Valdir Cechinel Filho Camile Cecconi Cechinel Zanchett (10)
Título Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

9 - Plantas alimentícias não convencionais (PANCs)

ePub Criptografado

Muitas vezes vistas como pragas ou ervas daninhas, diversas espécies denominadas vulgarmente como “matinhos” podem ser utilizadas na alimentação, agregando valor à culinária de forma sustentável. Neste capítulo, serão abordados alguns exemplos, levando o leitor à valorização dessas plantas muitas vezes ignoradas, mas de alto valor terapêutico e nutricional.

Desde a antiguidade, o homem lança mão das plantas com as mais distintas finalidades, incluindo a alimentícia. As plantas alimentícias não convencionais, mais comumente conhecidas como PANCs, estão ganhando adeptos de forma notável nos últimos anos. Anteriormente mais conhecidas e exploradas pelas comunidades rurais, gerando emprego e renda e contribuindo com a economia regional, atualmente vêm se popularizando não apenas no meio urbano, mas também em casas de culinária, mesmo com a tendência pelos fast foods em função da publicidade e praticidade.1

Cabe destacar algumas vantagens para o uso das PANCs. Além dos altos valores nutritivos e terapêuticos, que serão abordados ao longo do capítulo, inclui-se o baixo impacto na agricultura e na conservação ambiental, a facilidade de cultivo (muitas podem ser cultivadas em casa ou até mesmo em apartamentos), a diversidade alimentar (via saudável de alimentação) e as diferentes possibilidades de preparo na culinária, muitas delas podendo ser consumidas in natura.

Ver todos os capítulos

8 - Fitoterapia e nutracêuticos na saúde da mulher e do homem: distúrbios endócrinos

ePub Criptografado

Neste capítulo, serão abordados os principais fitoterápicos e nutracêuticos indicados para a saúde da mulher e do homem no tratamento de infertilidade, libido, síndrome pré-menstrual, climatério e distúrbio da próstata.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde,1 a infertilidade é um distúrbio do sistema reprodutor caracterizado pela incapacidade de um casal obter a gravidez clínica após 12 meses ou mais de relações sexuais regulares desprotegidas. Estima-se que a infertilidade atinja cerca de 10% das mulheres no mundo.

O número absoluto de casais afetados pela infertilidade aumentou de 42 milhões em 1990 para cerca de 48,5 milhões em 2010, sendo quase metade desses casos devido à infertilidade masculina.2

Diversos fatores podem ser relacionados à infertilidade feminina, sendo os mais comuns os distúrbios ovulatórios, infertilidade tubária, endometriose e infertilidade inex­plicada.3 A idade da mulher também é importante, pois, especialmente a partir dos 30 anos, as chances de engravidar diminuem e os riscos são maiores, principalmente aqueles relacionados ao desenvolvimento de diabetes e hipertensão.4

Ver todos os capítulos

7 - Fitoterapia nos ciclos da vida: da gestação à terceira idade

ePub Criptografado

Muitas são as dúvidas quanto ao uso de plantas medicinais na infância, na gestação e no envelhecimento. Neste capítulo, serão abordadas as principais diferenças fisiológicas dessas fases e o modo de utilização da fitoterapia de forma segura e eficaz em cada uma delas.

O uso de recursos naturais, especialmente de plantas medicinais para prevenção e tratamento em crianças, é frequente e tradicional no Brasil e no mundo, sendo algo cultural, e, principalmente no cuidado primário, é utilizado para tratar distúrbios nas vias respiratórias, para aliviar cólicas ou para tranquilizar as crianças.1

A prática “cuidativa” das mães envolvendo esse recurso baseia-se em saberes repassados de geração a geração, com caráter preventivo e curativo. Em nível internacional, são poucos os estudos investigativos com populações representativas sobre o uso de produtos à base de plantas medicinais em crianças.2

