Ana Karina C R De Farias Fl Via Nunes Fonseca Lorena Bezerra Nery (2)
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Capítulo 20. Análise funcional de um caso de transtorno bipolar

Ana Karina C. R. De-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Análise funcional de um caso de transtorno bipolar

Alceu Martins Filho

O diagnóstico psiquiátrico é importante para que informações sobre o indivíduo que procura tratamento na área da saúde mental sejam compartilhadas entre os profissionais. Essas informações versam sobre padrões topográficos (i.e., formas de comportamento) de respostas estatisticamente prevalentes em sujeitos acometidos por transtornos mentais de mesma alcunha (Lappalainen

& Tuomisto, 2005). Os padrões topográficos de respostas são os sintomas. Dessa forma, a descrição presente no Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (American Psychiatric Association [APA], 2013/2014) não inclui a história de seleção ontogenética que produziu esse responder nem as consequências que mantêm essas respostas, tampouco atenta para os contextos antecedentes envolvidos na sua emissão.

Para a terapia de base analítico-comportamental, discursar sobre estatística e rótulos psicopatológicos não é fundamental. A Análise do

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Capítulo 3. Reflexões sobre o estabelecimento de objetivos terapêuticos na clínica analítico-comportamental

Ana Karina C. R. De-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Reflexões sobre o estabelecimento de objetivos terapêuticos na clínica analítico-comportamental

Nicolau Chaud de Castro Quinta

Ao contrário do que aconteceu com muitas abordagens e modelos terapêuticos da Psicologia, a Análise do Comportamento foi concebida e desenvolvida sem nenhuma preocupação inicial direta com práticas clínicas. Enquanto ciência psicológica, propõe-se a descrever e explicar fenômenos comportamentais sob uma ótica behaviorista radical. Ainda que Skinner em sua obra tenha deixado explícitos seus vieses políticos e seu interesse em promover modificações culturais por meio de uma ciência do comportamento (Skinner, 1948/1977, 1953/1998, 1971/2000), a

Análise do Comportamento enquanto corpo de conhecimento não tem caráter prescritivo. Assim, embora exista um alto grau de coerência e uniformidade teórica na descrição dos fenômenos comportamentais tratados em qualquer terapia de base analítico-comportamental, não existem parâmetros universais ou unânimes que ditam como um processo psicoterapêutico deve ser conduzido a partir dessa ciência.

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Ana Merc S Bahia Bock Maria De Lourdes T Teixeira Odair Furtado (25)
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CAPÍTULO 20 - ADOLESCÊNCIA: TORNAR-SE JOVEM

Ana Mercês Bahia Bock, Maria de Lourdes T. Teixeira, Odair Furtado Editora Saraiva PDF Criptografado

n

ê c s e l o

Ad e s r a n r o t

CAPÍTULO 20

A adolescência e a juventude constituem-se etapas idealizadas da vida humana no mundo atual. Criou-se até o conceito

“adultescência” para referir-se ao fenômeno dos adultos que têm como referência o padrão de conduta e os hábitos de consumo dos adolescentes.

A Psicologia estuda essas etapas da vida – adolescência e juventude –, esclarecendo aspectos importantes que contribuem para sua compreensão. Uma dessas contribuições é propor pensar se existe a adolescência como etapa comum a todos os seres humanos ou muitas adolescências produzidas por condições históricas e culturais diversas. quando eu tiver setenta anos então vai acabar esta adolescência [...].1

UTILIZE O QRCODE PARA

VER A POESIA COMPLETA

1

LEMINSKI, Paulo. Caprichos & relaxos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.

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I V | P s i c o l o g i a : u m a l e i t u ra d a rea l i d a d e

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CAPÍTULO 3 - PSICANÁLISE

Ana Mercês Bahia Bock, Maria de Lourdes T. Teixeira, Odair Furtado Editora Saraiva PDF Criptografado

CAPÍTULO 3

n a c i s

P

Sigmund Freud, o fundador da Psicanálise na passagem do século XIX para o século XX, afirmava que ao construir sua teoria ele não pretendia formar convicções, mas estimular o pensamento e derrubar preconceitos.

