Aaron T Beck Neil A Rector Neal Stolar Paul Grant (14)
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9. Avaliação e Terapia Cognitivas para Delírios

Aaron T. Beck, Neil A. Rector, Neal Stolar, Paul Grant Grupo A PDF Criptografado

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Avaliação e Terapia

Cognitivas para Delírios

Apesar da rigidez óbvia das crenças delirantes, atualmente existe uma ampla variedade de estratégias da terapia cognitiva que ajudam os pacientes a reduzir as suas interpretações delirantes e distorcidas e o estresse que as acompanha. Neste capítulo, descrevemos a avaliação e o tratamento dos delírios com base em evidências científicas. Conforme discutido no Capítulo 3, a base cognitiva para o desenvolvimento de crenças delirantes na idade adulta geralmente ocorre no período da adolescência.

O conteúdo delirante das crenças costuma ser uma extensão de crenças anteriores ao início do delírio. Uma vez iniciadas, as distorções cognitivas, o pensamento categórico, o raciocínio emocional e somático e vieses do processamento de informações, como “tirar conclusões precipitadas” e não testar a realidade, servem para consolidar as crenças delirantes e atrapalhar as oportunidades de desconfirmação (Garety, Hemsley e Wessely, 1991). Além disso, as respostas comportamentais motivadas pelas crenças delirantes, como evitação, retraimento e outros comportamentos de segurança, contribuem significativamente para a perturbação e a manutenção dos delírios.

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4. A Conceituação Cognitiva das Alucinações Auditivas

Aaron T. Beck, Neil A. Rector, Neal Stolar, Paul Grant Grupo A PDF Criptografado

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A Conceituação Cognitiva das Alucinações Auditivas

Um homem branco de 28 anos foi encaminhado para tratamento após ter tido duas hospitalizações. No momento da admissão, ele estava moderadamente deprimido e reclamava de ouvir vozes por meio da ventilação do consultório. O período que antecedeu à sua psicose foi marcado por dois episódios depressivos graves, durante os quais estava suicida e necessitou de hospitalização. Durante um desses episódios, pensou ter ouvido a voz do seu pai criticando-o e chamando-o de bicha e veado. Posteriormente, começou a ouvir vozes onde quer que fosse, e elas gradualmente se transformaram nas vozes de duas crianças, de 12 e 6 anos. Essas vozes comentavam entre si sobre como ele era fraco e também continuavam a chamá-lo de fruta, bicha e veado.

Alguns sinais da origem do conteúdo das vozes estavam evidentes em seu histórico passado. Seu pai, que era bastante forte e atlético, o depreciava por causa da sua falta de capacidade atlética. Ele mesmo criticava o seu desajeitamento e inaptidão geral.

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8. Engajamento e Promoção da Relação Terapêutica

Aaron T. Beck, Neil A. Rector, Neal Stolar, Paul Grant Grupo A PDF Criptografado

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Engajamento e Promoção da Relação Terapêutica

Diversas equipes de pesquisa clínica que conduzem terapia cognitiva para a esquizofrenia chegaram a conclusões semelhantes sobre a natureza, o ritmo e o processo ideais das sessões. Existe uma ampla concordância de que a terapia cognitiva com indivíduos que têm delírios, vozes, sintomas negativos proeminentes, transtorno do pensamento e dificuldades comunicativas significativas, insight limitado e transtornos comórbidos potencialmente sobrepostas não difere de forma notável da terapia cognitiva com indivíduos que sofrem de ansiedade, depressão e uma série de outras condições psiquiátricas. Pelo contrário, os pressupostos básicos e as estratégias de intervenção, com alguma variação menor, baseiam-se diretamente nos tratamentos da terapia cognitiva para depressão (Beck et al., 1979) e ansiedade

(Beck et al., 1985). Todavia, existem algumas considerações importantes, que exigem atenção antes de começar a terapia com essa população. O resto deste livro considera os detalhes de estratégias de envolvimento, avaliação, formulação e intervenção para as principais metas do tratamento. Este capítulo concentra-se em aspectos gerais da promoção da relação terapêutica e redução dos obstáculos ao engajamento. Sugerimos estratégias para promover a aliança terapêutica, mesmo na presença de obstáculos potencialmente significativos.

