Zukerman Eliova El At (19)
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9. Doppler transcraniano no AVCI

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Doppler transcraniano no AVCI

Guilherme Junqueira

Edson Bor-Seng-Shu

“A vida é como andar de bicicleta.

Para manter o equilíbrio,

é preciso se manter em movimento.”

Albert Einstein

Introdução

O Doppler transcraniano (DTC) é hoje um exame consagrado na avaliação não invasiva da hemodinâmica encefálica. Tem como principal vantagem a capacidade de obter informações funcionais em tempo real da circulação sanguínea encefálica.

Essas informações ajudam a avaliar o trajeto e a patência dos vasos encefálicos, as repercussões hemodinâmicas intracranianas causadas por estenoses das artérias encefálicas, a atividade embólica encefálica e, também, as disfunções da microvasculatura encefálica.

O DTC é um importante aliado à prevenção, à investigação e ao acompanhamento evolutivo dos eventos isquêmicos encefálicos. A praticidade de sua realização à beira do leito permite estudos seriados de

73

Protocolos Gerenciados do HIAE

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8. Neuroimagem no AVCI agudo

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Neuroimagem no AVCI agudo

Edson Amaro Junior

Marcelo de Maria Félix

Introdução

Técnicas de neuroimagem no acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) agudo desempenham um papel importante no manejo do paciente desde o advento de imagem por tomografia computadorizada

(TC), e hoje são fundamentais. Passos críticos na tomada de decisão são baseados em resultados de exames de imagem, e continuam a trazer mais informação relevante de acordo com a evolução tecnológica. E não apenas em aplicações individuais, já que a maioria dos desenhos experimentais e ensaios clínicos a respeito de diagnóstico, prognóstico e verificação de resultados terapêuticos tem como variáveis de desfecho parâmetros de neuroimagem.

Por outro lado, não é de longe uma tarefa simples e padronizada a interpretação das imagens, mesmo que hajam escalas para facilitar a utilização das informações1-4. Existe grande variabilidade de apresentação por imagem dos vários mecanismos de lesão cerebral na isquemia aguda.

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7. Craniectomia e durotomia no AVCI

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Craniectomia e durotomia no AVCI

Reynaldo André Brandt

Hallim Feres Júnior

Eduardo Urbano da Silva

Uma das mais graves complicações dos infartos cerebrais é a hipertensão intracraniana severa consequente ao edema que se desenvolve entre o primeiro e o quinto dias após o acidente vascular cerebral isquêmico

(AVCI). Ocorre nos infartos cerebrais extensos do território da artéria cerebral média. O seu prognóstico é particularmente sombrio, com mortalidade de 80% em séries de pacientes atendidos em unidades de terapia intensiva (UTI), não havendo tratamento clínico satisfatório para esses casos. Por essa razão, recebem o rótulo de infartos malignos da artéria cerebral média, constituindo um grupo específico de pacientes com

AVCI. Caracterizam-se por hipodensidade extensa do tecido cerebral no território da artéria cerebral média, avaliado por tomografia computadorizada (TC) do crânio, com rápida expansão volumétrica desse território, com hérnias inter-hemisféricas e transtentoriais. Trabalhos recentes na literatura neurológica e neurocirúrgica mostraram o efeito benéfico da craniectomia extensa com durotomia na descompressão intracraniana, melhorando consideravelmente o prognóstico desses infartos, com redução significativa tanto da mortalidade quanto da morbidade dos mesmos.

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6. Protocolo de tratamento com trombólise intra-arterial no AVCI

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Protocolo de tratamento com trombólise intra-arterial no AVCI

Mario Sergio Duarte Andrioli

Eduardo Noda Kihara

A trombólise intra-arterial (IA) justifica-se pela maior concentração de trombolítico que reage com o trombo, uma vez que é administrado diretamente em seu interior através de microcateterismo. Ainda que não existam observações controladas, acredita-se que em casos de obstrução de grandes vasos, há uma recanalização mais frequente após a trombólise

IA do que após o tratamento trombolítico endovenoso. De todo modo, mesmo a trombólise IA pode levar até 2 horas para dissolver completamente um trombo, o que levou ao desenvolvimento de técnicas para otimizar sua eficácia, bem como ao desenvolvimento de tecnologias e técnicas de recanalização mecânica. A trombólise IA pode ter sua efetividade aumentada com uso de técnicas associadas como a fragmentação mecânica do trombo com fio-microguia, que aumenta a superfície do trombo exposto ao trombolítico, e a utilização de outros meios mecânicos como a microangioplastia do trombo ou sua remoção (total ou parcial) com dispositivos apropriados. O uso de stents específicos para implante nos vasos intracranianos também aumenta o sucesso das recanalizações.

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5. Protocolo de tratamento com trombólise endovenosa no AVCI

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Protocolo de tratamento com trombólise endovenosa no AVCI

Cristina Gonçalves Massant

Ale xandre Pieri

Gustavo Wruck Kuster

Roberto Naum Franco Morgulis

INTRODUÇÃO

O acidente vascular cerebral (AVC) é a primeira causa de incapacidade e a segunda causa de morte nos países desenvolvidos. Até 1995, as opções de tratamento para o AVC isquêmico (AVCI) agudo eram muito limitadas, quando então foi demonstrada a eficácia da terapêutica com rt-PA (ativador de plasminogênio tecidual recombinante), que já era utilizado no tratamento do infarto agudo do miocárdio. Foi aprovado nos

EUA em 1996 para uso endovenoso em pacientes elegíveis até 3 horas do início dos sintomas de AVCI, mas apenas em 2001 na Europa devido a considerações sobre segurança.

O tratamento do AVCI com rt-PA não reduz a mortalidade, mas diminui significativamente a incapacidade quando avaliada após 3 meses do ictus, apesar do maior risco de hemorragia intracerebral (5,9% versus 1,1% para placebo). A proporção de pacientes com recuperação total diminui progressivamente com o aumento do tempo entre o início dos sintomas e o tratamento, sendo atualmente bem definido o benefício da trombólise endovenosa para os pacientes com até 4 horas e 30 minutos

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Zatsiorsky Vladimir M (30)
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9 Forças Resistivas na Natação

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Capítulo 9

Forças Resistivas na Natação

A.R. VORONTSOV E V.A. RUMYANTSEV

A natureza da resistência hidrodinâmica e seus componentes

O corpo de um nadador se movendo na água experimenta uma força de impedimento conhecida como resistência ou arraste. A natureza da resistência hidrodinâmica é explicada por propriedades físicas da água, tais como a pressão interna, a densidade

(responsável pela força hidroestática) e a viscosidade. Quando o corpo se desloca através da água, ele remove uma quantidade de

água de seu caminho. A reação da água ao corpo se movendo aparece como: (i) forças de pressão perpendicular à sua área frontal; e (ii) forças de fricção atuando ao longo da superfície do corpo. Visto que a natação ocorre em estado de “peso hidroestático”, a principal parte do trabalho mecânico que o nadador realiza é direcionada para superar a resistência hidrodinâmica. Uma das manifestações mais óbvias desta força é a desaceleração ao deslizar e em seguida a parada, experimentada pelo nadador pouco após um mergulho ou propulsão. Um melhor entendimento de como o corpo de um nadador interage com o fluxo da água e como a resistência hidrodinâmica pode ser reduzida utilizandose habilidades apropriadas da natação dentro da estrutura das regras deste esporte deve ajudar a aumentar a velocidade do nadador e a maximizar o progresso da natação.

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8 A Dinâmica da Corrida

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Capítulo 8

A Dinâmica da Corrida

K.R. WILLIAMS

Próximo da velocidade de 2 m и sϪ1, uma pessoa andando mudará para um padrão de movimento de corrida, com a ausência de um período de apoio duplo e a presença de uma fase de vôo, diferenciando a corrida da marcha. Através de uma variação de velocidades do trote para a corrida de velocidade, o padrão básico de corrida muda de várias maneiras, geralmente para otimizar os padrões de movimento nas velocidades mais baixas típicas das corridas de distância e para maximizar o rendimento de potência e velocidade nas corridas de velocidade. As mudanças que ocorrem na cinemática e na cinética de movimentos segmentares provavelmente resultam de esforços conscientes e inconscientes a fim de minimizar ou maximizar uma variedade de critérios específicos, tais como gasto de energia metabólica, estresse do tecido, potência muscular, fadiga e outros fatores. Para atletas de competição, o objetivo final é melhorar o desempenho, enquanto para muitos outros o alvo primário é manter ou melhorar o seu estado de saúde e condicionamento, sendo o desempenho somente uma questão secundária.

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5 Ciclo de Alongamento-Encurtamento da Função Muscular

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Capítulo 5

Ciclo de Alongamento-encurtamento da Função Muscular

P.V. KOMI E C. NICOL

Introdução

Os exercícios musculares têm sido classificados tradicionalmente nos tipos estáticos e dinâmicos. Entretanto, mesmo se esta classificação for adicionalmente ampliada para abranger as formas isoladas de ações musculares isométrica, concêntrica e excêntrica, isto não descreve corretamente a natureza verdadeira da função muscular e suas formas de contração. Os exercícios musculares raramente, ou nunca, envolvem formas puras de tipos de contração isoladas. Isto porque os segmentos do corpo são periodicamente sujeitos a forças de alongamento ou impacto. A corrida, a marcha e o saltitar são exemplos típicos de como as forças externas (por exemplo, gravidade) alongam o músculo. Nesta fase particular, o músculo está atuando excentricamente, e uma ação concêntrica se segue (encurtamento). De acordo com a definição de ação excêntrica, os músculos devem estar ativos durante o alongamento. Estas combinações de ações excêntrica e concêntrica formam um tipo natural de função do músculo chamado de ciclo de alongamento-encurtamento, ou CAE (Norman

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4 Ação Muscular Excêntrica no Esporte e no Exercício

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Capítulo 4

Ação Muscular Excêntrica no

Esporte e no Exercício

B.I. PRILUTSKY

Definições de ação muscular excêntrica, trabalho negativo e potência

No esporte e no exercício, bem como na vida diária, as pessoas realizam movimentos por intermédio da ativação de músculos esqueléticos. Dependendo de o músculo ativo encurtar-se, alongar-se ou manter-se em comprimento constante, três tipos principais de ação muscular podem ser distinguidos: concêntrico, excêntrico e isométrico. Estes três tipos de ação muscular são freqüentemente chamados de contração concêntrica, contração excêntrica e contração isométrica. Esta última terminologia pode ser confusa porque o termo “contração” tem o significado de encurtamento. Portanto, neste capítulo, a terminologia inicial proposta por Cavanagh (1988) — ações musculares concêntrica, excêntrica e isométrica — é a adotada.

O músculo estará atuando excentricamente se ele estiver ativo (isto é, produz força ativa enquanto se opõe a uma força passiva, ver Cap. 2) e o seu comprimento estiver aumentando em resposta a forças externas (por exemplo, peso do corpo, força produzida por outros músculos, etc.). Do mesmo modo, o músculo estará atuando concentricamente se ele estiver ativo e se encurtando. Quando o comprimento do músculo ativo não se pode encurtar devido a forças externas e se mantém constante, o músculo realiza uma ação isométrica.

