22576 capítulos
Medium 9788582710296

Capítulo 5 - Transtornos do humor

Francisco B. Assumpção Jr.; Alessandra Freitas Russo; Carolina Rabello Padovani; Cristina Maria Pozzi; Evelyn Kuczynski; Marília Penna Bernal; Melanie Mendoza; Milena de Oliveira Rossetti Grupo A PDF Criptografado

5

TRANSTORNOS DO HUMOR

DEPRESSÃO

DISTIMIA

TRANSTORNO BIPOLAR

206

>>

FRANCISCO B. ASSUMPÇÃO JR. (ORG.)

DEPRESSÃO

O QUE É?

Conforme o Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-IV-TR),1 a depressão na criança e no adolescente

é semelhante à do adulto. Assim, os mesmos critérios diagnósticos da depressão no adulto podem ser utilizados nessa população.2 Entretanto, em crianças na fase pré-verbal, deve-se atentar para manifestações como inquietação, retraimento, choro frequente, recusa alimentar, alterações do sono, apatia e piora da resposta aos estímulos visuais e auditivos. Crianças pré-escolares com frequência apresentam sintomas somáticos (dores abdominais, etc.), prejuízo no desenvolvimento pôndero-estatural, fácies tristonha, irritabilidade, anorexia, hiperatividade e alterações do sono, além de auto e heteroagressividade. Escolares também podem apresentar lentificação, distorções cognitivas de cunho autodepreciativo, pensamentos de morte ou suicidas e queda acadêmica, além de irritabilidade, sintomas ansiosos e transtornos da conduta. Na adolescência, as manifestações depressivas se assemelham muito ao quadro na adultez, mas é frequente a comorbidade com uso de psicotrópicos, o que dificulta sua detecção.3 Pais e profes-

Ver todos os capítulos
Medium 9788582714560

Capítulo 124. Questionar para melhorar – perguntas certeiras contra a depressão

Daniel Martins de Barros Grupo A PDF Criptografado

124

QUESTIONAR PARA

MELHORAR – PERGUNTAS

CERTEIRAS CONTRA A

DEPRESSÃO

Não lembro onde li, acho que foi numa resenha de uma coleção de filo­ so­fia, há muitos anos, que os filósofos eram os chatos essenciais, que paravam para fazer perguntas quando o esperado seria seguir em frente.

Chatos, sim, porque parar para pensar dá trabalho, e o mundo tem pressa demais para isso. Mas às vezes essa pressa cobra seu preço, e uma vida não refletida, vivida no automático, baseada em pressupostos superficiais e recheada de pensamentos automáticos, leva a profundas crises – quando não ao adoecimento mental.

Atribui-se a Sócrates, o pai da filosofia ocidental como a conhecemos, o desenvolvimento de uma técnica de investigação dos pensamentos, profunda e sistemática, que ficou conhecida como questionamento socrático.

Em seus diálogos, registrados por seu aluno Platão, vemos como ele parava para conversar com os cidadãos e, interessando-se verdadeiramente por suas opiniões, aprofundava progressivamente as perguntas para chegar aos fundamentos daquelas crenças. Com frequência o interlocutor acabava ga­guejando, notando que suas opiniões não tinham qualquer fundamento sólido.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582713556

Capítulo 26. Monitoração da perfusão tecidual e terapia de reposição volêmica guiada por metas

Patrícia W. Gamermann, Luciana Cadore Stefani, Elaine A. Felix Grupo A PDF Criptografado

26

Monitoração da perfusão tecidual e terapia de reposição volêmica guiada por metas

Luiz Fernando R. de Menezes

Rosângela da Rosa Minuzzi

Luciana Cadore Stefani

Sabe-se que a maior mortalidade cirúrgica ocorre em pacientes com reservas fisiológicas limitadas submetidos a procedimentos de maior porte. A monitoração da perfusão sistêmica é parte integrante da avaliação hemodinâmica e resulta em melhoria dos desfechos quando comparada à monitoração-padrão.1 A complexidade da monitoração deve ser individualizada, levando-se em conta que as manifestações relacionadas aos distúrbios de perfusão tecidual ocorrem antes de sinais clássicos, como hipotensão e redução de pressão venosa central (PVC). Como nenhum método de avaliação de perfusão isoladamente é definitivo, qualquer resultado deve ser incluído na perspectiva clínica e associado às demais variáveis disponíveis.

É desejável, portanto, que a manutenção da perfusão e da oferta de oxigênio aos tecidos seja alvo das estratégias adotadas no perioperatório, especialmente em pacientes críticos. A perfusão depende de duas variáveis principais: o fluxo e o conteúdo de oxigênio e pode ser resumida pela fórmula da entrega de oxigênio (DO2) aos tecidos:

Ver todos os capítulos
Medium 9788527729161

Capítulo 13 | Sistema Cardiovascular

SADLER, T. W. Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

13

Sistema Cardiovascular

■■ Estabelecimento e Padronização da Área Cardiogênica Primária ou Primeiro Campo Cardíaco

O sistema vascular aparece na metade da terceira semana, quando o embrião não é mais capaz de satisfazer suas necessidades nutricionais apenas por difusão. As células progenitoras cardíacas se encontram no epiblasto, imediatamente adjacentes à parte cranial da linha primitiva. De lá, elas migram através da linha primitiva para a camada esplâncnica do mesoderma da placa lateral, onde algumas formam um aglomerado celular em formato de ferradura chamado de

área cardiogênica primária (ACP) ou primeiro campo cardíaco (PCC), cranial às pregas neurais (Figura 13.1). Essas células formam os átrios, o ventrículo esquerdo e parte do ventrículo direito. O resto do ventrículo direito e da via de saída (cone arterial e tronco arterioso ou arterial) é derivado do segundo campo cardíaco (SCC), que também contribui

com células para a formação dos átrios na extremidade caudal do coração (Figura 13.2). Esse campo secundário de células está localizado no mesoderma esplâncnico ventral à faringe (Figura 13.2).

Ver todos os capítulos
Medium 9788536324999

33. Achados clínicos em pacientes com aberrações cromossômicas autossômicas

Sharbel Weidner Maluf, Mariluce Riegel Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 33

Achados clínicos em pacientes com aberrações cromossômicas autossômicas

Caracterização das aberrações cromossômicas autossômicas

As aberrações cromossômicas autossômi‑ cas são definidas pelos seguintes quatro cri‑ térios: retardo de crescimento intrauterino e pós­‑natal; um padrão de sinais de dismor‑ fismo, especialmente de elementos da fácies, genitália e segmento distal dos membros; malformações (geralmente múltiplas); desen‑ volvimento mental comprometido. Apesar de nenhum dos quatro critérios ser obrigatório, a deficiência mental é a característica mais consistente. Um padrão específico de dismor‑ fismos é a característica mais útil para se es‑ tabelecer um diagnóstico clínico, quando con‑ firmado com base em um número suficiente de casos.

História familiar e gravidez

A grande maioria das aberrações cromos‑ sômicas não é hereditária. Os heredogramas de famílias que mostram rearranjos autossô‑ micos hereditários geralmente indicam uma grande incidência de perdas fetais, fertilidade reduzida (principalmente em portadores mas‑ culinos) e neonatos com baixo peso ou prema‑ turos com múltiplas malformações que vão a óbito logo após o nascimento. As seguintes complicações são mais frequentes em gesta‑

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos