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Capítulo 26 - Interconsulta em Psiquiatria Geriátrica

Leonardo Caixeta (org.) Grupo A PDF Criptografado

26

INTERCONSULTA

EM PSIQUIATRIA

GERIÁTRICA

LEONARDO CAIXETA

Caixeta_26.indd 365

Atualmente, as estatísticas mostram que

65% dos pacientes internados nos hospitais gerais pertencem ao segmento geriátrico.1

Da mesma forma, nos serviços de urgência e emergência, bem como nas unidades de tratamento intensivo (UTIs), a terceira idade representa contingente apreciável do total de internamentos. Como se não bastasse, idosos em regime de internação representam o segmento mais vulnerável a diversas morbidades (infecção hospitalar, hospitalismo, delirium, iatrogenias, quedas, desidratação, alterações do ritmo circadiano) e à mortalidade em geral.

Ademais, muitos desses acometimentos mórbidos estão no campo da psiquiatria e, portanto, demandam solicitações de interconsultas para tais profissionais.

Os três transtornos psiquiátricos mais frequentes em idosos internados são:1 1) delirium (responde por aproximadamente 40% das psicopatologias em idosos internados); 2) depressão (cerca de 22%); e

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Capítulo 25 - Emergências e Iatrogenias em Psiquiatria Geriátrica

Leonardo Caixeta (org.) Grupo A PDF Criptografado

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EMERGÊNCIAS

E IATROGENIAS

EM PSIQUIATRIA

GERIÁTRICA

LEONARDO CAIXETA

CIRO MENDES VARGAS

Caixeta_25.indd 351

Este capítulo será dividido em duas seções: 1) emergências e 2) iatrogenias.

➤ EMERGÊNCIAS

Com o irresponsável processo (ideologicamente orientado) de eliminação progressiva de leitos psiquiátricos às cegas, a demanda por serviços de emergência psiquiátrica vem crescendo vertiginosamente. No Brasil, existem dois cenários de atendimento psiquiátrico de emergência: 1) unidades especializadas de emergência psiquiátrica

(infelizmente muito raras) e 2) serviços de emergência geral, em que a consultoria psiquiátrica é solicitada (ou não, já que, na maioria desses locais, permutam a avaliação psiquiátrica pela psicológica, em um testemunho de estímulo ao exercício ilegal da medicina nos próprios serviços médicos). O atendimento na segunda opção deveria representar uma importante porta de entrada pela qual pacientes geriátricos ganham acesso aos ambulatórios de psiquiatria, porém a maioria daqueles atendidos em unidades gerais de emergência no Brasil não recebe encaminhamento apropriado aos serviços de psiquiatria. A realidade brasileira, na atualidade, se apresenta assim: o idoso que, por exemplo, tentou suicídio cortando os pulsos será atendido por um cirurgião, que fará a sutura e, logo em seguida, dará alta com encaminhamento para algum serviço de psicologia indicar psicanálise... Diante dessas distorções, o objetivo aqui é contribuir na melhora dessa triste realidade, atestando a complexidade das apresentações psicogeriátricas na urgência e realçando a importância do psiquiatra no contexto do serviço de emergência.

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Capítulo 11 - Demência Cerebro-Vascular em Psiquiatria Geriátrica

Leonardo Caixeta (org.) Grupo A PDF Criptografado

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DEMÊNCIA

CEREBROVASCULAR EM

PSIQUIATRIA

GERIÁTRICA

GILBERTO SOUSA ALVES

FELIPE KENJI SUDO

LETICE ERICEIRA VALENTE

Caixeta_11.indd 151

O conceito de demência vascular (DV) é uma categoria diagnóstica cunhada no final dos anos de 1980 a fim de caracterizar os quadros de demência relacionados a causas vasculares cerebrais.1 O construto foi posteriormente expandido para comprometimento cognitivo vascular (CCV), um continuum que inclui desde o CCV leve até a demência.2,3 Neste capítulo, vamos abordar de forma abrangente os principais aspectos clínicos e o manejo diagnóstico e terapêutico do CCV.

➤ EPIDEMIOLOGIA

Estudos recentes estimam que de 5 a 7% da população idosa do mundo sofrem de demência, com uma prevalência mais alta na América Latina (8,5%) e levemente mais baixa (2 a 4%) na África Subsaariana.4 Nesse contexto, o conhecimento da epidemiologia das demências tornou-se fundamental para o planejamento de políticas de saúde em países com um número crescente de idosos.5

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Capítulo 32 - Abordagens Psicossociais em Psiquiatria Geriátrica

Leonardo Caixeta (org.) Grupo A PDF Criptografado

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ABORDAGENS

PSICOSSOCIAIS

EM PSIQUIATRIA

GERIÁTRICA

ANA CAROLINE MARQUES VILELA

DANIELLY BANDEIRA LOPES

LEONARDO CAIXETA

Caixeta_32.indd 429

Não te deixes destruir…

Ajuntando novas pedras e construindo novos poemas.

Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.

Faz de tua vida mesquinha um poema.

E viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir.

Cora Coralina

O aumento da expectativa de vida é uma realidade. Não basta, porém, apenas viver mais tempo, urge que se viva com qualidade. O processo de envelhecimento não deve ser vivenciado apenas com as dores das perdas e a redução da autoestima, mas também com satisfação pelo ganho de sabedoria, pela evolução espiritual e pela condição de acervo histórico vivo com potencialidades de transmissão de experiências e, consequentemente, reconhecimento social, por levar consigo todo esse tesouro de vivências e passado de contribuições.

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Capítulo 20 - Depressão Geriátrica

Leonardo Caixeta (org.) Grupo A PDF Criptografado

20

DEPRESSÃO

GERIÁTRICA

ELIANA CECÍLIA CIASCA

LEONARDO CAIXETA

PAULA VILLELA NUNES

Caixeta_20.indd 283

Eu, filho do carbono e do amoníaco,

Monstro de escuridão e rutilância

Sofro, desde a epigênese da infância,

A influência má dos signos do zodíaco.

Profundissimamente hipocondríaco,

Este ambiente me causa repugnância...

Sobe-me à boca uma ânsia análoga à

ânsia

Que se escapa da boca de um cardíaco.

Augusto dos Anjos

(Psicologia de um vencido)

A depressão não é uma entidade mórbida

única, muito menos simples. Quando associada ao envelhecimento, também um fenômeno complexo e multifatorial, ganha contornos ainda mais complicados, podendo assumir disfarces clínicos múltiplos e esconder as raízes de sua manifestação.

Estas, por sua vez, podem se originar em transtornos como o bipolar ou o de ansiedade ou se constituir a partir de traços temperamentais ou, ainda, representar uma forma de reação mal-adaptada a fatores psicossociais estressantes. Para enfrentar um desafio assim tão complexo, o psicogeriatra deve estar preparado, caso contrário a possibilidade de iatrogenia, um dos “fantasmas” que ameaçam a terceira idade, pode se concretizar, perturbando ainda mais o delicado equilíbrio da saúde e qualidade de vida dos idosos.

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