Valdir Cechinel Filho Camile Cecconi Cechinel Zanchett (10)
Título Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

10 - Fitoterapia na saúde pública: panorama atual

ePub Criptografado

A utilização de plantas medicinais e seus produtos (fitoterápicos) na saúde pública tem aumentado consideravelmente no Brasil nos últimos anos, especialmente pela adoção de políticas públicas, comprovação da eficácia e segurança diante das mais diferentes patologias e maior difusão das informações. Neste capítulo, serão abordados alguns exemplos práticos e cuidados inerentes ao uso desses produtos.

Desde a antiguidade, a biodiversidade, especialmente a de plantas superiores, é utilizada pela humanidade como alternativa para o tratamento de patologias, das mais simples às mais complexas. Muitos medicamentos, alguns utilizados atualmente, provêm daquela época, como a emetina (1817), a colchicina (1820), a quinina (1820), a atropina (1831), a morfina (1832), a efedrina (1887), etc.1

Nos tempos atuais, com a modernização e o aperfeiçoamento dos estudos científicos a partir da implantação de novas e efetivas técnicas experimentais e de equipamentos cada vez mais resolutivos, a biodiversidade continua a ser explorada como potencial fonte de novos agentes terapêuticos. Acredita-se que cerca de 70% de todos os medicamentos disponíveis no mercado farmacêutico mundialmente estão relacionados, direta ou indiretamente, com os produtos naturais, sobretudo plantas terrestres.2-4

Ver todos os capítulos

5 - Prescrição de plantas medicinais e fitoterápicos de acordo com a legislação

ePub Criptografado

Neste capítulo, será abordada a importância de utilizar a fitoterapia na clínica de forma correta e segura, de acordo com as legislações vigentes.

O uso de plantas medicinais para manutenção ou recuperação da saúde é frequente em todo o mundo, e a regulamentação dessa prática pode ocorrer de diferentes maneiras. Na Figura 5.1, estão dispostos alguns exemplos da cadeia de processamento das plantas medicinais. A regulamentação de produtos com base em plantas medicinais pode ser realizada de várias formas, como chás, drogas vegetais notificadas, medicamento fitoterápico industrializado ou manipulado e produto tradicional fitoterápico. Além da área farmacêutica, as plantas medicinais possuem possibilidade de uso como cosmético ou alimento.1

Figura 5.1

Cadeia de processamento de plantas medicinais.

Apesar de possuir uma das maiores biodiversidades do mundo e de ser um dos países que publica o maior número de artigos científicos sobre plantas medicinais e fitoterápicos, o Brasil ainda possui um número pequeno de fitoterápicos registrados contendo espécies vegetais brasileiras. Dessa forma, o conhecimento do sistema de vigilância regulatória em saúde, a participação no estabelecimento de normas regulatórias e a realização de testes de acordo com as normas vigentes são essenciais para o desenvolvimento positivo do setor e para que os fitoterápicos possam ser alavancados no registro de medicamentos e na melhoria do processo de registro de medicamentos fitoterápicos, visando produtos de qualidade, seguros e eficazes para a população.2

Ver todos os capítulos

8 - Fitoterapia e nutracêuticos na saúde da mulher e do homem: distúrbios endócrinos

ePub Criptografado

Neste capítulo, serão abordados os principais fitoterápicos e nutracêuticos indicados para a saúde da mulher e do homem no tratamento de infertilidade, libido, síndrome pré-menstrual, climatério e distúrbio da próstata.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde,1 a infertilidade é um distúrbio do sistema reprodutor caracterizado pela incapacidade de um casal obter a gravidez clínica após 12 meses ou mais de relações sexuais regulares desprotegidas. Estima-se que a infertilidade atinja cerca de 10% das mulheres no mundo.

O número absoluto de casais afetados pela infertilidade aumentou de 42 milhões em 1990 para cerca de 48,5 milhões em 2010, sendo quase metade desses casos devido à infertilidade masculina.2

Diversos fatores podem ser relacionados à infertilidade feminina, sendo os mais comuns os distúrbios ovulatórios, infertilidade tubária, endometriose e infertilidade inex­plicada.3 A idade da mulher também é importante, pois, especialmente a partir dos 30 anos, as chances de engravidar diminuem e os riscos são maiores, principalmente aqueles relacionados ao desenvolvimento de diabetes e hipertensão.4

Ver todos os capítulos

7 - Fitoterapia nos ciclos da vida: da gestação à terceira idade

ePub Criptografado

Muitas são as dúvidas quanto ao uso de plantas medicinais na infância, na gestação e no envelhecimento. Neste capítulo, serão abordadas as principais diferenças fisiológicas dessas fases e o modo de utilização da fitoterapia de forma segura e eficaz em cada uma delas.

