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06. Cuidados de biossegurança

Alberto dos Santos de Lemos Editora Manole ePub Criptografado

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Introdução

Os profissionais de saúde estão na linha de frente da batalha contra a ­COVID-19. Inúmeros se infectaram ao atender e tratar pacientes infectados e doentes, com alguns casos evoluindo a óbito. Profissionais de saúde também podem transmitir a doença para outros pacientes hospitalizados, outros profissionais de saúde dentro do ambiente hospitalar e servir como vetores para a comunidade. As medidas de biossegurança envolvendo a utilização de equipamentos de proteção individual (EPI), a aplicação de procedimentos administrativos e de trabalho específicos para controle da transmissão e a infraestrutura hospitalar adequada para lidar com infecções respiratórias são, portanto, fundamentais.

O papel da transmissão de gotículas, fômites e aerossóis para o SARS-CoV-2, a proteção oferecida pelos diferentes EPI e a transmissibilidade do vírus em diferentes estágios da doença permanecem incertos. Na presença de transmissão generalizada da comunidade e sobrecarga dos serviços de saúde, o uso racional dos EPI é crucial, e a higienização das mãos deve ser exaustivamente relembrada e praticada.

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Capítulo 3 – Análise de risco e estabelecimento de metas e objetivos em programas de controle de infecções

Kathleen M. Arias Grupo A PDF Criptografado

Análise de risco e estabelecimento de metas e objetivos em programas de controle de infecções

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BARBARA M. SOULE

VISÃO GERAL DOS PADRÕES

Os padrões para “Vigilância, Prevenção e Controle de Infecções” da Joint Commission exigem que as organizações acreditadas avaliem os riscos (Padrão CI.2.10) e estabeleçam metas com base nos resultados da avaliação (Padrão CI.3.10). Essas atividades não são novidade para os profissionais de controle de infecções. Esses profissionais sempre avaliaram riscos, principalmente com base em estudos de dados, surtos e lacunas óbvias nas práticas desejadas. Entretanto, os padrões de controle de infecções permitiram avaliar riscos e estabelecer metas de forma mais estruturada, bem como possibilitaram que os processos formais enfatizassem as abordagens mais bem desenhadas e idealizadas das atividades relacionadas ao controle de infecções. Os padrões de controle de infecções e seus elementos de desempenho delineiam claramente as expectativas e o conteúdo mínimo dos programas organizacionais de avaliação de risco e de estabelecimento de metas.

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Capítulo 10 – Segurança dos pacientes e controle de infecções

Kathleen M. Arias Grupo A PDF Criptografado

10Segurança dos pacientes e controle de infecçõesJANET FRAINJOINT COMMISSION – METAS NACIONAIS DESEGURANÇA DOS PACIENTES NOCONTROLE DE INFECÇÕESA redução no risco de incidência de infecções associadas à assistência à saúde é uma grande preocupação com relação à segurança dos pacientes e à qualidade do atendimento em todos os tipos de organizações de saúde. Em 2004, a Joint Commission lançou o programa National Patient Safety Goal, sobre controle de infecções, aplicável aos seguintes tipos de assistência à saúde: atendimentos ambulatoriais, saúde comportamental, hospitais de acesso crítico, atendimento de doenças específicas, hospitais, laboratórios, atendimento de longa permanência e cirurgias em clínicas. Essa meta exige que as organizações reduzam a incidência de infecções associadas à assistência à saúde por meio da adesão às orientações de higiene das mãos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC)* e administrem todos os casos identificados de óbito ou perdas de função causadas por esse tipo de infecção como se fossem eventos-sentinela. O tipo de infecção associada à assistência à saúde em cada organização de prestação de serviços depende do atendimento, do tratamento e dos serviços prestados, embora tais infecções sejam comuns em casos de infecções no trato urinário associadas a uso de catete* Ver o Quadro 10-2: Orientações do CDC sobre Higiene das Mãos, na página 155.

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Capítulo 7 – Administração de programas de controle de infecções

Kathleen M. Arias Grupo A PDF Criptografado

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Administração de programas de controle de infecções

KATHLEEN MEEHAN ARIAS

BARBARA M. SOULE

PADRÃO CI.7.10

A administração dos programas de controle de infecções deve ser eficiente.

Princípio Lógico

A gestão dos programas de controle de infecções em geral é conduzida por um indivíduo (ou indivíduos) com conhecimentos compatíveis com o nível de risco identificado pelas instituições de assistência à saúde. Além disso, esse(s) indivíduo(s) deve(m) estar familiarizado(s) com atividades como análise de risco de infecções, princípios da prevenção e controle de infecções e análise de dados. A pessoa responsável pela coleta dos dados para os programas de controle de infecções não precisa ser necessariamente a mesma que analisa esses dados e que administra os programas. Esses indivíduos podem ser funcionários das organizações ou terceirizados. O número de indivíduos e as respectivas qualificações baseiam-se no tamanho, na complexidade e nas necessidades das organizações.

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Capítulo 5 – Avaliação da eficiência de programas de controle de infecções

Kathleen M. Arias Grupo A PDF Criptografado

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Avaliação da eficiência de programas de controle de infecções

CANDACE FRIEDMAN

PADRÃO CI.5.10

Os programas de controle avaliam a eficiência das intervenções no controle de infecções e, se necessário, redesenham as intervenções.

Este padrão é uma evolução natural dos padrões

CI.1.10 a CI.4.10. Depois da análise de risco, da definição das metas e dos objetivos e da implementação das estratégias, é de extrema importância determinar os respectivos níveis de eficiência (ver Fig. 5-1). Essas atividades são semelhantes ao processo planejar-fazerverificar-agir (PFVA),* que faz parte da rotina dos projetos de melhoria da qualidade.1

A avaliação da eficiência das intervenções ajuda a identificar atividades bem-sucedidas dos programas de controle de infecções e atividades que precisam ser modificadas para melhorar os resultados. Os próximos parágrafos mostram os sete elementos de desempenho (EDs) em geral utilizados para comprovar a adesão a esse padrão:

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