Ada Magaly Matias Brasileiro (4)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788584290604

Capítulo 4. Língua: uma atividade em construção

Ada Magaly Matias Brasileiro Grupo A PDF Criptografado

4

Língua: uma atividade em construção

>> �O que é COESÃO e COERÊNCIA textual e seus mecanismos e operadores.

>> �Como utilizar a ARGUMENTAÇÃO e os diversos tipos de discursos.

>> �Os RECURSOS ESTILÍSTICOS, como figuras e vícios de linguagem.

>> �Quais foram as transformações sofridas pela língua portuguesa após o ACORDO

ORTOGRÁFICO entre os países falantes da língua.

110

leitura e produção textual

Neste último capítulo, serão apresentados temas relacionados ao aperfeiçoamento da produção textual, no que diz respeito à articulação das ideias e à evolução do texto. Falaremos, também, sobre o poder da argumentação, dando ênfase aos tipos de argumentos, segmentando-os em argumentos comprobatórios e argumentos falaciosos. No terceiro tópico, tematizaremos recursos estilísticos e descreveremos algumas figuras de linguagem que contribuem para melhorar o estilo de um texto e, por fim, você terá acesso, para suas consultas posteriores, a um resumo sobre o novo acordo ortográfico.

Ver todos os capítulos
Medium 9788584290604

Capítulo 1. Comunicação, linguagem e discurso

Ada Magaly Matias Brasileiro Grupo A PDF Criptografado

1

Comunicação, linguagem e discurso

>> �Os preceitos básicos das TEORIAS DA LINGUAGEM: teoria da comunicação e teoria do interacionismo sociodiscursivo.

>> �As FORMAS DE COMUNICAÇÃO verbal, não verbal e escrita, bem como suas interações.

>> Os TIPOS TEXTUAIS e suas características e estruturas específicas.

2

leitura e produção textual

Nós, seres humanos, temos necessidade essencial de nos comunicar uns com os outros, externar nossos sentimentos, ideias e intenções, interagir, estabelecer relações interpessoais anteriormente inexistentes, influenciar o outro. Para isso, usamos a linguagem, melhor dizendo, as linguagens. Convencionalmente, consideramos linguagem todo e qualquer sistema de códigos que serve de meio de comunicação entre os indivíduos. Desde que se atribua um valor ou significado a determinado sinal, passa a existir uma linguagem.

Visto que se trata de todo e qualquer sistema de sinais, podemos considerar, então, que esses sistemas podem ser verbais, quando usamos a palavra; ou não verbais, quando usamos quaisquer outros signos, sejam eles gestos, expressões faciais, desenhos, cores, luzes, vestimentas e inúmeros outros.

Ver todos os capítulos
Medium 9788584290604

Capítulo 2. Leitura, produção e análise de textos

Ada Magaly Matias Brasileiro Grupo A PDF Criptografado

2

Leitura, produção e análise de textos

>> �Concepções e estratégias de LEITURA, os tipos de leitor e suas características e as relações textuais.

>> �Conceitos sobre leitura e produção de textos TÉCNICOS E ACADÊMICOS.

>> �Texto LITERÁRIO e suas diferentes classificações e especificidades.

32

leitura e produção textual

Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício.

Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como outro falso; a palavra foi feita para dizer. (RAMOS, 2005).

Ver todos os capítulos
Medium 9788584290604

Capítulo 3. Uso da língua portuguesa culta

Ada Magaly Matias Brasileiro Grupo A PDF Criptografado

3

Uso da língua portuguesa culta

>> �O objetivo do uso da NORMA CULTA da língua portuguesa e qual é a função da gramática.

>> �CONCORDÂNCIA verbal e nominal, seus desdobramentos e exemplos ilustrando os diferentes casos.

>> �Utilização e exemplos de REGÊNCIA verbal e nominal e outras regras gramaticais, como PONTUAÇÃO e uso dos PORQUÊS.