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12. Avaliação e Terapia Cognitivas para o Transtorno do Pensamento Formal

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Avaliação e Terapia

Cognitivas para o Transtorno do Pensamento Formal

Conforme mencionado no Capítulo 6, o transtorno do pensamento formal provavelmente seja o sintoma menos explorado no campo da terapia cognitiva da esquizofrenia. Dessa forma, esse tipo de tratamento para os sintomas positivos recebe pouca atenção. De fato, muitos estudos nessa área excluem aqueles sujeitos potenciais que apresentem um transtorno do pensamento formal significativo, devido à sua interferência com o processo da terapia em si, que envolve a comunicação verbal. Mesmo quando nos critérios de inclusão permitem sujeitos que apresentam transtorno do pensamento formal, nenhum estudo até hoje relatou os efeitos da terapia cognitiva sobre esse transtorno. Resumindo, apesar de serem consideradas proveitosas informalmente, as técnicas empregadas especificamente para o transtorno do pensamento formal não tiveram sua efetividade testada de forma sistemática. São necessárias pesquisas com um foco no transtorno do pensamento formal para elevar o estado do conhecimento sobre a utilidade da terapia cognitiva para o transtorno do pensamento formal em relação aos outros sintomas da esquizofrenia.

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3. A Conceituação Cognitiva dos Delírios

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A Conceituação Cognitiva dos Delírios

Um homem de 20 anos largou a faculdade, porque acreditava que havia uma conspiração entre os colegas para denegri-lo e espalhar rumores negativos a seu respeito. Em qualquer lugar que fosse, achava que podia ouvir conversas depreciativas e também que os outros estudantes estavam olhando para ele. Com o tempo, começou a ficar cada vez mais agitado e, finalmente, teve que abandonar os estudos. Foi hospitalizado e recebeu medicamentos antipsicóticos, que pareciam diminuir os delírios, mas não os eliminavam. Quando voltou para casa, continuou a pensar que as outras pessoas falavam dele.

Acreditava que os personagens e comentaristas da televisão falavam diretamente com ele. Às vezes, achava que as pessoas estavam roubando seus pensamentos e que estavam colocando ideias estranhas na sua cabeça.

Ele se preocupava particularmente com pensamentos sexuais que lhe eram transmitidos. Às vezes, à noite, sentia que uma das personagens do sexo feminino de um programa de televisão entrava no seu quarto e fazia sexo com ele. Embora esse encontro amoroso secreto aparentemente ocorresse como se fosse em um sonho, ele acreditava que era verdade. Ele se tornou cada vez mais recluso, pois temia que, se saísse de casa, as pessoas não apenas falariam dele, como também poderiam atacá-lo.

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Adriana Wagner (13)
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11. O adolescente em conflito com a lei: reflexões sobre o contexto e a rede de apoio social

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11

O adolescente em conflito com a lei

Reflexões sobre o contexto e a rede de apoio social

Bianca Branco

Karina Demarchi

Sabe­‑se que a adolescência é uma fase caracterizada pela transição em vários domínios do desenvolvimento biológico, cognitivo ou social. Ela é marcada por conflitos internos e lutos que exigem do adolescente a elaboração e a ressignificação de sua identidade, sua imagem corporal, sua relação com a família e com a sociedade.

Além da divergência interna, própria deste período, estudos têm atentado para os determinantes situacionais da conduta desses jovens (Diretoria

Socioeducativa da Fundação Estadual do Bem­‑Estar do Menor/RS, 2002). Já no fim dos anos 1990, evidenciava­‑se a preocupação com o fato de crianças e jovens serem entendidos como atores sociais sem autonomia, que passam a agir como excluídos ou vítimas da instabilidade conjugal de seus pais.

Sabe­‑se que, na adolescência, as relações deixam de ser centradas na família e deslocam­‑se para as relações com os pares – colegas, amigos ou parceiros românticos que os apoiam. Esses jovens incrementam o desenvolvimento de suas habilidades sociais através dessas interações, pois passam a compartilhar experiências, emoções e conhecimentos. Uma adolescência saudável tem sido vinculada ao equilíbrio entre o apoio da família, das associações formais

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3. A qualidade conjugal como fator de proteção do ambiente familiar

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3

A qualidade conjugal como fator de proteção do ambiente familiar

Clarisse Pereira Mosmann

Eliana Piccoli Zordan

Adriana Wagner

A qualidade dos relacionamentos afetivos é um dos temas mais discutidos em diversos contextos, desde revistas de grande circulação a programas de televisão; nas conversas entre amigos, colegas de trabalho, e tem sido objeto de pesquisas científicas. Podemos dizer que a conjugalidade está na moda. Mas por que esse assunto provoca tantas polêmicas? Por que, em última análise, todos desejam e buscam um relacionamento duradouro e feliz? O que, então,

