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1 - Uma História da Biogeografia

COX, C. Barry; MOORE, Peter D.; LADLE, Richard J. Grupo Gen PDF Criptografado

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ste capítulo introdutório começa com uma explicação de por que o estudo da história de um assunto é importante, e destaca algumas das importantes lições que os alunos podem ganhar com isso. Seguido pela revisão das formas em que cada uma das áreas de pesquisa em biogeografia são desenvolvidas desde a sua fundação até hoje.

Lições do Passado

U

m dos maiores motivos para se estudar História é aprender com ela – de outra forma, a História seria simplesmente uma lista enfadonha de realizações. Assim, por exemplo, é sempre valioso pensar sobre por que e quando um avanço particular foi feito. Foi devido à coragem individual em enfrentar a tendência ortodoxa, então vigente e aceita, da religião ou da ciência? Foi resultado de um simples acúmulo de dados, ou foi decorrente do desenvolvimento de novas técnicas no próprio campo da pesquisa ou por uma nova permissividade intelectual? Mas o estudo da História também nos dá a oportunidade de aprender outras lições – e a primeira delas é a humildade. Precisamos ter cautela ao considerar as ideias de pesquisadores que nos antecederam para não incorrermos na armadilha de, arrogantemente, descartá-los como inferiores a nós apenas porque não perceberam as “verdades” que agora vemos de forma tão clara. Estudando as ideias e sugestões desses pesquisadores, qualquer um pode perceber que sua inteligência não é menos perspicaz do que a que temos hoje em dia. No entanto, quando comparados aos cientistas atuais, eles estavam em vantagem pela própria falta de conhecimento e por viverem em um mundo no qual, explícita ou implicitamente, era difícil ou impossível levantar determinadas questões.

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12 - Gelo e Mudanças

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Gelo e Mudanças

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s capítulos anteriores demonstraram que uma compreensão da biogeografia do mundo moderno exige um conhecimento de eventos passados. A maioria das mudanças consideradas até agora se relacionam com o passado distante, os processos de mudança de arranjos continentais e a evolução dos principais grupos de organismos vivos. Mas a distribuição atual de plantas e animais tem sido fortemente afetada por eventos relativamente recentes na história da

Terra, especialmente a dos últimos 2 milhões de anos, quando uma camada extensa de gelo recobriu periodicamente muitas

áreas da superfície terrestre. As principais calotas de gelo do mundo já existiam há cerca de 42 milhões de anos, com a formação da Antártida ocorrida durante o Eoceno [11]. As temperaturas globais caíram rapidamente no final do Eoceno

[22], e isso parece corresponder à primeira formação de uma calota de gelo sobre a Groenlândia no Hemisfério Norte [33].

Muitas características topográficas em áreas temperadas de todo o planeta mostram que prioritária e geologicamente têm ocorrido rápidas mudanças no clima desde o Plioceno. O resfriamento generalizado do clima global que começou logo no início do Terciário continuou no Quaternário; o limite entre os dois é estabelecido em 2 milhões de anos atrás, porém dificuldades na definição, assim como nas técnicas de datação e correlação geológica, deixam essa data sujeita a algumas dúvidas. A definição desse limite advém de sedimentos marinhos italianos, em que o surgimento de fósseis de organismos de águas frias (determinados foraminíferos e moluscos) sugere positivamente um resfriamento repentino do clima que foi calculado em 1,8 milhão de anos. Evidências semelhantes de resfriamento foram encontradas em sedimentos na Holanda, e acredita-se que estas marquem o final do último estágio do

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3 - Comunidades e Ecossistemas: Convivência

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enhum organismo vive em total isolamento de outros.

Diferentes organismos interagem entre si, durante períodos longos ou curtos, competindo por recursos e, às vezes, um excluindo o outro de determinadas áreas. Considerandose tempos evolucionários, esse fato pode levar à especialização de populações sob determinados aspectos, talvez no modo como obtêm alimento, ou no tipo de alimento que consomem, ou no tipo de microclima em que melhor desempenham suas atividades. Um animal pode nutrir-se de uma fonte específica de alimento, de modo que o consumidor está associado à distribuição de seu alimento específico.

Assim, as espécies tornam-se dependentes umas das outras: predador à presa, parasita ao hospedeiro, e assim por diante. Alternativamente, as espécies podem simplesmente ter requisitos ambientais e histórias similares e, portanto, são encontradas juntas na mesma área. O resultado é um grupo de organismos que aparecem ligados juntos em uma comunidade. Neste capítulo vamos examinar os conceitos subjacentes à comunidade e também considerar as interações entre a vida, comunidade biótica e o ambiente abiótico

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13 - A Intrusão Humana

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A Intrusão Humana

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Pleistoceno foi um período de instabilidade climática com um impacto considerável nos padrões de distribuição dos organismos sobre a face da Terra. Foi um período de extinções, mas também um período de evolução para alguns organismos. Houve muito debate se a especiação se tornou mais rápida ou mais lenta durante a Era do Gelo no Quaternário, e a conclusão geral é de que as taxas de extinção no Pleistoceno excederam as taxas de especiação

[1]. Para os mamíferos, foi um tempo de grande evolução, e a maioria das espécies vivas de mamíferos evoluiu durante o período do Quaternário, impulsionada por ambientes climaticamente instáveis [2]. Entre as espécies que evoluíram neste momento estava a nossa própria espécie, o “Homo sapiens”, que teve um impacto ainda maior na biogeografia da Terra do que a Era do Gelo. Por essa razão, sugeriram que esse período de tempo deveria ser conhecido como

“Antropoceno” [3,4].

O Surgimento dos Humanos

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Glossário

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Glossário

As palavras e conceitos listados neste glossário são mostrados em negrito no texto nas páginas em que o conceito envolvido está definido; essas páginas também são indicadas em negrito no índice.

Abordagem de Clements: uma interpretação das comunidades de plantas que sugere que elas se comportam como unidades integradas, em vez de organismos individuais. Veja também argumento de Gleason.

Ácido desoxirribonucleico: uma molécula complexa, capaz de se duplicar, que se encontra no coração do sistema genético; também conhecido como DNA.

Adaptação de árvore baseada em parcimônia: um tipo de análise biogeográfica baseada em eventos (q.v.) que utiliza o princípio da parcimônia (q.v.) na decisão sobre as explicações mais prováveis.

Água profunda: uma massa de água fria, densa e salgada que afunda até o fundo do oceano ao longo do lado leste da

Groenlândia e perto da Península Antártica.

Albedo: um índice da medida em que a radiação recebida é refletida, em vez de absorvida.

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