289 capítulos
Medium 9788582710258

Capítulo 6 - Entrevista clínica e relação profissional com o paciente geriátrico

Leonardo Caixeta, Antonio Lucio Teixeira Grupo A PDF Criptografado

6

Entrevista clínica e relação profissional com o paciente geriátrico

KARLA CRISTINA GIACOMIN

GUSTAVO VAZ DE OLIVEIRA MORAES

ANTONIO LUCIO TEIXEIRA

Com frequência, o encontro entre o clínico e o paciente revela o encontro de duas expectativas distintas. O primeiro, munido de um aparato técnico-científico, está interessado em reunir pistas que lhe mostrem os prováveis diagnóstico e prognóstico do segundo. Este, muitas vezes acompanhado de seus familiares, traz em linguagem própria suas vivências, seus sintomas, seus medos e suas experiências anteriores com outros profissionais, além do desejo ou do receio de confiar no outro.

Na velhice, esse encontro revela-se ainda mais desigual, pois, um profissional, via de regra não idoso, observa uma pessoa idosa. O que ele vê? O que ele experimenta ao cuidar de um ser humano na etapa final de sua vida?

Com quem o profissional se encontra? Consigo mesmo em um futuro antecipado, por vezes temido e indesejado, que evoca as irremediáveis fragilidade e finitude humanas?

Ver todos os capítulos
Medium 9788582710258

Capítulo 7 - Rastreio cognitivo em idosos na prática clínica

Leonardo Caixeta, Antonio Lucio Teixeira Grupo A PDF Criptografado

7

Rastreio cognitivo em idosos na prática clínica

LEONARDO CRUZ DE SOUZA

ANTONIO LUCIO TEIXEIRA

A reunião da Societé d’Anthropologie de

Paris ocorrida em 18 de abril de 1861 representa um marco na história das neuro­ ciências. Nessa ocasião, o francês Paul Broca apresentou seus achados clinicopatológicos de Monsieur Leborgne, um homem falecido aos 51 anos e que apresentava uma dificuldade de linguagem desde os 30. Ao demonstrar a associação entre o déficit cognitivo do paciente – uma afasia hoje denominada com o epônimo do médico francês – e uma lesão neuroanatômica, Broca lançou as bases do método de correlação clinicoa­ natômica, estabelecendo um pilar fundador da neuropsicologia. Embora o conhecimento neuropsicológico tenha evoluído de uma perspectiva puramente localizacionista para o reconhecimento da importância da participação de amplas redes neurais nas diferentes funções cognitivas (Catani et al.,

2012), o exame neuropsicológico na prática clínica ainda tem como paradigma a tentativa de correlacionar os déficits cognitivos do paciente a uma lesão neurológica subjacente.

Ver todos os capítulos
Medium 9788527731317

9 - Farmacocinética Clínica

Flávio Danni Fuchs, Lenita Wannmacher Grupo Gen PDF Criptografado

CAPÍTULO

9

Farmacocinética Clínica

Flávio Danni Fuchs

``

Introdução

O estudo de processos e parâmetros farmacocinéticos (especialmente os da fase de eliminação) permitiu que o destino de fármacos no organismo pudesse ser descrito por modelos matemáticos. Esses modelos têm maior aplicabilidade clínica para fármacos com cinética de primeira ordem, ou seja, aqueles que são eliminados em proporção constante. Sistemas de eliminação eficazes em ampla margem de concentração plasmática de fármacos depuram qualquer quantidade contida em determinado volume de plasma, fazendo com que a concentração caia em proporções constantes (p. ex., 50% da anterior a cada 4  h, a meia-vida beta). Fármacos eliminados em forma ativa pelo rim têm mais comumente cinética de primeira ordem. Sendo filtrados nos glomérulos e não reabsorvidos nos túbulos, o volume de plasma depurado corresponde ao filtrado glomerular.

Fármacos eliminados por biotransformação podem não ter cinética de primeira ordem, pois o sistema de biotransformação é muitas vezes saturável. Neste caso, a meia-vida tende a aumentar com a concentração plasmática (ou dose), o que configura a cinética de ordem zero. Há também modelos matemáticos para descrever essa cinética, mas são complexos e de baixa aplicabilidade. A cinética de fármacos assim eliminados é em geral descrita por modelos de primeira ordem para determinada concentração plasmática conhecida. Alguns fármacos com cinética de ordem zero são ácido acetilsalicílico, fenitoí­ na, heparina e ál­cool.

Ver todos os capítulos
Medium 9788565852975

Capítulo 2 - Farmacocinética clínica

Luciana dos Santos, Mayde Seadi Torriani, Elvino Barros Grupo A PDF Criptografado

FARMACOCINÉTICA CLÍNICA

Luciane Kopittke

Helena M. T. Barros

2

Farmacocinética clínica é o estudo da disposição de um fármaco em humanos, em um contexto clínico. Tem como fundamentos a farmacocinética pré-clínica e a estudada em estudos clínicos fase I, com sujeitos normais. O objetivo principal da farmacocinética clínica é aperfeiçoar a posologia, de forma a permitir a individualização para cada paciente, com base em evidências científicas. Quando o medicamento é prescrito, o paciente deve tomar a dose correta, do medicamento adequado, pelo tempo necessário. Sendo assim, é importante considerar que a ação do medicamento depende de três etapas, as quais são interligadas e dependentes. Para fins didáticos, essas etapas se organizam em: fase farmacêutica, fase farmacodinâmica e fase farmacocinética. A fase farmacêutica refere-se às etapas de desintegração da preparação farmacêutica e dissolução nos líquidos do organismo para a absorção pelas membranas das células. A fase farmacodinâmica refere-se à ligação do princípio ativo com os receptores, na qual haverá a ação e o efeito esperado.

Ver todos os capítulos
Medium 9788580556124

Capítulo 6 - Simulação clínica

Edward Yeomans, Barbara L. Hoffman, Larry C. Gilstrap, III, F. Gary Cunningham Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 6

0

Simulação clínica

A EVOLUÇÃO DA SIMULAÇÃO OBSTÉTRICA. . . . . . . . . . . . . . . 82

METAS DA SIMULAÇÃO OBSTÉTRICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82

SIMULADORES EM OBSTETRÍCIA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83

SIMULAÇÕES OBSTÉTRICAS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84

FUTUROS PAPÉIS PARA A SIMULAÇÃO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89

A simulação é a imitação ou representação de um ato ou sistema por outro. De acordo com a Society for Simulation in

Healthcare (2015), a simulação em medicina tem quatro propósitos para auxiliar a segurança do paciente: (1) educação, (2) avaliação, (3) pesquisa e (4) integração do sistema de saúde.

Nos últimos anos, a simulação se desenvolveu como uma técnica para melhorar o treinamento obstétrico. Atualmente, muitas técnicas cirúrgicas obstétricas estão diminuindo em frequência e isso resulta, em grande parte, do treinamento inadequado decorrente do menor número de procedimentos. Assim, a simulação é uma solução para esse ciclo negativo, proporcionando a prática.

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos