William E Prentice (15)
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Capítulo 8 - Princípios de Avaliação e Teste Eletrofisiológico

William E. Prentice Grupo A PDF Criptografado

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Princípios de Avaliação e Teste Eletrofisiológico

John Halle e David Greathouse

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Prentice_08.indd 223

Após a conclusão deste capítulo, o estudante será capaz de: definir e descrever a base anatômica e fisiológica do teste eletrofisiológico

(condução neural e estudos eletromiográficos [EMG]); em um paciente com disfunção neuromuscular, avaliar a conveniência de solicitar teste eletrofisiológico clínico (condução neural e estudos eletromiográficos) e descrever a informação adicional específica que poderia ser fornecida por este teste, se solicitado; descrever o papel básico de cada uma das seguintes peças de equipamento no teste eletrofisiológico de rotina: eletrodos (agulha, referência e terra), amplificadores diferenciais, osciloscópio, caixas de som, estimulador, unidade de processamento eletrofisiológica e impressora; discutir porque os estudos de condução nervosa (ECN) avaliam as fibras sensoriais e motoras em um nervo, a informação obtida desses testes e a razão de os estudos sensoriais serem avaliados em microvolts, enquanto os estudos motores são avaliados em milivolts; explicar o papel da latência, forma, amplitude e velocidade de condução nervosa (VCN) em um ECN. Nessa explanação, comparar e contrastar a informação fornecida pelos achados normais e anormais; descrever fisiologicamente um “estudo de condução central”

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Capítulo 10 - Ultrassom Terapêutico

William E. Prentice Grupo A PDF Criptografado

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Ultrassom Terapêutico

David O. Draper e William E. Prentice

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Após o término deste capítulo, o estudante de fisioterapia será capaz de: analisar a transmissão de energia acústica nos tecidos biológicos em relação ao formato de onda, frequência, velocidade e atenuação; analisar a física básica envolvida na produção de um feixe de ultrassom terapêutico; comparar os efeitos fisiológicos térmicos e não térmicos do ultrassom terapêutico; avaliar as técnicas específicas de aplicação de ultrassom terapêutico e como elas podem ser modificadas para se atingirem os objetivos do tratamento; escolher os usos mais adequados e clinicamente efetivos para o ultrassom terapêutico. Explicar a técnica e a aplicação clínica da fonoforese; identificar as contraindicações e as precauções que devem ser observadas em relação ao ultrassom terapêutico.

Na comunidade médica, o ultrassom é uma modalidade utilizada para inúmeros objetivos, incluindo diagnóstico, destruição de tecido e como agente terapêutico. O ultrassom diagnóstico

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Capítulo 3 - O Papel das Modalidades Terapêuticas na Cicatrização da Ferida Cutânea

William E. Prentice Grupo A PDF Criptografado

3

O Papel das Modalidades

Terapêuticas na

Cicatrização da

Ferida Cutânea

Pamela E. Houghton

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Após a conclusão deste capítulo, o estudante será capaz de: explicar as ações celulares e fisiológicas das modalidades comumente utilizadas na cicatrização da ferida. Revisar a evidência de pesquisa clínica sobre a efetividade das modalidades para feridas com cicatrização retardada ou não cicatrizadas; descrever as técnicas de aplicação, os parâmetros de estímulo e os esquemas de tratamento comumente empregados ao se tratarem feridas crônicas com essas modalidades; rever indicações, contraindicações e riscos potenciais de cada uma das modalidades; utilizar a informação fornecida neste capítulo para selecionar a melhor modalidade para um tipo particular de ferida crônica.

INTRODUÇÃO

Os processos celulares e fisiológicos desencadeados pela lesão tecidual são, muitas vezes, divididos em três fases, a saber: fases de inflamação, de proliferação e de remodelamento (consultar o Capítulo 2). Brevemente, logo após a lesão, a perda sanguínea é minimizada pelas mudanças hemostáticas que envolvem uma cascata de eventos envolvendo a plaqueta que resulta em formação de coágulo de fibrina. Os mediadores químicos liberados pela plaqueta ativada e pelo trauma mecânico atraem leucócitos, incluindo macrófagos e neutrófilos, para o local da lesão onde eles saem dos vasos sanguíneos e entram no tecido lesionado. As atividades fagocíticas dessas células inflamatórias agem para debridar material necrótico e estranho presente no tecido danificado. Os leucócitos também liberam fatores de crescimento que têm potentes propriedades mitogênicas e quimioatrativas, que são responsáveis pela mediação da migração e proliferação de fibroblastos, células endoteliais e células epiteliais. Os fibroblastos e as células endoteliais direcionam síntese de colágeno e angiogênese, respectivamente, e migração e proliferação de células epiteliais resultam na formação de uma nova barreira epidérmica. Durante a fase de remodelamento final, o turnover e a reorganização de colágeno e de outros componentes da matriz extracelular otimizam a integridade e a força do tecido e ajudam a prevenir uma futura quebra da ferida.

