William E Prentice (15)
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Capítulo 2 - Utilizando Modalidades Terapêuticas no Processo de Cicatrização

William E. Prentice Grupo A PDF Criptografado

2

Utilizando Modalidades

Terapêuticas no Processo de Cicatrização

William E. Prentice

O B J ET I VO S k k k k

k

Após a conclusão deste capítulo, o estudante será capaz de: definir inflamação e seus sinais e sintomas associados; esclarecer como as modalidades terapêuticas devem ser utilizadas na reabilitação de várias condições; comparar os eventos fisiológicos associados com as diferentes fases do processo de cicatrização; formular um plano de como modalidades específicas podem ser utilizadas efetivamente durante cada fase de cicatrização e fornecer uma análise racional para o seu uso; identificar aqueles fatores que podem interferir no processo de cicatrização.

COMO O FISIOTERAPEUTA DEVE UTILIZAR AS

MODALIDADES TERAPÊUTICAS EM REABILITAÇÃO?

As modalidades terapêuticas, quando utilizadas de forma apropriada, podem ser ferramentas

1,2 extremamente úteis na reabilitação do paciente lesionado. Como qualquer outra ferramenta, sua eficácia é limitada pelo conhecimento, habilidade e experiência do fisioterapeuta que as utiliza. Para o fisioterapeuta competente, decisões sobre como e quando uma modalidade pode ser melhor incorporada devem ser baseadas em uma combinação de conhecimento teórico e experiência prática. Como fisioterapeuta, não se deve fazer o uso de modalidades terapêuticas aleatoriamente, nem se deve basear seu emprego naquilo que sempre foi feito antes.

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Capítulo 3 - O Papel das Modalidades Terapêuticas na Cicatrização da Ferida Cutânea

William E. Prentice Grupo A PDF Criptografado

3

O Papel das Modalidades

Terapêuticas na

Cicatrização da

Ferida Cutânea

Pamela E. Houghton

O B J ET I VO S k

k

k k

Após a conclusão deste capítulo, o estudante será capaz de: explicar as ações celulares e fisiológicas das modalidades comumente utilizadas na cicatrização da ferida. Revisar a evidência de pesquisa clínica sobre a efetividade das modalidades para feridas com cicatrização retardada ou não cicatrizadas; descrever as técnicas de aplicação, os parâmetros de estímulo e os esquemas de tratamento comumente empregados ao se tratarem feridas crônicas com essas modalidades; rever indicações, contraindicações e riscos potenciais de cada uma das modalidades; utilizar a informação fornecida neste capítulo para selecionar a melhor modalidade para um tipo particular de ferida crônica.

INTRODUÇÃO

Os processos celulares e fisiológicos desencadeados pela lesão tecidual são, muitas vezes, divididos em três fases, a saber: fases de inflamação, de proliferação e de remodelamento (consultar o Capítulo 2). Brevemente, logo após a lesão, a perda sanguínea é minimizada pelas mudanças hemostáticas que envolvem uma cascata de eventos envolvendo a plaqueta que resulta em formação de coágulo de fibrina. Os mediadores químicos liberados pela plaqueta ativada e pelo trauma mecânico atraem leucócitos, incluindo macrófagos e neutrófilos, para o local da lesão onde eles saem dos vasos sanguíneos e entram no tecido lesionado. As atividades fagocíticas dessas células inflamatórias agem para debridar material necrótico e estranho presente no tecido danificado. Os leucócitos também liberam fatores de crescimento que têm potentes propriedades mitogênicas e quimioatrativas, que são responsáveis pela mediação da migração e proliferação de fibroblastos, células endoteliais e células epiteliais. Os fibroblastos e as células endoteliais direcionam síntese de colágeno e angiogênese, respectivamente, e migração e proliferação de células epiteliais resultam na formação de uma nova barreira epidérmica. Durante a fase de remodelamento final, o turnover e a reorganização de colágeno e de outros componentes da matriz extracelular otimizam a integridade e a força do tecido e ajudam a prevenir uma futura quebra da ferida.

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Capítulo 15 - Aparelhos de Compressão Intermitente

William E. Prentice Grupo A PDF Criptografado

15

Aparelhos de

Compressão

Intermitente

Daniel N. Hooker

O B J ET I VO S k k k k

Após o término deste capítulo, o estudante será capaz de: avaliar a eficácia da compressão externa no acúmulo e na absorção de edema após uma lesão esportiva; descrever o procedimento de ajuste para compressão externa intermitente; reconhecer os efeitos que a mudança de um parâmetro pode ter sobre a redução do edema; rever as aplicações clínicas para utilização de aparelhos de compressão intermitente.

