Mile Durkheim (1)
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Introdução

Émile Durkheim Grupo Gen PDF Criptografado

Introdução

Barbara Freitag

Émile Durkheim (1858-1917), considerado um dos fundadores e clássicos da Sociologia, ao lado de Karl

Marx (1818-1883) e Max Weber (1864-1920), foi o autor que por meio de toda sua obra refletiu sobre a

“questão da moralidade” como um “fato sociológico”.

Destacou-se assim de seus contemporâneos e sucessores como o fundador de uma teoria sociológica da moral, criticando e até mesmo descartando em suas reflexões a contribuição da filosofia, da biologia, da psicologia e da teologia dada à questão da moralidade como veremos no texto Religião, Moral, Anomia, que a editora (Les Éditions de Minuit) pôs à disposição de seu público leitor (Paris, 1975), e agora também traduzido para o português.

Trata-se de um texto originalmente inserido entre dois outros, do mesmo autor, a saber: Elementos de uma teoria social e Funções sociais e instituições, que compõem o tripé da teoria sociológica de Durkheim, segundo Victor Karady. Este autor apresentou na

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Adriano Correia (4)
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Capítulo II - O liberalismo e a prevalência do econômico: Arendt e Foucault

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O LIBERALISMO E A PREVALÊNCIA DO

ECONÔMICO: ARENDT E FOUCAULT

O que protege a liberdade é a divisão entre poder econômico e poder governamental, ou, na linguagem de Marx, o fato de que o Estado e sua constituição não são superestruturas.1

Hannah Arendt

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m A condição humana (1958), quando Hannah Arendt se pergunta pelas razões que poderiam fornecer explicação para a vitória, nos primórdios da modernidade, do animal laborans, o trabalhador-consumidor, sobre o homo faber, o produtor-utilizador cujas características são definidoras de aspectos centrais do caráter da era moderna, ela se refere a um trecho da obra Uma investigação sobre os princípios da moral (An inquiry concerning the principles of morals

[1751]), de David Hume, o mesmo ao qual Michel Foucault recorre no curso Nascimento da biopolítica, em 1979, quando está a introduzir o conceito de homo oeconomicus. Não penso que isso seja coincidência, ainda que salte à vista o fato de que tanto Arendt quanto o editor do curso ministrado por Foucault, Michel Senellart, em um intervalo de

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Capítulo III - Do uso ao consumo: alienação e perda do mundo

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DO USO AO CONSUMO: ALIENAÇÃO E

PERDA DO MUNDO

O fato é que uma sociedade de consumo não pode absolutamente saber como cuidar de um mundo e das coisas que pertencem de modo exclusivo ao espaço das aparências mundanas, visto que sua atitude central diante de todos os objetos, a atitude de consumo, condena à ruína tudo em que toca.1

Hannah Arendt

O círculo vicioso da economia moderna: consumimos para viver; produzimos para consumir; consumimos para produzir (desemprego); portanto, consumimos para consumir.2

Hannah Arendt

I

N

este capítulo pretendo explicitar alguns aspectos fundamentais da crítica de Hannah Arendt à sociedade moderna, principalmente no que se refere ao que na modernidade teria configurado como condições determinantes para a perda do mundo: a corrosão da esfera pública e a diluição da distinção entre o público e o privado com a ascensão do

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H. Arendt, A crise na cultura, p. 264.

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Capítulo VI - A esfera social: política, economia e justiça

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A ESFERA SOCIAL: POLÍTICA, ECONOMIA

E JUSTIÇA

Não era mais possível desviar os olhos da miséria e da infelicidade da massa da humanidade no século XVIII em Paris ou no século XIX em Londres, onde Marx e Engels ponderaram as lições da Revolução Francesa, assim como não o é hoje em alguns países europeus, a maior parte dos da América Latina, e em quase todos os da Ásia e da África.1

Hannah Arendt

H

annah Arendt tornou-se amplamente conhecida na cena acadêmica americana, europeia e depois mundial a partir da publicação do seu livro As origens do totalitarismo, em