é necessário para viver uma união amorosa satisfatória? Essas são questões difíceis de serem respondidas; entretanto, as pesquisas a respeito do tema têm comprovado que o casal ao vivenciar um relacionamento satisfatório apresenta maiores níveis de saúde física e emocional, mais estabilidade econômica e seus filhos também gozam de melhores níveis de saúde mental. Por outro lado, já foram comprovados os efeitos deletérios para os filhos das interações conjugais conflituosas intensas, frequentes e preponderantes na vida do casal. Quer dizer, a qualidade do relacionamento conjugal é um fator de proteção do ambiente familiar e da saúde de seus membros. Frente a tais evidências, torna­‑se ainda mais importante descobrir e entender o segredo do “sucesso” das relações conjugais.

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4. Reflexões sobre a violência conjugal: diferentes contextos, múltiplas expressões

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4

Reflexões sobre a violência conjugal

Diferentes contextos, múltiplas expressões

Denise Falcke

Terezinha Féres­‑Carneiro

Qual foi o primeiro casal com o qual você teve contato na vida? A resposta da maioria das pessoas provavelmente seja: meus pais. Isso mesmo, nossos pais não são somente modelos de pai e de mãe, mas também nos ensinaram, ainda que não intencionalmente, como ser marido e mulher. Desde muito cedo, os filhos observam a relação dos pais e o tipo de vínculo amoroso que cultivam. Este é um fenômeno que ocorre independentemente da configuração familiar, pois os vínculos estabelecidos entre os adultos, por exemplo, pai e madrasta, mãe e padrasto, dois pais ou duas mães, servem como modelos para as futuras relações afetivas dos filhos.

Mesmo que, muitas vezes, os filhos percebam os progenitores essencial­ mente como figuras parentais, eles também constituem um outro subsistema­na família, que diz respeito à relação de ambos como casal, ou seja, o subsis­tema conjugal. No capítulo introdutório deste livro, estão descritos os subsis­temas conjugal e parental, ambos compostos pelo casal, sendo o subsistema parental derivado do conjugal, após o nascimento do primeiro filho e pela assunção dos papéis de pai e mãe. Os filhos, evidentemente, mantêm relação direta com o subsistema parental e não fazem parte do subsistema conjugal; mas, através da convivência, são expectadores e testemunhas de muitas situações vivenciadas pelos pais como marido e mulher. Nesse sentido, as pessoas levam para suas relações futuras tanto um modelo de interação aprendido quanto expectativas baseadas no que observaram na relação de casal de seus pais.

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6. A vivência da paternidade em tempos de diversidade: uma visão transcultural

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6

A vivência da paternidade em tempos de diversidade

Uma visão transcultural

Ana Cristina Pontello Staudt

Adriana Wagner

Quem nunca ouviu falar em expressões como: “Mãe é mãe!”; “mãe é uma só!”; “quem pariu Mateus que o embale!”. Por mais corriqueiras e aparentemente sem maiores repercussões, essas expressões carregam consigo as crenças de um imaginário social construído historicamente e perpetuado nas relações humanas, ainda que muitas pessoas não se deem conta disso. Considerando que a família é parte interdependente da sociedade na qual está inserida, suas interações se veem atravessadas por esses ditames. Frente a tais ideias, passamos a questionar, afinal: pai é pai? Pai é também um só? Será que aquele que não pariu Mateus, mas tornou, junto com a mãe, sua existência possível, também não deveria embalá­‑lo?

Neste capítulo nos propomos a discutir o pai na contemporaneidade, seu lugar e seu papel nesta rede de relações, considerando os diversos aspectos que compõem o contexto sócio­‑histórico­‑cultural nos quais esses papéis são vividos e suas transformações no mundo ocidental. Foram muito importantes as diversas mudanças de ordem sociopolítica e de ordem econômica para a transformação das relações no âmbito familiar. Dentre elas, destacamos as desigualdades sociais, o crescimento da participação da mulher na esfera pública, a redefinição das fronteiras nas relações de gênero e o aumento da expectativa de vida, entre tantos outros aspectos.

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10. A violência como instrumento educativo: uma história sem fim?

Adriana Wagner Grupo A PDF Criptografado

10

A violência como instrumento educativo

Uma história sem fim?