Nos primeiros anos de vida, as crianças são acometidas por doenças corriqueiras, por isso os pais e/ou cuidadores utilizam terapias complementares, em especial a fitoterapia. Essa prática é influenciada por pessoas próximas, familiares ou amigos que já obtiveram resultados positivos e que, de forma empírica, vão repassando esses conhecimentos.3

Ver todos os capítulos

6 - Principais interações entre plantas, nutrientes e medicamentos e a responsabilidade do profissional prescritor

ePub Criptografado

Diversas espécies de plantas medicinais e seus compostos apresentam significativas interações com nutrientes provenientes da alimentação. Outro importante aspecto são as possíveis interações com medicamentos. Neste capítulo, serão abordados exemplos de interações que podem ocorrer e os cuidados necessários para a realização de uma prescrição segura.

Quando ocorrem alterações funcionais e/ou estruturais no organismo em virtude de doenças ou infecções, utilizam-se medicamentos para restauração da saúde. A via de administração preferencial é a oral, em razão da sua comodidade e segurança, entre outras razões. A maioria dos fármacos administrados oralmente é absorvida por difusão passiva, sua absorção ocorre pelo trato gastrintestinal, e sua concentração sanguínea é influenciada por diversos fatores, conforme descrito na Tabela 6.1. O trajeto dos fármacos no organismo pode ser representado por meio de três fases: biofarmacêutica, farmacocinética e farmacodinâmica.1

tabela 6.1

Ver todos os capítulos

5 - Prescrição de plantas medicinais e fitoterápicos de acordo com a legislação

ePub Criptografado

Neste capítulo, será abordada a importância de utilizar a fitoterapia na clínica de forma correta e segura, de acordo com as legislações vigentes.

O uso de plantas medicinais para manutenção ou recuperação da saúde é frequente em todo o mundo, e a regulamentação dessa prática pode ocorrer de diferentes maneiras. Na Figura 5.1, estão dispostos alguns exemplos da cadeia de processamento das plantas medicinais. A regulamentação de produtos com base em plantas medicinais pode ser realizada de várias formas, como chás, drogas vegetais notificadas, medicamento fitoterápico industrializado ou manipulado e produto tradicional fitoterápico. Além da área farmacêutica, as plantas medicinais possuem possibilidade de uso como cosmético ou alimento.1

Figura 5.1

Cadeia de processamento de plantas medicinais.

Apesar de possuir uma das maiores biodiversidades do mundo e de ser um dos países que publica o maior número de artigos científicos sobre plantas medicinais e fitoterápicos, o Brasil ainda possui um número pequeno de fitoterápicos registrados contendo espécies vegetais brasileiras. Dessa forma, o conhecimento do sistema de vigilância regulatória em saúde, a participação no estabelecimento de normas regulatórias e a realização de testes de acordo com as normas vigentes são essenciais para o desenvolvimento positivo do setor e para que os fitoterápicos possam ser alavancados no registro de medicamentos e na melhoria do processo de registro de medicamentos fitoterápicos, visando produtos de qualidade, seguros e eficazes para a população.2

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Rildo Pereira Barbosa Paulo Roberto Barsano (74)
Título Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Sumário

PDF Criptografado

Estocolmo, Conferência de Copenhague (COP-15), Eco/92 e Protocolo de Kyoto. Mostra a importância da ONG Greenpeace e as principais militâncias ecológicas mundiais.

Capítulo 6 (Desenvolvimento Sustentável): aborda a temática no âmbito da sustentabilidade, para o desenvolvimento tecnológico, econômico e social sem degradação dos recursos naturais, dos ecossistemas e dos principais indicadores de controle.

Capítulo 7 (Gestão Ambiental): trata da gestão ambiental nas empresas e órgãos públicos. Aborda o Sistema de Gestão Ambiental

(SGA), ISO 14001, certificados de excelência, auditorias ambientais, rotulagem ambiental e análise do ciclo de vida do produto. Explica coleta seletiva, sua finalidade e a destinação dos produtos, assim como o reaproveitamento de resíduos como pneus, pilhas, baterias, vidro, metais e entulho, e seus ganhos ambientais e econômicos.

