Zukerman Eliova El At (19)
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15. A terapia ocupacional e a psicologia na reabilitação do paciente com AVC

ZUKERMAN, Eliova…[el at.]. Editora Manole PDF Criptografado

15

A terapia ocupacional e a psicologia na reabilitação do paciente com AVC

Maria Teresa Augusto Ioshimoto

Maria Christina Fleury

Paula Adriana Rodrigues de Gouveia

Camila da Veiga Prade

Cristiane Isabela de Almeida

Terapia Ocupacional

O processo da terapia ocupacional (TO) deve ser iniciado já na fase de hospitalização. Após o período de internação, o paciente deve ser encaminhado para a reabilitação e orientado quanto ao tratamento domiciliar. A intervenção da TO, em qualquer uma dessas circunstâncias, é fundamental para que a recuperação ocorra de forma satisfatória. Através da utilização de recursos como análise e organização da rotina ocupacional (hábitos e papéis ocupacionais), treino em atividades graduadas e adaptadas, estimulação sensório-motora e perceptocognitiva, tecnologia assistiva (órteses, adequação postural e ambiental), é possível atuar nas

áreas de desempenho ocupacional (autocuidado, atividades instrumentais, trabalho, lazer e participação social), com o objetivo de proporcionar independência, autonomia e máxima recuperação e adaptação.

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18. Gerenciamento de casos de pacientes com AVC

ZUKERMAN, Eliova…[el at.]. Editora Manole PDF Criptografado

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Gerenciamento de casos de pacientes com AVC

Monique Bueno Alves

Sílvia de Barros Ferraz

Carolina Engelsmann

Tania Ol iveira Lopes

Introdução

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental, social, e não meramente a ausência de uma doença ou enfermidade. A manutenção e a promoção da saúde baseiam-se na compreensão do conhecimento psicossocial, cultural e econômico do paciente até as mudanças produzidas pela doença. Os profissionais de saúde devem conhecer os fatores de risco reais e potenciais que predispõem um indivíduo ou um grupo a uma doença.

A ciência, com constantes pesquisas e geração de novos conhecimentos, tem contribuído para garantir intervenções mais adequadas e o alcance de resultados estabelecidos. A assistência de enfermagem orientada para promoção da saúde e prevenção de doenças pode ser compreendida, em termos de atividades, em três diferentes níveis. Esses níveis compreendem medidas preventivas primárias, secundárias e terciárias:

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6. Protocolo de tratamento com trombólise intra-arterial no AVCI

ZUKERMAN, Eliova…[el at.]. Editora Manole PDF Criptografado

6

Protocolo de tratamento com trombólise intra-arterial no AVCI

Mario Sergio Duarte Andrioli

Eduardo Noda Kihara

A trombólise intra-arterial (IA) justifica-se pela maior concentração de trombolítico que reage com o trombo, uma vez que é administrado diretamente em seu interior através de microcateterismo. Ainda que não existam observações controladas, acredita-se que em casos de obstrução de grandes vasos, há uma recanalização mais frequente após a trombólise

IA do que após o tratamento trombolítico endovenoso. De todo modo, mesmo a trombólise IA pode levar até 2 horas para dissolver completamente um trombo, o que levou ao desenvolvimento de técnicas para otimizar sua eficácia, bem como ao desenvolvimento de tecnologias e técnicas de recanalização mecânica. A trombólise IA pode ter sua efetividade aumentada com uso de técnicas associadas como a fragmentação mecânica do trombo com fio-microguia, que aumenta a superfície do trombo exposto ao trombolítico, e a utilização de outros meios mecânicos como a microangioplastia do trombo ou sua remoção (total ou parcial) com dispositivos apropriados. O uso de stents específicos para implante nos vasos intracranianos também aumenta o sucesso das recanalizações.

