T Ki Athan Ssios Cord S Simone M De Santa Rita Soares Renerio Fraguas Jr (15)
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9 - Particularidades da psicofarmacologia no paciente oncológico

Táki Athanássios Cordás, Simone M. de Santa Rita Soares, Renerio Fraguas Jr. Grupo A ePub Criptografado

Maria Del Pilar Estevez Diz

Simone M. de Santa Rita Soares

No Brasil, as neoplasias malignas já são a segunda causa de morte e, em algumas cidades do país, a primeira.1 Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), são esperados, para o biênio 2018-2019, 634.880 casos novos por ano, 417.010 se for excluído câncer de pele não melanoma. Entre os homens, as neoplasias malignas mais frequentes são câncer de próstata, pulmão, cólon e reto, estômago, cavidade oral, esôfago, bexiga, laringe, leucemias e sistema nervoso central (SNC). Entre as mulheres, as mais frequentes são câncer de mama, cólon e reto, colo de útero, pulmão, tireoide, estômago, corpo do útero, ovário, SNC e leucemias.2

O diagnóstico de câncer pode estar acompanhado de sofrimento físico e emocional, e estima-se que os pacientes oncológicos apresentem altas taxas de estresse e comorbidades psiquiátricas.3 Além disso, os pacientes com câncer podem experimentar, durante ou após o seu tratamento, síndromes dolorosas decorrentes da doença ou de toxicidades agudas ou tardias desses tratamentos.4 Tais elementos, em conjunto, aumentam a possibilidade e a necessidade da utilização de fármacos para o controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida desses pacientes.

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1 - A história da psico-oncologia

Táki Athanássios Cordás, Simone M. de Santa Rita Soares, Renerio Fraguas Jr. Grupo A ePub Criptografado

Táki Athanássios Cordás

Renata Demarque

A psico-oncologia é definida pelo estudo e prática dos aspectos psicológicos e psiquiátricos do câncer – um campo que aborda a resposta psicológica dos pacientes, dos familiares e dos médicos ao câncer, assim como os fatores psicológicos, comportamentais e sociais que influenciam o risco, a detecção e a sobrevivência a essa doença.1

Do ponto de vista histórico, vale lembrar que, desde a Antiguidade, o câncer tem sido associado a estados emocionais, embora apenas em nossos dias essa associação tenha adquirido maior clareza, bem como a necessidade de combinar o tratamento oncológico com cuidados psíquicos.2

A psico-oncologia surgiu por volta dos anos de 1970, nos Estados Unidos, como uma subespecialidade dentro da oncologia, da psiquiatria e da medicina psicossomática,1 quando caiu a barreira para revelar diagnósticos e foi possível falar sobre câncer de maneira menos preconceituosa e fatalista.3 Jimmie Holland, fundadora e presidente de honra da International Psycho-Onchology Society (IPOS), propôs a seguinte definição para esse campo de ação:2

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2 - Depressão e oncologia

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Fábio Scaramboni Cantinelli

Renerio Fraguas Jr.

A depressão em pacientes com câncer representa hoje um importante foco de estudo da psiquiatria e das neurociências em geral. A relevância do tema se fundamenta na elevada prevalência de depressão nessa população e no impacto negativo que essa condição traz, tanto pelo sofrimento como pelo prejuízo da saúde.

A depressão em pacientes com doença oncológica acarreta um impacto negativo expressivo, incluindo comprometimento da qualidade de vida, intensificação da sensibilidade à dor, prolongamento do tempo de hospitalização, prejuízo do enfrentamento da doença oncológica, redução da adesão ao tratamento clínico ou cirúrgico e aumento do risco de suicídio e da mortalidade.

O tratamento efetivo e precoce da depressão permite reduzir o sofrimento, acolher o paciente de modo mais abrangente, bem como melhorar a qualidade de vida, a adesão ao tratamento e, eventualmente, o prognóstico. Pesquisas que se concentram nos aspectos biológicos, sociais e psicológicos ainda são necessárias para o maior entendimento dos modelos que permeiam a relação entre depressão e doença oncológica e o aumento da efetividade terapêutica.