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Capítulo 5 - Princípios Básicos da Eletricidade e de Correntes de Estimulação Elétrica

William E. Prentice Grupo A PDF Criptografado

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Princípios Básicos da Eletricidade e de Correntes de

Estimulação Elétrica

Daniel N. Hooker e Wiliam E. Prentice

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Após a conclusão deste capítulo, o estudante será capaz de: definir a terminologia mais comum relacionada à eletricidade; diferenciar correntes monofásicas, bifásicas e pulsadas; categorizar várias formas de onda e características de pulsação; contrastar os vários tipos de modulação de corrente; discriminar disposições de circuito em série e paralelos; explicar o fluxo de corrente através de vários tipos de tecido biológico; explicar as respostas celulares musculares, nervosas e não excitatórias à estimulação elétrica; discutir os vários parâmetros de tratamento, incluindo frequência, intensidade, duração e polaridade que devem ser considerados com correntes de estimulação elétrica; diferenciar as várias correntes que podem ser selecionadas em muitos geradores modernos, incluindo de alta voltagem, bifásica, microcorrente, Russa, interferencial, interferencial pré-modulada e de baixa voltagem; comparar técnicas para modulação da dor por meio do uso de neuroestimuladores elétricos transcutâneos; criar um ambiente seguro ao utilizar o equipamento elétrico.

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Capítulo 6 - Iontoforese

William E. Prentice Grupo A PDF Criptografado

6

Iontoforese

William E. Prentice

O B J ET I VO S

Após a conclusão deste capítulo, o estudante será capaz de: k diferenciar iontoforese e fonoforese; k explicar os mecanismos básicos da transferência de íons; k estabelecer procedimentos e técnicas de aplicação de iontoforese específicos; k identificar os diferentes íons mais comumente utilizados na iontoforese; k escolher as aplicações clínicas apropriadas para se empregar uma técnica de iontoforese; k estabelecer precauções e preocupações para a utilização do tratamento com iontoforese.

Iontoforese é uma técnica terapêutica que envolve a introdução de íons dentro dos tecidos cor1 porais por meio de uma corrente elétrica contínua. Originalmente chamada de transferência de íons, ela foi descrita pela primeira vez por LeDuc em 1903 como uma técnica de transporte de substâncias químicas através de uma membrana utilizando-se corrente elétrica como força

2 motriz. Desde então, o uso e a popularidade da iontoforese têm variado. Recentemente, tem sido dada nova ênfase sobre a iontoforese e ela tem se tornado uma técnica comumente utilizada em cenários clínicos. A iontoforese tem várias vantagens como uma técnica de tratamento visto que ela é uma técnica não invasiva, estéril e indolor para introduzir íons específicos dentro de um

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Warren Levinson (77)
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Parte X - Resumos dos Organismos de Importância Médica

Warren Levinson Grupo A PDF Criptografado

Resumos dos Organismos de Importância Médica

P

A

R

T

E

X

RESUMO DAS BACTÉRIAS DE IMPORTÂNCIA MÉDICA

COCOS GRAMPOSITIVOS CAPÍTULO 15

Staphylococcus aureus

Doenças – Abscessos em diversos órgãos, endocardite, osteomie-

lites, artrites sépticas e impetigo. Também pneumonia hospitalar, infecções de feridas cirúrgicas e sepse. Inclui ainda doenças mediadas por exotoxinas como gastrenterite (intoxicação alimentar), síndrome do choque tóxico e síndrome da pele escaldada.

E uma das causas mais comuns de infecções humanas.

Características – Cocos gram-positivos em agrupamentos. Coagulase-positivos. Catalase-positivos. A maioria dos isolados produz b-lactamase.

Hábitat e transmissão – O principal hábitat é a cavidade nasal hu-

mana; são também encontrados na pele humana. A transmissão ocorre pelas mãos.

Patogênese – Abscesso purulento é a lesão mais comum. São também produzidas três exotoxinas. A toxina da síndrome do choque tóxico é um superantígeno e causa a síndrome do choque tóxico por estimular diversas células T auxiliares a liberar grandes quantidades de linfocinas, especialmente IL-2. A enterotoxina, responsável pela intoxicação alimentar, é também um superantígeno. A intoxicação alimentar apresenta período de incubação curto, uma vez que se encontra pré-formada no alimento. A toxina da síndrome da pele escaldada é uma protease que cliva a desmogleína de pequenas áreas de oclusão na pele. A proteína A é um importante fator de virulência, pois se liga à cadeia pesada da

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Capítulo 53 - Protozoários Patógenos de Menor Importância

Warren Levinson Grupo A PDF Criptografado

C A P Í T U L O

Protozoários Patógenos de

Menor Importância

53

CONTEÚDO DO CAPÍTULO

Acanthamoeba e Naegleria

Microsporídeos

Babesia

Aplique seu conhecimento

Balantidium

Resumos dos organismos

Cyclospora

Questões para autoavaliação

Isospora

Os estágios de importância médica no ciclo de vida de determinados protozoários de menor importância são descritos na

Tabela 53-1.

ACANTHAMOEBA E NAEGLERIA

Acanthamoeba castellanii e Naegleria fowleri são amebas de vida livre que causam meningoencefalite. Esses organismos são encontrados em lagos de água continental e morna, bem como no solo. Seu ciclo de vida envolve estágios de trofozoíto e cisto.

Os cistos são bastante resistentes e não são mortos por cloração.

Os trofozoítos de Naegleria, em geral, penetram no corpo através das membranas mucosas enquanto um indivíduo está nadando. Eles podem penetrar na mucosa nasal e na placa cribriforme, causando meningite purulenta e encefalite, as quais, em geral, são rapidamente fatais (Figura 53-1). Acanthamoeba pode atingir a pele ou os olhos durante um traumatismo. Infecções por

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Capítulo 77 - Infecções da Pele e dos Tecidos Moles

Warren Levinson Grupo A PDF Criptografado

C A P Í T U L O

77

Infecções da Pele e dos Tecidos Moles

Contribuição de Brian S. Schwartz, M.D.

CONTEÚDO DO CAPÍTULO

Introdução

Abscessos cutâneos (furúnculo e carbúnculo)

Impetigo

Infecções necrosantes dos tecidos moles (fasceíte necrosante/mionecrose)

Celulite/erisipela

Foliculite

INTRODUÇÃO

As infecções da pele e dos tecidos moles correspondem a alguns dos diagnósticos infecciosos mais comuns e resultam em centenas de milhares de visitas ao consultório médico e a atendimentos de emergência a cada ano. Essas infecções frequentemente se desenvolvem após uma ruptura da integridade normal da pele, por meio de um trauma ou doença cutânea (p. ex., dermatite atópica). A grande maioria dessas infecções é causada por Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes (Tabela 77-1). A disseminação hematogênica de organismos pela pele também pode ocorrer, porém é incomum. A histologia normal da pele pode ser observada na Figura 77-1.

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Capítulo 27 - Patógenos Bacterianos de Menor Importância

Warren Levinson Grupo A PDF Criptografado

C A P Í T U L O

27

Patógenos Bacterianos de

Menor Importância

CONTEÚDO DO CAPÍTULO

Bactérias de menor importância médica

Fusobacterium

Abiotrophia

Gardnerella

Achromobacter

Grupo HACEK

Acinetobacter

Haemophilus aegyptius

Actinobacillus

Haemophilus ducreyi

Aeromonas

Hafnia

Alcaligenes

Kingella

Anaplasma

Lactobacillus

Arachnia

Micrococcus

Arcanobacterium

Mobiluncus

Arizona

Moraxella

Bartonella quintana e Bartonella bacilliformis

Peptococcus

Bifidobacterium

Peptostreptococcus

Bradyrhizobium

Plesiomonas

Branhamella

Porphyromonas

Calymmatobacterium

Propionibacterium

Capnocytophaga

Pseudomonas pseudomallei

Cardiobacterium

Rhodococcus

Chromobacterium

Sarcina

Chryseobacterium

Spirillum

Citrobacter

Streptobacillus

Corynebacterium jeikeium

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Capítulo 33 - Defesas do Hospedeiro