Se fosse preciso concentrar numa palavra a des­

coberta freudiana, essa palavra seria incontestavelmente inconsciente.1

SIGM UND FREUD ­—

O FUNDADOR DA PSICANÁLISE

As teorias científicas surgem influenciadas pelas condições da vida social, nos seus aspectos econômicos, políticos, culturais etc. São produtos históricos criados por homens concretos, que vivem em seu tempo e

1

LAPLANCHE, Jean; PONTALIS, Jean-Bertrand. Vocabulário da psicanálise. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2016. p. 307.

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I | A c ara c ter i z ação d a ps i c o l o g i a

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contribuem ou alteram, radicalmente, o desenvolvimento do conhecimento.

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CAPÍTULO 25 - FELICIDADE É...

Ana Mercês Bahia Bock, Maria de Lourdes T. Teixeira, Odair Furtado Editora Saraiva PDF Criptografado

CAPÍTULO 25

d a d i c i l

Fe

ONDE ESTÁ A F ELICIDADE ?

Este capítulo não é de autoajuda! Não oferece receitas e nem pistas para atingir a felicidade. A finalidade do capítulo é abordar um tema que, desde tempos imemoriais, ocupou a humanidade, como um estado desejado por todos.

Em um livro introdutório na área da Psicologia, tratar o tema é uma proposta pretensiosa. E por que fazer esse investimento arriscado e polêmico? Porque, na atualidade, nessa segunda década do século XXI, há o cultivo da ideia de satisfação plena de cada um dos membros da sociedade, a felicidade se torna uma obsessão. É compreendida, quase exclusivamente, como resultado de esforço individual e, também, chama muito atenção as múltiplas estratégias e os produtos oferecidos e/ou que as pessoas utilizam para

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dar sentido à sua vida, como garantia da obtenção de felicidade: os búzios, as drogas (incluindo os medicamentos), as academias (a produção de endorfina!!), a alimentação natural, a yoga, sites de relacionamento, o sexo, a pornografia, a gastronomia, o novo e rapidamente ultrapassado equipamento tecnológico ...enfim, a lista é interminável. E, ainda, não podemos esquecer das religiões que oferecem a felicidade extraterrena e a Psicologia (Será?). Então, é um capítulo descritivo das muitas – e não todas! – considerações sobre o assunto e a conclusão será de cada um.

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CAPÍTULO 22 - VIOLÊNCIA

Ana Mercês Bahia Bock, Maria de Lourdes T. Teixeira, Odair Furtado Editora Saraiva PDF Criptografado

CAPÍTULO 22

ê l o

Vi

INTROD U ÇÃO

Esse é um tema interdisciplinar. Uma única área de conhecimento não dá conta de sua compreensão porque são múltiplos os seus determinantes – históricos, demográficos, políticos, econômicos, antropológicos, psicossociais – e suas expressões também são muitas: guerra, preconceito, intolerância, criminalidade, abuso sexual de crianças e adolescentes, contaminação das

águas, suicídio, tortura e inúmeras outras faces da destrutividade humana. No conjunto das disciplinas que buscam compreender o fenômeno da violência e suas muitas manifestações, a Psicologia se destaca considerando que a sua vocação é, também, colocar como objeto de reflexão, “sob a luz dos holofotes”, os aspectos sombrios da produção humana; no caso, a violência.

