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Capítulo 4. Genética do transtorno bipolar

Flávio Kapczinski, João Quevedo Grupo A PDF Criptografado

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Genética do transtorno bipolar

Fernando Silva Neves

Humberto Corrêa

INTRODUÇÃO

O transtorno bipolar (TB) é a doença psiquiátrica que apresenta o maior ­percentual de participação de fatores genéticos em sua gênese. Estima-se que 85 a 90% da variação fenotípica do TB decorra de fatores genéticos, percentual que é superior, inclusive, ao da maioria das doenças não psiquiátricas – a herdabilidade das doenças cardiovasculares, por exemplo, encontra-se entre

25 e 35%.1

O TB, como a maioria das doenças conhecidas, segue o padrão de herança do tipo poligênico multifatorial, ou seja, decorre de fatores genéticos e não genéticos. Os primeiros correspondem a alterações representadas pelos polimorfismos genéticos, mutações do tipo variação do número de cópias (CNV, do inglês copy number variation) e CNVs provenientes de novas mutações (CNVs do tipo “de novo”). Já os fatores não genéticos têm sido atribuídos a determinados hábitos de vida, estresse crônico e exposição a eventos traumáticos e agentes tanto infecciosos como químicos.

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Capítulo 6. Neuroimagem no transtorno bipolar

Flávio Kapczinski, João Quevedo Grupo A PDF Criptografado

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Neuroimagem no transtorno bipolar

Marsal Sanches

Jair C. Soares

INTRODUÇÃO

O transtorno bipolar (TB) corresponde a uma das mais prevalentes e potencialmente graves doenças mentais.1 Os pacientes com o transtorno estão sujeitos a alto grau de sofrimento psíquico e importante impacto funcional, além de a elevadas taxas de suicídio.2

A fisiopatologia do TB é complexa e inclui fatores biológicos e ambientais, de acordo com o modelo “estresse-diátese”. As

últimas duas décadas foram caracterizadas por incontáveis avanços no entendimento das bases biológicas do transtorno, as quais parecem incluir fatores genéticos, anormalidades envolvendo neurotransmissores, processos sistêmicos – como atividade inflamatória – e alterações hormonais. Considerando-se que circuitos cerebrais parecem estar diretamente envolvidos na modulação de emoções, pode-se aventar a hipótese de que anormalidades nesses circuitos, sejam anatômicas, sejam funcionais, são a via final comum de expressão dos diferentes fatores biológicos citados.3,4

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Capítulo 1. Epidemiologia do transtorno bipolar

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Epidemiologia do transtorno bipolar

Pedro Vieira da Silva Magalhães

Marta Haas Costa

Ricardo Tavares Pinheiro

INTRODUÇÃO

A epidemiologia psiquiátrica já foi comparada a um campo minado, talvez por sua história repleta de falhas de replicação.1

Muitas dessas falhas se devem a desenhos de pesquisa inadequados, executados sem um pensamento epidemiológico cuidadoso.

Evidências epidemiológicas devem fornecer uma medida de magnitude da doença, sua distribuição na população e uma composição de distintos fatores de risco associados.

Tais evidências podem ser utilizadas para associar a patologia aos fatores genéticos, psicológicos, sociais e ambientais. O diagnóstico das taxas de risco em determinada população é um dos principais objetivos de estudos epidemiológicos,2 e essa investigação deve ser necessariamente baseada em amostras populacionais, a fim de minimizar os vieses que estão presentes quando se estudam apenas aqueles casos que buscaram tratamento.3

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Capítulo 21. Transtorno bipolar e gestação

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Transtorno bipolar e gestação

Adiel Rios

Mariana Pedrini Uebel

Lineth Hiordana Ugarte Bustamante

Elisa Brietzke

INTRODUÇÃO

Por ter seu pico de incidência na adolescência e início da idade adulta, o transtorno bipolar (TB) muitas vezes afetará o indivíduo durante a fase da vida em que o planejamento da constituição de uma família está sendo feito. Tratar mulheres com TB que planejam engravidar, estão grávidas ou em período pós-parto é um dos maiores desafios para o psiquiatra. Discute-se até que ponto o uso de estabilizadores do humor na gestação estaria associado a malformações congênitas, embora a suspensão do seu uso esteja indubitavelmente ligada a aumento da recidiva de episódios de humor alterado.1 Para fazer escolhas informadas sobre o manejo do TB durante a gravidez, os médicos, pacientes e sistema de saúde devem pesar os dados disponíveis sobre a eficácia e segurança dos tratamentos em gestantes e os potenciais riscos de recaídas ou recorrências no caso de interrupção do tratamento.2

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Capítulo 20. Neuropsicologia do transtorno bipolar no idoso

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Neuropsicologia do transtorno bipolar no idoso

Bernardo de Mattos Viana

Breno S. Diniz

Erico Castro-Costa

INTRODUÇÃO

O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial, e o Brasil representa, atual­ mente, um de seus principais protagonistas. A população de idosos em nosso país saltou de 3 milhões, em 1960, para 20 milhões, em 2008.1 Com o envelhecimento da população, espera-se que o número de idosos com transtornos mentais graves aumente drasticamente.

Entre os transtornos mentais graves, o transtorno bipolar (TB) está correlacionado a uma grande morbidade ao longo do tempo, com a presença de comorbidades clínicas e psiquiátricas de grande impacto na qualidade de vida. Apesar de haver muita informação sobre o transtorno depressivo em idosos, até o momento não existem estudos multicêntricos de grande porte relativos à prevalência ou características clínicas do TB na terceira idade, tampouco ensaios clínicos randomizados duplos-cegos sobre tratamentos farmacológicos nessa população. A maior parte dos trabalhos baseia-se em dados de pacientes internados; porém, a maioria dos idosos com TB está na comunidade, o que pode representar um importante viés dos estudos para casos graves.2

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