Ada Magaly Matias Brasileiro (4)
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Capítulo 1. Comunicação, linguagem e discurso

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1

Comunicação, linguagem e discurso

>> �Os preceitos básicos das TEORIAS DA LINGUAGEM: teoria da comunicação e teoria do interacionismo sociodiscursivo.

>> �As FORMAS DE COMUNICAÇÃO verbal, não verbal e escrita, bem como suas interações.

>> Os TIPOS TEXTUAIS e suas características e estruturas específicas.

2

leitura e produção textual

Nós, seres humanos, temos necessidade essencial de nos comunicar uns com os outros, externar nossos sentimentos, ideias e intenções, interagir, estabelecer relações interpessoais anteriormente inexistentes, influenciar o outro. Para isso, usamos a linguagem, melhor dizendo, as linguagens. Convencionalmente, consideramos linguagem todo e qualquer sistema de códigos que serve de meio de comunicação entre os indivíduos. Desde que se atribua um valor ou significado a determinado sinal, passa a existir uma linguagem.

Visto que se trata de todo e qualquer sistema de sinais, podemos considerar, então, que esses sistemas podem ser verbais, quando usamos a palavra; ou não verbais, quando usamos quaisquer outros signos, sejam eles gestos, expressões faciais, desenhos, cores, luzes, vestimentas e inúmeros outros.

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Capítulo 4. Língua: uma atividade em construção

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4

Língua: uma atividade em construção

>> �O que é COESÃO e COERÊNCIA textual e seus mecanismos e operadores.

>> �Como utilizar a ARGUMENTAÇÃO e os diversos tipos de discursos.

>> �Os RECURSOS ESTILÍSTICOS, como figuras e vícios de linguagem.

>> �Quais foram as transformações sofridas pela língua portuguesa após o ACORDO

ORTOGRÁFICO entre os países falantes da língua.

110

leitura e produção textual

Neste último capítulo, serão apresentados temas relacionados ao aperfeiçoamento da produção textual, no que diz respeito à articulação das ideias e à evolução do texto. Falaremos, também, sobre o poder da argumentação, dando ênfase aos tipos de argumentos, segmentando-os em argumentos comprobatórios e argumentos falaciosos. No terceiro tópico, tematizaremos recursos estilísticos e descreveremos algumas figuras de linguagem que contribuem para melhorar o estilo de um texto e, por fim, você terá acesso, para suas consultas posteriores, a um resumo sobre o novo acordo ortográfico.

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Capítulo 2. Leitura, produção e análise de textos

Ada Magaly Matias Brasileiro Grupo A PDF Criptografado

2

Leitura, produção e análise de textos

>> �Concepções e estratégias de LEITURA, os tipos de leitor e suas características e as relações textuais.

>> �Conceitos sobre leitura e produção de textos TÉCNICOS E ACADÊMICOS.

>> �Texto LITERÁRIO e suas diferentes classificações e especificidades.

32

leitura e produção textual

Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício.

Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como outro falso; a palavra foi feita para dizer. (RAMOS, 2005).

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Capítulo 3. Uso da língua portuguesa culta

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3

Uso da língua portuguesa culta

>> �O objetivo do uso da NORMA CULTA da língua portuguesa e qual é a função da gramática.

>> �CONCORDÂNCIA verbal e nominal, seus desdobramentos e exemplos ilustrando os diferentes casos.

>> �Utilização e exemplos de REGÊNCIA verbal e nominal e outras regras gramaticais, como PONTUAÇÃO e uso dos PORQUÊS.

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leitura e produção textual

O objetivo fundamental da aula de língua portuguesa é levar os alunos a desenvolverem a competência comunicativa, ou seja, a capacidade do sujeito de mobilizar todas as suas habilidades para ser eficiente em uma situação de interação. Essas habilidades passam por conhecimentos gramaticais, sociolinguísticos, estratégicos e discursivos (CANALE, 1983).

