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Capítulo 37 - Cuidados aos pacientes com síndrome coronariana aguda

Renata Andréa Pietro Pereira Viana, Iveth Yamaguchi Whitaker, Suely Sueko Viski Zanei Grupo A ePub Criptografado

Patrícia Ana Paiva Corrêa Pinheiro

Vanessa Santos Sallai

As síndromes coronarianas agudas (SCAs) são causadas por obstrução coronariana decorrente da interação entre fenômenos de trombose e vasoespasmo, caracterizada por uma desproporção entre a oferta e a demanda de oxigênio no miocárdio, resultando em sintomas clínicos compatíveis com isquemia. Elas englobam a angina instável e o infarto agudo do miocárdio (IAM), com ou sem supradesnivelamento do segmento ST (IAM com ou sem SST).1

Várias organizações mundialmente reconhecidas, como Sociedade Europeia de Cardiologia, American College of Cardiology Foundation, American Heart Association (AHA) e World Heart Federation, em 2018, atualizaram e entraram em consenso com relação às definições universais para IAM:

Tipo 1: infarto do miocárdio espontâneo causado por doença arterial coronariana aterotrombótica geralmente relacionada à ruptura.

Tipo 2: infarto do miocárdio secundário a desequilíbrio isquêmico devido a outra condição que não a ruptura da placa aterosclerótica, contribuindo para o desequilíbrio entre o suprimento de oxigênio miocárdico e a demanda. As causas incluem aterosclerose coronariana, disfunção endotelial coronariana, espasmo da artéria coronária, embolia coronariana, taquiarritmias, bradiarritmias, anemia, insuficiência respiratória, hipotensão/choque, hipertensão, com ou sem hipertrofia ventricular esquerda.

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Capítulo 26 - Medicamentos para manutenção da estabilidade hemodinâmica em pacientes críticos

Renata Andréa Pietro Pereira Viana, Iveth Yamaguchi Whitaker, Suely Sueko Viski Zanei Grupo A ePub Criptografado

Vanessa Rossato Gomes

Jeiel Carlos Lamonica Crespo

Silvia Regina Secoli

Medicamentos com a capacidade de restaurar e de manter a estabilidade hemodinâmica possuem importância fundamental no contexto do cuidado a pacientes gravemente enfermos. Ações farmacológicas, como a melhora do desempenho da função cardíaca combinada a efeitos – diretos ou indiretos – no endotélio vascular, são clinicamente úteis para a preservação da perfusão de órgãos vitais, sobretudo em situações de iminente risco de morte.

Esses medicamentos possuem denominações distintas de acordo com as particularidades dos efeitos clínicos e pertencem a diferentes grupos terapêuticos. De modo geral, os efeitos são dose-dependentes e imediatos, sendo que muitos deles têm uma curta meia-vida de eliminação (t ½) (minutos), aspectos estes que demandam cuidados especiais em seu manuseio e infusão.

O perfil de reações adversas a medicamentos (RAM), independentemente do agente, pode produzir manifestações indesejáveis, em particular nos sistemas cardiovascular e nervoso central. No entanto, muitas RAMs são singulares e próprias de cada agente, fato que requer conhecimento por parte dos profissionais que assistem os pacientes.

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Capítulo 21 - Transfusão de sangue e hemocomponentes no paciente crítico

Renata Andréa Pietro Pereira Viana, Iveth Yamaguchi Whitaker, Suely Sueko Viski Zanei Grupo A ePub Criptografado

Helena B. Carvalho

Flávia Fumachi

A transfusão de sangue ou outro produto sanguíneo é comum nas unidades de terapia intensiva (UTIs). Estima-se que entre 40 e 50% dos pacientes recebam uma ou mais transfusões de glóbulos vermelhos na UTI, das quais cerca de 90% são realizadas no contexto de anemia estável.1,2

O uso adequado dos hemoderivados exige que os potenciais benefícios e riscos da transfusão sejam cuidadosamente mensurados para cada paciente. A indicação da transfusão é médica e deve seguir protocolos institucionais baseados em evidências.2 Porém, a administração e a vigilância das complicações da transfusão de hemoderivados na UTI são de responsabilidade dos enfermeiros, visando garantir a segurança dos pacientes. No presente capítulo, são enfatizados os principais hemocomponentes utilizados e os cuidados essenciais do tratamento.

A transfusão de sangue e hemocomponentes consiste na transferência de sangue e seus derivados – doados por uma pessoa (doador) – para outro indivíduo (receptor). Essa intervenção terapêutica não é isenta de eventos adversos, como risco de transmissão de doenças infectocontagiosas, entre outras complicações clínicas. Assim, é indispensável que a hemoterapia seja criteriosamente indicada e racionalizada.

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Capítulo 35 - Sepse

Renata Andréa Pietro Pereira Viana, Iveth Yamaguchi Whitaker, Suely Sueko Viski Zanei Grupo A ePub Criptografado

PARTE VIII

Renata Andréa Pietro Pereira Viana

Historicamente, a palavra sepse deriva do grego septikós e é atribuída a Hipócrates; significa apodrecer, sendo o resultado de um distúrbio orgânico.1,2 Como consequência, sepse é uma síndrome extremamente prevalente, com mortalidade e morbidade elevadas, além de altos custos para o sistema de saúde. Por tais condições, esforços vêm sendo desenvolvidos para a identificação precoce da sepse. Na última definição do Sepsis 3, os especialistas apontaram que a síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SRIS), embora não utilizada para a definição da sepse, continua sendo um importante determinante para o rastreamento de pacientes com suspeita de sepse.

Na atualidade, a sepse tem sido considerada um problema de saúde mundial, afetando todas as idades, ocorrendo na comunidade e nos ambientes hospitalares, estando entre as 10 maiores causas de morte no mundo. A identificação precoce e a rápida intervenção são fundamentais para a redução da mortalidade, e o tratamento resume-se em intervenções guiadas por metas, desde a admissão do paciente, onde a participação e adesão maciça dos profissionais da enfermagem são de suma importância, até o possível acompanhamento após a alta hospitalar.

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Capítulo 3 Conheça seu filho

Ken Robinson, Lou Aronica Grupo A ePub Criptografado

Você sabe que seu filho é diferente. Nunca o confundiria com outra criança que more na mesma rua. Evitaremos analogias de flocos de neve aqui, mas o fato é que nenhuma criança é igual a qualquer outra no planeta, ou até na mesma casa. Se você tem dois ou mais filhos, sabe que eles não nasceram como páginas em branco. Cada um tem seu próprio caráter inato, talentos e personalidades únicas e são geneticamente destinados a viver de maneiras diferentes. Claro, algumas crianças são parecidas, mas suas personalidades são inconfundíveis. O que significa para você educá-las?

QUEM SÃO ESSAS PESSOAS?

Você provavelmente já ouviu a discussão sobre “inato versus adquirido” (nature versus nurture). As crianças são moldadas por sua herança genética ou por suas experiências culturais? Se você é o pai biológico, fez uma grande contribuição para a natureza genética de seu filho. Ele pode ter seus olhos e sua intolerância à comida picante; pode ter o nariz de seu parceiro, a altura e a tendência para espirrar sob luz solar intensa. Ele também pode ter o seu fascínio por bandas de rock da década de 60 e a aversão do seu parceiro a romances de mistério com gatos. Esse provavelmente é o lado “experiencialista” em jogo. Então, o que é mais importante para seu filho e o que ele pode se tornar?

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