O acúmulo de edema após traumatismo é um dos sinais clínicos que merecem atenção considerável em programas de primeiros socorros e de reabilitação terapêutica. O edema é definido como a presença de quantidades anormais de líquido nos espaços de tecidos extracelulares do corpo. A compressão intermitente é uma das modalidades clínicas utilizadas para auxiliar na redução do acúmulo de edema.

Dois tipos distintos de edema tecidual estão geralmente associados à lesão. Um dos tipos é o edema articular, marcado pela presença de sangue e líquido articular acumulados dentro da cápsula articular. Esse tipo de edema ocorre imediatamente após a lesão de uma articulação. O edema articular, em geral, está dentro da cápsula articular e tem o aspecto e a textura de um balão de água. Se o edema for pressionado, o líquido se movimenta, mas retorna imediatamente após a liberação da pressão.

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Capítulo 13 - Tratamento com Laserde Baixa Potência

William E. Prentice Grupo A PDF Criptografado

13

Tratamento com Laser de Baixa Potência

Ethan Saliba e Susan Foreman-Saliba

O B J ET I VO S k k k k k k k k

Após o término deste capítulo, o estudante será capaz de: identificar os diferentes tipos de lasers; explicar os princípios físicos utilizados para se produzir luz laser; comparar as características dos lasers de baixa potência de hélio-neônio e arseneto de gálio AuAg; analisar as aplicações terapêuticas do laser na cicatrização de feridas e de tecidos moles, na redução do edema, na inflamação e na dor; demonstrar as técnicas de aplicação do laser de baixa potência; descrever a classificação dos lasers; incorporar as medidas de segurança no uso dos lasers; estar consciente das precauções e contraindicações para os lasers de baixa potência.

Laser é um acrônimo que significa light amplification of stimulated emissions of radiation (amplificação da luz por estimulação da emissão de radiação).

Apesar da imagem apresentada em filmes de ficção científica, os lasers oferecem valiosas aplicações nos campos industrial, militar, científico e médico. Einstein, em 1916, foi o primeiro a postular os teoremas que conceitualizam o desenvolvimento dos lasers. O primeiro trabalho feito com radiação eletromagnética amplificada tratava de amplificação de micro-ondas por estimulação da emissão de radiação (masers). Em 1955, Townes e Schawlow mostraram que era possível produzir emissão estimulada de micro-ondas além da região óptica do espectro eletromagnético.

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Capítulo 9 - Crioterapia e Termoterapia

William E. Prentice Grupo A PDF Criptografado

9

Crioterapia e

Termoterapia

William E. Prentice

O B J ET I VO S k k k k k k

Após o término deste capítulo, o estudante será capaz de: explicar por que a crioterapia e a termoterapia são mais bem classificadas como modalidades de energia térmica; diferenciar entre os efeitos fisiológicos do calor e do frio terapêuticos; descrever as técnicas de termoterapia e crioterapia; categorizar as indicações e contraindicações para crioterapia e termoterapia; selecionar as modalidades de energia condutiva mais efetivas para um determinado diagnóstico clínico; explicar como o fisioterapeuta pode utilizar as modalidades de energia condutiva para reduzir a dor.

Das modalidades terapêuticas discutidas neste capítulo, talvez nenhuma seja mais comumente utilizada do que as modalidades de calor e frio. Conforme indicado no Capítulo 1, a região infravermelha do espectro eletromagnético fica entre a diatermia e as porções de luz visível do espectro em termos de comprimento de onda e frequência. Há confusão sobre a relação entre energia eletromagnética e energia térmica condutiva associada à região infravermelha. Tradicionalmente, é correto pensar nas modalidades infravermelhas como aquelas modalidades cujo mecanismo primário de ação é a emissão de radiação infravermelha para aumentar as temperatu1,2 ras teciduais. Objetos quentes emitem radiação infravermelha. Porém, a quantidade de energia infravermelha que é irradiada desses objetos é insignificante. Essas modalidades operam por condução de energia de calor, portanto elas são mais bem descritas como modalidades de energia térmica condutiva. As modalidades de energia térmica condutiva são utilizadas para se produzir aquecimento ou resfriamento local e ocasionalmente generalizado dos tecidos superficiais.

