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Medium 9788527728126

Capítulo 49 - Hemoterapia, Coagulopatia e Heparinoterapia em Cirurgia Vascular

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Capítulo 49

Hemoterapia,

Coagulopatia e

Heparinoterapia em Cirurgia

Vascular

Alexandre Maierá Anacleto, Marcia Maria Morales e

João Carlos Anacleto

Hemoterapia em cirurgia vascular

A perda de sangue por trauma ou procedimentos cirúrgi‑ cos é um acontecimento diuturno. Quando ocorre hemorragia significativa, a transfusão de sangue homólogo (TSH) e/ou de seus derivados é o tratamento de escolha para repor o volume e os componentes sanguíneos perdidos. O sangue homólogo

é a principal fonte repositora de perdas. Atualmente, há “ban‑ cos de sangue” e/ou hemocentros em todas as grandes comu‑ nidades e hospitais do Brasil. A TSH tem possibilitado salvar pacientes com hemorragia, sobretudo decorrente de traumas.

Operações de grande porte, como as cardíacas, vasculares, radicais para câncer, ortopédicas e outras, passaram a ser rea‑ lizadas com maior segurança após a introdução da TSH, que

é uma técnica relativamente segura, cujas complicações mais sérias são pequenas se comparadas aos seus benefícios.

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Capítulo 18 - Pesquisa Clínica em Angiologia e Cirurgia Vascular

Vários autores Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 18

Pesquisa Clínica em Angiologia e

Cirurgia Vascular

Guilherme Benjamin Brandão Pitta, Bruno Leonardo de

Freitas Soares e Aldemar Araú­jo Castro

Introdução

Este capítulo de pesquisa clínica foi elaborado e atualizado pensando em ajudar principalmente os iniciantes em pesquisa, na produção do conhecimento, na publicação dos resultados e na contribuição para a saú­de pública do Brasil. Para os já acos­ tumados com essa metodologia, visa à atualização e despertar para novos temas e condutas, e à facilitação do ensino. Nesta nova versão, atualizamos alguns conceitos e procedimentos que agregamos ao longo dos últimos anos.

A pesquisa clínica é uma classe de atividades que utiliza seres humanos como unidade de análise, com o objetivo de desenvolver ou contribuir para o conhecimento que possa ser aplicado em pacientes ou in­di­ví­duos saudáveis em con­ dições clínicas semelhantes. São pesquisas cujos resultados podem corroborar ou contrariar diretamente a prática clí­ nica e que, em tese, utilizam va­riá­veis clínicas irrefutáveis.

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Medium 9788520456798

1. Qual o valor do Mestrado e Doutorado profissionais em cirurgia?

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1

Qual o valor do Mestrado e Doutorado profissionais em cirurgia?

Lydia Masako Ferreira

Professora Titular da Disciplina de Cirurgia Plástica da Escola Paulista de Medicina da

Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp). Coordenadora de área – Medicina III –

Capes. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq – nível 1A.

Jorge Eduardo F. Matias

Médico Cirurgião do Aparelho Digestivo. Professor Associado IV do Departamento de

Cirurgia da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Coordenador Adjunto – Mestrado

Profissional – Medicina III – Capes.

INTRODUÇÃO

Ao longo do tempo, a evolução e os avanços conquistados pela ciência e tecnologia naturalmente formaram uma demanda consistente por saber e pesquisa que transcendessem as barreiras e fronteiras impostas pelas disciplinas e seus

“universos estanques” de atuação e inovação. Tornava-se cada vez mais imperativo unir estes universos, por meio da multidisciplinaridade e interdisciplinaridade, para alcançar objetivos desafiadores voltados ao desenvolvimento de processos e produtos que se tornassem verdadeiras ferramentas de ação para o progresso de setores do mundo produtivo, como serviços de saúde, setor privado e terceiro setor1,2. Foi nesta conjuntura única que surgiu inicialmente o Mestrado profissional como o fomentador da interação entre universidade, empresa e governo, visando o desenvolvimento de novas tecnologias e a criação de novos conhecimentos, desta vez, que fossem capazes de contribuir e transformar as vidas de cidadãos e sociedades3.

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Medium 9788527729413

56 Cirurgia em Modelo e Planejamento Virtual para Ortognática

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56

Cirurgia em Modelo e

Planejamento Virtual para Ortognática

Martin B. Steed, Vincent J. Perciaccante e Robert A. Bays

Introdução

A cirurgia tradicional em modelo é um dos primeiros exemplos de si‑ mulação cirúrgica e confecção de modelo pré‑operatório amplamente usada para guiar os movimentos da cirurgia ortognática. Os comple‑ xos movimentos tridimensionais da maxila, da mandíbula e do queixo alcançados com a cirurgia ortognática necessitam de precisão signifi‑ cativa que pode ser obtida por esse processo, se for tomado cuidado na realização de cada passo sequencial. Modelos são usados por todo o curso do tratamento do paciente, começando com o estágio de pla‑ nejamento pré‑tratamento, seguindo para uma cirurgia em modelo analítico imediata pré‑operatória, e no fim resultando na confecção do splint que é transferido intraoperatoriamente para o procedimento ortognático. A informação de diagnóstico obtida com base nas medi‑ das clínicas faciais e dentais, avaliação radiográfica e análise de modelo pré‑tratamento é integrada para estabelecer um plano de tratamento.

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Medium 9788520456798

17. Uso de antibióticos em vítimas de trauma: quando, como e qual?

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17

Uso de antibióticos em vítimas de trauma: quando, como e qual?

Cornelius Mitteldorf

Docente do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina e Chefe Técnico da

Divisão de Cirurgia do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo.

INTRODUÇÃO

Até meados do século XX, o tratamento de feridas traumáticas era realizado pela aplicação de substâncias tópicas como mel, óleo de oliva, vinho e, durante a Segunda Guerra Mundial, sulfas e penicilina. Até então, os recursos terapêuticos eram muito mais limitados e poucos pacientes vítimas de trauma tinham a possibilidade de ter suas lesões reparadas por procedimentos operatórios (laparotomias, toracotomias, reparação de fraturas expostas...). A partir da década de

1950, o enorme avanço na medicina como um todo, na cirurgia e na anestesia, e o desenvolvimento de antibióticos em particular fizeram com que essas substâncias passassem a ser utilizadas rotineiramente, principalmente na forma injetável por via endovenosa e, também, nos pacientes traumatizados, uma vez que a infecção era a causa mais importante de óbito nos pacientes que sobreviviam à fase aguda do trauma. No entanto, já no final da década de 1950, relatava-se o aparecimento, cada vez mais frequente, de resistência bacteriana: nessa época, não havia a preocupação de se racionalizar o uso dos antibióticos, vistos como armas que eliminariam o fantasma da infecção. Certamente, pacientes traumatizados também contribuíram para o desenvolvimento dessa resistência bacteriana, uma vez que eram submetidos a procedimentos cada vez mais complexos e recebiam antibióticos de amplo espectro por tempo prolongado, por exemplo, no tratamento de fraturas cominutivas expostas com perda extensa de partes moles.

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