Warren Levinson Grupo A PDF Criptografado

C A P Í T U L O

Defesas do Hospedeiro

33

CONTEÚDO DO CAPÍTULO

Introdução

Defesas não específicas

1. Interferons alfa e beta

8. Circuncisão

9. Fatores que modificam as defesas do hospedeiro

Defesas específicas

2. Células natural killer

1. Imunidade ativa

3. Fagocitose

2. Imunidade passiva

4. a-Defensinas

3. Imunidade de rebanho

5. Enzima apolipoproteína B editora de RNA (APOBEC3G)

Conceitos-chave

6. Febre

Aplique seu conhecimento

7. Depuração mucociliar

Questões para autoavaliação

INTRODUÇÃO

As defesas do hospedeiro contra vírus dividem-se em duas grandes categorias: (1) não específicas, das quais as mais importantes são os interferons e as células natural killer; e (2) específicas, incluindo imunidade humoral e imunidade celular. Os interferons constituem uma precoce primeira linha de defesa, ao passo que a imunidade humoral e a imunidade celular são efetivas apenas posteriormente, pois são necessários vários dias para induzir os lados humoral e celular da resposta imune.

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Valdir Cechinel Filho Camile Cecconi Cechinel Zanchett (10)
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Medium 9786581335144

10 - Fitoterapia na saúde pública: panorama atual

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

A utilização de plantas medicinais e seus produtos (fitoterápicos) na saúde pública tem aumentado consideravelmente no Brasil nos últimos anos, especialmente pela adoção de políticas públicas, comprovação da eficácia e segurança diante das mais diferentes patologias e maior difusão das informações. Neste capítulo, serão abordados alguns exemplos práticos e cuidados inerentes ao uso desses produtos.

Desde a antiguidade, a biodiversidade, especialmente a de plantas superiores, é utilizada pela humanidade como alternativa para o tratamento de patologias, das mais simples às mais complexas. Muitos medicamentos, alguns utilizados atualmente, provêm daquela época, como a emetina (1817), a colchicina (1820), a quinina (1820), a atropina (1831), a morfina (1832), a efedrina (1887), etc.1

Nos tempos atuais, com a modernização e o aperfeiçoamento dos estudos científicos a partir da implantação de novas e efetivas técnicas experimentais e de equipamentos cada vez mais resolutivos, a biodiversidade continua a ser explorada como potencial fonte de novos agentes terapêuticos. Acredita-se que cerca de 70% de todos os medicamentos disponíveis no mercado farmacêutico mundialmente estão relacionados, direta ou indiretamente, com os produtos naturais, sobretudo plantas terrestres.2-4

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5 - Prescrição de plantas medicinais e fitoterápicos de acordo com a legislação

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

Neste capítulo, será abordada a importância de utilizar a fitoterapia na clínica de forma correta e segura, de acordo com as legislações vigentes.

O uso de plantas medicinais para manutenção ou recuperação da saúde é frequente em todo o mundo, e a regulamentação dessa prática pode ocorrer de diferentes maneiras. Na Figura 5.1, estão dispostos alguns exemplos da cadeia de processamento das plantas medicinais. A regulamentação de produtos com base em plantas medicinais pode ser realizada de várias formas, como chás, drogas vegetais notificadas, medicamento fitoterápico industrializado ou manipulado e produto tradicional fitoterápico. Além da área farmacêutica, as plantas medicinais possuem possibilidade de uso como cosmético ou alimento.1

Figura 5.1

Cadeia de processamento de plantas medicinais.