1951, mas foi com A condição humana, publicada em 1958, que ela passou a ser reconhecida mais tarde como uma das mais vigorosas pensadoras políticas de nosso tempo. O que vincula suas duas principais obras, dentre outros aspectos significativos, é a constatação de que o enfraquecimento, o desaparecimento ou a perda de especificidade do espaço público redunda em uma debilitação do âmbito político ante os constantes ataques que lhe são desferidos, movidos pelo interesse por usurpá-lo ou por provocar o seu esfacelamento. O conceito de espaço público é fundamental à compre1

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Capítulo VIII - Revolução, participação e direitos

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REVOLUÇÃO, PARTICIPAÇÃO E DIREITOS

As cadeias da necessidade não precisam ser de ferro: podem ser feitas de seda.1

Hannah Arendt

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ogo no início do sexto capítulo de Sobre a revolução, intitulado “A tradição revolucionária e seu tesouro perdido”,

Arendt afirma que a liberdade política só pode significar a efetiva participação no governo. Para os familiarizados com a obra arendtiana, ainda que superficialmente, a associação entre liberdade e ação, assim como aquela entre poder e agir em conjunto chega a ser um truísmo. No que se segue pretendo reconstruir o pano de fundo dessa asserção, notadamente a partir do exame dos vínculos entre liberdade, engajamento e participação.

Como sói acontecer com as obras de Arendt, as dificuldades com Sobre a revolução não são negligenciáveis: a oposição que chega às raias da caricatura entre as revoluções americana e francesa; a questão social como causa da derrota da revolução e a compreensão da pobreza como uma questão administrativa; a interpretação de Marx, “o maior teórico das revoluções de todos os tempos”. Para ela o lugar

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Adriano Correia Silva (4)
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Capítulo I - Vícios privados, prejuízos públicos

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VÍCIOS PRIVADOS, PREJUÍZOS PÚBLICOS

A vida pública assume o aspecto enganoso de uma soma de interesses privados, como se estes interesses pudessem criar uma nova qualidade mediante a mera adição.1

Hannah Arendt

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médico, satirista e pensador político Bernard Mandeville

(1670-1733) tornou-se célebre ao defender em A fábula das abelhas a tese de que vícios privados trazem benefícios públicos, como já sugere o subtítulo da obra, cujo título completo é A fábula das abelhas ou Vícios privados, benefício público. Segundo ele, quando cada indivíduo atua tendo em vista somente os próprios interesses, acaba contribuindo para o bem coletivo. Em vista de tal consideração, Mandeville rejeita qualquer interferência dos poderes públicos na vida social – antecipa-se à teoria do laissez-faire e aproximase das ideias de Adam Smith sobre a “mão invisível” do desenvolvimento econômico, que desemboca na tese do “egoísmo ético” da economia moderna, consoante a qual o vício

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Capítulo IV - Quem é o animal laborans?

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QUEM É O ANIMAL LABORANS?

Viver é um descuido prosseguido.1

João Guimarães Rosa

A

vitória do animal laborans é um tema central à reflexão arendtiana sobre a modernidade política. Para examiná-la realizarei uma análise das variações semânticas do emprego arendtiano do termo, cuja compreensão é central

à articulação operada por ela entre a condição humana, o surgimento da sociedade e a prevalência de uma mentalidade atrelada ao mero viver via trabalho e consumo. Indicarei que há ao menos três sentidos principais do emprego da expressão animal laborans na obra de Hannah Arendt: como dimensão fundamental da existência condicionada pela vida; como produto da sociedade atomizada; e como mentalidade e “modo de vida” extraídos das condições do mero viver. Penso que tal empresa é um passo fundamental à compreensão da relação entre economia e política na era moderna.

O termo animal laborans aparece pela primeira vez na obra publicada de Hannah Arendt no texto “Ideologia e terror” (1953), incorporado à segunda edição de As origens do totalitarismo em 1958, mesmo ano de publicação de A con1

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Capítulo V - “A política ocidental é cooriginariamente biopolítica?” – Um percurso com Agamben

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“A POLÍTICA OCIDENTAL É COORIGINARIAMENTE BIOPOLÍTICA?” – UM

PERCURSO COM AGAMBEN

O homem, durante milênios, permaneceu o que era para

Aristóteles: um animal vivo e, além disso, capaz de existência política; o homem moderno é um animal em cuja política está em questão sua vida de ser vivo.1

Michel Foucault

N

o prefácio de sua obra Homo sacer I: o poder soberano e a vida nua, Giorgio Agamben evoca a companhia de dois vigorosos intérpretes dos tempos modernos: Michel Foucault e Hannah Arendt. Em Foucault ele julga encontrar a clara definição de uma biopolítica que inclui a vida biológica nos mecanismos e cálculos do poder estatal; em Arendt, na descrição fornecida por ela em A condição humana da vitória do tipo ou mentalidade que nomeia animal laborans, ele pôde identificar a associação entre primado da vida natural e decadência do espaço público na era moderna. Ainda em Arendt, ele encontra a inédita posição dos campos de concentração como instituição central da dominação totalitária. Não obstante, julga não encontrar em ambos

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Capítulo VII - O caso do conceito de poder – A Arendt de Habermas

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O CASO DO CONCEITO DE PODER

– A ARENDT DE HABERMAS

O poder corresponde à habilidade humana não apenas para agir, mas para agir em concerto.1

Hannah Arendt

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m 1976, em um texto pioneiro que se tornou clássico, concebido como uma laudatio a Hannah Arendt, falecida em 1975, Habermas se detém sobre o significado e a singularidade do conceito de poder na obra da autora. Nesse texto, intitulado “O conceito de poder em Hannah Arendt”, ao se apropriar do que nomeia poder comunicativo em Arendt,

Habermas se esforça por indicar o quanto tal conceito, ao implicar a recusa do modelo teleológico de ação, acaba por estabelecer um estreito vínculo entre poder e assentimento, fundado em um modelo comunicativo de ação política, no qual “os participantes orientam-se para o entendimento recíproco e não para o próprio sucesso”.2

A despeito de em grande medida Habermas se reconhecer amplamente na interpretação arendtiana do poder, que considera vigorosa e original, sua abordagem do conceito

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Alois Riegl (11)
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3. A relação dos valores de actualidade com o cultodos monumentos

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o culto moderno dos monumentosintencionais; daí que o valor de antiguidade seja de raiz o inimigo figadal do valor de memória intencional. Enquanto os homens não renunciarem à imortalidade terrena, também o culto do valor de antiguidade encontra as suas barreiras inultrapassáveis no culto do valor de memória intencional. Este conflito implacável entre valor de antiguidade e valor de memória intencional importa, contudo, menos dificuldades para a conservação dos monumentos do que poderíamos supor à primeira vista, porquanto o número de monumentos «intencionais» é relativamente escasso perante a grande massa dos que são pura e simplesmente não intencionais.3. A relação dos valores de actualidade com o culto dos monumentosA maioria dos monumentos possuiu igualmente a capacidade de satisfazer aquelas necessidades sensíveis ou intelectuais das pessoas para cuja saciação as novas formas modernas tão bem se prestam (quando não ainda melhor), e naquela capacidade, onde não está em causa, evidentemente, a génese no passado e o valor de memória que nela se escora, assenta o valor de actualidade de um monumento. Do ponto de vista deste valor, estaremos dispostos antecipadamente a considerar o monumento não como uma tal forma, mas sim igual a uma forma moderna acabada de ser produzida e, por isso, também a exigir do monumento (antigo) a manifestação exterior de cada obra humana (nova) no seu estado nascente (ver p. 28 e ss.): quer isto dizer a impressão de completa coesão e intangibilidade relativamente aos influxos deletérios naturais. Pode-se, sem dúvida, tolerar sintomas destes últimos, consoante a natureza do valor de actualidade que estiver a ser considerado; mas estes acabarão por colidir, mais cedo ou mais tarde, com limites inultrapassáveis, para além dos quais o valor de actualidade seria impossível e nos quais tem assim de esforçar-se por se impor contra o valor de antiguidade. O tratamento de um monumento segundo os princípios do culto do valor de antiguidade que, por princípio, gostaria de deixar as coisas, sempre e43

