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Capítulo 4 - Alimentação do Bebê

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CAPÍTULO 4

Alimentação do Bebê

D o início do século atual, muito se fez a respeito à alimentação do bebê; médicos e fisiologistas escreveram inúmeesde

ros livros e artigos científicos, cada um deles acrescentando um pouco aos nossos conhecimentos. O resultado de todo esse trabalho é ser agora possível distinguir entre dois grupos de coisas: os de um tipo físico, bioquímico ou substancial, que era impossível conhecer intuitivamente, e os de um tipo psicológico, que as pessoas sempre puderam conhecer, tanto pelos sentimentos como pela simples observação.

Por exemplo, para irmos imediatamente à raiz do problema, a alimentação da criança é uma questão de relações mãe-filho, o ato de pôr em prática a relação de amor entre dois seres humanos. Contudo, era difícil ver isto aceito (embora as mães sempre o sentissem como verdadeiro), enquanto muitas dificuldades não fossem superadas no aspecto físico do problema. Em qualquer período da história do mundo, uma mãe natural, levando uma vida sadia, terá facilmente pensado sempre na alimentação do bebê como uma simples relação entre ela própria e seu filho; mas existia, ao mesmo tempo, a mãe cujo bebê morria de diarreia e vômitos; ela ignorava que fora um germe que matara o seu bebê e convencia-se de que o seu leite era ruim. As doenças e a morte de crianças faziam as mães perderem a confiança nelas próprias, levando-as a procurar um conselho autorizado. A doença física tem complicado, de inúmeras maneiras, o problema tal como é visto pela mãe. De fato, só em virtude dos grandes

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Capítulo 23 - A Criança e o Sexo

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CAPÍTULO 23

A Criança e o Sexo

A

inda há bem pouco tempo, pensava-se ser mau ligar sexo com “inocência” infantil. Atualmente, o que é preciso é uma descrição meticulosa. Como ainda se desconhece muita coisa, ao estudioso recomenda-se que prossiga nas investigações

à sua própria maneira e se quiser ler em vez de realizar observações deixai-o ler as descrições feitas por inúmeros e diferentes autores, não olhando para este ou para aquele como o porta-voz da verdade. Este capítulo não constitui a venda em varejo de um conjunto de teorias compradas por atacado;

é uma tentativa para articular em poucas palavras uma descrição pessoal da sexualidade infantil, baseada em meu treino e experiência como pediatra e psicanalista. O tema é vasto e não pode confinar-se aos limites de um capítulo sem sofrer alguma deformação.

Ao examinarmos qualquer aspecto da psicologia infantil, será útil recordar que todos nós fomos crianças. Em cada observador adulto alberga-se toda a memória de sua infância e adolescência, tanto a fantasia como a realidade, segundo como tenha sido apreciada na época. Muito foi esquecido, mas nada está perdido. Que melhor exemplo poderia dirigir a atenção para os vastos recursos do inconsciente!

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Capítulo 17 - E o Pai?

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CAPÍTULO 17

E o Pai?

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o decorrer do meu trabalho, muitas mães têm debatido comigo a questão: E o pai? Suponho ser um fato claro para todo mundo que, em tempos normais, depende da atitude que a mãe tome, o pai acabar ou não por conhecer o seu bebê.

Há todo um rosário de motivos pelos quais é difícil para um pai participar na criação do seu filho pequeno. Para começar, raramente estará em casa quando o bebê está acordado.

Mas, muitas vezes, mesmo quando o pai está em casa, a mãe acha um pouco difícil saber quando utilizar seu marido ou quando desejar que ele saia do caminho. Sem dúvida, é com frequência muito mais simples deitar o bebê antes que o pai chegue, assim como é boa ideia ter as lavagens prontas e a refeição preparada. Mas muitas mães concordarão, baseadas na própria experiência, que constitui uma grande ajuda na relação entre pessoas casadas que elas compartilhem, cotidianamente, os pequenos detalhes que parecem idiotas para os que veem o problema de fora, mas que se revestem de uma tremenda importância, na época, tanto para os pais como para a criança. E quando o bebê cresce, a riqueza de detalhes aumenta, tornando cada vez mais profundo o vínculo entre o pai e a mãe.

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Capítulo 34 - Aspectos da Delinquência Juvenil

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CAPÍTULO 34

Aspectos da Delinquência Juvenil

A juvenil é um vasto e complexo tema, mas tentarei dizer algo muito simples acerca das crianças antissociais delinquência

e da relação entre a delinquência e uma vida familiar plena de carências.

Sabemos que, na investigação sobre diversos alunos de uma escola aprovada, o diagnóstico pode variar entre o normal (ou sadio) e o esquizofrênico. Contudo, algo existe que une todos os delinquentes. O que é?

Numa família normal, um homem e uma mulher, marido e esposa, assumem responsabilidade conjunta pelos filhos. Nascem os bebês, a mãe (apoiada pelo pai) cria cada um dos filhos, estudando a personalidade de cada, enfrentando o problema pessoal de cada, na medida em que afete a sociedade em sua menor célula, a família e o lar.

Como é uma criança normal? Come, cresce e sorri com meiguice? Não, ela não é assim. Uma criança normal, quando tem confiança no pai e na mãe, provoca constantes sobressaltos.

No decorrer do tempo, procura exercer o seu poder de desunião, de destruição, tenta amedrontar, cansar, desperdiçar, seduzir e apropriar-se das coisas. Tudo o que leva as pessoas aos tribunais

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Capítulo 9 - Por que Choram os Bebês?

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CAPÍTULO 9

Por que Choram os Bebês?

E

stivemos examinando até agora alguns aspectos bastante óbvios do desejo materno de conhecer o seu bebê e da necessidade que o bebê tem de ser conhecido. Os bebês, tanto quanto necessitam de leite e de carinho maternos, também precisam do amor e compreensão da mãe. Se ela conhece bem o seu bebê, está em condições de ajudá-lo quando ele precisa e, como ninguém pode conhecer um bebê melhor que a própria mãe – ninguém mais, senão ela, poderá ser a pessoa indicada para prestar-lhe essa ajuda.

Passemos agora à análise daqueles momentos em que o bebê parece estar, de um modo especial, solicitando ajuda: quando chora.

Como se sabe, a maioria dos bebês chora bastante, e à mãe cabe decidir, constantemente, se deve deixar que o bebê chore, ou tentar acalmá-lo, alimentá-lo, pedir ao pai que dê uma ajuda, ou levá-lo à senhora do andar de cima, que sabe tudo a respeito de crianças, ou julga que sabe. Você gostaria, provavelmente, que eu lhe pudesse dizer de um modo bastante simples o que fazer, mas, se eu assim procedesse, você diria: “Que idiota!

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