Valdir Cechinel Filho Camile Cecconi Cechinel Zanchett (10)
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9 - Plantas alimentícias não convencionais (PANCs)

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

Muitas vezes vistas como pragas ou ervas daninhas, diversas espécies denominadas vulgarmente como “matinhos” podem ser utilizadas na alimentação, agregando valor à culinária de forma sustentável. Neste capítulo, serão abordados alguns exemplos, levando o leitor à valorização dessas plantas muitas vezes ignoradas, mas de alto valor terapêutico e nutricional.

Desde a antiguidade, o homem lança mão das plantas com as mais distintas finalidades, incluindo a alimentícia. As plantas alimentícias não convencionais, mais comumente conhecidas como PANCs, estão ganhando adeptos de forma notável nos últimos anos. Anteriormente mais conhecidas e exploradas pelas comunidades rurais, gerando emprego e renda e contribuindo com a economia regional, atualmente vêm se popularizando não apenas no meio urbano, mas também em casas de culinária, mesmo com a tendência pelos fast foods em função da publicidade e praticidade.1

Cabe destacar algumas vantagens para o uso das PANCs. Além dos altos valores nutritivos e terapêuticos, que serão abordados ao longo do capítulo, inclui-se o baixo impacto na agricultura e na conservação ambiental, a facilidade de cultivo (muitas podem ser cultivadas em casa ou até mesmo em apartamentos), a diversidade alimentar (via saudável de alimentação) e as diferentes possibilidades de preparo na culinária, muitas delas podendo ser consumidas in natura.

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3 - Principais classes de princípios ativos naturais: métodos de obtenção e ações biológicas/farmacológicas

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

Neste capítulo, serão abordadas as principais classes de princípios ativos encontrados nos fitoterápicos, incluindo especialmente os flavonoides, além de alcaloides e terpenos, abrangendo aspectos gerais, ocorrência, principais métodos de extração, além de exemplos práticos de substâncias marcantes nas áreas farmacêuticas e médicas.

Desde a antiguidade, a biodiversidade, especialmente as floras terrestre e marinha, tem sido de fundamental importância para a saúde da humanidade, produzindo substâncias das mais variadas classes e estruturas, dotadas de potencial terapêutico, seja de forma pura, em misturas ou servindo de inspiração para a síntese de moléculas com maior poder terapêutico. Acredita-se que cerca de 70% de todo o arsenal terapêutico disponível no mercado farmacêutico esteja relacionado, de forma direta ou indireta, com os produtos naturais.1,2

Portanto, é surpreendente quão pródiga é nossa natureza, que fornece substâncias tanto de estruturas simples (p. ex., o resveratrol) quanto de estruturas mais complexas (p. ex., o taxol), algumas inimagináveis pela mente humana, capazes de curar ou minimizar doenças que afligem a humanidade, das mais comuns às mais graves, como o câncer.

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8 - Fitoterapia e nutracêuticos na saúde da mulher e do homem: distúrbios endócrinos

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

Neste capítulo, serão abordados os principais fitoterápicos e nutracêuticos indicados para a saúde da mulher e do homem no tratamento de infertilidade, libido, síndrome pré-menstrual, climatério e distúrbio da próstata.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde,1 a infertilidade é um distúrbio do sistema reprodutor caracterizado pela incapacidade de um casal obter a gravidez clínica após 12 meses ou mais de relações sexuais regulares desprotegidas. Estima-se que a infertilidade atinja cerca de 10% das mulheres no mundo.

O número absoluto de casais afetados pela infertilidade aumentou de 42 milhões em 1990 para cerca de 48,5 milhões em 2010, sendo quase metade desses casos devido à infertilidade masculina.2

Diversos fatores podem ser relacionados à infertilidade feminina, sendo os mais comuns os distúrbios ovulatórios, infertilidade tubária, endometriose e infertilidade inex­plicada.3 A idade da mulher também é importante, pois, especialmente a partir dos 30 anos, as chances de engravidar diminuem e os riscos são maiores, principalmente aqueles relacionados ao desenvolvimento de diabetes e hipertensão.4

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7 - Fitoterapia nos ciclos da vida: da gestação à terceira idade

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

Muitas são as dúvidas quanto ao uso de plantas medicinais na infância, na gestação e no envelhecimento. Neste capítulo, serão abordadas as principais diferenças fisiológicas dessas fases e o modo de utilização da fitoterapia de forma segura e eficaz em cada uma delas.

