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Vontade ética

Antônio Lopes de Sá Grupo Gen ePub Criptografado

Tudo o que provém do caráter já formado sob as condições da gênese ética; é ato de vontade.

Um complexo de atividades do ser humano, já inserido em seu universo mental, caracteriza o que denominamos “vontade ética”. Ela envolve a ação reflexa, a tendência, o instinto, a atividade ideomotriz, a vontade determinada e a vontade livre.

Cada uma dessas parcelas de que se compõe o todo que denominamos vontade ética tem sua importância e se justifica como conceito dentro do estudo da matéria.

Embora sejam sutis as diferenças entre tais elementos, na realidade, podem ser identificados, e para que se amplie seu estudo, necessário se faz que sejam delimitados, nessa proveitosa análise do ser perante a Ética.

O estado de consciência ética está em interação com a vontade ética.

O ato volitivo, a espontaneidade aparente no cumprimento dos princípios das virtudes morais e éticas, provém de uma consciência formada, mas dela se distingue pela forma e pela prática efetiva ou ação do estado consciente mental.

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Consciência ética

Antônio Lopes de Sá Grupo Gen ePub Criptografado

Sobre a consciência muitos pontos de vista, muitos aspectos conceituais, constituíram a opinião de um expressivo número de filósofos,1 cientistas2 e religiosos.3

Filosófica e modernamente, a expressão não tem o mesmo sentido comum, nem religioso.

No campo da Ética, a consciência possui um aspecto peculiar de observação que vai desde seu conceito até os ângulos de seus conflitos com as práticas sociais.

Os conceitos são evolutivos e possuem o sabor de onde são aplicados, ou seja, existem os vulgares, os tecnológicos, os científicos, os filosóficos etc.

Para a filosofia, em nossos dias, a consciência resulta da relação íntima do homem consigo mesmo, ou seja, é fruto da conexão entre as capacidades do “ego” (eu) e aquelas das energias espirituais, responsáveis pela nossa vida.

Reside, pois, no interior de nós mesmos, um elo cujos limites não estão demarcados no campo da ciência e que liga o que de mais íntimo possuímos com o que de mais exterior de nós se relaciona com o mundo ambiental; para a filosofia, simplesmente, reconhece-se que dessa condução resulta um estado que é o de consciência.

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Dever perante a ética

Antônio Lopes de Sá Grupo Gen ePub Criptografado

A consciência ética impõe um sentimento de cumprimento da mesma. A isto podemos denominar “dever ético”, ou dever moral,1 como também o denominam outros estudiosos. Cumprir o que se faz útil e necessário à sobrevivência harmônica, própria e do grupo, dos semelhantes, da sociedade, é um “dever” ou obrigação perante as regras de convivência.

Quer aceitando-se que isso seja uma disposição de vontade (como Kant admitiu),2 quer como os sociólogos admitem,3 quer sob um ângulo idealista, quer materialista, quer compulsório,4 o dever situa-se como uma disposição especial a exigir seu cumprimento como condição de respeito, conveniência e êxito da conduta humana perante terceiros.

Há uma lógica natural do dever que, partindo de nosso espírito, de nosso cérebro, nos estimula a cumprir os modelos mentais e educacionais, estes que recebemos e aqueles os que adquirimos pela convivência.

Os avanços da ciência atribuem-nos, também, estados especiais de memórias, provenientes de nossa formação biológica ou genéticos, e os que hoje estudam, cientificamente, o espírito, admitem que pela reencarnação trazemos algumas memórias mais fortes gravadas, que influem em nossos comportamentos.5

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Virtude como substância ética

Antônio Lopes de Sá Grupo Gen ePub Criptografado

Com relatividade, entendo, deve analisar-se a expressão isolada, de Aristóteles: “aos hábitos dignos de louvor chamamos virtudes”.1

Nessa expressão quis o genial pensador, parece-nos, ressaltar o efeito (louvor) como causa determinante e não a virtude, em si, ou seja, o que ela de fato representa.

Sabemos, inclusive, que virtuosos não são dignos de louvor em meios nos quais o vício prevalece, o que não invalida o teor da virtude.

Entendo que nossa observação torna-se, pois, evidente, quando imaginamos que o louvor pode ser efeito de uma forma particular de ver as coisas, relativa a um grupo de pessoas, ou, também, uma ótica particular de conduta grupal.

A virtude não é apenas o que se pode louvar, pois isto dependeria de parametrias variáveis e incertas; para um grupo de assassinos pode ser louvável o atirador impiedoso e veloz, mas, para homens de conduta humana correta, tal comportamento seria reprovável.

A conduta virtuosa, como a entendo, é algo essencial e estriba-se na qualidade do ser em viver a vida de acordo com a natureza da alma, ou seja, na prática do amor, em seu sentido pleno de não produzir malefícios a si e nem a seu semelhante.

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Inteligência emocional e ética

Antônio Lopes de Sá Grupo Gen ePub Criptografado

Os limites de estudo do fenômeno emocional, em relação àquele ético, parecem estar estreitando-se, contemporaneamente. O ferrenho posicionamento filosófico preso ao “objetivo” no campo ético, que dominou o estudo da conduta, começa a esbarrar em algo impregnado do subjetivo, e que provém do campo da “emoção”, com subsídios de uma “ciência do eu”.

Tal “ciência do eu” surge com alguma força e direciona a observação para uma ótica sobre a Inteligência Emocional, tida, esta, como ponte entre o instinto e a razão.

Preciso é, pois, considerar essa evolução que busca cooperar para uma visão renovadora, partindo de antiquíssimos preceitos, milenares, já evocados por grandes filósofos, mas agora revestidos de cunho científico.

Começam a ruir as fortes muralhas que foram interpostas entre o emocional e a razão, no que tange aos estudos da Ética, pregando-se uma vinculação de interesses em estudos que não podem ser dissociados quando se tem por objetivo o progresso da conduta.

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