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Warren Levinson (77)
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Medium 9788580555561

Capítulo 34 - Diagnóstico Laboratorial

Warren Levinson Grupo A PDF Criptografado

C A P Í T U L O

Diagnóstico Laboratorial

34

CONTEÚDO DO CAPÍTULO

Introdução

Identificação microscópica

Identificação em cultivo celular

Procedimentos sorológicos

Fixação do complemento

Detecção de antígenos virais

Inibição da hemaglutinação

Detecção de ácidos nucleicos virais

Neutralização

Conceitos-chave

Ensaio com anticorpo fluorescente

Aplique seu conhecimento

Radioimunoensaio

Questões para autoavaliação

Ensaio imunoadsorvente ligado à enzima

Microscopia imunoeletrônica

INTRODUÇÃO

Existem cinco abordagens para o diagnóstico de doenças virais pelo uso de espécimes clínicos: (1) identificação do vírus em cultivo celular, (2) identificação microscópica diretamente do espécime, (3) procedimentos sorológicos para detectar um aumento no título de anticorpos ou a presença do anticorpo IgM, (4) detecção de antígenos virais no sangue ou em fluidos corporais, e

(5) detecção do ácido nucleico viral no sangue ou nas células do paciente.

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Capítulo 50 - Micoses Oportunistas

Warren Levinson Grupo A PDF Criptografado

C A P Í T U L O

50

Micoses Oportunistas

CONTEÚDO DO CAPÍTULO

Introdução

FUNGOS DE MENOR IMPORTÂNCIA

Candida

Penicillium marneffei

Cryptococcus

Pseudallescheria boydii

Aspergillus

Fusarium solani

Mucor e Rhizopus

Aplique seu conhecimento

Pneumocystis

Resumos dos organismos

Questões para autoavaliação

INTRODUÇÃO

CANDIDA

Fungos oportunistas não são capazes de causar doenças na maioria das pessoas imunocompetentes, mas podem causá-las em pessoas com as defesas imunes debilitadas. Existem cinco gêneros de fungos de importância médica: Candida, Cryptococcus, Aspergillus, Mucor e Rhizopus. Algumas características importantes das doenças ocasionadas por fungos oportunistas são descritas na Tabela 50-1.

Doenças

TABELA 50-1

Candida albicans, a espécie mais importante de Candida, causa candidíase, vaginite, esofagite, assaduras e candidíase mucocutânea crônica. Essa espécie de levedura também é capaz de causar infecções disseminadas, como endocardite (particularmente em usuários de drogas intravenosas), infecções na corrente sanguínea (candidemia) e endoftalmite. As infecções associadas a sondas intravenosas ou cateteres urinários também são importantes.

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Capítulo 48 - Micoses Cutâneas e Subcutâneas

Warren Levinson Grupo A PDF Criptografado

C A P Í T U L O

48

Micoses Cutâneas e

Subcutâneas

CONTEÚDO DO CAPÍTULO

Introdução

Esporotricose

Micoses cutâneas

Cromomicose

Dermatofitoses

Micetoma

Tínea versicolor

Aplique seu conhecimento

Tínea negra

Resumos dos organismos

Micoses subcutâneas

Questões para autoavaliação

INTRODUÇÃO

MICOSES CUTÂNEAS

Micoses de interesse médico podem ser divididas em quatro categorias: (1) cutâneas, (2) subcutâneas, (3) sistêmicas e

(4) oportunistas. Algumas características de importantes doenças fúngicas estão descritas na Tabela 48-1. Micoses cutâneas e subcutâneas são discutidas neste capítulo, e características importantes dos organismos causadores encontram-se descritas na

Tabela 48-2. As micoses sistêmicas e oportunistas são discutidas nos Capítulos 49 e 50, respectivamente.

Dermatofitoses

TABELA 48-1

As dermatofitoses são causadas por fungos (dermatófitos) que infectam apenas estruturas queratinizadas superficiais (pele, pelos e unhas) e não tecidos profundos. Os dermatófitos mais importantes estão classificados em três gêneros: Trichophyton,

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Capítulo 1 - Bactérias Comparadas a Outros Microrganismos