O uso de recursos naturais, especialmente de plantas medicinais para prevenção e tratamento em crianças, é frequente e tradicional no Brasil e no mundo, sendo algo cultural, e, principalmente no cuidado primário, é utilizado para tratar distúrbios nas vias respiratórias, para aliviar cólicas ou para tranquilizar as crianças.1

A prática “cuidativa” das mães envolvendo esse recurso baseia-se em saberes repassados de geração a geração, com caráter preventivo e curativo. Em nível internacional, são poucos os estudos investigativos com populações representativas sobre o uso de produtos à base de plantas medicinais em crianças.2

Nos primeiros anos de vida, as crianças são acometidas por doenças corriqueiras, por isso os pais e/ou cuidadores utilizam terapias complementares, em especial a fitoterapia. Essa prática é influenciada por pessoas próximas, familiares ou amigos que já obtiveram resultados positivos e que, de forma empírica, vão repassando esses conhecimentos.3

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10 - Fitoterapia na saúde pública: panorama atual

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

A utilização de plantas medicinais e seus produtos (fitoterápicos) na saúde pública tem aumentado consideravelmente no Brasil nos últimos anos, especialmente pela adoção de políticas públicas, comprovação da eficácia e segurança diante das mais diferentes patologias e maior difusão das informações. Neste capítulo, serão abordados alguns exemplos práticos e cuidados inerentes ao uso desses produtos.

Desde a antiguidade, a biodiversidade, especialmente a de plantas superiores, é utilizada pela humanidade como alternativa para o tratamento de patologias, das mais simples às mais complexas. Muitos medicamentos, alguns utilizados atualmente, provêm daquela época, como a emetina (1817), a colchicina (1820), a quinina (1820), a atropina (1831), a morfina (1832), a efedrina (1887), etc.1

Nos tempos atuais, com a modernização e o aperfeiçoamento dos estudos científicos a partir da implantação de novas e efetivas técnicas experimentais e de equipamentos cada vez mais resolutivos, a biodiversidade continua a ser explorada como potencial fonte de novos agentes terapêuticos. Acredita-se que cerca de 70% de todos os medicamentos disponíveis no mercado farmacêutico mundialmente estão relacionados, direta ou indiretamente, com os produtos naturais, sobretudo plantas terrestres.2-4

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Tiago Kuse Colicchio (15)
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Medium 9786581335076

Capítulo 13 - Como “consertar” o prontuário eletrônico do paciente

Tiago Kuse Colicchio Grupo A ePub Criptografado

13

>> OBJETIVOS

AO FINAL DESTE CAPÍTULO, O LEITOR ESTARÁ PREPARADO PARA:

■Descrever e discutir o processo evolutivo do prontuário eletrônico do paciente ao longo de três gerações.

■Discutir os benefícios e dificuldades relacionados ao uso atual do prontuário eletrônico do paciente.

■Descrever as principais áreas de pesquisa para o aprimoramento da terceira geração do prontuário eletrônico do paciente.

■Discutir as diferenças entre inovação em sistemas de informação na área da saúde e em outros setores da economia.

■Discutir as principais linhas de pesquisa para o desenvolvimento da quarta geração do prontuário eletrônico do paciente.

>> RESUMO

O prontuário eletrônico do paciente (PEP), utilizado hoje na maioria das organizações de saúde americanas, é resultado de um processo evolutivo que produziu três gerações complementares de PEPs. A primeira geração do PEP era composta sobretudo de sistemas administrativos e alguns sistemas clínicos departamentais desenvolvidos de forma isolada por pioneiros da informática em saúde. A segunda geração contemplava uma integração maior entre os componentes do PEP, que ainda eram, em sua maioria, sistemas locais desenvolvidos internamente em hospitais e clínicas americanos. A terceira geração é a geração dos PEPs comerciais, que possuem um robusto repositório de dados clínicos e diversos componentes integrados. Esses sistemas são resultado de um processo evolutivo que tem como ponto de partida o prontuário em papel. A percepção dos profissionais de saúde sobre o retorno obtido pelo uso do PEP de terceira geração em relação ao esforço necessário para usá-lo é bastante desproporcional. Este capítulo descreve o status quaestionis do PEP de terceira geração e as principais pesquisas em andamento para o desenvolvimento da quarta geração do PEP.