O uso de recursos naturais, especialmente de plantas medicinais para prevenção e tratamento em crianças, é frequente e tradicional no Brasil e no mundo, sendo algo cultural, e, principalmente no cuidado primário, é utilizado para tratar distúrbios nas vias respiratórias, para aliviar cólicas ou para tranquilizar as crianças.1

A prática “cuidativa” das mães envolvendo esse recurso baseia-se em saberes repassados de geração a geração, com caráter preventivo e curativo. Em nível internacional, são poucos os estudos investigativos com populações representativas sobre o uso de produtos à base de plantas medicinais em crianças.2

Nos primeiros anos de vida, as crianças são acometidas por doenças corriqueiras, por isso os pais e/ou cuidadores utilizam terapias complementares, em especial a fitoterapia. Essa prática é influenciada por pessoas próximas, familiares ou amigos que já obtiveram resultados positivos e que, de forma empírica, vão repassando esses conhecimentos.3

Ver todos os capítulos

4 - Estudos clínicos de plantas medicinais e fitoterápicos: avanços, perspectivas e interação nas universidades e nas indústrias farmacêuticas

ePub Criptografado

Da prospecção de uma planta com potencial terapêutico até sua transformação em produto e chegada ao mercado, percorre-se um extenso caminho, que será descrito com alguns detalhes neste capítulo. Comumente, aparecem plantas medicinais que estão “na moda”, sendo amplamente utilizadas pela população e propagadas entre profissionais da área da saúde, e seus resultados clínicos são muitas vezes surpreendentes. Neste capítulo, serão abordados alguns exemplos dessas plantas e de fitoterápicos desenvolvidos ou em desenvolvimento no Brasil relacionados a seus respectivos estudos clínicos, exemplos de plantas e seus escassos resultados clínicos. Além disso, o leitor será instruído a ter senso crítico.

Nas recentes décadas, as propriedades medicinais de plantas superiores têm sido relatadas das mais diferentes formas em todo o mundo, incluindo artigos científicos, livros, monografias, dissertações e teses. A cada ano, incontáveis descobertas promissoras são relatadas, com muitos extratos, frações ou moléculas isoladas com potenciais farmacológicos/biológicos muitas vezes bastante superiores àqueles utilizados na clínica médica. No entanto, poucos medicamentos fitoterápicos ou fitofármacos são efetivamente desenvolvidos e aprovados para uso da população. Isso ocorre porque, a partir da prospecção até a chegada ao mercado, importantes e criteriosas etapas devem ser concretizadas. Entre os critérios (frequentemente considerados os maiores obstáculos) encontram-se os estudos clínicos, aqueles realizados em seres humanos, obrigatórios para que um medicamento seja aprovado pelos órgãos reguladores.

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Rildo Pereira Barbosa Paulo Roberto Barsano (74)
Título Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Sobre os Autores

PDF Criptografado

6

Meio Ambiente

Guia Prático e Didático

Sobre os Autores

Paulo Roberto Barsano é professor, escritor e investigador de

polícia no Estado do Pará. Especialista em Segurança do Trabalho e

Meio Ambiente. Palestrante convidado em diversos Estados e também em Leiria, Portugal. Autor de livros didáticos e obras para concursos públicos, é declaradamente um apaixonado pelas questões ambientais.

Rildo Pereira Barbosa é graduado em Gestão Ambiental e especia-

lista em Segurança do Trabalho e Segurança Patrimonial. É desenhista, escritor e autor de vários livros didáticos, como Segurança do trabalho: guia prático e didático; Meio ambiente: guia prático e didático; Higiene e segurança do trabalho; Equipamentos de segurança; Controle de riscos; Gestão ambiental: guia prático e didático; Poluição ambiental e saúde pública; Saúde da criança e do adolescente; Evolução e envelhecimento humano; Biossegurança: ações hospitalares para a promoção da saúde; Biologia ambiental; Legislação ambiental e Avaliação de risco e impactos ambientais. É o desenhista-ilustrador do livro

Ver todos os capítulos

Sumário

PDF Criptografado

Estocolmo, Conferência de Copenhague (COP-15), Eco/92 e Protocolo de Kyoto. Mostra a importância da ONG Greenpeace e as principais militâncias ecológicas mundiais.