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A complexidade do fenômeno torna evidente que

é impossível “esgotá-lo” em todos os seus aspectos em um capítulo introdutório em Psicologia. Portanto, o objetivo deste texto é fornecer subsídios para a compreensão da violência como sintoma, como produção humana, e buscar abordar de modo mais extenso uma de suas manifestações: o adolescente autor de ato infracional, por revelar o desperdício de vidas desse setor da população. A relevância desse recorte – e não outro – está na justificativa que a outra face dessa

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CAPÍTULO 8 - PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO

Ana Mercês Bahia Bock, Maria de Lourdes T. Teixeira, Odair Furtado Editora Saraiva PDF Criptografado

i g o l o c i

Ps v l o v n e s de

CAPÍTULO 8

Compreender o desenvolvimento humano

é uma condição para tentar responder o porquê das condutas de bebês, crianças, adolescentes, jovens, adultos e dos mais velhos. O desenvolvimento é um processo contínuo e ininterrupto em que os aspectos biológicos, físicos, sociais e culturais se interconectam, se influenciam reciprocamente, produzindo indivíduos com um modo de pensar, sentir e estar no mundo absolutamente singulares e únicos.

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Esta área de conhecimento da Psicologia estuda o desenvolvimento do ser humano em todos os seus aspectos: físico-motor, intelectual, afetivo-emocional e social – do nascimento até a idade adulta. Entende-se que os seres humanos nunca param de se desenvolver e, por isto, atualmente, há também nesse campo, estudos sobre o envelhecimento, reconhecendo-se que na chamada idade adulta esses aspectos indicados adquirem certa estabilidade e maturidade.

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Ana Merces Bahia Bock Odair Furtado Maria De Lourdes Trassi Teixeira (5)
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PSICOLOGIA

Ana Merces Bahia Bock, Odair Furtado, Maria De Lourdes Trassi Teixeira Editora Saraiva PDF Criptografado

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PARTE III • TEMAS TRANSVERSAIS

Bibliografia comentada

A bibliografia é vasta nas áreas do Direito, Sociologia do Direito e Filosofia. A Psicologia começa a fazer estudos mais sistemáticos sobre essa articulação. O primeiro livro sobre o tema foi publicado em 1945, Manual de Psicologia Jurídica, de Mira y Lopez,21

“[...] uma visão centrada na psicopatologia, objetivando a manutenção da inquestionável ordem pública [...]”.22

É possível encontrar na obra de Michel Foucault uma visão crítica do sistema de justiça e, particularmente, de sua aplicação: o encarceramento. Um livro que suscita questionamentos importantes para a prática profissional de psicólogos e operadores do direito de Foucault é Vigiar e punir.23 Um bom dicionário de Filosofia também auxilia na compreensão crítica de muitos conceitos de ambas as áreas. Utilizamos o Dicionário de Filosofia de Nicola Abbagnano.24 E vale a pena ler pelo menos um dos livros de Loïc

Wacquant, por exemplo, Os condenados da cidade.25 A leitura do Estatuto da Criança e do

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SUMÁRIO

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PSICOLOGIA SÉRIE EM FOCO

Parte III – Temas transversais: são conteúdos transversais relacionados às áreas de conhecimento sob a ótica da Psicologia, como o sujeito e sua relação com grupos, coletividade, meio ambiente, o mundo do trabalho, família, meios de comunicação e justiça.

Parte IV – Leitura do cotidiano a partir da Psicologia: são temas atuais que têm se tornado importantes para propor a reflexão dos profissionais e interessados em uma formação voltada para a cidadania, como ética, relações raciais, felicidade e fenômenos da contemporaneidade.

O livro é um começo de conversa e está estruturado com o objetivo de apresentar, inicialmente, a temática a ser tratada, em seguida, o conteúdo exemplificado e as considerações finais. Ao final, há sugestões de atividades que podem ajudar o leitor na construção de suas dúvidas, suposições, análises e no aprofundamento do estudo. Há referências comentadas, pois consideramos que a leitura e os debates em classe podem produzir questões que mereçam mais espaço para reflexão.

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Parte I - APRESENTANDO A PSICOLOGIA

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PSICOLOGIA SÉRIE EM FOCO

18.5 O medo social ..........................................................................................................................