Capítulo 8 (Produção Mais Limpa): trata da produção mais limpa e de seus objetivos, introduz os conceitos de ecoeficiência nos setores produtivos e o mercado de créditos de carbono. Também trata da compostagem.

Ver todos os capítulos

Sobre os Autores

PDF Criptografado

6

Meio Ambiente

Guia Prático e Didático

Sobre os Autores

Paulo Roberto Barsano é professor, escritor e investigador de

polícia no Estado do Pará. Especialista em Segurança do Trabalho e

Meio Ambiente. Palestrante convidado em diversos Estados e também em Leiria, Portugal. Autor de livros didáticos e obras para concursos públicos, é declaradamente um apaixonado pelas questões ambientais.

Rildo Pereira Barbosa é graduado em Gestão Ambiental e especia-

lista em Segurança do Trabalho e Segurança Patrimonial. É desenhista, escritor e autor de vários livros didáticos, como Segurança do trabalho: guia prático e didático; Meio ambiente: guia prático e didático; Higiene e segurança do trabalho; Equipamentos de segurança; Controle de riscos; Gestão ambiental: guia prático e didático; Poluição ambiental e saúde pública; Saúde da criança e do adolescente; Evolução e envelhecimento humano; Biossegurança: ações hospitalares para a promoção da saúde; Biologia ambiental; Legislação ambiental e Avaliação de risco e impactos ambientais. É o desenhista-ilustrador do livro

Ver todos os capítulos

PARA EXERCITAR

PDF Criptografado

FIGURA 6.6  �Incentivar a plantar é uma atividade saudável e que ajuda a natureza.

158

Meio Ambiente

Guia Prático e Didático

PARA EXERCITAR

1

Trabalho em grupo. Cada aluno do grupo deve escolher um dos 10 princípios de orientação do Pacto Global e escrever suas conclusões quanto ao princípio escolhido no contexto do desenvolvimento sustentável.

2

Casos de trabalho escravo e infantil são uma realidade em algumas regiões remotas de nosso planeta, infelizmente. Pesquise casos do tipo, inclusive, relacionando os produtos, as atividades e como a situação foi resolvida. É importante lembrar a importância de se boicotar e denunciar empresas e serviços que comprovadamente exerçam essa prática em seus negócios.

3

Pesquise corporações que foram agraciadas com certificados oficiais de responsabilidade social e quais foram as suas contribuições para que conseguissem a certificação. Escreva os principais pontos.

4

A finalidade dos relatórios da GRI é: a) Adotar a coleta seletiva no lixo doméstico. b) Financiar o desenvolvimento da sustentabilidade. c) Declaração Universal dos Direitos Humanos. d) Desenvolver relatórios de sustentabilidade.

Ver todos os capítulos

PARA EXERCITAR

PDF Criptografado

�� Grupo I – materiais compostos de cimento, cal, areia e brita: concreto, argamassa, blocos de concreto.

�� Grupo II – materiais cerâmicos: telhas, manilhas, tijolos, azulejos.

Os resíduos não recicláveis pertencem ao grupo:

�� Grupo III: materiais como solo, gesso, metal, madeira, papel, plástico, matéria orgânica, vidro, isopor etc. Desse grupo, alguns materiais são passíveis de seleção e encaminhamento para outros usos.

Por exemplo, papel, papelão, madeira, vidro e metal podem ser recolhidos para reutilização ou reciclagem.

7.6.2.5  Reciclagem de pilhas e baterias

O descarte inadequado de pilhas e baterias em lixões ou aterros sanitários libera componentes tóxicos que contaminam o solo, os cursos d’água e os lençóis freáticos de maneira ampla. Ao serem lançados na natureza, esses resíduos afetam violentamente a flora e a fauna das regiões circunvizinhas com suas substâncias tóxicas, causando graves sequelas no meio ambiente.