Capítulo 6 (Desenvolvimento Sustentável): aborda a temática no âmbito da sustentabilidade, para o desenvolvimento tecnológico, econômico e social sem degradação dos recursos naturais, dos ecossistemas e dos principais indicadores de controle.

Capítulo 7 (Gestão Ambiental): trata da gestão ambiental nas empresas e órgãos públicos. Aborda o Sistema de Gestão Ambiental

(SGA), ISO 14001, certificados de excelência, auditorias ambientais, rotulagem ambiental e análise do ciclo de vida do produto. Explica coleta seletiva, sua finalidade e a destinação dos produtos, assim como o reaproveitamento de resíduos como pneus, pilhas, baterias, vidro, metais e entulho, e seus ganhos ambientais e econômicos.

Capítulo 8 (Produção Mais Limpa): trata da produção mais limpa e de seus objetivos, introduz os conceitos de ecoeficiência nos setores produtivos e o mercado de créditos de carbono. Também trata da compostagem.

Ver todos os capítulos

Apresentação

PDF Criptografado

8

Meio Ambiente

Guia Prático e Didático

Apresentação

Caro leitor, é com enorme satisfação que apresentamos a obra Meio ambiente: guia prático e didático. Ela é dedicada a todos os profissionais da área ambiental, incluindo professores e instrutores, e aos alunos de cursos técnicos e de graduação cujas disciplinas pertençam ao eixo tecnológico Ambiente e Saúde.

O livro, além de estar de acordo com o conteúdo programático exigido pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) aos cursos dessa

área, também é indicado aos autodidatas, pois aborda todos os assuntos com uma linguagem simples, objetiva e didática, de tal forma que, no final de cada capítulo, há a seção Para exercitar, com questões dissertativas e de múltipla escolha, para auxiliar na compreensão do conteúdo aprendido.

A obra é composta de dez capítulos e um apêndice, distribuídos da seguinte forma:

Capítulo 1 (Meio Ambiente): introduz os temas mais relevantes da área ambiental. Conceitua, de forma didática, a fauna e a flora brasileiras: ecossistemas, principais animais em extinção e seu habitat.

Ver todos os capítulos

1.2 Ecologia

PDF Criptografado

É um país ideal para plantar, cultivar e colher os mais diversos produtos agrícolas, bem como para distribuí-los de forma igualitária, justa, com a natureza sendo valorizada e respeitada.

Organismos de proteção ambiental, como o Instituto Brasileiro do

Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), buscam incessantemente, por meio de conscientização, leis, regulamentações técnicas e pareceres normativos, preservar as belezas naturais brasileiras.

Veremos, ao longo desta obra, um pouco dessas belezas naturais, alguns problemas ambientais e soluções para uma vida igualitária.

1.2  Ecologia

O termo ecologia foi criado pelo biólogo alemão Ernest Heinric

Haeckel (1834-1919). Trata-se da união de palavras gregas oikos, que significa casa, e logos, que significa estudo. Logo, a ecologia é a ciência que estuda as casas naturais, ou seja, os diversos ambientes da natureza, incluindo as relações dos seres vivos entre si e com o ambiente.

Essa ciência ajuda a compreender a importância de cada espécie na natureza e a necessidade de preservar os vários ambientes naturais que a Terra abriga.

Ver todos os capítulos

1.1 Introdução

PDF Criptografado

1.1  Introdução

O Brasil é conhecido por suas belezas naturais e por ser um dos países mais ricos em número de espécies de seres vivos. Adicionalmente à beleza de suas praias, rios e mares, o Brasil detém a parte mais extensa da maior planície inundável do mundo – o Pantanal – e da maior floresta úmida do mundo – a Floresta Amazônica, cuja fauna e flora a todos encantam.

Biodiversidade

Diversidade biológica na totalidade; variedade de formas de vida que podemos encontrar na Terra (plantas, aves, mamíferos, insetos, microrganismos).

16

FIGURA 1.1  �O Brasil abriga a maior biodiversidade do planeta, equivalente a mais de 20% do total de espécies da Terra (Brasil está entre os 17 países com maior biodiversidade).

Além de um ecossistema bem variado, o Brasil possui muitas praias com vegetação característica do Nordeste brasileiro, como as praias do litoral pernambucano.

Meio Ambiente

Guia Prático e Didático

FIGURA 1.2  �As águas da Praia dos Carneiros, no município de Tamandaré-PE, possibilitam boa visibilidade da biodiversidade e das belezas do fundo do mar.

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Michael L Cain William D Bowman Sally D Hacker (27)
Título Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Capítulo 6. Evolução e ecologia

PDF Criptografado

6

CONCEITOS-CHAVE

CONCEITO 6.1  A evolução

pode ser vista como variação genética ao longo do tempo ou como um processo de descendência com modificação.

CONCEITO 6.2  A seleção natural, a deriva genética e o fluxo gênico podem causar a variação na frequência de alelos em uma população ao longo do tempo.

CONCEITO 6.3  A seleção natural é o único mecanismo evolutivo que causa evolução adaptativa de modo consistente.

CONCEITO 6.4  Os padrões evolutivos de longo prazo são moldados por processos de larga escala, tais como especiação, extinções em massa e radiação adaptativa.

CONCEITO 6.5 

As interações ecológicas e a evolução exercem profunda influência recíproca.

Evolução e ecologia

Caça de troféus e evolução não intencional: Estudo de Caso

Os carneiros-selvagens (Ovis canadensis) são animais magníficos, maravilhosamente adaptados para a vida nas montanhas escarpadas nas quais eles são encontrados. A despeito de seu tamanho considerável (os machos podem pesar até 127 kg), esses carneiros podem equilibrar-se sobre bordas estreitas e saltar 6 metros de uma borda a outra. Os carneiros-selvagens são notáveis também pelos grandes cornos encurvados dos machos, usados em combates por fêmeas (Figura 6.1). Eles correm em velocidades de até 32 quilômetros por hora e batem suas cabeças uma contra a outra, disputando o direito de acasalar com uma fêmea.

Ver todos os capítulos

Capítulo 13. Predação e herbivoria

PDF Criptografado

13

CONCEITOS-CHAVE

CONCEITO 13.1  A maioria dos predadores tem dietas amplas, ao passo que a maioria dos herbívoros tem dietas relativamente restritas.

CONCEITO 13.2 

Os organismos desenvolveram uma ampla gama de adaptações que os ajudam a obter alimento e a evitar que se tornem presas.

CONCEITO 13.3 

A predação e a herbivoria podem afetar muito as comunidades ecológicas, às vezes transformando um tipo de comunidade em outro.

CONCEITO 13.4  Ciclos populacionais podem ser causados por interações exploratórias.

Predação e herbivoria

Os ciclos da lebre-americana:

Estudo de Caso

Em 1899, um comerciante de peles de Ontário, no Canadá, relatou para a Companhia Hudson’s Bay: “Os índios estão trazendo poucas caças.

Eles passaram fome durante toda primavera. Os coelhos estão escassos”

(Winterhalder, 1980). As “caças” referem-se a peles de castores e outros animais com peles de valor comercial, capturados por membros da tribo

Ver todos os capítulos

Capítulo 9. Distribuição e abundância de populações

PDF Criptografado

9

CONCEITOS-CHAVE

CONCEITO 9.1  Populações são entidades dinâmicas que variam em tamanho no tempo e no espaço.

CONCEITO 9.2 

As distribuições e abundâncias de organismos são limitadas pela adequação do hábitat, fatores históricos e dispersão.

CONCEITO 9.3  Muitas espécies têm distribuição fragmentada de populações dentro de sua amplitude geográfica.

CONCEITO 9.4 

A distribuição de indivíduos dentro de uma população depende da localização dos recursos essenciais, dispersão e interações comportamentais.

CONCEITO 9.5 

As abundâncias e distribuições de populações podem ser estimadas por contagens em

áreas específicas, métodos de distâncias, estudos de marcação e recaptura e modelos de nicho.

Distribuição e abundância de populações

Das florestas de algas-pardas aos vazios de ouriços: Estudo de Caso

Estendendo-se através de 1.600 km no Oceano Pacífico ao oeste do Alasca, as montanhosas Ilhas Aleutas geralmente são castigadas por fortes tempestades e ficam ocultadas pela neblina. As ilhas têm algumas poucas árvores grandes e, exceto pelas ilhas do leste, que já fizeram parte do continente, não são encontrados os mamíferos terrestres presentes no continente, como ursos-pardos, renas e lemingues. Existe, no entanto, abundante vida selvagem marinha nas cercanias, incluindo aves, focas, baleias e grande diversidade de peixes e invertebrados.

Ver todos os capítulos

Capítulo 4. Lidando com a variação ambiental: temperatura e água

PDF Criptografado

4

CONCEITOS-CHAVE

CONCEITO 4.1  Cada

espécie tem uma faixa de tolerâncias ambientais que determina sua distribuição geográfica potencial.

