Forman e Davies (2003) indica que a instabilidade familiar aumenta o risco do adolescente desenvolver problemas internalizantes e externalizantes, além de poder afetar também sua saúde

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Agostinho Minicucci (18)
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Medium 9788522429844

INTRODUÇÃO

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INTRODUÇÃO

... E o moleque Cupido resolveu voltar ao Brasil, país que há tantos anos não revia.

Arrumou as setas de ouro, do amor, e as setas de chumbo, do ódio e do desprezo, no novo bornal, tipo Reebok.

Desceu numa reunião de jovens, pois sempre trabalhara com eles. Estavam defronte a uma escola.

Estranhou-os, mas achou-os interessantes, alegres e comunicativos.

Como de costume, lançou sobre eles algumas setas do amor... Estranho, elas não produziram o efeito desejado. Talvez o líquido da ponta das setas estivesse com o prazo vencido.

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RELAÇÕES HUMANAS

– Não é possível, disse, o Procom, órgão protetor do consumidor, não tinha dito nada e aprovado o controle de qualidade.

Resolveu conversar com os jovens. Apresentou-se e disse:

– Sou Cupido, o moleque do Amor.

Como ninguém mostrasse sinal de aprovação ou rejeição, estranhou a frieza, mas continuou:

– Vocês sabem o que é amor, o que é ódio? Vocês sabem como se define gostar de... o que é atrair?

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12 LÍDER E LIDERANÇA

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LÍDER E

LIDERANÇA

Liderança e líder são palavras muito usadas hoje. Os oradores, os políticos, os empresários, os gerentes, os professores empregam expressões como:

– Esse menino é um líder nato.

– Esse político não tem liderança nenhuma.

– Para dirigir bem é preciso ter liderança forte.

O que vem a ser liderança? O que é um líder?

Pensava-se que uma pessoa já nascia com as qualidades de líder:

– Puxa, tem boa voz, conversa bem, tem boa aparência, é inteligente.

Vai ser um deputado.

Esses eram os chamados líderes carismáticos, capazes de impressionar o povo, as multidões, como os grandes cantores e os artistas de televisão.

– Sou capaz de ir com ele até o inferno.

Porém, os pesquisadores não concordavam com tais características e um bom líder, e mais de 100 traços de personalidade foram alinhados para classificar um líder.

CARACTERÍSTICAS DE UM LÍDER

Começou a verificar-se que os líderes, ainda que tenham excelentes qualidades para dirigir, não trabalham sozinhos. Precisam lidar com seguidores, subordinados, dirigidos.

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2 VOCÊ SABE O QUE SÃO RELAÇÕES HUMANAS?

Agostinho Minicucci Grupo Gen PDF Criptografado

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VOCÊ SABE O QUE

SÃO RELAÇÕES

HUMANAS?

O termo Relações Humanas tem sido empregado, com freqüência, para referir-se a

Relações interpessoais

Esse relacionamento poderá ocorrer entre: a. Uma pessoa e outra

– marido e mulher;

– vendedor e comprador;

– professor e aluno. b. Entre membros de um grupo

– pai, mãe e filhos, no lar;

– professor e alunos, numa classe;

– empregados e chefes, numa empresa. c. Entre grupos numa organização

– os grupos de estudo numa classe;

– os grupos de trabalho numa firma.

VOCÊ SABE O QUE SÃO RELAÇÕES HUMANAS?

Figura 2.1

23

Um grupo é uma reunião coesa de pessoas, visando a um objetivo comum.

Você deve ter ouvido falar em

Relações Públicas

Relações Comunitárias

Relações Humanas

Relações Internacionais

Dinâmica de Grupo

Todos esses termos têm sido empregados com o sentido de relacionamento entre as pessoas, os homens (humanos), em diversos níveis.

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16 UM POSFÁCIO AO LEITOR

Agostinho Minicucci Grupo Gen PDF Criptografado

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UM POSFÁCIO AO

LEITOR

Num contexto de relações interpessoais, resolvemos incluir nesta edição um posfácio.