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4. Trials do tratamento agudo do AVCI

ZUKERMAN, Eliova…[el at.]. Editora Manole PDF Criptografado

4

Trials do tratamento agudo do AVCI

Mario Sergio Duarte Andrioli

Eduardo Noda Kihara

Thaís Soares Cianciarullo Minett

O acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) é uma doença na qual o paciente desenvolve alterações neurológicas focais, de instalação súbita, causadas pela obstrução ou oclusão de uma ou mais artérias cerebrais. A redução do fluxo sanguíneo no território vascular acometido, com consequente diminuição da oferta de oxigênio e nutrientes ao tecido envolvido, desencadeia a perda das funções do mesmo por falta de energia. A tal fenômeno dá-se o nome de isquemia. Se a isquemia for prolongada e/ou intensa a ponto de causar também a morte celular, ocorrerá necrose tecidual com perda irreversível das funções.

A obstrução ou a oclusão podem ocorrer por lesão na própria parede arterial ou por formação de coágulo em qualquer outro local do sistema circulatório, que pode se fragmentar e/ou se soltar, sendo carregado pelo fluxo circulatório. A esse fragmento livre na circulação dá-se o nome de êmbolo. Um êmbolo pode alcançar uma artéria cujo calibre seja parecido com as suas dimensões causando a sua obstrução. A estagnação do fluxo a montante associada à lesão endotelial no ponto de impactação do êmbolo causa ativação plaquetária e das proteínas do sistema de coagulação formando um trombo secundário. Esses fenômenos são o tromboembolismo.

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12. Protocolos clínicos de suporte para o paciente com AVC

ZUKERMAN, Eliova…[el at.]. Editora Manole PDF Criptografado

12

Protocolos clínicos de suporte para o paciente com AVC

Monique Bueno Alves

Marcelino de Souza Durão Júnior

Antonio Capone Neto

Ruy Guilherme Rodrigues Cal

Alexandre Rodrigues Marra

Ana Cláudia Ferraz de Almeida

Este capítulo aborda os principais protocolos clínicos de suporte para o tratamento do paciente neurológico.

Nomograma de Heparina para pacientes neurológicos

Doses fixas de heparina podem levar a estados de coagulação variáveis; dependendo do paciente, vários fatores estão envolvidos nesta terapia que intervêm na meia-vida da droga. Clinicamente, esses fatores dificultam o objetivo terapêutico atingindo níveis inferiores ou superiores de anticoagulação.

O risco de sangramentos é controverso, estudos não demonstraram que o risco de sangramento ocorre com maior frequência, porém pacientes com subdose apresentam eventos embólicos recorrentes. Portanto, um método para controle fidedigno da anticoagulação, evitando doses não terapêuticas oferece benefícios para a prática da terapia endovenosa de heparina.

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Zatsiorsky Vladimir M (30)
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Medium 9788527723671

4 Ação Muscular Excêntrica no Esporte e no Exercício

ZATSIORSKY, Vladimir M. Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 4

Ação Muscular Excêntrica no

Esporte e no Exercício

B.I. PRILUTSKY

Definições de ação muscular excêntrica, trabalho negativo e potência

No esporte e no exercício, bem como na vida diária, as pessoas realizam movimentos por intermédio da ativação de músculos esqueléticos. Dependendo de o músculo ativo encurtar-se, alongar-se ou manter-se em comprimento constante, três tipos principais de ação muscular podem ser distinguidos: concêntrico, excêntrico e isométrico. Estes três tipos de ação muscular são freqüentemente chamados de contração concêntrica, contração excêntrica e contração isométrica. Esta última terminologia pode ser confusa porque o termo “contração” tem o significado de encurtamento. Portanto, neste capítulo, a terminologia inicial proposta por Cavanagh (1988) — ações musculares concêntrica, excêntrica e isométrica — é a adotada.

O músculo estará atuando excentricamente se ele estiver ativo (isto é, produz força ativa enquanto se opõe a uma força passiva, ver Cap. 2) e o seu comprimento estiver aumentando em resposta a forças externas (por exemplo, peso do corpo, força produzida por outros músculos, etc.). Do mesmo modo, o músculo estará atuando concentricamente se ele estiver ativo e se encurtando. Quando o comprimento do músculo ativo não se pode encurtar devido a forças externas e se mantém constante, o músculo realiza uma ação isométrica.

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17 Determinantes da Execução Bem-sucedida do Salto com Esquis

ZATSIORSKY, Vladimir M. Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 17

Determinantes da Execução

Bem-sucedida do Salto com Esquis

P.V. KOMI E M. VIRMAVIRTA

Introdução

Salto com esquis é um esporte excitante que requer habilidades complexas e envolve várias fases — aproximação, propulsão, vôo e preparação para aterrizagem — cada uma das quais tem importância para o comprimento do salto. Em geral a execução inclui tanto fatores balísticos quanto aerodinâmicos (Fig. 17.1).