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1. Os valores de monumento e o seu desenvolvimentohistórico

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O Culto Moderno dos Monumentos1. Os valores de monumento e o seu desenvolvimento históricoPor monumento no sentido mais antigo e originário compreende-se uma obra de mão humana, construída com o fito determinado de conservar sempre presentes e vivos na consciência das gerações seguintes feitos ou destinos humanos particulares(ou conjuntos de tais feitos e destinos). Pode ser um monumento artístico ou um monumento escrito, conforme se dá a conhecer ao espectador o acontecimento a imortalizar com os meros meios expressivos da arte plástica ou valendo-se de uma inscrição; o mais frequente é encontrarem-se unidos em igual grau os dois géneros. O estabelecimento e conservação de tais monumentos«intencionais», que se pode seguir até aos tempos mais recuados de que há provas da cultura humana, é hoje ainda maior. Mas, ao falarmos do culto moderno dos monumentos e da sua protecção, não pensamos de modo nenhum nos monumentos «intencionais», mas sim nos «monumentos artísticos e históricos», como rezou até ao presente a expressão oficial para tal, pelo menos na Áustria.

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História da arte e história universal

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História da arte e história universalO meu médico de família conta-se entre aquela minoria dos seus colegas que não se dedica exclusivamente à clínica, mas que consagra também uma atenção constante às grandes questões teóricas da história da natureza. Tais paixões puramente científicas dos médicos nem sempre costumam ser profícuas para o sucesso da prática clínica; permita-se-me, pois, que realce o facto de que eu enquanto paciente fiquei sempre completamente satisfeito com o trabalho do meu médico. Menos satisfeito está ele comigo, ou antes, estava até há bem pouco tempo. O meu métier não lhe agrada. Não via na história da arte nada mais que uma tentativa votada ao fracasso de descrever, com meios secos e estéreis, o indescritível, nada mais que o decalque sóbrio do que foi criado na embriaguez do supremo entusiasmo e que, por conseguinte, se devia fruir igualmente em tal estado. Não compreende aquilo que outros gostariam de encontrar numa enumeração ordenada cronologicamente das datas externas das criações artísticas, e assim, para aclarar as suas ideias sobre isso, resolveu-se por fim a frequentar durante um semestre um curso sobre história da arte.Este versava por acaso a pintura holandesa. Não faltou a uma única

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Obra da natureza e obra de arte. II

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Obra da natureza e obra de arte. IINum ensaio anterior, publicado com o mesmo título, tentei apresentar como, desde meados do século XIX, se revezaram três teorias relativamente à concepção da relação entre obra da natureza e obra de arte: a teoria puramente materialista de GottfriedSemper, a teoria semi-materialista, que se associava à imagem mnésica, e a positivista, que se atinha somente ao impulso estético,à vontade artística, como único dado positivo. Comum a todas estas três teorias era o facto de o princípio fundamental de cada uma delas ser apreendido como passível de evolução a partir de um motivo facilmente cognoscível, porquanto apenas deste modo se conseguia abrir a possibilidade de explicar satisfatoriamente a variegada mudança dos períodos estilísticos.Ora, de alguns anos a esta parte, na Alemanha, ganhou uma crescente reputação entre artistas e leigos, amadores e historiadores da arte, a teoria artística, formulada pelo escultor alemãoAdolf Hildebrandt e sedimentada no seu livro «Das Problem der