64

leitura e produção textual

O objetivo fundamental da aula de língua portuguesa é levar os alunos a desenvolverem a competência comunicativa, ou seja, a capacidade do sujeito de mobilizar todas as suas habilidades para ser eficiente em uma situação de interação. Essas habilidades passam por conhecimentos gramaticais, sociolinguísticos, estratégicos e discursivos (CANALE, 1983).

Sendo a gramática, o conjunto de regras, normas, princípios e ensinamentos de um idioma, os conhecimentos gramaticais são aqueles relacionados à utilização padrão desse idioma. Os conhecimentos sociolinguísticos dizem respeito à habilidade dos interlocutores, principalmente do emissor, de adequarem a linguagem à situação comunicativa, o que demanda o conhecimento das variedades de uma língua e do contexto social no qual ela é utilizada. Por sua vez, os conhecimentos discursivos são aqueles relativos ao gênero textual a ser utilizado em cada situação, bem como à finalidade global do texto dentro de contextos e campos de atividades específicos. Já os conhecimentos estratégicos relacionam-se ao modo como o produtor do texto se porta para alcançar o objetivo pretendido, selecionando palavras, estratégias argumentativas e outros meios.

Ver todos os capítulos
Carvalho Julia (6)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788578680725

2. Do populista ao militar

CARVALHO, Julia Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

2

r

do po

lita i m o a a t pulis

985

1946 a 1

Na quinta-feira, dia 18 de julho, meu teatro foi atacado pelo bando do CCC (Centro de Caça aos

Comunistas). Tínhamos recebido diversos telefonemas anunciando o ataque. A própria Cacilda [Becker] me telefonou para avisar que soubera, por um jornalista amigo, que seria nessa noite. Não dei importância: parecia-me mais um lance de guerra psicológica. Fui ao cinema ver 2001 e, quando saí, passei pelo teatro para ver o final do espetáculo. Ao estacionar o carro, percebi algo estranho: duas radiopatrulhas estavam na frente do teatro enquanto, de dentro, saíam gritos de tumulto e ruídos de móveis e aparelhos sendo arrebentados. Da bilheteria e do escritório começaram a surgir funcionários para verificar o que acontecia. As portas do Galpão estavam trancadas por dentro e, em poucos minutos, de mistura com berros e gritos de pânico pedindo socorro, as portas se abriam e um grupo de dezessete homens se precipitava rumo

Ver todos os capítulos
Medium 9788578680725

6. O anticensor

CARVALHO, Julia Editora Manole PDF Criptografado

6

sor n e c i t n a o to oelho Ne

capítulo

esto

João Ern

C

João Ernesto Coelho Neto entrou bufando pela porta da sala. Tinha andado os últimos quarteirões em um passo apressado, e subiu as escadas o mais rápido que pode. Estava atrasado. Odiava estar atrasado, mas estava, não teve jeito. Já estavam todos esperando, Décio de Almeida Prado entre eles. A discussão do dia era o futuro do teatro amador no Brasil. Décio, como anfitrião, achou que poderia fazer a cobrança:

— O que aconteceu, Coelho?

— Desculpem-me o atraso, a prova era hoje e não podia faltar.

— Prova? Prova do quê?

— A prova do concurso público — respondeu João, hesitante.

— Mas que concurso, homem?

— Concurso para censor.

A sala ficou em completo silêncio. Todos se olharam, incrédulos. E, então, começaram a rir. Primeiro bai-

139

xinho, depois gargalhando alto: João Ernesto Coelho Neto, o presidente da Federação Paulista de Teatro Amador, o diretor de mais de 30 grupos, um dos homens mais apaixonados pelos palcos, trabalhando para o Departamento de Censura? Finalmente, alguém estaria lutando de dentro! Finalmente, o teatro seria salvo!