Sendo a gramática, o conjunto de regras, normas, princípios e ensinamentos de um idioma, os conhecimentos gramaticais são aqueles relacionados à utilização padrão desse idioma. Os conhecimentos sociolinguísticos dizem respeito à habilidade dos interlocutores, principalmente do emissor, de adequarem a linguagem à situação comunicativa, o que demanda o conhecimento das variedades de uma língua e do contexto social no qual ela é utilizada. Por sua vez, os conhecimentos discursivos são aqueles relativos ao gênero textual a ser utilizado em cada situação, bem como à finalidade global do texto dentro de contextos e campos de atividades específicos. Já os conhecimentos estratégicos relacionam-se ao modo como o produtor do texto se porta para alcançar o objetivo pretendido, selecionando palavras, estratégias argumentativas e outros meios.

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Carvalho Julia (6)
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4. O protetor dos mendigos

CARVALHO, Julia Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

os

ig d n e m s o otetor d

4

o pr

amargo

Joracy C

Depois da crise de 1929, da Revolução de 1930 e da

Revolta Constitucionalista de 1932, São Paulo fervilhava. Seus habitantes, em grande parte imigrantes europeus, traziam de sua terra natal ideias novas como o marxismo e o anarquismo, enquanto uma classe média urbana surgia da industrialização. Todo esse contexto de ebulição econômica e social não era acompanhado pelo desenvolvimento do teatro, que ainda era predominado pelo teatro de revista e as famosas “comédias para se fazer rir”.

Para o dramaturgo Joracy Camargo, esse cenário era inconcebível.68 O homem sério, de cabeleira vas68 As informações contidas nesse capítulo foram retiradas dos primeiros seis meses de pesquisa que realizei como bolsista de Iniciação

Científica do CNPq, no Arquivo Miroel Silveira, sob orientação da Profa. Dra. Mayra Rodrigues Gomes. Meu trabalho consistiu em terminar e complementar a pesquisa iniciada por outra bolsista, Carolina Rossetti de Toledo, sobre o dramaturgo Joracy Camargo. Seu relatório foi essencial para que eu pudesse saber mais sobre a vida do dramaturgo, que possui pouquíssima bibliografia dedicada a ele.

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3. Do parlamentar ao juiz

CARVALHO, Julia Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

3

iz u j o a r a rlament

do pa

até hoje de 1986

Cinco de outubro de 1988. Pela primeira vez na história do Brasil, estava a democracia plena, com todos os direitos individuais garantidos, instituída pela

Constituição:55

Art. 5º

III - Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

IV - É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

V - É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;

IX - É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

55 Durante o Império e o período de 1945 a 1964, a liberdade de imprensa foi garantida, mas as diversões públicas ainda eram submetidas à ação da censura. A Constituição de 1988 foi a primeira a garantir a liberdade de expressão em todos os seus âmbitos.

51

XIV - É assegurado a todos o direito à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional.

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6. O anticensor

CARVALHO, Julia Editora Manole PDF Criptografado

6

sor n e c i t n a o to oelho Ne

capítulo

esto

João Ern

C

João Ernesto Coelho Neto entrou bufando pela porta da sala. Tinha andado os últimos quarteirões em um passo apressado, e subiu as escadas o mais rápido que pode. Estava atrasado. Odiava estar atrasado, mas estava, não teve jeito. Já estavam todos esperando, Décio de Almeida Prado entre eles. A discussão do dia era o futuro do teatro amador no Brasil. Décio, como anfitrião, achou que poderia fazer a cobrança:

— O que aconteceu, Coelho?

— Desculpem-me o atraso, a prova era hoje e não podia faltar.

— Prova? Prova do quê?

— A prova do concurso público — respondeu João, hesitante.

— Mas que concurso, homem?

— Concurso para censor.

A sala ficou em completo silêncio. Todos se olharam, incrédulos. E, então, começaram a rir. Primeiro bai-

139

xinho, depois gargalhando alto: João Ernesto Coelho Neto, o presidente da Federação Paulista de Teatro Amador, o diretor de mais de 30 grupos, um dos homens mais apaixonados pelos palcos, trabalhando para o Departamento de Censura? Finalmente, alguém estaria lutando de dentro! Finalmente, o teatro seria salvo!