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3 Arquitetura Músculo-Tendão e Desempenho do Atleta

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Capítulo 3

Arquitetura Músculo-tendão e

Desempenho do Atleta

J.H. CHALLIS

Introdução

As atividades atléticas impõem uma ampla variedade de demandas no sistema muscular humano. Algumas atividades requerem pequenas quantidades de força muscular ajustadas em aumentos finos, algumas requerem produção rápida de forças altas, enquanto ainda outras demandam a produção lenta de forças muito altas. O propósito deste capítulo é identificar as propriedades essenciais do músculo e explicar como os músculos influem na função muscular durante as atividades atléticas. O enfoque será no músculo esquelético que, contrariamente às duas outras formas de músculos, o liso e o cardíaco, pode ser controlado voluntariamente. Como o sistema do músculo esquelético precisa realizar uma variedade de funções, a sua organização é geralmente um compromisso; o músculo esquelético é especializado somente no sentido de que ele pode realizar uma variedade de tarefas.

A primeira Lei de Newton estabelece, basicamente, que nós necessitamos de forças para parar, começar ou alterar um movimento, portanto, como as fibras dos músculos são as fontes de produção de força no corpo humano, são responsáveis pelo nosso movimento voluntário ou pela falta dele. As fibras musculares produzem forças que são transmitidas, via tendão, para o esqueleto; estas forças geram momentos na articulação, seja promovendo, seja limitando um movimento causado por outras forças (por exemplo, a manutenção da postura ereta, quando em bipedestação exposto a uma ventania). Portanto, é útil não apenas considerar as forças que o músculo produz, mas também analisar como estas forças operam através das articulações. Quando nos referimos à arquitetura músculo-tendão, estamos nos referindo à estrutura e ao arranjo dos componentes do sistema músculo-tendão. Este capítulo examinará como o sistema músculo-tendão é arranjado para produzir movimento e as estruturas que possibilitam tal movimento.

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Zaitz Clarisse (44)
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9 Fungos Contaminantes

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9

Fungos Contaminantes

Walderez Gambale

EĈĔđĔČĎĆ ĉĔĘ ċĚēČĔĘ

Os fungos habitam os mais variados substratos. A maioria das espécies vive no solo, tendo um importante papel, ao lado de outros organismos, na reciclagem dos materiais na natureza, mas há fungos que vivem nos vegetais, na água, e alguns fazem parte da microbiota normal do homem e de outros animais.

No seu habitat natural, os fungos, a partir de nutrientes e condições ambientais adequadas, como temperatura e umidade, entre outras, multiplicam-se, crescem e reproduzemse, assexuada e/ou sexuadamente, de acordo com a espécie e com as necessidades de seu ciclo de vida.

Os fungos dispersam-se na natureza por várias vias, como ar atmosférico, água, insetos, homem e animais. A eficiência na dispersão dos fungos está estreitamente relacionada à alta produção de propágulos de disseminação, principalmente os esporos de origem assexuada. No processo assexuado de reprodução, os fungos produzem grande quantidade desses

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8 Morfologia, Reprodução Etaxonomia dos Fungos

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SEÇÃO 1

AĘĕĊĈęĔĘ GĊėĆĎĘ

8

Morfologia, Reprodução e

Taxonomia dos Fungos

Walderez Gambale

Por muito tempo, os fungos foram classificados como pertencentes ao Reino Vegetalia, apesar de apresentarem características conf litantes com as típicas desse Reino.

Diferentemente dos vegetais, eles não possuem clorofila nem pigmentos fotossintéticos, obtendo sua energia por absorção de nutrientes; não armazenam o amido e não apresentam celulose na parede celular, com exceção de alguns fungos aquáticos inferiores. Por outro lado, os fungos têm algumas semelhanças com o Reino Animalia, ou seja, armazenam glicogênio e possuem quitina na parede celular.

Alguns fungos apresentam, no processo de reprodução sexuado, a dicariofase, que é um fenômeno encontrado apenas entre esses organismos. Logo após a plasmogamia, não ocorre imediatamente a cariogamia, mas, sim, uma fase dicariótica prolongada na qual a frutificação é composta de células binucleadas com presença simultânea de dois núcleos haploides sexualmente opostos. Eventualmente, a cariogamia pode não ocorrer e o dicário se perpetuar na espécie.

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7 Sorologia das Micoses

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7

Sorologia das Micoses

Mônica Scarpelli Martinelli Vidal

O diagnóstico das micoses, como o de outras doenças infecciosas, é realizado por meio da demonstração do agente etiológico no material da lesão. Para tanto, realiza-se exame direto a fresco e com utilização de corantes, bem como o exame histopatológico em biópsias dos tecidos afetados, com colorações específicas para fungos. O cultivo em diversos meios de cultura com subsequente isolamento e identificação do fungo completa o diagnóstico das infecções fúngicas. Entretanto, em grande parte das micoses profundas, a demonstração do agente causal é dificultada tanto pela baixa positividade nos exames diretos quanto pelo longo período de tempo necessário para o crescimento em cultivo, que pode levar de

15 a 60 dias.1

As reações sorológicas contribuem para um resultado mais rápido, simples e de menor custo, além de apresentarem valor prognóstico e servirem de monitorização da eficácia terapêutica, já que os níveis de anticorpos diminuem com a melhora do quadro clínico.

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6 Aplicação de Métodos de Biologia Molecular em Micologia Médica

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6

Aplicação de Métodos de Biologia

Molecular em Micologia Médica

Marcia de Souza Carvalho Melhem • Maria José Soares Mendes Giannini •

Ana Marisa Fusco Almeida

Os métodos moleculares com aplicação no diagnóstico de infecções fúngicas são, atualmente, utilizados na detecção precoce de muitas infecções virais, bacterianas, parasitárias e fúngicas. Um número crescente de técnicas moleculares para o diagnóstico de infecções fúngicas tem sido desenvolvido nos

últimos anos, devido à crescente prevalência das micoses invasivas e do período de tempo necessário para o diagnóstico quando são utilizados métodos microbiológicos clássicos.

Esses métodos são concebidos para resolver os seguintes aspectos do diagnóstico micológico: a) identificação de fungos em nível de espécie por meio de alvos moleculares de relevância taxonômica; b) diagnóstico precoce de infecções fúngicas invasivas; c) detecção de mecanismos moleculares de resistência aos antifúngicos; e d) tipagem molecular de fungos, todos métodos restritos a laboratórios altamente desenvolvidos. No entanto, algumas dessas técnicas deverão estar disponíveis na prática clínica, em futuro próximo.

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5 Histopatologia das Principais Doenças Estudadas em Micologia Médica

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5

Histopatologia das Principais Doenças

Estudadas em Micologia Médica

Helena Muller • Rute Facchini Lellis

IēęėĔĉĚİģĔ

O exame anatomopatológico utilizado como ferramenta diagnóstica nas infecções fúngicas é vantajoso por ser um método relativamente rápido e de baixo custo. É um método que tem condições de avaliar o tipo de reação inf lamatória tecidual e, às vezes, identificar a presença do agente etiológico da doença. É considerado método diagnóstico eficaz nas infecções cutâneas como rinosporidiose e lacaziose, pois nesses casos os respectivos agentes etiológicos não crescem em meios de cultivo.

O estudo anatomopatológico de qualquer tecido começa com cortes histológicos submetidos a coloração de rotina pelo método de hematoxilina e eosina (HE). A reação inf lamatória tecidual e algumas características particulares de cada infecção fúngica são visualizadas e sugerem ao patologista o próximo passo da investigação diagnóstica: qual coloração especial complementar a ser utilizada.

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Yu Luis Marques Igor Denizarde Bacelar Costa Maristela Carvalho Da Burdmann Emmanuel (38)
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9. Distúrbios Acidobásicos

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9

Distúrbios Acidobásicos

Igor Denizarde Bacelar Marques e

Lilian Pires de Freitas do Carmo

Introdução

Distúrbios do equilíbrio acidobásico (DAB) são frequentes na prática clínica, e o tratamento adequado depende do diagnóstico correto do distúrbio em questão. A abordagem tradicional dos DAB é ba­sea­da na teoria de LowryBronsted, que diz que ácidos são substâncias capazes de doar prótons, e bases, de receber prótons. Nesse modelo, o principal sistema tampão é o bicarbonato

(ácido carbônico).

