Affonso Rosa Maria Lopes (25)
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11. Casos clínicos

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Casos clínicos

Rosa Maria Lopes Affonso

A seguir, relatarei alguns casos clínicos, como ilustração do uso da técnica ludodiagnóstica.

Caso Berenice

Identificação

Trata­‑se de uma criança de 7 anos e 2 meses, do sexo feminino, a quem chamarei de

Berenice. Ela frequentava o primeiro ano do ensino fundamental e o nível socioeconômico familiar era classe baixa.

Queixa

A mãe procurou a clínica por solicitação da escola, pois a menina apresentava dificuldades de aprendizagem e comportamento agitado no ambiente escolar. Além disso, a mãe relatou que Berenice não obedecia às suas ordens, corria o tempo todo, era malcriada, respondona e só falava gritando, comportando­‑se de maneira oposta à da irmã. Berenice tem uma irmã gêmea a quem daremos o nome de Bárbara.

Síntese da anamnese

A mãe não se lembrava de quando esse comportamento havia começado, mas afirmava

que até uns 3 anos de idade Berenice era um amor, calma e apresentava­‑se como uma criança normal.

Atualmente, quando contrariada, colocava os dedos na boca. A mãe relatou que quando a criança apresentava esse comportamento não conseguia ter paciência, começava a gritar com ela e às vezes batia nela. Aos 5 anos de idade, a mãe levou­‑a a uma psicóloga, a pedido da escola, e esta orientou­‑a a conversar mais com Berenice, mas sem deixar de colocar limites. Na época, a mãe admitiu que não sabia dizer “não” para suas filhas.

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6. O ludodiagnóstico e as técnicas projetivas expressivas

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O ludodiagnóstico e as técnicas projetivas expressivas

Rosa Maria Lopes Affonso

O

ludodiagnóstico é uma técnica projetiva, geralmente utilizada em situações de psicodiagnóstico infantil. Comumente essa técnica é utilizada pelo psicólogo no primeiro encontro com a criança, após as entrevistas com os pais, no processo psicodiagnóstico, como uma das etapas de um dos conjuntos de técnicas e testes utilizados para o diagnóstico clínico.

Na literatura, a observação lúdica ou ludodiagnóstico tem como fundamentação teórica os estudos de Freud (1900; 1905;

1909; 1910; 1920; 1923) e Melanie Klein

(1921; 1923; 1928; 1930; 1932; 1955), sendo esta quem sistematizou a técnica e o valor do jogo lúdico como instrumento de investigação clínica e terapêutica (Klein,

1929; 1932; 1955). Entretanto, há vários autores que, a partir daí, sistematizaram a hora lúdica. Aberastury (1962), Efron e colaboradores (1976), Greenspan e Greenspan

(1993), Soifer (1992) são slguns exemplos.

Alguns profissionais utilizam apenas este instrumento como avaliação psicológica da criança, como é o caso de alguns psicanalistas. Outros o utilizam como um rapport com a criança, para prepará­‑la para o processo de avaliação psicológica, ou seja, antes da aplicação de alguns testes psicológicos. Outros ainda a utilizam dentro de um conjunto de procedimentos de avaliação que fará parte do conjunto de

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19. O lúdico no consultório: análise do ludodiagnóstico na demanda da saúde suplementar

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O lúdico no consultório

Análise do ludodiagnóstico na demanda da saúde suplementar

Marisa Cintra Bortoletto

A

saúde suplementar apareceu no cenário nacional para suprir as deficiências da saúde pública brasileira. É composta pelas operadoras de saúde, as quais administram e comercializam os diversos planos de saúde.

A Agência Nacional de Saúde (ANS), conjuntamente com as operadoras, é responsável pela regulamentação do rol de procedimentos médicos, odontológicos e psicológicos, entre outros. Recentemente, em 2008, a psicologia clínica foi contemplada com 12 sessões/ano de psicoterapia, para qualquer tipo de plano de saúde, o que significa que um número cada vez maior de pessoas agora tem acesso aos serviços psicológicos.

Quando pensamos nas famílias e seus dependentes, sabemos que as crianças são as principais beneficiadas, pois a partir da sintomatologia serão submetidas ao ludodiagnóstico e encaminhadas para os tratamentos mais adequados. Os resultados oferecerem uma contribuição substancial aos pais, à família e à criança.