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2. Do populista ao militar

CARVALHO, Julia Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

2

r

do po

lita i m o a a t pulis

985

1946 a 1

Na quinta-feira, dia 18 de julho, meu teatro foi atacado pelo bando do CCC (Centro de Caça aos

Comunistas). Tínhamos recebido diversos telefonemas anunciando o ataque. A própria Cacilda [Becker] me telefonou para avisar que soubera, por um jornalista amigo, que seria nessa noite. Não dei importância: parecia-me mais um lance de guerra psicológica. Fui ao cinema ver 2001 e, quando saí, passei pelo teatro para ver o final do espetáculo. Ao estacionar o carro, percebi algo estranho: duas radiopatrulhas estavam na frente do teatro enquanto, de dentro, saíam gritos de tumulto e ruídos de móveis e aparelhos sendo arrebentados. Da bilheteria e do escritório começaram a surgir funcionários para verificar o que acontecia. As portas do Galpão estavam trancadas por dentro e, em poucos minutos, de mistura com berros e gritos de pânico pedindo socorro, as portas se abriam e um grupo de dezessete homens se precipitava rumo

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5. O pai dos perseguidos

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capítulo

5

es

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Nelson R

Flor de obsessão. Eis um dos apelidos que melhor define Nelson Rodrigues, cravado por Cláudio Mello e

Souza, um dos jornalistas mais conhecidos do ramo.

As passagens de Cláudio pelo Jornal do Brasil e suas crônicas esportivas no O Globo marcaram, respectivamente, o jornalismo das décadas de 1960 e 1980.

Em retribuição ao apelido, Nelson o chamaria, em crônica, de “remador de Ben Hur”, em razão de seu permanente bronzeado. A amizade entre os dois permitiu que Cláudio acertasse em cheio. O também jornalista, escritor e dramaturgo era mesmo um obcecado: pela morte, pelo sexo, pelo Fluminense e

— como eterna vítima — pela censura. Quase todas as suas peças sofreram algum tipo de corte, quando não foram totalmente vetadas. Seu livro, O casamento, foi retirado das livrarias. Suas novelas só seriam liberadas graças à influência dos diretores da TV Globo, que escreviam longas cartas tentando convencer

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Duarte Jorge Org (16)
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3 - Comunicação pública, esfera

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Comunicação pública, esfera pública e capital social

Heloiza Matos

A análise da comunicação pública acompanha a natureza do conceito e os mar-

cos da sua evolução histórica – enquanto modelo teórico-instrumental do sistema político para mediar interações comunicativas entre o Estado e a sociedade.

Embora se considere a centralidade do governo como agente do processo, destacam-se também outras possibilidades: a comunicação pública do ponto de vista da sociedade organizada e do cidadão, ambos como elementos essenciais na implementação do conceito.

Na primeira parte, o texto retoma reflexões que apresentam o estado-da-arte da comunicação pública no Brasil e em alguns países europeus, pioneiros na abordagem e na práxis do conceito. Na sequência, propõe-se uma reflexão sobre a esfera pública, entendida além das dimensões institucionalizadas, e uma sistematização da comunicação pública como espaço plural para a intervenção do cidadão no debate das questões de interesse público.

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14 - A dimensão interna da comunicação

DUARTE, Jorge (org.) Editora Atlas S.A. PDF Criptografado

14

A dimensão interna da comunicação na administração pública

João José Azevedo Curvello

A temática de comunicação pública cresce em interesse na academia, nos órgãos

do Estado e na sociedade, mas a dinâmica da comunicação interna na área pública ainda é pouco pesquisada. Uma das motivações pode estar na maior visibilidade da relação entre as democracias contemporâneas e a questão da representatividade provocada por novas configurações na troca de informações entre Estado,

Sociedade Civil e cidadão.

Desde a segunda metade do século XX, o conceito de cidadania adquire importância crescente, devido à visão de que o Estado é o legítimo representante dos interesses do cidadão e ao incremento dos movimentos sociais e da participação da sociedade civil nos processos decisórios. Mais recentemente, presenciamos o fortalecimento das Organizações Não-Governamentais que se apresentam como complementares à ação do Estado e lideram movimentos regionais e globais.

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12 - Publicidade do poder, poder da publicidade

DUARTE, Jorge (org.) Editora Atlas S.A. PDF Criptografado

12

Publicidade do poder, poder da publicidade

Luiz Martins da Silva

É

próprio da República a transparência. E essa é a razão para que um Estado democrático tenha de manter em suas rotinas a publicização de tudo que é feito com o dinheiro público; de tudo que é de interesse público e de tudo que possa afetar o bem público e o patrimônio público. A publicidade seria, então, um compromisso natural e ético, não só dos governantes eleitos, mas também de todo e qualquer servidor público. Entretanto, para não ficar cada um deles, avulsamente, tornando, à sua maneira, pública a coisa pública, espera-se que faça parte da própria estruturação do Estado a manutenção de um Sistema de Publicidade (e de publicização da coisa pública), por sua vez, subdividido em atribuições, tantas as obrigações para com a divulgação dos assuntos de interesse público.