18.6 Mudanças na sexualidade ........................................................................................................

Considerações finais .........................................................................................................................

Atividades práticas ...........................................................................................................................

Bibliografia comentada ....................................................................................................................

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REFERÊNCIAS.................................................................................................................................. 249

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PARTE II - CONCEITOS E TEMAS ÚTEIS

Ana Merces Bahia Bock, Odair Furtado, Maria De Lourdes Trassi Teixeira Editora Saraiva PDF Criptografado

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PARTE I • APRESENTANDO A PSICOLOGIA

artes em geral também são, desde os primórdios da humanidade, uma fonte de pesquisa e de conhecimento sobre o humano e suas diferentes expressões em vários momentos da

História e de diferentes regiões do planeta. Então, este é um capítulo que propõe que você possa resgatar suas experiências de leituras diversas, possa colocá-las sob reflexão com o objetivo de retirar delas aquilo que é útil para compreender o outro e se desvencilhar daquilo que obstaculiza essa compreensão porque está contaminada por preconceitos ou falsas representações (ideias) sobre o outro, o parceiro ou o foco do trabalho.

No entanto, há algumas referências que podem ser úteis.

O livro Cultura: um conceito antropológico, de Roque de Barros Laraia,8 apresenta em uma linguagem acessível o conceito de cultura e os equívocos mais frequentes quando se adota uma leitura determinista (unidimensional) para compreender o ser humano, quer seja o determinismo biológico ou geográfico ou...

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PARTE III - TEMASTRANSVERSAIS

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PARTE III

TEMAS

TRANSVERSAIS

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CAPÍTULO 8

RELAÇÕES HUMANAS

E GRUPOS

Objetivos do capítulo

Você já imaginou viver em um lugar sem se relacionar com nenhuma outra pessoa?

Já pensou se isso é possível? Tarzan e Robinson Crusoé talvez sejam exercícios culturais dessa possibilidade, ou melhor, dessa impossibilidade. É exatamente esta a questão deste capítulo: vivemos em sociedade, convivemos com muitos “sócios”, e talvez tenhamos parado para pensar se poderíamos viver sem eles, mas poucas vezes pensamos por que é tão importante viver com eles. Este capítulo tratará das vivências e dos processos que ocorrem nas relações de convivência mais ou menos duradouras, mais ou menos

íntimas: os grupos sociais.

8.1 Introdução

Leontiev, um autor soviético que viveu durante quase todo o século XX, escreveu:

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Ant Nio Geraldo Da Silva Antonio Egidio Nardi Alexandre Paim Diaz (19)
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Capítulo 3. Maconha: da ilegalidade à prática clínica

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CAPÍTULO 3

Analice Gigliotti

Thais Simões

Lucas Hosken

  PONTOS-CHAVE

■A maconha é uma substância de uso secular, seja para cunho medicinal, seja para cunho religioso ou, mais recentemente, recreativo.

■Embora seja uma “erva natural”, está longe de ser livre de malefícios.

■Tem potencial aditivo, e sua síndrome de abstinência foi recentemente incluída no DSM-5.

■Alguns canabinoides sintéticos podem efetivamente ser usados como agentes terapêuticos para diversas condições médicas, embora nenhum deles deva ser empregado como primeira escolha, pois os estudos ainda são limitados se comparados aos dos demais fármacos existentes.

■A legalização da maconha traz consequências para a saúde pública, e qualquer país que deseje trilhar esse caminho deve pesar riscos e benefícios dessa política, sempre de acordo com as evidências existentes.