Os fatores balísticos incluem a velocidade e a posição de liberação a partir da rampa de propulsão, ao passo que os fatores aerodinâmicos durante a propulsão e o vôo influenciam as propriedades de deslizamento do sistema saltador/esqui (velocidade, trajes, área de superfície, postura do saltador/esqui, turbulência e forças de resistência e de elevação). É importante perceber que tanto os fatores balísticos quanto os aerodinâmicos exigem necessidades especiais do saltador, de modo que ele possa maximizar de modo ótimo a elevação vertical e minimizar as forças de arrasto.

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2 Propriedades Mecânicas e Desempenho nos Músculos Esqueléticos

ZATSIORSKY, Vladimir M. Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 2

Propriedades Mecânicas e Desempenho nos Músculos Esqueléticos

W. HERZOG

Introdução

As propriedades mecânicas do músculo esquelético determinam seu desempenho. Propriedades mecânicas são definidas aqui como aquelas propriedades do músculo esquelético que podem ser medidas por parâmetros derivados da mecânica: força, comprimento, velocidade, trabalho e potência. O desempenho alcançado em muitos esportes depende, em grande parte, destes parâmetros, por exemplo, da força que um atleta consegue produzir ou da velocidade que consegue alcançar ou imprimir em um equipamento. As articulações humanas são tipicamente cruzadas por muitos músculos; portanto, o desempenho atlético depende, tipicamente, das propriedades de muitos músculos, bem como de sua exata coordenação. A coordenação é definida aqui como a interação de força-tempo dos músculos que contribuem para um movimento e, conseqüentemente, em razão da geometria do sistema musculoesquelético, do momento-tempo destes músculos relacionados às articulações. A coordenação dos músculos é extremamente importante para atingir movimentos precisos ou movimentos que maximizem o trabalho executado ou a força produzida, características que são de significância primária para o desempenho ótimo em muitos esportes. Entretanto, a coordenação dos músculos é mais um tópico de controle motor do que mecânico; somente será incluído neste capítulo quando necessário para esclarecimento.

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25 Carga no Sistema Musculoesquelético Durante a Aterrissagem

ZATSIORSKY, Vladimir M. Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 25

Carga no Sistema Musculoesquelético

Durante a Aterrissagem

J.L. MCNITT-GRAY

Este capítulo está dividido em quatro sessões. A primeira introduz a necessidade de avaliar a carga no sistema musculoesquelético com relação à resposta das estruturas musculoesqueléticas ao estresse. A segunda sessão provê uma visão geral de como o objetivo mecânico da tarefa, a estratégia auto-selecionada de aterrissagem do indivíduo e as propriedades da superfície de aterrissagem influenciam a carga no sistema musculoesquelético. A sessão seguinte discute as forças de reação, a cinemática, a cinética articular e a eletromiografia (EMG), quantificadas durante a atividade de aterrissagem realizada com uma variedade de tarefas, sujeitos e condições de superfície, para prover uma visão da carga no sistema musculoesquelético no corpo todo e em níveis articulares. Além disso, são fornecidos dados de exemplos para ilustrar como os sujeitos se preparam para o contato e para o controle de momentos gerados pela força de reação durante aterrissagens realizadas inicialmente com o pé. A sessão final resume alguns fatores que atletas, técnicos e treinadores necessitam considerar quando se realiza uma tentativa de equilibrar a carga durante uma aterrissagem e a resposta das estruturas musculoesqueléticas ao estresse.

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19 O Vôo de Projéteis no Esporte

ZATSIORSKY, Vladimir M. Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 19

O Vôo de Projéteis no Esporte

M. HUBBARD

A teoria sem o experimento é vã; o experimento sem a teoria

é cego.

Introdução

Muitos esportes envolvem o vôo de objetos, em geral bolas ou outros implementos e, às vezes, até mesmo os próprios atletas.

Este capítulo define e descreve os princípios e as características mais importantes de tal vôo a partir de um ponto de vista geral, freqüentemente ilustrando esses princípios gerais com exemplos específicos. Freqüentemente também, em esportes, a natureza competitiva da atividade implica que alguma característica da trajetória, por exemplo extensão ou tempo no ar, deve ser maximizada. Desta maneira, abordamos muito do capítulo a partir deste ponto de vista, questionando e respondendo a perguntas tais como qual a extensão máxima ou outras condições ótimas que podem ser alcançadas.

Desta forma, estamos interessados principalmente no vôo em si e nos seus determinantes, praticamente não importando como o objeto é lançado no ar pelas ações musculares de lançamento, batida, chute ou salto do atleta. Estaremos assim focalizando a sensitividade do vôo para condições de liberação que podem ser afetadas pelo atleta, porém não especificamente como elas podem ser realizadas. Mais adiante, consideraremos somente efeitos periféricos ou outros de segunda ordem sobre os quais o atleta tem pouco ou nenhum controle, incluindo parâmetros atmosféricos tais como o vento, umidade, temperatura ou pressão. A justificativa é que um entendimento amplo do vôo do projétil é mais claramente obtido pela limitação do sujeito à sua essência, e mesmo se os efeitos de segunda ordem forem considerados, eles têm pouco efeito prático, visto que o atleta pode fazer pouco ou nada para assegurar a existência de tais efeitos.

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Zaitz Clarisse (44)
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Medium 9788527716109

38 Peniciliose

ZAITZ, Clarisse Grupo Gen PDF Criptografado

38

Peniciliose

Clarisse Zaitz

IēęėĔĉĚİģĔ

Penicillium spp. são fungos filamentosos septados hialinos, pertencem à classe Hyphomycetes e estão amplamente distribuídos na natureza. São fungos sapróbios, ou por vezes parasitam vegetais. Em raras porém crescentes ocasiões, estão envolvidos em infecção humana e animal.

São considerados fungos contaminantes, e, quando sua dispersão é feita pelo ar atmosférico, são também chamados de fungos anemófilos. Além de serem importantes como contaminantes de substratos diversos, são responsáveis por desencadear alergias respiratórias, asma brônquica e rinites alérgicas, e, eventualmente, são agentes primários de micoses denominadas hialo-hifomicoses.

Uma única espécie de Penicillium – Penicillium marneffei – apresenta dimorfismo térmico e é geograficamente restrita. Por suas características particulares, a peniciliose por

Penicillium marneffei não é uma hialo-hifomicose, pois seu agente é um fungo dimórfico patogênico por natureza.

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41 Prototecose

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41

Prototecose

Lígia Rangel B. Ruiz

IēęėĔĉĚİģĔ

Ficologia médica é o estudo das algas que provocam doença no homem e nos animais. As algas procariotas são representadas pelas algas azuis da divisão Cyanophyta. Sua importância na medicina está restrita a toxicidade quando há ingestão de água contaminada. Já as algas eucariotas são representadas por várias divisões, com destaque maior para a Clorophyta, em que estão as algas verdes (Chlorella) e as aclorofiladas (Prototheca). Infecções localizadas ou sistêmicas têm sido descritas, principalmente pelo gênero Prototheca.

Prototecoses são infecções causadas por algas do gênero Prototheca, família Chlorellaceae. As prototecas diferenciam-se das clorelas pela ausência de cloroplastos e grânulos citoplasmáticos. São, portanto, aclorofiladas, heterotróficas, e requerem fontes externas de

C e N. A prototecose afeta homens e animais, localizando-se com maior frequência em pele e subcutâneo e podendo haver disseminação sistêmica. Evidências morfológicas e imuno-

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3 Técnicas para Diagnóstico Precoce das Infecções por Leveduras do Gênero Candida

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3

Técnicas para Diagnóstico Precoce das Infecções por Leveduras do Gênero Candida

Claudete Rodrigues Paula • Luciana da Silva Ruiz

As peculiaridades apresentadas por diferentes espécies de Candida spp., do ponto de vista epidemiológico, justificam a necessidade de identificarem-se as leveduras ao nível de espécie quando tais micro-organismos estão associados a doenças sistêmicas. A identificação de leveduras é etapa fundamental para a monitorização das taxas de infecção hospitalar, bem como para a identificação precoce de surtos de infecções por Candida.