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4 - Delirium

Táki Athanássios Cordás, Simone M. de Santa Rita Soares, Renerio Fraguas Jr. Grupo A ePub Criptografado

Luiz Antonio Gil Jr.

Simone M. de Santa Rita Soares

O delirium, ou estado confusional agudo, é uma disfunção orgânica cerebral caracterizada por estado mental com redução da capacidade de direcionar, focar ou manter a atenção.1 O termo deriva do latim de lira, que significa “estar fora do lugar”, ou seja, estar confuso ou fora de si.2 Foi um dos primeiros transtornos mentais descritos por Hipócrates há 2.500 anos e, apesar disso, ainda é muito pouco entendido. Na literatura médica, foi provavelmente introduzido por Celsus em I d.C., sendo usado tanto para descrever estados de agitação como de sonolência excessiva decorrentes de transtornos mentais.1

Embora seja uma condição grave, considerada uma urgência médica e extremamente frequente em idosos internados, o delirium ainda é pouco reconhecido e entendido. Ele pode ser também um marcador de declínio cognitivo prévio e, após o seu curso, deixar uma marca cognitiva de piora permanente no paciente. A maioria dos estudos ainda aponta para um aumento da mortalidade dos pacientes, tanto durante como após a internação.

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12 - Paciente em fase final de vida

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Toshio Chiba

Gustavo Cassefo

João Luiz Chicchi Thomé

Durante o processo de adoecimento, o paciente passa por transformações físicas, assim como psíquicas, sociais e existenciais – a maioria delas relacionada com o sentimento de perda: da autonomia, da capacidade de se alimentar, da autoimagem, da capacidade laboral, da sua função dentro do contexto familiar. Enfim, sintomas físicos que interferem na maneira de pensar e agir desses pacientes, provocando alterações do humor e da interação com o seu meio de convívio, interferindo, assim, no âmbito familiar.

Os familiares também vivenciam essas mudanças e sentem o impacto da doença em suas vidas.1 A proximidade da morte e as perdas progressivas intensificam o sofrimento. Somados a todo esse processo se incluem as relações humanas e os vínculos estabelecidos; sentimentos de compaixão intercalados com culpa; as diversas formas do medo – medo do sofrimento do próximo e do seu próprio; medo do desconhecido; e um dos mais temidos: o medo da morte.1,2

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Susan Scott Ricci (24)
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Medium 9788527735483

8 Cânceres do Sistema Genital Feminino

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PALAVRAS-CHAVE

Câncer de endométrio

Câncer de ovário

Câncer de vagina

Câncer de vulva

Câncer do colo do útero

Colposcopia

Conização do colo do útero (biopsia em cone)

Crioterapia

Displasia do colo do útero

Papilomavírus humano

Teste de Papanicolaou

Após a conclusão do capítulo, o leitor será capaz de:

1. Avaliar os principais fatores de risco modificáveis para os cânceres do sistema genital.

2. Analisar os métodos de rastreamento e as modalidades de tratamento para os cânceres do sistema genital feminino.

3. Delinear a conduta de enfermagem necessária para as neoplasias malignas do sistema genital mais comuns em mulheres.

4. Examinar as mudanças de estilo de vida e os rastreamentos em saúde que podem reduzir o risco ou prevenir o câncer do sistema genital.

5. Avaliar pelo menos três recursos de sites disponíveis para a mulher com diagnóstico de câncer do sistema genital.

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20 Conduta de Enfermagem na Gravidez de Risco | Condições de Saúde Específicas e Populações Vulneráveis

Susan Scott Ricci Grupo Gen ePub Criptografado

PALAVRAS-CHAVE

Adolescência

Anemia

Artrite reumatoide (AR)

Diabetes melito do tipo 1 (DM1)

Diabetes melito do tipo 2 (DM2)

Diabetes melito gestacional

Diabetes melito pré-gestacional

Esclerose múltipla

Glicemia de jejum alterada

Lúpus eritematoso sistêmico (LES)

Nível de hemoglobina glicosilada ou glicada (HbA1c)

Pica (perversão do apetite)

Síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS)

Síndrome de abstinência neonatal (SAN)

Teratógeno

Tolerância à glicose diminuída

Transtorno do espectro alcoólico fetal (TEAF)

Uso abusivo de substâncias psicoativas no período perinatal

Vírus da imunodeficiência humana (HIV)

Após a conclusão do capítulo, o leitor será capaz de:

1. Selecionar pelo menos duas condições existentes antes da gravidez que possam exercer um efeito negativo sobre a gestação.