A publicização da coisa pública pode ser entendida de várias maneiras. Poder-se-ia até estabelecer uma escala de níveis de publicidade. É forçoso compreender que o primeiro patamar desse proposto escalonamento esteja relacionado ao princípio republicano da publicidade, qual seja, o princípio da publicidade legal: aquele segundo o qual todos os atos do Poder Público têm de ser publicados, sendo no Brasil o principal meio de publicização dos assuntos públicos o Diário

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13 - Caso Radiobrás: o compromisso com a verdade no jornalismo de uma empresa pública

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13

Caso Radiobrás: o compromisso com a verdade no jornalismo de uma empresa pública

Eugênio Bucci

A

tradição é perversa: instituições públicas que operam a comunicação social, sejam elas empresas estatais, fundações ou departamentos ligados diretamente ao

Governo, vêm atuando como pequenas máquinas de propaganda a serviço das autoridades do Poder Executivo. Criadas ao longo do século 20, principalmente a partir dos anos 50, essas instituições pouco ou nada tiveram de compromisso com o direito à informação do cidadão.1 Em lugar de informar, dedicam-se a tentar formar a opinião pública segundo os moldes que interessam ao Governo da temporada.

Claro que existem exceções. O quadro geral, no entanto, tomado aqui como quadro geral e não como generalização, é desalentador: as instituições públicas que se dedicam à comunicação social acabam se reduzindo, no todo ou em parte,

à condição de máquina acessória da propaganda do governo.

Como pano de fundo, subsiste a tudo isso uma cultura política que não pode deixar de ser pelo menos mencionada. Mesmo entre os jornalistas, se aceita essa brutal distorção da comunicação gerada por instituições públicas como se ela fosse um dado da natureza. É quase com resignação que se comenta, em rodas de jornalistas de vários de nossos países: “Ah, eles estão aí para passar a versão do

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8 - Cidadania ativa e liberdade de informação

DUARTE, Jorge (org.) Editora Atlas S.A. PDF Criptografado

8

Cidadania ativa e liberdade de informação

Adriana Studart

A

expressão calcada por Hannah Arendt, “direito de ter direitos”, em seu Origens do totalitarismo, ressoa como uma melodia diante de tantas supressões ocorridas e sentidas todos os dias ou até mesmo diante das dificuldades para o exercício efetivo do alcance da expressão, mormente considerando o desconhecimento pelos cidadãos de caminhos legais simplificados e acessíveis, em busca de suas respostas.1

O arcabouço legislativo brasileiro, ao mesmo tempo em que assegura evoluídos direitos em diplomas modernos e de longo alcance humano (como aqueles inseridos no Estatuto da Criança e do Adolescente),2 isola o brasileiro, deixandoo à mercê sobre como, onde e de que modo agir face a possíveis violações a esses direitos fundamentais tidos como basilares para o exercício de sua dignidade e cidadania.

Em nosso país, diante do inegável universo de leis,3 em meio a uma grave crise de leitura (leia-se cultura, como pano de fundo), a indagação persiste: como

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Ferreyra Erasmo Norberto (8)
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CAPÍTULO 4 - O HOMEM COM SUA PERSONALIDADE: REALIDADE BASE

Ferreyra, Erasmo Norberto Grupo A PDF Criptografado

A Linguagem Oral na Educação de Adultos

CAPÍTULO

93

4

O Homem com sua Personalidade,

Realidade Base

A personalidade do homem é a soma de suas emoções, temores, interesses, estado de ânimo, estado psicofísico, passado e presente, seus desejos e expectativas, suas motivações, sua cultura e seus costumes, sua raça, sua situação socioeconômica, sua profissão e ocupação, sua sensibilidade e sentimentos, seus gostos, seus complexos, sua herança, suas ambições e seus bens, o dia, o clima, etc.