Denise Falcke

Larissa Wolff da Rosa

A agressão física, até pouco tempo atrás, era uma das formas mais utilizadas pelos pais para disciplinar seus filhos. Na fala dos pais, era comum ouvirmos dizer que era uma maneira de demonstrar sua autoridade perante os filhos. Será que o uso da força física demonstra autoridade? Ou se pode pensar em autoritarismo?

A autoridade refere­‑se a um lugar de destaque ocupado por alguém que detém experiência ou conhecimento e que assume as responsabilidades advindas do papel que desempenha. Na família, os pais são investidos de autoridade para que possam colocar limites nos filhos, levando­‑os a discriminar e reconhecer as normas sociais. O autoritarismo, diferentemente da autoridade, é um sistema que tem caráter de dominação, de imposição. Na educação infantil, quando prepondera um estilo educativo autoritário, a força física funciona como um instrumento de disciplina e afirmação do poder; ou seja, quem tem mais força, é quem manda.

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Ana Karina C R De Farias (20)
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Medium 9788536321004

10. Um estudo de caso em terapia analítico-comportamental: construção do diagnóstico a partir do relato verbal e da descrição da diversidade de estratégias interventivas

Ana Karina C. R. De-Farias Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 10

Um Estudo de Caso em Terapia

Analítico-Comportamental

Construção do Diagnóstico a Partir do

Relato Verbal e da Descrição da

Diversidade de Estratégias Interventivas

Suelem Araújo Ruas

Alessandra Rocha de Albuquerque

Paula Carvalho Natalino

S

kinner (1953/2000) afirma que “a ciência se ocupa do geral, mas o comportamento do indivíduo é necessariamente único” (p. 30). Nesse sentido, o estudo de caso “tem riquezas e características que estão em nítido contraste com os princípios gerais” (Skinner, 1989/1991, p.

30), sendo considerado um recurso fundamental e necessário para o estudo do comportamento. Silvares e Banaco (2000) afirmam que “o estudo de caso pode ser a forma ideal de aumentar o corpo de conhecimento em terapia comportamental”

(p. 38) e de demonstrar a eficácia da ação terapêutica.

O presente trabalho teve como objetivo geral descrever, por meio de um estudo de caso, um processo terapêutico de base analítico-comportamental, do diagnóstico à intervenção, enfatizando o papel do comportamento verbal como fonte de informações a respeito do cliente e como elemento propulsor de mudanças. Para tanto, os temas Operantes Verbais, Correspondência Verbal-NãoVerbal e Diagnóstico e Intervenção Analítico-Comportamental serão teórica e brevemente tratados e, posteriormente, apresentar-se-á o Estudo de Caso.

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9. Caso clínico: formulação comportamental

Ana Karina C. R. De-Farias Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 9

Caso Clínico

Formulação Comportamental

Denise Lettieri Moraes

A

Análise do Comportamento tem como objeto de estudo o comportamento, ou seja, ela analisa relações entre um indivíduo que se comporta e o ambiente no qual ele está inserido. A terapia derivada dessa abordagem busca a explicação para a origem e manutenção dos problemas comportamentais, assim como as condições para alterá-los, nessas relações. Se todo comportamento é considerado como selecionado e mantido pelas relações que o indivíduo estabelece com o ambiente, não há porque considerar um comportamento como patológico, já que a reação do indivíduo é sempre adaptativa

(Banaco, 1997).

É importante ressaltar que grande parte do trabalho realizado pelo terapeuta analista do comportamento é baseada em relatos trazidos pelo cliente sobre suas relações com o meio. Procura-se analisar os eventos relatados e, em alguns casos, sugerir formas de alterar as relações estabelecidas. O terapeuta, como parte do ambiente do cliente, tem condições de observar o seu comportamento e contingenciá-lo de forma a desenvolver um repertório que proporcione ao cliente o estabelecimento, em seu dia a dia, de interações menos aversivas que aquelas preexistentes (Zamignani, 2000).

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5. Comportamento governado por regras na clínica comportamental: algumas considerações

Ana Karina C. R. De-Farias Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 5

Comportamento Governado Por

Regras na Clínica Comportamental

Algumas Considerações

Carlos Augusto de Medeiros

O

s manuais de Psicologia e de Psicoterapia sustentam que fazer terapia não é dar conselhos, sugestões, ordens ou instruções. Zaro e colaboradores

(1977/1980), em seu manual introdutório a aprendizes de clínica, sugerem:

Se o terapeuta está constantemente preocupado em ‘trabalhar para valer’ mais do que o cliente, poderá na verdade comprometer o projeto, não dando ao cliente a oportunidade de desenvolver habilidades que lhe permitam lidar com situações e tomar decisões na vida. Esta abordagem por parte do terapeuta pode ainda manter padrões de dependência na interação que são problemáticos para os clientes nos seus relacionamentos sociais na vida cotidiana (p. 4).