2. Examinar como uma condição existente antes da gravidez pode influenciar fisiológica e psicologicamente uma mulher quando ela engravida.

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24 Conduta de Enfermagem para o Recém-Nascido de Risco | Condições Neonatais Congênitas e Adquiridas

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PALAVRAS-CHAVE

Anencefalia

Asfixia

Bossa serossanguinolenta

Céfalo-hematoma

Defeitos congênitos relacionados com o álcool

Defeitos do tubo neural (DTNs)

Displasia do desenvolvimento do quadril

Encefalopatia bilirrubínica

Epispadia

Espinha bífida

Gastrósquise

Hérnia diafragmática congênita

Hidrocefalia

Hiperbilirrubinemia

Hipospadia

Meningocele

Microcefalia

Mielomeningocele

Onfalocele

Recém-nascido cuja mãe é diabética (RNFMD)

Sepse neonatal

Síndrome de abstinência neonatal (SAN)

Síndrome de angústia respiratória do recém-nascido (SARRN)

Síndrome de aspiração de mecônio (SAM)

Transtornos do espectro alcoólico fetal (TEAF)

Após a conclusão do capítulo, o leitor será capaz de:

1. Descrever as condições adquiridas que mais comumente afetam o recém-nascido.

2. Elaborar a conduta de enfermagem para o recém-nascido com síndrome de angústia respiratória.

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Medium 9788527735483

9 Violência e Maus-Tratos

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PALAVRAS-CHAVE

Abuso de menor

Abuso sexual

Ciclo de violência

Estupro

Estupro em encontro (date rape)

Estupro por pessoa conhecida

Incesto

Mutilação genital feminina (MGF)

Síndrome da mulher espancada

Tráfico de pessoas

Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT)

Violência por parceiro íntimo (VPI)

Após a conclusão do capítulo, o leitor será capaz de:

1. Examinar a incidência de violência contra mulheres.

2. Caracterizar o ciclo de violência e as intervenções adequadas.

3. Avaliar os vários mitos e fatos relacionados com a violência.

4. Analisar a dinâmica do estupro e do abuso sexual.

5. Selecionar os recursos disponíveis para as mulheres vítimas de maus-tratos.

6. Delinear o papel do profissional de enfermagem que cuida de mulheres vítimas de maus-tratos.

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5 Doenças/Infecções Sexualmente Transmissíveis

Susan Scott Ricci Grupo Gen ePub Criptografado

PALAVRAS-CHAVE

Candidíase genital/vulvovaginal (CVV)

Doença inflamatória pélvica (DIP)

Doença/infecção sexualmente transmissível (DST/IST)

Gonorreia

Sífilis

Tricomoníase

Vaginose bacteriana

Após a conclusão do capítulo, o leitor será capaz de:

1. Avaliar a disseminação e o controle das doenças/infecções sexualmente transmissíveis.

2. Identificar os fatores de risco e delinear as orientações apropriadas à paciente necessárias nas doenças/infecções sexualmente transmissíveis mais comuns.

3. Descrever como os contraceptivos podem atuar na prevenção de doenças/infecções sexualmente transmissíveis.

4. Analisar os aspectos fisiológicos e psicológicos das doenças/infecções sexualmente transmissíveis.

5. Delinear a conduta de enfermagem necessária para mulheres com infecções sexualmente transmissíveis.

Sandy, de 19 anos de idade, não conseguia imaginar como essas “coisas” apareceram “lá embaixo”, em sua área genital, na semana passada. A adolescente estava com vergonha de contar a alguém, então foi ao serviço de saúde da faculdade para descobrir do que se tratava.

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Susan M Ford (14)
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Medium 9788527735520

Parte 8: Fármacos que Atuam no Sistema Cardiovascular

Susan M. Ford Grupo Gen ePub Criptografado

O coração e o sistema circulatório fornecem nutrientes ao corpo e dele retiram as escórias metabólicas. O corpo funciona de modo adequado quando o coração bombeia efetivamente o sangue e os vasos sanguíneos fazem o líquido circular sem bloqueio nem restrição. A doença cardiovascular é uma condição que dificulta esse processo. Isso é motivo de muita preocupação, visto que uma em cada três mortes nos EUA deve-se a causas cardíacas (AHA, 2015). A doença da artéria coronária (DAC) é o “maior assassino” de homens e mulheres nos EUA (quase 2.500 mortes diariamente). Isso parece um grande número; contudo, a taxa de mortalidade da DAC e do acidente vascular encefálico diminuiu em 68% no período de 1969 a 2013 (American Heart Association, 2016). Isso se deve, em parte, a avanços realizados no diagnóstico, no tratamento e nas mudanças de estilo de vida. Nesta parte, mostramos que os fármacos continuam desempenhando um importante papel em todos os estágios da saúde ou da doença cardíaca. Os fármacos discutidos nesta parte incluem desde aqueles administrados no início do tratamento (como os diuréticos) até os fármacos utilizados em unidades de cuidados críticos, quando o paciente apresenta doença avançada.

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Parte 3: Fármacos Utilizados no Tratamento da Dor

Susan M. Ford Grupo Gen ePub Criptografado

Esta parte examina como a dor afeta todo o corpo, introduz conceitos básicos para a compreensão da dor e discute fármacos utilizados para reduzir ou aliviar a dor. Ninguém deseja sentir dor; todavia, ela tem um propósito muito útil. O corpo utiliza a dor para nos alertar acerca de um perigo potencial ou real para os tecidos. Existindo tal perigo, os tecidos enviam sinal ao encéfalo para que o corpo se afaste do objeto ou da situação prejudicial. O perigo pode estar fora do corpo, como calor, ou dentro, como coágulo sanguíneo. A dor é uma sensação protetora, indicando ao corpo existência ou possibilidade de lesão.

Quando persistente, a dor afeta os pacientes, fazendo com que se recuperem mais lentamente do que o esperado de lesão ou doença. Nesta parte, abordam-se a avaliação da dor, o conhecimento dos fármacos antiálgicos e meios de reduzir a dor para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Como tratamento de dor é tema complexo, diferentes conceitos são destacados nos cinco capítulos que compõem esta parte.

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Parte 6: Fármacos que Atuam no Sistema Neuromuscular

Susan M. Ford Grupo Gen ePub Criptografado

A Parte 6 tem como foco descrever como fármacos podem ajudar a conectar o sistema nervoso com os músculos do corpo para auxiliar a produzir movimentos.

Partes anteriores deste livro examinaram tanto o sistema nervoso central (SNC) quanto o sistema nervoso periférico (SNP) e discutiram como fármacos afetam a função em ambos os sistemas, bem como outros sistemas corporais selecionados. Na Parte 5, viu-se que o SNP é dividido em duas partes: sistema nervoso somático e sistema nervoso autônomo.

Na Parte 6, discute-se mais detalhadamente a parte somática do SNP, que está relacionada com a sensação e o movimento voluntário. Na parte somática, mensagens provenientes de ambientes interno e externo (sensações de calor, dor, frio e pressão) são transmitidas ao encéfalo. A mensagem de saída do sistema nervoso somático relaciona-se com o movimento voluntário de músculos esqueléticos, como os utilizados para caminhar, falar ou escrever.

O sistema musculoesquelético é constituído por ossos, articulações e músculos que proporcionam ao corpo a capacidade de movimentação. Embora separados do sistema nervoso, atuam em conjunto e são designados como sistema neuromuscular – proporcionando ao corpo a capacidade de viver, trabalhar e distrair-se. Diversas doenças degenerativas (doença de Alzheimer, doença de Parkinson e fibromialgia) afetam os sistemas musculoesquelético e neurológico.

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Medium 9788527735520

Parte 1: Fundamentos de Farmacologia Clínica na Enfermagem

Susan M. Ford Grupo Gen ePub Criptografado

O manejo dos medicamentos constitui uma das tarefas mais importantes na prática da enfermagem. Os indivíduos dependem enormemente do conhecimento e das instruções fornecidas pelos enfermeiros para aprender como administrar adequadamente suas próprias necessidades quanto aos cuidados de saúde. Quando em ambiente institucional, os pacientes dependem dos enfermeiros para a administração acurada e o monitoramento dos medicamentos, de modo a mantê-los seguros e promover sua saúde. Ambas as situações exigem um profissional de enfermagem competente, que possua sólida base de farmacologia clínica.

A Parte 1 fornece os fundamentos para entender a farmacologia no contexto da prática clínica de enfermagem. Três dos cinco capítulos desta parte discutem especificamente conceitos fundamentais para a enfermagem: administração de fármacos, processos de enfermagem e instruções ao paciente. Os princípios gerais de farmacologia e a matemática envolvida nos cálculos das doses são conceitos utilizados por todos os profissionais de saúde. Esses conceitos estão incluídos em seus respectivos capítulos. Segue-se um breve resumo do conteúdo de cada capítulo da Parte 1.

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Parte 7: Fármacos que Atuam no Sistema Respiratório

Susan M. Ford Grupo Gen ePub Criptografado

O sistema respiratório compreende as vias respiratórias superiores e inferiores, os pulmões e a cavidade torácica. Ele proporciona um mecanismo para a troca de oxigênio e dióxido de carbono nos pulmões. Qualquer alteração no estado respiratório de uma pessoa tem o potencial de afetar cada um dos outros sistemas orgânicos. Isso se deve ao fato de que todas as células necessitam de suprimento adequado de oxigênio para seu pleno funcionamento. A Parte 7 aborda fármacos utilizados no tratamento de alguns dos distúrbios mais comuns que acometem o sistema respiratório. Os fármacos desta parte são apresentados em dois grupos: aqueles utilizados para condições que acometem as vias respiratórias superiores e os utilizados para condições das vias respiratórias inferiores.

Entre as condições que mais frequentemente acometem as vias respiratórias superiores estão infecções, rinite alérgica, tosse, resfriado comum e congestão. A maioria dessas condições é causada por alergênios ou vírus (p. ex., resfriado, que pode ser causado por rinovírus, entre outros vírus), e são utilizadas medidas para aliviar o desconforto dos pacientes. Essas medidas incluem: (1) esteroides intranasais ou anti-histamínicos para aliviar as manifestações alérgicas; (2) descongestionantes para reduzir edema nasal; e (3) antitussígenos, mucolíticos e expectorantes para a tosse associada. Tipicamente, infecções de vias respiratórias superiores são tratadas com antibióticos apenas se houver bactérias. Esses fármacos são discutidos no Capítulo 31. Muitos deles estão disponíveis como fármacos isentos de prescrição (de venda livre), enquanto alguns estão disponíveis apenas sob prescrição.

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Stephen Doral Stefani Elvino Barros (26)
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Medium 9788582715826

Capítulo 15 - Infectologia

Stephen Doral Stefani, Elvino Barros Grupo A ePub Criptografado

Adão Machado

O diagnóstico das doenças infecciosas requer o uso adequado dos recursos do laboratório de microbiologia. São responsabilidades do médico:

Conhecer o menu de exames oferecidos e as técnicas corretas para coleta e envio adequado de materiais para o laboratório.

Alertar o laboratório quando um microrganismo específico deve ser pesquisado (p. ex., germes de crescimento lento, fastidiosos ou altamente patogênicos).

Priorizar os exames a serem realizados quando a quantidade de material for limitada.

Comunicar-se com o laboratório quando houver necessidade de pesquisas especiais ou que não sejam contempladas pela lista habitual de exames oferecidos na instituição.

Ler com atenção os resultados dos exames, inclusive as notas e observações fornecidas pelo laboratório.

Doença causada por um paramixovírus cuja incidência em adultos jovens aumentou significativamente nos últimos anos, porque a imunidade por vacinas diminui com o tempo. Isso fez com que os esquemas vacinais hoje incluam imunização adicional durante a adolescência. O vírus é transmitido por secreções respiratórias e por fômites, e os pacientes são contagiosos desde 1 semana antes até 1 semana depois do início dos sintomas.