– O que seria um posfácio?

Caro leitor, você está habituado a prefácios, mas, em nosso livro de relações humanas, ou de comunicação, de autor para leitor, incluímos um diálogo a posteriori, depois de sua leitura, isto é, um relacionamento interpessoal pós-leitura.

Você identificou-se com os estados do Eu, aprendeu a colecionar figurinhas, a transas e transações da comunicação e percebeu que realiza ainda alguns jogos. Meditou nas relações humanas na família e no trabalho.

Perguntamos, no entanto, como você emprega seu tempo, já que os bancos explicam-nos como empregamos nosso dinheiro.

Achamos que, num posfácio, deveríamos acrescentar:

– Agora, diplome-se para a vida.

Como empregamos nosso tempo.

Palavras finais que intitulamos.

Nesta parte do livro você tem nossa palavra reflexiva final, numa síntese dos objetivos da psicologia das relações interpessoais, ou ainda das relações humanas, como é comumente conhecida.

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6 OS ESTADOS DO EU E AS RELAÇÕES HUMANAS

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OS ESTADOS DO

EU E AS RELAÇÕES

HUMANAS

A chamada Psicologia Transacional ou Análise Transacional vem estudando o comportamento humano em função da comunicação da pessoa consigo mesma e em relação aos outros.

Faz uma análise das trans-ações, isto é, das ações (comportamentos, atitudes) por meio das quais (trans) a pessoa atua no meio onde vive.

A Psicologia Transacional estuda os estados do Eu, como a pessoa emprega seu tempo, os jogos psicológicos, o estilo de vida de cada um, as posições que o indivíduo assume no relacionamento interpessoal e seu argumento de vida.

A análise dos estados do Eu pode ajudar-nos a melhorar o nosso relacionamento humano e a entender os outros e a nós mesmos.

– O que são estados do Eu?

– São comportamentos que exibimos em nosso relacionamento e compõem a estrutura de nossa personalidade.

Em uma situação de relacionamento com o outro, cada indivíduo exibirá um estado do Eu. Assim:

Estado do Eu – PAIS

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Amy Wenzel (10)
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Medium 9788582715017

Capítulo 2 - Conceitualização de caso

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Conceitualização de caso

A conceitualização de caso (também chamada formulação de caso) é a aplicação de um sistema teórico, como a teoria cognitivo-comportamental, para compreender os fatores que precipitam, mantêm e exacerbam o problema de saúde mental ou a perturbação emocional de um cliente (ver Eells, 2007). Ela serve como um modelo para integrar informações colhidas em uma avaliação psicológica e ao longo do tratamento e formar um quadro coerente. Segundo Key e Bieling (2015), “O papel central da formulação de caso cognitiva é traduzir a teoria e a pesquisa cognitiva nomotética em tratamento idiográfico” (p. 223).

A conceitualização de caso tem muitas finalidades. Em primeiro lugar, a maioria dos clientes é caracterizada por apresentações clínicas heterogêneas, de modo que satisfazem critérios para mais de um transtorno mental ou compartilham características de vários deles. Além disso, muitos clientes descrevem estressores e desafios que não são facilmente incorporados aos diagnósticos, como problemas médicos, pobreza e racismo. A conceitualização de caso ajuda o terapeuta na organização dessas informações e na compreensão de como essas diferentes forças influenciam as reações cognitivas, emocionais e comportamentais descritas pelos clientes, bem como de que forma essas reações exacerbam seus problemas de saúde mental, médicos e ambientais. Em segundo lugar, quando uma conceitualização de caso está estabelecida, ela pode ajudar o terapeuta a entender e abordar novas informações ou ocorrências inesperadas, tais como uma ruptura na relação terapêutica. Por fim, ela aponta alvos importantes para as intervenções, pois os terapeutas cognitivo-comportamentais têm por objetivo aplicar ferramentas estratégicas a fim de modificar os fatores psicológicos (ou seja, cognições, emoções, comportamentos) que contribuem para manter e exacerbar problemas de saúde mental e transtornos emocionais.