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Medium 9786581335076

Capítulo 3 - Métodos de pesquisa aplicados à informática em saúde

Tiago Kuse Colicchio Grupo A ePub Criptografado

3

>> OBJETIVOS

AO FINAL DESTE CAPÍTULO, O LEITOR ESTARÁ PREPARADO PARA:

■Descrever os principais propósitos da condução de avaliações de informática em saúde.

■Discutir como o escopo do projeto e seus propósitos contribuem para a generalização dos resultados de uma avaliação de informática em saúde.

■Descrever os principais métodos qualitativos utilizados em avaliações de informática em saúde.

■Descrever os principais métodos quantitativos utilizados em avaliações de informática em saúde.

■Discutir as vantagens e desvantagens dos métodos pré-teste/pós-teste e séries temporais interrompidas para a condução de avaliações de informática em saúde.

■Descrever as principais variáveis avaliadas em análises de satisfação do usuário do prontuário eletrônico do paciente.

>> RESUMO

Intervenções de informática em saúde consistem no desenvolvimento, teste e implantação de ferramentas de apoio ao fluxo de trabalho e processo decisório dos profissionais de saúde. Avaliações de informática em saúde, por sua vez, consistem na aplicação de um conjunto de métodos e ferramentas para avaliar a qualidade das soluções desenvolvidas, ou para avaliar os resultados produzidos por elas em ambientes clínicos reais. Profissionais e pesquisadores clínicos e de informática em saúde são os principais envolvidos nessas avaliações, que têm um papel fundamental para a produção de evidência científica e geração do conhecimento necessário ao desenvolvimento de sistemas de informação em saúde mais eficazes. Neste capítulo são apresentados os principais propósitos da avaliação de intervenções de informática em saúde e os métodos e ferramentas mais utilizados nessas avaliações.

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Medium 9786581335076

Capítulo 10 - Métodos computacionais aplicados à saúde

Tiago Kuse Colicchio Grupo A ePub Criptografado

10

>> OBJETIVOS

AO FINAL DESTE CAPÍTULO, O LEITOR ESTARÁ PREPARADO PARA:

■Definir processamento de linguagem natural, big data e ciência de dados.

■Discutir a importância do processamento de linguagem natural em saúde.

■Discutir os principais usos e técnicas do processamento de linguagem natural em saúde.

■Discutir os principais desafios na aplicação do processamento de linguagem natural em saúde.

■Definir os objetivos da descoberta de conhecimento e mineração de dados em saúde.

■Discutir as competências do profissional especializado em métodos computacionais em saúde.

>> RESUMO

Este capítulo introduz o leitor ao conjunto de métodos computacionais aplicados à saúde, popularmente conhecidos como inteligência artificial em saúde. São discutidos em particular os métodos de processamento de linguagem natural (PLN) e de descoberta de conhecimento e mineração de dados (KDDM, do inglês knowledge discovery and data mining); estes últimos são componentes da ciência de dados, que recentemente tem sido incorporada aos treinamentos de informática em saúde. O PLN é uma área de pesquisa que viabiliza a extração de informações contidas em textos narrativos, e os métodos de KDDM são utilizados para a condução de análises de grandes volumes de dados conhecidos como big data. O presente capítulo discute os principais métodos, aplicações e desafios da utilização de PLN e KDDM em saúde, bem como as competências necessárias para profissionais especializados em métodos computacionais em saúde.

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Medium 9786581335076

Capítulo 12 - Desafios de um sistema de saúde digitalizado: a experiência americana

Tiago Kuse Colicchio Grupo A ePub Criptografado

12

>> OBJETIVOS

AO FINAL DESTE CAPÍTULO, O LEITOR ESTARÁ PREPARADO PARA:

■Discutir as principais características do sistema de saúde americano.

■Definir o programa Meaningful Use, suas características, critérios e objetivos.

■Analisar o impacto da adoção do prontuário eletrônico do paciente em nível nacional nos Estados Unidos.

■Criticar os estudos científicos que serviram de base para a criação do programa Meaningful Use.

■Descrever o conceito de “paradoxo da produtividade”.

■Sumarizar as lições aprendidas com a informatização do sistema de saúde americano e como elas podem ser aplicadas no Brasil.

>> RESUMO

Neste capítulo são apresentadas algumas características importantes do sistema de saúde americano que contribuíram diretamente para a criação do programa Meaningful Use. A experiência americana, embora bem-sucedida no que diz respeito à adoção do prontuário eletrônico do paciente (PEP), que hoje é utilizado em quase todas as organizações de saúde do país, também produziu consequências não esperadas, algumas com efeitos deletérios em diferentes níveis do sistema de saúde americano. A experiência americana será de grande valia para outros países com baixa adoção do PEP, pois estes terão a oportunidade de aprender com os erros e acertos do programa americano e evitar as consequências não esperadas observadas nesse país.

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Medium 9786581335076

Capítulo 8 - Informática do consumidor

Tiago Kuse Colicchio Grupo A ePub Criptografado

8

>> OBJETIVOS

AO FINAL DESTE CAPÍTULO, O LEITOR ESTARÁ PREPARADO PARA:

■Discutir a definição da disciplina de informática do consumidor.

■Definir e discutir as aplicações e usos do registro eletrônico de saúde pessoal.

■Descrever e diferenciar os tipos de registro eletrônico de saúde pessoal.

■Discutir as vantagens e desvantagens de cada tipo de registro eletrônico de saúde pessoal.

■Discutir os principais usos e impactos do registro eletrônico de saúde pessoal.

■Discutir as barreiras para a adoção do registro eletrônico de saúde pessoal.

>> RESUMO

Informática do consumidor é uma disciplina dedicada ao estudo das ferramentas necessárias para promover a participação do paciente no seu cuidado médico. O principal objeto de estudo dessa disciplina é o registro eletrônico de saúde pessoal (RESP). O RESP é uma aplicação por meio da qual o paciente pode acessar, gerenciar e compartilhar informações sobre sua saúde. Embora o RESP seja uma ferramenta relativamente nova, tem potencial para auxiliar os consumidores de serviços de saúde a tornarem-se mais engajados, contribuindo assim para a manutenção da sua saúde e bem-estar. Neste capítulo são discutidos os conceitos e ferramentas da informática do consumidor, suas aplicações e desafios.

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Thais Manfrinato Miola Fernanda Ramos De Oliveira Pires (25)
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Medium 9788520462607

12 Princípios da quimioterapia

Thais Manfrinato Miola, Fernanda Ramos de Oliveira Pires Editora Manole ePub Criptografado

Augusto Takao Akikubo Rodrigues Pereira

O termo quimioterapia pode ser empregado para qualquer droga utilizada para tratar alguma doença, porém comumente se refere às drogas direcionadas ao tratamento do câncer.1 Inicialmente essas drogas foram utilizadas como arma química nas duas guerras mundiais na forma de gás mostarda. Como os soldados expostos ao gás mostarda apresentavam hipoplasia medular e linfoide, decidiu-se usar esse gás no tratamento de doenças hematológicas. Os alquilantes, como a mostarda nitrogenada, foram as primeiras drogas utilizadas para uso clínico no tratamento de linfoma não Hodgkin em 1942.2

A quimioterapia age no ciclo celular das células do corpo que estão em processo de divisão, o que interfere no seu crescimento e proliferação. As células tumorais estão em processo de divisão celular mais acelerado do que as células normais do corpo, processo que também é denominado alto turnover celular, por isso as células tumorais tendem a ser mais afetadas pela quimioterapia. Porém, algumas células normais também apresentam alto turnover celular, como as células hematopoiéticas, da mucosa do trato gastrointestinal, reprodutoras e do folículo piloso, sendo normalmente afetadas pelos quimioterápicos.1

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Medium 9788520462607

24 Indicadores de qualidade em nutrição

Thais Manfrinato Miola, Fernanda Ramos de Oliveira Pires Editora Manole ePub Criptografado

Fernanda Ramos de Oliveira Pires

O Ministério da Saúde do Brasil define qualidade como o grau de atendimento a padrões estabelecidos, com base em normas e protocolos que organizam ações práticas, assim como conhecimentos técnico-científicos atuais.1

Para que seja possível alcançar qualidade em saúde, é preciso que ocorra a sistematização de todas as práticas e processos.

O significado do termo Qualidade, ou Melhoria Contínua da Qualidade, nos conceitos mais modernos é de busca de aprimoramento contínuo, que estabelece progressivamente padrões que são resultado dos estudos de séries históricas em uma organização ou em comparação com outras organizações semelhantes, em busca do defeito zero – situação que, embora não atingível na prática, orienta e filtra toda ação e gestão da qualidade.2

É também um processo essencialmente cultural e que envolve motivação, compromisso e treinamento dos envolvidos da instituição em que o sistema de qualidade será implementado. Os indivíduos são estimulados a ter um compromisso de longo prazo no desenvolvimento progressivo dos processos, padrões e dos produtos da instituição.2

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19 Avaliação nutricional e terapia nutricional em oncologia pediátrica

Thais Manfrinato Miola, Fernanda Ramos de Oliveira Pires Editora Manole ePub Criptografado

Graziela Parnoff Pereira Baladão

A avaliação nutricional é o primeiro passo da assistência nutricional, que inicia a partir da coleta e análise de diversos dados com objetivo de identificar precocemente os distúrbios nutricionais a fim de instituir um plano terapêutico adequado, possibilitando manter a condição atual ou recuperar um estado nutricional saudável.1

Na criança com câncer, a desnutrição energético-proteica (DEP) comumente encontrada pode ser causada tanto pela doença como pelo tratamento. Alguns tipos de tumores elevam o risco nutricional (Quadro 1), especialmente os tumores sólidos.2 A prevalência de desnutrição em crianças varia de 6% a 50% em diferentes estudos. Tal discrepância é observada por causa da heterogeneidade dos grupos avaliados – tipo de diagnóstico (estágio tumoral e tipo histológico), métodos utilizados para a avaliação nutricional, além da fase de tratamento em que o paciente foi avaliado (ao diagnóstico, durante a quimioterapia etc.).3-5

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8 Tumores abdominais

Thais Manfrinato Miola, Fernanda Ramos de Oliveira Pires Editora Manole ePub Criptografado

Felipe José Fernandez Coimbra

Maria Luiza Leite de Medeiro

A neoplasia de esôfago é a sexta mais comum no Brasil. Em 2012, foram estimados 456 mil novos casos no mundo. Segundo o INCA, para 2018-2019 foram estimados 7,99/100 mil novos casos de tumores de esôfago em pacientes do sexo masculino e 2,38/100 mil novos casos em pacientes do sexo feminino. Nos Estados Unidos, a estimativa foi de 17.650 novos casos em 2019.1,2,3

A neoplasia maligna de esôfago é dividida em dois tipos de histologia: adenocarcinoma e carcinoma espinocelular. O carcinoma espinocelular acomete principalmente o terço médio do esôfago e o adenocarcinoma acomete especialmente o terço inferior do esôfago, mas também pode acometer o terço superior. A incidência de carcinoma espinocelular é muito aumentada no chamado “cinturão asiático”, que vai do Irã até a China. Nesses países, a incidência de CEC pode chegar a 30% dos tumores de esôfago.1,4

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4 Avaliação nutricional por métodos de imagem

Thais Manfrinato Miola, Fernanda Ramos de Oliveira Pires Editora Manole ePub Criptografado

Almir Galvão Vieira Bitencourt

Juliana de Oliveira Souza

Thais Manfrinato Miola

A avaliação adequada do status nutricional é fundamental para o prognóstico e planejamento do tratamento multidisciplinar em pacientes oncológicos, sendo a análise da composição corporal parte primordial dessa avaliação. A avaliação da composição corporal permite o diagnóstico preciso de condições como obesidade visceral e sarcopenia (baixa massa magra), que podem estar relacionadas a maior risco e pior prognóstico em diversos tipos de câncer. Medidas antropométricas (p. ex., índice de massa corporal, circunferência da cintura e relação cintura-quadril) e dobras cutâneas têm sido utilizadas para avaliação indireta da composição corporal na prática clínica, no entanto essas medidas apresentam limitações.1

Métodos de imagem têm sido cada vez mais utilizados para auxiliar na avaliação e no acompanhamento da composição corporal, permitindo a adequada caracterização das massas magra e gorda. Diversos métodos de imagem foram estudados para esse tipo de avaliação, sendo os mais comumente utilizados a densitometria de corpo inteiro usando a técnica de absorciometria de dupla energia (DEXA) e a TC.1,2 Cada um desses métodos apresenta vantagens e desvantagens que serão discutidas a seguir.