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22. A técnica lúdica na perspectiva gestáltica

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A técnica lúdica na perspectiva gestáltica

Karina Okajima Fukumitsu

A

o aceitar o convite para escrever sobre o lúdico na gestalt­‑terapia percebi que se tratava de uma árdua tarefa, uma vez que precisaria associar uma paixão – o lúdico – a um dos meus maiores amores: a gestalt­‑terapia.

O atendimento de crianças é arte que envolve, entre outros aspectos: disponibilidade, percepção dos próprios limites, afetividade e tolerância a frustrações. A gestalt­‑terapia

é um campo rico para a compreensão do processo da criança, pois é uma abordagem cuja ênfase está na ampliação de awareness.

Awareness é um dos principais conceitos gestálticos, não é traduzido e aproxima­‑se da ideia de direcionar a atenção e dar­‑se conta da situação. Segundo Lilian Meyer Frazão, na apresentação à edição brasileira do livro

Gestalt­‑terapia (1997, p. 10): “Awareness refere­‑se à capacidade de aperceber­‑se do que se passa dentro de si e fora de si no momento presente, em nível corporal, mental e emocional”, ou nas palavras de Perls et al.,

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2. Atitude lúdica e expansão da consciência

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Atitude lúdica e expansão de consciência

Walter Trinca

A

atitude lúdica diz respeito a uma disposição mental considerada livre por excelência, tendo por paradigma o brincar da criança que frui em liberdade o prazer de se entregar a seus objetos de relacionamento, entretenimento e divertimento. Esta atitude tem sido associada à atitude psicanalítica, especialmente depois que Winnicott (1975) ressaltou que a psicanálise foi desenvolvida como uma forma altamente especializada do brincar. Antes dele, Freud havia formulado o princípio da associação livre, em correspondência com o conceito de atenção flutuante, de que Ferenczi (1966) fez uso para introduzir o que chamou de elasticidade da técnica psicanalítica. Essas são formas de atitude lúdica, assim como o são, sem dúvida, a atitude analítica sem memórias, sem desejos e sem necessidades de compreensões, proposta por Bion (1973), e aquela que coloca o analista nas condições de ressonância tonal aos afetos, considerada por Fedida (1986).

O ser interior

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Amy Wenzel (10)
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Capítulo 3 - Entrevista motivacional

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Entrevista motivacional

A entrevista motivacional (EM) é uma abordagem terapêutica centrada no cliente que facilita a motivação para a mudança por parte dos próprios clientes, com base em seus valores e preferências (Miller & Rollnick, 1991, 2002, 2013). A EM é indicada quando os clientes são ambivalentes quanto ao tratamento, de modo que tenham boas razões para querer mudar, bem como boas razões para permanecer como estão. Também é usada quando os clientes têm trabalhado para mudar, mas chegaram a algum tipo de obstáculo ou impasse em seu processo terapêutico (Wenzel et al., 2011; Westra, 2012). Os terapeutas que usam EM se abstêm de persuadir ativamente seus clientes a mudar; antes, atentam para o discurso de mudança, ou para indicativos de que estão interessados em mudar, e dão a seus clientes espaço para que elaborem os motivos para a mudança, apropriem-se deles e engajem-se no processo de compromisso com a mudança.

A inclusão de um capítulo sobre EM em um livro sobre inovações em terapia cognitivo-comportamental (TCC) decorre de uma mudança notável no pensamento sobre a prontidão do cliente para um tratamento ativo como essa forma de terapia. Muitos especialistas postularam que um pressuposto básico da TCC é que os clientes estejam motivados para o tratamento. Por exemplo, Young, Klosko e Weishaar (2003), desenvolvedores da abordagem chamada terapia do esquema (descrita no Cap. 5), afirmaram:

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Capítulo 2 - Conceitualização de caso

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Conceitualização de caso

A conceitualização de caso (também chamada formulação de caso) é a aplicação de um sistema teórico, como a teoria cognitivo-comportamental, para compreender os fatores que precipitam, mantêm e exacerbam o problema de saúde mental ou a perturbação emocional de um cliente (ver Eells, 2007). Ela serve como um modelo para integrar informações colhidas em uma avaliação psicológica e ao longo do tratamento e formar um quadro coerente. Segundo Key e Bieling (2015), “O papel central da formulação de caso cognitiva é traduzir a teoria e a pesquisa cognitiva nomotética em tratamento idiográfico” (p. 223).

