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Capítulo 13 - Tratamento da Tuberculose na Infecção pelo HIV

CONDE, Marcus; FITERMAN, Jussara; LIMA, Marina Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO 13

Tratamento da Tuberculose na Infecção pelo HIV

Tatiana Galvão

Luiz Antonio Alves de Lima

I n t r o duç ão

Os princípios que norteiam o tratamento da tuberculose (TB) no indivíduo infectado pelo HIV são os mesmos que se aplicam àqueles HIV soronegativos. No entanto, aspectos específicos merecem ser discutidos pormenorizadamente, como o tempo de tratamento da TB, os esquemas a serem administrados, o momento de iniciar a terapia antirretroviral (TARV), as interações medicamentosas, a superposição de toxicidades e como evitar a síndrome de reconstituição imune.

O tr a t ament o d a t uberc ulose assoc iado

à in f ec ç ão pelo HI V

A infecção pelo HIV aumenta muito o risco de adoecimento por TB. Mesmo em pacientes sob TARV, a incidência de TB é elevada. Pacientes HIV positivos têm menor rendimento da pesquisa de bacilo álcool ácido resistente (BAAR) no escarro. Assim, além da pesquisa de BAAR, devem ser solicitadas cultura, identificação e teste de sensibilidade (TS).

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Capítulo 18 - Tuberculose e e Tabagismo

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CAPÍTULO 18

Tuberculose e Tabagismo

Alberto José de Araújo

Alexandre Milagres

José Roberto Lapa e Silva

I n t r o duç ão

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de doenças evitáveis no mundo. A dependência química à nicotina se desenvolve em 70% dos casos ainda durante o período da adolescência e é classificada pela Classificação Internacional de Doenças (CID-10) como um distúrbio neurocomportamental associado ao consumo de tabaco (F17). Os danos produzidos pelos 4.700 componentes da fumaça ambiental do tabaco (FAT), por exposição ativa ou passiva, são responsáveis diretos por 55 doenças, dentre as quais se destacam:

a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC);

o infarto do miocárdio;

o acidente vascular encefálico;

o câncer de pulmão.

Entretanto, o tabagismo, além de contribuir para agravar quadros de outras patologias, como a asma brônquica, é considerado um fator de associação para o desenvolvimento da tuberculose (TB). A hipótese é apoiada por consistentes estudos epidemiológicos realizados nas últimas décadas, os quais demonstram que o tabagismo é um fator de risco para infecção de TB e para o desenvolvimento de

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Capítulo 5 - Busca Ativa de Casos de Turbeculose

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CAPÍTULO 5

Busca Ativa de Casos de Tuberculose

Ana Maria Campos Marques

Roberto Luiz Targa Ferreira

Solange Cesar Cavalcante

I n t r o duç ão

O controle da tuberculose (TB) foi considerado possível a partir da década de

1960, com a descoberta de medicamentos eficazes, que passaram a curar mais de

90% dos casos por meio de ações programáticas bem estabelecidas. No final dos anos 1990, havia o prenúncio de que pelo menos os Estados Unidos e a Holanda eliminariam a TB já em 2010. Os planos tiveram que ser refeitos e hoje o retorno da estratégia de busca ativa de casos (BAC) de TB ressurge para que se possa tentar o controle da doença nos países com altos coeficientes de incidência. A BAC

é definida como a busca de casos de TB pulmonar ativa em indivíduos com tosse que não procuram o Serviço de Saúde espontaneamente (p. ex., comunidade, grupos de risco elevado etc.) ou que procurem o Serviço de Saúde (espontaneamente) por outro motivo que não a tosse. Várias iniciativas internacionais e globais de combate à TB incluem esta estratégia como básica para qualquer programa de controle da endemia.

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Capítulo 10 - Tuberculose Extrapulmonar

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CAPÍTULO 10

Tuberculose Extrapulmonar

Nelson Morrone

Márcia Seiscentos

Clemax do C. Sant’Anna

Marcus Conde

I n t r o duç ão

A localização da tuberculose (TB) em outros órgãos que não o pulmão geralmente decorre de disseminações linfo-hematogênicas, embora outros mecanismos também possam ser responsabilizados, como a via canalicular, a extensão direta ou a inoculação direta.

A TB extrapulmonar da disseminação linfo-hematogênica, pode ocorrer precocemente, como na meningite tuberculosa e na TB pleural, ou tardiamente como na TB renal. A disseminação canalicular é responsável, p. ex., pela TB de laringe,

(a partir de foco pulmonar) de ureter e de bexiga (a partir de foco renal). A extensão direta é o mecanismo responsável pelas fístulas gangliobrônquicas e fístulas gangliocutâneas, enquanto a inoculação direta pode causar TB de pele por ferimento cutâneo em necropsiantes.

A presença do bacilo não é suficiente para causar a doença, pois, além dos fatores de defesa em comum com a TB pulmonar, há necessidade de elevado teor de oxigênio e da compactação frouxa do órgão. Assim, casos de TB no miocárdio são inexistentes, pela consistência elevada do órgão; o fígado, por outro lado, frequentemente

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Capítulo 1 - Cenário Histórico e Controle da Turbeculose no Brasil

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CAPÍTULO 1

Cenário Histórico e Controle da Tuberculose no Brasil

Germano Gerhardt

Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg

I n t r o duç ão

A existência ou não da tuberculose (TB) na América pré-colombiana foi durante muitos anos um tema controverso. Em 1971, o mistério começou a ser desvendado com a descoberta, na província de Nazca, no Peru, da múmia de uma criança inca do sexo masculino, que, pela datação com o carbono-14, era do ano 700 d.C.

Na referida múmia foram encontradas evidências do mal de Pott, com visualização de bacilos álcool ácido resistentes (BAAR). Entretanto, deu-se um diagnóstico de probabilidade, pois os bacilos, mesmo sendo BAAR, poderiam não ser do complexo Mycobacterium tuberculosis (M.tb).

A versão da não existência da TB na América pré-colombiana só caiu por terra com a descoberta no Peru, há pouco mais de 15 anos, da múmia de uma mulher inca que viveu há cerca de 1.100 anos. Por meio da biologia molecular, foi identificada, no DNA do bacilo encontrado em um nódulo pulmonar dessa múmia, a inserção sequencial IS-6110, específica do complexo M.tb. Esse é o primeiro diagnóstico bacteriológico, de certeza, de doente que viveu há mais de 10 séculos, provando, irrefutavelmente, a existência de TB na América antes da chegada de Colombo. Isso não significa que os indígenas brasileiros conhecessem a tísica, já que era raro o contato entre as diversas populações habitantes do continente americano.

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