Apesar de possuir uma das maiores biodiversidades do mundo e de ser um dos países que publica o maior número de artigos científicos sobre plantas medicinais e fitoterápicos, o Brasil ainda possui um número pequeno de fitoterápicos registrados contendo espécies vegetais brasileiras. Dessa forma, o conhecimento do sistema de vigilância regulatória em saúde, a participação no estabelecimento de normas regulatórias e a realização de testes de acordo com as normas vigentes são essenciais para o desenvolvimento positivo do setor e para que os fitoterápicos possam ser alavancados no registro de medicamentos e na melhoria do processo de registro de medicamentos fitoterápicos, visando produtos de qualidade, seguros e eficazes para a população.2

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8 - Fitoterapia e nutracêuticos na saúde da mulher e do homem: distúrbios endócrinos

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

Neste capítulo, serão abordados os principais fitoterápicos e nutracêuticos indicados para a saúde da mulher e do homem no tratamento de infertilidade, libido, síndrome pré-menstrual, climatério e distúrbio da próstata.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde,1 a infertilidade é um distúrbio do sistema reprodutor caracterizado pela incapacidade de um casal obter a gravidez clínica após 12 meses ou mais de relações sexuais regulares desprotegidas. Estima-se que a infertilidade atinja cerca de 10% das mulheres no mundo.

O número absoluto de casais afetados pela infertilidade aumentou de 42 milhões em 1990 para cerca de 48,5 milhões em 2010, sendo quase metade desses casos devido à infertilidade masculina.2

Diversos fatores podem ser relacionados à infertilidade feminina, sendo os mais comuns os distúrbios ovulatórios, infertilidade tubária, endometriose e infertilidade inex­plicada.3 A idade da mulher também é importante, pois, especialmente a partir dos 30 anos, as chances de engravidar diminuem e os riscos são maiores, principalmente aqueles relacionados ao desenvolvimento de diabetes e hipertensão.4

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7 - Fitoterapia nos ciclos da vida: da gestação à terceira idade

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

Muitas são as dúvidas quanto ao uso de plantas medicinais na infância, na gestação e no envelhecimento. Neste capítulo, serão abordadas as principais diferenças fisiológicas dessas fases e o modo de utilização da fitoterapia de forma segura e eficaz em cada uma delas.

O uso de recursos naturais, especialmente de plantas medicinais para prevenção e tratamento em crianças, é frequente e tradicional no Brasil e no mundo, sendo algo cultural, e, principalmente no cuidado primário, é utilizado para tratar distúrbios nas vias respiratórias, para aliviar cólicas ou para tranquilizar as crianças.1

A prática “cuidativa” das mães envolvendo esse recurso baseia-se em saberes repassados de geração a geração, com caráter preventivo e curativo. Em nível internacional, são poucos os estudos investigativos com populações representativas sobre o uso de produtos à base de plantas medicinais em crianças.2

Nos primeiros anos de vida, as crianças são acometidas por doenças corriqueiras, por isso os pais e/ou cuidadores utilizam terapias complementares, em especial a fitoterapia. Essa prática é influenciada por pessoas próximas, familiares ou amigos que já obtiveram resultados positivos e que, de forma empírica, vão repassando esses conhecimentos.3

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4 - Estudos clínicos de plantas medicinais e fitoterápicos: avanços, perspectivas e interação nas universidades e nas indústrias farmacêuticas

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

Da prospecção de uma planta com potencial terapêutico até sua transformação em produto e chegada ao mercado, percorre-se um extenso caminho, que será descrito com alguns detalhes neste capítulo. Comumente, aparecem plantas medicinais que estão “na moda”, sendo amplamente utilizadas pela população e propagadas entre profissionais da área da saúde, e seus resultados clínicos são muitas vezes surpreendentes. Neste capítulo, serão abordados alguns exemplos dessas plantas e de fitoterápicos desenvolvidos ou em desenvolvimento no Brasil relacionados a seus respectivos estudos clínicos, exemplos de plantas e seus escassos resultados clínicos. Além disso, o leitor será instruído a ter senso crítico.

Nas recentes décadas, as propriedades medicinais de plantas superiores têm sido relatadas das mais diferentes formas em todo o mundo, incluindo artigos científicos, livros, monografias, dissertações e teses. A cada ano, incontáveis descobertas promissoras são relatadas, com muitos extratos, frações ou moléculas isoladas com potenciais farmacológicos/biológicos muitas vezes bastante superiores àqueles utilizados na clínica médica. No entanto, poucos medicamentos fitoterápicos ou fitofármacos são efetivamente desenvolvidos e aprovados para uso da população. Isso ocorre porque, a partir da prospecção até a chegada ao mercado, importantes e criteriosas etapas devem ser concretizadas. Entre os critérios (frequentemente considerados os maiores obstáculos) encontram-se os estudos clínicos, aqueles realizados em seres humanos, obrigatórios para que um medicamento seja aprovado pelos órgãos reguladores.

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Val Rio Cynthia Americano Rubia (21)
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Capítulo 19 - Manejo na insuficiência adrenal

VALÉRIO, Cynthia; AMERICANO, Rubia Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 19

Manejo na insuficiência adrenal

Bernard Barreto Barroso

Cynthia Valerio

Introdução

As glândulas adrenais são responsáveis pela síntese e pela secreção de diversos hormônios que controlam a homeostase humana. Localizadas próximas ao polo superior de cada rim, dividem-se, histologicamente, em dois setores principais: (i) a medula, responsável pela síntese e pela secreção das catecolaminas; e (ii) a cortical, responsável pelos corticosteroides, os andrógenos e os mineralocorticoides. Em condições fisiológicas, a produção hormonal é determinada por um mecanismo de retroalimentação do eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal (HHA).1

A insuficiência adrenal (IA) é diagnosticada por alterações da função cortical, ocasionando deficiências de glicocorticoides, andrógenos e mineralocorticoides. Classifica-se como primária (patologias da adrenal), secundária (doenças hipofisárias) e terciária (acometimento hipotalâmico).1,2

A insuficiência adrenal primária, também conhecida como doença de Addison

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Capítulo 13 - Distúrbios hidreletrolíticos e do equilíbrio acidobásico

VALÉRIO, Cynthia; AMERICANO, Rubia Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 13

Distúrbios hidreletrolíticos e do equilíbrio acidobásico

Thiago Croce de Brito Resende

Gabriel Kubrusly Benoliel

Cynthia Valerio

Rubia Americano

Introdução

Distúrbios hidreletrolíticos e acidobásicos estão entre as complicações mais comuns da prática médica, sendo essenciais o reconhecimento e o manejo precoce, principalmente em situações de emergência, pois tais condições podem representar sequelas importantes para o paciente e risco de morte se não forem adequadamente revertidas.

Para facilitar a discussão sobre o tema e para fins didáticos, distúrbios hidreletrolíticos serão abordados em separado dos distúrbios acidobásicos, apesar de, na prática, estarem extremamente ligados.

Distúrbios hidreletrolíticos

O diagnóstico e o manejo do tratamento dessas desordens são baseados em anamnese, exame físico, avaliação da água corporal total e sua distribuição, concentração sérica e urinária dos eletrólitos e osmolalidade sérica. A fisiopatologia fundamenta-se nos princípios da água corporal total e sua distribuição por meio de compartimentos de fluidos.

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Capítulo 21 - Farmacodermias

VALÉRIO, Cynthia; AMERICANO, Rubia Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 21

Farmacodermias

Flávia Estrela Maroja Marinho

Pedro Etienne Arreguy R. Silva

João Carlos Regazzi Avelleira

Introdução

O termo “droga” é definido como qualquer substância química ingerida, injetada, inalada, inserida, instilada ou aplicada topicamente na pele ou na mucosa.1 Ter uma reação adversa a drogas corresponde a toda consequência não terapêutica decorrente do uso das mesmas, à exceção de abuso, envenenamento e falência terapêutica, segundo definição da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O problema pode atingir diferentes órgãos ou sistemas do corpo, mas a pele é o mais comumente acometido. O número de casos tem aumentado consideravelmente devido ao surgimento de novos agentes terapêuticos, variando de 10 a 30% a incidência em pacientes hospitalizados, dos quais 2 a 3% apresentam reações cutâneas.2

Farmacodermia é um quadro particular de reação adversa às drogas, definido como qualquer efeito indesejável na estrutura ou na função da pele, nos anexos cutâneos ou nas mucosas. Nesse caso, as manifestações cutâneas podem assumir múltiplos aspectos clínicos, desde lesões solitárias até males generalizados e fatais. Os principais medicamentos aplicados nesse tipo de reação são as sulfas, os antibióticos, os analgésicos, os tranquilizantes e os anticonvulsivantes.1,3

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Capítulo 18 - Manejo de emergências hiperglicêmicas

VALÉRIO, Cynthia; AMERICANO, Rubia Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 18