A conceitualização de caso tem muitas finalidades. Em primeiro lugar, a maioria dos clientes é caracterizada por apresentações clínicas heterogêneas, de modo que satisfazem critérios para mais de um transtorno mental ou compartilham características de vários deles. Além disso, muitos clientes descrevem estressores e desafios que não são facilmente incorporados aos diagnósticos, como problemas médicos, pobreza e racismo. A conceitualização de caso ajuda o terapeuta na organização dessas informações e na compreensão de como essas diferentes forças influenciam as reações cognitivas, emocionais e comportamentais descritas pelos clientes, bem como de que forma essas reações exacerbam seus problemas de saúde mental, médicos e ambientais. Em segundo lugar, quando uma conceitualização de caso está estabelecida, ela pode ajudar o terapeuta a entender e abordar novas informações ou ocorrências inesperadas, tais como uma ruptura na relação terapêutica. Por fim, ela aponta alvos importantes para as intervenções, pois os terapeutas cognitivo-comportamentais têm por objetivo aplicar ferramentas estratégicas a fim de modificar os fatores psicológicos (ou seja, cognições, emoções, comportamentos) que contribuem para manter e exacerbar problemas de saúde mental e transtornos emocionais.

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Capítulo 7 - Exposição

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Exposição

Define-se exposição como o contato sistemático e prolongado com um estímulo ou situação temida.  Trata-se de um componente fundamental do tratamento cognitivo-comportamental dos transtornos de ansiedade, do transtorno obsessivo-compulsivo

(TOC) relacionados e dos transtornos relacionados a trauma e a estressores. A reestruturação cognitiva talvez seja a estratégia mais central associada à terapia cognitivo-comportamental (TCC) em geral, porque ela decorre mais diretamente da teoria cognitiva e porque geralmente é apropriado incorporá-la ao tratamento da maioria dos problemas de saúde mental ou de adaptação. Contudo, a exposição é considerada o componente mais central no tratamento de transtornos mentais caracterizados por ansiedade e evitação. De fato, a maioria dos terapeutas cognitivo-comportamentais especializados concordaria que o tratamento cognitivo-comportamental desses transtornos seria incompleto sem a inclusão de exposição (p. ex., Arch & Craske, 2009; Deacon & Abramowitz,

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Capítulo 5 - Reestruturação cognitiva de crenças

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Reestruturação cognitiva de crenças

Muitos clientes podem encerrar o tratamento depois de adquirir habilidades para manejar o atual afeto negativo utilizando ferramentas para reestruturar pensamentos automáticos e outras técnicas descritas neste livro. Entretanto, vários também apresentam dificuldades de longa data, além de transtornos mentais crônicos e comórbidos. Em muitos casos, esses clientes exigem estratégias que vão além do controle do estresse aqui e agora. Neste último grupo, eles com frequência têm visões claramente negativas de si mesmos (p. ex., “Eu não tenho valor”), dos outros (p. ex., “As pessoas só querem se aproveitar de você”), do mundo (p. ex., “Coisas ruins acontecem, por mais que você tente evitá-las”) e do futuro (p. ex., “Estou condenado”). Os princípios da reestruturação cognitiva podem ser aplicados para remodelar essas crenças. Muitos terapeutas cognitivo-comportamentais acreditam que uma maior quantidade de mudanças na terapia cognitivo-comportamental (TCC) é obtida por meio da reestruturação de crenças que não ajudam subjacentes a pensamentos automáticos (ver J. S. Beck, 1995, 2011; Wenzel,

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Capítulo 9 - Aceitação e mindfulness

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Aceitação e mindfulness

A TCC é uma terapia orientada à ação, e nesse enquadramento está implícito que os clientes têm o potencial de realizar uma grande mudança. De fato, muito do que foi escrito neste livro centrou-se em estratégias para mudar os pensamentos dos clientes, suas crenças subjacentes, seu envolvimento em suas próprias vidas, suas tendências de evitação e desregulação emocional e sua intolerância ao mal-estar. É verdade que muitos buscam a TCC porque querem fazer mudanças substanciais em suas vidas e saem satisfeitos por terem feito essas mudanças.

Contudo, um foco exclusivo na mudança nem sempre é útil ou mesmo desejável.

Ele tem o potencial de ser invalidante, transmitindo aos clientes a mensagem de que eles são anormais e não estão bem. Um grande número dos que procuram psicoterapia estão suportando estressores de vida muito reais, os quais a maioria das pessoas acharia inquietantes e difíceis de enfrentar, então há vários aspectos da conceitualização de caso apontando mais para problemas em seus ambientes do que propriamente para problemas com eles. Outros acham que, quanto mais se esforçam para mudar, mais o problema que estão tentando resolver na terapia torna-se entrincheirado. A partir da década de

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Ana Karina C R De Farias Fl Via Nunes Fonseca Lorena Bezerra Nery (46)
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Capítulo 21. Dor crônica e terapia de aceitação e compromisso: um caso clínico

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Dor crônica e terapia de aceitação e compromisso: um caso clínico1

Danielle Diniz de Sousa | Ana Karina C. R. de-Farias

A dor é provavelmente o mais primitivo sofrimento do homem, ante o qual, ao contrário do que acontece com o frio e a fome, ele fica totalmente impotente. Embora com uma conotação desagradável, a dor acaba por exercer funções fundamentais para o organismo, como alerta ou alarme, indicando que alguma coisa não está bem, além de sinalizar um desequilíbrio no organismo que desencadeia eventos fisiológicos para restaurar a homeostase (Guimarães, 1999).

Todas as pessoas, exceto os portadores de insensibilidade congênita, sabem o que é dor e já a sentiram em algum momento de sua vida. Porém,

é difícil para as pessoas descreverem a própria dor, e mais difícil ainda é conhecermos e mensurarmos a experiência de dor de outras pessoas. A dor

é uma experiência individual, com características

únicas do organismo, associada à sua história de vida e ao contexto na qual ela ocorre.

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Capítulo 3. Reflexões sobre o estabelecimento de objetivos terapêuticos na clínica analítico-comportamental

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Reflexões sobre o estabelecimento de objetivos terapêuticos na clínica analítico-comportamental

Nicolau Chaud de Castro Quinta

Ao contrário do que aconteceu com muitas abordagens e modelos terapêuticos da Psicologia, a Análise do Comportamento foi concebida e desenvolvida sem nenhuma preocupação inicial direta com práticas clínicas. Enquanto ciência psicológica, propõe-se a descrever e explicar fenômenos comportamentais sob uma ótica behaviorista radical. Ainda que Skinner em sua obra tenha deixado explícitos seus vieses políticos e seu interesse em promover modificações culturais por meio de uma ciência do comportamento (Skinner, 1948/1977, 1953/1998, 1971/2000), a

Análise do Comportamento enquanto corpo de conhecimento não tem caráter prescritivo. Assim, embora exista um alto grau de coerência e uniformidade teórica na descrição dos fenômenos comportamentais tratados em qualquer terapia de base analítico-comportamental, não existem parâmetros universais ou unânimes que ditam como um processo psicoterapêutico deve ser conduzido a partir dessa ciência.

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Capítulo 8. A intervenção clínica comportamental para problemas no momento de dormir e despertar noturno na infância

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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A intervenção clínica comportamental para problemas no momento de dormir e despertar noturno na infância

Renatha El Rafihi-Ferreira | Maria Laura Nogueira Pires | Edwiges Silvares

PROBLEMAS DE SONO

NA INFÂNCIA: DEFINIÇÃO

E PREVALÊNCIA

Os problemas de sono mais frequentes em crianças pequenas são as dificuldades de iniciar e manter o sono. Essas queixas são referidas como problemas no momento de dormir e despertares noturnos (Meltzer & Mindell, 2014).