Compostagem

Ver todos os capítulos

PARA EXERCITAR

PDF Criptografado

ção, produção, promoção, recuperação e pesquisa na área da saúde ou que estejam a ela relacionadas;

III - estação de transferência de resíduos de serviços de saúde: é uma unidade com instalações exclusivas, com licença ambiental expedida pelo órgão competente, para executar transferência de resíduos gerados nos serviços de saúde, garantindo as características originais de acondicionamento, sem abrir ou transferir conteúdo de uma embalagem para a outra;

IV - líquidos corpóreos: são representados pelos líquidos cefalorraquidiano, pericárdico, pleural, articular, ascítico e amniótico;

V - materiais de assistência à saúde: materiais relacionados diretamente com o processo de assistência aos pacientes;

VI - príon: estrutura proteica alterada relacionada como agente etiológico das diversas formas de encefalite espongiforme;

VII - redução de carga microbiana: aplicação de processo que visa a inativação microbiana das cargas biológicas contidas nos resíduos;

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Michael L Cain William D Bowman Sally D Hacker (27)
Título Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Respostas das questões de legendas das figuras e das questões de revisão

PDF Criptografado

Respostas das questões de legendas das figuras e das questões de revisão

CAPÍTULO 1

Respostas das questões de legendas das figuras

Figura 1.4 Estimando a partir do gráfico, cerca de 88% dos girinos no grupo-controle sobreviveram e 0% deles tinha malformações. Uma vez que havia 35 girinos no grupo-controle, isso indica que 31 (0,88 × 35) dos girinos nesse grupo sobreviveram e nenhum tinha malformações.

Figura 1.5 Os resultados nas gaiolas das quais R. ondatrae foram excluídos mostram que os pesticidas atuando sozinhos não causam malformações em rãs. Os resultados nas gaiolas expostas a R. ondatrae mostram que os pesticidas afetam as rãs, pois a porcentagem de rãs com malformações foi maior em lagoas onde os pesticidas estavam presentes. Entretanto, os resultados não indicam como os pesticidas causaram esse efeito.

Figura 1.6 Pela comparação dos resultados dos controles com os resultados dos tratamentos nos quais pesticidas foram adicionados, o pesquisador poderia testar se a adição de um pesticida afetou tanto a resposta do sistema imune (número de eosinófilos) de girinos quanto o número de cistos de R. ondatrae por girino. O objetivo do “controle do solvente” foi verificar os possíveis efeitos do solvente no qual o pesticida foi dissolvido.

Ver todos os capítulos

Capítulo 9. Distribuição e abundância de populações

PDF Criptografado

9

CONCEITOS-CHAVE

CONCEITO 9.1  Populações são entidades dinâmicas que variam em tamanho no tempo e no espaço.

CONCEITO 9.2 

As distribuições e abundâncias de organismos são limitadas pela adequação do hábitat, fatores históricos e dispersão.

CONCEITO 9.3  Muitas espécies têm distribuição fragmentada de populações dentro de sua amplitude geográfica.

CONCEITO 9.4 

A distribuição de indivíduos dentro de uma população depende da localização dos recursos essenciais, dispersão e interações comportamentais.

CONCEITO 9.5 

As abundâncias e distribuições de populações podem ser estimadas por contagens em

áreas específicas, métodos de distâncias, estudos de marcação e recaptura e modelos de nicho.

Distribuição e abundância de populações

Das florestas de algas-pardas aos vazios de ouriços: Estudo de Caso

Estendendo-se através de 1.600 km no Oceano Pacífico ao oeste do Alasca, as montanhosas Ilhas Aleutas geralmente são castigadas por fortes tempestades e ficam ocultadas pela neblina. As ilhas têm algumas poucas árvores grandes e, exceto pelas ilhas do leste, que já fizeram parte do continente, não são encontrados os mamíferos terrestres presentes no continente, como ursos-pardos, renas e lemingues. Existe, no entanto, abundante vida selvagem marinha nas cercanias, incluindo aves, focas, baleias e grande diversidade de peixes e invertebrados.

