Zukerman Eliova El At (19)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788520429488

13. Avaliação pelo fisiatra do paciente com AVC

ZUKERMAN, Eliova…[el at.]. Editora Manole PDF Criptografado

13

Avaliação pelo fisiatra do paciente com AVC

Rebeca Boltes Cecatto

Sonia Teresa Akopian

Cícero José Nunes Vaz

Cristiane Isabela de Almeida

Introdução

Estima-se que 10% dos pacientes que sobrevivem a uma lesão potencialmente incapacitante não apresentam sequela, 40% são levemente incapacitados, 40% apresentam incapacidade moderada e 10% são gravemente incapacitados, necessitando de cuidados permanentes no longo prazo.

A reabilitação de pacientes portadores de lesões encefálicas adquiridas é um processo que visa à recuperação precoce dos déficits, à reintegração na vida em comunidade com o melhor resultado funcional possível e à qualidade de vida de pacientes e familiares. A reabilitação deve ser realizada por uma equipe interdisciplinar experiente e especializada.

Estudos demonstram que as unidades de tratamento especializado em reabilitação podem promover um retorno funcional mais rápido e maior do que os serviços não especializados. Operacionalmente, envolve um amplo aparato médico, educacional, social e de intervenções vocacionais.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520429488

1. Introdução

ZUKERMAN, Eliova…[el at.]. Editora Manole PDF Criptografado

1

Introdução

Alexandre Ottoni Kaup

Alexandre Pieri

Fernando Morgadinho Santos Coelho

O acidente vascular cerebral (AVC) causou cerca de 5,7 milhões de mortes em todo o mundo por ano, o que corresponde a quase 10% de todas as causas de mortes. Mais de 85% dessas mortes ocorreram em países de média e baixa rendas, e um terço em pessoas com menos de

70 anos de idade. Em países desenvolvidos, é a segunda causa de morte em homens e mulheres, assumindo um padrão crescente nos países em desenvolvimento, que representam hoje cerca de dois terços de todos os casos registrados. Estimativas sugerem que em 2020 o AVC será a segunda causa de morte em todo o mundo e estará entre as cinco primeiras causas de incapacidade.

Mesmo em redução consistente em nosso meio nas últimas três décadas, a mortalidade por AVC e pelas doenças cardiovasculares como um todo mostra-se cada vez mais importante, seja pelo envelhecimento da população, seja pelo maior controle das doenças infecciosas, que conferem às doenças crônicas de comunicação não compulsória a grande mortalidade vista atualmente.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520429488

4. Trials do tratamento agudo do AVCI

ZUKERMAN, Eliova…[el at.]. Editora Manole PDF Criptografado

4

Trials do tratamento agudo do AVCI

Mario Sergio Duarte Andrioli

Eduardo Noda Kihara

Thaís Soares Cianciarullo Minett

O acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) é uma doença na qual o paciente desenvolve alterações neurológicas focais, de instalação súbita, causadas pela obstrução ou oclusão de uma ou mais artérias cerebrais. A redução do fluxo sanguíneo no território vascular acometido, com consequente diminuição da oferta de oxigênio e nutrientes ao tecido envolvido, desencadeia a perda das funções do mesmo por falta de energia. A tal fenômeno dá-se o nome de isquemia. Se a isquemia for prolongada e/ou intensa a ponto de causar também a morte celular, ocorrerá necrose tecidual com perda irreversível das funções.

A obstrução ou a oclusão podem ocorrer por lesão na própria parede arterial ou por formação de coágulo em qualquer outro local do sistema circulatório, que pode se fragmentar e/ou se soltar, sendo carregado pelo fluxo circulatório. A esse fragmento livre na circulação dá-se o nome de êmbolo. Um êmbolo pode alcançar uma artéria cujo calibre seja parecido com as suas dimensões causando a sua obstrução. A estagnação do fluxo a montante associada à lesão endotelial no ponto de impactação do êmbolo causa ativação plaquetária e das proteínas do sistema de coagulação formando um trombo secundário. Esses fenômenos são o tromboembolismo.