 VINHETA CLÍNICA 3.1

F. J., jovem de 23 anos, é trazido pelos pais para consulta psiquiátrica. Mais novo entre três filhos, seu pai conta que, aos 18 anos, o garoto apresentou o primeiro surto psicótico, tendo se trancado em um quarto de hotel em uma viagem com amigos para comemorar a formatura do colégio, alegando que estava sendo perseguido e filmado pela máfia italiana, e que esta havia implantado um rastreador em sua cabeça. Sua namorada à época contou para a família que ele já estava estranho há cerca de três meses, pedindo que ela falasse baixo em alguns momentos, e que quase não saía mais de casa, aparentando estar sempre assustado. Contou também que ele havia começado a fumar maconha cerca de três anos antes, aos 15, e que naquela viagem todos haviam fumado “bastante maconha” e comido um brownie de haxixe. Ficou internado na ocasião por seis semanas, tendo feito uso de risperidona, 6 mg/dia, com melhora dos sintomas.

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Capítulo 10. O diagnóstico da Esquizofrenia no presente (CID-10 e DSM-5) e no futuro (CID-11)

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CAPÍTULO 10

Helio Elkis

Itiro Shirakawa

  PONTOS-CHAVE

■O transtorno que denominamos “esquizofrenia” tem como base concepções da doença desenvolvidas no século XIX, por Kraepelin, que a denominou “demência precoce”.

■Eugen Bleuler criou o termo esquizofrenia e descreveu alguns dos sintomas considerados fundamentais para seu diagnóstico, como desorganização do pensamento e embotamento afetivo.

■Escutar vozes que argumentam, contra-argumentam e comentam atividades da pessoa, ter percepção delirante e delírios de influência, bem como o roubo e a transmissão do pensamento são sintomas descritos por Kurt Schneider.

■Kraepelin, Bleuler e Schneider influenciaram os critérios diagnósticos de esquizofrenia que surgiram nos anos 1970 e 1980, culminando nos critérios descritos na 3a edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-III), da American Psychiatric Association (APA), e em suas edições subsequentes.

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Capítulo 9. Suicídio

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CAPÍTULO 9

Verônica de Medeiros Alves

Valfrido Leão de Melo Neto

  PONTOS-CHAVE

■O suicídio é um fenômeno complexo, multifatorial, caracterizado como um problema de saúde pública. É a segunda causa de morte no mundo entre pessoas de 15 a 29 anos e a décima quinta no geral. Contabilizam-se mais de 800 mil casos a cada ano. O Brasil está entre os dez países que registram os maiores números absolutos de suicídios.

■Ideação suicida é o pensamento deliberado de autoagressão ou planejamento de possíveis atos que provoquem a própria morte. Já a tentativa de suicídio é qualquer comportamento suicida não fatal, incluindo autoenvenenamento, lesão ou autoagressão, que pode ou não ter intenção fatal. O suicídio, por sua vez, é o ato intencional que resulta em morte.

■Estudos genéticos e neurobiológicos sugerem que o comportamento suicida resulta de uma interação complexa de vários genes e fatores ambientais estressores.

■A presença de transtorno mental é considerada o principal fator de risco para suicídio. História pessoal de tentativa de suicídio também é um fator de risco importante. Ocorrência de eventos adversos precoces na vida, como violência física ou sexual, constitui marcador de vulnerabilidade para comportamento suicida.

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Capítulo 16. Saúde mental da mulher: tópicos importantes

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CAPÍTULO 16

Joel Rennó Jr.

Renan Rocha

Para todo problema complexo existe sempre uma solução simples, atraente e errada.

Henry Louis Mencken

  PONTOS-CHAVE

■A mais recente edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-5), da American Psychiatric Association (APA),1 estabeleceu definitivamente o transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM), apresentando-o no grupo dos transtornos depressivos. Entre os seus critérios diagnósticos, encontram-se 11 grupos de manifestações clínicas, dos quais 10 são sintomas e sinais psiquiátricos.

■As manifestações vasomotoras foram identificadas como fatores preditivos independentes para a depressão na perimenopausa. Assim, sudorese noturna e sobretudo fogachos durante o climatério são sintomas de alerta para o rastreamento da depressão e para sua alta suspeição.