Ver todos os capítulos

Capítulo 8. Ecologia comportamental

PDF Criptografado

8

CONCEITOS-CHAVE

CONCEITO 8.1  Uma

abordagem evolutiva ao estudo sobre o comportamento leva a predições testáveis.

CONCEITO 8.2  Animais fazem escolhas comportamentais que aumentam seu ganho energético e reduzem seu risco de se tornarem presas.

CONCEITO 8.3 

Os comportamentos de acasalamento refletem os custos e os benefícios do cuidado parental e da defesa do parceiro.

CONCEITO 8.4  Existem vantagens e desvantagens na vida em grupos.

Ecologia comportamental

Assassinos de filhotes: Estudo de Caso

Leões são únicos entre os felinos, pois vivem em grupos sociais (prides).

Um grupo típico de leões contém de 2 a 18 fêmeas adultas e seus filhotes, junto com alguns machos adultos. As fêmeas adultas são o núcleo do grupo e têm parentesco próximo: são mães, filhas, tias e primas. Os machos adultos em um grupo também podem ser parentes próximos (p. ex., irmãos ou primos), ou podem formar uma coalizão de indivíduos sem parentesco, que ajudam uns aos outros.

Ver todos os capítulos

Capítulo 7. Histórias de vida

PDF Criptografado

7

CONCEITOS-CHAVE

CONCEITO 7.1  Os padrões

de histórias de vida variam entre espécies e dentro da mesma espécie.

CONCEITO 7.2  Os padrões reprodutivos podem ser classificados ao longo de vários contínuos.

CONCEITO 7.3  Existem compensações (trade-offs) entre as características de histórias de vida.

CONCEITO 7.4  Os organismos enfrentam diferentes pressões seletivas nos diferentes estágios do ciclo de vida.

Histórias de vida

A história do Nemo: Estudo de Caso

As aves, as abelhas e até as pulgas adestradas produzem proles que perpetuam suas espécies. Contudo, além dessa regra básica da vida, a prole produzida pelos diferentes organismos varia enormemente. Uma gramínea produz sementes de poucos milímetros de comprimento, capazes de esperarem enterradas por muitos anos até que as condições para a germinação sejam favoráveis. Uma estrela-do-mar lança centenas de milhares de ovos microscópicos que se desenvolvem ao sabor das correntes oceânicas. Um rinoceronte produz apenas um filhote por gestação, que se desenvolve no útero por 16 a 18 meses e é capaz de caminhar bem vários dias depois do nascimento, mas necessita de mais de um ano de cuidado antes de se tornar totalmente independente (Figura 7.1).

Ver todos os capítulos

Capítulo 6. Evolução e ecologia

PDF Criptografado

6

CONCEITOS-CHAVE

CONCEITO 6.1  A evolução

pode ser vista como variação genética ao longo do tempo ou como um processo de descendência com modificação.

CONCEITO 6.2  A seleção natural, a deriva genética e o fluxo gênico podem causar a variação na frequência de alelos em uma população ao longo do tempo.

CONCEITO 6.3  A seleção natural é o único mecanismo evolutivo que causa evolução adaptativa de modo consistente.

CONCEITO 6.4  Os padrões evolutivos de longo prazo são moldados por processos de larga escala, tais como especiação, extinções em massa e radiação adaptativa.

CONCEITO 6.5 

As interações ecológicas e a evolução exercem profunda influência recíproca.

Evolução e ecologia

Caça de troféus e evolução não intencional: Estudo de Caso

Os carneiros-selvagens (Ovis canadensis) são animais magníficos, maravilhosamente adaptados para a vida nas montanhas escarpadas nas quais eles são encontrados. A despeito de seu tamanho considerável (os machos podem pesar até 127 kg), esses carneiros podem equilibrar-se sobre bordas estreitas e saltar 6 metros de uma borda a outra. Os carneiros-selvagens são notáveis também pelos grandes cornos encurvados dos machos, usados em combates por fêmeas (Figura 6.1). Eles correm em velocidades de até 32 quilômetros por hora e batem suas cabeças uma contra a outra, disputando o direito de acasalar com uma fêmea.