25

Ver todos os capítulos
Medium 9788520429488

2. Estratégia de implementação do Protocolo de AVC do HIAE

ZUKERMAN, Eliova…[el at.]. Editora Manole PDF Criptografado

2

Estratégia de implementação do

Protocolo de AVC do HIAE

Eliova Zukerman

Miguel Cendoroglo Neto

Fernando Morgadinho Santos Coelho

Alexandre Pieri

Tania Ol iveira Lopes

A literatura médica tem demonstrado que o sucesso da implementação de programas para atendimento dos pacientes com acidente vascular cerebral (AVC) depende de uma série de medidas preliminares. É importante conhecer o universo de pacientes que se pretende atender.

Assim, um programa nacional, municipal ou mesmo de um hospital terciário exige diferentes estratégias.

A implementação de um protocolo gerenciado começa com a análise das condições do hospital: humanas, tecnológicas e avaliação do espaço físico para o atendimento do AVC. A análise dos custos deve ser cuidadosamente planejada e os recursos financeiros devem ser direcionados e controlados, evitando descontinuidade. O modelo adotado deve ser divulgado e seguido, usando-se ferramentas de habilitação, treinamento e contínuo monitoramento.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520429488

8. Neuroimagem no AVCI agudo

ZUKERMAN, Eliova…[el at.]. Editora Manole PDF Criptografado

8

Neuroimagem no AVCI agudo

Edson Amaro Junior

Marcelo de Maria Félix

Introdução

Técnicas de neuroimagem no acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) agudo desempenham um papel importante no manejo do paciente desde o advento de imagem por tomografia computadorizada

(TC), e hoje são fundamentais. Passos críticos na tomada de decisão são baseados em resultados de exames de imagem, e continuam a trazer mais informação relevante de acordo com a evolução tecnológica. E não apenas em aplicações individuais, já que a maioria dos desenhos experimentais e ensaios clínicos a respeito de diagnóstico, prognóstico e verificação de resultados terapêuticos tem como variáveis de desfecho parâmetros de neuroimagem.

Por outro lado, não é de longe uma tarefa simples e padronizada a interpretação das imagens, mesmo que hajam escalas para facilitar a utilização das informações1-4. Existe grande variabilidade de apresentação por imagem dos vários mecanismos de lesão cerebral na isquemia aguda.

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Zatsiorsky Vladimir M (30)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788527723671

28 Neuromecânica da Fase Inicial da Lesão Muscular Induzida por Contração Excêntrica

ZATSIORSKY, Vladimir M. Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 28

Neuromecânica da Fase Inicial da Lesão

Muscular Induzida por Contração

Excêntrica

M.D. GRABINER

Introdução

A contração excêntrica é discutida amplamente na literatura do desempenho motor humano. O papel desempenhado pela contração excêntrica é de proteger as estruturas esqueléticas através da atenuação das forças transmitidas ao corpo e através dele, mesmo durante atividades diárias que não oferecem perigo. Por exemplo, a contração excêntrica dos extensores do joelho durante a fase de apoio inicial da marcha é um alongamento regulado, pelo qual esses músculos absorvem energia e atenuam o impulso do contato do calcanhar. Condições similares, apesar de terem magnitudes muito maiores, ocorrem durante a corrida. Qualquer um que inesperadamente já tenha pisado fora do meio-fio da calçada experimentou o tipo de impulso não atenuado que é tipicamente dissipado pelo músculo de contração excêntrica.

Similarmente, o seguinte cenário também pode ser bem familiar. Após um período durante o qual uma pessoa não tem participado de exercício regular, uma sessão inicial de exercício pode muitas vezes estar associada com dor muscular. Os sintomas de dor muscular podem aparecer rapidamente após o exercício e/ou somente dias depois. A intensidade dos sintomas pode variar de leve a funcionalmente incapacitante, e o curso de tempo durante o qual os sintomas diminuem pode durar uma semana ou mais. Apesar de o dano muscular e a subseqüente dor muscular poderem ser o resultado de contrações concêntricas e excêntricas (Gibala et al., 1995), as contrações excêntricas são geralmente associadas com níveis significativamente maiores de dano e dor.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527723671

3 Arquitetura Músculo-Tendão e Desempenho do Atleta

ZATSIORSKY, Vladimir M. Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 3

Arquitetura Músculo-tendão e

Desempenho do Atleta

J.H. CHALLIS

Introdução

As atividades atléticas impõem uma ampla variedade de demandas no sistema muscular humano. Algumas atividades requerem pequenas quantidades de força muscular ajustadas em aumentos finos, algumas requerem produção rápida de forças altas, enquanto ainda outras demandam a produção lenta de forças muito altas. O propósito deste capítulo é identificar as propriedades essenciais do músculo e explicar como os músculos influem na função muscular durante as atividades atléticas. O enfoque será no músculo esquelético que, contrariamente às duas outras formas de músculos, o liso e o cardíaco, pode ser controlado voluntariamente. Como o sistema do músculo esquelético precisa realizar uma variedade de funções, a sua organização é geralmente um compromisso; o músculo esquelético é especializado somente no sentido de que ele pode realizar uma variedade de tarefas.