No dia a dia, por outro lado, pessoas frequentemente dizem o que fazer umas

às outras. É comum a crença de que saber ouvir é saber dar conselhos. Na maioria das vezes, as pessoas, quando pedem conselhos, pretendem apenas ser ouvidas.

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6. Autocontrole na perspectiva da análise do comportamento

Ana Karina C. R. De-Farias Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 6

Autocontrole na Perspectiva da Análise do Comportamento1

Vanessa de Fátima Nery

Ana Karina C. R. de-Farias

A

palavra autocontrole é bastante utilizada na linguagem cotidiana. Para o senso-comum, autocontrole pode ser definido como uma propriedade ou característica de uma pessoa que possui, em si mesma, força de vontade para realizar ou deixar de realizar algo, controlar sentimentos ou sensações, manter o equilíbrio emocional interior, dominar os impulsos, agir como quiser, dentre outras dezenas de definições (Castanheira, 2001).

A etimologia da palavra autocontrole é controle próprio. De acordo com o

Novo Dicionário Aurélio (Ferreira, 1999), autocontrole significa equilíbrio. A mesma fonte define equilíbrio como “estabilidade mental e emocional; moderação, prudência, comedimento, autocontrole, domínio, controle” (p. 782). Controlado é definido como “submetido a controle; que tem controle; comedido, moderado” (p. 546). A definição de moderado é “regulado, regrado; que tem moderação ou prudência; comedido, circunspecto; não exagerado; não excessivo; razoável, equilibrado; suave, temperado, ameno” (p. 1351).

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19. O medo de morte na infância: um estudo de caso

Ana Karina C. R. De-Farias Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 19

O Medo de Morte na Infância

Um Estudo de Caso1

Regiane de Souza Quinteiro

O

conceito de infância traz alguns significados que são construídos socialmente, não sendo, portanto, um conceito estático, mas um conceito que sofre modificações em funções das determinações culturais e mudanças estruturais da sociedade.

De acordo com a lei apresentada pelo

Estatuto da Criança e do Adolescente

(1990), considera-se criança a pessoa com até 12 anos incompletos. Campos e Souza

(2003) citam que, na visão de alguns estudiosos, a linha divisória entre a infância e a idade adulta está desaparecendo rapidamente em função das exigências culturais que vão se transformando ao longo do tempo. Observa-se, em contextos sociais diferentes, que as brincadeiras, as vestimentas, o contato com a família, a própria estrutura familiar, têm mudado bastante nas últimas décadas. A criança de hoje compartilha menos tempo com a sua família, porque esta precisa aumentar seu poder aquisitivo para oferecer condições mínimas de educação e subsistência para a criança.

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Aristides Volpato Cordioli Eugenio Horacio Grevet (46)
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Medium 9788582715277

Capítulo 25. Terapia cognitivo-comportamental no transtorno de déficit de atenção/hiperatividade

Aristides Volpato Cordioli, Eugenio Horacio Grevet Grupo A PDF Criptografado

Terapia cognitivo-comportamental no transtorno de déficit de atenção/hiperatividade

25

Katiane Silva

Liseane Carraro Lyszkowski

Luis Augusto Rohde

Eugenio Horacio Grevet

O tratamento do transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) envolve intervenções farmacológicas e psicoterápicas. Neste capítulo, abordamos os principais aspectos envolvidos na avaliação, no plano de intervenção e no tratamento farmacológico e psicoterápico do TDAH. Enfatizamos a descrição de técnicas cognitivas e comportamentais específicas para o tratamento dos sintomas do transtorno em crianças, adolescentes e adultos, inclusive a descrição de protocolos de tratamento. Por fim, destacamos os estudos de eficácia, algumas questões em aberto e as perspectivas futuras para o tratamento de pacientes com TDAH.