Manejo de emergências hiperglicêmicas

Bernard Barreto Barroso

Roberto Luis Zagury

Introdução

A cetoacidose diabética (CAD) e o estado hiperosmolar hiperglicêmico (EHH) são complicações agudas graves do diabetes melito (DM) e fazem parte do espectro da hiperglicemia. A taxa de mortalidade da CAD é de 5% em centros especializados, e a do

EHH é de 15%.1 No entanto, o prognóstico é pior em extremos de idade, na presença de coma, hipotensão ou choque, e de acordo com a gravidade do fator precipitante.2

A CAD é uma complicação característica do DM tipo 1 (DM1) e constitui a maior causa de morte em diabéticos com menos de 20 anos. Ocorre em 15 a 67% das crianças e adolescentes no momento do diagnóstico da doença, e em 30% dos adultos. Ela

é pouco frequente no DM tipo 2 (DM2) e surge, geralmente, em situações de estresse agudo, como infecções graves, traumas, emergências cardiovasculares e casos de diabetes secundário. Sua taxa de mortalidade não é muito expressiva e depende, fundamentalmente, da causa precipitante, em geral, menor que 3%.

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Capítulo 17 - Emergências onco-hematológicas

VALÉRIO, Cynthia; AMERICANO, Rubia Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 17

Emergências onco-hematológicas

Cláudia Maria Alves Cardoso

Fernando Monteiro Correia Pinto

Alexandre Palladino

Introdução

Os quadros emergenciais, em pacientes portadores de neoplasias, são cada vez mais frequentes e estão associados à significativa morbidade e mortalidade. Este capítulo abrange as principais complicações relacionadas com a neoplasia de base (síndromes da veia cava superior, de compressão medular e de hiperviscosidade), ao tratamento

(síndrome de lise tumoral), a quadros infecciosos (neutropenia febril) e a síndromes paraneoplásicas (hipercalcemia e hiponatremia).

Síndrome da veia cava superior

Definição

A síndrome da veia cava superior (SVCS) é definida pelo conjunto de sinais (dilatação das veias do pescoço, pletora facial, edema de membros superiores, cianose) e sintomas (cefaleia, dispneia, tosse, ortopneia e disfagia) decorrentes da obstrução do fluxo sanguíneo através da veia cava superior (VCS) em direção ao átrio direito. Tal obstrução pode ser originada tanto por invasão ou compressão externa por processos patológicos em estruturas adjacentes (envolvendo o pulmão direito, linfonodos e outras estruturas do mediastino) quanto por trombose.1

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Trisha Greenhalgh (19)
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Capítulo 1 - Porque ler artigos científicos ?

Trisha Greenhalgh Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 1

Por que ler artigos científicos?

“Medicina baseada em evidências” significa simplesmente

“ler artigos em periódicos médicos”?

A medicina baseada em evidências (MBE) é muito mais do que apenas ler artigos.

De acordo com a definição mais amplamente citada, ela é “o uso cuidadoso, explícito e sábio da melhor evidência existente na tomada de decisões sobre o cuidado de pacientes individuais” [1]. Essa definição é útil até certo ponto, mas não inclui o que, para mim, é um aspecto muito importante do assunto: o uso da matemática. Mesmo que você não saiba quase nada sobre MBE, provavelmente sabe que ela menciona muitos números e proporções. Anna Donald e eu decidimos ser diretas sobre isso em nossa própria atividade de ensino e propusemos esta definição alternativa:

A medicina baseada em evidências é o uso de estimativas matemáticas do risco de benefício e de dano derivadas de pesquisas de alta qualidade sobre amostras populacionais para informar a tomada de decisões clínicas no diagnóstico, na investigação ou no manejo de pacientes individuais.

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Capítulo 7 - Artigos que relatam ensaios de intervenções complexas

Trisha Greenhalgh Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 7

Artigos que relatam ensaios de intervenções complexas

Intervenções complexas

Na seção “Que informações esperar de um artigo que descreve um ensaio clínico randomizado: a declaração CONSORT” defini uma intervenção simples (como um medicamento) como a que está bem demarcada (i.e., é fácil dizer o que é abrangido pela intervenção) e leva a um delineamento de pesquisa do tipo “com intervenção” versus “sem intervenção”. Uma intervenção complexa é aquela que não está bem demarcada (i.e., é difícil dizer com precisão qual é a intervenção) e que impõe desafios à implementação para os pesquisadores. Geralmente, as intervenções complexas envolvem múltiplos componentes que interagem e podem operar em mais de um nível (p. ex., tanto individual como organizacional). Elas incluem:

• Orientação ou educação para pacientes.