Íons livres de H+ estão presentes nos fluidos corpóreos em concentrações extremamente baixas. O pH é uma medida da concentração hidrogeniônica

[H+] e apresenta uma relação inversa e logarítmica com o ío­n H+. Uma concentração estável desse ío­n é fundamental para o funcionamento normal das células. Existe uma faixa de variação compatível com a vida muito estreita, que varia de 16 a 160 nEq/l (pH de 7,80 a 6,80).

Para a manutenção do pH nos níveis necessários, os mamíferos dispõem de dois sistemas principais de controle: o sistema respiratório, que regula a retenção e a eliminação do dió­xido de carbono (CO2), e o sistema tampão plasmático, sendo o bicarbonato (HCO3–) o principal componente. De modo geral, o controle do pH por esses dois sistemas é expresso pela fórmula de

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8. Biomarcadores na Lesão Renal Aguda

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8

Biomarcadores na

Lesão Renal Aguda

Fernanda Oliveira Coelho, Tiago Lemos Cerqueira e

Lilian Pires de Freitas do Carmo

Introdução

A lesão renal aguda (LRA) é uma síndrome de origem multifatorial e complexa, relacionada com alta morbimortalidade. Está associada a vários fatores etiológicos e a diversas manifestações, desde uma elevação mínima da creatinina plasmática até a necessidade de diá­lise. Por muito tempo, a falta de uniformidade dos critérios diagnósticos impediu um conhecimento exato sobre sua incidência e mortalidade, dificultando a comparação entre os estudos e o estabelecimento de uma terapêutica precoce.

Para tentar estabelecer padrões uniformes de diagnóstico e classificação da LRA, o grupo Acute Dialysis Quality Initiative (ADQI) publicou em 2004 a classificação de RIFLE (risk, injury, failure, loss and end-stage kidney disease), a qual definia três classes de gravidade da LRA (risco, lesão e falência) e duas classes prognósticas. A gravidade era ba­sea­da em três critérios: aumento relativo da creatinina sérica (CrS); queda da taxa de filtração glomerular (TFG); e diminuição do fluxo urinário (Figura 8.1).

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7. Definições de Lesão Renal Aguda

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7

Definições de Lesão

Renal Aguda

Ligia Costa Battaini, Maristela Carvalho da Costa e Vitor Brito da Silva

Introdução

A lesão renal aguda (LRA) representa uma situação frequente em hospitais e unidades de terapia intensiva (UTI). Em geral, é definida como uma redução abrupta da filtração glomerular, levando ao aumento de escórias nitrogenadas

(ureia, creatinina), distúrbios do equilíbrio ácido-base e alterações hidreletrolíticas. Trata-se de uma síndrome clínica ampla e que apresenta diversas etiologias, incluindo doen­ças renais específicas (nefrite intersticial aguda, glomerulopatias e vasculites), condições não específicas (lesões is­quêmicas ou tóxicas) e doen­

ças extrarrenais. Frequentemente, mais do que uma dessas condições podem coexistir no mesmo paciente.1 Desse modo, nos últimos anos, o conceito de

LRA vem se aprimorando, bem como as estimativas a respeito de incidência, prevalência e mortalidade. Evidências epidemiológicas atuais demonstram que mesmo casos de LRA reversível apresentam conse­quências clínicas importantes, como a evolução para doen­ça renal crônica (DRC), e que pequenas elevações da creatinina sérica estão associadas, de modo independente, ao aumento da mortalidade, sendo, portanto, incorporadas à definição atual de LRA.1-3

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6. Escores Prognósticos em Pacientes com Lesão Renal Aguda

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6

Escores Prognósticos em Pacientes com Lesão

Renal Aguda

Verônica Torres da Costa e Silva

Introdução

Escores ou índices prognósticos são instrumentos utilizados para avaliar a gravidade de pacientes internados em unidade de terapia intensiva (UTI), com os objetivos de fornecer estimativa prognóstica, facilitar a organização e a alocação de recursos dentro da UTI, possibilitar a comparação de intervenções terapêuticas e, principalmente, promover a adequada estratificação dos pacientes.