O todo, que torna essa pessoa única e irrepetível, com dignidade, liberdade e com capacidade de ser. Isso é o que nos torna, fundamentalmente, pessoas.

As estimulações e impressões que recebe da realidade e a expressão de seu eu interior encontram-se condicionadas por ela e são mostradas por meio da expressão dos aspectos genuínos desse eu ou bem, em seu agir disfarçado e encoberto como autodefesa ou repressor da expressão dos outros, se atua num papel mais ofensivo.

Ao considerar a realidade base, há uma que é a fundamental: o grande desejo de capacitação do participante. Problemática pessoal que, por outro lado, o leva a participar num curso de educação de adultos.

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CAPÍTULO 7 - DISCREPÂNCIAS DE APRECIAÇÃO ENTRE ALFABETIZAÇÃOE LINGUALIZAÇÃO

Ferreyra, Erasmo Norberto Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

7

Discrepâncias de Apreciação entre

Alfabetização e Lingualização

Alfabetização

Lingualização

Treina o aluno no manejo de um sistema, o alfabeto, em cujo ensino centra, geralmente, todo seu esforço. Guia-se por uma pedagogia e uma andragogia criadas para este propósito.

O adulto descobre e adestra-se no manejo das variadas linguagens que o homem usa para comunicar-se. A pedagogia e a andragogia deverão servir a esse propósito.

A psicopedagogia, geralmente, trata as possíveis dificuldades que o aluno possa apresentar no manejo deste sistema de signos e seu código.

A psicoandragogia para a lingualização deverá tratar as dificuldades que os alunos apresentem na comunicação, devidas a bloqueios internos ou externos.

A percepção e a expressão do aluno, desenvolvidas através do código alfabético, são alteradas de tal maneira que costumam funcionar deficientemente quando a pessoa enfrenta a realidade.

O desenvolvimento de percepção e de expressão que se vivencia através de todas as linguagens ao alcance das pessoas amplia-se e aperfeiçoa suas funções frente à realidade.

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CAPÍTULO 2 - A PERCEPÇÃO

Ferreyra, Erasmo Norberto Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

2

A Percepção

A percepção é um ato vital no qual entra em ação todo o organismo; inicia com o registro energético, que os órgãos dos sentidos realizam, de todos aqueles estímulos provenientes do meio ambiente.

Essa função de “registro” realizada pelos aparelhos sensoriais é seletiva e discriminatória, já que só entra no próprio campo perceptivo aquilo que promove nosso interesse. Neste processo intervêm os registros sensoriais, simbólicos e emocionais, capazes de captar — por uma via de entrada — os estímulos que nos oferece a existência toda:

“Como seres humanos, captamos somente aqueles conjuntos que têm sentido para nós enquanto seres humanos. Há uma infinidade de conjuntos distintos dos quais nunca saberemos nada. É evidente que nos é impossível experimentar todos os estímulos que passam ao nosso redor. Percebemos através de espécies de padrões armados por experiências adquiridas, como se olhássemos e sentíssemos mediante moldes culturais e pessoais determinados por experiências passadas. As percepções que experimentamos não são, de modo algum, revelações absolutas e objetivas do que se passa ao nosso redor, senão que vêm a ser previsões e probabilidades baseadas em experiências já vividas.” (Kilpatrick, 1961)1

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CAPÍTULO 5 - PLANEJAMENTO, GENERALIDADES

Ferreyra, Erasmo Norberto Grupo A PDF Criptografado

A Linguagem Oral na Educação de Adultos

CAPÍTULO

205

5

Planejamento, Generalidades

Planejar é projetar o desenvolvimento de uma ação durante um tempo e com um determinado fim. É traçar o plano de uma obra a realizar; é ponderar e restabelecer um caminho ou itinerário a percorrer num tempo futuro estabelecido. É um processo de prognóstico.

O fim de todo planejamento é orientar, organizadamente, os esforços das pessoas que executam um determinado trabalho. Para isso, são estabelecidos, de antemão, critérios de ação, previsão de tempos, acesso e recursos necessários para conseguir o produto desejado, divisão de responsabilidades e tempos para que as ações sejam coerentes com os propósitos que se pretende alcançar. Planejar é organizar um “processo” antecipadamente.