• Educação ou treinamento para o pessoal de atenção à saúde.

• Intervenções que buscam contribuições ativas e continuadas do participante (p. ex., atividade física, intervenções dietéticas, grupos leigos de apoio ou terapia psicológica realizada pessoalmente ou via internet).

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Capítulo 17 - Críticas à medicina baseada em evidências

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Capítulo 17

Críticas à medicina baseada em evidências

O que está errado com a MBE quando é mal feita?

Este capítulo novo é necessário porque a bonança da medicina baseada em evidências (MBE) terminou há muito tempo. Existe, muito apropriadamente, um número crescente de estudiosos que fazem críticas legítimas aos pressupostos e abordagens principais da MBE. Também existe um corpo maior de crítica mal-informada – e uma zona cinzenta de escritos anti-MBE que contém alguma verdade, mas que é, ela mesma, unilateral e pobre em argumentos. Este capítulo procura apresentar as críticas legítimas e levar o leitor interessado a argumentos mais aprofundados.

Embasei-me em diversas fontes para produzir este capítulo: um artigo breve extensamente citado de autoria de Spence [1], colunista do BMJ e clínico geral de bom senso; um livro de Timmermans e Berg [2] intitulado The gold standard: the challenge of evidence-based medicine and standardization in health care; um artigo de Timmermans e Mauck [3] sobre as promessas e as armadilhas da MBE; uma reflexão de 20 anos de alguns gurus da MBE [4]; o livro Bad Pharma, de Goldacre

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Capítulo 10 - Artigos que dizem a você o que fazer (diretrizes)

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Capítulo 10

Artigos que dizem a você o que fazer (diretrizes)

O grande debate sobre as diretrizes

A distância entre os médicos que atuam na linha de frente e os elaboradores de políticas que trabalham entre quatro paredes nunca foi maior do que em suas respectivas atitudes quanto às diretrizes clínicas. Os elaboradores de políticas (entre os quais incluo todos que têm uma opinião sobre como a medicina deveria ser praticada em um mundo ideal – incluindo políticos, gestores de alto nível hierárquico, diretores clínicos, acadêmicos e professores) tendem a adorar as diretrizes. Os médicos que atuam na linha de frente (i.e., pessoas que passam todo o tempo atendendo pacientes) muitas vezes sentem forte aversão às diretrizes.

Antes de levarmos adiante esta “batata quente” política, precisamos ter uma definição de diretrizes, para a qual o seguinte será suficiente:

Diretrizes são recomendações desenvolvidas sistematicamente para auxiliar nas decisões do médico sobre o cuidado de saúde apropriado para circunstâncias clínicas específicas.

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Capítulo 5 - Estatística para quem não é estatístico

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Capítulo 5

Estatística para quem não é estatístico

Como quem não é estatístico avalia os testes estatísticos?

Nesta era em que a medicina se apoia cada vez mais na matemática, nenhum médico pode deixar os aspectos estatísticos de um artigo inteiramente aos cuidados dos

“peritos”. Se você, assim como eu, acredita ser leigo no assunto, lembre-s e de que não precisa ser capaz de construir um carro para dirigir um. O que você precisa saber sobre os testes estatísticos é qual deles é o melhor para usar em tipos comuns de questões estatísticas. Você deve ser capaz de descrever em palavras o que o teste faz e em que circunstâncias ele não é válido ou apropriado. O Quadro 5.1 mostra alguns “truques” frequentemente usados, para os quais todos precisam estar atentos

(na nossa própria prática e na de outras pessoas).

A lista de verificação resumida no Apêndice 1, explicada em detalhes nas próximas seções, constitui meu próprio método para avaliar a adequação de uma análise estatística, o que alguns leitores acharão muito simplista. Se for o seu caso, por favor, ignore esta seção e leia uma apresentação mais detalhada para não estatísticos: a série “Basic statistics for clinicians” do Canadian Medical Association Journal [1–4] ou um livro-texto de estatística mais corrente. Quando perguntei aos meus seguidores do Twitter que livros-texto preferiam, os mais populares foram estes [5–7].

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