Este último aspecto é de fundamental importância para estabelecer critérios de inclusão dos pacientes em ensaios clínicos, além de facilitar a comparação e a interpretação dos resultados.

Os parâmetros mais comumente utilizados para avaliação e comparação do desempenho de escores prognósticos são a discriminação, definida pela capacidade do modelo de separar corretamente os sobreviventes dos não sobreviventes, sendo avaliada pela determinação da área sob a curva ROC (receiver operating characteristic) – satisfatória se > 0,70; e a calibração, determinada pelo grau de confiabilidade ou de correspondência entre a mortalidade prevista, criada pelo modelo, e a mortalidade real observada, avaliada pelo teste estatístico de

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5. Lesão Renal Aguda na Unidade de Terapia Intensiva

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5

Lesão Renal Aguda na

Unidade de Terapia

Intensiva

Alessandra Martins Bales, Fernando de Assis Ferreira Melo,

Emmanuel A. Burdmann e Luis Yu

Introdução

A lesão renal aguda (LRA) é uma frequente e devastadora síndrome caracterizada por um súbito declínio da função renal. Clinicamente, manifesta-se pela diminuição ou perda da capacidade de manutenção do equilíbrio ácidobase e hidreletrolítico, perda da capacidade de excreção dos produtos do metabolismo nitrogenado, distúrbios no controle da pressão arterial e prejuí­zo na produção renal de hormônios. Além disso, pode evoluir para doen­ça renal crônica (DRC) e até mesmo para DRC diá­lise-dependente.1-3

A LRA é uma doen­ça complexa, pois ocorre em diferentes cenários (comunidade, hospital e unidades de terapia intensiva) e com grande diferença nas características demográficas dos pacientes.4,5 Essa complexidade também está presente na falta de homogeneidade na definição da LRA, o que contribui para a grande variação de informações epidemiológicas.6,7 Kellum et al.6 encontraram pelo menos 35 definições para a LRA.

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Yonamine Glauce Hiromi Et Al (7)
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7. Cuidado com a higiene no armazenamento e preparo dos alimentos

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CAPÍTULO 7

Cuidados com a higiene no armazenamento e preparo dos alimentos

Karina Gama dos Santos

Érika Lopes Galvão de Azevedo

Glauce Hiromi Yonamine

Andréa Gislene do Nascimento

A fase de introdução da alimentação complementar pode ser de alto risco para a criança, se não forem tomados os vários cuidados em relação à higiene durante o preparo e a oferta da alimentação, pois os bebês são mais vulneráveis a doenças.

Armazenamento

Os alimentos que serão oferecidos à criança devem ser guardados em recipientes limpos, em local seco e fresco, tampados e longe do contato de moscas ou outros insetos, animais e poeira.

• Não armazene alimentos descobertos no freezer ou na geladeira.

• Não deixe os alimentos prontos na temperatura ambiente, ou seja, fora da geladeira, pois isso favorece a contaminação.

• Quando você comprar uma fruta que ainda não está madura, deixe-a na fruteira até estar madura o suficiente. Evi•

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6. Dicas para o sucesso da introdução da alimentação complementar

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CAPÍTULO 6

Dicas para o sucesso da introdução da alimentação complementar

Karina Gama dos Santos

Érika Lopes Galvão de Azevedo

Glauce Hiromi Yonamine

Patrícia Azevedo de Lima

Cardápio variado e colorido: estimule seu filho a comer diariamente frutas, verduras e legumes, para que ele receba vitaminas, minerais e fibras, para ficar bem nutrido e crescer.