Além disso, certas espécies são comumente associadas a resistência antifúngica. Resistência a anfotericina B tem sido demonstrada em

C. lusitaniae e em outras espécies de Candida tais como C. guilliermondii, C. inconspicua, C. kefyr e C. rugosa. Adicionalmente, resistência a azóis (como por exemplo o f luconazol) tem sido demonstrada repetidamente em C. glabrata e C. krusei, bem como uma resistência adquirida em C. dubliniensis. Uma suscetibilidade reduzida aos novos antifúngicos (como por exemplo as equinocandinas) também tem sido observada em espécies tais como C. guilliermondii e C. parapsilosis. Assim, para

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42 Terapêutica em Micologia Médica

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42

Terapêutica em Micologia Médica

Rosane Orofino-Costa • Ígor Brum Cursi • Maria de Lourdes Palermo Fernandes Neves

GĊēĊėĆđĎĉĆĉĊĘ

O primeiro medicamento de uso sistêmico empregado no tratamento das micoses foi o iodeto de potássio em solução saturada, no início do século passado. Durante quase um século, não se dispunha de medicamentos antifúngicos específicos (antibióticos ou quimioterápicos). Nos anos 1950, foram introduzidas a anfotericina B, a griseofulvina e a nistatina.

Só no final da década de 1970, antifúngicos de maior espectro de ação que podiam ser administrados por via oral foram introduzidos no mercado, como, por exemplo, o cetoconazol.

No final da década de 1980, surgiram as alilaminas e os triazólicos (derivados azólicos de

2a geração). Na virada do século, introduziram-se outros grupos farmacológicos, como as equinocandinas, além dos derivados azólicos de 3a geração, como voriconazol, posaconazol e ravuconazol. Ainda hoje, o arsenal terapêutico para as micoses é pequeno se comparado aos antibióticos, e restringe-se a poucos grupos farmacológicos, embora as micoses estejam aumentando na população, seja ela imu-

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22 Micetomas Eumicóticos

ZAITZ, Clarisse Grupo Gen PDF Criptografado

SEÇÃO 5

FĚēČĔĘ ĈĔĒ CĆėĆĈęĊėŃĘęĎĈĆĘ PĆėęĎĈĚđĆėĊĘ

22

Micetomas Eumicóticos

Ligia Rangel Barboza Ruiz

IēęėĔĉĚİģĔ

Micetoma é infecção crônica de pele e tecido subcutâneo, causada pela inoculação direta do agente por trauma. Clinicamente, caracteriza-se pela tríade aumento de volume do membro ou região afetada, formação de fístulas e drenagem de grãos. Os agentes etiológicos dos micetomas são os actinomicetos

(actinomicetomas) e os fungos (micetomas eumicóticos ou eumicetomas).1,2 O micetona eumicótico é infecção em que predominam fibrose e fistulização, com escassa drenagem de pus. Afeta mais os pés, e não há comprometimento do estado geral.

HĎĘęŘėĎĈĔ

Em 1842, John Gill descreveu clinicamente o

“pé de Madura” na região de Madura, Índia.

O termo micetoma foi utilizado pela primeira vez em 1860, por Vandyke Carter,3 para denominar tumores produzidos por fungos.

Somente em 1913 Pinoy4 fez a diferenciação

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Yu Luis Marques Igor Denizarde Bacelar Costa Maristela Carvalho Da Burdmann Emmanuel (38)
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36. Assistência de Enfermagem e Atenção Multidisciplinar para o Suporte Dialítico em Unidade de Terapia Intensiva

YU, Luis; MARQUES, Igor Denizarde Bacelar; COSTA, Maristela Carvalho da; BURDMANN, Emmanuel Grupo Gen PDF Criptografado

36

Assistência de Enfermagem e Atenção Multidisciplinar para o Suporte Dialítico em

Unidade de Terapia

Intensiva

Maria Aparecida Fadil Romão e Juliana Silva de Almeida

Introdução

A lesão renal aguda (LRA) é uma síndrome que se caracteriza por uma redução abrupta, porém reversível, da função renal, mantendo-se por horas ou dias. Sua incidência em pacientes internados em unidades de terapia intensiva

(UTI) aumentou consideravelmente no Brasil na década de 2000 a 2010, acometendo 10 a 25% dos pacientes críticos. Entre os pacientes com LRA, 50 a

70% necessitam de terapia renal substitutiva (TRS), com taxa de mortalidade que varia até 90%, apesar dos avanços clínicos e tecnológicos, já que a maioria desses indivíduos tem quadro clínico grave, idade avançada, várias comorbidades, além de falência de múltiplos órgãos.