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T Ki Athan Ssios Cord S Simone M De Santa Rita Soares Renerio Fraguas Jr (15)
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Medium 9788582715901

15 - Custos associados a quadros psiquiátricos em oncologia

Táki Athanássios Cordás, Simone M. de Santa Rita Soares, Renerio Fraguas Jr. Grupo A ePub Criptografado

Hermes Marcel de Oliveira e Alcantara

Maria Antonia Simões Rego

Com o aumento da incidência e da taxa de sobrevivência de pessoas com câncer, o impacto psicológico da doença também aumenta. Cerca de um terço dos pacientes experimentam uma angústia psicológica intensa, e mais de 70% apresentarão algum nível de ansiedade ou depressão. A qualidade de vida desses pacientes tem sido reconhecida como tão importante quanto o tempo que eles vivem (sobrevida). Portanto, identificar e manejar as dificuldades psicológicas em pacientes com câncer, ou que tenham sobrevivido à doença, é uma parte essencial do cuidado.1

Em geral, problemas de saúde mental custam caro para o sistema de saúde. Um relatório de 1993 estimou que o custo do tratamento com a depressão, apenas nos Estados Unidos, foi de 44 bilhões por ano.2,3 Além disso, vários estudos nos últimos anos têm relatado que pacientes com transtornos do humor costumam usar mais os serviços de atenção primária à saúde (APS).3-7

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10 - Manejo psicoterápico do paciente oncológico

Táki Athanássios Cordás, Simone M. de Santa Rita Soares, Renerio Fraguas Jr. Grupo A ePub Criptografado

Lórgio Henrique Diaz Rodriguez

Juliana Ono Tonaki

Stela Duarte Pinto

Considera-se pertinente, antes de iniciar este capítulo, fazer uma contextualização sobre o surgimento da psicologia hospitalar e da psico-oncologia.

Ao final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), teve início nos Estados Unidos a inserção do psicólogo no hospital geral, frente à demanda dos militares que apresentavam necessidades de assistência psicológica durante a hospitalização, como alterações do humor, agitação psicomotora e distúrbios da sensopercepção.1

Deste momento em diante, a psicologia foi ampliando sua atuação para além das questões emocionais pós-traumáticas (como o pós-guerra), entendendo-se as questões emocionais advindas do processo de adoecimento propriamente dito.

No Brasil, datam de 1954 as primeiras atividades do psicólogo inserido no contexto hospitalar, com a psicóloga Matilde Neder, na Clínica de Ortopedia e Traumatologia, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), com a realização de acompanhamento psicológico pré e pós-operatório em crianças que seriam submetidas à cirurgia cervical.1

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8 - Agitação psicomotora no contexto oncológico

Táki Athanássios Cordás, Simone M. de Santa Rita Soares, Renerio Fraguas Jr. Grupo A ePub Criptografado

Hermes Marcel de Oliveira e Alcantara

Simone M. de Santa Rita Soares

A agitação psicomotora (APM) é um estado de atividade psicomotora desorganizada e desprovida de direcionamento, com excitação mental importante e que ocorre em vários transtornos mentais. Pode manifestar-se em decorrência de diversos quadros clínicos e psiquiátricos (é frequente em casos de delirium e psicoses), podendo culminar em agressividade e comportamento violento. A ocorrência de agitação prolonga a permanência no hospital, elevando os custos associados à internação.1

Fenômenos de agitação são frequentes em quadros psiquiátricos, mas dados sobre APM no contexto oncológico são escassos na literatura. Propõe-se aqui um panorama mais detalhado do fenômeno: epidemiologia, etiologia, abordagem e complicações relacionadas.

Na população geral, a APM é mais observada em pacientes jovens do sexo masculino.

Há poucos dados na literatura sobre agitação em pacientes não psiquiátricos. Nessa população, a maior parte dos dados refere-se a quadros de agitação em pacientes em delirium.