A primeira Lei de Newton estabelece, basicamente, que nós necessitamos de forças para parar, começar ou alterar um movimento, portanto, como as fibras dos músculos são as fontes de produção de força no corpo humano, são responsáveis pelo nosso movimento voluntário ou pela falta dele. As fibras musculares produzem forças que são transmitidas, via tendão, para o esqueleto; estas forças geram momentos na articulação, seja promovendo, seja limitando um movimento causado por outras forças (por exemplo, a manutenção da postura ereta, quando em bipedestação exposto a uma ventania). Portanto, é útil não apenas considerar as forças que o músculo produz, mas também analisar como estas forças operam através das articulações. Quando nos referimos à arquitetura músculo-tendão, estamos nos referindo à estrutura e ao arranjo dos componentes do sistema músculo-tendão. Este capítulo examinará como o sistema músculo-tendão é arranjado para produzir movimento e as estruturas que possibilitam tal movimento.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527723671

10 Forças Propulsoras na Natação

ZATSIORSKY, Vladimir M. Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 10

Forças Propulsoras na Natação

A.R. VORONTSOV E V.A. RUMYANTSEV

A natureza de forças propulsoras na natação

A locomoção aquática de um ser humano é o resultado da interação dos segmentos do corpo com a água. Em terra, um ser humano utiliza a superfície do solo como um suporte sólido e imóvel. Um esforço é aplicado contra o solo e a reação do mesmo, transmitida ao corpo, faz com que o corpo se mova. Durante a natação, o nadador gera o “suporte imóvel” no meio de fluido móvel, utilizando sua densidade e viscosidade, e supera as forças resistivas opostas.

A natureza da natação é que ela ocorre na água, a qual resiste ao movimento do nadador através dela. A resistência hidrodinâmica se manifesta: (i) como a força que diminui a velocidade e pára o movimento do nadador na água (ver Cap. 9); e (ii) como uma força de reação hidrodinâmica aos movimentos para os membros do nadador através da água. Esta força de reação hidrodinâmica é a fonte de propulsão para a locomoção do nadador.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527723671

13 Movimento Aéreo

ZATSIORSKY, Vladimir M. Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 13

Movimento Aéreo

M.R. YEADON

Introdução

A maioria dos movimentos nos esportes apresenta uma fase aérea. No tiro de velocidade, o corredor gasta menos que a metade do tempo em contato com o solo (Hopper 1973), enquanto no salto triplo as fases aéreas são muito mais longas do que as fases de contato (Hay & Miller 1985). Os jogadores de tênis estão tipicamente fora do solo quando a bola é lançada (Elliott 1989), e os jogadores de basquetebol soltam a bola enquanto estão no ar

(Hay 1993). O mesmo acontece no arremesso do disco e nos lançamentos (Hay 1993). Nas atividades de salto é a fase aérea que

é avaliada para dar pontos ao desempenho. Nos eventos de saltos longos e altos, os deslocamentos horizontais e verticais durante a fase aérea são utilizados como medidas de desempenho, enquanto no trampolim a rotação do mergulho e a estética também estão incluídas na avaliação.

Na fase aérea de um movimento esportivo o atleta está caindo livremente sob a gravidade. No salto livre os mecanismos de equilíbrio do ouvido interno não operam normalmente, visto que eles também estão em queda livre (Graybiel 1970). O otólito e os canais semicirculares não podem mais prover informação de orientação da cabeça em relação à direção vertical. Entretanto, eles promovem informação de aceleração linear e angular (Wendt

Ver todos os capítulos
Medium 9788527723671

1 Contribuições Neurais para as Modificações na Força Muscular

ZATSIORSKY, Vladimir M. Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 1

Contribuições Neurais para as

Modificações na Força Muscular

J.G. SEMMLER E R.M. ENOKA

Introdução

Para modificar a força exercida por um músculo, o sistema nervoso altera o número de unidades motoras ativas ou varia o nível de ativação das unidades motoras que foram ativadas. Para a maioria da amplitude operante de um músculo, os dois processos são ativados concomitantemente (Seyffarth 1940; Person &

Kudina 1972). As unidades motoras são recrutadas seqüencialmente, e a freqüência na qual cada uma descarrega os potenciais de ação aumenta monotonicamente a certos níveis máximos.

Embora a maior parte dos músculos humanos envolva algumas centenas de unidades motoras, a ordem na qual as unidades motoras são ativadas parece ser consideravelmente estereotipada (Denny-Brown & Pennybacker 1938; Henneman 1977; Binder

& Mendell 1990). Para a maior parte das tarefas examinadas, as unidades motoras são recrutadas em uma ordem relativamente fixa, que se origina de pequenas a grandes, tendo por base as diferenças de tamanho do neurônio motor, que é a base do Princípio do Tamanho (Size Principle) (Henneman 1957). Embora a variação no tamanho do neurônio motor não seja, per se, o determinante principal das diferenças no limiar de recrutamento, um número de propriedades co-varia com o tamanho do neurônio motor e, assim sendo, determina a ordem de recrutamento

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Zaitz Clarisse (44)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788527716109

11 Micologia Médica Molecular: Impacto na Epidemiologia Eecologia dos Fungos

Zaitz, Clarisse Grupo Gen PDF Criptografado

11

Micologia Médica Molecular:

Impacto na Epidemiologia e

Ecologia dos Fungos

Eduardo Bagagli • Sílvio Alencar Marques

IēęėĔĉĚİģĔ

A micologia médica, semelhantemente a outras áreas da biologia e da medicina, vem se beneficiando enormemente dos avanços da biologia molecular. Uma compreensão muito mais clara sobre o grupo dos fungos está emergindo, com esclarecimentos de suas origens evolutivas, relações filogenéticas, conceitos de espécies, organização dos genomas, manipulação de genes de interesse e desenvolvimento de novos alvos terapêuticos, com importantes repercussões e/ou consequências na atuação clínica.

A constatação de que os fungos representam um grande reino de organismos, filogeneticamente mais próximos dos animais que dos vegetais, longe de ser uma mera curiosidade acadêmica, forneceu as bases biológicas para um correto entendimento da grande dificuldade de tratamento das infecções sistêmicas. A razão fundamental de existirem poucas drogas, e muitas delas serem tóxicas ao hospedeiro humano, se deve exatamente

Ver todos os capítulos
Medium 9788527716109

12 Micoses: Classificação Clínica

Zaitz, Clarisse Grupo Gen PDF Criptografado

12

Micoses: Classif icação Clínica

Ligia Rangel Barboza Ruiz

IēęėĔĉĚİģĔ

São encontradas na literatura diversas formas de classificação clínica das micoses, agrupando-as de acordo com a localização da infecção, estado imunológico do hospedeiro, gênero dos fungos envolvidos, entre outras.1

A classificação clínica proposta por Odds e cols. em 1992,2 baseada na recomendação da Sociedade Internacional de Micologia Humana e Animal (ISHAM), é apropriada, por englobar as infecções ocasionadas por fungos, actinomicetos e algas.

Classificação das micoses (Odds e cols.)

I. Micoses superficiais

II. Micoses profundas

III. AcƟnomicoses e nocardioses

IV. Prototecoses e infecções por Chlorella spp.

V. Infecções oportunistas

VI. Doenças respiratórias por fungos e acƟnomicetos

VII. MiceƟsmo

VIII. Micotoxicoses

12-Clarisse.indd 138

Neste Compêndio, propomos uma classificação bastante didática, que é baseada na classificação recomendada pela Sociedade Internacional de Micologia Humana e Animal

Ver todos os capítulos
Medium 9788527716109

39 Actinomicetos: Micetomas Actinomicóticos e Outras Doenças Causadas por Actinomicetos

Zaitz, Clarisse Grupo Gen PDF Criptografado

39

Actinomicetos: Micetomas

Actinomicóticos e Outras Doenças

Causadas por Actinomicetos

Ligia Rangel Barboza Ruiz

AĈęĎēĔĒĎĈĊęĔĘ

Definição

Inicialmente, os actinomicetos patogênicos ao homem eram tidos como fungos; mais tarde, passaram a ser considerados micro-organismos de transição entre bactérias e fungos, e hoje são classificados na ordem Actinomycetales, juntamente com o grupo das bactérias corineformes do Reino Monera.1

A constituição da parede celular (ácido murâmico, ácido glutâmico e glucosamina), a ausência de membrana nuclear e de mitocôndria, o diâmetro de 0,5 a 1 µm e a sensibilidade aos antibióticos definem os actinomicetos como bactérias e não como fungos.