Os enfermeiros de UTI, ao identificarem os sinais e sintomas de LRA nos estágios iniciais em pacientes críticos, podem ajudar a reduzir a gravidade da lesão, contribuindo para uma intervenção mais precoce, minimizando os resultados negativos e as complicações advindas dessa patologia. Portanto, o enfermeiro necessita de domínio técnico e conhecimento da anatomia e fisiologia do sistema renal para atender os pacientes sob seus cuidados.

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16. Síndrome Hepatorrenal

YU, Luis; MARQUES, Igor Denizarde Bacelar; COSTA, Maristela Carvalho da; BURDMANN, Emmanuel Grupo Gen PDF Criptografado

16

Síndrome Hepatorrenal

José Otto Reusing Junior e Daniel Ferraz de Campos Mazo

Introdução

A síndrome hepatorrenal (SHR) é uma grave complicação da doen­ça hepática terminal que ocorre principalmente em pacientes com cirrose avançada e ascite que apresentam acen­tuada disfunção circulatória, assim como naqueles com insuficiên­cia hepática aguda.1 É caracterizada por vasoconstrição renal funcional, que leva à redução da taxa de filtração glomerular (não responsiva à reposição de volume), com mínimas anormalidades renais histológicas.2

Em pacientes com cirrose e ascite, aproximadamente 18% desenvolverão

SHR em 1 ano, e 39% em 5 anos.3,4 É a complicação da cirrose com pior prognóstico, tendo na sua apresentação clínica mais grave (SHR tipo 1) uma média de sobrevida de menos de 1 mês, caso não seja rea­li­zado transplante hepático.5

Fisiopatologia da síndrome hepatorrenal

A SHR representa o estágio mais avançado da disfunção hemodinâmica da cirrose. Essas alterações são progressivas e se iniciam precocemente, mesmo antes do aparecimento da ascite.

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5. Lesão Renal Aguda na Unidade de Terapia Intensiva

YU, Luis; MARQUES, Igor Denizarde Bacelar; COSTA, Maristela Carvalho da; BURDMANN, Emmanuel Grupo Gen PDF Criptografado

5

Lesão Renal Aguda na

Unidade de Terapia

Intensiva

Alessandra Martins Bales, Fernando de Assis Ferreira Melo,

Emmanuel A. Burdmann e Luis Yu

Introdução

A lesão renal aguda (LRA) é uma frequente e devastadora síndrome caracterizada por um súbito declínio da função renal. Clinicamente, manifesta-se pela diminuição ou perda da capacidade de manutenção do equilíbrio ácidobase e hidreletrolítico, perda da capacidade de excreção dos produtos do metabolismo nitrogenado, distúrbios no controle da pressão arterial e prejuí­zo na produção renal de hormônios. Além disso, pode evoluir para doen­ça renal crônica (DRC) e até mesmo para DRC diá­lise-dependente.1-3

A LRA é uma doen­ça complexa, pois ocorre em diferentes cenários (comunidade, hospital e unidades de terapia intensiva) e com grande diferença nas características demográficas dos pacientes.4,5 Essa complexidade também está presente na falta de homogeneidade na definição da LRA, o que contribui para a grande variação de informações epidemiológicas.6,7 Kellum et al.6 encontraram pelo menos 35 definições para a LRA.

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4. Soluções para Expansão Volêmica

YU, Luis; MARQUES, Igor Denizarde Bacelar; COSTA, Maristela Carvalho da; BURDMANN, Emmanuel Grupo Gen PDF Criptografado

4

Soluções para

Expansão Volêmica

Leandro Utino Taniguchi

Introdução

Como a fisiopatologia básica da maioria dos tipos de choque está relacionada com algum grau de redução aguda da pré-carga (sangramentos, alteração de permeabilidade capilar com extravasamento de fluidos para o interstício e/ou terceiro espaço, diurese inapropriada e/ou excessiva, vômitos, venodilatação por vasoplegia inflamatória, obstrução do retorno venoso por pneumotórax etc.), uma de suas primeiras modalidades de tratamento reside na reanimação volêmica.