Ver todos os capítulos
Medium 9788578680725

1. Do papa ao ditador

CARVALHO, Julia Editora Manole PDF Criptografado

r

o d a t i d o a do papa

capítulo

1

945

1500 a 1

“Se tanto tenho de esperar à Porta do Paraíso, prefiro ir ao

Inferno!”. Por essa frase, André Gavião foi investigado pelas visitações do Santo Ofício ao Brasil e processado pelo Tribunal de Inquisição em Portugal.1 Foi apenas uma colocação infeliz, provavelmente dita em um momento de raiva. Entretanto, em tempos de Inquisição, isso era inadmissível. É até possível imaginar a cena. Era mais uma manhã de domingo e uma multidão reunia-se em frente à igreja de Nossa Senhora de Ilhéus, esperando que a missa começasse. Naquela temporada de verão, os dias especialmente quentes castigavam as mulheres embaixo de suas sombrinhas e dentro de seus pesados vestidos.

Mesmo no calor da Bahia, elas insistiam em seguir a moda europeia, com seus corpetes apertados e três ou quatro camadas de saias armadas, justapostas e

1 Souza, Laura de Mello e. O diabo na terra de Santa Cruz: feitiçaria e religiosidade popular no Brasil Colonial. São Paulo: Companhia das Letras,

Ver todos os capítulos
Medium 9788578680725

5. O pai dos perseguidos

CARVALHO, Julia Editora Manole PDF Criptografado

o

os

uid g e s r e p s pai do

capítulo

5

es

odrigu

Nelson R

Flor de obsessão. Eis um dos apelidos que melhor define Nelson Rodrigues, cravado por Cláudio Mello e

Souza, um dos jornalistas mais conhecidos do ramo.

As passagens de Cláudio pelo Jornal do Brasil e suas crônicas esportivas no O Globo marcaram, respectivamente, o jornalismo das décadas de 1960 e 1980.

Em retribuição ao apelido, Nelson o chamaria, em crônica, de “remador de Ben Hur”, em razão de seu permanente bronzeado. A amizade entre os dois permitiu que Cláudio acertasse em cheio. O também jornalista, escritor e dramaturgo era mesmo um obcecado: pela morte, pelo sexo, pelo Fluminense e

— como eterna vítima — pela censura. Quase todas as suas peças sofreram algum tipo de corte, quando não foram totalmente vetadas. Seu livro, O casamento, foi retirado das livrarias. Suas novelas só seriam liberadas graças à influência dos diretores da TV Globo, que escreviam longas cartas tentando convencer

Ver todos os capítulos
Medium 9788578680725

4. O protetor dos mendigos

CARVALHO, Julia Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

os

ig d n e m s o otetor d

4

o pr

amargo

Joracy C

Depois da crise de 1929, da Revolução de 1930 e da

Revolta Constitucionalista de 1932, São Paulo fervilhava. Seus habitantes, em grande parte imigrantes europeus, traziam de sua terra natal ideias novas como o marxismo e o anarquismo, enquanto uma classe média urbana surgia da industrialização. Todo esse contexto de ebulição econômica e social não era acompanhado pelo desenvolvimento do teatro, que ainda era predominado pelo teatro de revista e as famosas “comédias para se fazer rir”.

Para o dramaturgo Joracy Camargo, esse cenário era inconcebível.68 O homem sério, de cabeleira vas68 As informações contidas nesse capítulo foram retiradas dos primeiros seis meses de pesquisa que realizei como bolsista de Iniciação

Científica do CNPq, no Arquivo Miroel Silveira, sob orientação da Profa. Dra. Mayra Rodrigues Gomes. Meu trabalho consistiu em terminar e complementar a pesquisa iniciada por outra bolsista, Carolina Rossetti de Toledo, sobre o dramaturgo Joracy Camargo. Seu relatório foi essencial para que eu pudesse saber mais sobre a vida do dramaturgo, que possui pouquíssima bibliografia dedicada a ele.

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Duarte Jorge Org (16)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788522475063

14 - A dimensão interna da comunicação

DUARTE, Jorge (org.) Grupo Gen PDF Criptografado

14

A dimensão interna da comunicação na administração pública

João José Azevedo Curvello

A temática de comunicação pública cresce em interesse na academia, nos órgãos

do Estado e na sociedade, mas a dinâmica da comunicação interna na área pública ainda é pouco pesquisada. Uma das motivações pode estar na maior visibilidade da relação entre as democracias contemporâneas e a questão da representatividade provocada por novas configurações na troca de informações entre Estado,

Sociedade Civil e cidadão.