São micro-organismos Gram-positivos e não álcool-acidorresistentes, exceção feita a

Nocardia asteroides, que o é parcialmente.2

A classificação taxonômica dos actinomicetos baseia-se na constituição de ácidos dicarboxílicos em sua parede celular e na presença de determinados açúcares, constituindo 4 grupos:2

Ver todos os capítulos
Medium 9788527716109

42 Terapêutica em Micologia Médica

Zaitz, Clarisse Grupo Gen PDF Criptografado

42

Terapêutica em Micologia Médica

Rosane Orofino-Costa • Ígor Brum Cursi • Maria de Lourdes Palermo Fernandes Neves

GĊēĊėĆđĎĉĆĉĊĘ

O primeiro medicamento de uso sistêmico empregado no tratamento das micoses foi o iodeto de potássio em solução saturada, no início do século passado. Durante quase um século, não se dispunha de medicamentos antifúngicos específicos (antibióticos ou quimioterápicos). Nos anos 1950, foram introduzidas a anfotericina B, a griseofulvina e a nistatina.

Só no final da década de 1970, antifúngicos de maior espectro de ação que podiam ser administrados por via oral foram introduzidos no mercado, como, por exemplo, o cetoconazol.

No final da década de 1980, surgiram as alilaminas e os triazólicos (derivados azólicos de

2a geração). Na virada do século, introduziram-se outros grupos farmacológicos, como as equinocandinas, além dos derivados azólicos de 3a geração, como voriconazol, posaconazol e ravuconazol. Ainda hoje, o arsenal terapêutico para as micoses é pequeno se comparado aos antibióticos, e restringe-se a poucos grupos farmacológicos, embora as micoses estejam aumentando na população, seja ela imu-

Ver todos os capítulos
Medium 9788527716109

3 Técnicas para Diagnóstico Precoce das Infecções por Leveduras do Gênero Candida

Zaitz, Clarisse Grupo Gen PDF Criptografado

3

Técnicas para Diagnóstico Precoce das Infecções por Leveduras do Gênero Candida

Claudete Rodrigues Paula • Luciana da Silva Ruiz

As peculiaridades apresentadas por diferentes espécies de Candida spp., do ponto de vista epidemiológico, justificam a necessidade de identificarem-se as leveduras ao nível de espécie quando tais micro-organismos estão associados a doenças sistêmicas. A identificação de leveduras é etapa fundamental para a monitorização das taxas de infecção hospitalar, bem como para a identificação precoce de surtos de infecções por Candida.

Além disso, certas espécies são comumente associadas a resistência antifúngica. Resistência a anfotericina B tem sido demonstrada em

C. lusitaniae e em outras espécies de Candida tais como C. guilliermondii, C. inconspicua, C. kefyr e C. rugosa. Adicionalmente, resistência a azóis (como por exemplo o f luconazol) tem sido demonstrada repetidamente em C. glabrata e C. krusei, bem como uma resistência adquirida em C. dubliniensis. Uma suscetibilidade reduzida aos novos antifúngicos (como por exemplo as equinocandinas) também tem sido observada em espécies tais como C. guilliermondii e C. parapsilosis. Assim, para

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Yu Luis Marques Igor Denizarde Bacelar Costa Maristela Carvalho Da Burdmann Emmanuel (38)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788527729772

13. Nefrotoxicidade Induzida por Drogas

YU, Luis; MARQUES, Igor Denizarde Bacelar; COSTA, Maristela Carvalho da; BURDMANN, Emmanuel Grupo Gen PDF Criptografado

13

Nefrotoxicidade Induzida por Drogas

Eduardo Homsi

Introdução

A nefrotoxicidade provocada por drogas usadas para fins diagnósticos, terapêuticos ou “recreacionais” participa da patogênese da lesão renal aguda