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Capítulo 10 - Terapia cognitivo-comportamental: revisitada

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Terapia cognitivo-comportamental: revisitada

A TCC contribuiu com conhecimentos imensuráveis para a teoria e o tratamento de transtornos mentais e problemas de adaptação. Ela melhorou a vida de inúmeros indivíduos. Forneceu a pessoas vulneráveis ferramentas para prevenir o surgimento de transtornos mentais e problemas de adaptação. Foi por meio da perseverança e do empenho na validação empírica dos primeiros estudiosos do campo que a TCC se tornou uma abordagem terapêutica tão rica e matizada e um campo específico, à luz das tendências dominantes na psicoterapia que prevaleceram nas décadas de 1960 e 1970.

O que sabemos sobre a TCC? De forma muito simples, sabemos que funciona para uma ampla gama de transtornos mentais e problemas de adaptação. Ela constantemente supera controles de lista de espera, assistência usual ou rotineira, e condições de placebo em estudos randomizados controlados (ERCs; ver Butler et al., 2006).

Ela estabeleceu-se como um tratamento eficaz mesmo para os clientes mais difíceis de tratar, tais como os que sofrem de esquizofrenia (Grant, Huh, Perivoliotis, Stolar,

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Capítulo 4 - Reestruturação cognitiva de pensamentos automáticos

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Reestruturação cognitiva de pensamentos automáticos

Reestruturação cognitiva é o processo pelo qual os terapeutas ajudam seus clientes a (a) identificar o pensamento associado ao sofrimento emocional, (b) avaliar a precisão e a utilidade desse pensamento e (c) responder de forma adaptativa a esse pensamento se o cliente concluir que ele é exagerado, impreciso ou não ajuda. Pode-se argumentar que a reestruturação cognitiva é uma das estratégias mais centrais, se não a mais central, associada à terapia cognitivo-comportamental (TCC), porque essa intervenção decorre de um princípio básico subjacente à TCC – a de que o pensamento que não ajuda desempenha um papel significativo na manutenção e na exacerbação de problemas de saúde mental. A reestruturação cognitiva pode ser aplicada à modificação de pensamentos automáticos que não ajudam específicos a uma situação e também pode ser aplicada à modelagem de crenças subjacentes que não ajudam ativadas em momentos de estresse.

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Capítulo 5 - Reestruturação cognitiva de crenças

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Reestruturação cognitiva de crenças

Muitos clientes podem encerrar o tratamento depois de adquirir habilidades para manejar o atual afeto negativo utilizando ferramentas para reestruturar pensamentos automáticos e outras técnicas descritas neste livro. Entretanto, vários também apresentam dificuldades de longa data, além de transtornos mentais crônicos e comórbidos. Em muitos casos, esses clientes exigem estratégias que vão além do controle do estresse aqui e agora. Neste último grupo, eles com frequência têm visões claramente negativas de si mesmos (p. ex., “Eu não tenho valor”), dos outros (p. ex., “As pessoas só querem se aproveitar de você”), do mundo (p. ex., “Coisas ruins acontecem, por mais que você tente evitá-las”) e do futuro (p. ex., “Estou condenado”). Os princípios da reestruturação cognitiva podem ser aplicados para remodelar essas crenças. Muitos terapeutas cognitivo-comportamentais acreditam que uma maior quantidade de mudanças na terapia cognitivo-comportamental (TCC) é obtida por meio da reestruturação de crenças que não ajudam subjacentes a pensamentos automáticos (ver J. S. Beck, 1995, 2011; Wenzel,

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Capítulo 3 - Entrevista motivacional