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Capítulo 3 - Receituários e atestados médicos

Stephen Doral Stefani, Elvino Barros Grupo A ePub Criptografado

LUCIANA DOS SANTOS

MAYDE SEADI TORRIANI

ELVINO BARROS

Os medicamentos, na sua maioria, são prescritos por profissionais legalmente habilitados em receituários comuns.1,2 Para os casos de medicamentos controlados ou substâncias sujeitas a controle especial, devem-se utilizar receituários ou notificações específicas estabelecidas pelos órgãos competentes, a fim de garantir um maior controle sobre a dispensação dos produtos.

A Notificação de Receita é o documento que autoriza a dispensação de medicamentos entorpecentes ou psicotrópicos e deve estar acompanhada de receita comum. A receita deve ser legível e conter, além do nome do paciente e do médico, seus endereços, os nomes dos medicamentos recomendados e suas quantidades, as instruções de dispensação ao farmacêutico, as orientações de uso ao paciente e indicação de uso interno ou externo.

É obrigatória a utilização da denominação genérica dos medicamentos (denominação comum brasileira) nas receitas aviadas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, esse documento deve estar datado e assinado pelo profissional habilitado e conter o número de registro no respectivo conselho profissional.

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Capítulo 9 - Endocrinologia

Stephen Doral Stefani, Elvino Barros Grupo A ePub Criptografado

RafaelA Fenalti Salla

Mariana Rangel Ribeiro Falcetta

Amanda Veiga Cheuiche

Camila Bergonsi DE Farias

Letícia Schwerz Weinert

Sandra Pinho Silveiro

QUADRO 9.1 CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DE DIABETES MELITO

Glicose plasmática em jejum ≥ 126 mg/dL*

ou

Glicose plasmática após 2 h ≥ 200 mg/dL no TOTG 75 g de glicose*

ou

HbA1c ≥ 6,5%*

ou

Glicemia em qualquer horário ≥ 200 mg/dL com sintomas (poliúria, polidipsia, perda de peso)

HbA1c, hemoglobina glicada; TOTG, teste oral de tolerância à glicose.

*Na ausência de sintomas de hiperglicemia, deve-se confirmar com uma segunda medida.

DM tipo 1 (DM1): 5 a 10% dos casos; destruição autoimune ou idiopática de células β-pancreáticas, pode estar associado a outras doenças autoimunes.

DM tipo 2 (DM2): 90 a 95% dos casos; defeitos na ação e secreção da insulina e na regulação da produção hepática de glicose, associado à obesidade e história familiar positiva.

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Capítulo 17 - Neurologia

Stephen Doral Stefani, Elvino Barros Grupo A ePub Criptografado

Sheila Martins

Ana Claudia de Souza

Leonardo Augusto Carbonera

Gustavo Costa Fernandes

Daissy Liliana Mora Cuervo

João Ricardo Hass Massena

A estrutura clássica do diagnóstico neurológico se constitui em:

Classificação sindrômica → Topografia da lesão → Diagnóstico etiológico

Anamnese → Exame físico geral → Exame neurológico

O Quadro 17.1 apresenta a rotina do exame neurológico.

QUADRO 17.1 EXAME NEUROLÓGICO

Estado mental e funções superiores

Aparência, humor, atenção, orientação, memória, cálculos, pensamento abstrato, percepção espacial, visual e corporal

Atitude

Observar postura, posicionamento no leito (p. ex., camptocormia na doença de Parkinson)

Marcha

Atípica, ceifante, escarvante, talonante, atáxica/ebriosa

Fácies

Algumas doenças neurológicas alteram de modo típico a expressão fisionômica (p. ex., miastenia grave, riso sardônico [tetanismo])

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Capítulo 20 - Oncologia

Stephen Doral Stefani, Elvino Barros Grupo A ePub Criptografado

Stephen doral stefani

vinícius lorandi

vinícius knackfuss gonçalves

rafaela kirchner piccoli

QUADRO 20.1 ESCALA PS (DE DESEMPENHO) DO ECOG

VALOR

DEFINIÇÃO

0

Completamento ativo, sem qualquer restrição

1

Restrição para atividade física extenuante. Deambula e é capaz de realizar trabalho físico leve/moderado

2

Capaz de manter autocuidado, mas incapaz de trabalho ativo. Deambula, mas restrito à cama ou cadeira ≤ 50% do tempo acordado

