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O difícil nascimento da democracia liberal

Iain Mackenzie Grupo A PDF Criptografado

Política

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será realista e, mais importante ainda, acaso será desejável? É a participação política necessária para preservar nossa liberdade? A visão de Mill da liberdade que resulta de engajamento ativo na vida política, de fato, está em tensão com sua defesa da liberdade como espaço de não interferência.

Ainda que essas ideias possam, em princípio, ser reconciliadas, é preciso levantar questão sobre onde se devem traçar as linhas divisórias entre o comprometimento de Mill com a privacidade e sua defesa do serviço público. Em termos mais fundamentais ainda, porém, conseguimos nós distinguir entre prazeres superiores e inferiores? Não será simplesmente elitismo da classe média vitoriana supor que ler poesia seja fonte de prazer superior a jogar jogos de salão? Pode ser que Mills esteja confundindo sua preferência pessoal por poesia com uma preferência que todos deveriam compartilhar? Na verdade, se o prazer é assunto de escolha subjetiva, então não haveria razão para presumir que haja prazeres superiores e inferiores. Prosseguindo nessa linha, é difícil enxergar como Mill consegue justificar a participação política da forma que o faz. Muitos outros filósofos políticos, porém, adotaram caminhos diferentes para justificar o governo democrático, e nós podemos degustá­‑los por meio de uma breve história do difícil nascimento das democracias liberais.

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Medium 9788577801091

Capítulo 1 - O Nascimento da Produção Lean

Pascal Dennis Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

1

O Nascimento da Produção Lean

Existem algumas possibilidades para melhorar o sistema de produção...

Eiji Toyoda na planta Ford Rouge, cerca de 1950

Novas idéias vêm em resposta a problemas concretos. Para compreendermos a produção lean, precisamos compreender o sistema de produção em massa em que lean está suplan1

2, 3, 4, 5

. tando . Vamos fazer um breve tour histórico

Produção artesanal

Se você quisesse comprar um carro em 1900, por exemplo, visitaria um dos produtores artesanais de sua região. O dono da oficina, em geral um empresário cujo trabalho incluiria desde a manufatura até consertos, tomaria nota de suas especificações. Alguns meses depois, você receberia seu carro. Você o testaria na estrada, acompanhado de um mecânico que o modificaria de acordo com seu gosto. O carro seria único e o custo seria alto.

Contudo, você teria a satisfação de lidar diretamente com o fabricante e sua equipe.

A produção artesanal apresentava as seguintes características:

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Medium 9788597017526

Capítulo II − A Suprema Corte e o Nascimento do Controle de Constitucionalidade

João Carlos Souto Grupo Gen ePub Criptografado

A Constituição dos Estados Unidos da América, aprovada em 17 de setembro de 1787 e posteriormente ratificada pelos Estados-membros da recém-inaugurada federação, é responsável por concretizar algumas inovações que até então não passavam de exercícios doutrinários, no novo e no Velho Continente.

O pragmatismo dos founding fathers2 e a dinâmica dos fatos acabaram por propiciar à América do Norte a chance de incorporar em um documento normativo as propostas iluministas que sopravam entre os continentes, especialmente no Atlântico Norte. Os ventos da História conduziram os Estados Unidos à primazia cronológica de adotar em uma Constituição e em seguida propagar institutos que mais tarde viriam a ser fonte de inspiração para diversos países, inclusive e principalmente o Brasil.

Assim, a Lei Fundamental dos Estados Unidos legou ao mundo institutos que posteriormente seriam considerados entre os mais relevantes do Direito Constitucional. O sistema presidencialista de governo, a efetivação normativa da teoria da tripartição de Poderes,3 a forma de Estado federal inaugurada em 1787 e que permanece ainda hoje como a mais pura das federações,4 o legislativo bicameral federativo e, a partir dos anos 1970, no âmbito dos Direitos Fundamentais, a polêmica ação afirmativa, fruto de construção jurisprudencial recentemente confirmada.5

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Medium 9788530934699

PARTE DOIS - 7 - RICHARD WAGNER E O NASCIMENTO DA OBRA A ORIGEM DA TRAGÉDIA

Julian Young Grupo Gen PDF Criptografado

RICHARD WAGNER E O NASCIMENTO DA OBRA

A ORIGEM DA TRAGÉDIA

7

Durante três anos, como vimos no capítulo anterior, Nietzsche foi considerado um membro da família Wagner em Tribschen. Além da cordialidade emocional e da música sublime, Tribschen também lhe proporcionou um ambiente filosófico extremamente estimulante, presidido pelo espírito de Arthur Schopenhauer. À sua

“filosofia maravilhosamente profunda”,1 Wagner e Nietzsche eram, como vimos, igualmente devotados. Nietzsche enviava seus ensaios e palestras para Wagner, a fim de discuti-los e examiná-los em minúcias, e agradecia a Wagner pelos “muitos problemas puramente científicos” que eles solucionavam em suas discussões.2 E

Wagner enviou para Nietzsche seu ensaio sobre Beethoven, que respondeu, “quero deixar claro como foi importante para mim aprender sua filosofia da música, isto

é, a filosofia da música, para a elaboração de um ensaio que escrevi neste verão intitulado ‘A Visão Dionisíaca do Mundo’”3– uma concepção preliminar dos temas centrais do primeiro livro de Nietzsche. Cosima não era uma mera espectadora e contribuía ativamente para a vida intelectual em Tribschen. Uma mulher de uma educação esmerada e perspicácia, ela fazia com regularidade perguntas a Nietzsche sobre seu trabalho filosófico. Ao lhe dedicar seu ensaio “Cinco Prefácios de Cinco

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Medium 9788547215811

4.2 O PAPEL DA LOGÍSTICA

Marcos Donizete Aparecido Rocha, José Manuel Baptista Meireles de Sousa Editora Saraiva PDF Criptografado

A definição de distribuição física dada pelo National Council of

Physical Distribution Management1 é a seguinte: “Distribuição física é a

integração de duas ou mais atividades levadas a cabo com a finalidade de planear, implantar e controlar o fluxo eficiente de matérias primas, produtos semiacabados e produtos acabados desde a origem até ao consumo”.

Atualmente a logística é definida pelo Council of Supply Chain

Management Professionals (CSCMP) como:

O processo de planejamento, implementação e controle de processos objetivando um eficiente e eficaz transporte e armazenagem de mercadorias, incluindo serviços e informações desde a origem até ao mercado consumidor visando respeitar os requisitos assumidos perante os clientes.2

Embora muitos autores identifiquem distribuição física com logís-

tica, o fato é que a primeira tem caráter eminentemente operacional, enquanto a segunda abrange não só aspectos operacionais como também outros de âmbito estratégico.

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