O TDAH é um dos diagnósticos mais comuns em psiquiatria, com prevalência mundial de

5,7% em crianças e adolescentes1 e de 2,5% em adultos.2 É caracterizado por sintomas de desa­ tenção, hiperatividade e impulsividade que são mais frequentes e mais acentuados do que o esperado para o estágio de desenvolvimento. Embora tenha sido descrito há mais de um século como um quadro infantil, a persistência do transtorno na idade adulta foi c­omprovada em vários estudos de seguimento,3 causando prejuízos no desempenho acadêmico e profissional e nos relacionamentos. Além disso, o TDAH está associado a risco aumentado de mortalidade quando comparado com o da população em geral.4

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Capítulo 32. Psicoterapias nos transtornos depressivos: terapia interpessoal e terapia psicodinâmica

Aristides Volpato Cordioli, Eugenio Horacio Grevet Grupo A PDF Criptografado

32

Psicoterapias nos transtornos depressivos: terapia interpessoal e terapia psicodinâmica

Guilherme Kirsten Barbisan

Cinthia D. A. Vasconcelos Rebouças

Marcelo Pio de Almeida Fleck

Neusa Sica da Rocha

Este capítulo aborda os fundamentos teóricos, a aplicação clínica e as evidências científicas de duas modalidades de psicoterapia utilizadas no tratamento da depressão: a terapia interpessoal (TIP) e a terapia psicodinâmica. Também são apresentadas as evidências de eficácia dessas técnicas e como elas podem ser utilizadas no manejo terapêutico da depressão.

No adulto, a depressão é uma ocorrência c­ omum, permanecendo, apesar dos significativos avanços diagnósticos e terapêuticos, uma condição subdetectada e subtratada nos diferentes níveis de atenção à saúde. É duas vezes mais frequente em mulheres do que em homens, poden­do manifestar-se em qualquer idade, mas com maior média de ocorrência em torno dos 25 anos.1

Dados recentes da Organização Mundial da

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Capítulo 33. Intervenções psicoterápicas para o tratamento do transtorno bipolar

Aristides Volpato Cordioli, Eugenio Horacio Grevet Grupo A PDF Criptografado

33

Intervenções psicoterápicas para o tratamento do transtorno bipolar

Ives Cavalcante Passos

Karen Jansen

Luciano Dias de Mattos Souza

Flávio Milman Shansis

O transtorno bipolar (TB) acomete cerca de 2 a 4% da população mundial. As taxas de suicídio em pacientes com esse transtorno são de 7,8% para homens e de 4,9% para mulheres.

Sabe-se que cerca de 30% dos pacientes com TB serão hospitalizados em algum momento da vida. Essas evidências demonstram a importância de um tratamento efetivo. Nesse sentido, o tratamento do transtorno inclui intervenções biológicas, como o uso de medicamentos, bem como o emprego de psicoterapias e estratégias de intervenção psicossocial. Neste capítulo, apresentamos os principais modelos de intervenções psicoterápicas que apresentam evidência empírica de eficácia no TB. Tais intervenções demonstraram eficácia na melhora da adesão ao tratamento farmacológico, na remissão dos sintomas maníacos e depressivos, na melhora do funcionamento social e na diminuição das taxas de recaída. Por fim, o capítulo apresenta perspectivas futuras para o manejo do transtorno.

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Capítulo 40. Psicoterapias no tratamento dos transtornos relacionados ao transtorno obsessivo-compulsivo

Aristides Volpato Cordioli, Eugenio Horacio Grevet Grupo A PDF Criptografado

40

Psicoterapias no tratamento dos transtornos relacionados ao transtorno obsessivo-compulsivo

Lucas Lovato

Gabriela Lotin Nuernberg

Aristides Volpato Cordioli

Tricotilomania (TTM), transtorno de escoriação (TE), transtorno de acumulação compulsiva

(TAC) e transtorno dismórfico corporal (TDC) são psicopatologias altamente prevalentes na população e que, até então, vinham recebendo pouca atenção na literatura. A partir do

Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, quinta edição (DSM-5), essas condições passaram a fazer parte de um novo grupo diagnóstico: os transtornos relacionados ao transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Este capítulo descreve a apresentação clínica desses transtornos e o uso de psicofármacos e, em especial, de técnicas comportamentais e cognitivo-comportamentais em seu tratamento.

A partir do DSM-5, em 2013, o TOC foi retirado do grupo dos transtornos de ansiedade e ganhou um agrupamento próprio, TOC e transtornos relacionados (TRs). Esses “relacionados” incluem transtornos graves, que costumavam ser pouco reconhecidos e pouco estudados: TDC, TAC, TTM e TE.1 Além destes, também estão incluídos transtornos que envolvem pensamentos obsessivos ou comportamentos compulsivos induzidos por substâncias ou desencadeados por condições clínicas, classificados como “outros TRs”.

