97 capítulos
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1 - Uma História da Biogeografia

COX, C. Barry; MOORE, Peter D.; LADLE, Richard J. Grupo Gen PDF Criptografado

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ste capítulo introdutório começa com uma explicação de por que o estudo da história de um assunto é importante, e destaca algumas das importantes lições que os alunos podem ganhar com isso. Seguido pela revisão das formas em que cada uma das áreas de pesquisa em biogeografia são desenvolvidas desde a sua fundação até hoje.

Lições do Passado

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m dos maiores motivos para se estudar História é aprender com ela – de outra forma, a História seria simplesmente uma lista enfadonha de realizações. Assim, por exemplo, é sempre valioso pensar sobre por que e quando um avanço particular foi feito. Foi devido à coragem individual em enfrentar a tendência ortodoxa, então vigente e aceita, da religião ou da ciência? Foi resultado de um simples acúmulo de dados, ou foi decorrente do desenvolvimento de novas técnicas no próprio campo da pesquisa ou por uma nova permissividade intelectual? Mas o estudo da História também nos dá a oportunidade de aprender outras lições – e a primeira delas é a humildade. Precisamos ter cautela ao considerar as ideias de pesquisadores que nos antecederam para não incorrermos na armadilha de, arrogantemente, descartá-los como inferiores a nós apenas porque não perceberam as “verdades” que agora vemos de forma tão clara. Estudando as ideias e sugestões desses pesquisadores, qualquer um pode perceber que sua inteligência não é menos perspicaz do que a que temos hoje em dia. No entanto, quando comparados aos cientistas atuais, eles estavam em vantagem pela própria falta de conhecimento e por viverem em um mundo no qual, explícita ou implicitamente, era difícil ou impossível levantar determinadas questões.

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14 - Biogeografia da Conservação

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omo vimos, o estudo da biogeografia tem raízes profundas com grande parte do trabalho de base concluída até o final do século XIX. No entanto, a relevância contemporânea da pesquisa biogeográfica nunca foi tão grande. O consenso científico atual é de que estamos entrando em um período único na história da Terra, uma transformação dramática da vida na Terra, reminiscente de alguns dos eventos do passado distante que levaram a extinções em massa. Finalmente, o grau em que a ação humana altera a diversidade e a distribuição da vida na Terra depende da disposição e da capacidade das sociedades, organizações e indivíduos para conservar o que resta do mundo natural [1]. No entanto, os recursos de conservação são limitados, e é necessário que tomemos decisões racionais, empiricamente fundamentadas, sobre onde investir esses recursos limitados (de forma taxonômica e geográfica).

A biogeografia tem um papel essencial para desempenhar esse esforço, fornecendo ferramentas e conceitos para identificar processos-chave, e para fazer previsões realistas sobre o que pode acontecer com espécies e ecossistemas sob diferentes cenários de desenvolvimento humano [2].

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3 - Comunidades e Ecossistemas: Convivência

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enhum organismo vive em total isolamento de outros.

Diferentes organismos interagem entre si, durante períodos longos ou curtos, competindo por recursos e, às vezes, um excluindo o outro de determinadas áreas. Considerandose tempos evolucionários, esse fato pode levar à especialização de populações sob determinados aspectos, talvez no modo como obtêm alimento, ou no tipo de alimento que consomem, ou no tipo de microclima em que melhor desempenham suas atividades. Um animal pode nutrir-se de uma fonte específica de alimento, de modo que o consumidor está associado à distribuição de seu alimento específico.

Assim, as espécies tornam-se dependentes umas das outras: predador à presa, parasita ao hospedeiro, e assim por diante. Alternativamente, as espécies podem simplesmente ter requisitos ambientais e histórias similares e, portanto, são encontradas juntas na mesma área. O resultado é um grupo de organismos que aparecem ligados juntos em uma comunidade. Neste capítulo vamos examinar os conceitos subjacentes à comunidade e também considerar as interações entre a vida, comunidade biótica e o ambiente abiótico

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5 - Tectônica de Placas

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Tectônica de Placas

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ste capítulo inicialmente explica a evidência da tectônica de placas. Em seguida, descreve como esse processo afeta os padrões de vida nos continentes, de duas maneiras. Em primeiro lugar, muda-os diretamente, alterando os padrões de interconexão dos continentes. Em segundo lugar, provoca mudanças nos padrões dos continentes, dos oceanos, dos mares rasos, das montanhas e das correntes oceânicas, que têm efeitos indiretos na biogeografia, alterando os padrões climáticos. Esse processo também produz diferentes tipos de ilha, o que pode apresentar diferentes histórias bióticas.

O mecanismo da tectônica de placas, portanto, fornece continuamente novos desafios e oportunidades para os organismos vivos, aos quais respondem através do mecanismo da mudança evolutiva, como será explicado no Capítulo 6.

A Evidência para Tectônica de Placas

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omo explicado no Capítulo 1, a ideia de que os continentes poderiam se fragmentar e se mover sobre a crosta terrestre foi sugerida pela primeira vez pelo meteorologista alemão Alfred Wegener em 1912, mas foi rejeitada pelos cientistas porque ele não poderia sugerir qualquer mecanismo para tal fenômeno. Foi apenas na década de 1960 que

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12 - Gelo e Mudanças

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Gelo e Mudanças

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s capítulos anteriores demonstraram que uma compreensão da biogeografia do mundo moderno exige um conhecimento de eventos passados. A maioria das mudanças consideradas até agora se relacionam com o passado distante, os processos de mudança de arranjos continentais e a evolução dos principais grupos de organismos vivos. Mas a distribuição atual de plantas e animais tem sido fortemente afetada por eventos relativamente recentes na história da

Terra, especialmente a dos últimos 2 milhões de anos, quando uma camada extensa de gelo recobriu periodicamente muitas

áreas da superfície terrestre. As principais calotas de gelo do mundo já existiam há cerca de 42 milhões de anos, com a formação da Antártida ocorrida durante o Eoceno [11]. As temperaturas globais caíram rapidamente no final do Eoceno

[22], e isso parece corresponder à primeira formação de uma calota de gelo sobre a Groenlândia no Hemisfério Norte [33].

Muitas características topográficas em áreas temperadas de todo o planeta mostram que prioritária e geologicamente têm ocorrido rápidas mudanças no clima desde o Plioceno. O resfriamento generalizado do clima global que começou logo no início do Terciário continuou no Quaternário; o limite entre os dois é estabelecido em 2 milhões de anos atrás, porém dificuldades na definição, assim como nas técnicas de datação e correlação geológica, deixam essa data sujeita a algumas dúvidas. A definição desse limite advém de sedimentos marinhos italianos, em que o surgimento de fósseis de organismos de águas frias (determinados foraminíferos e moluscos) sugere positivamente um resfriamento repentino do clima que foi calculado em 1,8 milhão de anos. Evidências semelhantes de resfriamento foram encontradas em sedimentos na Holanda, e acredita-se que estas marquem o final do último estágio do

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