CONCEITO 4.2 

A temperatura de um organismo é determinada pelas trocas de energia com o ambiente externo.

CONCEITO 4.3 

O equilíbrio hídrico de um organismo é determinado pelas trocas de água e solutos com o ambiente externo.

Lidando com a variação ambiental: temperatura e água

Rãs congeladas: Estudo de Caso

No filme Austin Powers: um agente nada discreto, um superespião de 1960 concorda voluntariamente em ser congelado criogenicamente, de modo que suas habilidades possam ser recuperadas se o Dr. Evil, seu arqui-inimigo que foi congelado para evitar ser capturado por Austin, ressurgir no futuro. De fato, 30 anos depois, os dois são descongelados e continuam suas aventuras de tentar dominar o mundo e impedir essa dominação.

A ideia de suspensão da animação – a vida suspensa temporariamente

Ver todos os capítulos

Respostas das questões de legendas das figuras e das questões de revisão

PDF Criptografado

Respostas das questões de legendas das figuras e das questões de revisão

CAPÍTULO 1

Respostas das questões de legendas das figuras

Figura 1.4 Estimando a partir do gráfico, cerca de 88% dos girinos no grupo-controle sobreviveram e 0% deles tinha malformações. Uma vez que havia 35 girinos no grupo-controle, isso indica que 31 (0,88 × 35) dos girinos nesse grupo sobreviveram e nenhum tinha malformações.

Figura 1.5 Os resultados nas gaiolas das quais R. ondatrae foram excluídos mostram que os pesticidas atuando sozinhos não causam malformações em rãs. Os resultados nas gaiolas expostas a R. ondatrae mostram que os pesticidas afetam as rãs, pois a porcentagem de rãs com malformações foi maior em lagoas onde os pesticidas estavam presentes. Entretanto, os resultados não indicam como os pesticidas causaram esse efeito.

Figura 1.6 Pela comparação dos resultados dos controles com os resultados dos tratamentos nos quais pesticidas foram adicionados, o pesquisador poderia testar se a adição de um pesticida afetou tanto a resposta do sistema imune (número de eosinófilos) de girinos quanto o número de cistos de R. ondatrae por girino. O objetivo do “controle do solvente” foi verificar os possíveis efeitos do solvente no qual o pesticida foi dissolvido.

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Lincoln Taiz Eduardo Zeiger Ian Max M Ller Angus Murphy (24)
Título Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Capítulo 5 - Nutrição Mineral

PDF Criptografado

5

Nutrição Mineral

N

utrientes minerais são elementos, como nitrogênio, fósforo e potássio, que as plantas obtêm do solo principalmente na forma de íons inorgânicos. Embora os nutrientes percorram um ciclo contínuo por todos os organismos, eles entram na biosfera predominantemente pelos sistemas de raízes das plantas; assim, as plantas, de certo modo, agem como “mineradoras” da crosta terrestre. A grande área de superfície das raízes e sua capacidade em absorver íons inorgânicos da solução do solo, em baixas concentrações, aumentam a eficácia da obtenção mineral pelas plantas. Após serem absorvidos pelas raízes, os elementos minerais são translocados para as diferentes partes da planta, onde servem em numerosas funções biológicas. Outros organismos, como fungos micorrízicos e bactérias fixadoras de nitrogênio, frequentemente participam com as raízes na obtenção de nutrientes minerais.

O estudo sobre como as plantas obtêm e utilizam os nutrientes minerais se denomina nutrição mineral. Essa área de pesquisa é fundamental para aprimorar as modernas práticas agrícolas e a proteção ambiental, bem como para compreender as interações ecológicas das plantas em ecossistemas naturais. Produtividades agrícolas altas dependem da fertilização com nutrientes minerais. De fato, a produtividade da maioria das culturas vegetais aumenta linearmente com a quantidade de fertilizantes que elas absorvem.

Ver todos os capítulos

Capítulo 4 - Balanço Hídrico das Plantas

PDF Criptografado

4

Balanço Hídrico das Plantas

A

vida na atmosfera da Terra apresenta um desafio impressionante para as plantas terrestres. Por um lado, a atmosfera é a fonte de dióxido de carbono, necessário para a fotossíntese. Por outro, ela em geral

é bastante seca, levando a uma perda líquida de água devido à evaporação.