Problemas no momento de dormir

Problemas no momento de dormir são caracterizados pela resistência a ir para a cama, permanecer nela ou se negar a participar da rotina pré-sono. Assim, é frequente as crianças relutarem para ir para a cama ou atrasar esse momento com repetidas requisições (p. ex., mais uma história ou um beijo a mais) (Durand, 2008; Moore, 2010;

Owens, 2008).

Esses problemas iniciam quando as crianças buscam independência e testam os limites de seus cuidadores, o que é extremamente comum durante o seu desenvolvimento. Contudo, à noite, muitos pais encontram dificuldades no manejo de tais comportamentos, o que leva a inconsistências na rotina pré-sono e no estabelecimento de limites, e, consequentemente, os problemas no momento de dormir emergem (Mindell &

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Capítulo 6. A formulação comportamental na terapia analítico-comportamental infantil

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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A formulação comportamental na terapia analítico-comportamental infantil

Ana Rita Coutinho Xavier Naves | Raquel Ramos Ávila

Uma criança, ao ser frequentemente exposta a altas exigências nos âmbitos familiar, educacional e social, associadas à falta de repertórios comportamentais amplos ou bem estabelecidos, pode apresentar comportamentos tidos como perturbadores que requerem intervenção de um profissional capacitado, no campo da Psicologia. Comportamentos perturbadores1, em oposição a comportamentos chamados alternativos, repercutem negativamente nas interações interpessoais da criança, tanto para ela diretamente como para outros indivíduos. Tais comportamentos perturbam de alguma maneira essas interações ao produzirem consequências aversivas, emoções indesejáveis, conflitos recorrentes, custos altos e assim por diante, ainda que em uma análise mais ampla também resultem em alguns benefícios (Layng, 2009). Devido às demandas presentes nas contingências nas quais a criança está inserida atualmente e ao sofrimento pessoal e familiar gerado por comportamentos perturbadores por ela adquiridos, o atendimento psicológico a crianças e seus cuidadores2 tem se tornado frequente no cenário brasileiro.

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Capítulo 12. Deficiência: uma leitura analítico-comportamental, da topografia à intimidade

Ana Karina C. R. de-Farias, Flávia Nunes Fonseca, Lorena Bezerra Nery Grupo A PDF Criptografado

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Deficiência: uma leitura analítico-comportamental, da topografia à intimidade

Clarissa Grasiella da Silva Câmara | Lorena Bezerra Nery

O presente capítulo tem o objetivo de apresentar os desafios e progressos no atendimento psicoterapêutico individual analítico-comportamental, em clínica-escola, de um adolescente com deficiência, adquirida na gestação, e com dificuldades escolares. Para tanto, serão apresentados os diagnósticos tradicionais dados ao jovem, as particularidades do caso e a participação da rede de apoio mais próxima no formato de uma formulação comportamental construída durante quase dois anos de processo psicoterapêutico.

A deficiência, denominada mielomeningocele ou espinha bífida, está relacionada ao defeito do fechamento do tubo neural durante a gestação. É ocasionada por fatores genéticos e ambientais. Ela poderá ser a fonte de diversas sequelas neurológicas e motoras determinadas pela localidade da coluna na qual ocorre a má-formação e pela magnitude das lesões no conteúdo do sistema nervoso (Andrade, Nomura, Barini,

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Antonio De P Dua Serafim Fabiana Saffi (30)
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Capítulo 22 | Aspectos neuropsicológicos emédico-legais na doença de Alzheimer

Antonio de Pádua Serafim; Fabiana Saffi Grupo A PDF Criptografado

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Aspectos neuropsicológicos e médico-legais na doença de Alzheimer

MARIA FERNANDA F. ACHÁ

FLÁVIA CELESTINO SEIFARTH DE FREITAS

JULIANA EMY YOKOMIZO

A neuropsicologia é uma especialidade da psicologia que estuda a relação entre o cérebro, o comportamento e a cognição dos indivíduos em suas diferentes etapas e circunstâncias da vida. O campo de atuação

é interdisciplinar e envolve especialidades clínicas como a neurologia, a psicologia cognitiva e a psiquiatria (Lezak, 1995).