Neste sentido, encontramo-nos com aspectos que podem ser planejáveis com anterioridade e outros que não. Pode-se planejar com antecipação o desenvolvimento de uma obra material (a construção de um edifício), a emissão de um pacote de programas de rádio ou televisão, uma obra de teatro que se ensaia várias vezes antes da estreia. Mas não se pode planejar, por exemplo, um desenvolvimento científico realizado por um estudioso com passos experimentais encadeados.

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CAPÍTULO 1 - A EXISTÊNCIA É RELAÇÃO E COMUNICAÇÃO

Ferreyra, Erasmo Norberto Grupo A PDF Criptografado

18

Erasmo Norberto Ferreyra

mos que neles habitam: os vegetais e os animais necessitam-se mutuamente para existir e, entre os indivíduos, podem ser encontrados verdadeiros códigos de comunicação (sinais) que indicam perigo, alimento, reconhecimento sexual ou preponderância de um dos indivíduos sobre outro.

Dentro do corpo dos organismos, as células estão profundamente interconectadas: o sangue que, além de transportar nutrientes e substâncias mensageiras (os hormônios), elimina os resíduos das células, converte-se no canal natural da comunicação intercelular.

Os animais superiores desenvolvem, além disso, especializados sistemas nervosos que coordenam e ampliam a intercomunicação celular e, ao mesmo tempo, adaptam o organismo ao meio ambiente externo.1

O equilíbrio da natureza sustenta-se sobre vários eixos que se manifestam na interação dos seres vivos constituídos em sociedades, nos distintos sistemas que a compõem e nos períodos ou ciclos de nascimento, vida, morte e transformação, que caracterizam o constante suceder da vida.

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Giesecke Frederick E (12)
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6 Desenho de perspectiva

Giesecke, Frederick E. Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 6 • DESENHO DE PERSPECTIVA

VISÃO GERAL

Desenhos de vistas ortográficas tornam possível representar objetos complexos com precisão através de uma série de vistas onde cada uma só mostra duas das três dimensões principais, não mostrando comprimento, largura e altura simultaneamente. Desenhos de perspectiva (Pictorial Drawing) (ANSI/ASME Y1

4.4M-1989 (R1994)), que se parecem mais com uma ilustração do que com vistas ortográficas, são usados para comunicar suas idéias com rapidez, desenvolver seus próprios pensamentos durante o processo de projeto e, às vezes, esclarecer desenhos que seriam de difícil leitura em outras representações. Desenhos de perspectivas podem ser entendidos facilmente sem treinamento técnico.

Vários tipos de desenho de perspectiva são extensivamente usados em catálogos, publicações de vendas e trabalhos técnicos. Por exemplo, são usados desenhos de perspectiva para obter patentes, representar projetos de tubulações em plantas de processo e para representar projetos de máquinas, projetos estruturais, arquitetônicos e de mobília. Desenhos de perspectivas criados usando-se técnicas de modelagem 3-D em computador podem ser utilizados com muita eficiência para apresentar idéias de projeto, ajudar no marketing do produto e ajudar a inspecionar visualmente ajustes, montagens e outros aspectos do projeto. Desenhos de perspectiva normalmente não são cotados porque não mostram o objeto com precisão. Os desenhos de perspectivas são uma ajuda inestimável no processo de projeto.

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2 Introdução ao CAD

Giesecke, Frederick E. Grupo A PDF Criptografado

34

COMUNICAÇÃO GRÁFICA MODERNA

VISÃO GERAL

O uso de computadores – em quase todas as atividades da engenharia, da ciência, dos negócios e da indústria – é hoje bem conhecido. O computador alterou procedimentos de contabilidade e fabricação, bem como as práticas de engenharia. A integração de computadores nos processos industriais – do projeto à prototipagem, fabricação e marketing – está mudando os métodos usados em educação e treinamento de técnicos, desenhistas, projetistas e engenheiros.

A engenharia, em particular, é um campo em constante mudança. Com a evolução de novas teorias e práticas, ferramentas mais poderosas são desenvolvidas e aperfeiçoadas para permitir que o engenheiro e o projetista se mantenham atualizados com o corpo de conhecimento técnico em expansão. O computador tornou-se uma ferramenta indispensável para o projeto e para a solução de problemas práticos. O uso de computadores na engenharia e na indústria vem resultando em novos métodos para análise e projeto, criação de desenhos técnicos, modelos 3-D e solução de problemas de engenharia, bem como o desenvolvimento de novos conceitos em automação e robótica.