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Entrevista motivacional

A entrevista motivacional (EM) é uma abordagem terapêutica centrada no cliente que facilita a motivação para a mudança por parte dos próprios clientes, com base em seus valores e preferências (Miller & Rollnick, 1991, 2002, 2013). A EM é indicada quando os clientes são ambivalentes quanto ao tratamento, de modo que tenham boas razões para querer mudar, bem como boas razões para permanecer como estão. Também é usada quando os clientes têm trabalhado para mudar, mas chegaram a algum tipo de obstáculo ou impasse em seu processo terapêutico (Wenzel et al., 2011; Westra, 2012). Os terapeutas que usam EM se abstêm de persuadir ativamente seus clientes a mudar; antes, atentam para o discurso de mudança, ou para indicativos de que estão interessados em mudar, e dão a seus clientes espaço para que elaborem os motivos para a mudança, apropriem-se deles e engajem-se no processo de compromisso com a mudança.

A inclusão de um capítulo sobre EM em um livro sobre inovações em terapia cognitivo-comportamental (TCC) decorre de uma mudança notável no pensamento sobre a prontidão do cliente para um tratamento ativo como essa forma de terapia. Muitos especialistas postularam que um pressuposto básico da TCC é que os clientes estejam motivados para o tratamento. Por exemplo, Young, Klosko e Weishaar (2003), desenvolvedores da abordagem chamada terapia do esquema (descrita no Cap. 5), afirmaram:

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Ana Karina C R De Farias (20)
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Medium 9788536321004

18. Intervenções comportamentais em uma pacientecom insônia crônica

Ana Karina C. R. De-Farias Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 18

Intervenções Comportamentais em uma

Paciente com Insônia Crônica1

Mônica Rocha Müller

P

odemos entender o sono como uma função biológica com papel fundamental na consolidação da memória, visão binocular, função termorregulatória, conservação e restauração da energia (Reimão, 1996), ou como responsável pela restauração do metabolismo energético cerebral (Ferrara e De Gennaro, 2001).

Devido a essas importantes funções, as perturbações do sono podem acarretar alterações ou prejuízos no funcionamento físico, ocupacional, cognitivo, interpessoal e psicológico, que comprometem a qualidade de vida do indivíduo.

De acordo com Martinez (1999), o sono é um fenômeno de rotina desde o nascimento do homem e, talvez por esse motivo, sua importância não seja considerada por muitos indivíduos. A necessidade do sono faz com que o homem se recolha para dormir, e sua privação o incapacita para o trabalho e para as atividades de lazer.

O sono normal sofre variações ao longo do desenvolvimento humano, quanto à duração, distribuição de estágios e ritmo circadiano (Poyares e Tufik, 2003; Thorleifsdottir et al., 2002). De acordo com

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Medium 9788536321004

5. Comportamento governado por regras na clínica comportamental: algumas considerações

Ana Karina C. R. De-Farias Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 5

Comportamento Governado Por

Regras na Clínica Comportamental

Algumas Considerações

Carlos Augusto de Medeiros

O

s manuais de Psicologia e de Psicoterapia sustentam que fazer terapia não é dar conselhos, sugestões, ordens ou instruções. Zaro e colaboradores

(1977/1980), em seu manual introdutório a aprendizes de clínica, sugerem:

Se o terapeuta está constantemente preocupado em ‘trabalhar para valer’ mais do que o cliente, poderá na verdade comprometer o projeto, não dando ao cliente a oportunidade de desenvolver habilidades que lhe permitam lidar com situações e tomar decisões na vida. Esta abordagem por parte do terapeuta pode ainda manter padrões de dependência na interação que são problemáticos para os clientes nos seus relacionamentos sociais na vida cotidiana (p. 4).

No dia a dia, por outro lado, pessoas frequentemente dizem o que fazer umas

às outras. É comum a crença de que saber ouvir é saber dar conselhos. Na maioria das vezes, as pessoas, quando pedem conselhos, pretendem apenas ser ouvidas.