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Introdução

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IntroduçãoUm espectro assombra a reflexão sobre a arte; é o espectro do fim da arte, fixado por Hegel na fórmula «a arte é para nós coisa do passado»(1). Não se trata, como por vezes ainda se pode ler, de um decreto de um pensador tido por obscuro, que, do alto de uma sabedoria esotérica, relega sem apelo nem agravo a arte para uma posição subalterna. Uma tal arbitrariedade, imputada a Hegel, iria ao arrepio do sentido da tese hegeliana. O fim da arte é antes a verificação histórica post factum do desenvolvimento cultural da Europa e do seu apogeu na modernidade, de uma era em que«o poder de unificação desapareceu da vida dos homens, e os opostos perderam a sua relação viva e acção recíproca e ganharam autonomia», pois «quanto mais a cultura prospera, quanto mais diversificado se torna o desenvolvimento das expressões da vida, no qual a cisão se pode devorar a si mesma, tanto maior se torna o poder da cisão, tanto mais firme a sua sacralidade climática, tanto mais estranhos para a totalidade da cultura, e sem significado, os

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Bento De Espinosa (3)
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Advertência

Bento De Espinosa Grupo Almedina PDF Criptografado

AdvertênciaO Tratado da Reforma do Entendimento, escrito por Espinosa à volta de 1661, foi publicado pela primeira vez na recolha das Obras Póstumas (B. de S., Opera Posthuma, s. l, mdclxxii), impressa ao mesmo tempo que a tradução holandesa da Opera Pos­thuma (B. de S., De Nagelate Schriften, s. l, mcdlxxii) por cui­dados de van Rieuwertz, emAmesterdão.A tradução holandesa, feita ainda em vida de Espinosa — como deu já por adquirido L. Land —, serviu decididamente para o esta­belecimento de um texto crítico das obras de Espinosa, muito par­ticularmente para o do nosso Tratado. C. Gebhardt, nomeada­mente, pôde demonstrar (v. as notas da sua admirável edição das obras de Espinosa) que o estudo da tradução holandesa — muito provavelmente contemporânea do texto — permite resolver proble­mas que tinham deixado perplexos os historiadores de Espinosa, contribuindo ao mesmo tempo para pôr de lado determinadas correcções feitas por editores e comentadores, algumas delas dema­siado arbitrárias.

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Nota do Editor

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Nota do EditorPara a colecção «Textos Filosóficos», entra agora este opúsculo de Bento de Espinosa, antecipando-se a outros do mesmo filósofo que tam­bém nela hão-de figurar, num futuro mais ou menos próximo. E optou-se por uma edição bilingue, com o texto original mais conceituado.Não só o volume fica valorizado, mas também a tradução pode de imediato ser avaliada no seu valor e fidelidade.Efectivamente, a versão aqui pro­posta foi feita e revista a partir do latim, com a máxima aderência literal e dentro da melhor fluência vernácula.A tradução portuguesa é acompanhada pela introdução e pelas soberbas notas do grande estudioso que foiAlexandre Koyré. É de esperar que este empreendimento editorial seja do agrado do leitor e lhe preste uma ajuda real e fidedigna.

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Prefácio

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PrefácioO Pequeno Tratado da Reforma do Entendimento, opúsculo que contém «a lógica de Espinosa»(1), partilha com as Regras Para a Direcção do Espírito — das quais o primeiro foi muitas vezes aproximado — o infortúnio de ter ficado inacabado. Este facto, sem lhe retirar o valor ou o interesse, vem tornar-lhe o estudo tão difícil como instrutivo(2).O Tratado da Reforma do Entendimento, tal como o possuímos, tal como no-lo fizeram chegar os editores das Obras Póstu­mas de Espinosa(3), é um fragmento.Talvez menos ainda: um esboço, uma colecção de notas, elaboradas com vista à prepara­ção de uma obra de conjunto, que exporia todo o sistema de Espi­nosa: a suaFilosofia. Desta Filosofia, que devia conter, parece, refun-(1)  V. L. Brunschvicg, «La logique de Spinoza», Revue de Métaphysique et de Morale, vol. I, 1893.(2)  É essa provavelmente a razão pela qual este texto figura tão amiúde nos programas de licenciatura e da agregação.(3)  Em advertência ao leitor (v. mais abaixo), os editores justificam a publicação desta obra de juventude — incompleta, inacabada, mal construída, não «escrita», em suma — pelo seu valor intrínseco. Têm razão.

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