Desde a segunda metade do século XX, o conceito de cidadania adquire importância crescente, devido à visão de que o Estado é o legítimo representante dos interesses do cidadão e ao incremento dos movimentos sociais e da participação da sociedade civil nos processos decisórios. Mais recentemente, presenciamos o fortalecimento das Organizações Não-Governamentais que se apresentam como complementares à ação do Estado e lideram movimentos regionais e globais.

Ver todos os capítulos
Medium 9788522475063

5 - Comunicação e opinião pública

DUARTE, Jorge (org.) Grupo Gen PDF Criptografado

5

Comunicação e opinião pública

Ana Lucia Romero Novelli

A

prerrogativa de participação da sociedade nos assuntos políticos, iniciada após as revoluções liberais do século XVIII, fez com que a opinião pública se tornasse uma instância de vital importância para o funcionamento das democracias modernas. Coube à opinião pública, desde então, o papel de intermediar a relação entre o Estado e a sociedade e atuar como fonte de legitimação política. Em muitos casos, a história recente demonstrou que a grande luta de vários governos traduziu-se na busca da aceitação de suas iniciativas pela opinião pública.

Enquanto regime político sustentado pelo consentimento, a democracia requer que as decisões públicas sejam constantemente justificadas pelo governo a fim de que recebam a aprovação da sociedade para que possam ser implantadas na prática. Esse movimento contínuo transforma a esfera pública em local privilegiado de negociação. Para Sérgio Costa (1997, p. 180), “cabe à esfera pública uma posição central: ela se torna a arena onde se verificam, numa direção, a aglutinação da vontade coletiva e, no sentido oposto, a justificação de decisões políticas previamente acertadas”.

Ver todos os capítulos
Medium 9788522475063

7 - Comunicação e cidadania

DUARTE, Jorge (org.) Grupo Gen PDF Criptografado

7

Comunicação e cidadania

Marcia Yukiko Matsuuchi Duarte

O debate sobre a potencialidade da comunicação e, conseqüentemente, das no-

vas mídias como rede possibilitadora do exercício de uma renovada democracia direta é permanente e deságua na questão da cidadania e nas peculiaridades do caso brasileiro. O problema da cidadania no Brasil não se limita à sua dimensão política, enquanto direito, mas em se definir quem pode exercê-la e em que termos. Dependendo do momento histórico1 e do lugar, somente parcelas da população brasileira puderam exercer plenamente sua cidadania, porque uma das grandes dificuldades do país residiu na incapacitação política dos cidadãos, que é diretamente proporcional ao grau de domínio dos recursos sociais e de acesso a eles.

No Brasil, a aquisição de direitos em nível legal foi uma grande conquista da sociedade e de seus movimentos, mas a democratização do campo socioeconômico ainda tem um longo caminho a ser percorrido, pois são enormes os problemas gerados pela concentração de renda, a precariedade da formação cultural e o difícil acesso à educação formal básica, e a limitada participação política na discussão e definição dos temas de interesse coletivo (PERUZZO, 2003, p. 286-287).

Ver todos os capítulos
Medium 9788522475063

2 - A singularidade da comunicação pública

DUARTE, Jorge (org.) Grupo Gen PDF Criptografado

2

A singularidade da comunicação pública

Graça França Monteiro

Existem alguns termos dos quais nos apropriamos sem nos deter para pensar

em seu real significado. Eles aparecem, integram-se ao uso corrente e passam a compor o cotidiano das notícias e dos pronunciamentos de pessoas públicas, o material promocional de entidades diversas e as discussões promovidas pelos mais variados fóruns, tornando-se habituais em nossas conversas do dia-a-dia.

Comunicação pública é um desses termos.