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Lincoln Taiz Eduardo Zeiger Ian Max M Ller Angus Murphy (24)
Título Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Capítulo 9 - Fotossíntese: Considerações Fisiológicas e Ecológicas

PDF Criptografado

9

Fotossíntese:

Considerações

Fisiológicas e

Ecológicas

A

conversão da energia solar em energia química de compostos orgânicos é um processo complexo que inclui transporte de elétrons e metabolismo do carbono fotossintético (ver Capítulos 7 e 8). Este capítulo trata de algumas das respostas fotossintéticas da folha intacta a seu ambiente. As respostas fotossintéticas adicionais aos diferentes tipos de estresse são estudadas no Capítulo 24. Quando for discutida a fotossíntese neste capítulo, será referida a taxa fotossintética líquida, ou seja, a diferença entre a assimilação fotossintética de carbono e a perda de CO2 via respiração mitocondrial.

O impacto do ambiente sobre a fotossíntese é de interesse amplo, em especial para fisiologistas, ecólogos, biólogos evolucionistas, especialistas em mudanças climáticas e agrônomos. Do ponto de vista fisiológico, há interesse em compreender as respostas diretas da fotossíntese a fatores ambientais como luz, concentrações de CO2 do ambiente e temperatura, assim como as respostas indiretas (mediadas por efeitos do controle estomático) a fatores como umidade do ar e umidade do solo. A dependência de processos fotossintéticos em relação às condições ambientais é também importante para os agrônomos, pois a produtividade vegetal e, em consequência, a produtividade das culturas agrícolas dependem muito das taxas fotossintéticas prevalecentes em um ambiente dinâmico. Para o ecólogo, a variação fotossintética entre ambientes diferentes é de grande interesse em termos de adaptação e evolução.

Ver todos os capítulos

Capítulo 8 - Fotossíntese: Reações de Carboxilação

PDF Criptografado

8

Fotossíntese: Reações de Carboxilação

N

o Capítulo 5, foram examinadas as necessidades das plantas em relação a nutrientes minerais e luz para poderem crescer e completar seu ciclo de vida. Uma vez que a quantidade de matéria em nosso planeta permanece constante, a transformação e a circulação de moléculas pela biosfera demandam um fluxo contínuo de energia. De outra forma, a entropia aumentaria e o fluxo de matéria, em última análise, pararia. A principal fonte de energia para a sustentação da vida na biosfera é a energia solar que atinge a superfície da Terra. Os organismos fotossintetizantes capturam cerca de 3 x 1021 Joules por ano de energia da luz solar e a utilizam para a fixação de aproximadamente 2 x 1011 toneladas de carbono por ano.

Há mais de 1 bilhão de anos, células heterotróficas dependentes de moléculas orgânicas produzidas abioticamente adquiriram a capacidade de converter a luz solar em energia química, mediante endossimbiose primária com uma cianobactéria ancestral. Comparações recentes das sequências de aminoácidos de proteínas de plastídios, cianobactérias e eucariotos permitiram agrupar a progênie desse evento antigo sob a denominação de Archaeplastidae, que engloba três linhagens principais: Chloroplastidae (Viridiplantae: algas verdes, plantas terrestres), Rhodophyceae (algas vermelhas) e Glaucophytae (algas unicelulares contendo plastídios semelhantes a cianobactérias, chamadas de cianelas). A integração genética da cianobactéria com seu hospedeiro reduziu algumas funções pela perda de genes e estabeleceu um mecanismo complexo nas membranas externa e interna para direcionar (1) proteínas codificadas pelo núcleo para o endossimbionte e (2) proteínas codificadas pelo plastídio para o hospedeiro. Os eventos endossimbióticos implicaram o ganho de novas rotas metabólicas.