Warren Levinson Grupo A PDF Criptografado

P

Bacteriologia Básica

A

R

T

E

I

C A P Í T U L O

1

Bactérias Comparadas a

Outros Microrganismos

CONTEÚDO DO CAPÍTULO

Micróbios que causam doenças infecciosas

Conceitos-chave

Características importantes

Aplique seu conhecimento

Eucariotos e procariotos

Questões para autoavaliação

Terminologia

MICRÓBIOS QUE CAUSAM DOENÇAS

INFECCIOSAS

Os agentes de doenças infecciosas humanas pertencem a cinco principais grupos de organismos: bactérias, fungos, protozoários, helmintos e vírus. As bactérias pertencem ao reino dos procariotos, os fungos (leveduras e bolores) pertencem ao reino dos fungos, e os protozoários são membros do reino dos protistas. Por fim, os helmintos (vermes) são classificados no reino dos animais

(Tabela 1-1) Protistas e fungos se distinguem dos animais e plantas por serem ou unicelulares ou então organismos multicelulares relativamente simples. Por outro lado, os helmintos são organismos multicelulares complexos. Em conjunto, os helmintos e os protozoários são denominados parasitas. Os vírus são muito distintos dos demais organismos – não exibem natureza celular, mas se multiplicam somente dentro de células.

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Medium 9788580555561

Capítulo 61 - Imunidade Celular

Warren Levinson Grupo A PDF Criptografado

C A P Í T U L O

61

Imunidade Celular

CONTEÚDO DO CAPÍTULO

Introdução

Testes para avaliação da imunidade celular

Testes in vivo para a competência de células linfoides

(testes intradérmicos)

Papel dos adjuvantes e lipídeos no estabelecimento da imunidade celular

Aplique seu conhecimento

Questões para autoavaliação

Testes in vitro para a competência de células linfoides

INTRODUÇÃO

Embora a imunidade humoral (mediada por anticorpos) seja um importante componente da defesa do hospedeiro em muitas doenças bacterianas e virais, em muitas outras infecções bacterianas (sobretudo no caso de infecções intracelulares, como a tuberculose) e em infecções virais, é o braço da imunidade celular que confere resistência e auxilia na recuperação.

Além disso, a imunidade celular é importante na defesa contra fungos, parasitas e cânceres. É também o principal mecanismo envolvido na rejeição ao transplante de órgãos. A evidência mais forte da importância da imunidade celular provém de situações clínicas em que a sua supressão (por fármacos imunossupressores ou doenças [p. ex., a Aids]) resulta em infecções graves ou tumores.

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Valdir Cechinel Filho Camile Cecconi Cechinel Zanchett (10)
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Medium 9786581335144

5 - Prescrição de plantas medicinais e fitoterápicos de acordo com a legislação

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

Neste capítulo, será abordada a importância de utilizar a fitoterapia na clínica de forma correta e segura, de acordo com as legislações vigentes.

O uso de plantas medicinais para manutenção ou recuperação da saúde é frequente em todo o mundo, e a regulamentação dessa prática pode ocorrer de diferentes maneiras. Na Figura 5.1, estão dispostos alguns exemplos da cadeia de processamento das plantas medicinais. A regulamentação de produtos com base em plantas medicinais pode ser realizada de várias formas, como chás, drogas vegetais notificadas, medicamento fitoterápico industrializado ou manipulado e produto tradicional fitoterápico. Além da área farmacêutica, as plantas medicinais possuem possibilidade de uso como cosmético ou alimento.1

Figura 5.1

Cadeia de processamento de plantas medicinais.

Apesar de possuir uma das maiores biodiversidades do mundo e de ser um dos países que publica o maior número de artigos científicos sobre plantas medicinais e fitoterápicos, o Brasil ainda possui um número pequeno de fitoterápicos registrados contendo espécies vegetais brasileiras. Dessa forma, o conhecimento do sistema de vigilância regulatória em saúde, a participação no estabelecimento de normas regulatórias e a realização de testes de acordo com as normas vigentes são essenciais para o desenvolvimento positivo do setor e para que os fitoterápicos possam ser alavancados no registro de medicamentos e na melhoria do processo de registro de medicamentos fitoterápicos, visando produtos de qualidade, seguros e eficazes para a população.2

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10 - Fitoterapia na saúde pública: panorama atual

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

A utilização de plantas medicinais e seus produtos (fitoterápicos) na saúde pública tem aumentado consideravelmente no Brasil nos últimos anos, especialmente pela adoção de políticas públicas, comprovação da eficácia e segurança diante das mais diferentes patologias e maior difusão das informações. Neste capítulo, serão abordados alguns exemplos práticos e cuidados inerentes ao uso desses produtos.

Desde a antiguidade, a biodiversidade, especialmente a de plantas superiores, é utilizada pela humanidade como alternativa para o tratamento de patologias, das mais simples às mais complexas. Muitos medicamentos, alguns utilizados atualmente, provêm daquela época, como a emetina (1817), a colchicina (1820), a quinina (1820), a atropina (1831), a morfina (1832), a efedrina (1887), etc.1

Nos tempos atuais, com a modernização e o aperfeiçoamento dos estudos científicos a partir da implantação de novas e efetivas técnicas experimentais e de equipamentos cada vez mais resolutivos, a biodiversidade continua a ser explorada como potencial fonte de novos agentes terapêuticos. Acredita-se que cerca de 70% de todos os medicamentos disponíveis no mercado farmacêutico mundialmente estão relacionados, direta ou indiretamente, com os produtos naturais, sobretudo plantas terrestres.2-4

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7 - Fitoterapia nos ciclos da vida: da gestação à terceira idade

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

Muitas são as dúvidas quanto ao uso de plantas medicinais na infância, na gestação e no envelhecimento. Neste capítulo, serão abordadas as principais diferenças fisiológicas dessas fases e o modo de utilização da fitoterapia de forma segura e eficaz em cada uma delas.

O uso de recursos naturais, especialmente de plantas medicinais para prevenção e tratamento em crianças, é frequente e tradicional no Brasil e no mundo, sendo algo cultural, e, principalmente no cuidado primário, é utilizado para tratar distúrbios nas vias respiratórias, para aliviar cólicas ou para tranquilizar as crianças.1

A prática “cuidativa” das mães envolvendo esse recurso baseia-se em saberes repassados de geração a geração, com caráter preventivo e curativo. Em nível internacional, são poucos os estudos investigativos com populações representativas sobre o uso de produtos à base de plantas medicinais em crianças.2

Nos primeiros anos de vida, as crianças são acometidas por doenças corriqueiras, por isso os pais e/ou cuidadores utilizam terapias complementares, em especial a fitoterapia. Essa prática é influenciada por pessoas próximas, familiares ou amigos que já obtiveram resultados positivos e que, de forma empírica, vão repassando esses conhecimentos.3

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4 - Estudos clínicos de plantas medicinais e fitoterápicos: avanços, perspectivas e interação nas universidades e nas indústrias farmacêuticas

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

Da prospecção de uma planta com potencial terapêutico até sua transformação em produto e chegada ao mercado, percorre-se um extenso caminho, que será descrito com alguns detalhes neste capítulo. Comumente, aparecem plantas medicinais que estão “na moda”, sendo amplamente utilizadas pela população e propagadas entre profissionais da área da saúde, e seus resultados clínicos são muitas vezes surpreendentes. Neste capítulo, serão abordados alguns exemplos dessas plantas e de fitoterápicos desenvolvidos ou em desenvolvimento no Brasil relacionados a seus respectivos estudos clínicos, exemplos de plantas e seus escassos resultados clínicos. Além disso, o leitor será instruído a ter senso crítico.

Nas recentes décadas, as propriedades medicinais de plantas superiores têm sido relatadas das mais diferentes formas em todo o mundo, incluindo artigos científicos, livros, monografias, dissertações e teses. A cada ano, incontáveis descobertas promissoras são relatadas, com muitos extratos, frações ou moléculas isoladas com potenciais farmacológicos/biológicos muitas vezes bastante superiores àqueles utilizados na clínica médica. No entanto, poucos medicamentos fitoterápicos ou fitofármacos são efetivamente desenvolvidos e aprovados para uso da população. Isso ocorre porque, a partir da prospecção até a chegada ao mercado, importantes e criteriosas etapas devem ser concretizadas. Entre os critérios (frequentemente considerados os maiores obstáculos) encontram-se os estudos clínicos, aqueles realizados em seres humanos, obrigatórios para que um medicamento seja aprovado pelos órgãos reguladores.

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8 - Fitoterapia e nutracêuticos na saúde da mulher e do homem: distúrbios endócrinos

Valdir Cechinel Filho, Camile Cecconi Cechinel Zanchett Grupo A ePub Criptografado

Neste capítulo, serão abordados os principais fitoterápicos e nutracêuticos indicados para a saúde da mulher e do homem no tratamento de infertilidade, libido, síndrome pré-menstrual, climatério e distúrbio da próstata.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde,1 a infertilidade é um distúrbio do sistema reprodutor caracterizado pela incapacidade de um casal obter a gravidez clínica após 12 meses ou mais de relações sexuais regulares desprotegidas. Estima-se que a infertilidade atinja cerca de 10% das mulheres no mundo.

