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Capítulo 19. Autocompaixão para Cuidadores

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AUTOCOMPAIXÃO

PARA CUIDADORES

Na época em que as pessoas chegam à meia-idade, elas se tornam cuidadoras de uma forma ou de outra. Algumas podem ser cuidadoras na sua carreira profissional – médicos, enfermeiros, terapeutas, assistentes sociais, professores –, e outras em suas vidas pessoais, cuidando de filhos, pais idosos, cônjuges, amigos, etc.

Quando cuidamos de pessoas que estão sofrendo, o processo de ressonância empática significa que sentimos seu sofrimento como nosso (veja o Capítulo 15). Quando testemunhamos a dor de outra pessoa, os centros da dor do nosso cérebro se tornam ativos. O sofrimento empático pode ser difícil de suportar, portanto é natural tentar bloqueá-lo ou fazê-lo desaparecer como fazemos com qualquer outra dor; entretanto, o esforço constante pode ser desgastante e levar a fadiga e burnout do cuidador.

Como sabemos que atingimos o ponto de burnout? Em geral, há sinais como ficar distraído, com raiva ou irritado, inquieto ou evitando as pessoas, tendo dificuldade para dormir ou experimentando pensamentos angustiantes e inoportunos. A fadiga do cuidador não é um sinal de fraqueza, mas um sinal de cuidado. Na verdade, quanto mais os cuidadores são capazes de ressonância empática (que é o que frequentemente atrai as pessoas para profissões de prestação de cuidados), mais vulneráveis eles podem ser à fadiga do cuidador. Os seres humanos são limitados no quanto de sofrimento pelos outros eles podem suportar sem ficarem sobrecarregados.

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Introdução

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INTRODUÇÃO

Nossa tarefa não é procurar amor, mas meramente procurar e encontrar dentro de você mesmo todas as barreiras que construiu contra ele.

- RUMI

Todos nós já construímos barreiras contra o amor. Tivemos que fazer isso para nos proteger da dura realidade de viver uma vida humana. Mas existem outras formas de se

Aprender a sentir seguro e proteaceitar a si gido. Quando estamos mesmo e suas conscientes de nossas imperfeições lhe dificuldades e respondá a resiliência demos a nós mesmos necessária para com compaixão, genprosperar. tileza e apoio nos momentos de dificuldade, as coisas começam a mudar. Podemos aprender a nos acolher em nossas vidas, apesar das imperfeições internas e externas, e a dar a nós mesmos a força necessária para que possamos prosperar. Uma grande quantidade de pesquisas sobre autocompaixão realizadas durante a última década demonstrou seus benefícios para o bem-estar. Indivíduos que são mais autocompassivos tendem a sentir maior felicidade, satisfação na vida e motivação, bem como a ter melhores relacionamentos e saúde física e menos ansiedade e depressão. Eles também têm a resiliência necessária para enfrentar eventos estressantes na vida, como divórcio, crises

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Capítulo 18. Autocompaixão nos Relacionamentos

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AUTOCOMPAIXÃO NOS

RELACIONAMENTOS

Boa parte do nosso sofrimento surge no relacionamento com os outros. É como a frase famosa de Sartre: “O inferno são os outros”.

A boa notícia é que boa parte do nosso sofrimento nos relacionamentos é desnecessária e pode ser prevenida pelo cultivo de uma relação amorosa com nós mesmos.

Há pelo menos dois tipos de dor relacional.

Uma é a dor da conexão – quando aqueles com quem nos importamos estão sofrendo (veja o

Capítulo 19).

O outro tipo é a dor da desconexão – quando experimentamos perda ou rejeição e nos sentimos magoados, com raiva ou sozinhos (veja o Capítulo 20).

Nossa capacidade para ressonância emocional significa que nossas emoções são contagiosas. Isso é especialmente verdadeiro

Uma espiral nas relações íntimas. descendente

Se você está irritado de emoções com seu parceiro, mas negativas em tenta esconder isso, por uma interação exemplo, seu parceiro pode ser geralmente irá detecsubstituída por tar a sua irritação. Ele uma espiral pode perguntar: “Você ascendente está bravo comigo?”. quando a

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Capítulo 20. Autocompaixão e Raiva nos Relacionamentos

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AUTOCOMPAIXÃO

E RAIVA NOS

RELACIONAMENTOS

Outro tipo de dor relacional é a desconexão, que ocorre sempre que existe uma perda ou ruptura em um relacionamento. A raiva é uma reação comum à desconexão. Podemos ter raiva quando nos sentimos rejeitados ou excluídos, mas também quando a desconexão

é inevitável, como quando alguém morre.

A reação pode não ser racional, mas ainda assim acontece. A raiva tem uma forma de surgir de repente em torno da desconexão e algumas vezes pode durar anos, até muito tempo depois que o relacionamento terminou.

