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Capítulo 21. Transtorno bipolar e gestação

Flávio Kapczinski, João Quevedo Grupo A PDF Criptografado

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Transtorno bipolar e gestação

Adiel Rios

Mariana Pedrini Uebel

Lineth Hiordana Ugarte Bustamante

Elisa Brietzke

INTRODUÇÃO

Por ter seu pico de incidência na adolescência e início da idade adulta, o transtorno bipolar (TB) muitas vezes afetará o indivíduo durante a fase da vida em que o planejamento da constituição de uma família está sendo feito. Tratar mulheres com TB que planejam engravidar, estão grávidas ou em período pós-parto é um dos maiores desafios para o psiquiatra. Discute-se até que ponto o uso de estabilizadores do humor na gestação estaria associado a malformações congênitas, embora a suspensão do seu uso esteja indubitavelmente ligada a aumento da recidiva de episódios de humor alterado.1 Para fazer escolhas informadas sobre o manejo do TB durante a gravidez, os médicos, pacientes e sistema de saúde devem pesar os dados disponíveis sobre a eficácia e segurança dos tratamentos em gestantes e os potenciais riscos de recaídas ou recorrências no caso de interrupção do tratamento.2

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Capítulo 4. Genética do transtorno bipolar

Flávio Kapczinski, João Quevedo Grupo A PDF Criptografado

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Genética do transtorno bipolar

Fernando Silva Neves

Humberto Corrêa

INTRODUÇÃO

O transtorno bipolar (TB) é a doença psiquiátrica que apresenta o maior ­percentual de participação de fatores genéticos em sua gênese. Estima-se que 85 a 90% da variação fenotípica do TB decorra de fatores genéticos, percentual que é superior, inclusive, ao da maioria das doenças não psiquiátricas – a herdabilidade das doenças cardiovasculares, por exemplo, encontra-se entre

25 e 35%.1

O TB, como a maioria das doenças conhecidas, segue o padrão de herança do tipo poligênico multifatorial, ou seja, decorre de fatores genéticos e não genéticos. Os primeiros correspondem a alterações representadas pelos polimorfismos genéticos, mutações do tipo variação do número de cópias (CNV, do inglês copy number variation) e CNVs provenientes de novas mutações (CNVs do tipo “de novo”). Já os fatores não genéticos têm sido atribuídos a determinados hábitos de vida, estresse crônico e exposição a eventos traumáticos e agentes tanto infecciosos como químicos.

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Capítulo 1. Epidemiologia do transtorno bipolar

Flávio Kapczinski, João Quevedo Grupo A PDF Criptografado

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Epidemiologia do transtorno bipolar

Pedro Vieira da Silva Magalhães

Marta Haas Costa

Ricardo Tavares Pinheiro

INTRODUÇÃO

A epidemiologia psiquiátrica já foi comparada a um campo minado, talvez por sua história repleta de falhas de replicação.1

Muitas dessas falhas se devem a desenhos de pesquisa inadequados, executados sem um pensamento epidemiológico cuidadoso.

Evidências epidemiológicas devem fornecer uma medida de magnitude da doença, sua distribuição na população e uma composição de distintos fatores de risco associados.

Tais evidências podem ser utilizadas para associar a patologia aos fatores genéticos, psicológicos, sociais e ambientais. O diagnóstico das taxas de risco em determinada população é um dos principais objetivos de estudos epidemiológicos,2 e essa investigação deve ser necessariamente baseada em amostras populacionais, a fim de minimizar os vieses que estão presentes quando se estudam apenas aqueles casos que buscaram tratamento.3

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Capítulo 6. Neuroimagem no transtorno bipolar

Flávio Kapczinski, João Quevedo Grupo A PDF Criptografado

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Neuroimagem no transtorno bipolar

Marsal Sanches

Jair C. Soares

INTRODUÇÃO

O transtorno bipolar (TB) corresponde a uma das mais prevalentes e potencialmente graves doenças mentais.1 Os pacientes com o transtorno estão sujeitos a alto grau de sofrimento psíquico e importante impacto funcional, além de a elevadas taxas de suicídio.2

A fisiopatologia do TB é complexa e inclui fatores biológicos e ambientais, de acordo com o modelo “estresse-diátese”. As

últimas duas décadas foram caracterizadas por incontáveis avanços no entendimento das bases biológicas do transtorno, as quais parecem incluir fatores genéticos, anormalidades envolvendo neurotransmissores, processos sistêmicos – como atividade inflamatória – e alterações hormonais. Considerando-se que circuitos cerebrais parecem estar diretamente envolvidos na modulação de emoções, pode-se aventar a hipótese de que anormalidades nesses circuitos, sejam anatômicas, sejam funcionais, são a via final comum de expressão dos diferentes fatores biológicos citados.3,4

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Capítulo 14. Tratamento farmacológico do transtorno bipolar

Flávio Kapczinski, João Quevedo Grupo A PDF Criptografado

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Tratamento farmacológico do transtorno bipolar

Clarissa Severino Gama

André Akira Sueno Goldani

Adam Fijtman

Adriane R. Rosa

INTRODUÇÃO

O tratamento do transtorno bipolar (TB) deve ser guiado pela fase da doença, pois em cada uma delas existem objetivos específicos. Assim, na fase aguda, espera-se atingir recuperação sindrômica, maximizar o tratamento com estabilizador do humor, implementar tratamentos adjuvantes e educar o paciente e sua família quanto à evitação de fatores “desestabilizadores”. Na fase de continuação, os objetivos são atingir recuperação funcional, otimizar a dose do estabilizador do humor de acordo com a tolerabilidade, reduzir tratamentos adjuvantes quando possível e iniciar a psicoeducação. Por fim, na fase de manutenção, é preciso maximizar o funcionamento e a estabilidade em longo prazo, ensinar o paciente a antecipar pródromos, otimizar a adaptação ao TB e monitorar efeitos adversos dos fármacos.

O tratamento farmacológico do TB é indicado em todas as fases da doença. Para fins didáticos, este capítulo está dividido em tratamento dos episódios agudos (mania e depressão) e tratamento de manutenção.

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