■Um consenso de diretrizes de instituições médicas de referência recomenda o rastreamento da depressão em gestantes, preferencialmente empregando instrumento psicométrico padronizado e validado. Na gravidez, a Escala de Depressão Pós-parto de Edimburgo ­(Edinburgh Postnatal Depression Scale – EPDS) é o instrumento de rastreamento mais recomendado e utilizado.

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Capítulo 5. Saúde mental e pré-escola

Antônio Geraldo da Silva, Antonio Egidio Nardi, Alexandre Paim Diaz Grupo A ePub Criptografado

CAPÍTULO 5

Gabriela M. Dias

  PONTOS-CHAVE

■A saúde mental no pré-escolar é definida como a capacidade da criança de experimentar, regular e expressar suas emoções; de formar relacionamentos estreitos e seguros; e de aprender e explorar o ambiente.

■Em torno de 10% das crianças menores de 6 anos apresentam algum problema de saúde mental clinicamente significativo, com taxas de comprometimento e persistência comparáveis àquelas observadas em crianças mais velhas.

■O desafio para o diagnóstico é diferenciar o comportamento normal para a idade de sintomas de um transtorno psiquiátrico.

■A importância da avaliação e da intervenção precoces não pode ser subestimada. Estudos indicam que há períodos críticos em que a avaliação e a intervenção oportuna podem melhorar as trajetórias de desenvolvimento e prevenir ou reduzir a gravidade das sequelas psiquiátricas.

■A intervenção precoce é fundamental para melhores desenvolvimento e prognóstico.

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Antonio Quinet (18)
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VIII. Da Esquizofrenia à Paranoia

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VIII

DA ESQUIZOFRENIA À PARANOIA

Para abordarmos o tratamento psicanalítico na clínica da psicose, vamos nos orientar por uma indicação de Lacan no momento em que foi lançado na França o texto de Schreber. Em sua “Apresentação da tradução francesa das Memórias do presidente Schreber”, publicada nos Cahiers pour l’Analyse, de novembro-dezembro de 1966 pelo

Círculo de Epistomologia da École Normale Supérieure, Lacan propõe uma polaridade “(...) do sujeito do gozo ao sujeito que o significante representa para um significante sempre outro (...)” e um conceito: “(...) não será mesmo isso que vai nos permitir uma definição mais precisa da paranóia como identificando o gozo nesse lugar do Outro enquanto tal”.1 A partir dessas indicações abordaremos dois tipos clínicos encontrados no campo da psicose: a paranóia e a esquizofrenia.

A polaridade do sujeito

Essa polaridade contém uma orientação tal como indica a construção da frase onde se encontra. Pode-se escrevê-la:

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III. Que Realidade para o Louco?

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III

QUE REALIDADE PARA O LOUCO?

Estaria o louco fora da realidade? Só o neurótico teria o privilégio da realidade? Quem percebe e como percebe a realidade?

A abordagem da psicose a partir da questão do sujeito nos obriga a redefinir a própria noção da realidade percebida. O imaginário dá a forma, o molde, à nossa realidade, mas esta não se reduz a ele.1 A realidade para o homem é modelada à sua imagem, assim como o eu

é o reflexo do sujeito nos objetos do mundo. É por isso que o conhecimento a que tem acesso o eu, a partir do que percebe do mundo, é sempre paranoico, pois é a partir do eu, como se desvela na paranoia, que o sujeito concebe e conhece o mundo. Assim como o eu, o conhecimento é também paranoico, pois aí no ato de conhecer o mundo a forma do eu se reflete sem que no entanto o sujeito disso se dê conta.