3

Parcialmente capaz do autocuidado. Confinado à cama ou cadeira em > 50% das horas em vigília

4

Completamente incapaz, mesmo de autocuidado. Totalmente confinado à cama ou à cadeira

Fonte: Adaptado de Oken e colaboradores; ECOG, Eastern Cooperative Oncology Group; PS, índice de desempenho (do inglês perfomance status).1

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Renata Andr A Pietro Pereira Viana Iveth Yamaguchi Whitaker Suely Sueko Viski Zanei (48)
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Capítulo 15 - Distúrbios do equilíbrio hidreletrolítico e acidobásico: implicações práticas

Renata Andréa Pietro Pereira Viana, Iveth Yamaguchi Whitaker, Suely Sueko Viski Zanei Grupo A ePub Criptografado

Virginia de Araújo Pôrto

Adriana Montenegro de Albuquerque

Valdicléia da Silva Ferreira Torres

As funções orgânicas humanas dependem de um rigoroso equilíbrio nas quantidades e concentrações de líquidos, eletrólitos, ácidos e bases. Os fluidos são responsáveis pelo transporte de gases, nutrientes e excretas; os eletrólitos garantem as reações celulares; e os ácidos e bases atuam nas reações químicas essenciais à vida. O desequilíbrio de qualquer um desses elementos inicia reações de compensação nos outros, comprometendo todas as funções vitais do indivíduo.

A ocorrência desses distúrbios nas unidades de terapia intensiva (UTIs) é constante, tanto pela gravidade das patologias quanto pelos procedimentos terapêuticos instituídos. Mudanças mínimas nas concentrações normais, se não reconhecidas e tratadas, podem trazer sérios prejuízos ao paciente, como arritmias, edema cerebral, convulsões, entre outros, interferindo diretamente nos índices de morbimortalidade.

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Capítulo 16 - Dor e sedação: cuidados ante o quinto sinal vital

Renata Andréa Pietro Pereira Viana, Iveth Yamaguchi Whitaker, Suely Sueko Viski Zanei Grupo A ePub Criptografado

Maria Aparecida Oliveira Batista

Desde os primórdios, a dor é uma das grandes preocupações do homem, que sempre procurou esclarecer as razões que justificassem sua ocorrência e os procedimentos destinados ao seu controle.¹ A dor está quase sempre presente na pessoa em situação crítica, e a condição está relacionada com sua patologia de base, que motivou sua internação no serviço de cuidados intensivos, ou com procedimentos invasivos e não invasivos a que é sujeita.2

Embora os profissionais de unidades de terapia intensiva (UTIs) saibam que fatores ligados ao ambiente, somados às particularidades do paciente crítico, podem influenciar a evolução do quadro clínico, ainda existem falhas em relação ao controle da dor e do estresse no paciente crítico.3,4 Por isso, a avaliação da dor e da sedação é um cuidado importante para a segurança do paciente na UTI.

Na tentativa de ampliar a conscientização sobre a importância da valorização da dor no paciente e habilitar os profissionais para identificarem sua ocorrência, a Agency of Health Care Research and Quality e a American Pain Society descreveram-na como o quinto sinal vital,¹ a ser registrado à semelhança dos parâmetros vitais avaliados em todos os pacientes, como temperatura, frequência respiratória, frequência cardíaca e pressão arterial. Nesse contexto, competem ao enfermeiro a mensuração, a avaliação e o registro deste importante sinal vital: a dor.

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Capítulo 7 - Prevenção de erros na administração de fármacos

Renata Andréa Pietro Pereira Viana, Iveth Yamaguchi Whitaker, Suely Sueko Viski Zanei Grupo A ePub Criptografado

Maria Angélica Sorgini Peterlini

Mavilde L. G. Pedreira

Denise Miyuki Kusahara

Aline S. C. Belela-Anacleto

Vários são os agravos que podem acontecer ao paciente durante a sua hospitalização, sendo que os relacionados ao sistema de medicação ocupam posição de destaque. A consequência desse tipo de evento para o paciente pode variar de ausência de dano até invalidez ou morte.1 Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS),2 práticas inseguras e erros decorrentes do sistema de medicação constituem uma das principais causas de danos evitáveis em saúde. Erros na medicação ocorrem quando os sistemas de atendimento com problemas ambientais, escassez de pessoal e material e/ou fatores humanos, como fadiga e estresse, afetam a prescrição, a transcrição, a dispensação, o preparo, a administração e o monitoramento durante o uso de medicamentos.