A infusão de fluidos tem como objetivos: restaurar a perfusão te­ci­dual e normalizar o metabolismo oxidativo; corrigir hipovolemia absoluta e/ou relativa; e melhorar o débito cardía­co por meio do aumento da pré-carga.

Tipos de soluções para expansão volêmica

Os dois principais tipos de soluções para expansão volêmica são os cristaloides e os coloides. Soluções cristaloides são compostas, essencialmente, de partículas pequenas dissolvidas em água, o que possibilita sua passagem através do endotélio e justifica sua curta permanência intravascular. Os coloides são soluções de moléculas de grandes dimensões e pesos moleculares, o que lhes conferem a propriedade de menor permeabilidade pela barreira endotelial e maior eficácia em manter a pressão oncótica plasmática.

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19. Leptospirose na Unidade de Terapia Intensiva

YU, Luis; MARQUES, Igor Denizarde Bacelar; COSTA, Maristela Carvalho da; BURDMANN, Emmanuel Grupo Gen PDF Criptografado

19

Leptospirose na Unidade de Terapia Intensiva

Regina Célia Rodrigues de Moraes Abdulkader e Marcos Vinicius da Silva

Introdução

A leptospirose é uma zoonose encontrada em todo o mundo e de extrema gravidade no paí­s. Dados da Secretaria de Vigilância em Saú­de do Ministério da Saú­de do Brasil mostram que, de 2000 a 2011, houve uma tendência ao aumento do número de casos de leptospirose: em 2000, foram confirmados

3.487 casos; e em 2011, 4.832. O maior número de casos ocorreu nas re­giões

Sudeste e Sul. Desses casos 60% ocorreu na faixa etária entre 20 e 49 anos, 80% dos acometidos eram do sexo masculi­no e, na sua maioria, a contaminação se deu em á­ rea urbana. Cabe notar que 73% dos casos confirmados foram doentes que necessitaram de hospitalização. A prevalência no perío­do foi de

24 casos/100 mil habitantes, com uma taxa de letalidade entre 9 e 13%.

A leptospirose está distribuí­da por todo o município de São Paulo, e sua incidência aumenta no perío­do das chuvas. No perío­do seco, os locais de aparecimento dos casos coincidem com as ­áreas de piores condições de moradia e, durante o perío­do úmido, também aumentam em outros distritos, provavelmente em viturde da proximidade de rios e córregos.

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Yonamine Glauce Hiromi Et Al (7)
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6. Dicas para o sucesso da introdução da alimentação complementar

YONAMINE, Glauce Hiromi…[et al.]. Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO 6

Dicas para o sucesso da introdução da alimentação complementar

Karina Gama dos Santos

Érika Lopes Galvão de Azevedo

Glauce Hiromi Yonamine

Patrícia Azevedo de Lima

Cardápio variado e colorido: estimule seu filho a comer diariamente frutas, verduras e legumes, para que ele receba vitaminas, minerais e fibras, para ficar bem nutrido e crescer.

O cardápio muito repetitivo pode levar a criança a ter deficiência de alguns nutrientes (vitaminas, ferro e outros), não ter um bom apetite e deixá-la fraca. Não deixe de levar em conta o sabor, a cor e o aroma dos alimentos que vai oferecer ao seu filho, pois ele está desenvolvendo suas preferências e precisa conhecer diferentes sabores. O prato colorido atrai a atenção e o apetite da criança.

Alimentos preferidos: conforme o seu filho for conhecendo os novos alimentos, ele terá suas preferências. Sempre que for possível, ofereça seus alimentos preferidos junto com os rejeitados, para que ele aceite os alimentos novos com mais facilidade.