No contexto forense, a avaliação neuropsicológica é um recurso imprescindível que tem como finalidade ajudar a responder às questões legalmente expressas pelo juiz ou agente jurídico toda vez que houver dúvidas relacionadas à “saúde” psicológica dos sujeitos envolvidos em uma ação judicial de qualquer natureza (civil, trabalhista, criminal, penal, etc.). O procedimento da avaliação neuropsicológica, aqui chamado de perícia, busca investigar o funcionamento intelectual, cognitivo e psicológico do indivíduo em questão. Para isso, o profissional deve ter amplo conhecimento e prática tanto das técnicas de avaliação psicológica e neuropsicológica como das normas jurídicas que regem o caso (Serafim, Saffi,

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Capítulo 8 | Pensamento

Antonio de Pádua Serafim; Fabiana Saffi Grupo A PDF Criptografado

8

Pensamento

MARIA FERNANDA F. ACHÁ

VANESSA FLABOREA FAVARO

Enquanto lia estas palavras, meu sistema nervoso recebia com admirável cuidado a notícia que me trazia grande felici­d ade. Porém minha alma, isto

é, eu mesmo, e em suma o principal interessado, ainda a ignorava. . . . Uma folha de papel coberta de caracteres, o pensamento não a assimila de imediato; porém, logo que terminei a carta, pensei nela, ela tornou-se um objeto de fantasia, tornou-se, ela também, cosa mentale, e eu já a amava tanto que a cada cinco minutos precisava relê-la, beijá-la.

(Proust, 2006, p. 387)

DEFINIÇÃO

A etimologia da palavra “pensamento”

é avaliar o peso de algo. No inglês, o termo thought vem da ideia de considerar ou conceber na mente. A própria definição de pensamento é fluida, mudando de um autor para outro e de acordo com o momento histórico. Pertence, portanto, ao domínio da Filosofia. Descartes chamava de pensamento qualquer processo mental consciente, fosse uma emoção, um raciocínio ou uma percepção, e o caracteri­zava por sua essência imaterial, em oposição à matéria, cuja essência seria a ocupação do espaço.

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Capítulo 11 | Emoção

Antonio de Pádua Serafim; Fabiana Saffi Grupo A PDF Criptografado

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Emoção

ANA JÔ JENNINGS MORAES

ANTONIO DE PÁDUA SERAFIM

Nossa compreensão acerca da influência da emoção sobre as funções cognitivas de ordem superior, como atenção, compreensão, fala/linguagem, memória, orientação espaçotemporal, cálculo, julgamento, capacidade de planejamento e tomada de decisão, vem crescendo com as pesquisas, importantes tanto na aplicação clínica como no contexto forense. Embora não haja um consenso, os autores em geral concordam que a emoção configura-se como um fenômeno multifatorial complexo que exerce importante influência sobre o comportamento humano, possibilitando ou não a adaptação deste ao meio (Bradley &

Lang, 2000).

A emoção representa um estado de excitação do organismo que se expressa diferentemente em três dimensões (Krech &

Crutchfield, 1973): a) a experiência emocional, que seria a vivência cognitiva e afetiva de uma situação b) o comportamento emocional, que engloba o padrão de ações do indivíduo c) as alterações fisiológicas, ou a ativação do sistema nervoso autônomo (Krech

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Capítulo 26 | Transtornos da personalidade

Antonio de Pádua Serafim; Fabiana Saffi Grupo A PDF Criptografado

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Transtornos da personalidade

ANTONIO DE PÁDUA SERAFIM

NATALI MAIA MARQUES

ASPECTOS CONCEITUAIS

Apesar da diversificação dos conceitos, a personalidade representa essencialmente­a noção de unidade integrativa da pessoa, com todas as suas características diferenciais permanentes (inteligência, caráter, temperamento, constituição, entre outras) e as suas modalidades únicas de comportamento.

Para Friedman e Schustack (2007), a personalidade pode ser definida adotando-se os seguintes aspectos: uma pessoa é um ser biológico, com uma natureza genética física, fisiológica e temperamental única, bem como com habilidades e predisposições específicas. Outro aspecto é a influência ambiental: o indivíduo é modelado ou seus comportamentos estão relacionados com as experiências vividas e o ambiente a sua volta. Os autores também caracterizam a cultura como um dos aspectos fundamentais a influenciar a personalidade.