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Medium 9788536321004

12. Rupturas no relacionamento terapêutico: uma releitura analítico-funcional

Ana Karina C. R. De-Farias Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 12

Rupturas no Relacionamento Terapêutico

Uma Releitura Analítico-Funcional1

Alysson B. M. Assunção

Luc M. A. Vandenberghe

N

as últimas duas décadas, o relacionamento entre terapeuta e cliente tem recebido atenção cada vez maior dentro da teoria e pesquisa em psicoterapia. Estudiosos se voltaram para aspectos da prática clínica que não dependem de técnicas específicas, mas que são tão ou mais importantes. Desde então, a aliança terapêutica – ou relacionamento terapêutico – tem sido vista como uma variável integrativa do processo psicoterápico comum a todas as abordagens terapêuticas (Kohlenberg e

Tsai, 1991/2001; Safran, 2003; Safran e

Muran, 1996).

Embora o uso do termo aliança terapêutica seja originário da teoria psicanalítica (Freud, 1912/1980 e 1913/1980), sua conceituação é relativamente recente.

Bordin, em 1979, a define como sendo o laço colaborativo e afetivo entre terapeuta e cliente, cujo estabelecimento está relacionado a três fatores: a tarefa ou o papel que se espera que o cliente assuma, o elo colaborativo com o terapeuta e os objetivos da psicoterapia. Estima-se que a qualidade da aliança seja função da concordância em relação a objetivos e tarefas (Bordin,

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15. Fuga e esquiva em um caso de ansiedade

Ana Karina C. R. De-Farias Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 15

Fuga e Esquiva em um Caso de Ansiedade1

Regiane Oliveira Fugioka

Ana Karina C. R. de-Farias

P

or mais explorado que tenha sido o tema ansiedade, percebem-se diversas maneiras de enfocar o mesmo problema, até porque os quadros clínicos desenvolvidos pelos indivíduos também apresentam diversidades. Shinohara (2003) relata que, quando se sente mais ansiedade do que o necessário, seja em intensidade ou frequência, ou em situações nas quais a maioria das pessoas não sofreria tanto, pode-se apontar um transtorno. Em outras palavras, se a ansiedade atrapalha a vida de um indivíduo, por impedir que este faça o que gostaria ou precisaria fazer, então é provável que haja um problema, o qual deve ser avaliado por um especialista.

Tendo em vista a complexidade do comportamento humano e para entender como algumas relações com o meio adquirem propriedade na vida das pessoas, faz-se necessário buscar informações referentes à filogênese e à ontogênese (Neves et al., 2003; Skinner, 1953/1998). A filogênese envolve a passagem de características ao longo das gerações entre os indivíduos de determinada espécie, enquanto a ontogênese consiste na manutenção de certos comportamentos por meio de relações entre um organismo específico e seu meio ambiente. No caso da ontogênese, deve-se buscar entender, por meio da história individual de reforçamento e punição, como esses comportamentos foram condicionados (Baum, 1994/1999; Catania, 1998/1999; Skinner, 1953/1998,

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2. Behaviorismo radical e prática clínica

Ana Karina C. R. De-Farias Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 2

Behaviorismo Radical e Prática Clínica

João Vicente de Sousa Marçal

A

relação entre Behaviorismo Radical e Terapia Comportamental teve início na década de 1950 com as primeiras aplicações dos princípios operantes, estudados em laboratório desde a década de 1930, na modificação de comportamentos considerados inadequados (Micheletto, 2001). Baseadas em princípios como modelagem, reforçamento diferencial, extinção ou mesmo punição, e sob o rótulo de Modificação do Comportamento, as técnicas eram empregadas em ambientes artificialmente construídos, normalmente em instituições psiquiátricas. O público-alvo era constituído por pessoas diagnosticadas com retardo mental, esquizofrenia, autismo e transtornos psicóticos em geral (Vandenberghe, 2001; Wong, 2006)1. As estratégias envolviam a manipulação de variáveis independentes (ambientais), as chamadas

VIs2, no sentido de aumentar ou reduzir a frequência de comportamentos-alvo, também chamados comportamentosproblema (as variáveis dependentes, ou

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