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Técnicas Laboratoriais Diversas

Paulo Augusto Neves Grupo Gen ePub Criptografado

 

 

TÉCNICAS LABORATORIAIS DIVERSAS

O antígeno e o anticorpo são colocados em dois pontos diferentes de uma camada de gel e um difunde contra o outro formando o precipitado. Alguns classificam a técnica como dupla difusão bidimensional. Esta técnica foi descrita por Ouchterlony, em 1946, sendo ainda bastante usada, pois permite comparar, por exemplo, dois antígenos contra o mesmo sistema de anticorpos e talvez por isso certos autores prefiram considerá-la bidimensional.

Ensaio do imunossorvente ligado à enzima (ELISA), serve para a detecção ou quantificação de um anticorpo ou antígeno empregando um ligante (por exemplo, uma anti-imunoglobulina) conjugado com uma enzima, o qual modifica a coloração de um substrato.

Utilizam-se substâncias fluorescentes (fluorocromos) conjugadas com anticorpos. Quando esses fluorocromos recebem luz de determinado comprimento de onda, respondem emitindo luz de menor comprimento. Essa luz emitida pode ser captada (fluorescência) pelo observador ao microscópio. Os sistemas ópticos convencionais podem ser usados para microscopia de fluorescência, necessitando de luz excitadora correspondente à região do espectro luminoso em que o fluorocromo fluoresce convenientemente, e filtros para evitar a passagem de comprimentos de onda prejudiciais aos olhos do observador.

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Eletroforese de Hemoglobinas

Paulo Augusto Neves Grupo Gen ePub Criptografado

Anexo 2

ELETROFORESE DE HEMOGLOBINAS

O método é usado para separação de íons mediante um campo elétrico. As moléculas de hemoglobina em pH alcalino apresentam cargas negativas que, no sistema eletroforético, migram para o polo positivo. Hemoglobinas normais apresentam cargas diferentes das hemoglobinas anormais e migram diferentemente das normais, separando-se destas. O método investiga os tipos de hemoglobinas anormais mediante um determinado pH. A migração da hemoglobina desconhecida é comparada com a hemoglobina normal e com controles alterados conhecidos.

• Eletroforese em gel de agarose, tampão pH 9,5.

– Material: cuba de eletroforese, tampão pH 9,5, gel de agarose, pipeta automática, solução de hemoglobina (hemolisado), corante negro de amido, descorante, secador de cabelo.

– Hemolisado: 1mL de sangue não coagulado previamente lavado (3 vezes) com solução fisiológica (NaCl a 0,9%). Adicionar ao volume de glóbulos o mesmo volume de água destilada e mais outro de clorofórmio, agitar vigorosamente e centrifugar por cerca de 5min a 2.500rpm. Recolher o sobrenadante (hemolisado) e filtrar em papel de filtro, quando necessário. A estocagem deve ser feita a 4ºC por uma semana.

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Capítulo 10 - Atividades de laboratório com animais não humanos

Márcio Borges Moreira, Carlos Augusto de Medeiros Grupo A ePub Criptografado

Objetivos do capítulo

Ao final deste capítulo, espera-se que o leitor seja capaz de:

1Realizar modelagem de comportamentos simples;

2Conduzir reforçamento contínuo de um comportamento;

3Realizar procedimento de extinção;

4Analisar gráficos de frequência e comparar os efeitos do reforçamento e da extinção sobre o comportamento;

5Realizar um treino discriminativo;

6Identificar padrões comportamentais de diferentes esquemas de reforça-mento;

7Registrar frequência de comportamentos simples.

Os livros de psicologia, das mais diversas áreas e abordagens, apresentam uma grande gama de teorias sobre uma infinidade de assuntos relativos ao ser humano e, em alguns casos, aos organismos vivos em geral (em se tratando da psicologia, organismos pertencentes ao reino animal). Nesses livros você pode encontrar, por exemplo, dezenas de teorias sobre a aprendizagem, muitas das quais fornecem explicações bastante diferentes para um mesmo fenômeno. Por que tantas teorias sobre um mesmo assunto? Todas elas estão certas e se completam? Existem várias teorias porque nenhuma é, de fato, correta ou completa?

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Prova de falcização

Paulo Augusto Neves Grupo Gen ePub Criptografado

Anexo 1

PROVA DE FALCIZAÇÃO

Prova utilizada para detectar hemoglobina S nos glóbulos vermelhos.

1. Colocar uma gota de sangue do paciente no centro de uma lâmina de vidro.

2. Adicionar uma gota de solução de metabissulfito de sódio (solução aquosa a 2% preparada recentemente → 200mg do sal + 10mL H2O).

3. Cobrir a mistura com uma lamínula, removendo o excesso com papel de filtro (não deve haver formação de bolhas de ar sob a lamínula).

4. Examinar ao microscópio para verificar se os glóbulos se acham uniformemente distribuídos, de modo que possam ser distinguidos individualmente.

5. Se estiver tudo bem, selar a preparação com vaselina, parafina ou esmalte de unha incolor nas margens da lamínula.

6. Observar, após 30min, se há drepanócitos (hemácias em foice).

7. Em caso negativo, deve-se observar novamente após 3, 6 e 24h para só então considerar o resultado negativo.

8. A lâmina deve ser colocada dentro de uma placa de Petri, com um algodão umedecido (ou em qualquer outra câmara úmida).

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Teste de Fragilidade Osmótica

Paulo Augusto Neves Grupo Gen ePub Criptografado

Anexo 3

TESTE DE FRAGILIDADE OSMÓTICA

As membranas celulares das hemácias são semipermeáveis à água e a eletrólitos. Em presença de uma solução salina tamponada hipertônica, as hemácias perdem líquido celular, tornando-se crenadas. Em meio hipotônico, a água passa para o interior das células, distendendo suas membranas. A penetração da água e alterações eletrolíticas provenientes modificam as moléculas de hemoglobina e permitem sua passagem pelos poros da membrana. A concentração da solução de hemoglobina resultante é determinada por análise em espectrofotômetro e comparada com curvas-padrão a partir de sangue normal.

• Teste de fragilidade osmótica

– Material: tubos de ensaio (13 × 100mm), espectrofotômetro, pipetas automáticas, pipetas de vidro (2, 5 e 10mL), centrífuga, solução salina tamponada, água destilada.

– Solução salina tamponada estoque: cloreto de sódio 18g, Na2HPO4 2,73g, NaH2PO4 – 2 H2O 0,48g, água destilada 200mL (solução a 10%). Para o uso, diluir 10 vezes a solução estoque (solução salina a 1%).

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