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14 - A humanização no atendimento oncológico

Táki Athanássios Cordás, Simone M. de Santa Rita Soares, Renerio Fraguas Jr. Grupo A ePub Criptografado

Maria Helena C. Sponton

Eline Garcia Mesquita

Atualmente, no âmbito da saúde, os termos “o acolhimento”, “o cuidar”, “a experiência do paciente” e “a humanização” têm sido alvo de grande interesse e bastante discutidos com a equipe da assistência que lida diretamente com o ser humano em situações de vulnerabilidade. Dessa maneira, o paciente, além do olhar técnico, é visto sob uma perspectiva integral em todos os seus aspectos: físicos, emocionais, psicossociais, culturais e espirituais. O texto em questão tem como objetivo conceitualizar esses termos, seus significados e relações, buscando atualizar e refletir algumas das noções veiculadas sobre eles.

O acolhimento é um dos dispositivos da Política Nacional de Humanização (PNH), que propõe a criação de práticas de atenção e escuta qualificada, possibilitando uma comunicação efetiva e empática entre pacientes e instituição, oferecendo, dessa maneira, respostas imediatas às demandas surgidas.

O cuidar está implícito no papel de cada colaborador que atende e acolhe o paciente de forma ética. É importante ressaltar o cuidado atento da equipe de saúde, aliado a ações que humanizam os diferentes momentos do tratamento.

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9 - Particularidades da psicofarmacologia no paciente oncológico

Táki Athanássios Cordás, Simone M. de Santa Rita Soares, Renerio Fraguas Jr. Grupo A ePub Criptografado

Maria Del Pilar Estevez Diz

Simone M. de Santa Rita Soares

No Brasil, as neoplasias malignas já são a segunda causa de morte e, em algumas cidades do país, a primeira.1 Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), são esperados, para o biênio 2018-2019, 634.880 casos novos por ano, 417.010 se for excluído câncer de pele não melanoma. Entre os homens, as neoplasias malignas mais frequentes são câncer de próstata, pulmão, cólon e reto, estômago, cavidade oral, esôfago, bexiga, laringe, leucemias e sistema nervoso central (SNC). Entre as mulheres, as mais frequentes são câncer de mama, cólon e reto, colo de útero, pulmão, tireoide, estômago, corpo do útero, ovário, SNC e leucemias.2

O diagnóstico de câncer pode estar acompanhado de sofrimento físico e emocional, e estima-se que os pacientes oncológicos apresentem altas taxas de estresse e comorbidades psiquiátricas.3 Além disso, os pacientes com câncer podem experimentar, durante ou após o seu tratamento, síndromes dolorosas decorrentes da doença ou de toxicidades agudas ou tardias desses tratamentos.4 Tais elementos, em conjunto, aumentam a possibilidade e a necessidade da utilização de fármacos para o controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida desses pacientes.

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Susan Scott Ricci (24)
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19 Conduta de Enfermagem na Gravidez de Risco | Complicações Relacionadas com a Gestação

Susan Scott Ricci Grupo Gen ePub Criptografado

PALAVRAS-CHAVE

Aborto

Descolamento prematuro de placenta

Doença trofoblástica gestacional (DTG)

Eclâmpsia

Gestação múltipla

Gravidez de alto risco

Gravidez ectópica

Hiperêmese gravídica

Hipertensão gestacional

Oligo-hidrâmnio

Placenta acreta

Placenta prévia

Poli-hidrâmnio

Pré-eclâmpsia

Ruptura prematura de membranas fetais (RPMF)

Ruptura prematura prétermo de membranas fetais (RPPMF)

Após a conclusão do capítulo, o leitor será capaz de:

1. Comparar e contrastar uma gestação normal a uma gestação de alto risco. Determinar os fatores comuns que podem impor um alto risco à gestação.

