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Cirne-Lima e a sistematização da Filosofia

CASTILHO, Ricardo Editora Saraiva PDF Criptografado

sibilidades de acertar, e diminuíram-se, proporcionalmente, as causas de erros. É quanto podem desejar os que, dentro das contingências humanas, procuram a verdade e o bem-estar dos indivíduos e das agremiações.

É, portanto, da mais alta significação o vosso livro, para o avanço das ideias jurídicas no mundo, o que importa dizer, para o melhoramento da organização social. Isto explica todo o nosso júbilo de juristas e de brasileiros, e esta efusão sincera, em que ele se traduz2.

Pontes de Miranda e suas ideias

Pontes de Miranda dizia que a sociedade é como um organismo biológico, relativo no tempo e no espaço, e que os indivíduos são regidos por processos sociais de adapta‑

ção. Adepto do pacifismo, achava que o ideal político é o socialismo, mas com a pre‑ sença do Estado para garantir a ordem por meio da regra jurídica. Desde que o governo não fosse despótico e assegurasse a democracia e as liberdades individuais.

Graças ao seu interesse constante pela matemática, manteve diálogo com Albert

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Cirne-Lima e a sistematização da Filosofia

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sibilidades de acertar, e diminuíram-se, proporcionalmente, as causas de erros. É quanto podem desejar os que, dentro das contingências humanas, procuram a verdade e o bem-estar dos indivíduos e das agremiações.

É, portanto, da mais alta significação o vosso livro, para o avanço das ideias jurídicas no mundo, o que importa dizer, para o melhoramento da organização social. Isto explica todo o nosso júbilo de juristas e de brasileiros, e esta efusão sincera, em que ele se traduz2.

Pontes de Miranda e suas ideias

Pontes de Miranda dizia que a sociedade é como um organismo biológico, relativo no tempo e no espaço, e que os indivíduos são regidos por processos sociais de adapta‑

ção. Adepto do pacifismo, achava que o ideal político é o socialismo, mas com a pre‑ sença do Estado para garantir a ordem por meio da regra jurídica. Desde que o governo não fosse despótico e assegurasse a democracia e as liberdades individuais.

Graças ao seu interesse constante pela matemática, manteve diálogo com Albert

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NA TANGÊNCIA DA FILOSOFIA

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outro romântico alemão, Ludwig van Beethoven, musicou em 1824 como a famosa

Sinfonia n. 9 em ré menor, contendo, em um de seus movimentos, uma parte do texto de Schiller).

O grande mentor do romantismo alemão, porém, foi Johann Gottfried von Herder, um pesquisador da literatura alemã que escreveu, entre 1766 e 1767, o livro Fragmentos sobre a literatura alemã moderna, clamando os autores germânicos a produzirem uma literatura genuinamente nacional – questionava o retorno à estética dos antigos gregos, que imperava na Europa.

NA TANGÊNCIA DA FILOSOFIA

Charles Darwin e a evolução das espécies

Uma das teorias de maior impacto sobre a questão da natureza e, portanto, a sua validade como fundamento de várias vertentes da filosofia foi a doutrina do britânico

Charles Darwin, consolidada em dois livros: Origem das espécies (1859) e Origem do homem (1871).

Charles Darwin (1809-1882) pesquisou, durante cinco anos, espécimes da fauna e da flora nas ilhas Galápagos, que ficam a 1.000 km de distância do litoral do Equador.

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NA TANGÊNCIA DA FILOSOFIA

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rentemente da experiência do imortal, não corresponde a qualquer tipo de atividade nem pode nela ser convertida.

Designa-se a experiência do eterno por theoria ou contemplação, em contraposição a todas as outras atitudes que, no máximo, podem estar relacionadas com a imortali‑ dade. Como já mencionado, a história consagrou a visão da contemplação como supe‑ rior hierárquica à vita activa. Diz Hannah Arendt que isso não se deveu propriamente ao pensamento filosófico. A queda do Império Romano é emblemática nesse sentido, pois, por um lado, demonstrou que nenhuma obra de mãos mortais pode ser imortal e, por outro, foi acompanhada da ascensão do evangelho cristão, pregador da vida indi‑ vidual eterna. Diminui-se, assim, a importância de qualquer busca pela imortalidade terrena. Como resultado, a vita activa e o bios politikos desvalorizaram-se em face da contemplação.

“ESTAR EM SOLIDÃO significa estar consigo mesmo; e, portanto, o ato de pensar, embora possa ser a mais solitária das atividades, nunca é realizado inteiramente sem um parceiro e sem companhia” (Hannah Arendt).

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NA TANGÊNCIA DA FILOSOFIA

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NA TANGÊNCIA DA FILOSOFIA

Sigmund Freud, o criador da psicanálise

Os filósofos da Escola de Frankfurt basearam muitos de seus estudos na concepção psicanalítica de Sigmund Freud.

Médico austríaco, que viveu entre 1856 e 1939, Freud nasceu na cidade de Freiberg, então pertencente ao Império Austro-Húngaro (hoje Pribor, na República Tcheca). Aos

4 anos foi levado com a família a morar em Viena, em razão da falência do comércio de tecidos do pai, um negociante judeu. Na capital da Áustria estudou Medicina e es‑ pecializou-se em neurologia. Foi aluno de Franz Brentano e colega de Edmund Husserl.

Embora tido como bem-humorado, Freud sofreu de depressão, principalmente por causa da perseguição praticada contra os judeus, na época de sua infância e mocidade.

Passou a usar cocaína, então um medicamento recomendado como estimulante. Estu‑ dou os efeitos anestésicos da droga na medicina, tendo chegado a publicar o artigo científico “Sobre a cocaína”, em 1884.

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