(LRA) em cerca de 20% dos casos, principalmente nos casos de LRA hospitalar. As alterações renais provocadas por drogas podem decorrer de um ou mais diferentes mecanismos de agressão, como lesão tubular direta, alterações da hemodinâmica glomerular que reduzem a pressão de filtração no capilar glomerular, nefrite intersticial aguda alérgica, ou em resposta imunológica decorrente de ativação antigênica por interação de medicamentos com proteí­nas tissulares renais, depósito intratubular de cristais decorrentes da precipitação de certos fármacos nos túbulos distais, levando à obstrução tubular, microangiopatia trombótica glomerular e, finalmente, rabdomió­lise induzida por drogas com consequente mioglobinúria, que pode ocasionar lesão tubular aguda.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527729772

30. Diálise em Unidade de Terapia Intensiva | Prescrição e Dose Adequadas

YU, Luis; MARQUES, Igor Denizarde Bacelar; COSTA, Maristela Carvalho da; BURDMANN, Emmanuel Grupo Gen PDF Criptografado

30

Diá­lise em Unidade de

Terapia Intensiva |

Prescrição e Dose

Adequadas

Deane Cedraz Carneiro e Etienne Maria Vasconcellos de Macedo

Introdução

Nos últimos anos, os avanços na medicina intensiva e na tecnologia em diá­lise, como o uso de membranas biocompatíveis de alto fluxo e terapias con­tí­nuas, proporcionaram melhorias no cuidado geral dos pacientes críticos com lesão renal aguda (LRA). Alguns estudos mais recentes já foram capazes de demons­ trar uma tendência à queda da mortalidade dos pacientes com LRA, inclusive com LRA dialítica.1 Contudo, a taxa permanece bastante elevada e, por isso, mudanças nas práticas de diá­lise, como o momento ­ideal para iniciar a terapia renal substitutiva (TRS), a modalidade dialítica utilizada e a dose de diá­lise ne­ cessária para melhorar desfechos clínicos em pacientes críticos, permanecem como assuntos de intenso debate.

A heterogeneidade da população e dos tratamentos dialíticos nos pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI) tem mostrado a impor­ tância da quantificação da dose de diá­lise que é ofertada a esses pacientes.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527729772

8. Biomarcadores na Lesão Renal Aguda

YU, Luis; MARQUES, Igor Denizarde Bacelar; COSTA, Maristela Carvalho da; BURDMANN, Emmanuel Grupo Gen PDF Criptografado

8

Biomarcadores na

Lesão Renal Aguda

Fernanda Oliveira Coelho, Tiago Lemos Cerqueira e

Lilian Pires de Freitas do Carmo

Introdução

A lesão renal aguda (LRA) é uma síndrome de origem multifatorial e complexa, relacionada com alta morbimortalidade. Está associada a vários fatores etiológicos e a diversas manifestações, desde uma elevação mínima da creatinina plasmática até a necessidade de diá­lise. Por muito tempo, a falta de uniformidade dos critérios diagnósticos impediu um conhecimento exato sobre sua incidência e mortalidade, dificultando a comparação entre os estudos e o estabelecimento de uma terapêutica precoce.

Para tentar estabelecer padrões uniformes de diagnóstico e classificação da LRA, o grupo Acute Dialysis Quality Initiative (ADQI) publicou em 2004 a classificação de RIFLE (risk, injury, failure, loss and end-stage kidney disease), a qual definia três classes de gravidade da LRA (risco, lesão e falência) e duas classes prognósticas. A gravidade era ba­sea­da em três critérios: aumento relativo da creatinina sérica (CrS); queda da taxa de filtração glomerular (TFG); e diminuição do fluxo urinário (Figura 8.1).

Ver todos os capítulos
Medium 9788527729772

18. Lesão Renal Aguda no Paciente Oncológico

YU, Luis; MARQUES, Igor Denizarde Bacelar; COSTA, Maristela Carvalho da; BURDMANN, Emmanuel Grupo Gen PDF Criptografado

18

Lesão Renal Aguda no

Paciente Oncológico

Elerson Carlos Costalonga, Verônica Torres da Costa e Silva,

Renato Antunes Caires e James Hung

Introdução

A lesão renal aguda (LRA) é uma complicação grave, relativamente comum e com impacto na morbidade e mortalidade de pacientes com câncer. Estimase que o risco de LRA (definido como aumento > 50% da creatinina sérica) durante o 1º e o 5º ano após o diagnóstico do câncer seja de 17,5 e 25%, respectivamente. A incidência varia conforme o tipo de câncer e é maior em pacientes com câncer renal, tumores do trato geniturinário, hepático e neo­pla­sias hematológicas. A mortalidade dos pacientes com LRA dialítica em unidades de terapia intensiva (UTI) varia, em alguns estudos, entre 72 e 85%.