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Capítulo 1. Aspectos conceituais e raízes históricas das psicoterapias

Aristides Volpato Cordioli, Eugenio Horacio Grevet Grupo A PDF Criptografado

Aspectos conceituais e raízes históricas das psicoterapias

1

Nuno Pereira Castanheira

Eugenio Horacio Grevet

Aristides Volpato Cordioli

As psicoterapias têm suas raízes na história da filosofia, da medicina, da psiquiatria e da psicologia. Neste capítulo, descrevemos a evolução do conhecimento que nos permitiu ter um conceito de mente ligada ao funcionamento cerebral, passo essencial para o surgimento de intervenções psicoterapêuticas racionais para o tratamento dos transtornos mentais. São abordados conceitos como mente, dualismo, monismo e método científico. Dessa forma, o leitor poderá ter uma visão sucinta dos pressupostos filosóficos e científicos que são as bases teóricas das diferentes formas de psicoterapia. Entender tais pressupostos é essencial para uma leitura crítica dos capítulos que se seguem a este, assim como para iniciar a construção de uma racionalidade mínima, necessária para o exercício do papel de psicoterapeuta. Também são descritas as origens históricas das principais correntes de psicoterapia − a psicanálise, a terapia comportamental, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) e a terapia existencial.

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Aronson Elliot Wilson Timothy D Akert Robin M (16)
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Glossário

ARONSON, Elliot; WILSON, Timothy D.; AKERT, Robin M. Grupo Gen PDF Criptografado

Glossário

Aceitação Privada  Conformar-se ao comportamento de outras pessoas devido a uma crença genuína de que o que fazem ou dizem é correto

Atitudes Explícitas  Atitudes que conscientemente endossamos e que podemos facilmente descrever

Acessibilidade  Medida de quanto os esquemas e os conceitos estão no primeiro plano da mente e, portanto, são mais suscetíveis de serem utilizados para fazer julgamentos sobre o mundo social

Atitudes Implícitas  Atitudes que são involuntárias, incontroláveis e, algumas vezes, inconscientes

Acessibilidade de Atitude  A força da associação entre um objeto de atitude e a avaliação da pessoa sobre esse objeto, medida pela velocidade com que a pessoa pode relatar como se sente sobre o objeto

Administração da Impressão  A tentativa de fazer com que os outros nos vejam como queremos ser vistos

Afinação Social  Processo por meio do qual as pessoas adotam as atitudes de outra pessoa

Agressão  Comportamento intencional com o objetivo de causar dor física ou psicológica em outra pessoa

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CAPÍTULO 5 - O Eu (Self): A Compreensão de Nós Mesmos em um Contexto Social

ARONSON, Elliot; WILSON, Timothy D.; AKERT, Robin M. Grupo Gen PDF Criptografado

5

Aronson - Cap 05 4ª prova.indd 82

O Eu (Self ) 

A Compreensão de Nós Mesmos em um Contexto Social

03/02/2015 15:05:54

O

s grandes atletas nascem prontos, não são feitos — ou assim parece.

“Ela nasceu para isso”, ouvimos, ou “Ele é um em um milhão”. O talento é importante para o sucesso dos atletas, é claro, e é por isso que um dos autores

deste livro se tornou psicólogo, em vez de jogador de beisebol profissional. Mas o talento

é tudo? Pense em Michael Jordan, considerado o mais talentoso jogador de basquete que já existiu. Você sabia que ele foi cortado do time da escola (sim, aquele Michael Jordan)?

Em vez de desistir, ele redobrou os esforços, passou a sair de casa às 6 horas para treinar antes da escola. Acabou sendo aceito pela Universidade da Carolina do Norte, que tem um dos melhores programas de basquete dos Estados Unidos. Mas, em vez de descansar sobre os louros, Jordan constantemente trabalhou seu jogo. Um ano depois de uma de‑ cepcionante derrota no fim da temporada da Carolina do Norte, Jordan foi direto para o ginásio e passou horas trabalhando no arremesso com salto. Mia Hamm, que, no auge, era a melhor jogadora de futebol feminino do mundo, tinha a mesma atitude. Com 10 anos, ela conseguiu entrar em um time de garotos de 11 anos, tornando‑se depois a artilheira do time. Na universidade, ela não pensava que era tão boa, mas, conforme foi jogando contra as melhores jogadoras do país, viu que estava “melhorando mais rápido do que sonhava ser possível” (Hamm, 1999, p. 4). Depois de jogar nos times que ganharam o primeiro lugar