Como as plantas carecem de superfícies que permitam a difusão de CO2 para seu interior enquanto impeçam a perda de água, a absorção de CO2 as expõe ao risco de desidratação. Esse problema é agravado porque o gradiente de concentração para a absorção de CO2 é muito menor do que o gradiente de concentração que regula a perda de água. Para atender as demandas contraditórias de maximizar a absorção de dióxido de carbono enquanto limitam a perda de água, as plantas desenvolveram adaptações para controlar a perda de água pelas folhas e repor a água perdida para a atmosfera com água extraída do solo.

Neste capítulo, serão examinados os mecanismos e as forças propulsoras que operam no transporte de água dentro da planta e entre a planta e seu ambiente. Inicialmente, será examinado o transporte de água enfocando a

Ver todos os capítulos

Capítulo 24 - Estresse Abiótico

PDF Criptografado

24

Estresse Abiótico

A

s plantas crescem e se reproduzem em ambientes adversos, que contêm uma multiplicidade de fatores abióticos (não vivos) químicos e físicos, que variam conforme o tempo e a localização geográfica. Os parâmetros ambientais abióticos primários que afetam o crescimento vegetal são luz (intensidade, qualidade e duração), água (disponibilidade no solo e umidade), dióxido de carbono, oxigênio, conteúdo e disponibilidade de nutrientes no solo, temperatura e toxinas (i.e., metais pesados e salinidade). As flutuações desses fatores ambientais fora de seus limites normais em geral têm consequências bioquímicas e fisiológicas negativas para as plantas. Por serem sésseis, as plantas são incapazes de evitar o estresse abiótico simplesmente pelo deslocamento para um ambiente mais favorável. Como alternativa, elas desenvolveram a capacidade de compensar as condições estressantes, mediante alteração dos processos fisiológicos e de desenvolvimento para manter o crescimento e a reprodução.

Ver todos os capítulos

Capítulo 1 - Arquitetura da Célula e do Vegetal

PDF Criptografado

1

Arquitetura da Célula e do Vegetal

F

isiologia vegetal é o estudo dos processos vegetais – como as plantas crescem, desenvolvem-se e funcionam à medida que interagem com os ambientes físico (abiótico) e vivo (biótico). Embora este livro enfatize as funções fisiológicas, bioquímicas e moleculares das plantas, é importante reconhecer que, ao falar sobre a troca gasosa na folha, a condução de água no xilema, a fotossíntese no cloroplasto, o transporte de íons através das membranas, as rotas de transdução de sinal envolvendo luz e hormônios, ou a expressão gênica durante o desenvolvimento, todas essas funções dependem inteiramente das estruturas.

A função deriva de estruturas que interagem em cada nível de complexidade. Ela ocorre nas seguintes situações: (a) quando moléculas diminutas se reconhecem e se interligam, produzindo um complexo com funções novas; (b) quando uma folha nova se expande e quando células e tecidos interagem durante o processo de desenvolvimento da planta; e (c) quando organismos enormes se sombreiam, nutrem ou se cruzam uns com os outros. Em todos os níveis, a partir de moléculas até organismos, a estrutura e a função representam diferentes pontos de referência de uma unidade biológica.

Ver todos os capítulos

Capítulo 21 - Gametófitos, Polinização, Sementes e Frutos

PDF Criptografado

21

Gametófitos,

Polinização, Sementes e Frutos

A

ntes da descoberta da reprodução sexuada em plantas no final do século XVII, as sementes eram consideradas produtos de um processo assexuado e vegetativo similar à formação de gemas. Em meados do século XVIII, o papel do pólen na fecundação foi demonstrado experimentalmente, e, durante o XIX, os aspectos exclusivos do ciclo de vida vegetal começaram a ser reconhecidos. A diferença mais profunda entre a reprodução sexuada em plantas e animais é a presença, no ciclo de vida vegetal, de dois indivíduos haploides inteiramente separados, chamados gametófitos masculino e feminino. De modo mais exato, a própria flor não é uma estrutura sexual. As flores contêm os gametófitos masculino e feminino, que produzem as verdadeiras estruturas sexuais das angiospermas.

Esta discussão inicia apresentando uma visão geral do ciclo de vida vegetal e como ele evoluiu desde as formas mais simples de algas até as plantas floríferas. A seguir, é discutido o desenvolvimento dos gametófitos masculino e feminino, que produzem os gametas. Como organismos sésseis, as plantas dependem de vetores como o vento ou os insetos para realizar a polinização e a fecundação. Conforme será estudado, as plantas não são inteiramente passivas nesse processo: elas desenvolveram mecanismos complexos, tanto anatômicos quanto bioquímicos, que estimulam a polinização cruzada.

Ver todos os capítulos

Ver Todos