Os dados disponíveis apontam que a sobrevida de pacientes oncológicos com LRA dialítica na UTI é similar à dos pacientes sem neo­pla­sias. Vale ressaltar que, além das complicações inerentes à disfunção renal, a redução da taxa de filtração glomerular pode limitar ou mesmo contraindicar o tratamento quimioterápico otimizado.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527729772

24. Agentes Antioxidantes e Antiapoptóticos na Prevenção e no Tratamento da LRA em UTI

YU, Luis; MARQUES, Igor Denizarde Bacelar; COSTA, Maristela Carvalho da; BURDMANN, Emmanuel Grupo Gen PDF Criptografado

24

Agentes Antioxidantes e

Antiapoptóticos na

Prevenção e no Tratamento da LRA em UTI

Camila Eleuterio Rodrigues e Maria Heloisa Massola Shimizu

Introdução

Os estímulos que alteram o estado redox das células levam ao aparecimento de radicais livres e, consequentemente, à ativação de vias de estresse oxidativo celular, que culminam na ativação de vias inflamatórias e, muitas vezes, resultam na ativação de vias pró-apoptóticas e em morte celular. Do mesmo modo, estímulos que desencadeiam a apoptose podem intensificar os mecanismos de estresse oxidativo (a ativação do gene pró-apoptótico Puma, por exemplo, pode agravar a geração de espécies reativas de oxigênio; Figura 24.1). Diversas são as lesões que desencadeiam essa resposta, sendo a lesão renal aguda (LRA) comumente resultado de vários fatores que desencadeiam essa cascata. A perda de função renal que se percebe na clínica é, em geral, o resultado de diversas lesões, subsequentes e cumulativas. Os mecanismos que levam à LRA podem incluir uma ampla rede de vias de sinalização celular e são originados por meio de citocinas e quimiocinas inflamatórias, espécies reativas de oxigênio e fatores apoptóticos. Atualmente, sabe-se que a produção de espécies reativas de oxigênio pela alteração do estado redox desempenha papel central na patogênese de muitas formas de LRA.

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Yonamine Glauce Hiromi Et Al (7)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788520433188

7. Cuidado com a higiene no armazenamento e preparo dos alimentos

YONAMINE, Glauce Hiromi…[et al.]. Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO 7

Cuidados com a higiene no armazenamento e preparo dos alimentos

Karina Gama dos Santos

Érika Lopes Galvão de Azevedo

Glauce Hiromi Yonamine

Andréa Gislene do Nascimento

A fase de introdução da alimentação complementar pode ser de alto risco para a criança, se não forem tomados os vários cuidados em relação à higiene durante o preparo e a oferta da alimentação, pois os bebês são mais vulneráveis a doenças.

Armazenamento

Os alimentos que serão oferecidos à criança devem ser guardados em recipientes limpos, em local seco e fresco, tampados e longe do contato de moscas ou outros insetos, animais e poeira.

• Não armazene alimentos descobertos no freezer ou na geladeira.

• Não deixe os alimentos prontos na temperatura ambiente, ou seja, fora da geladeira, pois isso favorece a contaminação.

• Quando você comprar uma fruta que ainda não está madura, deixe-a na fruteira até estar madura o suficiente. Evi•

37

Ver todos os capítulos
Medium 9788520433188

4. Alimentação complementar

YONAMINE, Glauce Hiromi…[et al.]. Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO 4

Alimentação complementar

Érika Lopes Galvão de Azevedo

Karina Gama dos Santos

Glauce Hiromi Yonamine

Ana Paula Alves da Silva

Quais alimentos devo usar no suco, na papa de fruta e na sopa ou papa salgada?

Suco e papa de fruta: a criança pode comer todo tipo de fruta. Escolha as frutas da época e da região, pois, além de serem mais baratas, são mais saborosas. Quando for comprar frutas para os sucos ou papas do seu filho, escolha as que não apresentem partes moles, batidas ou perfuradas.

