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Capítulo 11 - Psicologia Positiva e Avaliação da Qualidade de Vida

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PSICOLOGIA POSITIVA

E AVALIAÇÃO DA

QUALIDADE DE VIDA

Caroline Tozzi Reppold, Adriana Jung Serafini e Samantha Castiel Menda

Qualidade de vida é uma expressão amplamente utilizada em várias áreas do conhecimento, porém é ainda muito controversa. Alguns autores consideram-na como uma medida econômica, avaliada pelo Índice de Desenvolvimento

Humano. A psicologia vai além, mas, por se tratar de um debate recente, ainda não há limites claros entre alguns termos muitas vezes utilizados como sinônimos: saúde, qualidade de vida, bem-estar, satisfação de vida, felicidade, entre outros. Este capítulo discutirá alguns desses conceitos e também tratará sobre os instrumentos existentes para avaliação de qualidade de vida, aprofundando-se na explicação do WHOQOL-100.

Uma das mais importantes definições de qualidade de vida foi proposta pelo The WHOQOL Group (1993), uma equipe ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS). Por meio de grupos focais espalhados em vários países, chegou-se ao conceito de que qualidade de vida é “a percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”

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Capítulo 9 - Instrumentos para Avaliação da Esperança: Escala de Esperança Disposicional e Escala de Esperança Cognitiva

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INSTRUMENTOS PARA

AVALIAÇÃO DA ESPERANÇA:

ESCALA DE ESPERANÇA

DISPOSICIONAL E ESCALA

DE ESPERANÇA COGNITIVA

Juliana Cerentini Pacico e Micheline Roat Bastianello

Você conhece o mito de Pandora? Prometeu, um titã na mitologia grega, presenteou os homens com o fogo, para que por meio dele dominassem a natureza. Zeus, enfurecido, arquitetou uma vingança, pois Prometeu desobedecera as suas ordens. Criou Pandora, a primeira mulher, e enviou-a à Terra portando um jarro (sim, um jarro e não uma caixa!). Pandora foi advertida de jamais abri-lo sobre a superfície terrestre. Entretanto, assim que chegou à Terra, foi vencida pela curiosidade. Abriu o jarro e todos os males que estavam contidos nele escaparam, concretizando a vingança planejada por Zeus. Assustada, ela fechou rapidamente o jarro, sem perceber que no fundo havia ficado o único bem que ele carregava: a esperança (Snyder, 2000). Trágico, não? Mas reconfortante saber que no fundo sempre há esperança.

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Capítulo 2 - Avaliação da Felicidade Subjetiva: Para Além dos Dados de Autorrelato

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AVALIAÇÃO DA FELICIDADE

SUBJETIVA: PARA ALÉM DOS

DADOS DE AUTORRELATO

Kristin Layous e Cristian Zanon

Quando as pessoas são perguntadas “você é feliz?”, elas parecem saber o que significa a questão e são capazes de respondê-la em segundos. No entanto, a compreensão científica do significado da felicidade expressa por meio de autorrelatos não é tão simples. Que fatores uma pessoa considera quando informa se é feliz? O que a leva a referir tais fatores? Que comportamentos ou sintomas fisiológicos deve (ou não) correlacionar com o próprio relato de sua felicidade? Seria uma forma válida para medir a felicidade simplesmente perguntar para alguém se é ou está feliz, ou há outros fatores a considerar? Este capítulo apresenta uma revisão da literatura sobre a estrutura da felicidade, considerações sobre avaliação da felicidade por meio de autorrelatos e outras formas promissoras para sua investigação e de seus correlatos.

DEFINIÇÃO DE FELICIDADE SUBJETIVA

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Capítulo 1 - As Origens da Psicologia Positiva e os Primeiros Estudos Brasileiros

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AS ORIGENS DA PSICOLOGIA

POSITIVA E OS PRIMEIROS

ESTUDOS BRASILEIROS

Juliana Cerentini Pacico e Micheline Roat Bastianello

Este capítulo apresenta um panorama sobre como a psicologia positiva surgiu, quais são seus antecedentes históricos e qual é o objetivo dessa nova

área. Ao longo dele, será apresentada uma definição sobre o que é a psicologia positiva e seu objeto de estudo, bem como será abordado com o que ela está comprometida e feita uma breve revisão sobre a área no Brasil.

COMO A PSICOLOGIA POSITIVA SURGIU?

Essa é uma questão controversa e tem gerado bastante polêmica. No ano

2000, Seligman e Csikszentmihalyi publicaram, na American Psychologist, um artigo intitulado “Positive Psychology: an introdution”. Nesse artigo, os autores afirmaram que desde a Segunda Guerra Mundial o foco da psicologia tem sido curar e reparar os danos. Esse foco, quase exclusivamente curativo, fez com que se olhasse pouco para os aspectos positivos que também são parte do sujeito e das comunidades. Assim, tais aspectos foram negligenciados por um longo período, tornando a visão da psicologia incompleta. Com base nisso, esses autores propuseram que o objetivo da psicologia positiva é promover um ajuste no foco da psicologia para que aspectos saudáveis também recebam atenção. Dessa maneira, percebe-se que tanto a psicologia voltada à cura e à reparação do que precisa ser mais bem ajustado quanto a psicologia que se volta ao estudo das qualidades e das características positivas do ser humano são aspectos importantes e merecem atenção. Se fosse possível comparar a situação a uma balança, a proposta da psicologia positiva seria o equilíbrio entre os dois pratos.

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Capítulo 6 - Avaliação de Bem-estar Subjetivo em Adolescentes

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AVALIAÇÃO DE BEM-ESTAR

SUBJETIVO EM ADOLESCENTES

Joice Dickel Segabinazi, Maxciel Zortea e Claudia H. Giacomoni

A área de estudos do bem-estar subjetivo (BES) busca entender como e por que as pessoas experimentam suas vidas de maneira positiva e para isso inclui avaliações cognitivas e emocionais (Diener, 2009). Na avaliação do BES, três componentes são substanciais: o julgamento global, o julgamento realizado a partir de domínios específicos e as reações emocionais da pessoa (Diener, Lucas, & Oishi, 2005). A adolescência, por sua vez, consiste em um período de profundo desenvolvimento, não só físico, mas também cognitivo, psicológico, afetivo e relacional (Steinberg, 1999). Assim, investigações sobre as características do BES na adolescência são importantes, pois uma resolução bem-sucedida das tarefas nessa fase da vida pode ajudar o indivíduo a tornar-se um adulto saudável.

Pesquisas em outros países identificaram aspectos associados ao bem-estar e à sa­tisfação de vida na adolescência. Entre eles estão os recursos pessoais dos adolescentes, a satisfação de vida de seus pais (Ben-Zur, 2003), autoestima, lócus de controle e expectativas para o futuro (Hunter & Csikszentmihalyi,

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