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1 Projeto e comunicação gráfica

Giesecke, Frederick E. Grupo A PDF Criptografado

16

COMUNICAÇÃO GRÁFICA MODERNA

VISÃO GERAL

Uma nova máquina, estrutura ou sistema deve existir na cabeça do engenheiro ou projetista antes de se tornar realidade. O processo de projeto é um esforço excitante e desafiador durante o qual o engenheiro-projetista usa o desenho como meio para criar, registrar, analisar e comunicar conceitos e idéias.

Todos os integrantes da equipe de engenharia e projeto devem ser capazes de se comunicar rápida e precisamente de modo a competir no mercado globalizado. Da mesma forma que carpinteiros aprendem a usar as ferramentas do seu ofício, engenheiros, projetistas e desenhistas devem aprender a usar as ferramentas do desenho técnico. Durante o processo de projeto, a equipe progride através de 5 estágios. Para ser um membro bem-sucedido da equipe, você precisa entender o processo e conhecer seu papel dentro dela.

Os conceitos do projeto são geralmente comunicados através de esboços à mão livre ou desenhos criados por meio de sistemas de Projeto Assistido por Computador (CAD, computer-aided design). À medida que a idéia vai sendo mais bem desenvolvida, os esboços preliminares serão acompanhados por esboços mais detalhados e desenhos. Um sistema CAD pode ajudar, mas é preciso ter habilidade para saber quais os desenhos e qual nível de detalhes é necessário em cada estágio do projeto. Mesmo que os sistemas CAD tenham substituído as ferramentas tradicionais de desenho, para muitas equipes de projeto, os conceitos básicos da comunicação gráfica permanecem os mesmos. A proficiência em se comunicar usando gráficos será valiosa para você e para seu futuro empregador.

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5 Esboço de vistas ortográficas e projeções

Giesecke, Frederick E. Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 5 • ESBOÇO DE VISTAS ORTOGRÁFICAS E PROJEÇÕES

A projeção de um objeto em um plano é chamada de vista.

Projetando múltiplas vistas de direções diferentes de forma sistemática, você pode descrever completamente a forma de objetos 3-D. Há muitas convenções que você deve aprender para criar esboços e desenhos que podem ser interpretados por outros. A norma publicada em ANSI/ASME Y14.3M-1994 é comum nos Estados Unidos, onde a projeção no terceiro diedro é usada. Europa, Ásia e muitos outros lugares usam o sistema de projeção no primeiro diedro.

Para criar e interpretar desenhos, você precisa saber como criar projeções e entender o posicionamento-padrão das vistas. Você também deve entender a geometria de objetos sólidos e como visualizar um objeto através de um esboço ou desenho. Entender quando as superfícies têm posição normal, inclinada ou oblíqua pode ajudar a visualizar objetos. Detalhes comuns como vértices, arestas, contornos, furos e arredondamentos são mostrados de forma padronizada. Esses detalhes devem ser mostrados claramente escolhendo-se uma escala apropriada.

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9 Cotagem e processos de fabricação

Giesecke, Frederick E. Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 9 • COTAGEM E PROCESSOS DE FABRICAÇÃO

VISÃO GERAL

Com certeza já ouvimos falar de algumas formas práticas de se fazer as coisas. Antigamente, uma polegada era definida como a largura de um dedo polegar, e um pé era simplesmente o comprimento do pé de um homem. Na antiga Inglaterra, uma polegada costumava representar "três grãos de cevada, redondo e seco". No tempo de Noé e da arca, o côvado era o comprimento do antebraço de um homem, ou cerca de 18 polegadas.

Em 1791, a França adotou o metro (1 metro = 39,37 polegadas; 1 polegada = 25,4 mm), a partir do qual desenvolveuse o sistema métrico. Nesse meio tempo, a Inglaterra estava estabelecendo uma medida mais precisa para a jarda, que foi definida legalmente em 1824 por decreto do Parlamento. Um pé era um terço de uma jarda, e uma polegada era um trinta e seis avos de uma jarda. Baseados nessas especificações, réguas graduadas, escalas e muitos tipos de dispositivos de medição têm sido desenvolvidos, possibilitando a obtenção de medidas e inspeções mais precisas.

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