Embora a ira tenha má reputação, ela não é necessariamente ruim. Como todas as emoções, a raiva tem funções positivas. Por exemplo, ela pode nos dar a informação de que alguém transpôs as nossas fronteiras

A raiva pode ser ou nos magoou de uma resposta alguma maneira e emocional pode ser um sinal perfeitamente poderoso de que saudável, mas nosso alguma coisa prerelacionamento com cisa mudar. A ira ela com frequência também pode nos não é saudável. dar energia e determinação para nos protegermos em face de ameaças, tomarmos uma atitude para interromper o comportamento prejudicial ou terminarmos um relacionamento tóxico.

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Capítulo 11. Motivação Autocompassiva

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MOTIVAÇÃO

AUTOCOMPASSIVA

Um dos maiores bloqueios para a autocompaixão é a crença de que ela vai minar a nossa motivação. Tememos que, sendo bondosos conosco, não teremos o ímpeto necessário para fazer mudanças ou atingir nossos objetivos. O pensamento é: “Se eu for muito autocompassivo, não vou acabar ficando sentado o dia inteiro, navegando na internet e comendo

‘porcarias’?”. Bem, uma mãe compassiva que se importa com seu filho adolescente deixa-o fazer o que ele quer (como ficar sentado o dia inteiro, navegando na internet e comendo

A autocompaixão

“porcarias”)? É claro não nos deixa que não. Ela o manda preguiçosos. ir para a escola, fazer seu dever de casa e ir para a cama na hora. Por que seria diferente para a autocompaixão?

E se a mãe quiser motivar seu filho a fazer as mudanças necessárias? Digamos que o seu filho adolescente chega da escola com uma nota baixa em matemática. Ela tem várias opções de como ajudá-lo a melhorar. Uma forma é a crítica severa: “Tenho vergonha de você. Você é um perdedor. Nunca vai conseguir nada”. Isso faz você se retrair, não é?

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Mauro Vaisberg (9)
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02. MEDITAÇÃO COMO FATOR DE EQUILÍBRIO

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espiritualidade, equilíbrio e equilíbrio Zen

Monja Coen

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01. EXERCÍCIO E MEDITAÇÃO... JUNTOS?

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Mauro Vaisberg

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04. EXERCÍCIO COMO FATOR DE EQUILÍBRIO

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Mauro Vaisberg

Os capítulos anteriores trataram de alguns aspectos interessantes em relação ao funcionamento do nosso organismo, de como é possível potencializar nosso bem-estar quando compreendemos a intrínseca ligação entre corpo e mente e, consequentemente, da utilidade de técnicas meditativas como fator tranquilizador tanto para a mente quanto para o corpo.

Conforme vamos detalhar adiante, essa tranquilidade vinda da meditação, além das vantagens emocionais, tem grande importância no sentido de evitar que uma resposta de estresse se torne crônica, impedindo a produção excessiva de hormônios que, quando secretados continuamente pelo corpo, a longo prazo, podem desencadear doenças e riscos à saúde.

O movimento é uma função orgânica de fundamental importância na biologia dos seres vivos que possuem, entre suas características, a locomoção. Considerando nossa espécie e seu desenvolvimento, é importante lembrar que uma série de fatores foi necessária para moldar as funções fisiológicas consideradas parte de um estado de normalidade. Entre esses fatores, destaca-se a alternância entre períodos de movimento e de repouso, o que significa que a falta da função movimento é um fator de desequilíbrio orgânico e, portanto, gerador de doenças.

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05. EXERCÍCIO E SAÚDE

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como a educação física pode nos ajudar a manter ou recuperar o equilíbrio

Marcos Rojo Rodrigues

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06. SAÚDE, MOVIMENTO E YOGA

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Roberto serafim Simões

Vivemos na sociedade do cansaço. O tempo é escasso e ninguém se permite desperdiçá-lo. Parece que se vive em constante estado de apneia. A alegoria parece exagerada, mas a respiração curta, como reflexo fisiológico, acarreta menor captação de oxigênio do ambiente e a sensação é de total esgotamento físico. Não é coincidência também a resposta trivial a perguntas bastante proferidas no dia a dia: “Como é que você está? Está fazendo o quê? O seu dia hoje, como o sente?”. A resposta é quase (obrigatoriamente) sempre a mesma (e com certo orgulho em alguns núcleos sociais): “Na correria!”.

Com isso, estamos contraindo doenças causadas não por agentes físicos, como um vírus ou bactéria, mas por agentes mentais ou subjetivos. Enquanto as primeiras podem ser identificadas por meio de exames e outras tecnologias disponíveis à medicina moderna, agentes mentais ou subjetivos, muitas vezes, são de difícil reconhecimento e solução. A ansiedade, a síndrome de burnout (esgotamento físico ou mental intenso), o transtorno de déficit de atenção e a depressão ecoam fisicamente. Desenvolvemos medicamentos para combater apenas os efeitos secundários (ecos corporais) dessas mazelas metafísicas, mas o aniquilamento de algo não material nunca poderá vir (definitivamente) via medicamentosa; é necessária uma resposta criativa, amorosa e da mesma natureza sutil de sua manifestação.

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