Globalmente, o custo associado aos erros na medicação é estimado em cerca de US$ 42 bilhões anuais, o que representa 0,7% do total de custos destinados à saúde. A dimensão e a natureza dos danos diferem entre países de baixa, média e alta renda. Os índices de eventos adversos com medicamentos, nos países de baixa e média renda, são semelhantes aos das nações em desenvolvimento, mas quando avaliados os impactos nos anos de vida perdidos, as taxas dos Estados mais pobres representam quase o dobro das taxas dos mais ricos.2 Somente nos Estados Unidos da América, estima-se a ocorrência de, no mínimo, 1,5 milhão de eventos adversos evitáveis com medicamentos por ano no país.3

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Capítulo 25 - Sistemas de monitoração hemodinâmica

Renata Andréa Pietro Pereira Viana, Iveth Yamaguchi Whitaker, Suely Sueko Viski Zanei Grupo A ePub Criptografado

Adriano Rogério Baldacin Rodrigues

Yago Russo Fava

Vilanice Alves de Araújo Püschel

Larissa Bertacchini de Oliveira

A instabilidade hemodinâmica é uma ocorrência frequente em pacientes críticos e de alta complexidade. O raciocínio crítico fisiopatológico sugere que a monitoração hemodinâmica pode identificar a presença e as causas da instabilidade hemodinâmica e, portanto, permitir abordagens terapêuticas individualizadas e direcionadas ao estado clínico atual dos pacientes.1

A monitoração hemodinâmica desempenha um papel central no cuidado de pacientes críticos, sendo, hoje, uma ferramenta fundamental para a medicina de cuidados intensivos no cuidado aos pacientes críticos.2-4

Seu valor tornou-se evidente devido à variação hemodinâmica contínua que ocorre a cada ciclo cardíaco,5 beat-to-beat, bem como diante da dificuldade em se determinar a efetividade de estratégias aplicadas durante o manejo do doente crítico, como expansão volêmica, uso de vasopressores ou suporte inotrópico.3 Além disso, as limitações na habilidade clínica da equipe para realizar a correta avaliação do estado hemodinâmico do paciente também são um fator que tem contribuído para o desenvolvimento dessas tecnologias.4

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Capítulo 14 - Balanço hídrico: importância e precisão

Renata Andréa Pietro Pereira Viana, Iveth Yamaguchi Whitaker, Suely Sueko Viski Zanei Grupo A ePub Criptografado

Vanessa Yukie Kita

Satomi Mori Hasegawa

A água é o principal fluido corporal e está presente em diversas funções importantes do organismo, como a regulação da temperatura corporal, o meio para ocorrerem as reações bioquímicas e metabólicas e o transporte de solutos, entre outras.1 Devido a essas funções, a água é um elemento abundante no corpo humano, e o seu teor pode ser de aproximadamente 60% (45-70%) do peso em indivíduos adultos com 70 kg. Ressalta-se que esse volume de água é influenciado pela quantidade de gordura corporal, porque o tecido adiposo conter menor quantidade de água em sua constituição.1,2

A água corporal se distribui nos compartimentos intra e extracelulares, sendo que vários mecanismos fisiológicos participam para manter o equilíbrio hídrico entre esses compartimentos, conforme apresentado na Figura 14.1.3,4

FIGURA 14.1 MECANISMOS HOMEOSTÁTICOS FISIOLÓGICOS PARA A MANUTENÇÃO DO VOLUME DE ÁGUA CORPORAL.

A água pode se movimentar entre os espaços intra e extracelular de acordo com a quantidade de solutos/líquidos presentes nesses meios. O termo osmolalidade reflete a quantidade de líquido que influencia no movimento da água por osmose. A osmolaridade se refere à concentração de soluto em 1 L de líquido, sendo que, na prática clínica, o sódio, o potássio, a glicose e a ureia são utilizados para definir o seu valor.3,4

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