O número absoluto de casais afetados pela infertilidade aumentou de 42 milhões em 1990 para cerca de 48,5 milhões em 2010, sendo quase metade desses casos devido à infertilidade masculina.2

Diversos fatores podem ser relacionados à infertilidade feminina, sendo os mais comuns os distúrbios ovulatórios, infertilidade tubária, endometriose e infertilidade inex­plicada.3 A idade da mulher também é importante, pois, especialmente a partir dos 30 anos, as chances de engravidar diminuem e os riscos são maiores, principalmente aqueles relacionados ao desenvolvimento de diabetes e hipertensão.4

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Val Rio Cynthia Americano Rubia (21)
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Capítulo 11 - Doença pulmonar obstrutiva crônica

VALÉRIO, Cynthia; AMERICANO, Rubia Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 11

Doença pulmonar obstrutiva crônica

Natália Piazzi de Faria

Diana Israel

Marcelo Consentino

Definição

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma enfermidade respiratória prevenível e tratável, que se caracteriza pela presença de obstrução crônica e não totalmente reversível do fluxo aéreo. A obstrução do fluxo aéreo é geralmente progressiva e está associada a uma resposta inflamatória anormal dos pulmões à inalação de partículas ou gases tóxicos, causada primariamente pelo tabagismo. Embora a DPOC comprometa os pulmões, ela também produz consequências sistêmicas significativas. O processo inflamatório crônico pode produzir alterações dos brônquios (bronquite crônica), bronquíolos (bronquiolite obstrutiva) e parênquima pulmonar (enfisema pulmonar). A predominância dessas alterações é variável em cada indivíduo, tendo relação com os sintomas apresentados.

Epidemiologia

Estima-se que 5,5 milhões de pessoas sejam acometidas por DPOC no Brasil1 e 52 milhões em todo o mundo, tendo sido essa doença responsável por 2,74 milhões de óbitos em 2000.2 No Brasil, vem ocupando entre a 4a e 7a posição entre as principais causas de morte.1 Nos EUA, é a 4a causa mais frequente. Nos dois países, a taxa de mortalidade

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Capítulo 19 - Manejo na insuficiência adrenal

VALÉRIO, Cynthia; AMERICANO, Rubia Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 19

Manejo na insuficiência adrenal

Bernard Barreto Barroso

Cynthia Valerio

Introdução

As glândulas adrenais são responsáveis pela síntese e pela secreção de diversos hormônios que controlam a homeostase humana. Localizadas próximas ao polo superior de cada rim, dividem-se, histologicamente, em dois setores principais: (i) a medula, responsável pela síntese e pela secreção das catecolaminas; e (ii) a cortical, responsável pelos corticosteroides, os andrógenos e os mineralocorticoides. Em condições fisiológicas, a produção hormonal é determinada por um mecanismo de retroalimentação do eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal (HHA).1

A insuficiência adrenal (IA) é diagnosticada por alterações da função cortical, ocasionando deficiências de glicocorticoides, andrógenos e mineralocorticoides. Classifica-se como primária (patologias da adrenal), secundária (doenças hipofisárias) e terciária (acometimento hipotalâmico).1,2

A insuficiência adrenal primária, também conhecida como doença de Addison

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Capítulo 18 - Manejo de emergências hiperglicêmicas

VALÉRIO, Cynthia; AMERICANO, Rubia Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 18

Manejo de emergências hiperglicêmicas

Bernard Barreto Barroso

Roberto Luis Zagury

Introdução

A cetoacidose diabética (CAD) e o estado hiperosmolar hiperglicêmico (EHH) são complicações agudas graves do diabetes melito (DM) e fazem parte do espectro da hiperglicemia. A taxa de mortalidade da CAD é de 5% em centros especializados, e a do

EHH é de 15%.1 No entanto, o prognóstico é pior em extremos de idade, na presença de coma, hipotensão ou choque, e de acordo com a gravidade do fator precipitante.2

A CAD é uma complicação característica do DM tipo 1 (DM1) e constitui a maior causa de morte em diabéticos com menos de 20 anos. Ocorre em 15 a 67% das crianças e adolescentes no momento do diagnóstico da doença, e em 30% dos adultos. Ela

é pouco frequente no DM tipo 2 (DM2) e surge, geralmente, em situações de estresse agudo, como infecções graves, traumas, emergências cardiovasculares e casos de diabetes secundário. Sua taxa de mortalidade não é muito expressiva e depende, fundamentalmente, da causa precipitante, em geral, menor que 3%.

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Capítulo 14 - Hemorragia gastrintestinal aguda

VALÉRIO, Cynthia; AMERICANO, Rubia Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 14

Hemorragia gastrintestinal aguda

Fernando Guigon

Cindy Lis Granados

Suzana Itaborahy

Introdução

A hemorragia gastrintestinal aguda (HGA) é uma situação clínica extremamente frequente e com alta taxa de mortalidade, a qual necessita de abordagem rápida e sistematizada pela equipe de atendimento envolvida. Sua exteriorização pode ser por hematêmese (vômito de sangue vivo e/ou parcialmente digerido em borra de café), melena (fezes pretas, pastosas e malcheirosas) e hematoquezia (diarreia sanguinolenta, com sangue vivo ou coágulos).1-3 A repercussão hemodinâmica e a gravidade da HGA dependem basicamente da intensidade do sangramento, do tamanho do vaso acometido e da situação clínica prévia do paciente.4

Etiologia

Para determinar a etiologia da HGA, é fundamental obter a história clínica detalhada, narrada pelo próprio paciente ou pelos familiares próximos. Dentre os elementos importantes a serem pesquisados, destacam-se: como o sangramento se exteriorizou; a idade; a presença de comorbidades; o uso de betabloqueadores, ácido acetilsalicílico ou anti-inflamatórios não esteroidais (AINES); utilização de anticoagulantes; ingestão de

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Capítulo 10 - Asma na unidade de emergência

VALÉRIO, Cynthia; AMERICANO, Rubia Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 10

Asma na unidade de emergência

Natália Piazzi de Faria

Diana Israel

Marcelo Consentino

Definição

Asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, a qual é manifestada clinicamente por episódios recorrentes de dispneia, sibilância, constrição torácica e tosse.

É caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo, reversível de maneira espontânea ou com tratamento.

Todos os pacientes com asma podem apresentar uma exacerbação da doença. Tal agravamento é caracterizado por aumento progressivo na dispneia, tosse, sibilância ou constrição torácica, acompanhado de diminuição do fluxo expiratório, quantificada por medidas funcionais pulmonares, como o pico de fluxo expiratório (PFE) ou o volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1). A gravidade da crise varia de um quadro leve até um ameaçador à vida. Em geral, a deterioração progride ao longo de horas, dias ou até semanas. Com menos frequência, a crise avança de forma rápida, em minutos, colocando em risco a vida do paciente.1

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Trisha Greenhalgh (19)
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Capítulo 5 - Estatística para quem não é estatístico

Trisha Greenhalgh Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 5

Estatística para quem não é estatístico

Como quem não é estatístico avalia os testes estatísticos?

Nesta era em que a medicina se apoia cada vez mais na matemática, nenhum médico pode deixar os aspectos estatísticos de um artigo inteiramente aos cuidados dos

“peritos”. Se você, assim como eu, acredita ser leigo no assunto, lembre-s e de que não precisa ser capaz de construir um carro para dirigir um. O que você precisa saber sobre os testes estatísticos é qual deles é o melhor para usar em tipos comuns de questões estatísticas. Você deve ser capaz de descrever em palavras o que o teste faz e em que circunstâncias ele não é válido ou apropriado. O Quadro 5.1 mostra alguns “truques” frequentemente usados, para os quais todos precisam estar atentos

(na nossa própria prática e na de outras pessoas).

A lista de verificação resumida no Apêndice 1, explicada em detalhes nas próximas seções, constitui meu próprio método para avaliar a adequação de uma análise estatística, o que alguns leitores acharão muito simplista. Se for o seu caso, por favor, ignore esta seção e leia uma apresentação mais detalhada para não estatísticos: a série “Basic statistics for clinicians” do Canadian Medical Association Journal [1–4] ou um livro-texto de estatística mais corrente. Quando perguntei aos meus seguidores do Twitter que livros-texto preferiam, os mais populares foram estes [5–7].

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Capítulo 16 - Aplicando as evidências aos pacientes

Trisha Greenhalgh Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 16

Aplicando as evidências aos pacientes

A perspectiva do paciente

Não existe a perspectiva do paciente – e esta é, precisamente, a essência deste capítulo. Em alguma ocasião da nossa vida, muitas vezes com maior frequência à medida que envelhecemos, todos somos pacientes. Alguns de nós também são profissionais de saúde – mas quando a decisão diz respeito à nossa saúde, à nossa medicação,

à nossa cirurgia, aos efeitos colaterais que nós podemos ou não experimentar com determinado tratamento, encaramos essa decisão de maneira diversa do que quando tomamos o mesmo tipo de decisão em nosso papel profissional.