Em 1995, Pierre Zémor, presidente fundador da associação francesa “Communication Publique”, lançou o livro La comunication publique1 que, a partir de um resumo traduzido livremente pela Profa. Elizabeth Brandão, passou a ser referência obrigatória para estudantes e profissionais interessados no assunto. Ainda em fase de construção, o conceito vem sendo discutido por vários estudiosos brasileiros, tais como a própria Elizabeth Brandão (1998), Heloiza Matos (1999),

Luiz Martins da Silva (2002), Maurício Lara (2003), Maria José da Costa Oliveira

Ver todos os capítulos
Medium 9788522475063

10 - Comunicação e terceiro setor

DUARTE, Jorge (org.) Grupo Gen PDF Criptografado

10

Comunicação e terceiro setor

Cicilia M. Krohling Peruzzo

Este capítulo trata da comunicação no chamado terceiro setor e tem por obje-

tivo apontar breves fundamentos teóricos que norteiam os debates de modo a provocar reflexões nos agentes promotores ou facilitadores dos processos comunicativos. Não se trata de um “manual”1 de atuação, mas de reflexões acerca dos princípios de uma inserção responsável, bem como de implicações do aparente interesse em apenas “fazer o bem”. Situam-se, com base em pesquisa bibliográfica e abordagem histórico-dialética, os principais conceitos de terceiro setor sem a pretensão de esgotar o assunto, até porque a finalidade é discutir a comunicação nesse contexto e não o terceiro setor, propriamente dito.

Apesar das controvérsias devido à falta de precisão na classificação dos atores que compõem o terceiro setor e das diferenças de perspectivas de cada grupo de atores, este já é reconhecido e legitimado como importante esfera de atuação civil, embora com parcerias do poder público e do setor privado, e tem crescido no Brasil. Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Ferreyra Erasmo Norberto (8)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788573073751

CAPÍTULO 2 - A PERCEPÇÃO

Ferreyra, Erasmo Norberto Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

2

A Percepção

A percepção é um ato vital no qual entra em ação todo o organismo; inicia com o registro energético, que os órgãos dos sentidos realizam, de todos aqueles estímulos provenientes do meio ambiente.

Essa função de “registro” realizada pelos aparelhos sensoriais é seletiva e discriminatória, já que só entra no próprio campo perceptivo aquilo que promove nosso interesse. Neste processo intervêm os registros sensoriais, simbólicos e emocionais, capazes de captar — por uma via de entrada — os estímulos que nos oferece a existência toda:

“Como seres humanos, captamos somente aqueles conjuntos que têm sentido para nós enquanto seres humanos. Há uma infinidade de conjuntos distintos dos quais nunca saberemos nada. É evidente que nos é impossível experimentar todos os estímulos que passam ao nosso redor. Percebemos através de espécies de padrões armados por experiências adquiridas, como se olhássemos e sentíssemos mediante moldes culturais e pessoais determinados por experiências passadas. As percepções que experimentamos não são, de modo algum, revelações absolutas e objetivas do que se passa ao nosso redor, senão que vêm a ser previsões e probabilidades baseadas em experiências já vividas.” (Kilpatrick, 1961)1

Ver todos os capítulos
Medium 9788573073751

CAPÍTULO 5 - PLANEJAMENTO, GENERALIDADES

Ferreyra, Erasmo Norberto Grupo A PDF Criptografado

A Linguagem Oral na Educação de Adultos

CAPÍTULO

205

5

Planejamento, Generalidades

Planejar é projetar o desenvolvimento de uma ação durante um tempo e com um determinado fim. É traçar o plano de uma obra a realizar; é ponderar e restabelecer um caminho ou itinerário a percorrer num tempo futuro estabelecido. É um processo de prognóstico.

O fim de todo planejamento é orientar, organizadamente, os esforços das pessoas que executam um determinado trabalho. Para isso, são estabelecidos, de antemão, critérios de ação, previsão de tempos, acesso e recursos necessários para conseguir o produto desejado, divisão de responsabilidades e tempos para que as ações sejam coerentes com os propósitos que se pretende alcançar. Planejar é organizar um “processo” antecipadamente.

