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Capítulo 3. Aberturas clássicas do Peão do Rei

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Aberturas clássicas do Peão do Rei

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gora que você já sabe que a chave para ganhar uma boa posição desde a abertura é controlar o centro – em especial as quatro casas mais centrais, também chamadas de “pequeno centro” – com peões e peças menores, está na hora de introduzir um novo conceito: a noção de equilíbrio. Dê uma olhada no Diagrama 17, a posição inicial. Os dois exércitos estão espelhados com perfeição. Os exércitos opostos estão em harmonia, ou o que Wilhelm Steinitz (1836-1900, campeão mundial de 1886 a 1894), o primeiro campeão mundial oficialmente reconhecido, chamou de equilíbrio. Gerações de enxadristas debateram qual seria o resultado de uma partida se ela fosse disputada com lances perfeitos pelos dois lados. As partidas acabariam sempre em empate? Quando as brancas fazem o primeiro movimento, elas perturbam o equilíbrio e ganham a vantagem de poder desenvolver seu exército ao mesmo tempo em que reivindicam uma parte do centro. As pretas reagem de maneira a restaurar o equilíbrio. As-

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Capítulo 4. Aberturas clássicas do Peão da Dama

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XADREZ VITORIOSO: ABERTURAS

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Aberturas clássicas do Peão da Dama

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a mesma forma que fiz no Capítulo 3, neste capítulo estudo aberturas clássicas do Peão da Dama e suas defesas. Vou seguir uma linha principal ao mesmo tempo em que analiso um grande número de desvios pelo caminho. Sempre comentarei as idéias fundamentais e os princípios envolvidos.

Aberturas do Peão da Dama, como o nome sugere, começam com as brancas movimentando o peão em frente à Dama:

1.d4

Partidários do 1.d4 têm um excelente argumento para defender seu lance de abertura favorito. O peão-d branco ataca e ocupa o pequeno centro, abre caminho para o Bispo e a Dama, e está apoiado pela Dama branca. Lembre-se de que, no Capítulo 3, o peão-e4 branco era cercado constantemente e precisava de proteção. Nas aberturas do Peão da Dama, o peão-d4 já está protegido.

Defensores do 1.e4 contra-argumentam que 1.d4 não ajuda o desenvolvimento das forças da ala do Rei das brancas e que o Rei branco precisa ficar no centro por pelo menos um ou dois tempos a mais. Você deve pesar os prós e contras ao fazer uma escolha de abertura.

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4: Mikhail Tal

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Mikhail Tal

De todos os Campeões Mundiais, Mikhail

Tal, ou “Mischa”, como todos o chamavam, foi o mais querido, admirado e, sim, amado pelos colegas e fãs do xadrez no mundo inteiro. Era uma pessoa notavelmente bondosa e simpática. Tinha uma voz suave e uma adorável capacidade de ironizar a si mesmo com graça. Jamais o ouvi pronunciar uma palavra áspera em sua vida, mesmo quando perdia uma partida difícil. Seus olhos cintilantes se iluminavam sempre que havia um tabuleiro de xadrez por perto. Seus escritos o revelam como uma pessoa mundana e compassiva. Não sei quantas línguas falava, mas seu inglês era excelente. Quando multidões se reuniam nas salas de imprensa para ouvi-lo, ele mudava de um idioma para o outro com facilidade. Andava e movia suas peças com uma facilidade quase desleixada, pronto para qualquer oportunidade que a vida lhe apresentasse dentro ou fora do tabuleiro. Mesmo quando as tensões no tabuleiro estavam em sobre-excitação, seus lances era fluidos.

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11. Raios X e moinhos de vento

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YASSER SEIRAWAN & JEREMY SILMAN

seguro porque a Torre em c5 o protege; mas, nesse caso, essa segurança transforma-se em ilusão. Com 1...Txa5!, a Torre-a8 captura o peão, enquanto a Torre preta em d5 aplica um raio X. (O peão, na verdade, estava sendo atacado pelas duas Torres pretas, e a Torre-c5 branca não podia fazer nada para detê-las.)

A tática do raio X é particularmente forte diante de uma fraqueza na primeira fileira, pois, nesse caso, ameaças de xeque ou xeque-mate acrescentam combustível ao fogo. No Diagrama 105, as brancas têm consciência de que o Rei enfrenta o perigo de um xeque-mate na primeira fileira, mas, como a casa-e1 e a casa-f1 parecem bem defendidas, elas se sentem seguras e esperam 1...Txe2 2.Dxe2 para fazer uma troca equilibrada em termos de material. Elas não percebem que um raio X paira sobre suas cabeças e que a casa-e1 está sendo atacada não apenas pela Dama preta, mas também pela Torre. A morte das brancas é rápida e certa: 1...De1+! 2.Txe1 Txe1+ 3.Cf1 Txf1 xeque-mate.

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Capítulo 7. Uma solução para a abertura

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XADREZ VITORIOSO: ABERTURAS

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Uma solução para a abertura

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evei vários anos para compreender as informações apresentadas nos capítulos anteriores. Aprender todas as aberturas e defesas clássicas, bem como seus nomes, foi realmente difícil. Mas, sem dúvida, isso me ajudou a perceber que nunca mais voltaria a usar minhas aberturas de Canhão ou do Assalto da Dama! Meu lance de abertura favorito tornou-se 1.e4 e teria ficado assim para sempre se não fosse por um pequeno problema: eu perdia. Na verdade, perdia com bastante freqüência, e a abertura era a verdadeira culpada. Eu achava que era preciso tornar-se um especialista em todo tipo de abertura e defesa! Assim que encontrava uma linha para lidar com a Dragão, eu perdia porque não estava ciente da última novidade do

Ataque Keres da Scheveningen. As coisas não melhoravam com a Defesa

Petroff. Desconhecer as nuanças de tantas aberturas significava que eu não conseguia ter uma vantagem, independentemente da linha escolhida. Todos concordavam com minhas reclamações: “É isso aí, Yaz. Me avisa quando você achar alguma coisa que valha a pena”.

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