2. Detectar as causas de sangramento vaginal durante o início e o final da gestação.

3. Delinear a avaliação e a conduta de enfermagem para a gestante com sangramento vaginal.

4. Desenvolver um plano de cuidados para a gestante que apresenta pré-eclâmpsia, eclâmpsia e síndrome HELLP.

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15 Adaptações Pós-Parto

Susan Scott Ricci Grupo Gen ePub Criptografado

PALAVRAS-CHAVE

Apego

Atonia uterina

Fase dependente

Fase dependenteindependente

Fase interdependente

Ingurgitamento

Interação genitor-filho

Involução

Lactação

Lóquios

Puerpério

Após a conclusão do capítulo, o leitor será capaz de:

1. Examinar as alterações fisiológicas sistêmicas que ocorrem na puérpera após o parto.

2. Determinar as alterações psicológicas que ocorrem na puérpera após o parto.

3. Correlacionar as medidas de autocuidado materno a serem implementadas no período pós-parto.

4. Integrar as dimensões dos cuidados pós-parto à família multicultural.

5. Planejar os cuidados de enfermagem pós-parto de modo a fomentar a ligação da mãe com o recém-nascido.

6. Avaliar as fases de ajuste ao papel de mãe e os comportamentos associados.

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21 Conduta de Enfermagem no Trabalho de Parto e no Parto de Risco

Susan Scott Ricci Grupo Gen ePub Criptografado

PALAVRAS-CHAVE

Agentes tocolíticos

Amnioinfusão

Cesariana

Disfunção uterina hipertônica

Disfunção uterina hipotônica

Distocia

Distocia de ombro

Distúrbios de parada

Distúrbios de prolongamento do trabalho de parto

Fórceps

Gestação múltipla

Gestação pós-termo

Indução do trabalho de parto

Macrossomia

Parto vaginal após cesariana (PVAC)

Prolapso de cordão umbilical

Trabalho de parto precipitado

Trabalho de parto prematuro

Vacuoextrator

Após a conclusão do capítulo, o leitor será capaz de:

1. Propor pelo menos cinco fatores de risco associados à distocia.

2. Diferenciar as quatro principais anomalias ou problemas associados a padrões de trabalho de parto disfuncionais, dando exemplos de cada problema.

3. Examinar o manejo de enfermagem para a gestante em trabalho de parto disfuncional que enfrenta um problema relacionado com as forças de expulsão, com o passageiro, com a passagem ou com a psique.

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18 Conduta de Enfermagem para o Recém-Nascido

Susan Scott Ricci Grupo Gen ePub Criptografado

PALAVRAS-CHAVE

Acrocianose

Bossa serossanguinolenta

Céfalo-hematoma

Circuncisão

Eritema tóxico

Escore de Apgar

Fototerapia

Hemangioma em morango (hemangioma capilar)

Idade gestacional

Imunização

Mancha vinho do Porto

Manchas mongólicas

Manchas salmão

Mília

Moldagem

Oftalmia neonatal

Pérolas de Epstein

Pseudomenstruação

Rapto infantil

Sinal de arlequim

Vérnix caseoso

Após a conclusão do capítulo, o leitor será capaz de:

1. Realizar as avaliações necessárias durante o período neonatal imediato.

2. Empregar intervenções que atendam às necessidades imediatas do recém-nascido a termo.

3. Demonstrar os componentes do exame físico típico do recém-nascido.

4. Distinguir variações comuns que possam ser observadas durante o exame físico do recém-nascido.

5. Caracterizar problemas comuns no recém-nascido e as intervenções apropriadas.

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Medium 9788527735483

5 Doenças/Infecções Sexualmente Transmissíveis

Susan Scott Ricci Grupo Gen ePub Criptografado

PALAVRAS-CHAVE

Candidíase genital/vulvovaginal (CVV)

Doença inflamatória pélvica (DIP)

Doença/infecção sexualmente transmissível (DST/IST)

Gonorreia

Sífilis

Tricomoníase

Vaginose bacteriana

Após a conclusão do capítulo, o leitor será capaz de:

1. Avaliar a disseminação e o controle das doenças/infecções sexualmente transmissíveis.

2. Identificar os fatores de risco e delinear as orientações apropriadas à paciente necessárias nas doenças/infecções sexualmente transmissíveis mais comuns.

3. Descrever como os contraceptivos podem atuar na prevenção de doenças/infecções sexualmente transmissíveis.

4. Analisar os aspectos fisiológicos e psicológicos das doenças/infecções sexualmente transmissíveis.

5. Delinear a conduta de enfermagem necessária para mulheres com infecções sexualmente transmissíveis.

Sandy, de 19 anos de idade, não conseguia imaginar como essas “coisas” apareceram “lá embaixo”, em sua área genital, na semana passada. A adolescente estava com vergonha de contar a alguém, então foi ao serviço de saúde da faculdade para descobrir do que se tratava.

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