Neste sentido, encontramo-nos com aspectos que podem ser planejáveis com anterioridade e outros que não. Pode-se planejar com antecipação o desenvolvimento de uma obra material (a construção de um edifício), a emissão de um pacote de programas de rádio ou televisão, uma obra de teatro que se ensaia várias vezes antes da estreia. Mas não se pode planejar, por exemplo, um desenvolvimento científico realizado por um estudioso com passos experimentais encadeados.

Ver todos os capítulos
Medium 9788573073751

CAPÍTULO 4 - O HOMEM COM SUA PERSONALIDADE: REALIDADE BASE

Ferreyra, Erasmo Norberto Grupo A PDF Criptografado

A Linguagem Oral na Educação de Adultos

CAPÍTULO

93

4

O Homem com sua Personalidade,

Realidade Base

A personalidade do homem é a soma de suas emoções, temores, interesses, estado de ânimo, estado psicofísico, passado e presente, seus desejos e expectativas, suas motivações, sua cultura e seus costumes, sua raça, sua situação socioeconômica, sua profissão e ocupação, sua sensibilidade e sentimentos, seus gostos, seus complexos, sua herança, suas ambições e seus bens, o dia, o clima, etc.

O todo, que torna essa pessoa única e irrepetível, com dignidade, liberdade e com capacidade de ser. Isso é o que nos torna, fundamentalmente, pessoas.

As estimulações e impressões que recebe da realidade e a expressão de seu eu interior encontram-se condicionadas por ela e são mostradas por meio da expressão dos aspectos genuínos desse eu ou bem, em seu agir disfarçado e encoberto como autodefesa ou repressor da expressão dos outros, se atua num papel mais ofensivo.

Ao considerar a realidade base, há uma que é a fundamental: o grande desejo de capacitação do participante. Problemática pessoal que, por outro lado, o leva a participar num curso de educação de adultos.

Ver todos os capítulos
Medium 9788573073751

CAPÍTULO 6 - EXPERIÊNCIA DE UM DOS CICLOS DO PROCESSO LINGUALIZADOR

Ferreyra, Erasmo Norberto Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

6

Experiência de um dos Ciclos do

Processo Lingualizador

A EXPERIÊNCIA DE UMA REUNIÃO PRÓ-MATRÍCULA

Para organizar essa reunião, prévia ao início do curso, o docente visita a

Comissão Vicinal do bairro e três pessoas influentes da vizinhança. Oferece os serviços educativos com o fim de apoiar e divulgar o trabalho que esta organização, e as demais existentes no bairro, estão desenvolvendo. Para isso, pede a colaboração de todos seus membros.

O objetivo é reunir os vizinhos na casa de algum deles ou na sede da comissão para tratar de forma conjunta as necessidades, as carências, os desejos, as esperanças e os interesses comuns, assim como a maneira de sustentar a ação que desenvolvem a Comissão de Vizinhos e demais instituições de zona.

Depois de vários dias de promoção, é possível convocar uma pequena assembleia de vizinhos.

Uma vez reunidos, o animador inicia a conversa com perguntas simples, mas mobilizadoras, para que os assistentes possam expressar livremente quais consideram os problemas mais graves do lugar.

Ver todos os capítulos
Medium 9788573073751

CAPÍTULO 8QUADRO SINTÉTICO DAS ETAPAS E DOS PASSOS DO PROCESSO LINGUALIZADOR

Ferreyra, Erasmo Norberto Grupo A PDF Criptografado

278

Erasmo Norberto Ferreyra

• Estimular a pesquisa da realidade.

• Fomentar a identificação prioritária de um problema como processo de diagnóstico.

• Favorecer o descobrimento da função comunitária de cada um.

• Envolver o adulto como pesquisador e diagnosticador de sua própria situação.

O QUE SE FAZ

O docente propõe ao grupo falar sobre os problemas, necessidades ou assuntos que preocupem a todos em geral, a fim de reconhecê-los.