Como você deve saber agora, se tiver lido os capítulos anteriores deste livro, a medicina baseada em evidências (MBE) trata principalmente do uso de algum tipo de média da população – uma odds ratio, um número necessário para tratar, uma estimativa do tamanho médio do efeito e assim por diante – para informar decisões.

Porém, muito poucos de nós se comportarão exatamente como o ponto médio no gráfico: alguns serão mais suscetíveis ao benefício e outros serão mais suscetíveis ao dano de determinada intervenção. Poucos de nós valorizarão determinado desfecho na mesma proporção que uma média de grupo sobre (digamos) uma pergunta de escolha pela chance (ver seção “Como podemos ajudar a garantir que as diretrizes baseadas em evidências sejam seguidas?”).

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Capítulo 6 - Artigos que relatam ensaios de tratamentos medicamentosos e outras intervenções simples

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Capítulo 6

Artigos que relatam ensaios de tratamentos medicamentosos e outras intervenções simples

“Evidências” e marketing

Este capítulo é sobre avaliação das evidências a partir de ensaios clínicos e a maioria das evidências está relacionada a medicamentos. Se você é médico, enfermeiro ou farmacêutico (i.e., se prescreve ou dispensa medicamentos), a indústria farmacêutica está interessada em você e despende uma proporção de seu orçamento multimilionário anual em publicidade para tentar influenciá-lo (ver Quadro 6.1) [1]. Mesmo que você seja um simples paciente, a indústria pode agora alcançá-lo diretamente por intermédio da propaganda direta ao consumidor (PDC) [2]. Quando escrevi a primeira edição deste livro, em 1995, o manejo padronizado da candidíase vaginal (infecção por Candida) era o médico prescrever supositórios vaginais de clotrimazol. Quando a segunda edição foi publicada em 2001, esses supositórios estavam à venda sem prescrição médica nas farmácias. Nos últimos 10 anos, o clotrimazol tem sido anunciado no horário nobre da televisão – felizmente depois das

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Apêndice 2 - Avaliando os efeitos de uma intervenção

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Apêndice 2

Avaliando os efeitos de uma intervenção

Evento-desfecho

Total

Sim

Não

Grupo-controle

a

b

a+b

Grupo experimental

c

d

c+d

Se o evento-desfecho for indesejável (p. ex., óbito)

Taxa do evento-controle (TEC) = risco de desfecho indesejável no grupo-controle

= a/(a + b)

Taxa do evento experimental (TEE) = risco de desfecho indesejável no grupo experimental = c/(c + d)

Risco relativo de evento indesejável no grupo experimental versus grupo-controle

= TEE/TEC

Redução do risco absoluto no grupo tratado (RRA) = TEC – TEE

Número necessário para tratar (NNT) = 1/RRA = 1/(TEC – TEE)

Se o evento-desfecho for desejável (p. ex., cura)

TEC = risco de desfecho desejável no grupo-controle = a/(a + b)

TEE = risco de desfecho desejável no grupo experimental = c/(c + d)

Aumento de benefício relativo no grupo tratado versus grupo-controle = TEE/TEC

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Capítulo 4 - Avaliando a qualidade metodológica

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Capítulo 4

Avaliando a qualidade metodológica

Como argumentei na seção “A ciência de descartar artigos”, um artigo irá perder-se ou destacar-se conforme a força de sua seção de metodologia. Este capítulo considera cinco questões essenciais que devem formar a base de sua decisão de dispensá-lo imediatamente (devido a falhas metodológicas fatais), interpretar seus achados com cautela (porque os métodos não eram muito robustos) ou confiar completamente

(porque não consegue encontrar nenhum defeito nos métodos). Essas cinco perguntas – o estudo foi original, foi feito sobre quem, foi bem delineado, o viés sistemático foi evitado (i.e., o estudo foi adequadamente “controlado”) e foi suficientemente grande e continuado por tempo bastante para tornar os resultados dignos de credibilidade – são consideradas a seguir.

O estudo foi original?

Em teoria, não há motivo para testar uma hipótese científica que alguém já tenha comprovado de uma maneira ou de outra. Porém, na vida real, raramente a ciência

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