O cardápio muito repetitivo pode levar a criança a ter deficiência de alguns nutrientes (vitaminas, ferro e outros), não ter um bom apetite e deixá-la fraca. Não deixe de levar em conta o sabor, a cor e o aroma dos alimentos que vai oferecer ao seu filho, pois ele está desenvolvendo suas preferências e precisa conhecer diferentes sabores. O prato colorido atrai a atenção e o apetite da criança.

Alimentos preferidos: conforme o seu filho for conhecendo os novos alimentos, ele terá suas preferências. Sempre que for possível, ofereça seus alimentos preferidos junto com os rejeitados, para que ele aceite os alimentos novos com mais facilidade.

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5. Dúvidas frequentes

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CAPÍTULO 5

Dúvidas frequentes

Karina Gama dos Santos

Érika Lopes Galvão de Azevedo

Glauce Hiromi Yonamine

Andréa Gislene do Nascimento

Existe algum alimento que ainda está proibido para o meu bebê?

Sim. Nos primeiros anos de vida, é importante evitar:

• irritantes gástricos: chá (mate e preto) e café, refrigerante;

• frituras e alimentos muito gordurosos;

• leite de vaca e derivados (especialmente no primeiro ano de vida, exceto pela falta de opção em virtude da condição socioeconômica), queijo tipo “petit suisse” e outros derivados com muito açúcar e/ou corantes artificiais;

• alimentos salgados: enlatados, embutidos, condimentados, apimentados, salgadinhos, queijos, macarrão instantâneo, água de coco, temperos prontos e outros com muito sal;

• alimentos ricos em fibras: farinhas integrais, farelo de trigo e cereais integrais;

• açúcar, doces, chocolate, balas, mel, biscoitos recheados, sorvetes, goma de mascar;

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4. Alimentação complementar

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CAPÍTULO 4

Alimentação complementar

Érika Lopes Galvão de Azevedo

Karina Gama dos Santos

Glauce Hiromi Yonamine

Ana Paula Alves da Silva

Quais alimentos devo usar no suco, na papa de fruta e na sopa ou papa salgada?

Suco e papa de fruta: a criança pode comer todo tipo de fruta. Escolha as frutas da época e da região, pois, além de serem mais baratas, são mais saborosas. Quando for comprar frutas para os sucos ou papas do seu filho, escolha as que não apresentem partes moles, batidas ou perfuradas.

Dê preferência às frutas naturalmente doces (laranja, maçã, pera, mamão, banana, melancia, melão, pêssego, manga), pois não precisam ser adoçadas e, assim, o bebê perceberá melhor o sabor da fruta. Lembre-se de que a criança não conhece o sabor adocicado e, por isso, não precisará de açúcar.

Ofereça uma fruta de cada vez. Se for usar mais de uma fruta na mesma refeição, coloque-as separadas no prato e ofereça-as separadamente, para que a criança identifique o sabor de cada uma. Quando seu filho já conhecer o sabor de diferentes frutas, você poderá misturar duas ou três na mesma papa.

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3. Esquema alimentar no primeiro ano de vida

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CAPÍTULO 3

Esquema alimentar no primeiro ano de vida

Érika Lopes Galvão de Azevedo

Karina Gama dos Santos

Glauce Hiromi Yonamine

Patrícia Azevedo de Lima

Introdução

Se a criança estiver em aleitamento materno ou usando fórmula infantil, a introdução de sucos e papa salgada deverá ser feita no sexto mês. Caso a criança seja alimentada com leite de vaca, a introdução da alimentação complementar será feita a partir do segundo mês.

Se o bebê for alimentado com leite materno ou fórmula infantil…

Por que agora meu filho precisa de outros ­alimentos e não só do leite materno ou da fórmula infantil?

Quando seu bebê atinge o sexto mês de vida, o processo de crescimento se acelera e ele precisa comer outros alimentos, porque o leite materno ou a fórmula infantil já não dão mais conta de alimentá-lo adequadamente. Porém, o leite materno ou a fórmula não devem ser trocados por essas novas refeições. Se o bebê estiver em aleitamento materno, o ideal é mantê-lo até os dois anos.

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