Uma vez “listados” os diversos assuntos, procede-se à eleição de um deles para seu tratamento, na procura de alguma solução.

Expõe-se tudo isso através de tarefas de aprendizagens de acordo com o nível de cada grupo: desde cartazes, anúncios, letreiros (executando, os analfabetos, suas primeiras “escritas”) até informes e estatísticas.

PERGUNTAS SUGERIDAS

• Quais são nossos problemas, necessidades ou interesses mais comuns?

• Qual dos assuntos comentados escolheremos para tratar a fundo e tentar buscar-lhe uma solução?

DINÂMICA DO TRABALHO

Trabalhos em grupo e individuais. Plenárias. Debates. Palestras informais.

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Giesecke Frederick E (12)
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788577803750

4 Construções geométricas e fundamentos do modelamento

Giesecke, Frederick E. Grupo A PDF Criptografado

79

CAPÍTULO 4 • CONSTRUÇÕES GEOMÉTRICAS E FUNDAMENTOS DO MODELAMENTO

4.1 PONTOS E LINHAS

Um ponto representa uma localização no espaço ou em um desenho e não tem largura, altura ou profundidade. Em um esboço, um ponto é representado pela interseção de duas linhas, por uma pequena barra transversal sobre uma linha, ou uma pequena cruz.

O ponto nunca é representado por uma simples marca no papel com a ponta do lápis, uma vez que são mais facilmente mal interpretados e tornam o esboço sujo e amador. Exemplos de esboços de pontos são mostrados na Figura 4.1.

Uma linha foi definida por Euclides como “a que tem comprimento sem largura”. Uma linha reta é a menor distância entre dois pontos e é comumente referida apenas como uma linha. Se

4.2 ÂNGULOS

Um ângulo é formado por duas linhas que se interceptam. O símbolo ∠ é normalmente utilizado para indicar um ângulo. A medida de um ângulo é geralmente expressa em graus. Existem

360 graus (360o) em uma circunferência (Figura 4.3).

Um grau é dividido em 60 minutos (60’) e um minuto é dividido em 60 segundos (60”). O ângulo designado por 37o 26’10” é lido como 37 graus, 26 minutos e 10 segundos. Para indicar apenas minutos, coloca-se 0o em frente do número de minutos, como em 0o 30’. Os ângulos também podem ser medidos em graus decimais, por exemplo 45,20o. Outros sistemas, tais como grados e radianos, também são usados para medir ângulos.

Ver todos os capítulos
Medium 9788577803750

7 Vistas em corte

Giesecke, Frederick E. Grupo A PDF Criptografado

188

COMUNICAÇÃO GRÁFICA MODERNA

VISÃO GERAL

Até agora, você aprendeu os métodos básicos para representar objetos por vistas ou projeções. Você pode descrever projetos complexos desenhando vistas cuidadosamente selecionadas. Porém, arestas invisíveis que mostram características interiores são freqüentemente difíceis de interpretar. Vistas em cortes – freqüentemente chamadas de cortes transversais ou simplesmente de cortes – mostram o interior do objeto imaginando como se fosse fatiado, tal como quando você corta uma maçã ou um melão. Você pode usar cortes quando precisar mostrar com clareza a estrutura interna de objetos complexos que, de outro modo, necessitariam de muitas arestas invisíveis. Há muitos tipos de vistas em corte. Você deverá se familiarizar com os tipos diferentes de vistas em corte e deverá saber quando usá-los. Os cortes substituem freqüentemente uma das vistas primárias no desenho.

A linha de corte mostra onde o objeto está sendo hipoteticamente cortado. Linhas finas inclinadas e paralelas entre si

Ver todos os capítulos
Medium 9788577803750

10 Tolerâncias

Giesecke, Frederick E. Grupo A PDF Criptografado

320

COMUNICAÇÃO GRÁFICA MODERNA

VISÃO GERAL

A manufatura intercambiável permite que peças feitas em diferentes lugares se ajustem quando montadas. É essencial para a produção em massa que todas as peças se ajustem adequadamente, e esta intercambialidade requer controle efetivo das dimensões por parte do engenheiro.