Ver todos os capítulos

Capítulo 7 - Fotossíntese: Reações Luminosas

PDF Criptografado

7

Fotossíntese: Reações

Luminosas

A

vida na Terra depende, em última análise, da energia vinda do sol.

A fotossíntese é o único processo de importância biológica que pode aproveitar essa energia. Uma grande fração dos recursos energéticos do planeta resulta da atividade fotossintética em épocas recentes ou passadas (combustíveis fósseis). Este capítulo introduz os princípios físicos básicos que fundamentam o armazenamento de energia fotossintética, bem como os conhecimentos recentes sobre a estrutura e a função do aparelho fotossintético.

O termo fotossíntese significa, literalmente, “síntese utilizando a luz”.

Como será visto neste capítulo, os organismos fotossintetizantes utilizam a energia solar para sintetizar compostos carbonados complexos. Mais especificamente, a energia luminosa impulsiona a síntese de carboidratos e a liberação de oxigênio a partir de dióxido de carbono e água:

6 CO2

Dióxido de carbono

+

6 H2O

Ver todos os capítulos

Capítulo 6 - Transporte de Solutos

PDF Criptografado

6

Transporte de Solutos

O

interior de uma célula vegetal é separado da parede celular e do ambiente por uma membrana plasmática cuja espessura é de apenas duas camadas de moléculas lipídicas. Essa camada delgada separa um ambiente interno relativamente constante do entorno variável. Além de formar uma barreira hidrofóbica à difusão, a membrana deve facilitar e regular continuamente o tráfego de íons e moléculas selecionados para dentro e para fora, à medida que a célula absorve nutrientes, exporta resíduos e regula sua pressão de turgor. Funções semelhantes são realizadas por membranas internas que separam os vários compartimentos dentro de cada célula.

A membrana plasmática também detecta informações sobre o ambiente, sobre sinais moleculares vindos de outras células e sobre a presença de patógenos invasores. Com frequência, esses sinais são retransmitidos por mudanças no fluxo iônico através da membrana.

O movimento molecular e iônico de um local para outro é conhecido como transporte. O transporte local de solutos para dentro ou dentro de células é regulado principalmente por proteínas de membrana. O transporte, em maior escala, entre os órgãos vegetais ou entre eles e o ambiente também é controlado pelo transporte de membranas em nível celular. Por exemplo, o transporte da sacarose da folha à raiz pelo floema, denominado translocação, é governado e regulado pelo transporte de membrana para dentro das células do floema foliar e deste para as células de armazenagem da raiz (ver Capítulo 11).

Ver todos os capítulos

Capítulo 5 - Nutrição Mineral

PDF Criptografado

5

Nutrição Mineral

N

utrientes minerais são elementos, como nitrogênio, fósforo e potássio, que as plantas obtêm do solo principalmente na forma de íons inorgânicos. Embora os nutrientes percorram um ciclo contínuo por todos os organismos, eles entram na biosfera predominantemente pelos sistemas de raízes das plantas; assim, as plantas, de certo modo, agem como “mineradoras” da crosta terrestre. A grande área de superfície das raízes e sua capacidade em absorver íons inorgânicos da solução do solo, em baixas concentrações, aumentam a eficácia da obtenção mineral pelas plantas. Após serem absorvidos pelas raízes, os elementos minerais são translocados para as diferentes partes da planta, onde servem em numerosas funções biológicas. Outros organismos, como fungos micorrízicos e bactérias fixadoras de nitrogênio, frequentemente participam com as raízes na obtenção de nutrientes minerais.

O estudo sobre como as plantas obtêm e utilizam os nutrientes minerais se denomina nutrição mineral. Essa área de pesquisa é fundamental para aprimorar as modernas práticas agrícolas e a proteção ambiental, bem como para compreender as interações ecológicas das plantas em ecossistemas naturais. Produtividades agrícolas altas dependem da fertilização com nutrientes minerais. De fato, a produtividade da maioria das culturas vegetais aumenta linearmente com a quantidade de fertilizantes que elas absorvem.

Ver todos os capítulos

Ver Todos