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PSA 2 - PSICOLOGIA SOCIAL EM AÇÃO 2 - Psicologia Social e Saúde

ARONSON, Elliot; WILSON, Timothy D.; AKERT, Robin M. Grupo Gen PDF Criptografado

PSICOLOGIA SOCIAL EM AÇÃO

2

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Psicologia Social e Saúde

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oanne Hill sofreu uma inimaginável quantidade de perdas num período de quatro anos. Isso começou quando seu marido, Ken, morreu de insuficiência car‑ díaca aos 55 anos, seguido, num curto espaço de tempo, pelas mortes de seu irmão,

padrasto, mãe, tia, dois tios, dois primos, o companheiro de sua prima, sua madrasta e, finalmente, seu filho, que morreu subitamente de um ataque cardíaco aos 38 anos. Joanne ajudou a cuidar de vários desses entes queridos antes de morrerem, incluindo sua mãe, que sofria de Alzheimer e câncer de mama, seu irmão, que morreu de câncer de pulmão e sua tia, que morreu de câncer de fígado. “Todos os que eu amava pareciam precisar de ajuda”, disse ela (Hill, 2002, p. 21).

Como poderia alguém suportar tanta dor? Com certeza, qualquer uma dessas tragé‑ dias nos deixaria paralisados e sofrer tanto em tão pouco tempo certamente nos levaria ao ponto de ruptura, com alto preço a nosso bem‑estar físico e emocional. Porém, em vez de rastejar para baixo de uma rocha, Joanne passou por tudo isso — que ela chamou de seus

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CAPÍTULO 10 - Atração Interpessoal: Das Primeiras Impressões aos Relacionamentos Íntimos

ARONSON, Elliot; WILSON, Timothy D.; AKERT, Robin M. Grupo Gen PDF Criptografado

266  CAPÍTULO 12  bullying e proteger/ajudar as crianças solitárias. Os professores organizaram grupos de estudo cooperativos e passaram a agir rapidamente contra xingamentos e outras formas de agressão que se transformavam em bullying. Os diretores das escolas asseguraram‑se de que os refeitórios, ba‑ nheiros e playgrounds fossem adequadamente supervisionados. Em terceiro lugar, caso o bullying ocorresse mesmo com essas ações preventivas, tutores treinados fariam uma intervenção, usando uma combinação de punições leves com terapia intensa e aconselhamento dos pais.

Vinte meses depois do começo da campanha, os atos de bullying diminuíram pela metade, com progresso em todos os anos escolares. Olweus concluiu: “não é mais concebível evitar agir sobre os problemas do bullying usando como desculpa a falta de conhecimento — tudo se resume à vontade e ao envolvimento por parte dos adultos” (1991, p. 415). Você consegue pensar em maneiras de usar as técnicas de Olweus para reduzir o cyberbullying?

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CAPÍTULO 9 - Processos Grupais: A Influência nos Grupos Sociais

ARONSON, Elliot; WILSON, Timothy D.; AKERT, Robin M. Grupo Gen PDF Criptografado

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Processos Grupais  a Influência nos Grupos Sociais

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m 19 de março de 2003, um dia de primavera excepcionalmente frio em

­Washington, D.C., o Presidente George W. Bush convocou uma reunião com seus principais conselheiros na Situation Room, centro nevrálgico no porão

da Casa Branca. Meses de planejamento estavam em questão naquele momento — a aprovação final da invasão do Iraque. O presidente primeiro perguntou se algum conse‑ lheiro tinha alguma consideração final ou recomendação. Como ninguém se manifestou, ele pediu à equipe para estabelecer uma videoconferência segura com o General Tommy

Franks, comandante das Forças Armadas americanas no Oriente Médio. Franks e seus comandantes seniores de campo, que estavam na base da Força Aérea Prince Sultan, na

Arábia Saudita, deram ao Presidente Bush um resumo final, depois do qual o General

Franks concluiu: “A Força está pronta para agir, Sr. Presidente.” Bush fez, então, um co‑ municado: “Pela paz no mundo e para benefício e liberdade do povo iraquiano, eu, por meio deste, dou a ordem para executar a Operação Iraque Livre. Que Deus abençoe as tropas.” (Woodward, 2004, p. 379.)

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