Por exemplo, um fabricante de automóveis subcontrata a fabricação de peças a outras companhias – tanto peças para automóveis novos como peças de reposição para reparos.

Todas as peças devem ser suficientemente parecidas para que qualquer uma possa ajustar-se adequadamente em qualquer montagem. As peças podem ser feitas com dimensões muito precisas, até alguns milionésimos de polegada ou milésimos de milímetro – como nos blocos de aferição –, mas peças muito precisas são extremamente caras e ainda haverá alguma variação entre as dimensões exatas e o tamanho real da peça.

Felizmente, não são necessários tamanhos exatos. A precisão necessária de uma peça depende de sua função. Um fabricante de triciclos para crianças sairia rapidamente dos negócios se as peças fossem feitas com a precisão de uma turbina a jato – ninguém estaria disposto a pagar o preço. Fornecer uma tolerância junto com uma cota permite que esta seja especificada com qualquer nível de precisão requerido.

Ver todos os capítulos
Medium 9788577803750

2 Introdução ao CAD

Giesecke, Frederick E. Grupo A PDF Criptografado

34

COMUNICAÇÃO GRÁFICA MODERNA

VISÃO GERAL

O uso de computadores – em quase todas as atividades da engenharia, da ciência, dos negócios e da indústria – é hoje bem conhecido. O computador alterou procedimentos de contabilidade e fabricação, bem como as práticas de engenharia. A integração de computadores nos processos industriais – do projeto à prototipagem, fabricação e marketing – está mudando os métodos usados em educação e treinamento de técnicos, desenhistas, projetistas e engenheiros.

A engenharia, em particular, é um campo em constante mudança. Com a evolução de novas teorias e práticas, ferramentas mais poderosas são desenvolvidas e aperfeiçoadas para permitir que o engenheiro e o projetista se mantenham atualizados com o corpo de conhecimento técnico em expansão. O computador tornou-se uma ferramenta indispensável para o projeto e para a solução de problemas práticos. O uso de computadores na engenharia e na indústria vem resultando em novos métodos para análise e projeto, criação de desenhos técnicos, modelos 3-D e solução de problemas de engenharia, bem como o desenvolvimento de novos conceitos em automação e robótica.

Ver todos os capítulos
Medium 9788577803750

6 Desenho de perspectiva

Giesecke, Frederick E. Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 6 • DESENHO DE PERSPECTIVA

VISÃO GERAL

Desenhos de vistas ortográficas tornam possível representar objetos complexos com precisão através de uma série de vistas onde cada uma só mostra duas das três dimensões principais, não mostrando comprimento, largura e altura simultaneamente. Desenhos de perspectiva (Pictorial Drawing) (ANSI/ASME Y1

4.4M-1989 (R1994)), que se parecem mais com uma ilustração do que com vistas ortográficas, são usados para comunicar suas idéias com rapidez, desenvolver seus próprios pensamentos durante o processo de projeto e, às vezes, esclarecer desenhos que seriam de difícil leitura em outras representações. Desenhos de perspectivas podem ser entendidos facilmente sem treinamento técnico.

Vários tipos de desenho de perspectiva são extensivamente usados em catálogos, publicações de vendas e trabalhos técnicos. Por exemplo, são usados desenhos de perspectiva para obter patentes, representar projetos de tubulações em plantas de processo e para representar projetos de máquinas, projetos estruturais, arquitetônicos e de mobília. Desenhos de perspectivas criados usando-se técnicas de modelagem 3-D em computador podem ser utilizados com muita eficiência para apresentar idéias de projeto, ajudar no marketing do produto e ajudar a inspecionar visualmente ajustes, montagens e outros aspectos do projeto. Desenhos de perspectiva normalmente não são cotados porque não mostram o objeto com precisão. Os desenhos de perspectivas são uma ajuda inestimável no processo de projeto.

Ver todos os capítulos

Ver Todos

Carregar mais