É o caso do alienista Simão Bacamarte:2 a paixão taxinômica que tinha pelos doentes mentais revela-se como paixão pelo eu, que é, por definição, prenhe de delírio. Após afirmar que todos são alienados, o alienista inverte a situação e se afirma como o único alienado. O amor por si mesmo, que Freud denominou narcisismo, é equivalente ao amor pelo delírio, pois o delírio é o mundo reconstruído onde se projeta o eu do sujeito: os psicóticos, diz Freud, amam seus delírios como a si mesmos.

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IX. Tratamento Psicanalítico da Psicose

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IX

TRATAMENTO PSICANALÍTICO DA PSICOSE

Que significa tratamento? Na linguagem psicanalítica significa tratamento por um intermédio de um discurso. É possível o tratamento da psicose pelo discurso do analista? Antes de chegarmos ao discurso do analista, vejamos por quais discursos o louco tem sido tratado.1

O louco nos quatro discursos

O louco é tratado pela psiquiatria, pela polícia, ou ainda, pela assistência social. A repressão trata o louco com a injunção à adaptação à norma para que ele produza trabalho. Aqui tem-se a estrutura do discurso do mestre:

S1

S/

S2 a

O agente da polícia, por exemplo, atua sobre o louco: (S1  S2) para que este produza o objeto (a) com o qual aquele poderá gozar: seja objeto de divertimento, sejam objetos de consumo produzidos pelo trabalho forçado dito terapêutico.

A psiquiatria universitária trata o louco não como sujeito, mas como objeto – de estudo, exames, cuidados, farmacopeia. Pode-se depreender da prática da psiquiatria a estrutura do discurso universitário:

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IV. O Gozo na Psicose

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IV

O GOZO NA PSICOSE

Para além de uma questão preliminar

A psicose desvela “a origem sórdida do nosso ser”.1

A questão preliminar a todo tratamento possível da psicose é a questão que “nos é colocada”, diz Lacan, “pela existência do louco”. E que será por ele respondida com a foraclusão do Nome-do-Pai no lugar do Outro como condição essencial da psicose, e que tem como efeito, quando do desencadeamento, a regressão tópica ao estádio do espelho.

Trata-se, então, nesse texto de Lacan, daquilo que, no registro simbólico, vai corresponder à estrutura da psicose e seus efeitos no registro imaginário. Mas logo após o trecho em que estabelece a foraclusão Lacan afirma: “o que acabo de trazer aqui como questão preliminar a todo tratamento possível da psicose, prossegue sua dialética para além. (...)”.2

Quais são as coordenadas que existem nesse texto mesmo e que nos permitem ir além? As que estão em conexão com o aforisma correspondente à foraclusão do Nome-do-Pai: “o que está foracluído no simbólico retorna no real”.

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VII. Curável e Incurável

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VII

CURÁVEL E INCURÁVEL

1

“Se o enfermo”, diz Freud em `O início do tratamento’, “não padece de uma histeria nem de uma neurose obsessiva, mas de uma parafrenia, o médico não poderá manter sua promessa de cura e portanto deverá dispor, de sua parte, de todo o possível para evitar um erro de diagnóstico.” Freud atrela, portanto, a promessa de cura do psicanalista à precisão diagnóstica, reservando-a à neurose em detrimento da psicose. De que cura se trata em psicanálise? E com qual incurável o analista tem de lidar? Questão fundamental para sabermos o que nos

é impossível prometer como cura na psicose e o que nos é permitido esperar em seu tratamento pelo discurso analítico.

A promessa e a demanda

O entusiasmo terapêutico de Freud é registrado desde seus Estudos sobre a Histeria e durante toda a primeira tópica e a metapsicologia, como podemos constatar nas “Conferências introdutórias”

27 e 28: “Obtemos, em condições favoráveis, sucessos terapêuticos não menores do que os mais belos resultados que se obtêm no âmbito da medicina interna e posso acrescentar que os sucessos obtidos pela psicanálise não podem ser obtidos por nenhum outro procedimento de tratamento.” Essa comparação da psicanálise com a medicina, no que

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