Por fim, apresentam a importância da dimensão cognitiva: cada pessoa interpreta de maneira única os acontecimentos a sua volta; também são singulares a forma como o indivíduo realiza interações e suas relações interpessoais, aspectos que envolvem os fatores citados anteriormente.

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Capítulo 29 | Jovens infratores

Antonio de Pádua Serafim; Fabiana Saffi Grupo A PDF Criptografado

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Jovens infratores

NATALI MAIA MARQUES

MERY CANDIDO DE OLIVEIRA

Ressaltamos que nosso papel está dentro do que nos é cabível oferecer: conhecimentos acerca do funcionamento psicológico de determinada pessoa, em termos de assistência, orientação e de perícia no contexto judicial, e, para tal, não julgamos, não sentenciamos, não absolvemos, não beneficiamos nem prejudicamos.

(Serafim & Saffi, 2012).

ADOLESCÊNCIA: CONSTRUÇÃO DA

IDENTIDADE E DESENVOLVIMENTO

NEUROBIOLÓGICO

A adolescência é compreendida como uma fase do processo de socialização e construção da identidade, o qual está baseado na família, na sociedade, nos grupos relacionais, na escola, etc. A partir de uma visão cartesiana racionalista-desenvolvimentista, além da crença em uma “identidade adolescente”, também se acredita que é nesse período que se constrói a identidade do sujeito. Por isso, tal etapa seria o momento inaugural da personalidade que definiria o sujeito para o resto de sua vida. Erik Erikson (1976, p. 14), um dos estudiosos do desenvolvimento psicossocial, afirmou que a adolescência é

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Aristides Volpato Cordioli Org Eugenio Horacio Grevet Org (46)
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Capítulo 31. Transtornos depressivos: terapias cognitivo-comportamentais

Aristides Volpato Cordioli (Org.), Eugenio Horacio Grevet (Org.) Grupo A PDF Criptografado

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Transtornos depressivos:

terapias cognitivo-comportamentais

Carolina Blaya Dreher

Alice C. M. Xavier

Pedro Beria

Os transtornos depressivos caracterizam um grupo de patologias bastante prevalentes e que estão associadas a prejuízo significativo na qualidade de vida. Tanto os medicamentos quanto as psicoterapias se mostraram eficazes no tratamento desses transtornos. Entre as formas de psicoterapia, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) é a abordagem mais bem embasada em evidências. Neste capítulo, é feita uma breve descrição do quadro clínico da depressão, dos conhecimentos atuais sobre sua epidemiologia, da evidência de eficácia e do uso de técnicas cognitivo-comportamentais em seu tratamento. Também são discutidos os alcances e limites da TCC na depressão, bem como as perspectivas futuras.

Os transtornos depressivos caracterizam patologias que compartilham sintomas comuns, como tristeza e anedonia, acompanhados de sintomas somáticos e cognitivos e que afetam significativamente o funcionamento do indivíduo.

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Capítulo 14. Psicanálise e psicoterapia de orientação analítica

Aristides Volpato Cordioli (Org.), Eugenio Horacio Grevet (Org.) Grupo A PDF Criptografado

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Psicanálise e psicoterapia de orientação analítica

Cláudio Laks Eizirik

Simone Hauck

Camila Piva da Costa Cappellari

A psicanálise e a psicoterapia de orientação analítica (POA) têm suas raízes no trabalho realizado por Sigmund Freud, que, a partir da observação de pacientes psiquiátricos e da aplicação sistemática do método psicanalítico, fundou a psicanálise como ciência no início do século XX. Uma grande variedade de abordagens terapêuticas foi desenvolvida desde então para o tratamento de psicopatologias e perturbações de natureza emocional. No entanto, a

POA se caracteriza por buscar ampliar a capacidade da mente e as possibilidades de escolha do indivíduo, além da melhora dos sintomas. Metanálises recentes evidenciam que diversos modelos de psicoterapia fundamentados na teoria psicanalítica são tão eficazes quanto outras psicoterapias tradicionalmente consideradas como “baseadas em evidências” no tratamento de uma série de transtornos mentais. Neste capítulo, apresentaremos a história da elaboração teórica e técnica da psicanálise e da POA a partir dos estudos de Freud, os desenvolvimentos posteriores de maior relevância e os aspectos que caracterizam o método psicanalítico. Serão também revisadas evidências disponíveis de sua eficácia.