Dê preferência às frutas naturalmente doces (laranja, maçã, pera, mamão, banana, melancia, melão, pêssego, manga), pois não precisam ser adoçadas e, assim, o bebê perceberá melhor o sabor da fruta. Lembre-se de que a criança não conhece o sabor adocicado e, por isso, não precisará de açúcar.

Ofereça uma fruta de cada vez. Se for usar mais de uma fruta na mesma refeição, coloque-as separadas no prato e ofereça-as separadamente, para que a criança identifique o sabor de cada uma. Quando seu filho já conhecer o sabor de diferentes frutas, você poderá misturar duas ou três na mesma papa.

25

Ver todos os capítulos
Medium 9788520433188

2. Aleitamento artificial

YONAMINE, Glauce Hiromi…[et al.]. Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO 2

Aleitamento artificial

Daniela Ikeuti

Patrícia Zamberlan

Introdução

O leite materno é, indiscutivelmente, o alimento que melhor atende às necessidades nutricionais do recém-nascido e do lacten­te. Entretanto, é sabido que existem algumas situações em que o aleitamento materno não é possível. Nessas situações, indica-se o aleitamento artificial, ou seja, o

­aleitamento feito com outro leite que não o humano (materno). Recomenda-se, preferencialmente, a utilização de fórmulas infantis (fórmulas lácteas modificadas).

O que são fórmulas infantis?1

São formulações à base de leite de vaca modificado, produzidas industrialmente para atender às necessidades nutricio­ nais dos recém-nascidos e lactentes.

É importante não confundir leite de vaca em pó destinado a crianças com fórmulas infantis. O termo fórmula infantil para lactentes deve estar declarado no rótulo.

1

7

8

ALIMENTAÇÃO NO PRIMEIRO ANO DE VIDA

Ver todos os capítulos
Medium 9788520433188

6. Dicas para o sucesso da introdução da alimentação complementar

YONAMINE, Glauce Hiromi…[et al.]. Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO 6

Dicas para o sucesso da introdução da alimentação complementar

Karina Gama dos Santos

Érika Lopes Galvão de Azevedo

Glauce Hiromi Yonamine

Patrícia Azevedo de Lima

Cardápio variado e colorido: estimule seu filho a comer diariamente frutas, verduras e legumes, para que ele receba vitaminas, minerais e fibras, para ficar bem nutrido e crescer.

O cardápio muito repetitivo pode levar a criança a ter deficiência de alguns nutrientes (vitaminas, ferro e outros), não ter um bom apetite e deixá-la fraca. Não deixe de levar em conta o sabor, a cor e o aroma dos alimentos que vai oferecer ao seu filho, pois ele está desenvolvendo suas preferências e precisa conhecer diferentes sabores. O prato colorido atrai a atenção e o apetite da criança.

Alimentos preferidos: conforme o seu filho for conhecendo os novos alimentos, ele terá suas preferências. Sempre que for possível, ofereça seus alimentos preferidos junto com os rejeitados, para que ele aceite os alimentos novos com mais facilidade.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520433188

3. Esquema alimentar no primeiro ano de vida

YONAMINE, Glauce Hiromi…[et al.]. Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO 3

Esquema alimentar no primeiro ano de vida

Érika Lopes Galvão de Azevedo

Karina Gama dos Santos

Glauce Hiromi Yonamine

Patrícia Azevedo de Lima

Introdução

Se a criança estiver em aleitamento materno ou usando fórmula infantil, a introdução de sucos e papa salgada deverá ser feita no sexto mês. Caso a criança seja alimentada com leite de vaca, a introdução da alimentação complementar será feita a partir do segundo mês.

Se o bebê for alimentado com leite materno ou fórmula infantil…

Por que agora meu filho precisa de outros ­alimentos e não só do leite materno ou da fórmula infantil?

Quando seu bebê atinge o sexto mês de vida, o processo de crescimento se acelera e ele precisa comer outros alimentos, porque o leite materno ou a fórmula infantil já não dão mais conta de alimentá-lo adequadamente. Porém, o leite materno ou a fórmula não devem ser trocados por essas novas refeições. Se o bebê estiver em aleitamento materno, o ideal é mantê-lo até os dois anos.

19

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Carregar mais