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2. Aleitamento artificial

YONAMINE, Glauce Hiromi…[et al.]. Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO 2

Aleitamento artificial

Daniela Ikeuti

Patrícia Zamberlan

Introdução

O leite materno é, indiscutivelmente, o alimento que melhor atende às necessidades nutricionais do recém-nascido e do lacten­te. Entretanto, é sabido que existem algumas situações em que o aleitamento materno não é possível. Nessas situações, indica-se o aleitamento artificial, ou seja, o

­aleitamento feito com outro leite que não o humano (materno). Recomenda-se, preferencialmente, a utilização de fórmulas infantis (fórmulas lácteas modificadas).

O que são fórmulas infantis?1

São formulações à base de leite de vaca modificado, produzidas industrialmente para atender às necessidades nutricio­ nais dos recém-nascidos e lactentes.

É importante não confundir leite de vaca em pó destinado a crianças com fórmulas infantis. O termo fórmula infantil para lactentes deve estar declarado no rótulo.

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ALIMENTAÇÃO NO PRIMEIRO ANO DE VIDA

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7. Cuidado com a higiene no armazenamento e preparo dos alimentos

YONAMINE, Glauce Hiromi…[et al.]. Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO 7

Cuidados com a higiene no armazenamento e preparo dos alimentos

Karina Gama dos Santos

Érika Lopes Galvão de Azevedo

Glauce Hiromi Yonamine

Andréa Gislene do Nascimento

A fase de introdução da alimentação complementar pode ser de alto risco para a criança, se não forem tomados os vários cuidados em relação à higiene durante o preparo e a oferta da alimentação, pois os bebês são mais vulneráveis a doenças.

Armazenamento

Os alimentos que serão oferecidos à criança devem ser guardados em recipientes limpos, em local seco e fresco, tampados e longe do contato de moscas ou outros insetos, animais e poeira.

• Não armazene alimentos descobertos no freezer ou na geladeira.

• Não deixe os alimentos prontos na temperatura ambiente, ou seja, fora da geladeira, pois isso favorece a contaminação.

• Quando você comprar uma fruta que ainda não está madura, deixe-a na fruteira até estar madura o suficiente. Evi•

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1. Aleitamento materno

YONAMINE, Glauce Hiromi…[et al.]. Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO 1

Aleitamento materno

Daniela Ikeuti

Patrícia Zamberlan

Introdução

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que todas as crianças sejam alimentadas exclusivamente com leite materno até os seis meses de vida, quando, então, deverão ser introduzidos outros alimentos.

O leite materno, além de conter todos os nutrientes que a criança precisa, também funciona como uma verdadeira vacina, protegendo-a de muitas doenças. E o mais importante: já está pronto; não precisa ser comprado nem preparado.

A amamentação deve ser incentivada até os dois anos.

O que é aleitamento materno exclusivo?

É quando a criança recebe somente leite materno, diretamente da mama ou extraído, e nenhum outro alimento (líquido ou sólido), com exceção de xaropes de vitaminas, minerais e/ou medicamentos em gotas.

Como o leite materno é recomendado até os seis meses de vida, neste período não há necessidade de oferecer água ou chás.

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4. Alimentação complementar

YONAMINE, Glauce Hiromi…[et al.]. Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO 4

Alimentação complementar

Érika Lopes Galvão de Azevedo

Karina Gama dos Santos

Glauce Hiromi Yonamine

Ana Paula Alves da Silva

Quais alimentos devo usar no suco, na papa de fruta e na sopa ou papa salgada?

Suco e papa de fruta: a criança pode comer todo tipo de fruta. Escolha as frutas da época e da região, pois, além de serem mais baratas, são mais saborosas. Quando for comprar frutas para os sucos ou papas do seu filho, escolha as que não apresentem partes moles, batidas ou perfuradas.

Dê preferência às frutas naturalmente doces (laranja, maçã, pera, mamão, banana, melancia, melão, pêssego, manga), pois não precisam ser adoçadas e, assim, o bebê perceberá melhor o sabor da fruta. Lembre-se de que a criança não conhece o sabor adocicado e, por isso, não precisará de açúcar.

Ofereça uma fruta de cada vez. Se for usar mais de uma fruta na mesma refeição, coloque-as separadas no prato e ofereça-as separadamente, para que a criança identifique o sabor de cada uma. Quando seu filho já conhecer o sabor de diferentes frutas, você poderá misturar duas ou três na mesma papa.

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