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Capítulo 37. Psicoterapias no tratamento de pacientes com transtorno de ansiedade generalizada

Aristides Volpato Cordioli (Org.), Eugenio Horacio Grevet (Org.) Grupo A PDF Criptografado

Psicoterapias no tratamento de pacientes com transtorno de ansiedade generalizada

37

Marianna de Abreu Costa

Carolina Benedetto Gallois

Stefania Pigatto Teche

Este capítulo faz uma breve revisão do diagnóstico do transtorno de ansiedade generalizada (TAG), bem como da epidemiologia, das comorbidades e das indicações de tratamento dessa condição. Em seguida, o capítulo aborda a base teórica e as técnicas da terapia cognitivo-comportamental (TCC) e da psicoterapia de orientação analítica (POA) para o transtorno. Também são descritas de modo breve abordagens de populações especiais, bem como algumas técnicas propostas mais recentemente.

O TAG se caracteriza por ansiedade e preocupações excessivas relacionadas a diversas situações ou eventos da vida do indivíduo e que são percebidas como de difícil controle. De acordo com os critérios da quinta edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos men­ tais (DSM-5), essas preocupações ocorrem na maior parte do tempo, por um período mínimo de seis meses, causando impacto significativo na qualidade de vida, gerando sofrimento importante e/ou prejuízo no funcionamento pessoal, social ou profissional. Além disso, ao menos três dos seguintes sintomas devem estar presentes: inquietação ou sensação de estar

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Capítulo 16. Terapia interpessoal: bases para sua prática e resultados dos principais estudos

Aristides Volpato Cordioli (Org.), Eugenio Horacio Grevet (Org.) Grupo A PDF Criptografado

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Terapia interpessoal:

bases para sua prática e resultados dos principais estudos

Antônio Augusto Schmitt Júnior

Lívia Hartmann de Souza

Neusa Sica da Rocha

Marcelo Pio de Almeida Fleck

Neste capítulo, são apresentadas, inicialmente, as origens da terapia interpessoal (TIP), bem como as bases teóricas que contribuíram para seu desenvolvimento e nas quais ela se fundamenta. A seguir, são descritas as fases do tratamento, a definição de seu foco (área de problema), além das principais técnicas usadas na TIP e o contexto em que são utilizadas. Por fim, são apresentados os resultados dos principais estudos com a TIP.

A TIP é uma forma de psicoterapia breve, inicialmente desenvolvida para tratar a fase aguda da depressão unipolar não psicótica. Foi c­ riada por Gerald Klerman e Myrna Weissman no final dos anos de 1970 e publicada sob a forma de um manual em 1984. Inicialmente, sua eficácia foi demonstrada na depressão maior por meio de vários ensaios clínicos randomizados

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Capítulo 17. Dessensibilização e reprocessamento por movimentos oculares e hipnose

Aristides Volpato Cordioli (Org.), Eugenio Horacio Grevet (Org.) Grupo A PDF Criptografado

Dessensibilização e reprocessamento por movimentos oculares e hipnose

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Daniela Tusi Braga

Matheus X. Provin

Lucas Primo de Carvalho Alves

Este capítulo, em um primeiro momento, aborda um breve histórico, o conceito, os pressupostos e os fundamentos teóricos subjacentes ao tratamento chamado de dessensibilização e reprocessamento por movimentos oculares (Eye Movement Desensitization and Reprocessing [EMDR]). Apresenta também alguns exemplos de casos clínicos e o protocolo-padrão de oito fases desenvolvido por Francine Shapiro. Além disso, resume as indicações e contraindicações, salientando a eficácia já estabelecida da EMDR, bem como as indicações sugeridas pela experiência clínica. Em um segundo momento, de maneira semelhante, debate a respeito da hipnose como forma de tratamento, centrando-se em seu histórico, sua prática clínica e suas respectivas sete fases, bem como a eficácia e as indicações clássicas relacionadas a essa abordagem terapêutica.

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